A Amiga da Onça: Episódio 6 - Dr. StrangeRon or: "How I Learned to Stop Worrying and Love the Setting"

Retrato de LadyEntropy

Disclaimer Primeiro: Foram 3 anos desde a última vez que escrevi como Amiga da Onça. Muitos de vocês não se lembram do que é que isto quer dizer -- preparem-se, porque nestas entradas, os palavrões abundam, o ódio é muito, e a Political Correctness ficou fechada a sete chaves - aqui há bichas e rotos, não há homosechuales. Facilmente impressionáveis, abstenham-se. Considerem-se avisados e não esperem por pedidos de desculpa da minha parte.

Disclaimer Segundo: Para aqueles que só chegaram ao AbreOJogo à menos de 3 anos, fica aqui já a informação. O que é A Amiga da Onça? A Amiga da Onça foi possívelmente o primeiro conjunto de posts serializados neste site que usava vernáculo do pesado e descascava fortemente em tudo o que me chateava na altura relacionado com o RPG. Posts da Amiga da Onça fizeram com que pessoas se juntassem ao site só para me caírem em cima, fizeram pessoas desistir de postar e abandonar o site PARA SEMPRE!!!!!11111um!!1111 (ou eles dizem, porque não me surpreenderia que voltassem com outros nomes), causavam discussões épicas (sobretudo entre mim e o Rui), e por várias vezes fizeram o saudoso e ausente RicMadeira ameaçar trancar os tópicos por causa dos nervos exaltados. Em suma, diversão do melhor!

 

Durante muito tempo, pensei que não ia trazer a Amiga da Onça de novo ao mundo dos vivos. O meu mundo de RPG andava fraquito, e apesar de os hábitos predominantemente homosexuais da minha companheira de RPG (que aparentemente não consegue jogar personagens que não sejam a) Muito Inteligentes, b) Muito Bonitos e c) Muito Bichas) sejam cómicos, e merecedores de paródia, ainda tenho alguma (muito pouca) moralidade para não chamar roto ao nú (sobretudo porque as minhas personagens tendem sempre a ser (ainda que gajas) a) Muito Inteligentes, b) Muito Bonitas e c) com Muito Mau Feitio E Capazes De Dar Porrada A Quem Olhe Para Elas De Lado). Para além disso, o Épisódio 5 sempre me irritou grandemente, e jurei não voltar a trazer a Amiga da Onça de volta a não ser que tivesse verdadeira bílis para atirar (voltei em boa forma com o Especial de Natal, mas não contava porque não era sobre RPGs.

 

Neste episódio, meus pastelinhos de Chaves, decidi declarar guerra ao GNS e ao Ron Edwards. O meu ódio pela maior parte dos Indies, descobri recentemente, era apenas muito mau feitio em relação ao senhor acima mencionado (note-se que uso o termo "senhor" no mais lato sentido da palavra), o qual culpo por abortos como "Sorceror" e "My Life With Master". Ao ler uma mui interessante coluna por um fã dos RPGs no seu blogue, apercebi-me que odiava o Edwards e o seu grupo de fanbois, o GNS e os RPGs Indies que estavam na moda.

 

Fãs de D&D, podem parar de se rir. No próximo episódio vou atrás de vocês.

 

Porque é que eu odeio o Ron Edwards e a cambada de camelos que o adorava? Primeiro, porque pregou a mania ao RickDanger dos Indies, e não é que o gajo se recusava a mestrar coisas INTERESSANTES? "Ai, porque Indies é que é giro." ou "Ai, agora os RPGs vão ser todos assim". "Ai, experimenta, que podias gostar". Pois, e podiam sair-me dragões a voar do cú. Note-se que há RPGs indies que agora eu gosto -- mas eles saíram depois da internet mandar o Ron Edwards pastar e decidir que o GNS é uma cambada de baboseiras.

Segundo, porque durante n-tempo, aqui no Abre o Jogo só se ouvia falar do odioso GNS (que poderia ser chamado também pela sua versão simplista de "Retro-Stupid-Pretencious"). Suponho que o meu ódio foi aumentado porque foi esta altura em que mais uma vez apareceram os cíclicos de debates sobre se "Dungeons & Dragons É Uma Merda", com os defensores do vestusto jogo a terem ataquinhos porque haviam hereges que OUSAVAM dizer mal do seu jogo. O que vos digo, meus queridos, é que se gostam do jogo, joguem-no! Parem de perder tempo a ficar ofendidos com as opiniões de um bando de pessoas a escrever na internet. Por isso, entre dois tópicos que eu odiava na berra, não é de admirar que me passasse um bocado.

Finalmente, porque as escritas do senhor Edwards (que é uma verdadeira Diva, que fazia de TUDO para aumentar a sua popularidade, e fazia coisas do género como fechar os threads que se opunham às ideias dele, banir que lhe dizia que ele não tinha TODA a razão do mundo, etc etc.) sempre me soaram muito paternalistas, e basicamente me faziam quer sentir estúpida (porque não conseguia ler os posts até ao fim, e me aborrecia de morte) e porque me chamavam directamente "estúpida". E isso eu não admito a ninguém, nem a um ranhoso de um designer pretencioso cuja única produção visível foi um jogo pouco original, sem setting (Porque o Senhor Ron Edwards, na sua magnificiência, achava que seria para nosso bem inventar o setting todo!) e com um sistema merdoso.

Exagero? Vejamos

"Paul and I are now thinking that Simulationism is NOT an actual outlook or goal, unlike Narrativism or Gamism. Nor is it a "design dial," as many have suggested.
No, we think that Simulationism is a form of retreat, denial, and defense against the responsibilities of either Gamism or Narrativism." -
Ron Edwards, Designer de Pilinha Pequenina

 

Como alguém que se poderia ligeiramente classificar como "Simulacionista" (só porque deixo o narrativismo para o GM, e o Gamism para as cenas de combate) sinto-me grandemente ofendida porque este anormal decide que nós somos "inferiores" e apenas seguimos o estilo simulacionista porque não temos capacidades para ser "adultos" e seguir Gamism ou Narrativism. Olhe, desculpe lá, tá bem? E aqueles que levam a sério o "ROLE" em "Roleplay"? Não estamos aqui para ser só contabilistas nem para roubar o papel do GM, GOSTAMOS DE INTERPRETAR AS NOSSAS PERSONAGEMS. Interpretar personagens até às últimas consequências é uma enorme responsabilidade, visto que temos que amordaçar o nosso lado Gamist (e até o Narrativista se tivermos desejos que os nossos PCs tenham histórias fixes) e fazer coisas potenciamente estúpidas porque temos o objectivo de ser alguém no jogo. De ser mais que um punhado de números numa folha de papel. E porque jogos funcionam com todos estes elementos. Poucos são os jogos exclusivamente pertencentes a um único aspecto.

 

E como reage este babuíno a isso? Acusa jogos de serem incoerentes (tal como WOD, que supostamente promete Simulacionismo e entrega "apenas" um sistema Gamista). Poderia estar aqui meia hora a provar o quão idiota este homem é (Nature e Demeanor, e recebes recompensas por fazeres bom RP destas, SEMPRE XP rewards por fazer bom RP, etc. etc.) mas não me vou incomodar, porque tenho muito para dizer e pouco espaço. Tudo o que tenho a dizer foi que o GNS foi um projecto alimentado à base de ego -- e de um ódio marcado por quem não jogava como ele (narrativismo), sofrendo igualmente de uma grande falta de compreensão daqueles diferentes. Estou agora a resistir à tentação de referir o Partido Nacionalista Socialista Alemão, sobretudo porque, segundo as Leis da Internet, significava que ia perder a discussão imediatamente.

 

Falando de egos, claro que para se manterem como VIPs do mundo do gaming, os yes-men do Edwards (e ele próprio) apressaram-se a apresentar os seus jogos "print on demand". Sorcerer tem um culto de seguidores, e a cada um o seu, mas francamente, não é algo que eu gostasse de jogar. Porquê? Porque é horrivelmente limitado, sendo o que eu defino como "RPG de Pastilha Elástica" - mete-se à boca uma vez, mastiga-se, cospe-se e esquece-se. Sorcerer não tem nada que outros jogos não tenham feito antes e melhor, como Mage ou WitchCraft. Limita-nos horrívelmente a criação de personagem, dizendo-nos como é o nosso mundo e a nossa personagem -- e mal nos deixando dar um passo na direcção do diferente e do interessante antes de nos agarrar pelo cachaço e voltar a meter no caminho da rectitude e do bem, ie. do que eles dizem.

E porque é que devíamos jogar Sorcerer e não algo fixe como Mage? Porque, segundo o senhor Ronha Edwards, há bons e maus jogos. E o jogo dele é bom porque, em teoria, o sistema importa, e deve conseguir "satisfazer" determinadas orientações do setting.

 

""But it's still just a matter of opinion what games are good. No one can say for sure which RPG is better than another, that's just a matter of taste." Again, I flatly, entirely disagree." - Rolo Edwards, aka A Segunda Vinda de Cristo

 

Se isto fosse verdade, o cavalheiro estaria a viver num iate, com uma secretária loira de grande pernão, vendendo a 4 Edição de Sorceror como se fossem pãezinhos quentes. Como não está assumimos ou que a) o jogo é mau ou b) as pessoas é que decidem o que gostam e ser "bom" ou "mau" é totalmente limitado ao gosto de cada um. Por isso é que há pessoas que compram D&D, porque gostam e estão no seu direito. Não porque o jogo é bom.

(Nota: Não meti este comentário como um ataque gratuito a D&D, mas aposto que vai ser a maior fonte de controvérsia. Afinal, D&D ataca-se a si mesmo, seria quase como bater num cachorrinho indefeso).

A desculpa que ele usa é porque se um sistema é mau, o GM perde muito tempo a ajustar o jogo para funcionar, que poderia investir melhor a fazer a história mais memorável. Note-se que novamente, a feia tendência de por "a história" acima de tudo ergue-se, mas não vamos por aí. O que realmente REALMENTE me aborrece é que o senhor Edu declara que um jogo pode ser classificado como "Bom" ou "Mau" se só segue um determinado objectivo e quão teimosamente e eficazmente o segue. Deus nos livre de um jogo que pode ser jogado de diferentes maneiras ou que tenha suficientemente sistemas no jogo para poder agradar a vários tipos de jogadores, ou queira por nas mãos de GM e Jogadores a responsabilidade de se divertirem e produzirem um jogo interessante. A grande enrabadela que os acólitos do GNS receberam foi quando a Wizards of the Coast (de todas as pessoas!) decidiu fazer um estudo sobre os jogadores de RPG (numa tentativa de descobrir como pensam, para ver se lhes conseguem sacar mais dinheiro) e, para grande tristeza dos GNSistas, descobriram que as suas opiniões eram uma gota de água num mar de vontades.

Podem ler um resumo do estudo aqui, mas deve pôr-se já em destaque o seguinte, que foi determinado por um estudo intensivo feito pela Wizards of the Coast: os jogadores virados para o combate não querem só combate -- os Character Actors não querem só interpretar as suas personagens a toda a hora, querem combate também! GASP! Será que é possível que Don Run y Sus Perritos estejam ENGANADOS sobre o que faz os jogadores divertirem-se, e não tem nada a ver com um único aspecto do jogo?

Permitam-me:

 

"All of the people who indicated a strong interest in RPGs identified eight "core values" that they look for in the RPG experience. These 8 core values are more important than the segments; that is, if these 8 things aren't present in the play experience it won't matter if the game generally supports a given segment's interests - the players will find the experience dissatisfying. These 8 core values are:

 

  • Strong Characters and Exciting Story
  • Role Playing
  • Complexity Increases over Time
  • Requires Strategic Thinking
  • Competitive
  • Add on sets/New versions available
  • Uses imagination
  • Mentally challenging

In other words, even the players who enjoy a "Tactical Focus" still want to be challenged to use Strategic Thinking; likewise, even the Combat Focus player wants a Strong Character and Exciting Story. A person who segments into a "Tactical Focus" segment, when compared to the population as a whole is likely to be perceived as someone who enjoys Strategy; only when compared to the population of people who enjoy RPGs is the difference visible between the hard-core strategic players and the slightly less hard-core tactical players."

 

Voltando a citar o senhor Ronald MacDonald:

"Please consider comparing a few systems yourself before reacting too strongly to this essay. I do respect your opinion, but it's fair to consider how many role-playing games you have actually, truly played.(...). I suspect that those of us who've played more than five or ten RPGs in a committed fashion will agree that "system doesn't matter" is a myth."

 

Eu já joguei:

- Vampire: the Masquerade (primeira, segunda e terceira edições), Mage: the Ascension, Legend of the Five Rings, Werewolf: the Apocalypse, Cyberpunk, Cybergeneration, Call of Ctuhlluh, Lord of the Rings RPG, Vampire: the Dark Ages, Dungeons and Dragons, e Advanced Dungeons and Dragons, e todos estes foram sistemas que joguei em crónicas que duraram mais DE SEIS MESES seguidos.

 

E o que tenho a dizer a isso? O SISTEMA NÃO IMPORTA. Pode ser ligeiramente irritante (como o de D&D), ou estúpido (como o de Cyberpunk... ou D&D), mas não é importante, nem faz um jogo bom ou mau -- os meus jogos favoritos têm dos sistemas piores que andam por aí e não me faz diferença (D&D, apesar do que possa parecer, NÃO é dos meus jogos preferidos). Desde que o setting seja bom, desde que as pessoas gostem do que estão a fazer (e tenham mínimo de capacidades) o sistema é relegado para segundo plano e em nada afecta a orientação do jogo (ou a diversão). O GNS é uma divisão grotescamente simplista, e o caralhómetro do Ron Edwards uma cavalgadura de tamanho épico, e sem dúvida uma das maiores justificações para a legalização do aborto pós-parto.

 

"protagonism was so badly injured during the history of role-playing (1970-ish through the present, with the height of the effect being the early 1990s), that participants in that hobby are perhaps the very last people on earth who could be expected to produce *all* the components of a functional story. No, the most functional among them can only be counted on to seize protagonism in their stump-fingered hands and scream protectively. You can tag Sorcerer with this diagnosis, instantly.
[The most damaged participants are too horrible even to look upon, much less to describe. This has nothing to do with geekery. When I say "brain damage," I mean it literally. Their minds have been *harmed.*]" - Rolando Pela Encosta Abaixo Edwards, Poio Com Forma Humana

 

Quando alguém diz isto, com tal desprezo pelos seus iguais, porque simplesmente eles querem ser os heróis das aventuras de RPG e não por a história "conjunta" acima do resto (porque ele por aqui já tinha largado qualquer pretensões de considerar os três aspectos do GNS como iguais, e estava a defender Narrativismo com unhas e dentes) merece ser pendurado nú, do alto da Torre dos Cléricos, com a piroca coberta de mel, e ser-lhe soltado um exame de abelhas africanas em cima. Isto são as palavras de alguém apaixonado por si próprio, e que considera retardados mentais alguém que não pense ou aja como ele. É aqui que nos apercebemos que GNS deixou de ser uma teoria de jogo, e transformou-se no credo central de uma Seita Religiosa.

 

Para terminar (carago, que falei montes) devo apontar a minha pequena victória sobre A Santa Igreja do GNS. À uns anitos, o RickDanger comprou todo entusiasmado o "My Life With Master" e propô-se a mestrar para mim e para a Inês, sabendo que gostamos de histórias de vilões. O diálogo que se seguiu foi mais ou menos assim:

 

Rick: E o vosso Mestre é mau, porque é um senhor do Mal. E faz-vos fazer coisas más.
Inês: *suspiro* Aiiii, que fixe.
Rick: E castiga-vos, porque é poderoso e cruel.
Eu: Uiii, já gosto do mestre.
Rick: E depois é suposto rebelarem-se contra ele, para o destronarem ou tomarem o lugar dele.
Inês: Mas porquê?
Rick: Porque ele é mau?
Inês: Mas e se não quisermos? Afinal, o mestre é tão fixe.
Rick: *começa a suar* Mas é suposto rebelarem-se.
Eu: (que sempre odiei ser railroaded) Mas e se gostarmos do mestre exactamente por ele ser mau?
Inês: Ohhh, eu ajudava o Mestre a fazer TUDO o que ele quisesse.
Rick: Mas... mas... mas... *foge*

 

O Rick acabou por ter que escrever ao anormal do autor do jogo, chorosamente a dizer-lhe que as jogadoras cada vez gostavam mais do Mestre, e não queriam rebelar-se. O autor sugeriu que ele fizesse coisas ainda mais cruéis, mas o Rick contou-lhe que isso só nos fazia gostar mais dele. Não sei muito bem o que ele respondeu a isso, mas acho que foi nas linhas do "Olha, obriga as personagens a rebelarem-se quer as jogadoras queiram, quer não." Também pode ter sido "Foge daí, já e não fales com essas malucas." É bom ver que para gajos com muita teoria e amor pela história são incapazes de lidar com jogadores que fujam do cercado que aparentemente estes anormais acham que um ROLEplay deve ter. ROLEplay, motherfucker. Não "STORYPLAY".

 

Os Abortos de Primeira Geração gerados pelo Santo Culto do GNS tratava-se de jogos aborrecidos, limitados, e que peço ao Patrão Lá De Cima, serão esquecidos muito em breve. Só há dois tipos de pessoas capazes de gostar destes jogos, putas e futebolistas--- porra, a anedota não funciona neste contexto!

 

De todas as formas, fica aqui para a posterioridade a minha declaração de Guerra, e quem não gostar, sabem onde encontrar-me para ajustar contas. Fico à espera (mas fico sentada porque posso cansar-me.) Pelo menos, uma coisa boa veio do Ron Edwards -- é que apercebi-me que, de facto, posso gostar de jogar jogos independentemente do sistema, desde de que goste do mundo onde estou. Este mundo é o que importa, o resto são decorações.

 

Morra o Ron Edwards, morra. PIM!

 

Tenho dito.

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AHAHAHAHAHAHAH Genial, como

AHAHAHAHAHAHAH

Genial, como sempre

GURPS FTW?

Benvinda de volta! Happy

Quem dera ao Ron Edwards que mais gente ainda o odiasse e clamasse pela sua cabeça pois, passados estes anos, a Forge e o GNS já deram os seus frutos, fizeram semente, criaram uma floresta de muitos e diversos títulos de todos os géneros e ele as suas afirmações inflamatórias ficaram para trás. O seu mais recente jogo S/Lay /w Me tem passado quase despercebido e, como se pode ouvir nesta entrevista no Walking Eye Podcast, o senhor continua a disparar em todas as direcções mas só quem tem de o entrevistar é que se lixa Ashamed

E então a Amiga da Onça agora só quer GURPS? Wink De facto, todos os suplementos estão cheios de bom material para setting e basta aprender um único conjunto de regras para jogá-los a todos.

 

Como de costume, o senhor

Como de costume, o senhor RIck está a armar-se em gringo. Olhe, sabe o que lhe digo? Força. Venha o gurps. Desde que possamos jogar Cover Ops, Espionage, Black Ops, Special Ops, Illuminati ou IOU. Especialmente IOU. Eu até estava pronta a jogar D20 só porque o setting de Spycraft me parecia espetacular, qual é o problema?!

Realmente sinto-me iluminada porque percebi que não odeio jogos indi (de companhias indie). Odeio jogos Narrativistas. Com excepção de PTA, e jogos que apenas se focam num aspecto do jogo.

 

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Eu Escrevi Um RPG Numa Semana!

Alto aí

Há narrativismos e narrativismos. O narrativismo a sério é excelente, até porque nem precisa de gritar que o é (quer dizer, que é excelente e que é narrativismo). Prince Valiant, HeroQuest 2.0, Toon, Maléfices, Pendragon, RuneQuest, Tribe 8 e mais alguns favoritos aí estão para o demonstrar.

Sérgio Mascarenhas

Sérgio

Se eu bem me lembro dos

Se eu bem me lembro dos meus tempos de Pendragon, este não se obcecava só com o narrativismo. A não ser que tenha mudado violentamente desde a ultima edição que tenho. Assumo que tenha ELEMENTOS narrativistas, mas isso tem muitos bons jogos. Não. O que me põe aos saltinhos de fúria é o "História Pré-Embalada" de coisas como MLWM.

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É certo

Nenhum dos jogos que apontei é narrativista porque sim, é verdade. Todos eles incorporam elementos narrativistas mas não fazem disso um mantra que lava mais branco que o Omo.

O que me irrita com os narrative-freeks é que na maior parte dos casos não sabem patavina do assunto. Quer dizer, o narrativismo é algo que tem uma longa história. Há andares de livros sobre a narrativa e a sua construção na literatura, no cinema, no teatro, na banda desenhada, etc., etc. e tal. O que é aparente é que gente como o grande Ron - corrijo, o Grande Ron - são profundamente ignorantes quanto a esses assuntos, nunca leram nada, estão completamente a leste. Quanto muito leram uma introdução ao tema numa publicação tipo Readers' Digest e força.

Nota: eu não estou a dizer que sou um especialista, não sou. Mas tenho a noção da minha ignorância, estou informado àcerca desta. Tenho amigos escritores, que trabalham no cinema, em BD, etc; li vários livros sobre estes temas; sei o que não sei.

Sérgio Mascarenhas

Sérgio

A questão do narrativismo

A questão do narrativismo parece-me um bocado obcecada. Certo, podem haver jogos que se focam um bocado naquilo mas não tentam enfiar o mundo lá à marretada (sim, estive a ler a tua review do Sword e Sorcery), mas não são o "melhor", e são ligeiramente mais virados para "parlor" games do que RPGs. Como, por exemplo, Once Upon a Time, que é um jogo de cartas. A mim parece-me que se perde um bocado de diversão quando se segue a opinião do Ganda Ron, e só se deve jogar jogos focados NUMA SÓ COISA e se n for assim, o jogo é totalmente indigno de ser um jogo! Aposto que o Bué Ron só gosta de calipos de morango ou limão. NEM pensar em comer algo com dois sabores misturados.

Mas sim, todo o esforço da igreja do Ron parece ser uma má disfarçada atitude de serem intelectualóides, e ficarem frustrados porque toda a gente que não seja pretencioso como eles se aborrece dos jogos deles e vão jogar outras coisas. As teorias deles parecem muito elaboradas, mas realmente desnecessárias, porque dá um bocado a impressão "copy paste" -- leram aquilo no livro de sociologia ou filosofia ou psicologia da faculdade, copiaram e colaram, e declararam que era a nova teoria do RPG! WooO!  E se não seguires aquelas linhas é porque sofreste dano cerebral.

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Pois,,,

Eu até gosto de teorias e de teorizar, o diabo está nos detalhes. Há pouca boa teoria sobre jogos em geral, logo no que respeita aos rpgs...

O Ron veio-se com uma teoria tripartida quando já andavam por aí teorias sobre o role playing e a sua inserção no mundo dos jogos há bué da tempo - pelo menos desde os anos 50 com o Roger Caillois. Sim anos 50, e eu sei perfeitamente que os jogos de personagens só surgiram nos anos 70 com o D&D. Não, não ando a chutar para a veia.

Voltando ao Ron, o GNS é puro senso comum construído a partir de outras coisas que andavam a ser ditas por outros tipos na net. A «inovação» do Ed foi dizer que os três tipos de jogos (ou de maneiras de jogar, uma daquelas diferenças de polichinelo que deram pano para mangas aos crentes) são incompatíveis. Pura idiotice e falta de experiência de jogos.

Mas daí não decorre que todas as teorizações são inúteis. O que me parece é que elas são pouco relevantes para os jogadores. Quem se deve preocupar com teorias são os desenhadores de jogos mas isso não deve ser explicitado nos jogos eles mesmos. Nunca percebi esta tentação de alguns desenhadores de jdp de nos massacrarem com as suas ejaculações teóricas, elevadas a ideologia.

Sérgio Mascarenhas

Sérgio

O diálogo podia ser mais ou menos assim...

Onça: Digam lá bem do RE para eu vos ir ao focinho.

Eu: Mas não tenho nada de bem para dizer, até concordo contigo.

Onça: Não, não, tens de dizer bem do tipo para eu te dar um encherto à antiga.

Eu: Não posso, mesmo. Olha só a minha crítica do Sorcerer  & Sword na RPGnet (http://www.rpg.net/reviews/archive/13/13811.phtml). Como podes ver, estou no index da igreja do Ron.

Onça: Tens que dizer bem! Tens que ter pôr a geito para uma te malhar até te transformar em puré.

Eu: Leste o fórum da review? Até o próprio Ron apareceu a lamuriar-se das minhas ofensas.

Onça: Porra, como te atreves a passar-me à frente?

 

Em suma, tens razão, o Ron Edwards é um bimbo pretensioso, meio estúpido e francamente ignorante armado em profeta com uma corte de bimbos ainda mais estúpidos e ignorantes (só são menos pretensiosos porque há que dar primazia ao guru em algum domínio). O rapaz é para ignorar ou melhor, para acompanhar com espírito de entomologista (o que quer que isto seja).

 

O que me surpreende é: porque te saiste com esta agora, que o pobre Ron está aposentado e esquecido?

 

Sérgio Mascarenhas

Sérgio

Porque durante muito tempo

Porque durante muito tempo não percebia porque é que lhe tinha um ódio tão profundo. Por muita peixeirada que eu faça, não gosto de embirrar só para embirrar.

 

Okay, pára de te rir, estou a falar a sério.

 

Como tudo o que ele dizia me punha aos saltinhos de fúria, mas eu ainda não tinha ouvido as bojardas maiores dele, eu achava que era só embirranço, e pá, se eu vou desancar em quem me contradiz quero ter argumentos sólidos para os espancar com eles! Não "AI EU DIGO QUE SIM PORQUE SIM E PORQUE EU DIGO QUE SIM!" O meu ódio tornou-se muito claro depois de ter lido um blogue de um outro gajo que analizava em profundidade algumas das teorias de RPG que tinham aparecido com o passar dos tempos (incluindo os 4 tipos de jogadores, etc.) e de repente... "Click" uma luzinha acendeu-se na minha pinha e saiu tudo a correr.

 

E a propósito! COMO OUSAS CONCORDAR COMIGO!? Toca a dizer bem dele para eu te puder cair em cima! Raisparta os mouros, a roubarem-me o meu ganha pão!

 

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Eu Escrevi Um RPG Numa Semana!

Manda aí o link do blogue

Manda aí o link do blogue do outro gajo.

E se é para entrarmos à pancada, mais vale ser face to face. Tenho uma série de tralha teórica minha em colunas da RPGnet, se tiveres tempo dá uma olhada. Talvez encontres tretas de mouro por ali.

Sérgio Mascarenhas

Sérgio

http://whitehall-paraindustr

http://whitehall-paraindustries.blogspot.com/2009/02/time-line-of-rpg-theory.html

 

Toma lá e não digas que vais daqui. O gajo é um bocado nazi, mas pelo menos sabe do que fala.

 

O meu problema com coisas teóricas é que acabo por começar a cantar "BOOOORING, THIS IS SO BOOOOORING, GET TO THE POINT!" ao som da abertura de Star Wars. Porque realmente as teorias que existem são baseadas na maior parte das vezes em items relacionados com tudo menos jogos, e depois querem enfiar-nos à força a noção que temos que ser assim, ou jogamos por estes motivos -- porque os estudos dizem que sim!

 

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Eu Escrevi Um RPG Numa Semana!

Pior que isso...

A maior parte das teorias não se baseiam em estudos que mereçam esse nome, são apenas o atirar do barro à parede das cabecinhas que as põem cá fora.

Obrigado pela ligação.

Sérgio Mascarenhas

Sérgio

Pois..

Quando me dei ao trabalho de ler o ensaio sobre o Narrativismo (e sim tenho um pouco mais de paciência que a Lady_Entropy a ler mega-teses) apercebi-me que estava tudo mal definido e contraditório, pelo nome esquisito do Propp!

sopadorpg.wordpress.com - Um roleplayer entre Setúbal e Almeirim

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Ludonautas Podcast - Viajando, sem nos movermos, pelos mundos do RPG

9/10

Eu por acaso gosto muito de jogos focados; gosto mesmo muito de jogos focados. Aliás, até te digo que dos melhores momentos que tive no rpg foram com My Life With Master e The Mountain Witch, dois jogos com uma duração muito curta. Isto porque eu também tenho um déficit de atenção, que me faz apaixonar pelo jogo durante 2 meses, até aparecer outro, novo ou não, que me chame a atenção.

Mas olha, também não gosto nada do Ron Edwards e da sua pequena igreja. Não tenho boas nem más experiências pessoais com ele, mas conheço dois casos de portugueses que têm, o que para mim é suficiente.

E em toda a honestidade, acho que o GNS foi fixe há 4 anos. Se te disser que foi a coisa que me pos a pensar sobre design de rpg mais a sério, levas-me a mal? Eu adorava terminar o meu "Exalted dos pobres" influenciado pelo God of War e pelo Heavenly Sword, mas o meu déficit de atenção também vai para o design.

O GNS foi fixe há 4 anos, dizia, mas depois tornou-se uma daquelas modas que só um grupo muito restrito dentro de um grupo muito restrito realmente aprecia; sei lá, algo como góticos que todos os dias se vestem de preto dos pés à cabeça e pintam as caras de branco, e que dizem que os outros góticos não são góticos a sério porque só se vestem de preto dos pés à cabeça às 3ªs e 5ªs e não pintam as caras de branco. Paneleirices, dirias tu. Eu neste momento sou só um gótico, já não pinto a cara de branco, e já nem sequer uso preto dos pés à cabeça, quanto mais todos os dias. Acho que fui feliz nesta minha analogia.

Contudo, dá-me gosto ver por aí pessoal que me atirava com pedras e desejava a morte do Edu, e que hoje em dia joga jogos da corja dele. Que, curiosamente, até são bastante fixes, dizem eles, enquanto engolem uma pernita de rã ou outra, com manteiguinha da boa. Noutra analogia feliz, é como odiar os nazis, mas apreciar as suas fardas (eram mesmo as mais fixes). Oh, sei lá, *cof* Mouse Guard *cof*. Assim num repant.

Quanto ao teu discurso inflamado, só lhe consigo dar 9 em 10, porque o teu único erro ortográfico foi não por o "h" nos "há" (verbo haver, ou haber, em tripeirês) que tens por ali espalhados, e que ainda por cima não são de propósito. Se tivesses mais erros ortográficos, farias o pleno. Ah, e a mentira deslavada que foi dizeres que eu e tu discutíamos como se estivéssemos a discutir se o Porto é melhor que o Benfica (pista: não é); se me lembro, eu discutia muito com o DemonKnight, com o Dwarin, e com mais uma ou outra pessoa, mas contigo, em toda a honestidade, se o fiz não me recordo.

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Líder inconsciente do ultra-secreto grupo anti-D&D (mas só na edição 5.3)

A escrever: down*town, tech-noir rpg
Proto Agonístes um rpg de auto-descoberta, de um personagem e vários jogador

entering the simulation pod

Rui escreveu:
Aliás, até te digo que dos melhores momentos que tive no rpg foram com My Life With Master e The Mountain Witch, dois jogos com uma duração muito curta.

Em relação ao MLwM, vamos evitar discutir a semântica da coisa, mas a mim parece-me um jogo extremamente simulacionista em termos de agenda criativa, pois tenta recriar o mais possível toda aquela cena clássica do Igor e do mestre no cenário da Transilvânia enquanto a história em si não tem propriamente grandes variações. A narrativa está extremamente estruturada e avança a ritmo bem definido, mas nenhum dos jogadores (inclusivé o mestre-jogo) tem grande contributo criativo a dar para o percusso geral da história quando já se sabe como ela começa, acaba e o que é que acontece entretanto. Assim, para mim, o gozo de MLwM está justamente na simulação.

 

Bem, eu quando o joguei foi

Bem, eu quando o joguei foi sempre para uma agenda narrativista, tal como é descrita na teoria do Ron, e os momentos a que me refiro são precisamente por causa dela: eu sabia o que estava a jogar, sabia o que queria, o jogo dava-me exactamente isso, portanto foi só questão de aguardar por ele.

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Tinha um grande comentário

Tinha um grande comentário sobre como "jogos focados são uma seca", mas mais uma vez, trata-se de opinião (pode ser má, mas é opinião e todos são livres de a ter). Eu pessoalmente acho que jogos focados são como pastilha elástica -- perde o sabor depressa e não tem nutrientes.

Note-se que tenho mais problemas com exageros como My Life With Master (que já tem guião escrito incluído) do que jogos como PTA ou até Covert Generation -- onde qualquer coisa pode acontecer dentro daquele mundo. Como diz no estudo da Wizards, jogadores têm 8 indicadores que gostam de ser satisfeitos, e eu concordo -- jogos como MLWM já têm tudo escritinho - é mais como fazer teatro do que jogar RPG. E para teatrada, já me bastam as aulas.

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Tinhas dito isto: Para

Tinhas dito isto:

Para terminar (carago, que falei montes) devo apontar a minha pequena victória sobre A Santa Igreja do GNS. À uns anitos, o RickDanger comprou todo entusiasmado o "My Life With Master" e propô-se a mestrar para mim e para a Inês, sabendo que gostamos de histórias de vilões. O diálogo que se seguiu foi mais ou menos assim:

Rick: E o vosso Mestre é mau, porque é um senhor do Mal. E faz-vos fazer coisas más.
Inês: *suspiro* Aiiii, que fixe.
Rick: E castiga-vos, porque é poderoso e cruel.
Eu: Uiii, já gosto do mestre.
Rick: E depois é suposto rebelarem-se contra ele, para o destronarem ou tomarem o lugar dele.
Inês: Mas porquê?
Rick: Porque ele é mau?
Inês: Mas e se não quisermos? Afinal, o mestre é tão fixe.
Rick: *começa a suar* Mas é suposto rebelarem-se.
Eu: (que sempre odiei ser railroaded) Mas e se gostarmos do mestre exactamente por ele ser mau?
Inês: Ohhh, eu ajudava o Mestre a fazer TUDO o que ele quisesse.
Rick: Mas... mas... mas... *foge*

O Rick acabou por ter que escrever ao anormal do autor do jogo, chorosamente a dizer-lhe que as jogadoras cada vez gostavam mais do Mestre, e não queriam rebelar-se. O autor sugeriu que ele fizesse coisas ainda mais cruéis, mas o Rick contou-lhe que isso só nos fazia gostar mais dele. Não sei muito bem o que ele respondeu a isso, mas acho que foi nas linhas do "Olha, obriga as personagens a rebelarem-se quer as jogadoras queiram, quer não." Também pode ter sido "Foge daí, já e não fales com essas malucas." É bom ver que para gajos com muita teoria e amor pela história são incapazes de lidar com jogadores que fujam do cercado que aparentemente estes anormais acham que um ROLEplay deve ter. ROLEplay, motherfucker. Não "STORYPLAY".

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E falas da tua pequena vitória sobre o jogo, e se calhar até sobre o Rick e sobre o designer. Eu também tenho uma história parecida: estávamos a jogar CoC, o cenário original, aquele onde se investiga a casa, e fomos todos felizes e contentes investigar; por alguma razão, não despoletámos o big bad evil guy na cave, e eu, a jogar um detective, declarei a casa segura. O GM depois escolheu fazer com que os ocupantes seguintes morressem completamente loucos, e ensinar-me uma lição: em CoC, há sempre qualquer coisa.

Podemos extrapolar sobre isto, e dizer: quando jogas aquele estilo, há sempre qualquer coisa. Já aqui falei sobre isto, não vou jogar Exalted com o sistema de CoC. Para CoC, vou jogar com CoC, talvez com ToC, mas sempre à espera de investigar o máximo possível, e de me deparar com algo que me tire a sanidade toda. Não vou abandonar o jogo só porque sim. Se o fizer, vou estar a jogar aquele jogo muito mal.

Aliás, até tenho outra história, que se passa com Vampire, onde eu fiz um tipo gordo que levava porrada da mulher, e que de repente é feito vampiro (não sei porque raio o GM admitiu isso, mas o facto é que admitiu); a missão passava por ir a uma vila buscar/entregar algo, e eu cheguei lá, vi que a vila não tinha nenhum über vampire, e estabeleci-me como o big honcho do sítio: qualquer coisa seria melhor do que voltar prá mulher que me batia! Mas, lá está, não estava a jogar Vampire. Nem sequer estava a jogar a aventura.

Foi o que tu fizeste com o MLWM: recusaste-te a seguir o estilo do jogo, que é sobre criaturas deformadas e abusadas por um mestre completamente louco; o jogo é sobre descobrir o que nos torna humanos, ao jogar monstros. Neste aspecto, é muito melhor que o Vampire e os seus super-heróis com caninos extra-longos. A tua pequena vitória, em vez de o ser, é muito mais um exemplo de birra só-porque-sim.

Há muitos jogos muito giros que saíram da malta da Forge, mesmo que a malta da Forge seja demente. Não sei como anda aquilo, mas das poucas vezes que lá vou, vejo repetições das mesmas coisas, como se alguém tentasse reinventar o grunge a cada 2 anos.

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Em breve coisinhas novas!

Líder inconsciente do ultra-secreto grupo anti-D&D (mas só na edição 5.3)

A escrever: down*town, tech-noir rpg
Proto Agonístes um rpg de auto-descoberta, de um personagem e vários jogador

Tu aí não derrotaste o

Tu aí não derrotaste o jogo. Derrotaste o GM -- porque no jogo de My Life With Master está escrito nas santas regras que isto só acaba de duas maneiras: ou tu te tornas o novo mestre ou matas o antigo. Em Vampire, não há "Tu tens que aceitar a vida que tens". Tu foste esperto e fizeste o RP lógico do teu gajo (quem é que queria voltar para a mulher para levar porrada?) e aproveitaste a situação. Os temas são guidelines, e, ao contrário do Jogo de Guião de My Life, tu podes ser um vampiro angustiado a chorar pela humanidade perdida ou (como uma das minhas PCs) andar aí todo contente "FIXE SOU UM VAMPIRE, Buga festejar toda a noite, TODAS AS NOITES!"

E isso é aceitável e até já foi previsto\esperado quer em sistema (é possível seguid Paths como Cathari, Caine, Power and Inner Voice, etc. que quebram a temática do "Oh the angst, oh the humanity"), quer em setting (o Sabbat e os Independentes).

 

Por isso leva lá a taça porque tinhas um GM tótó que ficou atrapalhado por fazeres algo inteligente, mas isso não quebrou o jogo. Tou mesmo a ver o Achilli "UM JOGADOR NÃO ESTÁ A VOLTAR PARA A MULHER LHE IR ÁS TROMBAS!!! NÃAAAAO! TEMOS QUE FAZER ERRATA PARA ISSO!"

 

Além do mais, esse comentário de "Super heróis" só mostra que não jogaste 1ª\2ª Edição onde não havia superheroismo, mas sim a puta da choraminguisse do "Ai meu deus, eu sou um monstro, eu sou um vampiro! A angustia, o medo, o horror!" Até as aventuras oficiais eram à volta do "E agora tás lixado porque a tua vida anterior está impossível de alcançar e BEBES SANGUE! (Oh noes!)" E onde eu vi vampiros morrerem Final Death porque levavam 2 out 3 tiros de uma pistolita um segurança nocturno humano. Requiem fez pouco de original porque voltou a esse aspecto do jogo. Acho que na terceira, eles meteram tudo mais "heroico" porque francamente, o pessoal já se andava a passar um bocado com a angústia e o drama e perguntaram se por acaso não haveriam vampiros que não fossem uns coninhas.

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"Sete Dias de Criação"

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Eu Escrevi Um RPG Numa Semana!

LadyEntropy escreveu: Tu

LadyEntropy escreveu:

Tu aí não derrotaste o jogo. Derrotaste o GM -- porque no jogo de My Life With Master está escrito nas santas regras que isto só acaba de duas maneiras: ou tu te tornas o novo mestre ou matas o antigo. Em Vampire, não há "Tu tens que aceitar a vida que tens". Tu foste esperto e fizeste o RP lógico do teu gajo (quem é que queria voltar para a mulher para levar porrada?) e aproveitaste a situação.

Não, por acaso fui bastante parvalhão, ao não alinhar com o resto do pessoal e jogar o jogo pelo jogo em vez de forçar as coisas à minha maneira. Aliás, consigo lembrar-me de mais uma dezena de exemplos onde fui bastante parvalhão e não alinhei no jogo.

LadyEntropy escreveu:
Os temas são guidelines, e, ao contrário do Jogo de Guião de My Life, tu podes ser um vampiro angustiado a chorar pela humanidade perdida ou (como uma das minhas PCs) andar aí todo contente "FIXE SOU UM VAMPIRE, Buga festejar toda a noite, TODAS AS NOITES!"

E isso é aceitável e até já foi previsto\esperado quer em sistema (é possível seguid Paths como Cathari, Caine, Power and Inner Voice, etc. que quebram a temática do "Oh the angst, oh the humanity"), quer em setting (o Sabbat e os Independentes).

 

As palavras chave são "previsto/esperado". No Vampire, apesar da ilusão de liberdade, também se espera que as pessoas façam as coisas de maneiras estabelecidas.

LadyEntropy escreveu:

Por isso leva lá a taça porque tinhas um GM tótó que ficou atrapalhado por fazeres algo inteligente, mas isso não quebrou o jogo. Tou mesmo a ver o Achilli "UM JOGADOR NÃO ESTÁ A VOLTAR PARA A MULHER LHE IR ÁS TROMBAS!!! NÃAAAAO! TEMOS QUE FAZER ERRATA PARA ISSO!"

 

Além do mais, esse comentário de "Super heróis" só mostra que não jogaste 1ª\2ª Edição onde não havia superheroismo, mas sim a puta da choraminguisse do "Ai meu deus, eu sou um monstro, eu sou um vampiro! A angustia, o medo, o horror!" Até as aventuras oficiais eram à volta do "E agora tás lixado porque a tua vida anterior está impossível de alcançar e BEBES SANGUE! (Oh noes!)" E onde eu vi vampiros morrerem Final Death porque levavam 2 out 3 tiros de uma pistolita um segurança nocturno humano. Requiem fez pouco de original porque voltou a esse aspecto do jogo. Acho que na terceira, eles meteram tudo mais "heroico" porque francamente, o pessoal já se andava a passar um bocado com a angústia e o drama e perguntaram se por acaso não haveriam vampiros que não fossem uns coninhas.

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Eu joguei muito pouco Vampire. Mesmo muito pouco. No total, umas 10 sessões no máximo dos máximos. Tenho acompanhado de fora as várias edições, e até agora a minha opinião não mudou: vampires suck. :-)

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a minha agenda, a minha agenda...

Rui escreveu:
Bem, eu quando o joguei foi sempre para uma agenda narrativista

Pois, eu sei que o jogo tem uma estrutura narrativa muito forte e completamente integrada nas regras, mas é um caso específico em que me pergunto se podes ter narrativismo quando a história já está toda balizada e pré-definida do princípio ao fim. Não é que as tuas escolhas tenham grande significado fora do âmbito pessoal da tua personagem, não é?

De qualquer forma, não acho que o GNS sirva propriamente para classificar jogos, mas para analisar as motivações que nos impelem a jogar RPG e a nos divertirmos, as tais agendas criativas.

 

Rick Danger escreveu:

Rick Danger escreveu:

Rui escreveu:
Bem, eu quando o joguei foi sempre para uma agenda narrativista

Pois, eu sei que o jogo tem uma estrutura narrativa muito forte e completamente integrada nas regras, mas é um caso específico em que me pergunto se podes ter narrativismo quando a história já está toda balizada e pré-definida do princípio ao fim. Não é que as tuas escolhas tenham grande significado fora do âmbito pessoal da tua personagem, não é?

Não posso falar por todos os jogos que têm agendas narrativistas, porque não os conheço a todos; mas conheço este e o Mountain Witch relativamente bem, e posso dizer-te com toda a certeza que o objectivo não é afectar a ficção pelos personagens (como veículos para tal, como acontece em jogos comerciais - ou como devia acontecer, porque depende sempre do contrato social que se estabelece à mesa), ou fazer com que haja qualquer significado FORA do âmbito pessoal da personagem; no Mountain Witch, o que interessa são as relações entre os personagens e como estas evoluem (gosto particularmente do Mountain Witch neste caso: um dungeon crawl básico onde as razões para as personagens lá estarem não começam com "e vocês conheceram-se todos num bar", nem as personagens são automaticamente todas amigas; o MW até tem mecânicas para este tipo de coisa); no MLWM, são as relações que se mantêm com os npc's, quanto se investe neles, sabendo que estão provavelmente condenados mas que mesmo assim são a âncora da sanidade, etc.

Rick Danger escreveu:

De qualquer forma, não acho que o GNS sirva propriamente para classificar jogos, mas para analisar as motivações que nos impelem a jogar RPG e a nos divertirmos, as tais agendas criativas.

Julgo que nem era isso que se discutia aqui.

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Bravo!

Bravo, bravo, bravo, muito bom!

 

Mas... Só agora? Eu disse isso tudo que aí está nos tempos negros de 2005, com muito menos palavrões e insultos, e FUI EXPULSO DESTE SITE. Ok, regressei - de certo modo, que só aqui apareço de páscoas a natais porque este site me parece (ainda) a propaganda da Cientologia do RPG que é a Corja - não a Forge, como eles querem ser, mas a Corja que reza ao Sr. "L." Ron "Hubbard" Edwards. Ah, e a quem a carapuça sirva que a ponha que não menciono nomes.

 

O pior é que os termos simulacionista e Narrativista, só por si, são absolutamente dignos e descritivos de elementos dos RPGs. Mas essa Corja desvirtuou-os tão completamente que não os posso ver à frente. E por causa disso continuo a desconfiar deste site, ainda cheira à "santidade" da Corja.

Diz-se que agora até gosto de jogos indy. Deixem-me esclarecer duas coisas:

1) NÃO HÁ JOGOS INDY, FODA-SE!!! O nosso hobby é TODO abaixo de indy: é marginal. Praticamente ninguém fora do hobby sabe cu sobre ele. "Mas e o D&D" perguntam-me? Esperem, esperem: temos um hobby onde há centenas de jogos e dezenas de editoras de jogos, todas elas pequenas ou médias empresas a um mês de negócios médios da falência, onde há uma empresa monstruosa, e vêm-me com indy e maistream? Então só a WotC/Hasbro é mainstream. O D&D é o ÚNICO jogo que alguém fora do hobby, mais ou menos, poderá ter ouvido falar. Havendo centenas de jogos, e de emrpesas, a WoTC e o D&D não são a regra, são a excepção. Ah, mas os indies publicam os seus própios jogos. Bom, não. Há empresas que piblicam jogos a que chamam indy, como a evil hat (que adoro e respeito). Bom, não, os autores indys têm os direitos do proprio trabalho. Ahhh, sim, pois, então o Feng Shui Action RPG, publicado pela Atlas Games, é indy - pois os direitos são exclusivos do Robin D. Laws. Não, porque a Atlas... Gimme a break! Mas... Será que... Pois é, e se Indy for só um adjectivo aplicado aos autores membros da Corja? Ah, mas parece que assim é. Então, o termo "indy" segue o gaminho dos termos "narrativista" e "simulacionista", desvirtuado para servir a corja, usando-o para se pintar como o "rag tag band of rebels" contra o império do "mainstream" --> mainstream esse que só existe nos textos corjitas.

 

2) NUNCA FORAM OS JOGOS QUE ME IRRITARAM! Qualquer jogo que se pinte como um RPG tem de valer por si, pelo valor de diversão e satisfação que trás a um dado grupo. Nunca disse que não jogo seja o que for., RPGs são como a comida - prova-se sempre pelo menos uma vez. Faço uma excepção: o Sorcerer. Esse não entendi o que faz, uma vez que o autor está sempre a dizer o que o jogo não é e o que não deve fazer, e a dizer mal dos jogos que fazem isso, que, francamente, não encontrei os sítios onde diz o que faz. Estava também tão cheio de ódio aos seus pares game designers e aos jogadores em geral, que no meio dos meus vómitos não devo ter visto a meia frase onde diz as regras do jogo. De resto, experimento tudo. Claro, há livros de regras que me entusiasmam mais ler que outros, e experiencias de jogo que me atraem mais do que outras. Dos jogos de autores pertencentes à Corja que li, o Dogs in the Vineyard deixou-me indiferente, o TsoY curioso, e o Burning Wheel interessado. O Burning empire, mesmo depois de o ler, ainda me parece um boardgame. Pá, quando o autor, num dos primeiros parágrafos, diz que os jogadores e o GM jogam uns contra o oiutro e jogam para ganhar... o que nunca quer dizer que não seja divertido. Nunca experimentei. Ah, li o Capes. Achei um cagalhãozinho pretencioso de um gajo que nunca na vida entendeu qual era a função de um GM. Mas se me convidarem para jogar, força, que eu jogo tudo.

 

Bom, aqui temos uma adenda ao teu post, Lady. A ver se sou expulso outra vez. Como não te expulsaram a ti, talvez haja esperança.

 

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demonologia

Verbus escreveu:
Faço uma excepção: o Sorcerer. Esse não entendi o que faz, uma vez que o autor está sempre a dizer o que o jogo não é e o que não deve fazer, e a dizer mal dos jogos que fazem isso, que, francamente, não encontrei os sítios onde diz o que faz. Estava também tão cheio de ódio aos seus pares game designers e aos jogadores em geral, que no meio dos meus vómitos não devo ter visto a meia frase onde diz as regras do jogo.

Os fãs de Sorcerer já têem uma piada recorrente que é o próprio livro de Sorcerer ser supostamente um demónio que vai alterando o seu conteúdo conforme o Ron vai respondendo ás suas dúvidas e questões sobre o jogo apontando para alguma frase perdida lá na página XX. Aparentemente, o Ron está convencido que só precisa de dizer uma coisa uma vez e quem quiser que entenda. Já percebi que é assim que se tem de ler aquele livro, mas nunca consegui jogá-lo nem tenho grandes esperanças (já o li três vezes).

Curiosamente, amigos dele como o Vincent Baker escrevem jogos que se percebem perfeitamente e que têem bastante mais sucesso, além de discutirem teorias, design, etc. de uma forma bastante mais humilde, razoável e não menos válida. Oiçam, por exemplo, esta conversa recente entre o Vincent, o Joshua e o Robert sobre jogos abandonados pelos seus autores.

 

Rick Danger escreveu:

Rick Danger escreveu:

Curiosamente, amigos dele como o Vincent Baker escrevem jogos que se percebem perfeitamente e que têem bastante mais sucesso, além de discutirem teorias, design, etc. de uma forma bastante mais humilde, razoável e não menos válida. Oiçam, por exemplo, esta conversa recente entre o Vincent, o Joshua e o Robert sobre jogos abandonados pelos seus autores.

 

Concordo inteiramente. Os outros jogos que li dessa malta ao menos são jogos. Têm lá bem explicitados o que fazem, e os autores, se dizem alguma "teoria", é mais para explicar porque o fazem. E normalmente com linguagem corrente e não com a algaraviada inventada pelo "L." Ron "Hubbard". Isto independentemente se se gosta ou não dos jogos. Eu não posso dizer nada porque não joguei nenhum.

E sei que é muito diferente ler as regras de um jogo - mesmo um rpg - e jogá-lo de facto. Na minha longa história, houve manuais que me entusiasmaram ler mas o jogo foi mau de jogar, e o contrário, jogos cuja leitura me deixou indiferente mas que foram bestiais de jogar.

Mas fico a pensar... E se não foram os jogos? Nem as regras nem o setting? E se foi o grupo de jogo que fez a diferença? De facto, se calhar o mais importante numa experência de RPG nem são as regras nem o setting, mas as pessoas com que jogamos, GMs e jogadores. Ainda não analisei isto a fundo, mas já vi que um jogo e/ou sistema que não resultou com um grupo foi maravilhoso noutro. O mesmo com settings. Dá que pensar...

 

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o grupo

Verbus escreveu:
Mas fico a pensar... E se não foram os jogos? Nem as regras nem o setting? E se foi o grupo de jogo que fez a diferença? De facto, se calhar o mais importante numa experência de RPG nem são as regras nem o setting, mas as pessoas com que jogamos, GMs e jogadores. Ainda não analisei isto a fundo, mas já vi que um jogo e/ou sistema que não resultou com um grupo foi maravilhoso noutro. O mesmo com settings. Dá que pensar...

Não te preocupes muito com isso, acho que é natural. Desde que entrei nos boardgames há já uns tempos percebi que também neles conta muito as pessoas com quem se joga, por isso esta não é uma espécie de mística maldição que especificamente os RPGs têem que suportar. O grupo importa sempre para qualquer actividade interactiva e não há nada que o texto de um jogo possa fazer para magicamente põr toda a gente a divertir-se e a jogar da mesma maneira. Claro que, até certo ponto, como apregoam o Jared e o Luke nos últimos panels que têem dado nas convenções, "Design is mind control" mas há sempre um limite a partir do qual o que conta é as pessoas envolvidas.

 

Atenção: não me refiro a

Atenção: não me refiro a quando as coisas correm mal por causa da personalidade dos jogadores. Ou jogadores problemáticos, sabotadores, ou malcriados, ou... Não. Refiro-me a grupos perfeitamente funcionais, com pessoas que se respeitam... mas nuns um sistema/setting resulta, noutros não. Por partes e por exemplo: num grupo perfeitamente funcional, o D&D funciona bem, mas o Savage Worlds não. Noutro pode ser vice-versa. E não me refiro também a grupos que não querem experimentar o outro sistema: refiro-me a que experimentam, e por alguma razão não resulta.

 

Daí aconselho todos os gamers a familiarizarem-se com o magnífico Robin's Laws of Good Gamemastering, que ao contrário do que se espalhou por aí não é uma "teoria" concorrente ao GNS/Big Model da Corja, mas são conselhos para  ajudar os GMs a criarem as experiências de jogo que mais se adequam aos seus jogadores. Conselhos que vão desde a escolha do sistema, aos gostos dos jogadores, às aventuras que eventualmente agradarão mais áquele grupo, e mais. Poderão dizer que ele não diz senão coisas que os GMs já fazem. Bom, sim, ele próprio o admite, mas o importante é que o façam conscientemente, avisados que é isso que estão a fazer.

 

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Navalha de Rackham!

"Dado um jogo bem desenhado, quer quanto ao sistema quer quanto à sua apresentação, todos as dinâmicas intervenientes no seu uso devem-se aos jogadores que o jogam." :)

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Ludonautas Podcast - Viajando, sem nos movermos, pelos mundos do RPG

jrmariano escreveu: "Dado

jrmariano escreveu:
"Dado um jogo bem desenhado, quer quanto ao sistema quer quanto à sua apresentação, todos as dinâmicas intervenientes no seu uso devem-se aos jogadores que o jogam."

 

Olha outra: "Tudo o que os game designers fazem, desde regras a settings a ajudas de jogo, contam, contam, na melhor das hipóteses, 30% da experiência de jogo. O resto é o que se passa à mesa."

 

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Nah...

Não sou fã do roll-under percentil. Qual é o DC de uma Experiência de Jogo (BOM)?

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Origem do GNS/Big Model

A minha visão sobre a criação do GNS/Big Model:

Um cavalheiro, com uma visão extraordinariamente inflada da sua competência como game designer, escreve um jogo que, conscientemente ou não, não passa de um rip-off de um fragmento de outro jogo. Acha que escreveu a sétima maravilha do mundo e põe-se a tentar comercializá-lo. As diversas editoras ou o recusam na hora ou têm uma conversa non-commital - algumas serão até um pouco vigaristas, prometendo sem intenção de cumprir - afinal é negócio e ele está na América. Ele fica raivoso pela sua obra-prima revolucionária não ser aceite. Começa a vociferar na internet, atrai algumas mentes semelhantes, e começam a criar uma "teoria" que não passa de uma demonstração de como o jogo que não vendeu é o melhor e os das empresas recusantes e outras semelhantes são boas merdas. Mais: que é prova de estupidez e danos mentais jogá-los e prova de ser superior jogar as cenas deles. Como ele nem escreve mal, e como qualquer pessoa que grite na internet atrai sempre um séquito, incluindo gente bastante inteligente e reconhecida que lhe começa a dar o seu aval. Acontece muita vez, mesmo o Einstein se deixou enganar por um crackpot ou outro. E pronto.

Provavelmente a realidade não foi nada assim a nivel factual. Mas estou convencido que, essencialmente, foi muito parecido.

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Estou demasiado habituado ao Facebook...

Agora fazia aqui um like e poupava duas linhas de texto.

Eu já descobri que a

Eu já descobri que a maneira de me assegurar que tenho as costas quentes é meter um GRANDE disclaimer no início. Assim, se me chatearem, aponto para lá e digo "Eu avisei, não avisei?" E este post foi até muito calminho comparado com outros rantfests que tive em episódios anteriores, onde ataquei a masculinidade de várias pessoas, insultei D&D, e distribuí sopapos a amigos e inimigos ao mesmo tempo.

Aliás, o RicMadeira (volta, estás a perdoado!) chegou mesmo a ameaçar trancar o tópico por causa da resmunguisse que gerou. Ainda considero isso uma marca de orgulho!

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"Sete Dias de Criação" - Uma Seman

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Eu Escrevi Um RPG Numa Semana!

Perfeito!

Então continua. É que, à conta desta entrada do teu blogue, estou a considerar seriamente regressar aqui às lides e recomeçar a escrever regularmente. Uma vez que a discussão que gerou foi, basicamente, civilizada (tirando as minhas intervenções, mas não consigo falar da Forgientology nem do Ron "Hubbard" Edwards de outra maneira) e sem ameaças por causa das terríves "heresias" que aqui estávamos a dizer. Por causa deste post, pode ser que possa voltar a ter um "grão de mostarda" de fé nos gamers que usam o lado de rpg deste site.

 

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Oh, aperdoa ao Rick Danger,

Oh, aperdoa ao Rick Danger, que, tadito, sempre que vê algo novo e brilhante fica todo entusiasmado. Acho que a maior parte das pessoas que anda por aqui nem gosta particularmente dos jogos Indy (sim, eu digo INDY e volto a dizer INDY, independentemente que te objectes ao termo). As discussões que tive com ele sobre isso (e o facto que nenhum dos jogadores deles queria experimentar indies) n ajudaram o rapazito lá muito.

 

Além do mais, quanta mais gente aqui, mais gasolina para deitar ao fogo.

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"Sete Dias de Criação" - Uma Seman

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Eu Escrevi Um RPG Numa Semana!

LadyEntropy escreveu:

LadyEntropy escreveu:

Oh, aperdoa ao Rick Danger, que, tadito, sempre que vê algo novo e brilhante fica todo entusiasmado. Acho que a maior parte das pessoas que anda por aqui nem gosta particularmente dos jogos Indy (sim, eu digo INDY e volto a dizer INDY, independentemente que te objectes ao termo). As discussões que tive com ele sobre isso (e o facto que nenhum dos jogadores deles queria experimentar indies) n ajudaram o rapazito lá muito.

 

Eu acho o Rick um tipo inteligente e entusiasta que gosta de diversos jogos. Os seus gostos nem sempre são os meus, mas nunca impugnei nem a inteligência nem a moral de ninguém por diferença de gosto. Impugno sim, e a preferência sexual e hábitos higiénicos, ascendência e maneiras à mesa (Por exemplo, chamo Panasca, enrabador de porcos, comedor de merda e canibal), a quem ao dar uma opinião se quer mostrar mais inteligente, bonito, superior, enfim, mais do que o comum dos mortais, ou, pior, mais do que eu Wink. Ora a Corja que eu conheço é inteiramente constituída por gente dessa, a começar pelo Papa lá deles. Diferenças de opinião? Venham elas. Por exemplo, gosto muito de ler a maioria das intervenções do Sérgio Mascarenhas, por serem bem expostas, logicamente escritas e muito bem defendidas. Muitas das vezes não concordo com nada do que lá está, e na melhor das hipóteses só concordo com cerca de 60% do que lá está. Epá, mas se gosto de o ler. Uma excepção: as críticas aos manuais do sorcerer que fez há uns anos na RPG.net em que concordo a 200%. Assim, o Rick que diga o que ache por bem dizer.

Quanto ao termo indy, e outros que correm por aí, que hei-de eu fazer? Já disse a minha opinião e pronto. Haver termos que não gostamos e que entram para o léxico comum são factos da vida. O meu Pai ainda fervilha com o facto do termo "bicha" ter passado a ser "panasca" e que o que ele sempre considerou ser uma bicha tenha passado a ser uma fila. Eu também tenho visto com tristeza, desde a minha adolescência, o termo "cínico" ter perdido o sentido original e passar a significar hipócrita, embora verifique com prazer ainda haver muita gente a usar o sentido real. Tanto mais que o cinísmo - não acreditar nas boas intenções das pessoas e dos argumentos - é tradicionalmente uma arma usada contra vários tipos de hipocrisias. Assim, o termo Indy para certo tipo de rpgs veio para ficar, quer eu goste quer não. Até eu o uso nessa acepção, por ser um rótulo que facilita muito a comunicação, e porque não vale a pena lutar contra a maré quanto a evoluções linguísticas. Não são as línguas entidades vivas?

Aliás, irrita-me muito mais a desvirtuação dos termos "Narrativista" e "Simulacionista" pela Doutrina Sagrada da Corja. Infelizmente, já não se podem usar num ambiente de RPG sem ir dar áquela treta. Não me preocupa o "Joguista", que foi um neologismo inventado pelo Hubb... perdão, Edwards e que por isso não existia antes para ser desvirtuado.

Mas, também aí, não se pode fazer nada. A menos que dizer que o Ron Edwards é um comedor de merda enrabador de porcos canibal filho de irmãos incestuosos e mongoloide.

Quando a experimentar indies... força. É onde perco um pouco a moral, embora tenha lido muitos, só joguei Mouseguard e meia Demo de Burning Wheel. E o que acho, em resumo, já o disse acima. Mas suponho que, se forem gamers normais a experimentar, e não um gamer rodeado de Corja, nalgum tipo de "retiro espiritual", não deverá fazer muito mal experimentar. Ficam logo a saber como o jogo é mau e vacinados (diz ele com muita maldade e sem nenhum sentido de justiça).

 

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Rótulos e outras coisas...

O rótulo dos "indies" sempre foi algo difuso na internet porque ora significava RPGs de edição de autor como os de pequena tiragem ou provenientes do movimento do The Forge. Para mim é apenas uma designação tal como "retro-clones" ou "licensed" apesar destes últimos serem mais definidos e portanto mais úteis. Por outro lado nunca percebi onde se foi desencantar essa dos "Indy". Algum cão de um aventureiro neo-pulp? :)

Pelo que li tanto o Ron Edwards e o Paul Tevis (acho) tinham uma agenda por detrás da fundação do The Forge: a criação de um pequeno mercado dentro do mercado dos RPGs que se baseasse na comunidade do fórum e se distingue-se do grande mercado tornando-se auto-suficiente no processo. Acho que o conseguiram... mais através do "misticismo" do que através de "política"! Eh, eh.

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Eu por mim dou mérito ao

Eu por mim dou mérito ao The Forge por ter publicitado (através do passa-a-palavra e de até algumas polémicas) alguns autores e jogos de que gosto.

Jogos são jogos e existem uns melhores e outros piores, os quais posso avaliar se são mais a meu gosto ou se têm ideias geniais no seu texto. Costumo interessar-me pelo que sai de novo. E em meu detrimento sou bastante obcecado no meu entusiasmo pelo raio dos jogos de RPG que conheço e emocionado em jogá-los e falar deles.

Por outro lado não o faço o mesmo com pessoas ou grupos de pessoas dado que não são objectos e portanto menos complexos e moderados que as pessoas. À parte do Aria e do F.A.T.A.L claro. :D Ah, e sim enganamo-nos muito mais facilmente a ler pessoas do que livros.

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jrmariano escreveu: O

jrmariano escreveu:
O rótulo dos "indies" sempre foi algo difuso na internet porque ora significava RPGs de edição de autor como os de pequena tiragem ou provenientes do movimento do The Forge. Para mim é apenas uma designação tal como "retro-clones" ou "licensed" apesar destes últimos serem mais definidos e portanto mais úteis. Por outro lado nunca percebi onde se foi desencantar essa dos "Indy". Algum cão de um aventureiro neo-pulp? :) Pelo que li tanto o Ron Edwards e o Paul Tevis (acho) tinham uma agenda por detrás da fundação do The Forge: a criação de um pequeno mercado dentro do mercado dos RPGs que se baseasse na comunidade do fórum e se distingue-se do grande mercado tornando-se auto-suficiente no processo. Acho que o conseguiram... mais através do "misticismo" do que através de "política"! Eh, eh!

 

É um rótulo que faz imenso sentido nas indústrias musical e cinematográfica, especialmente nos EUA, onde 95% da produção é feita por empresas gigantescas, e os outros 5% são os chamados "independentes" dessas empresas. Querer aplicar o termo à indústria do RPG é absurdo: Há 1 empresa monstruosa, que faz 1 jogo: o D&D. Que é o único rpg que atinge camadas da população não aderente ao hobby. Sim, porque praticamente ninguém fora do hobby conhece outros RPGs, excepção feita dos amigos e SOs dos gamers. Ainda hoje muita gente pensa que o mundo do rpg se resume ao D&D. Depois temos dezenas de editoras, todas elas pequenas ou médias empresas, e individuos, que publicam centenas de jogos. Se virmos pela penetração pública, então só o D&D é "mainstream" e tudo o resto é indy.

 

Mas, estranhamente, e pelo menos em 2005, o Papa Hubbard Edwards aprovava especialmente o D&D 3.x (nem me recordo se já existia 3.5 nessa altura) como grande exemplo de jogo Gamist. E a terrível industria castradora eram então todas as pequenas empresas a um mau negócio da bancarrota, não a Hasbro/WotC.

Mas como já disse, o termo veio para ficar, goste ou não.

*Sigh*

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Concordo que é um termo mal

Concordo que é um termo mal usado e enganador.

Ah, mas o que o Ron Edward escreve é algo que se pode ler mas só se obrigarmos forçosamente a nossa razoabilidade a permiti-lo. :P

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jrmariano escreveu:

jrmariano escreveu:
Concordo que é um termo mal usado e enganador. Ah, mas o que o Ron Edward escreve é algo que se pode ler mas só se obrigarmos forçosamente a nossa razoabilidade a permiti-lo. :P

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Sim, porque, parafraseando um dado autor, que não me recordo muito bem quem, ler o que ele escreve causa danos cerebrais.

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Pois, a dissonância

Pois, a dissonância cognitiva é universal mesmo. :)

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Verbus escreveu:

Verbus escreveu:
p>

 

Sim, porque, parafraseando um dado autor, que não me recordo muito bem quem, ler o que ele escreve causa danos cerebrais.

Estás a citar o próprio Ron Edwards, vê lá tu, que falou assim quando se referiu Vampire: lê-lo dá danos cerebrais.

--~~--

Em breve coisinhas novas!

Líder inconsciente do ultra-secreto grupo anti-D&D (mas só na edição 5.3)

A escrever: down*town, tech-noir rpg
Proto Agonístes um rpg de auto-descoberta, de um personagem e vários jogador

O Senhor Ronhas devia ser

O Senhor Ronhas devia ser enrabado por Nosferatu depois dessa enormidade.

Se calhar ainda gostava.

Danos cerebrais, danos cerebrais. Eu dou-lhe os danos cerebrais. Se para ser "normal" tenho que louvar o trabalho e atitude dele, prefiro ter dano cerebral. Porque o senhor Roninha não consegue escrever settings (só reaproveitar) e por isso é que não gosta de livros que são melhor que ele nisso. Afinal, ele para escrever o suplemento para Sorcery precisou de ir fanar inspiração a outros livros, e no livro base desculpa-se com o "Eu n quero dar setting, quero que vocês o desenvolvam sozinhos". Pois pois, para mim isso cheira a desculpa.

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"Sete Dias de Criação" - Uma Seman

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Eu Escrevi Um RPG Numa Semana!

Este é um daqueles pontos

Este é um daqueles pontos onde eu não tenho certeza da falta de razão dele.

Aliás, extrapolando um bocadinho, se formos ver o género dos vampiros na ficção, quase quase que podíamos dizer que ler a Stephanie Meyer dá danos cerebrais.

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Rui escreveu: Estás a

Rui escreveu:

Estás a citar o próprio Ron Edwards, vê lá tu, que falou assim quando se referiu Vampire: lê-lo dá danos cerebrais.

*Abre a boca de espanto* Não! Jura! E eu que nem sabia nem nada!

PS: Irony is not working with iron...

 

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Man, para uma pessoa que se

Man, para uma pessoa que se detesta tanto vocês seguem demasiado perto o que ela diz ou faz. É tipo biografia do Hitler e fetichismo nazista ou quê? Não têm mais nada que fazer?

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Há excepçoes. Eu só sei

Há excepçoes. Eu só sei que é um idiota careca que escreveu um monte de baboseiras que exigiam um glossário só para ler. Isto basta para perder a curiosidade.

Jovem, se há coisa que eu

Jovem, se há coisa que eu detesto, são pessoas que falam da boca para fora sem saberem o que estão a dizer. Isso é do pior que há e muita vez traz injustiça e estupidez.

Logo, é mais que justificado (aliás, requerido) que se vamos cortar na casaca de alguém tenhamos munição válida, e não só ir gritar contra alguém só porque não gostamos dele. Eu, se esperneio, berro e resmungo, é porque DISCORDO e sei que tenho razão, não só "porque sim". Justifico bem o meu nojo só para não ser outra "do contra", tá?

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RPGénesis 2010: "Sete Dias de Criação" - Uma Semana a Escrever RPGs em P

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Eu Escrevi Um RPG Numa Semana!

Pois....

Era uma reposta ao post acima que insinuava que o pessoal anti-Forge sofre de uma obsessão e/ ou ódio de morte ao Ron. Não é bem assim, foi o que estava basicamente a dizer. Anyway, já estou aqui a mais. Fui...

Ron Edwards sucks big

Ron Edwards sucks big donkey balls! Kenneth Hite rulez! Luke Crane iz da man! Greg Stolze iz da mastah!

Resume a minha opinião. Quem conhece estes nomes sabe o que quero dizer.

Dwarin escreveu: Ron

Dwarin escreveu:

Ron Edwards sucks big donkey balls! Kenneth Hite rulez! Luke Crane iz da man! Greg Stolze iz da mastah!

Resume a minha opinião. Quem conhece estes nomes sabe o que quero dizer.

Robin D. Laws kicks mucho ass!

 

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Fazendo a devida ressalva

Fazendo a devida ressalva (que parece ser uma espécie de "get out of jail free card"), sem querer espicaçar, eu não conheço a obra toda dele, mas do que conheço, não acho que seja assim tão impressionante.

Ainda por cima, está tudo datado e ultrapassado, e mesmo as coisas novas não são nada de espectacular: será o Esoterrorists assim tão bom?

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Eu diria o mesmo dos

Eu diria o mesmo dos autores referidos pelo Dwarin...

Quanto ao RDL, a minha opinião é ambivalente. Por um lado, ele tem o talento de pegar de face em coisas que os outros apenas pegam de lado e a medo. E de pegar melhor do que os outros. E não raro mais cedo. Mas, infelizmente, fico sempre com a impressão de que ele tem boas ideias, tem uma visão adequada, e depois perde-se na execução. Mesmo assim, fica à frente da maior parte dos tipos que se movem nas mesmas águas. Com a vantagem de não se pôr com posturas de prima dona ou de génio incompreendido.

Mas tudo isto sã peanuts. Se algum dia se fizer uma história a sério do hóbi o que se vai concluir é que a grande escola e o grande atelier de design, aquele que foi o melhor exemplo do que é a combinação de talento com capacidade de execução, foi a Chaosium dos anos 70/80. Ainda hoje há muito a aprender com eles. E, voltando ao RDL, não por acaso foi ele que o Greg Stafford foi buscar quando sentiu que tinha batido na parede como designer para o seu universo pessoal...

Sérgio Mascarenhas

Sérgio

Desde que o vi de camisa

Desde que o vi de camisa psicadélica laranja e amarela com calções pretos lisos nesta GenCon levo-o menos a sério... Mas tenho curiosidade quanto às relações que andou a fazer entre o Hamlet e o RPG.

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elementos independentes

 

Verbus escreveu:
É um rótulo que faz imenso sentido nas indústrias musical e cinematográfica, especialmente nos EUA, onde 95% da produção é feita por empresas gigantescas, e os outros 5% são os chamados "independentes" dessas empresas.

A definição é muito mais clara nesses casos, mas "indy" para mim continua a significar um trabalho de criação de RPGs que seja relativamente independente de factores económicos ou de marketing - como por exemplo, o muito recente Freemarket feito pelo Luke e pelo Jared que acabou por se tornar numa edição limitada por causa dos custos de produção, ou seja, o jogo é um RPG todo esquisitóide transhumanista cuja prioridade número um ao publicá-lo não é vender e fazer dinheiro, é mesmo criar uma experiência de entretenimento diferente que, por acaso, é um RPG.

Aliás, esticando um bocado a cola ao "indy", até a nova edição de D&D pode ser considerada mais independente quando comparada à terceira edição, na qual a WotC deu, de facto, tudo por tudo para convencer toda a gente que RPG = D&D e que não haveria mais nenhum sistema para jogar à face da terra. Esta foi uma abordagem muito bem sucedida em termos de vendas (que criou toda uma nova geração de d20 roleplayers), mas agora 4E mostra como a vertente "indy" também tem um lugar no D&D, ou seja, os seus criadores também querem poder dizer "o nosso jogo é assim e não é assado - se querem assado, vão jogar outra coisa que nós temos a nossa visão do que queremos fazer e, se ela não coincide com a vossa, temos pena mas não estamos aqui apenas e só para fazer dinheiro".

Outro caso curioso é o da White Wolf que talvez até se terá tornado mais "indy" ao ter sido comprada pela CCP, no sentido em que deixaram de ter de publicar splatbooks todos os meses só para esmifrar mais alguns dólares aos seus fãs.

Tudo isto só para dizer que "indy" para mim não quer dizer necessariamente "bom", mas acho que tem mais potencial para ser diferente dos RPGs que eu já tenho ou que já conheço e menos tendência para repetir certos esquemas e conteúdos só porque estes já deram provas no mercado.

 

RPG e inovação

Quem tem seguido a evolução do RPG há tanto tempo como eu (desde 1984) pode verificar que foi um meio que sempre inovou e esteve sempre a fazer experiências e a alterar mecânicas, settings e maneiras de conseguir fazer as coisas. Mesmo antes da Wizards of the Coast aparecer, nos anos 80/90 havia a TSR e o AD&D por um lado, e o resto dos RPGs e suas editoras pelo outro. E nessas centenas de editoras houve todos os anos dessa época experiêcnias, inovações, maneiras novas de apresentar jogos e settings. Foi nessa época que surgiu o Rolemaster, o Pendragon, o Ars Magica, o Shadowrun, e outros, vários jogos que fizeram coisas nunca vistas antes. E o Vampire.

Agora, para que fique registado, eu não gosto de Vampire. E acho o Storyteller System altamente desajeitado e moroso de jogar. Dito isto, na altura em que saiu, os autores do Vampire não estavam nada à espera do sucesso que foi. Criaram um jogo experimental, através de uma empresa de meio tostão, para o que pensavam ser um nicho de góticos e gamers "de vanguarda", e a coisa explodiu logo com a primeira edição! O resto é história.

Se o meio deixou de inovar, é porque quase deixou de existir. É que na segunda metade dos anos 90, outra empresa de meio tostão saiu-se com outro jogo que deemonstrou ser imensamente popular e que quase matou a indústria do RPG. a empresa era a Wizards of the Coast e o jogo foi o Magic: The Gathering. Praticamente só se ouvia falar em falências de empresas de RPG entre a publicação do Magic e a promulgação do Open Gaming Licence, tal foi a drenagem que o Magic fez aos jogadores de RPG. Mesmo assim não deixou de se inovar: apareceu o Castle Falkenstein, que não tinha folhas de personagem e jogava-se com cartas, o Deadlands, que demonstrou que um setting de Western podia ser popular, para além das mecânicas inovadoras de mãos de poker para lançar feitiços, entre outras. É o descendente directo do sistema Savage Worlds, a propósito, que é o que eu tenho mais jogado nos últimos três anos ou assim.

Falei no Open Gaming Licence. Como nunca teve a intenção de o fazer, a própria empresa que ia matando o RPG também o salvou com essa manobra comercial. Trouxe, também, o D&D para a nova geração com a edição 3.x, goste-se ou não. Depois da revoada de falências, apareceram também dezenas de empresas a fazer D20. Com a recuperação da indústria, houve um grande interesse nos clássicos do jogo, tendo assim muitos nomes já lendários sido reeditados ou reimpressos. Se calhar este fenómeno duplo do princípio do século (a década de 2000 a 2009) é que deu a impressão que a indústria "jogou pelo seguro" e não inovou. O que foi é que esteve em recuperação de uma crise enorme. E às vezes isso traz uma época mais "prudente", por vezes até um pouco "reaccionária".

O que veio da Corja foram inovações? Permitam-me duvidar. Fala-se nos jogos "focados" como o Life With Master. Bom, não fui só eu quem ficou com a impressão que não passava de um boardgame sem board com uma linguagem mais pedante que a média dos boardgames, um jogo cujo objectivo era ver quem mata o master primeiro, escondido numa série de conversas. Atenção, não digo que isto não seja muito divertido, nem que não possa dar uma experiencia emocional muito forte. Mas será uma experiência de RPG? Jogos como o Tsoy e o PTA em que toda a gente ajuda a construir a história: Não acontecerá que a experiência não fica mais parecido com o jogo surrealista dos anos 20 chamado o Cadáver Esquisito do que RPG? As personagens não ficarão tão afastadas dos jogadores que estes já não têm nada a ver com elas? Jogos em que o principal é o confronto daquilo em que a personagem acredita: não se passará isso em todas as campanhas caseiras (atenção, não as publicadas)? O GM não terá forçosamente de ir fazendo a campanha conforme as decisões das personagems? Isso se não for um railroader ou um sandboxer terminal, claro, que também os há... Finalmente, jogos em que claramente os jogadores e o GM competem uns contra o outro, não serão mas é boardgames mais complicados? Pois a competição e a vitória, quando entram num jogo, são o seu elemento absorvente e tudo o mais é para inglês ver: não interessa se não servir ou para ganhar, ou para fazer o outro perder. Assim, as inovações ou são novas embalagens para coisas que se fazem desde o começo do hobby, ou chamar RPGs a coisas que são mais boardgames ou jogos de salão. Por mais divertidos e/ou intensos que possam ser: as emoções mais tramadas que tive a jogar foram com o jogo de salão Uma Questão de Escrúpulos (a ser jogado entre gente que se dá muito bem ou com muita capacidade de perdão, ou pode estragar amizades!), jogo que não tem nada a ver com um RPG nem que nos pintemos de preto. O sistema FATE, que é considerado Indy, é extremamente inovador e parece-me ser divertido. Mas os seus criadores têm uma ascendência lúdica anterior à Corja: vêm do FUDGE, já existente em meados dos anos 90... E no seu Spirit of the Century, nos agradecimentos, não mencionam ninguém da Corja (se não me engano)... Algo que é uma constante nos jogos vindos dessa seita.

 

E aqui estão mais umas considerações, de um veterano nestas lides.

 

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Um pequeno aparte. Concordo

Um pequeno aparte.

Concordo com tudo o que disseste sobre "my life" e "PTA". Eu realmente não acho que estes jogos sejam ROLEPLAYING games. No primeiro, há papeis, certo, (de roles) mas na realidade não há um desenvolvimento da personagem, porque vai SEMPRE acabar da mesma maneira (ou és o novo mestre, ou foges dele depois de o matar); PTA por outro lado, é muito divertido, mas também não é roleplaying. As personagens são pouco importantes -- o que importa é fazer uma história. Para mim, PTA cai dentro do saco de jogos como "Baron Munchausen" (com uma pitadinha de Roleplay) e é um Story Game (ou Storyplay Game), ou um RPG para Gamemasters.

 

A partir do moment a que cheguei a essa conclusão, fiquei muito aliviada, e passei a gostar do jogo, porque para o jogar como uma jogadora, era horrível e dava-me dores de cabeça!

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Discordo

Verbus escreveu:
O que veio da Corja foram inovações? Permitam-me duvidar. Fala-se nos jogos "focados" como o Life With Master. Bom, não fui só eu quem ficou com a impressão que não passava de um boardgame sem board com uma linguagem mais pedante que a média dos boardgames, um jogo cujo objectivo era ver quem mata o master primeiro, escondido numa série de conversas. Atenção, não digo que isto não seja muito divertido, nem que não possa dar uma experiencia emocional muito forte. Mas será uma experiência de RPG? Jogos como o Tsoy e o PTA em que toda a gente ajuda a construir a história: Não acontecerá que a experiência não fica mais parecido com o jogo surrealista dos anos 20 chamado o Cadáver Esquisito do que RPG? As personagens não ficarão tão afastadas dos jogadores que estes já não têm nada a ver com elas? Jogos em que o principal é o confronto daquilo em que a personagem acredita: não se passará isso em todas as campanhas caseiras (atenção, não as publicadas)? O GM não terá forçosamente de ir fazendo a campanha conforme as decisões das personagems? Isso se não for um railroader ou um sandboxer terminal, claro, que também os há... Finalmente, jogos em que claramente os jogadores e o GM competem uns contra o outro, não serão mas é boardgames mais complicados? Pois a competição e a vitória, quando entram num jogo, são o seu elemento absorvente e tudo o mais é para inglês ver: não interessa se não servir ou para ganhar, ou para fazer o outro perder. Assim, as inovações ou são novas embalagens para coisas que se fazem desde o começo do hobby, ou chamar RPGs a coisas que são mais boardgames ou jogos de salão. Por mais divertidos e/ou intensos que possam ser: as emoções mais tramadas que tive a jogar foram com o jogo de salão Uma Questão de Escrúpulos (a ser jogado entre gente que se dá muito bem ou com muita capacidade de perdão, ou pode estragar amizades!), jogo que não tem nada a ver com um RPG nem que nos pintemos de preto. O sistema FATE, que é considerado Indy, é extremamente inovador e parece-me ser divertido. Mas os seus criadores têm uma ascendência lúdica anterior à Corja: vêm do FUDGE, já existente em meados dos anos 90... E no seu Spirit of the Century, nos agradecimentos, não mencionam ninguém da Corja (se não me engano)... Algo que é uma constante nos jogos vindos dessa seita.

Passando à parte os vários insultos que tens feito nos teus últimos posts, não só à malta da Forge que lá escreve e tem a ver com o Edwards apenas o facto de escrever lá, mas também a mim e a amigos meus, porque jogamos e gostamos de jogar estes jogos e porque vamos, eu menos porque não tenho disponibilidade, em retiros espirituais de indoctrinação, deixa-me dizer que a tua falta de conhecimento e experiência tolda o teu raciocínio.

Senão vejamos:

Confundes "focado" com boardgame, num jogo que nunca jogaste, apenas leste, se tanto, e sobre o qual conversaste com pessoas que pensam da mesma maneira que tu; quer-me parecer que não tentaste sequer aprofundar o teu conhecimento falando e discutindo com pessoas que já o jogaram. Aliás, estou errado: falaste comigo, e lembro-me que na altura até te mostraste bastante interessado em o mestrar. Uma das tuas falhas é em perceber que o que importa não é a mecânica de end-game, mas o que acontece aos personagens até lá; a mecânica de end-game é importante apenas para se saber o que acontece ao mestre e ao personagem que o mata (se por acaso se conseguir matar o mestre: mesmo isso não acontece sempre) depois; é mais ou menos como nas aventuras pré-feitas: sabemos que os heróis ganham, mas não sabemos o que acontece até ganharem. E isto é claramente uma experiência de rpg. Cada jogador tem uma personagem, com características, que sofre permutações ao longo da história, e que tem vontades e ambições, mas que são toldadas pelo mestre. Desafio-te a apresentar outro rpg que seja assim.

A tua análise do TSoY e do PTA também não é correcta: não são meras ferramentas de construção de histórias, como pareces querer passar, e não há, pela minha experiência, um maior ou menor afastamento do jogador em relação à sua personagem; digo-te, por os ter jogado mais que uma vez, que a inclusão de mecânicas de personalidade os torna ainda mais emersivos que os outros, onde só tens valores para Força e Destreza; e o resto? Posso dizer-te também que o Capes foi a experiência menos parecida com rpg que já tive; é ali que traço a minha linha. Ali não consigo mesmo ver um rpg. Outro é o Torchbearer, que tem excelentes mecânicas para construção do mundo, mas depois a experiência de roleplay é nula, ou muito próxima.

Além disso, ambos têm temáticas muito fortes, definidas quando o jogo começa; sabes sempre por onde te podes mover, e a coisa não fica de maneira nenhuma surreal. Também te posso apontar um jogo que se torna bastante surreal bastante depressa: Journey (ou Voyage, ou Sailling) to Atlantis.

Não, meu caro, em ambos tens fórmula bastante comum de "os monstros atacam, o que fazem?", apenas está disfarçada.

Não percebo a tua afirmação de "O GM não terá forçosamente de ir fazendo a campanha conforme as decisões das personagems?"; então não é assim que se faz? Então se não for assim, não é um railroad?

Também não percebo a tua implicação com os jogos onde os jogadores competem entre si; para começar, lembro-te que o teu bem-amado Robin Laws escreveu o Rune, o primeiro exemplo de rpg competitivo que conheço; depois, os personagens não têm que se conhecer todos entre si: podem ter aspirações que entrem em conflicto, e se assim acontecer, qual o problema? Qual o problema de ter um rpg onde os personagens competem para ver quem tem mais glória, mas que no fim cooperam todos para matar o monstro (que é o que acontece com o Agon)? Qual é, verdadeiramente, o problema?

Será porque não é assim que se faz? Será porque é da Corja?

Já agora, o Ric Madeira pode já não andar por aí, mas isso não quer dizer que não haja pessoas a ofender-se com este tipo de nomenclatura. Eu por acaso nunca achei piada nenhuma e não estou a mudar de opinião.

--~~--

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Resposta

Rui:

Só entrei no domínio do pessoal com 2 tipos nesta thread: O Ron Hubbard Edwards por a Lady Entropy ter dado o mote e ser o que a thread "is all about", e tu. Mas não peço desculpa, porque não fui eu quem começou. Antes mesmo de publicar seja o que for nesta thread, fiquei enrabado com este parágrafo teu:

"Contudo, dá-me gosto ver por aí pessoal que me atirava com pedras e desejava a morte do Edu, e que hoje em dia joga jogos da corja dele. Que, curiosamente, até são bastante fixes, dizem eles, enquanto engolem uma pernita de rã ou outra, com manteiguinha da boa. Noutra analogia feliz, é como odiar os nazis, mas apreciar as suas fardas (eram mesmo as mais fixes). Oh, sei lá, *cof* Mouse Guard *cof*. Assim num repant."

Será que já não posso ter conversas contigo sem que sejam depois postas a público? Isto disse-te eu em conversa privada. Sim, gosto do Mouse Guard (mas com reservas e isso não disseste). Sim, acho que o Burning Wheel tem muito interesse, pelo menos até certo ponto. Mas porque é que tens de me meter numa thread onde nem sou chamado? Daí o meu barb sobre "retiros espirituais", só para ver como é que dói. Sim, fiquei ofendido por usares uma conversa que não tinha nada que vir a público, usando jogos (que nunca me ofenderam) para defender o Guru (que, sinceramente, ele e muitos seguidores, teriam feito muito melhor em arranjar outro hobby em vez de chatear quem joga e gosta), que te disse, NA MESMA ALTURA EM QUE DISSE QUE GOSTAVA DO MOUSEGUARD, que o odiava ainda e mais a seita dele.

Gostas desses jogos? Óptimo. Mas deves ter lido o que escrevi na diagonal. Eu estava a referir-me ao que trazem de inovador, e não ao serem bons, maus, divertidos, chatos, intensos, frios. Quanto ao factor inovação, eu estou convencido - e tens razão, se calhar se os jogar desconvenço-me, ou então confirmo - que muita da inovação é forçada e mais uma tentativa de "prove a point" da doutrina do que criar um RPG divertido. Tanto querem inovar que muitos ou a) Acabam por ficar mais parecidos com boardgames ou a) criação conjunta de histórias dando pouca importância à personagem ou ainda c) embalar de maneira diferente coisas que já se fazem há muito à mesa de jogo de todo o mundo. Aí tenho de tirar o chapéu ao Luke Crane que diz que é exactamente isso que faz nos jogos dele: coisas que se fazem informalmente em todo o lado, ele formaliza-as e integra-as no sistema de regras. Outros chamam ao que ele faz inovador mas ele nunca. Assim, o teu tiro falhou completamente ao lado.

ah, e c) Jogo competitivo. Não conheço o Agon, mas o objectivo é ganhar o jogo? Se não for, estamos cá. Se for, isso não absorve os jogadores de tal modo que tudo o resto não são manobras para o conseguir? O que não faz disso um jogo de sociedade? No Burning Empires, com todas as mecânicas de RPG que tem, o Luke Crane diz logo à Cabeça que o jogo é uma competição entre o GM e os jogadores e é jogado para um lado ganhar ao outro. E enquanto não o jogar, ainda estou indeciso em chamar-lhe um RPG por causa disso. Porque penso que tudo o que me agrada num RPG - interpretação, "dépaysement", "emprestar" o meu corpo e mente para que "outro" viva, habitar outro universo, e mais - terão necessariamente de ficar em segundo plano, e a minha estratégia para ganhar ser principalmente aquilo que penso. Se não exclusivamente. Senão, perco. Faz do jogo mau? Se calhar é divertidíssimo, intenso, uma experiência fantástica. Será de RPG? Terei de experimentar. Quanto ao Rune, de facto fiquei curioso, quando saiu, mas nem olhei para ele. E porquê? Porque à partida dizia que era competitivo. Assim, perdi imediatamente o interesse. Independentemente de quem o escreveu. Não, aqui há reconhecimento de bom trabalho e não culto da personalidade. Quem faz isso são os outros gajos.

 

Mais uma vez e em letra grande: NÃO ESTOU A CLASSIFICAR OS JOGOS MENCIONADOS COMO BONS OU MAUS, APENAS A REFERIR-ME AO FACTO DE SEREM INOVADORES OU NÃO. E de duvidar que o são E permanecem rpgs. Mais, e em letra grande: EU NÃO OS JOGUEI E PODE SER QUE A MINHA OPINIÃO MUDE APÓS JOGAR. E mais importante:

 

É A MINHA OPINIÃO, E AS OPINIÕES SÃO COMO OLHOS DU CU, CADA UM COM A SUA. Ao contrário dos olhos do cu, as opiniões podem mudar, coisa que eu fiz em relação ao Luke Crane e aos seus jogos. Independentemente das suas más companhias. O Mariano disse que não havia aqui heresias, apenas opiniões. Que as heresias eram coisa da idade média. Das duas uma: ou ele se enganou no ano e estamos mas é em 1010, ou ele não te teve em conta. Não é, Torquemada?

 

Ofensas quanto à linguagem:

a) A Lady colocou dois grandes disclaimers no principio da thread a indicar o nível de língua que ela ia utilizar, doa a quem doer. E que as opiniões iriam ser transmitidas da maneira que ela entendesse. Como bom hóspede da thread, segui-lhe o exemplo, partindo do princípio que se a iniciadora da thread pode dizer as coisas nestes termos, então eu também posso. até seria uma descortesia mitigar as palavras quando tenho uma opinião tão parecida com a dela - e eu que pensava que ela ou seria indiferente quanto ao Hedwards, ou até lhe teria alguma simpatia. E como eu disse acima na thread, a quem a carapuça servir, que a ponha.

b) Tenho de dizer que fico particularmente ofendido com praticamente tudo o que é escrito - de doutrina (a chamada teoria) e não de jogos - pelo Ronha Ranhosa e pela sua Corja. E que qualquer pessoa que goste de RPG também o fica. O que acontece é que, não sei porquê, este hobby atrai gente que não o entende, o odeia, e em vez de fazer o que é certo - nomeadamente, arranjar outro hobby - tenta alterá-lo até ficar irreconhecível. E isso em si não é mau. O mau é dizer que isso é que é bom e os outros são todos maus, estúpidos, dementes, e/ou infantis. E inventar uma nomenclatura incompreensível demonstrando isso mesmo torna a coisa perigosa e seitosa. (Quem quer entender o que quero dizer, vejo isto e isto, que se aplica bem com as devidas alterações quanto à situação, claro...). O que eu digo e a minha linguagem ofende a Corja (e mais uma vez, a quem servir a carapuça que a enfie)? Óptimo! Só lhes faz é bem!

 

E para que fique escrito, e para que não confundas, no parágrafo acima NÃO ME REFIRO A JOGO NENHUM, que acho que, tenha a origem que tiver, que deverá ser visto pelas suas qualidades intrínsecas.

Não me interessa, Rui, que concordes ou não com o que disse acima. Se reteres alguma coisa, fico contente. Mas o importante que deves reter é:

 

Não exponhas em público o que te disse em confidência. E podes considerar, por defeito, que qualquer conversa que tenhamos só os dois foi dita em confidência.

Se reteres só isto, fico já extremamente satisfeito.

 

O teu amigo,

 

 

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go play

Verbus escreveu:
a) Acabam por ficar mais parecidos com boardgames.

Da minha parte, acho que, se os boardgamers não se importam nada de esticar ao máximo as suas fronteiras até ao ponto em que os seus jogos são quase RPGs, não vejo problema nenhum em retribuirmos o favor (e que se f*dam as etiquetas, já agora Laughing ). O que me interessa principalmente é se o jogo é bom e se faz aquilo que diz na caixa. Deixo as guerras dos RPGs/Storygames/Wargames/Indies/Boardgames para quem tem tempo para essas coisas pois, felizmente, eu tenho a sorte de gostar deles todos e de não me importar com supostas linhas de demarcação. Game on!

 

A minha opinião... repito, opinião!

Quaisquer discussões nesta thread sobre Indies vs. Mainstream (whatever that means) fogem um bocado à intenção do post original que era escavar o Ron Edwards, um tipo que se lembrou de inventar, ou verborreirar, uma teoria sobre a qual nem sequer é muito divertido discutir, quanto mais jogar. Jogo como sempre joguei e admito que vou adaptando algumas coisas que acho interessantes de jogos ditos indies. No entanto, eu digo que todos são jogos para não estar a contribuir para a fogueira.

Há uns que são razoalvemente merdosos, como o Bachanal ou Capes (o meu prémio de "turd of the year" vai para este jogo). Outros são interessantes, como o My Life w/ Master e Mountain Witch ou mesmo Carnage Among the Stars mas que se esgotam passadas duas ou três campanhas (se é que se podem apelidar disso... diria mais mini-aventuras). Isto é o que se chama um jogo focado... só faz aquele tema muítissimo específico mas pronto... não faz mais nada, one-trick poney e tal. Outros são brilhantes (disclaimer: opinião puramente pessoal e não me venham cá com merdas que isto está escrito na pedra) como o Burning Wheel ou Burning Empires. São para toda a gente? Não. Mas li-os e se calhar vi lá coisas que o marmanjo ao meu lado não vê. Ele é conho? Não. Apenas tem gostos diferentes. Isto é como aquela do Lex Luthor: Uns lêem Dostoievsky e passa-lhes tudo ao lado, outros abrem o plástico de uma pastilha elástica e vêem os segredos do universo.

Meus amigos, as pastilhas de uns são os Dostoiveskis de outros e vice-versa. Neste momento, estou a jogar Call of Cthulhu e vou começar a campanha mais clássica que há. Gosto menos de Burning Empires? Não. Gosto mais de Call of Cthulhu que de Burning Empires? Sim. Gosto mais de Call of Cthulhu do que de sexo? Não. Enfim... isto para dizer que podíamos estar aqui toda a vida e mais seis meses que a coisa não desemborrava.

Voltando à thread original da Lady Entropy: o homem perdeu todo o meu respeito quando disse que Vampire causa danos cerebrais. E eu que até nem gosto de Vampire mas uma deixa dessas deixa-me a pensar se o homem não se terá masturbado demais ao som da sua gloriosa Theory que, como diziam na idade média, causava demência e calos nos dedos. Ele está como o George Lucas: Fuck him with a pinecone!

Agora falando só de indyistas só para não dizerem que eu sou anti-indie: Luke Crane rulez! Ron Edwards SUCKS! Mas pior ainda é o tipo que escreveu Capes (desculpem lá que não me lembro do nome senão fico com danos cerebrais). Pelo menos The World of Synibarr não se auto-bajulava como sendo o melhor roleplay do mundo que vai acabar com a tirania dos GMs. Dasse! Estes gajos têm más experiências com GMs da treta e depois decidem escrever os próprios rpgs deles para ver se fazem melhor e sai-me esta cagada. E nem sequer é pelo conteúdo "inovador" de troca de papéis NPC-Vilão-Superheróis mas sim pelo tom "sou muita bom(beiro), este rpg é muita bom(bombeiro) e quem joga rpgs com GMs é muita merdoso!"

E tenho dito.

te0rias

Dwarin escreveu:
Quaisquer discussões nesta thread sobre Indies vs. Mainstream (whatever that means) fogem um bocado à intenção do post original que era escavar o Ron Edwards, um tipo que se lembrou de inventar, ou verborreirar, uma teoria sobre a qual nem sequer é muito divertido discutir, quanto mais jogar. (...)Voltando à thread original da Lady Entropy: o homem perdeu todo o meu respeito quando disse que Vampire causa danos cerebrais.

Insensatas declarações inflamatórias como essa que diagnostica "brain damage" a todos os fãs de Vampire são feitas para chamar à atenção e provocar discussão só porque sim, o que faz com que a ideia argumentada pelo Ron nessa altura fosse esmagada pelo peso desproporcional da metáfora que ele se lembrou de lhe põr em cima. Havia ali qualquer coisa sobre o facto de um auto-intitulado "game of personal honor" ser na verdade um jogo de vampiros super-heróis, mas as palavras "brain" e "damage" arruinam qualquer hipótese da mensagem passar, independentemente da sua validade.

Quanto ás teorias, penso que elas parecem ser maiores e mais malévolas do que, na verdade, elas são. Pode ser que alguém leie aquilo e interprete nelas algo de útil, pode ser que não. A maior parte dos roleplayers lê nelas algo dirigido a eles próprios pessoalmente ou algo que não faz sentido no âmbito das suas próprias experiências. Para quem gosta de RPGs, não é tanto o conteúdo das teorias que interessa mas a atitude de questionar porque é que as coisas são assim e como é que podem ser diferentes. Como é que pessoas com gostos antagónicos se podem divertir durante a mesma sessão de jogo? Qual é a relevância das regras quando um RPG pode ser jogado só à base de bom senso e imaginação? Há perguntas que vale a pena fazer sem necessariamente termos de ter uma resposta definitiva.

Só no papel, as teorias não valem nada mas, se as levarmos a peito, valem muito mais do que elas merecem. Algures no meio destes dois opostos estará a sua eventual utilidade. Não deixemos que os extremismos do Ron Edwards nos distraiam deste interessante equilíbrio.

Rick Danger escreveu:

Rick Danger escreveu:

Quanto ás teorias, penso que elas parecem ser maiores e mais malévolas do que, na verdade, elas são. Pode ser que alguém leie aquilo e interprete nelas algo de útil, pode ser que não. A maior parte dos roleplayers lê nelas algo dirigido a eles próprios pessoalmente ou algo que não faz sentido no âmbito das suas próprias experiências. Para quem gosta de RPGs, não é tanto o conteúdo das teorias que interessa mas a atitude de questionar porque é que as coisas são assim e como é que podem ser diferentes. Como é que pessoas com gostos antagónicos se podem divertir durante a mesma sessão de jogo? Qual é a relevância das regras quando um RPG pode ser jogado só à base de bom senso e imaginação? Há perguntas que vale a pena fazer sem necessariamente termos de ter uma resposta definitiva.

 

Atenção, que não é uma atitude questionadora que o GNS/Big Model tem. É uma atitude reguladora. O Edwards declara os RPGs divididos em três classes irredutíveis e se algum jogo tem elementos de mais do que uma, já não presta. Que os jogadores estão divididos em três atitudes e que ficam "perdidos" se encontrarem uma das outras duas. E se nos primeiros escritos parece que as três classes/atitudes (as chamadas "agendas narrativas" Gamism, Simulationism e Narrativism) se equivalem, depois se verifica que há duas que são boas, e pela ordem seguinte: N e G, e uma que é má e apenas jogada por imbecis, S. Após dias de decifração da escrita dele, consigo resumir o S num conjunto de regras que tentam simular uma dada realidade, ficcional e/ou real, G como um conjunto de regras onde os desafios vencidos dão recompensas às personagens, e há uma clara evolução destas e dos respectivos desafios (case in point, D&D, mas que no fundo acaba por ser qualquer sistema de evolução por pontos de XP, se estes forem ganhos quando se ultrapassam dificuldades), mas nunca, por minha fé, entendi o que era o N por ler os escritos desse senhor. Só extrapolando dos jogos que sairam dos autores desse grupo.

Infelizmente o universo dos jogos de simulação português sempre esteve muito mais ligado ao universo lúdico anglo-saxónico do que a qualquer outro. Se tivesse havido uma penetração maior do universo francófono, teríamos tido mais exposição à que foi a melhor revista de jogos de sempre: a Casus Belli. Revista francesa de jogos dos anos 80/90 - e não sou RPG mas também toda a espécie de jogos de tabuleiro e wargames, e alguns jogos de cartas. Muito antes do Ron ter tido a frustração toda de ter o Sorcerer recusado pelas editoras e, por raiva e despeito, ter criado uma teoria para demonstrar que o seu querido jogo é que era bom e os outros eram maus, na Casus Belli pensava-se o RPG, as regras, as atitudes à mesa, as mecânicas, os GMs, as responsabilidades... Aí sim,  discutiu-se em vários artigos a razão de ser de muitos dos elementos dos RPGs - e dos wargames e váriso boardgames também, mas dava uma atenção muito especial ao RPG porque reconhecia a sua especificidade e unicidade no universo lúdico. Assim, Rons e quejandos com as suas bacoradas e com um vocabulário próprio inventado que é preciso decorar para entender o que querem dizer não me impressionaram com as suas baforadas de bafo quente.

Quanto à gestão de gostos antagónicos, que achas mais humano e decente: excluir todos os que não seguem o teu preceito (i.e. Agenda Criativa)? Ou encontrar um meio de todos se divertirem? Até porque gamers não há muitos (OK, talvez os haja a pontapé nos EUA, mas mesmo assim duvido) e às vezes temos de fazer compromissos. Que é o que faz um livro de Robin D. Laws que já referi nesta Thread. O Ron diz que não, excluamos os que não jogam como nós. E sim, ele dá uma resposta definitiva e completa para tudo, não uma interrogação de como as coisas são. Dele é uma "panaceia" para pôr os gamers todos no seu lugar, e uma hierarquia em que o seu Sorcerer e os jogos dos amigos estão no topo, o D&D e quejandos no meio, e os jogos da produção normal estão no fundo, umas porcarias jogadas por sub-humanos com danos cerebrais.

Ele até se dirige aos "coitadinhos" do RPG, os que estão num grupo de jogo sem se divertir e não o largam. Se o mais saudável a aconselhar a essas pessoas é "mas porque é que não fazes outra coisa" ou "participa e aprende a jogar e a participar, que não vais a lado nenhum se ficares só aí sentado e calado", ele diz mas é Ah, a culpa não é tua, é dos parvos dos outros jogadores e especialmente do tirano do GM. Lê aqui a minha palavra que eu resolvo tudo! E começa a dizer-lhe como os amigos são maus, como os GMs são tiranos, e que eles aprenderam isso tudo nos sinistros manuais de RPG que se vendem por aí que explicam tudo mal.

Isto de se dirigir aos insatisfeitos é comportamento seitoso, a recruta do elemento fraco. Outro elemento de seita é a linguagem própria recheada de neologismos e que não faz sentido a estranhos, servindo quer para isolar os elementos, quer para distinguir "os nossos" dos "outros". Outro é o  líder detentor da palavra - o Ron. E outro é o evangelizar - depois têm de espalhar a "palavra" e a doutrina, e com esses tive a experiência directa na minha vida e na de outros, estragando campanhas vindo com os seus dogmas e quejandos. Ok, chamar a esse grupo uma seita é talvez demasiado forte. Eles não recolhem donativos, e as "lavagens ao cérebro" estão todas no legítimo domínio da persuasão. Podem destruir campanhas e grupos de jogo, mas não fazem suicidios em massa nem sacrificam a sexualidade ao líder. Acho. Espero! Mas o sentido de controlo está lá, pelo menos de controlo ideológico. Não são exactamente uma seita, mas têm elementos suficientes para me assustar, e muito. Ou tinham. Aparentemente, a influência seitosa diminuiu bastante desde há 3 ou 4 anos para cá. Será wishful thinking da minha parte?

Assim, Rick, o pensamento do RPG e das suas possibilidades e limites tive-o noutro lado, incluindo todas as pergunrtas sem resposta. Na Forge encontrei, foi, muitas respostas sem pergunta. Muita sobranceria que me chamava, implicita ou explicitamente imbecil se não fizesse o que eles queriam, e o pior de tudo, uma doutrina draconiana extremamente fechada e hermética arrogada em teoria que dava cartas de nobreza e direito à existência ao enorme flagelo do roleplaying que é o Roll Play. Aliás a maioria dos portugueses que conheço pessoalmente que aderiram de alma e coração a essas doutrinas são notórios roll-players. Os que não eram, tornaram-se depois. Não admira jogarem jogos que estão mais no âmbito do boardgame que do RPG - provavelmente nem se apercebem da distinção.

 

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Estranho essa do Roll

Estranho essa do Roll Play... É um neologismo tantas vezes repetido que já se passou a ser uma lei universal ou só não o é "místico" quando se fala com alta autoridade sobre o que é ou não é RPG?

Às vezes penso que sou solipsista solidário por ser bastante mais inclusivo e abrangente quanto a jogos que aceito como sendo RPGs.

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Hás-de me emprestar essas

Hás-de me emprestar essas Casus Belli de que me falas porque as que li nunca se discutia (ou pensava-se) o RPG nos moldes em que falas. Aliás, ainda há uma semana em Paris (na L'Ouef Cube se querem mesmo saber) tive um dos empregados (e roleplayer) a dizer-me que os "RPGs franceses eram mais sobre ambiente". Acho que na revista se discutia mais o setting do que tudo o que está incluído entre mim e vós e o RPG.

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E o pessoal da Cruzada

E o pessoal da Cruzada também não tentou um guerra ideológica com recurso a fraco nível de linguagem e que mais pareciam birrinhas de putos com pêlos de rabo na cara e com uma boca a cheirar a caixote do lixo? Com teorias esquizofrénicas da conspiração "iluminada" tipo "os aliens vieram e destruíram o meu grupo de cataquese porque transformaram a Bíblia num filme do Mel Gibson que toda vai ver ao cinema e eles também foram e não me pagaram bilhete a mim que não tenho dinheiro"? Com a transformação à distância de gente razoável em demónios da pior espécie que mais roçava o homo-erotismo "rockstaresco" das melhores alturas do David Bowie com cuspos nos pósteres que recusavam retirar das paredes mas "amavam odiar"?

A Forge mostrou-se muitas vezes como um grupo "self-righteous" bastante elitista e virado para ele próprio mas hey, alguns dos movimentos artísticos (ou think-thanks começaram e acabaram assim e nao é por isso que não se admiram algumas obras (ou ideias) por eles criadas ou apresentadas. Para não falar dos Cátaros... :D

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Pelos colhões do Profeta!

Mas essa Cruzada aconteceu numa galáxia distante, tipo rpg.net ou algo assim certo? Porque na altura em que eu fui suficientemente camelo para vir aqui discutir certos temas com caceteiros que comiam Razão de manhãzinha nos cereais a "gerância" era pró-Forge e fui atropelado por vários rolos compressores... E anti-Forge (que na altura nem eu sabia que era) estava cá eu e mais 2 ou 3 marmanjos, um bocado perdidos porque a maioria (a maioria activa, obviamente) andava por aí a disparar conceitos esquisitos para o ar como se isto fosse um western spaguetti. E de facto assim que comecei a discordar começou logo a história da Cruzada (que raio de Cruzada? Eu nem costumava ler fóruns de RPG tirando este e depois de uma ausência de umas semanas parecia que tinha aterrado na Twilight Zone). E não só a Cruzada como citavam um tal de Ron como se fosse a Bíblia. Acho que não posso ser acusado de ser um bastardo da merda por ter feito a associação de pró-Forge=seita. E lá que os escritos herméticos (e patetas) e as atitudes do guru que não é guru estão mesmo a cair para a "seitice", acho que é inegável. Anyway, eu desconhecia a Cruzada, mas enfim, podiam ter avisado...

Pois...

Eu por mim desconhecia que este site era um QG da dita Corja e infelizmente tive que aturar o ódio em estado líquido de gente que me tentava empurrar pela garganta abaixo que ele não só existia como andava secretamente (ou não) a lavar o cérebro aos ingénuos e inocentes. Ou que gente "marciana" eram de repente mestres do misticismo do RPG e portanto figuras de nota em convenções de RPG para grande espanto dos próprios.

Não foste o único bastardo de merda mas isso não quer dizer que tenhas razão, especialmente no que diz respeito ao western spaghetti já que é um género de filmes com algum mérito. E não tens medo que os outros bastardos de merda em outras áreas tenham inveja rancorosa de ti quando pensas que tens razão para falar e comecem a dizê-lo nos fóruns sendo eventualmente expulsos? :P

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Não era um QG

Só que as pessoas mais activas na altura nutriam uma paixão assolapada por tudo o que saía da Forge (ou da Corja, como tu lhe chamas!). Mas não percebi o resto, quem eram esses marcianos? E quem é que foi expulso de onde?

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Razões

 

 

Perguntou-se aqui porque é que eu odeio tanto a Forge e as suas teorias, e acho que sim, isso merece que se explique.

 

Eu sou velho nestas lides. Tive o D&D quando andava no liceu, e segui de perto a evolução do RPG desde, pelo menos, 1986 até agora, pelo menos desde que comecei a frequentar o DJs, clube de jogos existente no Saldanha, que passou também a ter uma loja, e que era um excelente local para se saber as novas da indústria. Nessas alturas apareciam sempre as histórias que o RPG era uma ameaça à moral e bons costumes, um centro de recrutamento para seitas satânicas, e coisas afins. Tão sério isso foi levado que, anos antes, a TSR tinha retirado da 2ª Edição do AD&D toda e qualquer menção a diabos e demónios.

 

Como bons portugueses e europeus, nós riamo-nos e gozávamos à brava com isso, especialmente quando em França se criavam jogos como o In Nomine Satanis, em que se jogavam demónios que, para recuperar power points, tinham de fazer coisas inomináveis às pessoas. Mas não deixava de me perturbar a ignorância que as pessoas julgavam o nosso hobby. Muito de vez em quando apareciam noticias de assassinos e violadores de mulheres e sepulturas que eram jogadores de D&D e Call of Cthulhu, sugerindo mal disfarçadamente uma relação directa entre o jogo e o crime que cometeram. Na em que surge o Magic: The Gathering, e a indústria do RPG estava em queda, surge em França um psicólogo que faz emissões de televisão dizendo também que o RPG era uma seita muito perigosa.

 

Falava de uma ignorância total: dizia que os jogadores estavam escravizados pelo mestre do jogo e faziam tudo o que ele dissesse, no jogo ou na vida. Deve ter sido um dos pontos mais baixos da percepção do RPG em França. Isto ainda continua, se bem que não nos mesmos países. Há um par de anos mostrei o RPG espanhol Capitán Alatriste a um de nuestros hermanos que me disse logo: “Epá, não vais matar ninguém, pois não?” A única coisa que sabia do RPG foram notícias de uns gajos que mataram outro e que jogavam RPG. Estranho que não se fala nunca nos bombeiros e paramédicos que jogam, também os deve haver…

 

Na mesma época tive contactos com a cientologia, que ainda era mal conhecida cá. Vi de perto o funcionamento de uma seita, se bem que (felizmente) durante pouco tempo. Mas isso, e, claro, as acusações feitas ao RPG, despertaram-me o interesse por esse fenómeno. Assim, na internet e em diversos livros, passei a ter algum conhecimento sobre os elementos constitutivos da mentalidade de uma seita. E “seita” numa acepção mais sociológica que religiosa, que inclui esta última mas não se limita a ela. Pode incluir grupos de apoio, gangs, clubes, e outros grupos (cujas doutrinas não têm de ser religiosas, em pouco mais ou menos) que tenham certas características. Dessas interessaram-me as seguintes: o tentar atrair pessoas com problemas ou insatisfeitas; o dar uma solução simples para os seus problemas; a utilização de uma linguagem hermética que serve tanto para isolar os membros como para os identificar, e aos estranhos (que não a entendem); um lider carismático detentor da verdade absoluta, distinção clara entre “eles” e “nós”.

 

Pouco antes de ter contacto com o pensamento da Forge, estive a explicar a um amigo e (na altura) colega de trabalho o que era o RPG, coisa que ele desconhecia de todo. “Ah,” responde ele meio a brincar, “é uma bela seita que tens aí…” Faço um riso amarelo, o gajo não percebe nada disto, explico outra vez e ele diz “Sim, é uma seita porque não é um divertimento mainstream”. Calo-me, a ferver de raiva. Ele não sabia de toda a bagagem que isso trazia ao hobby e as acusações feitas ao longo dos anos. Ele nunca mais largou isso, e quando alguma vez lhe dizia que ia jogar, lá vinha ele “Ah, vais à reunião da seita…” Sorriso amarelo da minha parte.

 

O meu contacto com a Forge foi repentino. Antes só tinha ouvido uns zunzuns de uns jogos independentes “esquisitos”, e de uma teoria por detrás, nada de importante. Um jogador que entra de novo no grupo de RPG onde jogava começa a extolar as virtudes de “uma nova maneira de jogar”, que eu estava a achar interessante, mas que ainda não tinha entendido. De repente, outra pessoa, a de quem mais tinha ouvido falar nos indies e nas teorias, em moldes jocosos e altamente ofensivos, “converte-se” totalmente, começa a dizer coisas terríveis acerca de como jogamos, a dizer horrores de jogos que numa questão de dias estava a fazer força para jogar, a defender o roll play quando antes isso lhe metia raiva, uma mudança de 180º em relação à atitude global que tinha em relação ao RPG: De repente o que é bom é mau e o que é mau é bom. Fiquei banzado! Depois descobri que isso teve origem num “retiro” de um fim-de-semana. Analisando as origens dos jogos, descubro a Forge. E o interessante: descubro as características de uma seita que já expus acima.

 

Aí fiquei aterrado e furioso. Já não basta o hobby ser acusado de ser uma seita, há uns gajos que criam uma de facto, dando razão a todos os bocós ignorantes! Ah, tenho de pôr uma ressalva: tirando as seitas que são fraudes criadas para um pequeno grupo ganhar dinheiro ou poder sobre os outros membros, nenhuma seita se vê como tal, e nenhuma em absoluto se assume como tal. Nenhum membro de uma seita acha que está numa seita e vê o seu grupo como tal. E, de facto, o grupo de aderentes e admiradores da Forge não é uma seita nem no sentido lato. Cumpre é os requisitos acima descritos. Mas, para mim, que não sou sociólogo, chegaram.

 

Para mais, o grupo de jogo onde estávamos acabou à conta disso, e descobri que nem sequer era o primeiro: já várias campanhas antes tinham acabado por alguém ter descoberto a teoria e se “ter convertido”, e depois não parar de tentar impor essa “boa nova” a um grupo não interessado e que estava bem, muito obrigado, e sem problemas até ter lá chegado o “missionário”. Tenho de avisar que os termos entre aspas são em sentido figurado. Claro que não vejo conotações religiosas nas teorias do Ron Edwards. Uso e sempre usei essa comparação como retórica.

 

Este foi o histórico da componente mais racional do meu ódio. Até eu fiquei surpreendido com a intensidade e a longevidade deste (até agora, bolas! Já passaram quanto? 3, 4, 5 anos?). Fiquei tão espantado que me dei ao trabalho de ler todos os artigos do Ron Edwards, e comprei uma série de jogos de autores da Forge. Incluindo três livros de Sorcerer. Quis saber se estava enganado e era só uma violenta reacção visceral ao que não me era familiar. Ou se havia razões de ser. Achei que os escritos “teóricos” deram-me bastante razão. Dos jogos só odiei um: o Sorcerer. Nos três livros, o rácio jogo/rant era muito pobre: o homem estava tão ocupado a dizer o que o jogo não era e que os jogos que eram como ele não era eram uma merda, que pouco disse do que o jogo era e fazia. Pessoalmente, pareceu-me que o autor fez um RPG usando uma versão simplificada das regras de magia do jogo clássico da Chaosium, Elric/Stormbringer, que se baseava na invocação de demónios e convencê-los a realizar as vontades do feiticeiro. Outros achei que tinham conceitos interessantes, outros menos. Daí ter percebido que os jogos tinham de ser vistos independentemente da origem que tenham e das opiniões que o autor tenha fora do jogo. As minhas opiniões sobre se são RPGs ou não ou se são inovadores ou não estão expostas noutro lado.

 

Uma coisa me prometi eu: nunca hei-de jogar um desses jogos numa mesa em que eu seja o único não-sectário. Tenho medo. Terei de os experimentar num grupo em que pelo menos 50% dos jogadores não sejam aficionados confirmados.

 

Ok, tentei dar uma ideia desapaixonada das minhas razões. E até das menos-razões, do conteúdo mais emocional. Provavelmente terei dito coisas a mais e esquecido outras, mas acho que, globalmente, tenho aqui um mapa dos meus motivos. Se calhar na realidade algumas razões tiveram mais impacto numa altura, outras noutra. Há, reconhecidamente, uma componente de ódio irracional fortíssimo que não consigo explicar e que, se calhar, não sei lidar bem com ele. Admito que sim. Há quem me dê razão, há quem não. Muito bem, é assim que é o mundo, e não deixo de respeitar e até gostar de quem não concorda comigo.

 

Mas deixo uma frase para reflexão: eu acredito em respeitar os outros, mas nunca em respeitar as ideias deles.

 

 

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Pois... Eu compreendo a tua

Pois... Eu compreendo a tua linha de pensamento racional mas não aceito a ideia de que por se gostar de alguns jogos "indie" ou pertencentes ao grupo de autores do "The Forge" (ou em conjunto com todos os outros estilos de jogo) se pertence automaticamente a um "culto" que tem na sua agenda, de entre outras coisas ignóbeis, andar a destruir de grupos de jogo quando provavelmente esses grupos já têm gente disfuncional e infantil o suficiente para não saber respeitar durante as sessões os gostos e ideias de cada um de maneira a chegarem a um consenso creativo.

E acho especialmente contra-produtivo sempre que se parte para o irracional porque perde-se automaticamente credibilidade quanto a uma opinião que poderia ter algum mérito para algumas pessoas. Por outro lado tomam-se algumas decisões precipitadas mas generosas como andar a distribuir livros de RPG como se fosse o Natal dos geeks.

Err... por caso essa parte até acho bem! ;P

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Rick Danger escreveu:

Rick Danger escreveu:

Verbus escreveu:
a) Acabam por ficar mais parecidos com boardgames.

Da minha parte, acho que, se os boardgamers não se importam nada de esticar ao máximo as suas fronteiras até ao ponto em que os seus jogos são quase RPGs, não vejo problema nenhum em retribuirmos o favor (e que se f*dam as etiquetas, já agora Laughing ). O que me interessa principalmente é se o jogo é bom e se faz aquilo que diz na caixa. Deixo as guerras dos RPGs/Storygames/Wargames/Indies/Boardgames para quem tem tempo para essas coisas pois, felizmente, eu tenho a sorte de gostar deles todos e de não me importar com supostas linhas de demarcação. Game on!

 

Pois, se calhar devia ter salientado mais que era a minha opinião. Melhor: nem me devia ter referido aos jogos, porque como diz o Hugo nem sequer é disso que versa a thread. E os jogos são a coisa boa que saiu daquelas cabeças, pois independentemente do meu gosto, há muita gente a divertir-se com eles. Mas não peço desculpa: é refrescante dar a minha opinião neste site sem papas na língua e sem ser ameaçado por isso. Algo mudou aqui, e podem considerar-me de regresso.

 

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Rick Danger escreveu: Da

Rick Danger escreveu:

Da minha parte, acho que, se os boardgamers não se importam nada de esticar ao máximo as suas fronteiras até ao ponto em que os seus jogos são quase RPGs, não vejo problema nenhum em retribuirmos o favor (e que se f*dam as etiquetas, já agora Laughing ).

Pois, mas importo-me EU! Eu gosto de RPGs porque são RPGs, não porque são boardgames. Se eu quiser jogar boardgames, vou jogar bordgames, solitaire, guilhotina, etc. Não preciso de "simplificar" ou sintetizar os meus RPGs (QUE EU GOSTO DELES DETALHADOS E ABERTOS) só para ser politicamente correcta, carago!

Eu sou perfeitamente a favor de jogos de tabuleiro muito imaginativos e abertos e até RPG. Sou a favor. Mas que se continuem a chamar boargames. Não sou a favor de encontrar "missing links" entre os BG e os RPGs porque isto não é a puta da teoria da evolução -- e nós não precisamos de criar uma ligação e bato no primeiro que disser que sim!

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LadyEntropy escreveu:

LadyEntropy escreveu:

Rick Danger escreveu:

Da minha parte, acho que, se os boardgamers não se importam nada de esticar ao máximo as suas fronteiras até ao ponto em que os seus jogos são quase RPGs, não vejo problema nenhum em retribuirmos o favor (e que se f*dam as etiquetas, já agora Laughing ).

Pois, mas importo-me EU! Eu gosto de RPGs porque são RPGs, não porque são boardgames. Se eu quiser jogar boardgames, vou jogar bordgames, solitaire, guilhotina, etc. Não preciso de "simplificar" ou sintetizar os meus RPGs (QUE EU GOSTO DELES DETALHADOS E ABERTOS) só para ser politicamente correcta, carago!

Eu sou perfeitamente a favor de jogos de tabuleiro muito imaginativos e abertos e até RPG. Sou a favor. Mas que se continuem a chamar boargames. Não sou a favor de encontrar "missing links" entre os BG e os RPGs porque isto não é a puta da teoria da evolução -- e nós não precisamos de criar uma ligação e bato no primeiro que disser que sim!

 

Eu não é tanto os jogos em si, mas quem me vem dizer que esses jogos é que são RPGs, e que os jogos que eu e tu jogamos e gostamos não passam de jogar à mamã dá licença. Isso e outras cenas  afins, sim, bulem-me com os nervos. E obrigado, Lady, por confirmares noutro post que esta thread é MESMO para ajavardar. Espero ter feito um bom serviço...

 

 

 

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Ajarvada tudo o que

Ajarvada tudo o que quiseres. A única condição que se põe é que toda a javardice fica neste thread, n espalha para a vida real ou para outros threads.

 

E ninguém SE ATREVA a ficar ofendido com coisas que sejam ditas aqui. Insultos são SEMPRE direccionados à pessoa (nada de chamar maezinhas, santos patronos ou namoradas para a conversa). E mesmo assim, insultos pessoais é só se estiveram com muita falta de imaginaçãozinha.

 

Anyway. Eu ainda não percebi qual é o problema do "Mother May I". O rick danger apresentou a "Possibilidade de Os Jogadores Tomarem Controlo" como um dos selling points do Houses of the Blooded. A resposta que levou foi "Oh, mas nós não gostamos de ter controlo. Somos jogadores, queremos SER jogadores. Se quisessemos ter o papel de GM, iamos mestrar qualquer coisa, não vinhamos práqui jogar um RPG."

 

E no fundo acho que é isso o importante e a razão pela qual desgosto da nova onda de indies que tiram autoridade aos GMs. Se calhar tive sorte com os GMs que apanhei, mas não me importo NADA de deixá-los ter o controlo. É divertido ser um jogador, ser surpreendido. E além do mais, posso sempre dar sugestões ao GM se tiver mesmo de o fazer. Mas não preciso de ter as mecânicas a dizerem-me que também tenho controlo. Controlar a minha personagem é tudo o que quero e esses senhores têm que meter isso na cabecinha.

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O problema dos MMI tem duas

O problema dos MMI tem duas vertentes: a 1ª é que a maioria do pessoal que joga RPG não encara que esta seja uma actividade infantil e portanto de autoritarismo maternal arraçado de complexo de Édipo; a 2ª é que gostam de negociar (aceitar tacitamente) o que uma figura de autoridade lhes diz mas não gostam que lhos lembrem disso.

E eu por mim não quero que se destruam GMs... eu quero é que sejam todos GMs e assim darmos XPs todos uns aos outros como uma grande comuna hippie.

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Não percam o meu próximo

Não percam o meu próximo (sub)Episódio, "Amiga da Onça: Episódio 6.5 - Eu Gosto Muito da Minha Mamã (aka "Gosto de jogos com o suposto "mother may I" e fodo a boca ao primeiro que disser que não devo gostar")

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Sim, sim venha ele. GM FIAT

Sim, sim venha ele. GM FIAT LUX, aleluia amén!

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Mal posso esperar...

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Meu amigo Zé

Se é para reter apenas uma coisa, que não tenhamos conversas coprófilas: foi o teu amigo Hugo Barbosa quem me disse que estavam a jogar Mouse Guard, tu só o confirmaste.

Um teu criado,

Rui

--~~--

Em breve coisinhas novas!

Líder inconsciente do ultra-secreto grupo anti-D&D (mas só na edição 5.3)

A escrever: down*town, tech-noir rpg
Proto Agonístes um rpg de auto-descoberta, de um personagem e vários jogador

Arghmin

Meninos, portem-se bem, se estão com divergências sobre o que é ou não pessoal para partilhar em threads, discutam-no entre voceses escusam de se estar a expor em publico dessa maneira, uma vez que esse não é o objectivo da thread.

"the drunks of the Red-Piss Legion refuse to be vanquished"

Toda a razão. As minhas

Toda a razão. As minhas desculpas pelos comentários pessoais.

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Se houver exposições em

Se houver exposições em publico EU QUERO FOTOS, PORRA!

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Muito rapidamente porque...

...porque estas coisas geram sempre discussão e eu já não tenho paciência para isso. Concordo plenamente (ou quase, porque o post é tão longo que uma parte li demasiado rápido) com a Lady Entropy (embora se fosse eu a escrever usasse menos vezes a expressão "carago". Mas eu sou lisboeta). De resto, só é pena que ela não tenha aparecido com esta energia toda quando eu, o Verbus e mais um ou dois andaram por aqui a tentar fazer passar uma mensagem que muita gente continua a distorceer. Não sei se distorcem propositadamente, ou se realmente não a conseguem ler tal como ela é - não estou a chamar estúpido a ninguém, mas é daquelas coisas, eu gosto do 'Casablanca' e por muito que me venham provar que é um filme romântico kitsch e wahetever, eu não vou dar razão a ninguém, nem vou tentar compreender os motivos porque estão a criticar o filme. Gosto e gosto, pronto. Anyway, já estou a escrever demais. Lady Entropy, muito bem. Discussões sobre isto? What's the point? Já se sabe que ninguém vai concordar com ninguém no fim e que - mesmo durante o processo - nenhum dos lados vai sequer entender o outro. Desde que deixaram de me tentar enfiar os jogos Indie e o Ronaldo pela garganta abaixo (obrigado por isso!) tenho conseguido discutir muito pouco a propósito de posts. E vou continuar a tentar fazê-lo. Muito menos a propósito de RPGs.

A questão é que a amiga

A questão é que a amiga da onça sempre foi sítio para ajavardar, porque no resto do site somos todos muito simpáticos, muito bem comportados e lucídos e até sensatos. Para lavar roupa suja e ver quanto tempo demora ao cento-e-doze vir aí deitar agua na fervura e ameaçar fechar-nos.

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LadyEntropy escreveu: A

LadyEntropy escreveu:

A questão é que a amiga da onça sempre foi sítio para ajavardar, porque no resto do site somos todos muito simpáticos, muito bem comportados e lucídos e até sensatos. Para lavar roupa suja e ver quanto tempo demora ao cento-e-doze vir aí deitar agua na fervura e ameaçar fechar-nos.

A beautiful sentiment.

The Quiet Man, John Ford.

 

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Bom, então nesse caso o Ron

Bom, então nesse caso o Ron que vá levar no olho do cu, que a merda da ideia brilhante que ele arranjou para ter 15 minutos de uma fama dos tomates fodeu campanhas a muito boa gente e é natural que a boa (e mesmo a má) gente se aborreça com o facto. Mesmo que os convertidos à doutrina indie tenham tido, todos eles, ou apenas alguns, boas intenções, os gostos são todos diferentes e é chato ter de se estar a discutir indefinidamente as mesmas porras de assuntos 300 vezes e receber sempre a mesma puta de resposta condescente: "não estás a perceber". Eu percebi, carago, simplesmente não estava, e continuo a não estar interessado em pagar as quotas e aderir ao clube. Foda-se que é complicado fazer alguém entender isto! Já está mais ao nível da Amiga da Onça?

(Sem assunto)

Thumbs Up

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Tás contratado.   E

Tás contratado.

 

E confessa, soltares a franga dessa maneira não te faz sentir melhor do que tentar a explicar de forma muito bem educada "Mas olhem, eu compreendo, não quero ofender, mas acho que há espaço para todos...." ou qualquer mariquice desse género?

Ás vezes, é preciso poder gritar "VÃO-SE FODER! MAIS OS VOSSOS JOGOS E OS PRIMOS DELES!"

Ou não?

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Sem dúvida

Acho que este post deu azo a expressar de forma visceral o que se passou tanto tempo a dizer de forma politicamente correcta. Tardou, mas, enfim, era preciso uma mulher do norte para colocar as coisas na perspectiva correcta. Basicamente, que se foda e quem não gostar vai fazer broches a equídeos.

Punhetas, que ainda não

Punhetas, que ainda não parei de rir!

 

*Arf! Arf*

 

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Pronto, pronto...

Vou tentar ir contra o meu sentimento de culpa católico e atitude de superioridade (reconhecida em notário) e ajavardar nesta thread.... acho.

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Dentro do espírito de ajavardamento....

Acho que se encontra perfeitamente dentro dele (do espírito do ajavardamento) dizeres a este (ocasional) comentador de posts que há 4 ou 5 anos que resmunga sobre os Indies: "Pois olha, eu gosto disto e daquilo e mais não sei de quê, e se não gostas, vai apanhar no recto." Eu garanto que não vou, porque tenho receio de gostar e depois era uma chatice, mas também não me ofendo.

Não, pá...

A única coisa que me chateia é não me teres posto a jogar mais do que um sessão de Kult (a tal história no hospital) para eu ter descoberto que o sistema era a merda do costume baseada em d20 e centrada na acção máscula e acabar por ter descoberto mais o setting a jogar o CCG do que a jogar RPG.

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Depois disso eu também não

Depois disso eu também não joguei mais nada, excepto uma campanha de Battlestar Galactica (e isso foi este ano). De resto, a jogar Kult comigo, mesmo antes nunca terias descoberto muito do setting (julgo eu), porque os jogadores dividiam-se entre os que não queriam saber do setting para nada e os que achavam muita piada, mas para ler, em em jogo queriam antes uma soap opera sobrenatural. Isto não foi javardo (foda-se!).

Pois as expectativas são

Pois as expectativas são lixadas... De parte a parte.

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Não me queixo muito

Eu usava o setting na preparação das coisas, depois os jogadores interpretavam aquilo à sua maneira. O Kult dá para isso. Mas não teres conhecido o setting foi em jogo ou literalmente? É que ainda andam por aí livros de Kult em 2a mão (alguns em 1a) e pfds piratas eram relativamente fáceis de encontar.

Eh, eh, em jogo. O setting

Eh, eh, em jogo. O setting conheço do CCG e de ler umas coisitas virtualmente. Tenho pena que não se faça uma nova edição para superar as antigas mas enfim.

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Esse está morto e não

Esse está morto e não volta. Até porque para renovar o setting era preciso que os criadores do jogo estivessem interessados em RPGs, coisa que não estão. E não confiava aquilo a mais ninguém para remodelações.

O tirar o controlo do GM

O tirar o controlo do GM para cima dos jogadores é uma atitude de uns quantos panisgas que tiveram muito más experiências com GMs e então decidiram armar-se em putos rebeldes e dizer que o todos os GMs são tiranos e que só enrabam os jogadores nas sessões. Isto foi principalmente notório em AD&D, quando o GM (ou DM) nunca perdia uma oportunidade de lixar o coitado do Paladino LG, mudando-lhe o alinhamento para o fazer perder todos os poderes.

Mas, caroço!, isso é culpa dos GMs e não dos sistemas. Agora vão-me lixar o meu querido Call of Cthulhu, em que a base da tensão e do horror é a perda de controlo da personagem com insanidades e reacções instintivas que fogem ao controlo do jogador? Merda, é assim que se joga CoC. Não é com o jogador a queixar-se que "ai camandro, que a minha personagem não se cagaria pelas pernas abaixo se visse a mona do Cthulhu a surgir nas águas e a devorar os companheiros."

Em suma, esses senhores que vão jogar mais Call of Cthulhu e menos AD&D. Nota: também gosto de AD&D por isso é notório que isto é uma metáfora, anáfora ou cantáfora, como lhe queiram chamar. E esse pobre turdzito que é o Capes (sim, digam-me que tenho uma pancada contra esse "jogo") que revela afinal que todos os GMs são tiranos e que o sistema nos vai libertar, pobres jogadores, dessa tirania, cortando os grilhões e metendo jogadores a fazer de NPCs, de vilões e de super-heróis. CARALHO! Se era para jogar os três não jogava com ninguém, fechava-me numa cela almofada e fazia que tinha dupla personalidade, ou tripla neste caso. Conhecem o Alexei Sayle, artista cómico Inglês? Ele tinha uma boa para isto: Que o autor pegue no livro, o enrole bem enroladinhio e o meta pelo cu (ou será cú) acima?

Perdoem-me...

Devia ter metido isto no meu último post mas enfim, nunca é tarde e não me apetece editá-lo. Parabéns à Lady Entropy por uma thread politicamente incorrecta (e afinal aqui se insulta mas ninguém se chateia). Acho que finalmente estamos IN THE ZONE.

Bem vindo à Zona. A

Bem vindo à Zona.

A propósito, se queres MESMO entrar na onda, e não estás só a molhar os pés, diz "PANASCAS" "ROTOS" "PANELEIROS" e não "panisgas". Aqui, fala-se mal.

Depois. "Caroço"? Tive meia hora a rir. Tem piada, mas mostra que ainda tens medo de soltar a franga. Acho que vou começar a dizer "Caroço" quando quero dizer outra coisa. A ver quanto tempo demoro a ser internada pelo Rick Danger.

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Sim, sim. A partir de agora

Sim, sim. A partir de agora que todos os GMs sejam marcados e catalogados consoante o seu pedigree e para que este mundo seja mesmo, mesmo perfeito que seja designado apenas um por grupo de jogo para não haverem mais injustiças debaixdo do céu. Claro que há grupos de jogos e há grupos de jogo: sistema de classificação também para jogadores?

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Ou provavelmente quando

Ou provavelmente quando alguns andavam a perverter as intenções (ou a grande dose paciência santa) de alguns em vos mostrar que eram todos uns caras-de-cús cheio de fel mal-cheiroso a querer atribuir dogmas religiosos a jogadores de RPG tão laicos, tão laicos, que o mais certo era andarem a comprar a Playboy com o Jesus Cristo do que a comer hóstias dadas de graça.

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Mais, uma vez houve excepções...

No tempo das threads politicamente correctas e educadas, havia por aí dois caceteiros mal-intencionados que chamavam estúpidos a todos os que discordavam deles -e que a "chefia" desculpava, dizendo apenas que eram um bocado brutos a falar, mas eram excelentes pessoas. Bom, isto porque a chefia e os brutos macacóides partilhavam da mesma opinião em linhas gerais, enquanto se alguém com outra opinião ultrapassase ligeiramente a linha da boa educação estava logo ameaçado de expulsão. Bom, enfim, de sua casa cada um manda embora o palhaço de quem não gosta e deixa ficar o monte de merda de quem gosta e é mesmo assim. Não obstante, os dois ditos caceteiros, que pela verborreia que por aí deixaram optaram por seguir o guru Ron mailos seus Story Games da treta porque não eram capazes de interpretar personagens nem que a vida deles dependesse disso, esse sim, de facto, citavam Ron como se fossem as escrituras. Consta que agora jogam D&D. May they rot in Hell.

Aí já está: ultrapassar

Aí está: ultrapassar fortemente a linha da boa educação quando não era um contexto certo é que é o problema (vide este thread).

Isso e preconceitos e dissociações cognitivas de idiotas que não eram capaz de reconhecer as coisas boas que algumas mudanças trazem nem que elas se chegassem ao pé delas com um cartão de visita a dizer "Coisas boas e novas do RPG dos últimos tempos, a seu serviço. (Uso não obrigatório)".

E quando é que te tornas juiz de "interpretação de personagens"? É que eu queria canditar-me ao "Gygax" da Academia de Lake Geneva para melhor "actor" de personagens!

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Coisas novas que as leve o demo...

Bom, eu não chamei idiota a ninguém nessa altura e a mim chamaram-me várias vezes. E repito, nem sempre era uma questão de reconhecer as "coisas boas e novas dos RPGs dos últimos tempos", era "estou-me a cagar para as coisas boas e novas dos RPGs dos últimos tempos, párem de me azucrinar o juízo com isso". Sou júri à 6a feira, e por mim levas o prémio. Ultrapassando (ligeiramente e não FORTEMENTE, homem!) o espírito desra thread, já te vi jogar uma vez, não foi muito, mas não te incluía decerto no grupo dos que não conseguem interpretar um personagem nem sob ameaça de morte.

Duvido que fora desta coluna

Duvido que fora desta coluna alguém tenha chamado "idiota" com todas as letras num thread sem este contexto da "ajarvadice" e não tenha levado um puxão de orelhas. Eu por mim chamei à atenção publicamente a alguém que usou o termo de "mentecaptos" para descreveres os users deste site. Claro que o choradinho que se passou depois foi irritante.

Epá, eu concedo que é bem chato virem para um thread sobre bugalhos e virem falar sobre caralhotas que são uns belos pães mas não quando nem se estava com fome. Mas se eu quiser falar de teoria de RPG (qualquer uma e nem que seja para deitar abaixo ou elogiar ou estropiá-la e torná-la minha) tem que vir alguém dizer que devia é estar a jogar e a desligar o meu cérebro de um dos maus teóricos a quem alguém dá demasiada importância?

Obrigado pela atribuição do prémio mas parece que não tenho concorrência. Sem antagonismo como fica esta narrativa do meu sucesso RPGístico? Não é um jogo divertido assim!

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Tens razão, não foi idiota...

Acho que foi imbecil. Não levou um puxão de orelhas, só uma advertência amigável da antiga gerência. Mas como eu também sou amigo da "antiga gerência" (teoricamente acho que é a mesma, mas esse camarada anda noutros jogos agora - jogos sexuais com prostitutas anãs e gatinhos castrados) não sei se a advertência foi mesmo a sério ou se foi só se para eu não me chatear muito. Enfim, que se foda... Já não interessa nada agora. Aliás, só ando por aqui por poder asneirar à vontade nesta thread. Caralho. Foda-se.

E para terminar...

Mariano, Miguel, minha gente, parece que não estão a ver o mais importante desta thread. Não é qual de nós tem razão, pois as opiniões são como os olhos do cu. Não é quem diz os palavrões mais altos, nem quem insulta mais, nem quem acusa mais.

Não.

O importante desta thread é que NINGUÉM IMPEDE O OUTRO DE FALAR. Ninguém, com o poder de o fazer, manda calar outro por ter uma opinião que detesta. Já se pode falar do Sr. Ron e da sua Teoria sem que venha alguém logo dizer: ou te calas ou vai-te embora.

O que é uma coisa fantástica.

A partir desta thread, começo a pensar que este site não é partidário e unidireccional, e com assuntos intocáveis, e, assim, vou usá-lo com muito mais assiduidade que nos últimos 3,5 anos.

Ah, e tendo já dito tudo o que tenho para dizer sobre isso, não vou falar mais de Forge, Ron Edwards, GNS, nem dos seus admiradores portugueses, uma vez que a minha opinião, e até os motivos, já estão escritos e podem ser consultados por quem quiser.

 

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Concordo expletivamente,

Concordo expletivamente, "SIM"! O problema é que existe pessoal muito "florzinha" que se picam com tudo e quando lhes convém usam esse argumento para ganhar "brownie points" em algumas discussãos e/ou as pessoas costumam perder a razão quando usam asneiras fora do contexto (na minha opinião singela).

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Especialmente para o Mariano

Já que estamos nisto tenho de te dizer, Mariano, que nunca te inclui no grupo a que chamo a Corja e ainda agora me surpreende a velocidade com que pões a carapuça. Ainda assim, por partes: sempre falaste de jogos de maneira entusiasta mas razoável, nunca apresentaste as tuas opiniões nem as de outrém com que concordes como verdades absolutas, nunca diminuiste ninguém por criticar coisas que tu gostas (ok, com a excepção desta thread, mas não conto com ela, que é mesmo para abardinar, e se o teu abardinamento tem um defeito é que lhe falta força Wink), nunca expulsaste ninguém por ser veemente em opiniões diferentes das tuas, nem mandaste bojardas que insultam com três palavras milhares de jogadores em todo o mundo, nem gritaste por "socorro, venham fechar ensta thread porque estou a levar nas orelhas por cinco gajos por causa da bojarda com que a iniciei".. A meu ver, da gente que incluo no dito grupo, apenas um participou nesta thread. Mas tu levantas-te imediatamente na defesa deles como se fosses tu o visado. Não és, não por mim.

Se for por amizade, digo-te já que um deles é um grande amigo meu e outro amigo do Miguel.

Dito isto, continua, mas mais força nos insultos e mais veemência na retórica. Como diz a Lady, fica melhor se falares de algo que realmente não gostas do que mandar abaixo o que o teu interlocutor gosta só para o picar, porque se nota logo que isso não é sentido.

Bom ajavardamento!

Thumbs Up

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Bem, para mim ser crítico

Bem, para mim ser crítico de quem é Anti-Forge não o faz automaticamente ser Pró-Forge nem pertencer ao tal "Culto Forgista". Mas para alguém isso dever ser exactamente uma e a mesma coisa pois refere-se sempre essa possibilidade como um facto. Deve ser uma inevitabilidade da mentalidade "se não estás por nós estás contra eles".

Não sei bem onde enfiei a tal "carapuça" ou se o fiz por outras razões além de querer abardinar um pouco e/ou fazer um pouco de advogado do diabo (e isso é mau?). Vou reler os meus comentários e se necessário mudar o meu "tom" neste tread.

Essa do elogiar a minha pessoa não passa um pouco dos tais "limites do pessoal" a que se chamou à atenção lá em cima? :) De qualquer modo fico mais tranquilo por alguém que me conhece pessoalmente (e com quem falei mais do que uma vez e com quem quase que já joguei) consiga retratar-me e ter-me em consideração desse modo.

Por acaso detesto quem defenda cegamente os amigos e julgue os seus inimigos sem se se questionar se efectivamente os pressupostos "ataques" têm razão de ser chamados como tal. Aliás eu gosto de tentar tomar as pessoas pelo modo como se apresentam à mim e não a outras pessoas com quem possa ter alguma afinidade. Claro que estou perto de ser perfeito mas ainda não o sou! :P Lembro-me de apenas uma vez em que acho que fui influenciado por afinidades aqui e talvez tenha tomado uma atitude desnecessariamente drástica e sinceramente não me orgulho disso.

Eu não sei bem quem incluis neste ou naquele grupo e sinceramente nem sei se concordo com as tuas razões para o fazer. Longe de mim defender este ou aquele e para mim é refrescante ter aval social para poder ser um pouco mais acutilante, satírico ou sarcástico do que a quantidade que acho que seja pressupostamente produtiva numa comunidade tão frágil como esta.

Mas também essa do massajares o ego e depois tentares retirares força à minha verborreia parece um pouco de ilusionismo. Ou andas a fazer a fazer demasiado "railroad" ou jogar aquele crossover de UA com o Lord of Illusions? Acho que melhor ficarmos pela segunda, eh, eh.

É verdade, não faz minha parte do meu feitio mandar abaixo algo de que não gosto mas sim vibrar com o que gosto. Eu disse que ia tentar e ia ter dificuldades neste thread, não disse? Mas ganho uma "Estrela Dourada" pelo esforço, certo?

Quanto ao "picanço" parecia-me que a origem deste thread muito específica. Quando existir algo que eu realmente não gosto talvez abra um post no blog mas dado o que disse anteriormente duvido muito. E quanto ao que fica "bem" ou "melhor", alguém está realmente importado com isso aqui nestes comentários? :P

sopadorpg.wordpress.com - Um roleplayer entre Setúbal e Almeirim

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Adoro esta thread!!!

Adoro esta thread! Adoro tudo o que lá está. Mesmo os comentários do Rui, incluindo os dois à minha custa que ele lá meteu antes de ele sequer pensar que eu ia aparecer - são apropriados!

Eu faço parte do yahoogroup do autor de Urban Fantasy americano Tim Powers. Nesse grupo há uma regra tácita em que nunca ninguem fala de uma autora, e só se menciona outro autor com muito cuidado devido ao alto risco de flame wars quando esses nomes são mencionados. Trata-se de Ayn Rand e de Robert A. Heinlein, respectivamente. Aqui sempre vi essa intocabilidade ser referente ao Rod Edwards. Bom, pelo menos a fazer-lhe a mais leve crítica.

Talvez no grupo do Tim Powers tenham tido a má ideia. Talvez eu ou outra pessoa devamos criar lá uma Amiga da Onça onde é SUPOSTO haver flame wars, linguagem porca, insultos e ameaças de morte. Isso tudo faz tão bem! Mas vá lá dar isso a entender aos maricanos, camones e outros bifes que constituem a maioria do grupo...

Viva o ajavardamento!

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Para isto ser melhor já só falta...

... o Ric Madeira aparecer por aqui para mandar para o caralho quem não gosta de PTA. Só não pago para ler porque não tenho dinheiro! Mas que era bonito, lá isso era. Por via das dúvidas mando-me já a mim próprio para o dito cujo. E pronto, está feito.

Olha que eu pagava para

Olha que eu pagava para ouvir o Senhor RicMadeira a dizer caralhadas como nós. Eu não desgosto de PTA, mas jogo PTA como uma GM, não como uma jogadora. A partir do momento que percebi que PTA era um jogo de GMs e não de jogadores, passei a gostar muito dele.

 

Mas verdade seja dita, o Ric era dos que mais defendia ea Amiga, e participava alegremente. Só, admito, nunca o ouvi dizer caralhadas, com grande pena minha.

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RPGénesis 2010: "Sete Dias de Criação" - Uma Semana a Escrever RPGs

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Eu Escrevi Um RPG Numa Semana!

Era mesmo pela caralhada que

Era mesmo pela caralhada que eu sei que ele não diria. Afinal já o conheço há uns 15 anos e acho que seria uma estreia. Mas nada é impossível. Há 48 horas eu também achava que não voltaria a botar faladura aqui no abre o jogo.

Pois...

A ordinarice atrai toda a gente. Deve ser o efeito Quim Roscas e tal.

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Ninguém é imune a levar

Ninguém é imune a levar na tromba. Olha o pobre Rick Danger, que tadinho, tanto se esforça para mestrar para mim e eu só digo mal dele. Até tenho pena.

Mas depois passa-me.

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pobre só se for na carteira

LadyEntropy escreveu:
Ninguém é imune a levar na tromba. Olha o pobre Rick Danger, que tadinho, tanto se esforça para mestrar para mim e eu só digo mal dele. Até tenho pena.

Do meu ponto de vista, tu é que perdes por não jogares roleplay mais vezes e com maior variedade, mas cada um tem os seus gostos e, mesmo assim, já jogamos Primetime Adventures e Inspectres, por exemplo. Entretanto, não deixei de jogar o My Life With Master, há-de haver alguém que queira jogar o Blood & Honor comigo e estamos para começar Dresden Files, por isso não me queixo.

 

Rick Danger escreveu: Do

Rick Danger escreveu:
Do meu ponto de vista, tu é que perdes por não jogares roleplay mais vezes e com maior variedade,

Como pessoa que joga poucos RPGs, só tenho a dizer: Quality over Quantity.... ;)

subscrevo

Aramoro escreveu:
Rick Danger escreveu:
Do meu ponto de vista, tu é que perdes por não jogares roleplay mais vezes e com maior variedade,

Como pessoa que joga poucos RPGs, só tenho a dizer: Quality over Quantity.... ;)

 

Subscrevo! (e mais não digo, para não começar aqui um big-argumento. :P)

~Nuno Carreira / Strilar (* Boardgamer * Roleplaygamer * Cardgamer * Onlinegamer * Geek * L5R GM *)

quality and quantity

Aramoro escreveu:
Como pessoa que joga poucos RPGs, só tenho a dizer: Quality over Quantity.... ;)

Como pessoa que gosta mesmo muito de RPGs, só tenho a dizer que, na minha insensatez de geek, quero as duas coisas. Quero tudo! Happy

Aliás, sou um pouco da mesma maneira em relação ao cinema. Gosto tanto de cinema que vou ver um filme mesmo que ele até possa ser mau, desde que me pareça minimamente diferente e interessante. Gosto de ficar a conhecer mesmo que só seja para dizer mal, pois há sempre qualquer coisita que se aproveita.

 

Duas contradições fundamentais

Cada vez tenho menos paciência para falar sobre RPGs e se falei desta vez foi com a promessa (cumprida) de que ia haver muita asneirada à misturada (também podias ter prometido imperiais à borla Dona Entropia!). Antes de rastejar para baixo da pedra de onde saí só gostava de deixar aqui duas bonitas contradições que encontrei várias vezes no discurso Pró-Forge:

1- Não somos uma seita. Ok, não sois uma seita... Mas falam tantas vezes de Cruzadas, de perseguições, de descriminação...Hmm, é de desconfiar. Parece que às vezes estão com uma certa vontade de dizer que passaram pelo "Calvário", ou que sofreram um "Holocausto". Não, não são uma seita. E depois o mentor da Forge gosta tanto, tanto, tanto de dar discussões por terminadas e proibir que, daí em diante, se volte a colocar em questão determinado conceito, pois a sua definição "Está escrita na pedra". Logo são... Dogmas? Será possível? Dogmas é coisa de religiões e seitas, não é? Pronto, não são uma seita. Mas também não são uma religião. Esquema em pirâmide? Burla? Não sei, eu gosto mais de seita. São gostos.

2- Tudo quanto leva o selo de aprovação da Forge é original, diferente, criativo? Ok, não necessariamente tudo, mas a maioria das coisas. Até aqui tudo bem, concordamos todos. Mas e depois eu digo: "Ok, é diferente, tão diferente que já nem se enquadra na definição de RPG". Ou então: "Ok, é original, é um RPG, mas centra-se demasiado na história e muito menos na interpretação de personagens, desvirtuando - na minha opinião - o conceito original de ROLE PLAYING GAME". Digo isto a alguém Pró-Forge e ficam logo indignados. Nada disso, são RPGs, todos, sempre, e a interpretação de personagem é muito importante. No fundo os Indies são iguaizinhos aos outros RPGs. Iguaizinhos? Mas diferentes... Pois claro, são tal e qual, mas não têm nada a ver. A coerência é gira e eu gosto.

Foda-se que já estou farto desta conversa de merda que não leva a lado nenhum.

P.S.: Já sei, já sei, percebi tudo mal, deturpei tudo quanto dizem e sou uma besta imunda.

Epá, pena então. Porque eu

Epá, pena então. Porque eu tenho interesse de ler o que escreves sobre RPG. Ou isso é uma maneira suave de "fechar" a tua participação nestes threads e portanto afastares-te incólume deste "ajavardamento" corruptor?

Bem, posso estar enganado mas se houve pelo menos alguém que começou a usar o termo "Cruzada" neste thread (e em outros do mesmo estilo) essa pessoa fez-o com o intuito específico de mostrar o quão ridículo e pedante é usar o termo "Igreja" e "Culto" no âmbito desta discussão. Além do mais se se afirmou que a força mais poderosa e activa no AoJ seria pró-Indie (o que não é verdade na minha perspectiva ou pelo menos não tanto o suficiente para serem anti-trad ou anti-raio-que-o-valha!) não seria efectivamente esta que fazia a descriminação ou pelo menos teria o uso inteligente da "força" para o fazer?

Eu acho bastante troglodita andar-se a fechar threads quando se começam a expressar opiniões com os quais não se concorda. E especialmente quando se atribui demasiada validade e autoridade a uma pessoa porque esta escreve e disparata com força, agressividade e mau vocabulário sobre as coisas que devia estar melhor informado e moderado.

Mas se for para evitar "desenterranços" embaraçosos quanto a tópicos cuja esperança de vida já acabou, porque raio não!?

Eu não acho que tudo (ou até maioria) do que saia da Forge seja propriamente original, ou pelo menos não mais do que noutros grupos de interesses ligados ao RPG (por exemplo o dos Retro-clones ou outros). Aliás existem "copy-cats" por todo o lado e no caso dos "Indies" sabes lá quantos copiam o "GM-less", "Stakes" e "Setting DIY" ad nauseum para criarem jogos maus.

Admito que seja irritante virem-me dizer que o que eu jogo não é um RPG porque a maioria das vezes não lhes dou legitimidade (no fundo ninguém a tem a não ser que acreditem em Gurus ou Comissões de Classificação)para tal. Além do mais é útil de se usar com quem conhece essa designação pois os humanos funcionam assim. E digamos que "RPG" é mais específico que "Jogo".

E sinceramente? Não gosto muito de apenas jogar jogos de RPG bastante iguais entre si. Mas eu admito o facto de ser uma "prostituta do novo e diferente". Alguém quer me trazer folhetozinhos para salvar a minha alma rpgística imortal? :D

Mas não percebo essa de se ficar indignado por tudo e por nada especialmente no que diz respeito à terminologia de jogo. Mas admito que por vezes tenho de vontade de entrar nessas discussões porque é um hobby que me entusiasma tanto a nível intelectual e emocional. Pena é quando se misturam esses dois focos entre si sem se ter o discernimento de os separar e portanto fazermos figuras de parvo.

P.S.: Epá, és uma besta imunda mas nós gostamos de ti porque mesmo os animais deviam ascender ao reino dos céus (eu sei é herético mas não devo ser herético porque estou a dizê-lo que o sou, lol). Volta, estás perdoado!...

... Ah, mas não chegaste efectivamente a sair, pois não? :P

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Já que a Entropia pediu...

Já que a Sr. Entropia pediu que eu fosse mais solto e mais explícito e já que estão a falar de Stakes, pró caralho com essa merda toda. Puta que pariu o gajo que inventou essa merdice das stakes, stakes, STAKES, foda-se! Metam as stakes no "cú" e interpretem personagens. Vou lá perder tempo a identificar STAKES quando posso fazê-lo quase inconscientemente (já se fazia desde o tempo da Maria Enrabadora Cachucha). Quero é lançar dados e jogar.

E a mesma merda prós BANGS. O único bang que eu conheço é banging beaver que é o que eu faço quando não estou a jogar roleplays. BANG o caralho que os fodeu. Acho que o Ron Edwards é um virgenzito masturbador que tentou meter algumas das suas frustrações na teoria.

Digo isto porquê? Porque me chateia estar a ler threads seja onde for e em vez de estar a ler sobre as coisas giras que aconteceram na sessão, quem morreu como, quem fodeu quem, que enrabou aqueloutro, só ouço falar das BANGS, STAKES... e porque encontrei o BANG dele e lhe dei com as minhas STAKES... FODA-SE! Falem roleplayês de jeito! Metade das vezes são Actual Plays que ninguém percebe-se um corno de merda enterrados em terminologia que só o grupinho da treta é que percebe. Vejo isto às centenas na RPGNET.

Exemplo mau: O herói chegou ao barco e eu dei-lhe com o BANG (tu querias era dar-lhe com o marsápio) porque A STAKE dele (o pau? isto não é qualquer coisa de sexualmente sugestivo?) estava de pé.
Exemplo bom: O soldado entrou no barco a arrear em toda a gente e matou o vilão e deu uma grande foda à Pricesa. END of GODDAM SHIT STORY!

Epá por caso o que me lixa

Epá por caso o que me lixa a paciência é ter que ler Actual Plays em que se dá numa de romancistas amadores sem eu perceber porque raio este ou aquele andamento foram interessantes no que diz respeito a tudo o que está em jogo (no somatório da experiência de jogo que inclui jogadores, regras, mecânicas, dinâmicas e blah blah.)

Se se usam os stakes e os bangs para ofuscar exactamente isso de que falei também me apetece ter uma embolia cerebral a ter que ler isso tudo até ao fim. E acreditem que já escrevi APs assim (com ou sem stakes e bangs) e entretanto deixei-me de merdas.

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O que me fode o juízo não

O que me fode o juízo não é tanto a utilização desta ou daquela expressão apaneleirada da Teoria mas o encher o rabo até ao intestino grosso de terminologia interminável nos APs. Um bang aqui e acolá até tem piada (é como uma foda rapidinha que não estraga nada), mas encher o AP de expressões como "E agora aqui eu puxo o caralho do bank e meto o stake por ali e depois aplico uma cena intestinal (perdão, intersticial)" numa sequência interminável de levar ao vómito qualquer anti-teorista, é de deixar qualquer uma a pensar se não é melhor ir esfregar o pessegueiro para casa do que estar a perder tempo a ler pedantices ou então aplicar um "agressive scene framing" e partir os cornos do gajo que nos tira a paciência.

Quanto aos romancistas amadores, que sejam todos enrabados por monges franciscanos que para ler merdas de romances que só servem para limpar o "cú" mais vale ir ler outras porcarias. Um dos melhores AP que li tinha a parte romanceada e depois comentários do GM às reacções dos jogadores, acções, eventos mas sem exagerar na mecânica para quem estava de fora. Muito poucos APs me deixam in the zone ou lá o que essa merdice é (deve ser bom porque vejo isso muito citado) mas a maioria que para aí anda obriga a quase um conhecimento enciclopédico da Teoria e da sua terminologia para a gente tentar perceber que caralhadas são aquelas que por lá se dizem.

Não cheguei efectivamente a sair...

Só que por algum motivo o abreojogo não está a actualizar no meu PC e só vejo as actualizações no e-mail, e aí está tudo baralhado, é uma confusão, não dá para manter a coerência. Este teu post eu percebi sobre o que era, por isso ainda respondo. Ou tento responder, porque já não estou com paciência para o ajavardamente (até porque ali em cima ao dizer qualquer coisa como "não faço ideia do que o Ron quer da vida, só sei que escreve calhamaços intermináveis e é preciso um glossário para os conseguir ler" levei um sermão da autora do blogue que achou por bem, não me conhecendo de lado nenhum, esquecer que este post podia bem ser uma ironia. Ee era de facto, não me lembro da teoria na ponta da língua, realmente não a li toda (tenho mais que fazer, trabalhar, por exemplo), mas li o suficiente para saber que é uma grande chatice e que usa demasiados termos da sociológica e da psicologia social, áreas do conhecimento que o Ronnie obviamente não domina. Mas isto para dizer que, vistas bem as coisas, não é a existência do Ron e das suas teorias que me incomoda alguma coisa. Nem sequer é a existência dos jogos Indie que me incomoda (eu não sou game designer, não me prejudicam em nada). O que me incomodou (no passado, note-se, no presente já nada disto me incomoda minimamente e se vim aqui voltar a discutir o tema, já o disse, foi a promessa de poder dizer usar palavras obscenas) foi quando fui tratado com paternalismo e condescência (e ocasionalmente com desprezo ou menosprezo) por pessoas que também não me conheciam de lado nenhum, a propósito das conversas sobre estes temas. Nenhum deles está a escrever nesta thread (acho que já nem sequer aparecem no abreojogo), mas eu sei que tu sabes que eu sei que nós sabemos quem eles são e o que disseram quando cá andaram.
Agora, isto pode parecer difícil de acreditar, porque nestas discussões as pessoas (e estou-me a incluir, besta imunda, na categoria de pessoa neste momento) vão a extremos para argumentar a favor da sua opinião. Ocasionalmente defendem-se tanto que acabam por ir demasiado longe ou dar a entender coisas que estão mais à frente. Mas dizia eu, pode parecer estranho, mas eu de facto NÃO EMBIRRO COM NENHUM INDIE (EXCEPTO O SORCERER, PORQUE COM O RON, SIM, EU EMBIRRO) e também não embirro com a maioria das pessoas que apoiaram com maior ou menor entusiasmo as iniciativas indie da Forge ou sem ser da Forge. Não só não embirro como alguns são meus amigos - caso do Ricardo e da Raquel (Eowyn). Outros conheço-os pouco, mas respeito as suas opiniões e respeito-os em geral, não obstante termos gostos diferentes - o teu caso e o caso do Rui. O que não gosto mesmo nada é de ser tratado com condescendência e isso aconteceu aqui no abreojogo demasiadas vezes, por várias pessoas (não eram dezenas, era uns três ou quatro, mas falavam por 100).
By the way, só para provar o meu ponto de que não embirro com as pessoas, só com alguns gostos, a última campanha que joguei foi com o Ricardo e a Eowyn (grandes fãs do PTA) e conseguimos ao longo de um ano ter uma única discussão sobre esta treta toda (porque eu continuo teimosamente a achar que no PTA, como noutros, se os jogadores estão muito envolvidos na criação de história sem ser pela actuação dos personagens é natural que se perca alguma coisa na faceta de interpretação dos mesmos personagens. Admito que não tenha que ser obrigatoriamente assim, mas que a probabilidade existe, lá isso existe).
E isto leva-me a outro ponto: eu também não acho que o abreojogo foi dominado pela Forge a certa altura da sua existência. Mas que de repende muita gente ao mesmo tempo, ou quase em simultâneo, (inluindo os tais energúmenos) se interessou pela Forge e pelos produtos que estavam a sair dos criadores da Forge foi um facto.
E, finalmente, a história das Cruzadas e seitas. Eu nunca usei o termo com a carga mística/ religiosa, apesar de no site da Forge haver um certo odor a incenso virtual a pairar e o Ron ter (ou querer ter) uma certa aura de guru da internet. Aqui no abreojogo não houve fervores místicos, mas houve alguns exageros (tanto de quem era Pró-Forge, como de que era ou Anti-Forge ou apenas estava-se nas tintas para isso. Obviamente eu puxo a brasa à minha sardinha e não à dos outros!) Mas sobre este tema das seitaso meu amigo Zé Porfírio fala bastante melhor do que eu num outro post e acho que ele tem razão no que diz sobre isso. Finalmente (agora é que é) dado este problema que não estou a perceber de não actualização do abreojogo, provavelmente não vou dizer muito mais (ou nada mais, depende de conseguir perceber a lógica dos updates by-mail), mas não vou fugir para sempre do abreojogo (se bem que actualmente nem sequer estou a jogar).

Hummm...

Quer parecer-me que vocês andam é com falta de umas jogatanas! Quando é que vocês arranjam tempo para escrever estas novelas intermináveis?

Felizmente, porque vocês escrevem tanto, ninguém deve notar o chorrilho de português de tasca que anda aí pelo meio (leia-se palavrões), pena é que a minha caixa de correio leva com os vossos 135 posts diários... mas ainda bem que é sazonal, depois acalmam.

Herrar é umano.

É Agosto. O GM está de

É Agosto. O GM está de férias.

 

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Nah...

Gosto de estar atento ao que se diz. Não disse nada sobre a linguagem usada por duas razões: está num blogue pessoal e por estarem 2 Admins na conversa, se bem que acho que neste tom, deveria estar num grupo de acesso reservado - mas isso sou só eu a pensar.

Por mim, podem desvairar à vontade, se bem que podiam canalizar essa energia para as jogatanas. É bom ver que nos últimos tempos têm estado mais activos, tendo tido eu oportunidade de me juntar ao grupo num dos encontros.

 

Herrar é umano.

Denny Crane...

Denny Crane...

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últimas notícias do Ron Edwards

o mui excelente  podcast The Walking Eye escreveu:

Interview 16: Ron Edwards on The Forge’s Winter Phase

When Ron Edwards announced posted on The Forge that the site would be entering it’s “winter phase” there was a bit of a hullabaloo about just what exactly that would mean for the site. I quickly shot Ron an email asking if he’d like to take some time to discuss what this all meant, and the general perception of The Forge on the internet as a whole. What followed was a fascinating conversation about identity politics, the economics of small-press gaming, and the difficulties of communication on the Internet. Enjoy!