Monopólio vai passar a filme
'Monopoly' has electric company
Ridley Scott will direct; Pamela Pettler to write screenplay
The Hasbro-Universal collaboration "Monopoly" is jumping a large number of spaces up the board.
The feature project has brought on Pamela Pettler to write the screenplay; She penned Tim Burton's "Corpse Bride," Gil Kenan's "Monster House" and the upcoming animated adventure "9," produced by Burton and Timur Bekmambetov.
And Ridley Scott, who has been attached as a producer on "Monopoly" and has been mentioned as a possible director, is now officially attached to helm the project, with an eye toward giving it a futuristic sheen along the lines of his iconic "Blade Runner."
In addition to Scott, Giannina Facio and Hasbro's Brian Goldner are also producing the movie, which will shape a narrative out of the iconic real-estate game. Lawrence Grey will oversee for Universal and Bennett Schneir will oversee for Hasbro.
"Monopoly" marks the latest Hasbro property to look to pass go and head to the big screen. Board games and branded properties have become more attractive as studios look to mitigate risk by finding built-in audiences.
Universal is working with Hasbro on several projects as part of a long-term development deal. Platinum Dunes is producing its feature adaptation of "Ouija Board," while the maritime classic "Battleship" is also in development. Elsewhere at Hasbro, Paramount this summer is set to release Stephen Sommers' feature based on its "G.I. Joe" character. And "Trivial Pursuit: America Plays" is now airing as a syndicated television program.
http://www.hollywoodreporter.com/hr/content_display/news/e3ie9098baec9eb95cd0d7bac3726b6ce9e
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AAAAAAaaaaaaaaaaaaaahhhhhhhhhhhhhhhhhhh!!!!!
AAAAAAaaaaaaaaaaaaaahhhhhhhhhhhhhhhhhhh!!!!!
...
O Manoel de Oliveira devia estar ocupado.
Nao foi isso
É que tem demasiada acção. Num só roll de dados tem mais acção que numa cena de 10 minutos do Oliveira!! O Sr. já não tem idade para essas coisas!!
Já tinha ouvido o rumor,
Já tinha ouvido o rumor, mas volto a frisar: OMFG!! Com tanto material bom para filme...
www.breakingthemagic.com
"Nós que temos dinheiro..
..queremos fazer este filme."
Para quando a adaptação do jogo do galo? É uma grave lacuna.
Agora a sério, para quando um Galaxy Trucker? Ou um Diplomacy?
Pois a mim parece-me muito bem!
Pois eu não partilho o vosso desagrado. Acho que deve ser uma boa história sobre como apareceu o jogo tendo como pano de fundo os anos 30. Como o jogo alterou a convivência das famílias da altura e as fez sonhar com dias melhores.Também é interessante como é que o designer pensou no jogo e o fez no meio daquela angustia toda capitalista. Por outro lado, dadas as circunstâncias económicas actuais, é um filme cheio de oportunismo.
Além do mais é parte da história dos Boardgames que está a ser posta na tela, ainda por cima com a mão dum realizador razoável.
Tudo bem que o jogo é uma merda, que comparado com os jogos actuais é injogável, mas a história do seu surgimento é fracamente apaixonante.
Seja como for eu respeito imenso o Monopólio e o Risco e todos estes jogos que contribuíram para tudo o que nós gostamos. O Monopólio tem uma história muito forte por detrás e continuo a achar que apesar de ser um jogo pouco interessante para os dias de hoje, tendo em conta aquilo que o hobby evoluiu, continua injustamente a ser alvo de um olhar anacrónico por parte dos jogadores.
Caramba, o jogo tem 70 anos!!!!
Pensando bem...
É verdade que tremo de desagrado quando tenho de falar do monopolio, e tenho muitas dificuldades em disfarçar a minha repugnacia quando me dizem que é um jogo excelente,
mas....
realmente não podemos ignorar uma das nossas origens, aquela que é facilmente identificavel com o conceito de jogos de tabuleiro: é o mais famoso/jogado deles, sem ter uma categoria dedicada e isolada (como o xadrez e as damas). Seria como gozar com os costumes dos nossos avós e não admitirmos que tambem fazem parte de nós e da nossa história.
Em Essen adorei ver uma senhora de 60 anos toda contente com um Cuba debaixo do braço. E espantava-me quando via pessoas a jogar e comprar as 10000 versões do monopolio e do risco. Mas não deixa de ser um primeiro passo que chama a atenção e quebra muitos preconceitos iniciais. Comigo pelo menos resultou.....
Exacto
É precisamente essa a minha ideia quanto ao Monopolio. O jogo não é lá muito interessante mas toda a gente sabe como se joga e por isso toda a gente o compra. Acho que qualquer criança quando nasce já tem um chip instalado com as regras do jogo. Apesar disso tem nele muitas das características que podemos facilmente encontrar num jogo de tabuleiro recente. Tem interacção, tem negociação, tem galhofa, junta pessoas à mesa e toda a gente fica contente por estar a passar aquele momento em conjunto. O que é preciso entender é que, quem está disposto a jogar ao Monopolio, está-se literalmente a borrifar se o jogo tem Sorte ou não, ou se a mecânica é funcional ou não, quer é estar divertido com a família, com os filhos, os amigos seja lá quem for na noite de Natal ou quando alguém faz anos e não quer passar uma hora a ler regras. É por isso que tantos milhões o jogam. Creio que se as mesmas pessoas conhecessem o Catan, com toda a certeza deixavam de jogar ao jogo da Hasbro e preferiam o da Kosmo. Mas não conhecem e esse é o factor decisivo para que, quando estão num hipermercado, vão sempre à mesma caixa.
Tenho quase a certeza que na Alemanha, onde há jogos ao pontapé nas prateleiras dos hipermercados, ninguém já deve jogar ao Monopolio em lado nenhum.
O que me parece é que já muita gente joga ao catan e ao Ticket to Ride e com o passar dos anos parece-me que a tendência será para estes dois jogos venderem cada vez mais.
Espero que a tradução do Ticket para portugês e que, provavelmente será vendido nos hipermercados ao lado do Monopolio, fará justiça a esta ideia.
Mas agrada-me imenso que as pessoas joguem ao Monopolio. Eu joguei e gostei bastante. Também me fartei de jogar ao Risco e também adorava. Uma coisa leva à outra e os consumidores de Monopolio vão ser os prováveis consumidores do Catan, do Ticket e de outros mais.
O que é preciso é que a informação passe, que o consumidor saiba que pode ter a experiência que tem com o Monopolio com outro jogo qualquer.
Acreditem, o Monopolio não é propriamente o anti-cristo dos jogos de tabuleiro.
Já o Trivial........
Wrooong!!!
Tenho quase a certeza que na Alemanha, onde há jogos ao pontapé nas prateleiras dos hipermercados, ninguém já deve jogar ao Monopolio em lado nenhum.
Tu havias de ver a nossa cara de espanto em Essen ao ver a quantidade de pessoal que comprava Monopolio!!! Lá iam eles todos contentes com um debaixo do braço, parecendo que tinham feito a compra de um achado!! E pela pinta, pela versão que levavam com eles, etc, eram alemães e afins.
A sério?!
Fico bem espantado com isso. Bem, gostos não se discutem. Mas fico feliz que, pelo menos em Essen, não devia ter sido o Monopolio o campeão de vendas!
Ou será que foi?!
Passos atrás...
Diria que jogar monopólio é um passo atrás para qualquer pessoa que possa ter interesse no hobby.
Há uns aninhos (talvez 4) quando nunca na minha cabeça passaria a ideia de que viria a ser um "board game geek" deu-me a mania e a uns amigos de voltar a jogar os "clássicos", monopólio, Trivial Pursuit, Pictionary e afins.
Posso garantir que após umas noites de jogo ninguém queria ver mais jogos de tabuleiro à frente. Penso que só o Pictionary se safou da nossa raiva, todos os outros ficaram na nossa "hatelist".
Uns anos depois e com outros amigos finalmente experimentei Puerto Rico (um pouco de nariz torcido), Carcassonne, Risco e Twilight Imperium. Após uns tempos em que fiquei um pouco indeciso sobre como me sentia em relação a este hobby (por um lado os jogos eram "complexos" mas por outro eram bastante interessantes) lá o bichinho nasceu e agora não há voltar atrás :D
Na minha opinião para a maior parte das pessoas Monopólio é "Monopólio" e não "jogos de tabuleiro" e não há-de ser por aí que nasce o bichinho dos jogos.
www.breakingthemagic.com
A minha opinão do Monopoly
Puts the ASS in CLASSIC.
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No moon is there, no voice, no sound
Of beating heart; a sigh profound
Once in each age as each age dies
Alone is heard. Far, far it lies
Mais ou menos...
Na minha opinião para a maior parte das pessoas Monopólio é "Monopólio" e não "jogos de tabuleiro" e não há-de ser por aí que nasce o bichinho dos jogos.
Estou longe de ser representativo, mas comigo resultou! Também admito que acho que há um "tempo" para o jogo funcionar como chamariz: não estou a imaginar um adulto deixar-se seduzir por jogos de tabuleiro através de um jogo tão sensaborão como o Monopólio.
albinscott escreveu:
Na minha opinião para a maior parte das pessoas Monopólio é "Monopólio" e não "jogos de tabuleiro" e não há-de ser por aí que nasce o bichinho dos jogos.
Estou longe de ser representativo, mas comigo resultou! Também admito que acho que há um "tempo" para o jogo funcionar como chamariz: não estou a imaginar um adulto deixar-se seduzir por jogos de tabuleiro através de um jogo tão sensaborão como o Monopólio.
Obviamente estou a generalizar, com alguns haverá de resultar e para esses melhor :)
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hugocarvalho escreveu:
Acho que deve ser uma boa história sobre como apareceu o jogo tendo como pano de fundo os anos 30. Como o jogo alterou a convivência das famílias da altura e as fez sonhar com dias melhores.Também é interessante como é que o designer pensou no jogo e o fez no meio daquela angustia toda capitalista.
Não me parece que tenhas lido bem o artigo.
As frases:
... with an eye toward giving it a futuristic sheen along the lines of his iconic "Blade Runner."
... will shape a narrative out of the iconic real-estate game.
Indicam que o filme será algo baseado no jogo, mas não relacionado com a história da sua criação. Talvez até algo futurista. Aliás, não seria muito interessante para os detentores dos direitos do Monopólio que se tornasse mais visível a velha questão de o Monopólio ter nascido de um roubo. História ainda por esclarecer mas que tem, de facto, contornos pouco claros.
Esta é, independentemente do respeito ou falta dele pelo jogo, uma das ideias mais estúpidas que vi sair de Hollywood. Qual será a história?
Algo nas linha de "Era uma vez um grupo de pessoas que tinham algum dinheiro a mais. Resolveram então que iriam ver que obteria mais dinheiro aplicando o inicial em propriedades. Não tinham muita escolha nas propriedades que iriam comprar. Simplesmente foram aos arquivos municipais e tiraram à sorte quais as propriedades que cada um comprava. A única coisa que decidiam era se compravam ou não. De vez em quando saia uma propriedade que fazia com que alguns perdessem dinheiro, ou que ganhassem mais. Regularmente, ao fim de algumas propriedades sorteadas, cada uma recebia mais dinheiro. E continuaram assim durante muito tempo... Eventualmente só ficou uma com dinheiro. Todo o dinheiro. E foi infeliz para sempre."?
Espera... isto tem algumas possibilidades... Mas deve ser uma seca monumental de filme!
Quanto ao resto, a minha opinião acerca do Monopólio enquanto jogo e à sua influência como produto comercial no hobby é bem conhecida.
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"No caminho para o verdadeiro conhecimento, as coisas óbvias são os obstáculos."
Pois
Depois de ler novamente a notícia, não há realmente nada que indique que o projecto seguirá o caminho que eu sugeri. É um bocado difícil perceber como é que se pode fazer uma adaptação para filme dum jogo de tabuleiro. Bem não o consigo imaginar, de facto. Pareceu-me muito mais consistente uma história sobre a sua criação o que, como já disse, até poderia ser interessante. Seja como for, e isso é talvez o mais importante, não me parece mesmo nada justo criticar o que quer que seja sem ver o resultado final. Ainda para mais, quando o realizador envolvido, até teve os seus momentos altos no mundo da 7ªarte. Mas pronto, o Monopólio cria ódios e preconceitos difíceis de travar e não há nada que se possa fazer quanto a isso. Resta encolher os ombros e voltar a um normal dia de trabalho.
hugocarvalho escreveu: É
É um bocado difícil perceber como é que se pode fazer uma adaptação para filme dum jogo de tabuleiro.
Alguns nem seriam muito difíceis... A começar pelo Settlers, passando por Twilight Imperium e talvez terminando num Pandemic. Mas se calhar eu tenho uma imaginação demasiado fértil... até já fiz ficção com o Saint Petersburg, LOL.
Pareceu-me muito mais consistente uma história sobre a sua criação o que, como já disse, até poderia ser interessante.
De facto, seria potencialmente interessante.
Seja como for, e isso é talvez o mais importante, não me parece mesmo nada justo criticar o que quer que seja sem ver o resultado final.
Só critico a ideia. O filme, depois vê-se...
Ainda para mais, quando o realizador envolvido, até teve os seus momentos altos no mundo da 7ªarte.
Bem altos, até! E alguns menos interessantes... mas não me lembro de nada mesmo muito mau.
Mas pronto, o Monopólio cria ódios e preconceitos difíceis de travar e não há nada que se possa fazer quanto a isso. Resta encolher os ombros e voltar a um normal dia de trabalho.
Ódio é um palavra um pouco forte demais... Até tenho uma cópia do jogo.
Realmente não gosto do jogo enquanto jogo, e isto é resultado de análise e não preconceito, nem da forma de limitar o mercado de jogos de tabuleiro exercida pelos detentores dos direitos do jogo, mas não tenho ódio nem a uma coisa nem a outra.Só queria esclarecer isso...
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"No caminho para o verdadeiro conhecimento, as coisas óbvias são os obstáculos."
São gostos...
O jogo efectivamente não tem piada nenhuma. Mas é apenas uma opinião minha e tua também. Existem milhões de pessoas que acham o Monopólio a melhor coisa do mundo, inclusivamente li há pouco tempo uma entrevista do campeão que afirmava gostar dos novos jogos de tabuleiro mas que nenhum se compra ao Monopólio. Como se fosse pouco, pelo que a malta que foi a Essen diz, também na feira o Monopólio se vendeu como castanhas assadas no Outono. E aí não podemos dizer que os consumidores desconheçam as outras opções de mercado. Eu acho que tudo não passa duma questão de gosto. Há pessoas que gostam de Celine Dion, há outras que gostam de Nick Cave, umas gostam de futebol, outras de basket, não compreendemos porque razão os adolescentes gostam de usar o rabo das calças nos joelhos. O mais importante é que as pessoas joguem. Ainda recentemente vi umas reportagens na Ludus no Brasil (um bar em que se pode jogar qualquer jogo) e os jogos mais jogados são precisamente o Risco e o Monopólio e mais uma vez há opções a dar com um pau. Temos de admitir que é mais do que apenas marketing. As pessoas gostam.
Discordemos, então...
Não temos a mesma opinião, pelo menos para além de ambos acharmos o jogo mau.
Não me parece que alguém que joga Monopólio competitivamente seja a pessoa mais isenta (ou competente) para comentar os outros jogos, também não acho que as vendas de Monopólio em Essen ou a sua popularidade num bar brasileiro sejam relevantes.
As pessoas gostam, ou pensam que gostam. Como acontece com Celine Dion, as calças pelos joelhos e o futebol. É mais fácil gostar do que está ali à mão e nos é enfiado pelos olhos e ouvidos dentro... Qualquer tipo de Marketing te confirma isto.
Mas creio que será algo em que nunca concordaremos... por isso, discordemos.
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"No caminho para o verdadeiro conhecimento, as coisas óbvias são os obstáculos."
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Como se fosse pouco, pelo que a malta que foi a Essen diz, também na feira o Monopólio se vendeu como castanhas assadas no Outono.
(...)
Ainda recentemente vi umas reportagens na Ludus no Brasil (um bar em que se pode jogar qualquer jogo) e os jogos mais jogados são precisamente o Risco e o Monopólio e mais uma vez há opções a dar com um pau.
Porque muitos dos não-geeks não têm pachorra (ou medo de serem humilhados) para aprender um jogo novo. É mais "seguro" dedicarem-se aos jogos que todos conhecem desde miúdos.
Mas sim, há um linchamento exagerado ao monopólio com um grande travo a geek.
PS- Fala-se da Scarlett Johansson para o filme. Portanto nem tudo é mau.
Descemos ao nível 6
Voltei agora a este thread e, o que é que eu leio? Uiiii.... lembrem-se que pode haver pessoas que estejam a ler estes threads a pensar se se hão-de juntar ao hobby. Eu cá não vou deixar de jogar jogos de tabuleiro por causa desta conversa, mas vejam lá o exemplo...
Vamos lá então descascar esta sumarenta cebola:
O jogo efectivamente não tem piada nenhuma.
Piada até tem, eu acho piada a ganhar e quando era puto ganhava sempre que jogava.
Mas é apenas uma opinião minha e tua também. Existem milhões de pessoas que acham o Monopólio a melhor coisa do mundo
Sim, sim. Já falei no Soares -- para tantos, o facto de ele andar há 120 anos na política já chega para fazer dele o máximo. E olha, neste momento está a dar o Herman na TV -- deve haver quem ache que ele está no pico da sua forma como apresentador e comediante.
li há pouco tempo uma entrevista do campeão que afirmava gostar dos novos jogos de tabuleiro mas que nenhum se compra ao Monopólio
Seria um campeão de futebol? Fico a pensar.
Como se fosse pouco, pelo que a malta que foi a Essen diz, também na feira o Monopólio se vendeu como castanhas assadas no Outono. E aí não podemos dizer que os consumidores desconheçam as outras opções de mercado.
Não, eu diria antes que o mau gosto não é exclusivo dos portugueses, por essa Europa fora também há. Por isso é que é bom ir lá fora, um tipo vem de lá com a alma lavada, a dizer bem do nosso Portugal.
Eu acho que tudo não passa duma questão de gosto. Há pessoas que gostam de Celine Dion, há outras que gostam de Nick Cave
Tens noção que há critérios para avaliar a música. Complexidade do tema, carácter literário da letra, originalidade da melodia, afinação e talento dos intérpretes, und so weiter. A música "Mãe Querida" tem aí uns três acordes, e a sua melodia é semelhante a carradas de outras músicas. Eu não posso com a música (a-há, não gostas mas cantas!) No entanto, há quem goste, e muito. Se os teus critérios forem: superficialidade, palavras simples, música nova com melodias que já conheces, e uma carinha laroca -- ai! quem me tira o meu Toni Carreira, tira-me tudo!
Tens noção que há critérios para avaliar jogos de tabuleiro. Um pouco de aleatoriedade não faz mal, é como a vida -- aceitas que te foi dada uma mão de cartas pior (ou melhor!) do que a do jogador ao lado, mas jogas o melhor que podes. No entanto, andar ali apenas ao sabor da sorte? Tem dó. Olha, calhei na Taxa de luxo. Olha, caí no hotel do outro gajo. Olha, caí nas 4 estações. Só para quem não tem melhor que fazer ao tempo.
O mais importante é que as pessoas joguem.
Oh sim, que joguem. Comer é essencial à vida, comam comida ou plástico -- o importante é que as pessoas comam!
Ainda recentemente vi umas reportagens na Ludus no Brasil (um bar em que se pode jogar qualquer jogo) e os jogos mais jogados são precisamente o Risco e o Monopólio e mais uma vez há opções a dar com um pau. Temos de admitir que é mais do que apenas marketing. As pessoas gostam.
Há uns meses fui a uma cadeia de fast food. Comi um hamburger que parecia os que eu faço em casa, dentro de um pão que parece os que compro aqui na padaria, acompanhado de uma salada que tinha mesmo alface e tomate, e bebi uma água engarrafada que parecia a que sai da minha torneira. Em resumo, fiquei bastante agradado por ter comido uma refeição honesta.
A maioria dos fregueses dessa tasca estado-unidense chega lá, e o que é que pede? Hamburger fatela, pão horrível, batatinha frita para o colesterol, Coca-Cola que lhes corrói o esmalte dos dentes e lhes descalcifica os ossos.
Claro que como tu dizes, "hugocarvalho" (se é mesmo esse o teu nome), "há opções a dar com pau"; e ainda, "as pessoas gostam".
Mas o que raio tem o cu a ver com as calças?
Gostava de perceber o que estás para aí a escrever e de que forma as tuas opiniões se enquadram nas minhas frases que escolheste para “descascar a sumarenta cebola”.
Peço perdão, mas não consigo entender a complexidade do teu raciocínio. Nem isso nem onde queres chegar com essa agressividade pacóvia.
mas acordaram mal dispostos????
Que raio?!?!
Queremos boa disposição e critica construtiva!
acham que uma discussão cujo tema é "Monopólio vai passar a filme" merece tanto destaque, quando aparentemente nenhum gosta do jogo?
Abraços a todos, e sejam positivos!
Positivity
Acho q no proximo encontro devemos jogar um monopolio.. Isso é que era.
E companhia?
Acho que vais jogar sozinho... Mas também não perdes nada por jogar assim. Aquilo é mesmo só lançar os dados.
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Ora esta...
Mas agora o monopólio é algum Jesus Cristo? Tem de se dizer que se gosta dele só porque os que ainda vivem na idade média dos jogos de tabuleiro ainda o acham a melhor coisa desde a batata frita?
Isto acontece com algum outro hobby? Será que nos fóruns sobre pesca há gente a dizer para os seus membros não dizerem mal da minhoca apesar de haver melhores iscos só porque muitos pescadores casuais ainda usam a sua minhoca?
Continuo a reiterar que existem bons e maus jogos e existem jogos que simplesmente estão datados, monopólio é apenas um deles existem muitos mais, mesmo alguns jogos que já se consideram "dentro do hobby" e que muitos continuam a venerar como "jogos-Deus". Seria de pensar que a Hasbro já se teria dignado a actualizar este jogo (como recentemente fez com o Risco), mas não, continuam a capitalizar com vacas mortas, o que tendo em conta o tema do jogo se pode afirmar como "temático" da parte deles.
P.S.: Se alguém que esteja a pensar entrar no hobby ler isto e levar a mal, então digo: entre se fizer favor e aprecie os novos jogos inventados, daqui a 1 ou 2 anos vai ver como me está a dar razão em relação ao monopólio.
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Deixem o Sr da cartola negra ir à sua vida
Concordo contigo Tiago e é precisamente por isso que gosto sempre de intervir quando existem discussões sobre este jogo. Eu não gosto do jogo mas tento sempre compreender as razões porque é que vende tanto e porque razão continua a despertar tanta paixão nas pessoas. Algumas razões compreendo-as, outras nem por isso. Ainda há pouco tempo, a falar com um amigo meu, este me disse que gostava muito do Ticket e do Catan, mas prefere o Monopolio.
O que me irrita profundamente é a visão fundamentalista e cega de que o monopolio é algo prejudicial ao hobby e que é graças a ele é que as pessoas não jogam ao El Grande ou ao catan. Nada disso. Tenho a convicção que o Monopolio contribui tanto para os jogos de tabuleiro como o pictionary, o xadrez, o Age of Steam ou o Genial.
Repara que o que nos leva a muitos de nós a não gostar do Monopolio é precisamente a feliz possibilidade de o podermos comparar a outros jogos. E aí Monopolio, na minha opinião sai a perder. Mas quem não tem essa possibilidade gosta do jogo. Junta a família à mesa, estão todos os elementos na galhofa (incluindo as crianças), dizem-se piadas, interage-se e negoceia-se e toda a gente sai satisfeita. É uma maravilha. Qual é o mal disto? Para muitos, e atendendo à avaliação que eu faço de muitos comentários sobre o tema, o mal é as pessoas jogarem monopolio e não jogarem antes um catan. isto tem algum sentido? Mas tá tudo parvo?! Daqui a uns anos vamos ter a mesma conversa com o Ticket to Ride ou mesmo o Catan.
Por acaso acho que o Trivial (outro sucesso de vendas) bem mais prejudicial. O jogo além de ser uma bosta (este sim, para mim, o pior jogo de todos os tempos) tem ainda a particularidade de provocar desconforto nos jogadores por eventualmente não saberem uma resposta a uma simples pergunta. Claro que muitos desses jogadores, com medo de todos os jogos de tabuleiro colocarem à prova o seu QI ou a sua cultura, mostram-se sempre reticentes em experimentar coisas novas. Bem, pelo menos sabem que o Monopolio não os vai põr à prova.
Isto tudo para dizer que o Monopolio é apenas um mau jogo que vende muito. E depois?
Se virmos bem, há tanta coisa má que vende muito...na literatura, na música, no futebol, na moda, nos electrodomésticos...
O Monopolio é apenas um mau jogo de tabuleiro que tem uma brutal e fabulosa máquina de marketing por trás que torna o jogo intemporal e que passa de geração para geração.
Oh! Não me venham dizer
Oh! Não me venham dizer que a culpa é do Monopólio, Trivial ou Risco, que levam as pessoas a afastar-se dos jogos de tabuleiro! Elas simplesmente mantém-se afastadas porque não há mais nada à venda! Vão a um Toys'r'us, Continente ou Jumbo e o que é que há lá? Monopólios, Riscos e Triviais. Os "nossos" joguinhos encontram-se muito mais distantes, Fnac's, Corte Íngles, lojas especializadas e ainda mais longe, nas lojas online.
E quanto mais as pessoas passarem a imagem de que estes jogos são maus pior é! A esmagadora maioria das pessoas cresce a jogar um dos três jogos, sem nunca ter sido necessário ler regras nem ir comprá-los à net, nem perder horas a procura de amigos para o jogar, porque simplesmente toda a gente o sabe jogar. Agora imaginem dizer-lhes que o jogo da infância deles é uma porcaria ou simplesmente é mau! Nunca mais tocam no jogo de tabuleiro... para quê? para depois virem dizer que passei horas a jogar porcarias?
O monopólio não tem só uma "brutal e fabulosa máquina de marketing", o monopólio é um jogo que vem desde 1935, mexe com dinheiro (vivemos num mundo à base de dinheiro) e toda a gente sabe jogar. Sucesso garantido! E digo o mesmo para o Risco ou para o Trivial. É pena que estes jogos sejam descartados, porque quem sabe, após uma partida de monopólio, não se conveça alguém a jogar algo diferente, como Catan ou Carcassonne, e após isso... temos mais um do nosso lado!
tocaste na ferida
Pois é isso mesmo. Ainda este fim de semana dei uma volta pelo Continente e Toys r us e só vi no Continente o Monopolio e Risco e no Toys estava pelo menos, em alternativa aos jogos da Parker o Catan. Isso explica muita coisa. Apesar de traduzido, o Ticket to Ride versão portuguesa está fora das contas e das vendas das grandes superficies. O carcasonne a mesma coisa.
Isso provavelmente porque a exposição destes artigos nas prateleiras das grandes superficies exige um investimento que é capaz de não compensar. Não sei como funciona, estou sou a especular. Mas assim também é dificil.
Digo, pois!
É pena que estes jogos sejam descartados, porque quem sabe, após uma partida de monopólio, não se conveça alguém a jogar algo diferente, como Catan ou Carcassonne, e após isso... temos mais um do nosso lado!
Isso seria muito bonito se sobrasse algum tempo depois de se jogar uma dessas porcarias.
Na verdade dizer a alguém que passou a infância a jogar porcarias pode não ser a melhor estratégia. Mais vale pô-las a jogar algo bom e deixá-las tirar essa conclusão por si mesmas. Se forem capazes...
Mas a verdade é que qualquer um dos três jogos que apontas (Risco, Monopólio e Trivial) podem facilmente proporcionar más experiências e isso é prejudicial ao hobby. Ou não?
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mas
uma má experiencia no passado pode ser substituida por uma boa experiencia no presente...
Mallgur escreveu: Mas
Mas a verdade é que qualquer um dos três jogos que apontas (Risco, Monopólio e Trivial) podem facilmente proporcionar más experiências e isso é prejudicial ao hobby. Ou não?
Não considero más experiências... Tu não sabes o que é mau até teres provado algo melhor! Para quem só jogou estes é de facto divertido e engraçado, e torna-se uma boa alternativa a um jogo de computador porque pode ser jogado e partilhado por vários amigos ao vivo e a cores. Eu acho que os jogos de tabuleiro só não tem grande expressividade nas grandes massas, porque existe algo que permite ser jogado a sozinho e proporcionar horas de diversão, aka jogos de vídeo.
As pessoas quando tão fartas do monopólio não se viram para a internet à pesquisa de outro jogo de tabuleiro, compram um jogo de computador. É mais simples e dá para jogar sozinho.
Crashburner escreveu:
Não considero más experiências... Tu não sabes o que é mau até teres provado algo melhor! Para quem só jogou estes é de facto divertido e engraçado, e torna-se uma boa alternativa a um jogo de computador porque pode ser jogado e partilhado por vários amigos ao vivo e a cores. Eu acho que os jogos de tabuleiro só não tem grande expressividade nas grandes massas, porque existe algo que permite ser jogado a sozinho e proporcionar horas de diversão, aka jogos de vídeo.
Eu mesmo antes de entrar para este hobby ( e entrei a tropeçar) nunca mas nunca tive um jogo de monopólio divertido, aquilo ou acabava com muita batota ou com um ùnico gajo divertido (o runaway leader) e os outros já a arder. Se fosse pelo monopólio nunca teria entrado por este hobby. Aliás estaria tão longe de jogos de tabuleiro quanto possível.
Quanto aos jogos de vídeo é verdade que o facto de se jogarem sozinhos no conforto da casa sem ninguém a chatear são um factor que os leva a terem mais sucesso que os jogos de tabuleiro. No entanto penso que é algo que se irá inverter um dia (talvez seja apenas wishful thinking da minha parte...). Acho que esta cultura de isolamento vai levar a que cada vez mais ex-videogamers procurem entertenimento onde a interacção interpessoal reina (não necessariamente jogos de tabuleiro).
Podem dizer que para isso já existem MMOs e modos multiplayer a dar com um pau. Mas sinceramente, quem já jogou um multiplayer e achou que estava a fazer algo mais que enfrentar inimigos mais (ou menos) inteligentes? Existem excepções é certo, mas jogar "em grupo" online ainda não bate fazê-lo frente a frente, pelo menos se o que se procura para além de jogar é interagir socialmente com seres humanos.
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Eu antes de entrar neste
Eu antes de entrar neste hobby, jogava jogos de computador, e completava a falta de uma socialização com umas noitadas valentes nos copos. Em relação ao teu wishful thinking, não me parece que se vá realizar pelo menos nos próximos 10/20 anos. Só se deixarem de fazer consolas.. Eu vou-te falar do meu caso, ultimamente tenho uma vontade imensa de jogar wargames medievais, embora só tenha o Battlelore, tive de esperar alguns dias até conseguir arranjar alguém para o jogar comigo. Isto não acontece num jogo de computador. O Medieval Total War 2, é simplesmente brilhante, a AI não é má de toda e.. posso jogar sozinho, ou melhor poderia senão tivesse um mac. E o mesmo se passa com o Company of Heroes e os wargames de 2ª Guerra Mundial. Claro que se me derem a escolher entre os dois, prefiro os jogos de tabuleiro, mas não os posso jogar quando quero...
E pena...
É pena seres do Porto senão eu jogava um Battlelore contigo :D Ando com uma sede de experimentar esse jogo....
(E sim o meu wishful thinking talvez não passe disso mesmo...)
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Mallgur escreveu: Mas a
Mas a verdade é que qualquer um dos três jogos que apontas (Risco, Monopólio e Trivial) podem facilmente proporcionar más experiências e isso é prejudicial ao hobby.
Tal como muitos dos jogos que jogamos, ou não? E boas experiências, não provocam? Senão, porque os jogam, e porque são tão comprados? Porque as pessoas gostam da experiência de se sentar à mesa, e os jogar. A maior parte da minha experiência com esses jogos era francamente positiva. Mais uma coisa: se não tivessemos jogado estes jogos qd eramos pequeninos, não estaríamos hoje neste hobby.
Não, não acho q hostilidade e a sentimentos de superioridade geek em relação a jogos mainstream façam algo pelo hobby. Mas isso digo eu, que nem sequer me importo muito com isso.
Mais ou menos...
Tal como muitos dos jogos que jogamos, ou não? E boas experiências, não provocam?
Com menor probabilidade e raramente. Respectivamente
Senão, porque os jogam, e porque são tão comprados?
Porque é o que há. Se fores ver bem, aposto que muitos dos Monopólios que são comprados não são jogados mais que 10 vezes . É uma estimativa arriscada, eu sei...
Mais uma coisa: se não tivessemos jogado estes jogos qd eramos pequeninos, não estaríamos hoje neste hobby.
Não necessariamente. Não creio que possas sustentar tal afirmação... Para mim, por exemplo, estes foram jogos de que nunca gostei. se dependesse destes jogos, não tinha nunca jogado outros. Estes serviram mais para me aproximar dos jogos de computador e consola.
Não, não acho q hostilidade e a sentimentos de superioridade geek em relação a jogos mainstream façam algo pelo hobby.
Mas também não acho que prejudiquem (nem que existam, mas isso é outro assunto...). Explicar racionalmente a alguém que o Monopólio ou o Risco têm problemas de design não afasta ninguém. Enquanto pontos de partida para uma conversa sobre o que pode ser melhor no hobby, até dão jeito. Nada como um mau exemplo para tornar algo melhor.
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:)
1.º : Bom dia.
Com menor probabilidade e raramente. Respectivamente
É como disse. Na minha experiência, diverti-me imenso a jogar com a família, amigos, etc. O que te queria mostrar é que estes clássicos não são uma má experiência para a maioria das pessoas que os jogam. E que nos nossos jogos, tb temos más. Frequentemente, até, quando jogamos jogos de que acabamos por não gostar.
Porque é o que há. Se fores ver bem, aposto que muitos dos Monopólios que são comprados não são jogados mais que 10 vezes . É uma estimativa arriscada, eu sei...
Oh... Só se for no teu caso. Na minha infância devo ter jogado Risco umas 50 vezes. Monopólio, mais, provavelmente.
Não necessariamente. Não creio que possas sustentar tal afirmação... Para mim, por exemplo, estes foram jogos de que nunca gostei. se dependesse destes jogos, não tinha nunca jogado outros. Estes serviram mais para me aproximar dos jogos de computador e consola.
Nós sabemos o que é um jogo de tabuleiro por causa dos clássicos. Foi assim que eles nos entraram em casa e na mente. Foi por isso que os jogos mais originais nos apelaram, talvez por parecerem "tão diferentes". Pareceram uma lufada de ar fresco para os jogos que tanto jogamos em miúdos. Mas pronto, pelos vistos temos experiências diferentes. Mas acho que a maioria das pessoas não tem a tua má experiencia com os jogos do passado. Especialmente os não-geeks-como-nós.
Mas também não acho que prejudiquem (nem que existam, mas isso é outro assunto...). Explicar racionalmente a alguém que o Monopólio ou o Risco têm problemas de design não afasta ninguém. Enquanto pontos de partida para uma conversa sobre o que pode ser melhor no hobby, até dão jeito. Nada como um mau exemplo para tornar algo melhor..
Eu não disse que explicar pq é q o monopolio e o risco são maus é que prejudica o hobby.
Disse é que existe uma posição de superioridade geek em relação aos clássicos. "Monópolio, essa treta?" "Tenham juízo!"
Tal como em cinema, "não gostas de woody allen és atrasado" ou em mtos outros casos.
É arrogante e desrespeitoso para quem está a entrar no hobby. É tudo uma questão de aproximação. Se encararmos um possível viciado com o tom que critico, podes crer que vamos prejudicar o hobby.
E é isto que queria dizer.
Ninguém aqui falou com
Ninguém aqui falou com tom: "quem gosta de monopólio é X,Y ou Z". Apenas se apontaram falhas deste jogo.
Sinceramente acho que se devia criar uma votação e ver quem é que entrou pelo hobby por causa do monopólio, se calhar ficavas admirado com o resultado. Se calhar entrou mais gente por via de CCGs e RPGs que pelos "clássicos".
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Prateleiras
É tudo uma questão, em primeira instância, de ter os jogos traduzidos, uma vez que as pessoas mais activas na divulgação não podem ir bater às portas das pessoas para jogar outra coisa que não seja o que se vende no mercado. E eu dou um exemplo que se passou comigo. Eu joguei Monopolio e Risco. Mas joguei tanto monopólio como joguei Risco, Petroleiros ou petroleo. São os 4 maus jogos, mas era o que havia. Ora as coisas hoje em dia, em termos de lojas de bairro e grandes superfícies estão na mesma. Aliás, estão pior porque já nem existe a Karto e com ela foram o petróleo e o petroleiros. Agora há monopólio e risco e os party games. O catan com regras em português vendeu bastante bem e em princípio o mesmo vai acontecer com o ticket to ride. E aí dou razão ao mallgur que fala na manipulação de mercado. Porque a Parker consegue pôr os seus produtos nas prateleiras dos hipermercados e os outros não.
É dar tempo ao tempo. Em 3 anos este hobby evolui bastante e vai continuar a evoluir e certamente daqui a uns tempos qualquer família vai ter o monopolio e o Catan e o Ticket na prateleira da sala.
hugocarvalho escreveu: E
E aí dou razão ao mallgur que fala na manipulação de mercado. Porque a Parker consegue pôr os seus produtos nas prateleiras dos hipermercados e os outros não. É dar tempo ao tempo.
Não acredito que seja a Parker que faz essa manipulação. Eles simplesmente têm isso como catalogo de brinquedos. Ou muito me engano ou os Boardgames foram parar à Fnac por serem vendidos pela Devir, que lhes vendia sobretudo bd's e livros. Na minha humilde opinião os boardgames só não são alvo de um maior consumo de massas porque perdeu terreno pela falta de empresas que se dediquem a isso.
Deixem cá ver se consigo explicar isto melhor: a Nintendo nunca conseguiu ter uma boa expressão de vendas em território nacional devido à Concentra, que como não era a base de vendas da empresa, pouco se preocupavam, os outros brinquedos chegavam para tapar o buraco. O mesmo se passa com os jogos de tabuleiro... há a falta de uma ou várias empresas que se dediquem única e exclusivamente dos jogos para os vender.
A questão não passa por uma Runadrake, que faz um excelente trabalho de divulgação, nem por uma Diver que tem uma boa oferta, falta uma empresa que se dedique a sério ao nosso hobby. Que a sua preocupação não sejam as vendas directas aos jogadores, mas que comprem os direitos de distribuição em Portugal. Que peguem num fax e enviem-no para o Toys'r'us a dizer,
"somos uma empresa de distribuição de jogos de tabuleiro. Temos uns quantos para vocês vender e assim subir a vossa idade de mercado. Deixam de vender jogos apenas para crianças passando a vender também a jovens."
Falta ainda que os portugueses invistam em Portugal, e não querendo roubar direitos de autor ao nosso PM, mas são poucos os que compram jogos em Portugal ou a empresas portugueses. Se calhar compram mais rápido os que não conhecem os jogos do que os que conhecem. Senão se esgotar as prateleiras das Fnacs, El Corte Ingles e afins eles nunca vão repôr o stock e vâo acabar por desistir do mercado, claro que para nós os que já jogamos é indiferente, temos a nossa loja online no estrangeiro que nos pôe o jogo à porta de casa dois dias depois por menos 10 euros. E se vir numa lingua estrangeira desconhecida até arranjamos uma tradução e fica resolvido o problema. Claro quem compra lá fora é porque não tem o jogo cá à venda, ou pelo menos espero eu... No meu caso sempre comprei os meus jogos na Diver, salvo quando estive no estrangeiro.
Acho que isto já se torna muito longo e depois ninguém lê nada, mas pelo menos a ideia que eu tenho é que falta investimento na área cá em Portugal.
Sim, de facto eles não manipulam, não são banqueiros
Manipulação talvez seja uma palavra mal escolhida. Eu não sei como é que as coisas funcionam nos hipermercados, mas uma empresa para pôr lá os seus produtos, muito provavelmente paga a exposição. E se esse valor é facilmente comportado pela Parker que tem muita coisa e é compensador. Já a Devir e a Runa têm mais dificuldade nesse investimento. Não sei bem se é assim, mas alguma coisa tem de explicar o facto de tanto o Catan, o Ticket, o Lobo ou o Wings of war não estarem lá.
Não é só abrir um tasco...
Eu por acaso tenho comprado online (no estrangeiro) porque habitualmente os jogos ou não os há cá ou demoram eras a chegar em relação à sua data de saída, no dia a seguir estão à porta de casa e costumo poupar bastante mais que 10 euros, já para não falar que se tiver algum pedido mais estranho de algum jogo os donos da loja costumam ir a "extra mile" para mo arranjar.
Até haver uma loja portuguesa que me faça isso o meu negócio vai parar a outros. Continuo a achar bastante estranho uns conseguirem fazer tudo isto e outros não.
Talvez haja um pouco falta de visão.
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Pô
Trivial o pior jogo de todos os tempos? É um jogo de Trivia, é suposto funcionar como funciona. Se as pessoas não têm cultura geral para o jogar, ou se sentem mal com o seu desconhecimento, não joguem. É como dizer "o risco é um mau jogo porque as pessoas são atacadas". "Pior jogo de todos os tempos" tem o mesmo tom dramático e exagerado que as críticas furiosas ao Monopólio.
Mas pronto, de facto sairam jogos do género a reparar esse problema que mencionas. Tipo wits&wagers em que a malta passa a maior parte do jogo a mandar valores à sorte, e a apostar aqui e ali. Que de jogo de trivia tem muito pouco, para mim.
Pergunta que eu respondo
Sim, tens razão. É um jogo de Trivia e por isso não engana ninguém. Mas seja como for as pessoas que o jogam não contam com isso. Pensam que se vão divertir mais do que na verdade divertem. E sabes como sao as pessoas. Se um gajo tem o azar de não saber uma resposta simples, pronto é gozada. Isso é terrível. E a partir daí está o caldo entornado. E digo-te que muita da resistencia a novas experiencias neste hobby vem precisamente de os novatos acharem que o seu QI está posto à prova.
Ainda com dúvidas?
Concordo contigo Tiago e é precisamente por isso que gosto sempre de intervir quando existem discussões sobre este jogo. Eu não gosto do jogo mas tento sempre compreender as razões porque é que vende tanto e porque razão continua a despertar tanta paixão nas pessoas.
Ainda? Vende muito porque é impingido a quem o compra. A parte das paixões não compreendo, de facto. Mas é como não compreender que alguém tenha tanta paixão pelo Tony Carreira... nem vale a pena tentar.
Ainda há pouco tempo, a falar com um amigo meu, este me disse que gostava muito do Ticket e do Catan, mas prefere o Monopolio.
E não lhe deste logo um par de lapadas a ver se ganhava juízo? Ele apresentou alguma justificação para dizer isso? Só imagino alguém a justificar uma afirmação dessas dizendo que simplesmente não gosta de pensar. É como dizer que se prefere a roleta...
O que me irrita profundamente é a visão fundamentalista e cega de que o monopolio é algo prejudicial ao hobby
Essa visão não tem nada de fundamentalista ou cego. Aliás, "visão" e "cega" são uma contradição, mas passemos à frente...
É a mesma visão de que a presença constante do Tony Carreira na televisão, nos escaparates e nas prateleiras das discotecas é prejudicial à evolução musical e cultural da sociedade... Esta omnipresença comercial é, de facto, um obstáculo ao surgimento de alternativas. Não ver isto é que pode ser visto como cegueira... (pardon the pun)
e que é graças a ele é que as pessoas não jogam ao El Grande ou ao catan. Nada disso.
Até há aqueles que conhecendo estes preferem o Monopólio, como aquele teu amigo... Que, francamente não acho que deva ser exemplo para ninguém. Não será graças ao jogo Monopólio, propriamente dito, que não há mais gente a jogar outras coisas, mas sim graças à manipulação do mercado pelo detentor dos direitos, disso não há dúvidas.
Tenho a convicção que o Monopolio contribui tanto para os jogos de tabuleiro como o pictionary, o xadrez, o Age of Steam ou o Genial.
Como assim "contribui tanto"? Estás a falar de número de jogadores, da qualidade dos jogos, de quê?
Acho piada que a base para a tua argumentação seja tão originária de "convicções" ao mesmo tempo que chamas aos outros "fundamentalistas"... De convicto a fundamentalista vai um curtíssimo passo.
Repara que o que nos leva a muitos de nós a não gostar do Monopolio é precisamente a feliz possibilidade de o podermos comparar a outros jogos. E aí Monopolio, na minha opinião sai a perder.
Exacto.Nós temos essa feliz possibilidade porque a procuramos... porque fazemos o esforço extra para ter algo melhor... porque contornamos a manipulação e "monopolização" do mercado pelos editores do Monopólio.
Mas quem não tem essa possibilidade gosta do jogo.
Nem toda. Muita gente acaba por ter más experiências porque o jogo se presta a isso. É um jogo de sorte que elimina intervenientes. É um jogo que premia a inflexibilidade e o aproveitamento de uma vantagem financeira que advém da sorte sobre os outros. Eu, por exemplo, nunca gostei do jogo... joguei-o porque não tinha alternativa. E ao querer combater, da forma que me é possível, a hegemonia do Monopólio só quero que outros não tenham o mesmo problema e tenham essa alternativa que me faltou.
Junta a família à mesa, estão todos os elementos na galhofa (incluindo as crianças), dizem-se piadas, interage-se e negoceia-se e toda a gente sai satisfeita. É uma maravilha. Qual é o mal disto?
Há quanto tempo não jogas Monopólio? Deve ser muito para teres esta imagem...
Para muitos, e atendendo à avaliação que eu faço de muitos comentários sobre o tema, o mal é as pessoas jogarem monopolio e não jogarem antes um catan. isto tem algum sentido? Mas tá tudo parvo?!
Sim e não. Respectivamente.
Daqui a uns anos vamos ter a mesma conversa com o Ticket to Ride ou mesmo o Catan.
Duvido. Qualquer um deles tem qualidades inegáveis do ponto de vista qualitativo e enquanto jogos que faltam ao Monopólio. Podemos, como já fazemos, falar destes em relação a outros e aí discutir as várias vantagens ou desvantagens de cada um, incluindo o Monopólio... Mas duvido que alguma vez outro jogo venha a ter um papel tão determinante e, porque não dizê-lo, limitador enquanto produto, do mercado.
Isto tudo para dizer que o Monopolio é apenas um mau jogo que vende muito. E depois? Se virmos bem, há tanta coisa má que vende muito...na literatura, na música, no futebol, na moda, nos electrodomésticos... O Monopolio é apenas um mau jogo de tabuleiro que tem uma brutal e fabulosa máquina de marketing por trás que torna o jogo intemporal e que passa de geração para geração.
Sim. É verdade que o Monopólio é apenas isso e que há outras coisas com a mesma natureza noutras áreas. O que significa apenas que será interessante fazermos o mesmo que fazemos pelos jogos nessas áreas e não resignarmo-nos nesta. Essa é a diferença fundamental de atitude que nos divide... Tu, de alguma forma, advogas essa resignação. Eu e outros, não.
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...é ferida que doi e não se sente
Os argumentos estão postos e portanto não vale a pena continuar com isto, até porque começamos a ter um discurso um pouco redundante e isso é cansativo, pelo menos para mim. Eu percebo a tua argumentação e aceito a acusação de manipulação de mercado de que falas por parte da Parker.
Agora não posso deixar de referir apenas uma coisa que escreves em relação à pessoa que conheço e que prefere o Monopólio ao Catan e Ticket to Ride:
"E não lhe deste logo um par de chapadas a ver se ganhava juízo? Ele apresentou alguma justificação para dizer isso? Só imagino alguém a justificar uma afirmação dessas dizendo que simplesmente não gosta de pensar. É como dizer que se prefere a roleta..."
É a isto que eu chamo a tal “visão fundamentalista cega” que te choca tanto.
Bem, quanto á minha resignação em relação ao mercado. Bem, podes crer que me estou literalmente a borrifar se o Monopólio vende 1 milhão ou 2 milhões ou se o novo jogo do Wallacce vende 5 ou 6 unidades. Também me estou a borrifar se o Tony vende 5 milhões de Discos ou se os Mão Morta vendiam 50.
Seja como for, independentemente das nossas opiniões divergentes quanto ao que o Monopólio significa, deixa-me dar-te os parabéns pelo trabalho que estás a conseguir na divulgação deste hobby.
Ok.
Agora não posso deixar de referir apenas uma coisa que escreves em relação à pessoa que conheço e que prefere o Monopólio ao Catan e Ticket to Ride: "E não lhe deste logo um par de chapadas a ver se ganhava juízo? Ele apresentou alguma justificação para dizer isso? Só imagino alguém a justificar uma afirmação dessas dizendo que simplesmente não gosta de pensar. É como dizer que se prefere a roleta..." É a isto que eu chamo a tal “visão fundamentalista cega” que te choca tanto.
:D
Ok. A ideia era só perguntar se ele te tinha explicado porquê... para ver se havia alguma razão lógica. Acho que devia ter deixado o humor de lado desta vez. Não acreditaste mesmo que eu agrediria alguém que me dissesse uma coisa dessas, pois não?
Bem, quanto á minha resignação em relação ao mercado. Bem, podes crer que me estou literalmente a borrifar se o Monopólio vende 1 milhão ou 2 milhões ou se o novo jogo do Wallacce vende 5 ou 6 unidades. Também me estou a borrifar se o Tony vende 5 milhões de Discos ou se os Mão Morta vendiam 50.
Exacto. Temos simplesmente atitudes diferente em relação a estes aspectos...
... deixa-me dar-te os parabéns pelo trabalho que estás a conseguir na divulgação deste hobby.
Obrigado. Mas não sou o único e os parabéns são retribuidos. Também fazes a tua parte.
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Oh sim, o jogo tem 70 anos
É verdade, o jogo tem 70 anos. Uau. E o Mário Soares tem 84. Bora lá fazer um jogo sobre ele.
Pronto, agora a sério. Grande ideia. O próximo filme será sobre o Jogo da Glória e as suas excitantes origens: como um grupo de pessoas que estava farto de controlar o seu destino decidiu criar um jogo onde era só lançar os dados e andar para a frente e para trás. É mais interessante do que parece. Ou não.
Oh sim, só cá faltava o jogo da glória
Em meia dúzia de frases consegues comparar o monopólio ao jogo da glória e o Mário Soares a um jogo de tabuleiro.
Pronto, agora a sério, estas comparações podem ser bem mais interessantes do que parecem. Ou não!
Grande fita!
"Monopólio vai passar a filme"
Finalmente, o merecido reconhecimento! Hurrah!!!
Épa o War of the ring é
Épa o War of the ring é que devia dar um granda filme...
Ouvi dizer
Que fizeram qq coisa parecida, em trilogia e tudo!!
Mas bom mesmo era um filme do Dungeon & Dragons!! Mesmo com CGI's da treta, desde que levasse um bom actor inglês, de certeza que ficava uma maravilha!!
:P
Aposto que se o monopólio
Aposto que se o monopólio tiver sucesso contratam o J.J. Abrams para recriar Magic em filme. Só que em vez de cinema a adaptação é uma série com seasons sucessivas sem fim à vista e por cada episódio vai ter de se pagar uma taxa de visionamento. A série só faz sentido em grupos de três episódios e se se perder um episódio fica-se sem hipótese de perceber o que seja da série. :D
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Uma história inesquecível
Não li o argumento, mas tenho cá na ideia que o filme vai conter emocionantes situações como:
- Alguém ganha o segundo prémio de um concurso de beleza;
- Várias personagens vão para a cadeia sem perceber muito bem porquê;
- Alguns destes infelizes saem da cadeia sem fazer nada por isso;
- O único meio de transporte presente vai ser o comboio;
- As personagem vão tentar ter água e luz em casa;
- Vai haver uma cena de alguém a pagar uma multa de trânsito (possivelmente a primeira de um filme de Hollywood, apesar das numerosas corridas de carros no meio do tráfico urbano);
- Outra personagem vai ter de pagar a reparação das ruas (talvez devido à particular violência da perseguição de carro);
- Quase todas as personagens milionárias vão acabar arruinadas por demasiadas estadias em hotéis de luxo, sem nunca se lembrarem de comprar um apartamentozinho barato e mudarem-se para lá antes de rebentarem com a fortuna toda.