Mais uma sessão no sótão

Retrato de Crocpoint

Já passaram algumas semanas desde a nossa ida ao Sótão da casa das Artes e finalmente tive oportunidade de regressar. Sabendo agora um pouco melhor daquilo que podíamos esperar do espaço fomos bem mais à vontade e, principalmente preparados para experimentar novos jogos.

Para começar a noite e enquanto aguardávamos que alguém ficasse disponível para um jogo com mais jogadores, pegámos então no Lost Cities. As regras foram simples e rápidas de explicar (Muito obrigado ao Paulo), a mecânica do jogo é também simples. Cartas na mão e passamos à ação. Temos de gerir as cartas e tentar explorar o máximo possível. As cartas numeradas de 2 a 10 tem de ser colocadas no nosso espaço de jogo sempre do mais pequeno para o maior, e correspondente à sua cor. O deck é composto por cartas de 5 cores diferentes, mas sem números repetidos da mesma cor, criando ai o maior desafio. Temos de estar bem atentos às cartas na nossa mão e também às que o adversário vai jogando para que consigamos gerir o nosso avanço. Outro ponto importante é que, das cinco cores existentes, quando começamos uma “expedição” com uma das cores (ex. Colocamos a carta nº2 branca no espaço de jogo), perdemos automaticamente 20 pontos e precisamos de colocar cartas dessa cor na mesa até recuperar e lucrar esses pontos (ex. Colocar as cartas: 2, 5, 7, 9 e 10 vai totalizar os 33 pontos, mas como ao iniciar perdemos 20 pontos, apenas acabamos por “lucrar” 13 pontos). Além disso ainda temos acesso a cartas que permitem duplicar os pontos, mas ao mesmo tempo duplicar os gastos iniciais. Perdemos 40 pontos inicialmente. Essa carta deve ser jogada antes de qualquer outra. Jogado à melhor de três, foi um belo jogo para começar a noite, com uma desforra exigida mais tarde.

No fim do jogo fomos escolher outra coisa. Estavam dois rapazes que era a primeira vez por lá que também queriam jogar algo. Pegamos então em Alhambra. Mais uma nova experiência para nós. Alhambra é um jogo que me agradou bastante, já à minha namorada nem tanto. Mas apesar disso ela diz que lhe irá dar uma nova oportunidade. Um jogo onde passamos alguns turnos a ir buscar dinheiro, muito ao estilo do Ticket to Ride, mas não podemos estar muitos turnos a ir buscar dinheiro, porque no deck do dinheiro vão estar duas cartas que nos irão fazer pontuar e para pontuar precisamos de gastar o dinheiro na construção da nossa Alhambra. Onde está a maior competição? Na compra dos tiles que nos ajudam a construir a cidade, um jogador tem apenas quatro disponíveis para comprar e cada um numa cor de dinheiro diferente, por isso é necessário gerir o tipo de dinheiro que temos. Além disso os tiles têm de ser todos colocados numa posição e tem de haver sempre irrigação do tile central, criando problemas devido aos muros que alguns tiles têm. É sem dúvida um jogo que merece uma nova tentativa, porque sem querer não seguimos algumas regras e tornou a coisa um pouco mais fácil. Até ver foi um jogo que gostei e quero sem dúvida repetir.

Mais uma pausa e pegamos novamente o Lost Cities e logo a seguir experimentamos o Jaipur. Um ótimo jogo para dois jogadores onde a ideia é ser o mais rico, vendendo especiarias. A ideia do jogo é pegar cartas de um conjunto de cinco, que estão viradas para cima, não ultrapassando as 7 cartas na mão. Noutros turnos temos de vender, descartando cartas e indo buscar dinheiro, que está dividido de acordo com as especiarias. Além disso há dinheiro bónus no caso de vendermos conjuntos maiores de cartas. Algo que torna isto ainda mais divertido e interessante são os camelos. Estas cartas dão algo diferente ao jogo. Quando “compramos” uma carta do conjunto de cinco, se apenas tirarmos uma trocamos por uma do deck, mas no caso de tirarmos mais temos de substituir por outras da mão ou então por camelos. Como os ganhamos. Eles podem surgir no conjunto de cartas a comprar e o jogador que for buscar os camelos é obrigado a ir buscar todos os que estão na mesa, existindo casos de estarem as cinco cartas apenas com camelos, tornando tudo muito interessante. Divertido e que a minha namorada adorou. Um jogo que sem dúvida vamos juntar à nossa coleção.

Para terminar a noite ainda jogamos mais um. Queríamos algo rápido e o principal organizador ali do espaço aconselhou e jogou connosco ao Karuba. Um jogo que acabamos por repetir. Bem divertido e que ficamos muito curiosos em ter na nossa coleção. Esperamos bem em breve. O mais interessante deste jogo, para mim é termos todos os nossos tabuleiros, mas todos estamos a trabalhar para o mesmo e com o mesmo material, cabe a cada jogador fazer a melhor estratégia e assim conseguir atingir o máximo pontos. Estratégico, divertido e desafiante. As regras são bem simples e o objetivo do jogo bem direto. Cada jogador tem três exploradores colocados na zona de praia e cada um dos exploradores tem um templo da sua cor para chegar, colocados na zona de floresta. Os caminhos cruzam-se e cada jogo é diferente, tornando tudo mais interessante. Como já devem ter percebido temos de colocar os pedaços de caminho de forma a conduzir todos os exploradores aos seus templos. Quanto mais rápidos, mais pontos recebemos.

Desta vez tivemos hipótese de experimentar 4 jogos e principalmente conseguir experimentar jogos desconhecidos para nós. Estas sessões são realmente fantásticas e para quem está por Coimbra tem realmente de experimentar, caso tenha o bichinho dos jogos de tabuleiro. Pessoal excelente e um ambiente realmente brutal. Iremos, obviamente repetir.