Schüttel's

Retrato de Abruk

Sint-Schttls

Sinopse:

Em Schüttle’s os jogadores misturam 15 peões de madeira e lançam-nos num golpe. O número de peões lançados define qual a casa para onde se irá jogar., Há três tipos de casas – casas de azar, casas de sorte e oficinas. Os jogadores começam com 400 de dinheiro e quando o jogo termina quem tiver mais dinheiro ganha.
 

Como se joga:

⇒ Setup

No centro da mesa coloca-se o tabuleiro com o lado 2-3 em partidas a 2 ou 3 jogadores, ou com o lado 4-6 em partidas a 4, 5 ou 6 jogadores.

No copo colocam-se os 15 peões de madeira em 3 cores. As cores servem apenas para ser mais fácil contar. Ao lado do tabuleiro coloca-se ainda o taça em feltro que servirá para recolher os peões de madeira do copo.

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Cada jogador recebe 400 em notas. Ao lado do tabuleiro colocam-se as notas restantes como reserva geral, ordenadas pelos seus diferentes valores. E no centro do tabuleiro (casa 14 – Mercado) coloca-se uma nota de 40.

Cada jogador recebe ainda os 10 marcadores de madeira na cor que escolherem.

⇒ Desenvolvimento

No seu turno, um jogador coloca os 15 peões de madeira dentro do copo, abana o copo, e num golpe despeja do copo para a taça de feltro peões de madeira. Entretanto, conta quantos despejou e esse número define qual a casa do tabuleiro que será ativada.

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Há 15 casas (o mesmo número de peões):

  • 1-3-15O pelourinho –  Nestas casas o jogador tem de pagar 40 (do seu dinheiro) para o mercado (casa 14).
  • 7Curral – Nesta casa o jogador escolhe um dos seus marcadores (no tabuleiro) e coloca-o na zona de armazém do tabuleiro (espaço cinzento numa das bordas do tabuleiro, junto às casas 5 e 6). Se não tiver marcadores no tabuleiro retira-o da sua área de reserva e coloca-o no armazém.
  • 4-5-6-8-9-11-12: Nestas casas os jogadores podem executar uma de duas ações:
    → Colocar um dos seus marcadores na casa mais à esquerda desse edifício, empurrando para a direita todos os que já lá estiverem. Se algum deles ao ser empurrado ficar sem casa, é colocado no armazém, sem dar nada ao seu dono.
    Vender um dos seus marcadores previamente colocado nesse edifício, recebendo em troca o valor indicado na casa de onde se tira. Esse marcador é colocado no armazém. Depois de vender, deslocam-se todos os marcadores para ocupar todos os espaços mais à esquerda, ocupando o espaço deixado vago.
  • 2Cartomante – Nesta casa o jogador tem a possibilidade de colocar o seu marcador em qualquer uma das casas azuis (4-5-6-8-9-11-12). Esta ação não permite vender, só colocar marcador.
  • 10Taverna – Nesta casa, o jogador coloca um dos seus marcadores na taverna, se for o:
    → 1º marcador todos os jogadores lhe pagam 10.
    → 2º marcador todos os jogadores lhe pagam 20.
    → 3º marcador todos os jogadores lhe pagam 30. E assim por diante.
  • 13Banco – Nesta casa o jogador coloca um marcador e paga 10 a cada adversário. Se já tiver lá o seu marcador, retira-o e coloca-o no armazém e todos os jogadores lhe pagam 30.
  • 14Mercado – Nesta casa o jogador pode recolher todas as notas que lá estiverem e repor 40 da reserva geral.

Se por alguma razão alguém ficar sem dinheiro, sempre que precise de pagar, fá-lo com o dinheiro da reserva geral.

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⇒ Fim do jogo 

O jogo termina quando uma das seguintes condições ocorrer:

  1. Quando 2 jogadores ficarem sem peões;
                OU
  2. Quando a última casa do armazém for ocupado.

Depois do jogo terminado, contam-se as notas e quem tiver mais dinheiro ganha o jogo. Os marcadores que estiverem no tabuleiro e/ou na reserva pessoal não contam para nada!

Avaliação:

Schüttel’s é um jogo da dupla Uwe Rappm e Bernhard Lach (Step by StepQwinto). É um jogo infantil/familiar muito dependente da sorte.

O material do jogo é de boa qualidade, exceto as notas de papel que me parecem desadequadas e demasiado pequenas. As ilustrações são muito engraçadas e coloridas, conferindo ao jogo um cariz infantil que casa na perfeição com a temática do mundo de gnomos em que se fundamenta. A caixa é desnecessariamente grande.

Em relação às regras elas são muito simples e práticas, e de fácil compreensão. O livro de regras, em vários idiomas, traz muito exemplos e ajuda muito a entender facilmente o compasso do jogo.

Schüttel’s leva os jogadores a mobilizarem a sua habilidade, no entanto, o que melhor define, quanto a mim, este jogo é ser bizarro. O conceito é ter alguma sorte e tirar do copo o número correto de peões que nos permitam ativar um edifício que depois nos permitirá eventualmente vender um marcador e fazer dinheiro, que no fim nos dará vitória… É um pouco de mais em termos de imaginação para tema, mas enfim. Não fiquei fã. Gostei do trabalho da Johannes Lott, mas quanto ao jogo… humm. Não me ficará muito tempo na memória, mas vou certamente usá-lo em contexto educativo, pois tem argumento muito válidos para usar.

Para os mais pequenos dá para trabalhar os números até 15, a motricidade fina, as contagens, as profissões e a tomada de decisão. Também se pode abordar conceitos relacionados com o dinheiro, como o troco, a soma, a subtração. Há muito conteúdo didático neste jogo.

Em suma, posso afirmar que este Schüttel’s não sendo um jogo para recordar, tem argumentos interessantes sobretudo de analisado do posto de visto de um jogo infantil. É um pouco enfadonho, mas os mais pequenos gostam de o jogar, e como qualquer experiência lúdica, aprendem com ele. Uma opção muito particular por isso mesmo!