o blogue de Rick Danger

Retrato de Rick Danger

enfim Heroquest

Há muito tempo que este famoso clássico da Issaries me estava a escapar. Mais do que arranjar os livros - que estão muitas vezes fora de stock - o que eu queria mesmo era jogar, experimentar o sistema e ver se era tudo o que prometia ser. Por isso, agradeço ao Palinhos e ao Fabiano - dois roleplayers veteranos do Porto - que, apesar de agora estarem bastante ocupados com a vida real, conseguiram enfim uma tarde para o Palinhos mestar e põr em prática o seu material de Heroquest.

Retrato de Rick Danger

The D&D experience

Para quem ainda não sabe, eu trabalho na Arena Porto, a loja de jogos que a Devir tem na Invicta.
Na semana passada, encontrei um grupo de miúdos que tinham comprado uma série de miniaturas de D&D e resolveram experimentar o RPG e comprar o Player's Handbook.

Para quem ainda não sabe, eu comecei a rolar os meus primeiros dados como um fan-boy de Vampire, torcendo o nariz a D&D e ao seu vasto legado. Talvez não há muito tempo atrás, eu diria que, principalmente para um grupo de miúdos que pouco sabe ler inglês e ainda está a aprender o que são percentagens, D&D seria o pior RPG do mundo para começar. Felizmente, já aprendi que não há só uma maneira de jogar roleplay e, mais do que isso, que o importante é o entusiasmo por aquilo que achamos que conseguimos fazer com umas horas bem passadas entre amigos.

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Pastéis da Forja - Motivação

menu 1: As Posturas

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menu 3: Motivação

É normal alguém responder à teoria sobre RPGs - que por vezes se torna necessariamente longa - dizendo que não vale a pena tanta coisa, que o importante é cada um se divertir e que gostos não se discutem. Há, de facto, um certo esforço empreendido numa abordagem quase académica ao roleplay para à qual, muitas vezes, não temos paciência.

Por outro lado, a questão do divertimento não é tão linear assim, a menos que alguém consiga jogar sozinho. É óbvio que a motivação por trás de isto tudo é "diversão", mas, a partir do momento em que um RPG envolve a interacção de diversas pessoas, esta palavra pode ter significados bastante diferentes para cada um. Em cada sessão, gostos, na verdade, discutem-se.

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Pastéis da Forja - Mestres e Jogadores

No que vimos da teoria anterior, nada indica que um jogo de roleplay tem que ter, necessariamente, um mestre-jogo e jogadores, ou seja, um único participante que assuma a postura de director. No entanto, todos sabemos que isto é bastante comum, alguns diriam que é mesmo a única forma de jogar.

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Pastéis da Forja - As Posturas

Já dizia a minha avó que a teoria nos RPGs é como os pastéis: são só uma estrutura, não sabem a nada, mas pode se meter lá dentro o que se quiser :)
Queria falar de algumas ideias que me ajudaram a olhar o roleplay com uma perspectiva mais clara e abrangente. Não vejo razão para estas supostas teorias não poderem ser discutidas fora de uma pequena e obscura elite. Com isto, é minha humilde pretensão pô-las em português que se entenda, tentando explicá-las o melhor que souber.

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o mito do mestre-jogo

Imaginemos um grupo de jogadores que se está a formar por sua própria iniciativa, tentando evoluir a partir das suas primeiras sessões, baseados nos livros que arranjaram e no pouco que percebem do que lêem na net.

Há sempre alguém que está mais interessado, capaz ou disponível para experimentar mestrar para os amigos. A dinâmica que se for criando dentro do grupo vai determinar o que é para eles jogar um RPG e o que é que estão dispostos a fazer para isso. Também é determinante qual o jogo em concreto com que se vão iniciar, mas vamos partir do pressuposto que existe, de facto, referência a um mestre-jogo no sentido mais tradicional do termo.

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ausência estatística

Com já podem ter reparado, a minha presença online tem decaído de nível "Exalted" para nível "Wraith" :) Vários projectos e artigos estão em standby, pendentes pela fatídica falta de tempo que todos nósconhecemos eventualmente.

Mesmo assim, não queria deixar de contribuir para o portal com qualquer coisa, até porque tenho reparado, com uma certa pena - sendo eu nortenho de coração e gostando das pessoas com que jogo - que a malta cá de cima sofre de qualquer coisa estranha que faz com que não participem nestes foruns tanto como poderiam. Não só aqui como no  l5r.turnodanoite.com, no vampire.slamo.net/board, no www.magicportugal.net ou outros assim, dá a ideia que só há gamers deCoimbra para baixo.

Isto leva-me a pensar numa das peculariadades do nosso bem amado hobbie, uma que os distingue dos outros, tais como colecção de selos, golfe ou aeromodelismo. Que me lembre, em todas as formas de entretenimento que podem ser consideradas um hobbie, ou se está ou não se está. Quero dizer, ou se vai ao cinema regularmente ou não se vai. Ou se faz musculação ou não. Ou se junta latas e caricas ou não. Há um certo degrau de comprometimentono qual a grande maioria desse conjunto de pessoas se encontra.

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magna incertum

Muitas e boas discussões já encontramos neste nosso forum. Por mais polémicas que sejam, diga-se que, felizmente, se tenta partilhar sempre do melhor bom senso e sem ofender ninguém. Por isso, é com pena que vos conto como um dos posts aqui discutidos tornou-se motivo para pararmos a nossa jovem série de Ars Magna.
http://www.abreojogo.com/arsmagna <--- para quem não conhece

Não há muito a explicar. Duas das jogadoras não gostaram do que leram sobre os episódios, uma quis sair da campanha e, assim, decidiu-se parar as sessões.

Parece-me que não foi tanto um desagrado em relação aquilo que foi dito, mas em relação ao tom e às circunstãncias. Assim, para mim, é-me difícil encontrar uma relação entre um desentendimento com alguém e deixar de jogar. Já conversamos e disse isto mesmo. Se o problema é entre duas pessoas, sair da situação que o torna evidente  pode ser prático, mas, se vão voltar a jogar, noutra campanha que seja, o problema há-de surgir novamente.

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good to be a gamer

Actualizando a minha apresentação, neste Verão encontro-me a mestrar, para além da campanha "The Seasons Five" para L5R, a nocturna crónica "House of Cards" para Requiem, uma aventura para Star Wars entitulada "Rise of Mandalor" e uma tentativa de PTA, o famoso "Ars Magna". Para muita pena minha, não voltei a jogar Call of Cthulhu e acho que vou ficar só como GM durante uns tempos.

Tinha ficado de dar uma breve biografia da minha persona jogadora, o meu curriculum gamer.
Tudo começou, há muito tempo atrás, quando recebi de prenda um ZX Spectrum...
Ok, vamos passar um bocado à frente, depois do vício dos joguinhos e de me ensinar a jogar xadrez, fui ter ao famoso Magic: the Gathering. Isto é importante, não necessariamente pelo jogo em si, mas por descobrir muitos outros cromos como eu que gostam destas coisas.

Além disso, havia ainda muitas coisas a passar-se à volta das cartinhas, nomeadamente gente estranha reunida à volta de uma mesa a olhar para folhas cabalísticas e a atirar dados com demasiados lados.

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The Quest for Autumn

"I cannot rest from travel
I will drink life to the lees
I am become a name
For always roaming with a hungry heart
Much have I seen and known
And drunk delight of battle with my peers