8 e 15 de Maio - O Egipto, Carlos Magno e... a ASAE?!?!?!

Retrato de Mallgur

Na noite de 8 de Maio, no Cristal Park, pude experimentar mais um protótipo do nosso Johnny Bee Good juntamente com o Dugy, a Femme Fatale e o Spiff.

Trata-se de um jogo interessante, algo complexo, que assenta essencialmente numa mecânica de colocação de trabalhadores à lá "Maestro Leonardo". Esta colocação permite aos jogadores executarem várias tarefas, entre as quais a recolha de palha e lama para posterior transformação em tijolos que podem, por sua vez, ser trocados por comida. A comida é essencial para alimentar os trabalhadores, cujo número pode crescer pela construção de casernas extra (outra utilização para os tijolos) e também para a oferenda de sacrifícios aos deuses. Estes sacrifícios dão pontos de vitória e permitem também a construção dos obeliscos que poderão dar pontos adicionais no final do jogo. Também podemos alocar trabalhadores à recolha e colocação de pedras na pirâmide, de onde se obterão, potencialmente, a maioria dos pontos.

Isto parece tudo muito fácil, mas a verdade é que a mão de obra é escassa e o Faraó vai inspeccionando a obra. A certa altura são exigidos sacrifícios aos deuses e quando os não há em quantidade suficiente quem sofre são, primeiro os escravos hebreus. Acontece que estes hebreus têm o seu próprio deus e este tem muito mau feitio... e aqui entram as 10 pragas. Coisas terríveis que dificultam todo o tipo de tarefas e até vitimizam os pobres primogénitos dos arquitectos do faraó. Tenebroso e justificativo de várias impercações do género "Raios partam estes hebreus!!!"

Não terminámos o jogo e após cerca de duas horas de jogo ainda ninguém tinha chegado aos 10 pontos. Para um playtest foi interessante e após decidirmos parar trocaram-se muitas impressões acerca do que poderia ser alterado para acelerar o jogo um pouco e talvez simplificar algumas mecânicas. Creio que a próxima iteração deste novo design do Johnny já vai ser bem mais rápido.

Nas outras mesas jogou-se Bang!, creio que três partidas, e assim a Polaroid já ficou com a promessa satisfeita.

 

15 de Maio, de novo no Cristal Park devido ao encerramento do Acua Bar, surgiram várias caras novas, segundo a Femme Fatale será o contingente de Matosinhos, hehe...

Mas a primeira partida ainda foi de um novo protótipo do Johnny Bee Good, para já chamado ASAE.

É um conceito giro, misto de No Thanks!, Intrigue, Land Unter e um pouco de Werewolf, nas mecânicas, apenas. Basicamente somos donos de um café que tentam satisfazer pedidos para ganhar dinheiro. Depois existe um Inspector que poderá, conforme o número de cartas que ainda nos vão restando nas mãos fazer inspecções a um café (jogador) à sua escolha. Este pode suborná-lo para que não haja inspecção e o Inspector pode, ou não, aceitar o suborno e quer aceite quer não, proceder à fiscalização. Se forem apanhadas pragas no café (cartas de ratos ou baratas) o jogador paga uma multa e vê as suas rondas seguintes muito limitadas.

Jogamos seis. Eu, Johnny Bee Good, npl, Asur, Femme Fatale e Polaroid. Creio que toda a gente se divertiu bastante e que este poderá ser mais um protótipo que, com algumas afinações e mais testes, será mais um sucesso do Johnny. A ver vamos...

Depois, um dos novos elementos, o Ricardo, juntou-se a mim, à Cat Ballou e ao saudoso Neonaeon (tens que aparecer mais vezes, pá!) para uma partida de Carolus Magnus. Os outros juntaram-se à Femme Fatale no Ticket to Ride: Europe e também ao Dugy no Tigris & Euphrates.

As duas partidas que jogamos de Carolus foram interessantes. Na primeira deu para perceber as mecânicas base do jogo (mesmo com um erro na conversão dos castelos) e na segunda já se jogou mais a sério. O Ricardo fez equipa com o Neonaeon e eu com a Cat Ballou.

Eu consegui uma vantagem ténue no verde e vermelho mas tive a sorte de não sairem muitos mais cubos dessas cores aos outros e pude manter essas maiorias até ao fim. O Ricardo levou os amarelos do início ao fim, tendo sido perseguido pela Cat Ballou que dominava o Rosa por troca com o Neonaeon. Este levava o azul bem controlado ao início, mas acabou por perdê-lo para mim. Essa perda de controlo sobre a cor azul acabou por ditar o fim do jogo pois permitiu-me converter dois castelos brancos para negro e assim esgotar a nossa reserva de 10 e ganhar o jogo.

É um jogo eminentemente táctico, com possibilidade de grandes reviravoltas no controlo das províncias. O factor aleatório é algo forte mas não posso dizer que tenha sentido que não tinha qualquer controlo sobre o que fazia. Acho que acaba por ser equilibrado sem ser um primor na comparação com outros jogos de area majority, como, por exemplo, El Grande ou Mykerinos. Dá para passar um bocado e achei piada à ideia de se jogar em equipa com quatro mas individualmente a dois ou três. A revisitar...

Algum tempo depois terminaram o Ticket to Ride e o Tigris. Creio que quem os experimentou pela primeira vez gostou. Espero que o contingente de Matosinhos continue a aparecer e cresça connosco.

Para a semana veremos...

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Asae era mesmo brincadeira!

Mas parece que se saiu bem e a malta curtiu...

 

Herrar é umano.

Dido

Mallgur escreveu:

 ao saudoso Neonaeon (tens que aparecer mais vezes, pá!)

 ...

 

pois tem ! (e Cª ilimitada)

"- O que não é como eles parece-lhes contra eles - comentou amargamente Zenon." Marguerite Yourcenar

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