Como (não) vender jogos

Local e momento: Cerca do meio-dia de hoje naquela loja do 2º andar do Colombo perto dos cinemas que vende jogos, bd, revistas e merchandising. Convém referir que os jogos estão em exposição a 1m do balcão da loja, mesmo em frente ao lojista.

Quem: Eu, a empregada da loja e uma família composta por mãe, avó e neta.

 

A mãe: Estes jogos são tão giros.

Diz isto claramente sem saber nada dos jogos. Após alguma esitação dirige-se à empregada e pergunta-lhe pelos jogos. Evasivas da empregada que não menos claramente é totalmente ignorante sobre os produtos que está a vender.

A mãe, de novo voltada para os jogos: São tão giros. São jogos de computador?

Aí eu tive de intervir. Olhei para os jogos e recomendei vários. A mãe e a avó estão fascinadas. A mãe não para de dizer que são muito giros. Pergunto se é para rapaz e ela diz que é para uma rapariga de 12 anos. Recomendo o Carcassonne. Depois menciona uma menina mais nova. Recomendo o Heck Meck. Fala do primo. Lá vai o Carcassonne Hunters & Gatherers. A avó gosta muito de Alhambra e está fascinada com o jogo do mesmo nome.

No fim elas saíram dali com os dois Carcassonnes, o Alhambra e o Heck Meck, pelo menos. Não vi se levaram também o Catan. Mesmo ao sair meti-lhes na mão a caixa de introdução do DD4.

A minha impressão é que elas compraram pelo menos 100€ em jogos mas podem ter comprado mais.

Porque eu lhos vendi. A lojista, atrás do seu balcão, não tinha vendido uma caixa, demasiado preocupada com revistas que valem 3€.

E nem teve a decência de me agradecer, apesar de ter assistido a toda a cena que decorreu a menos de 2m dela.

 

Devo dizer que isto me deixa danado. Eu voltava a fazer o que fiz para promover o hóbi e ajudar pessoas que têm interesse e querem comprar jogos. Eu vi que aquela mãe vai dar os jogos aos filhos e sobrinhos e vai acabar a jogá-los. Se ela gostar deles vai tornar-se compradora habitual.

Um destes dias em que tenha tempo passo lá e vou falar com o dono ou gerente e dar-lhe uma descasca das grandes.

Sérgio

Opções de visualização dos comentários

Seleccione a sua forma preferida de visualização de comentários e clique "Gravar configuração" para activar as suas alterações.

fizeste muito bem

smascrns escreveu:

Porque eu lhos vendi. A lojista, atrás do seu balcão, não tinha vendido uma caixa, demasiado preocupada com revistas que valem 3€.

Bom, já sabemos que a culpa não é da empregada. Em geral, o modelo de trabalho dos tempos que correm tende a põr o funcionário a tratar de cada vez mais coisas com cada vez menos remuneração. Se só vendem revistas e jogos, ainda falta os gelados, charutos, telemóveis, DVDs, acesso internet e lugares de garagem :)

Ainda me lembro dos bons velhos tempos em que ainda me pagavam para fazer demonstrações por esses sítios. Alguma vez chegará o tempo em que o jogos de tabuleiro se venderão sozinhos?

Que a vendedora não saiba

Que a vendedora não saiba grande coisa dos jogos até aceito, embora aquela seja uma loja razoavelmente especializada pelo que o pessoal devia pelo menos ter uma ideia dos produtos que vende. O que não aceito é a falta de atenção para um cliente que ajuda outro cliente e consegue vendas para a loja de um montante interessante. Mesmo se eu não comprei nada para mim. Nós estávamos a uma distância de 2m máximo.

Sérgio Mascarenhas

Sérgio

grande compradora

smascrns escreveu:

 Mesmo ao sair meti-lhes na mão a caixa de introdução do DD4.

A minha impressão é que elas compraram pelo menos 100€ em jogos mas podem ter comprado mais.

 

A senhora ficou com o teu contacto? ;)

Pareces ser capaz de lhe vender toda e qq coisa. Aproveita e vende-lhe um Rolls, uma casa no Troia-Resort...

Nem todos terão a tua habilidade (e encanto?) nem todas as mães terão o $poder$ daquela :D...

 

Resta saber se os jogos irão realmente ser jogados/conhecidos...mas pelo menos a semente foi lançada ... boa joga !

 

"- O que não é como eles parece-lhes contra eles - comentou amargamente Zenon."

"The world is big. May it please the One who perchance Is to expand the human heart to life’s full measure".

Marguerite Yourcenar

 

"- O que não é como eles parece-lhes contra eles - comentou amargamente Zenon." Marguerite Yourcenar

[img]http://www.boardgamegeek.com/jswidget.php?username=zenao&numitems=8&text=none&images=small&am

Acho que é uma questão de

Acho que é uma questão de respeitabilidade. Um tipo de 40 e tais a dizer que aqueles são os jogos que compra para o filho vende melhor do que um rapaz de 20 ou 30 anos. É como na venda de carros e casas, querem-se vendedores de meia-idade.

Sérgio Mascarenhas

Sérgio

Há uns tempos atrás na

Há uns tempos atrás na minha loja também aconteceu uma cena dessas, mas foi mais engraçado. Estava uma pessoa a ver os jogos de tabuleiro e de repente outro cliente aproximou-se e disse esse jogo é muito engraçado e tal... e nem me deu hipótese de atender a pessoa em questão.
Pegou no jogo, pagou e foi com um sorriso para casa :)

 

www.clubotaku.org | www.drkartoon.com

Enfim...

...é o tipo de comércio que temos. É só trabalhadores não-qualificados a receberem uma treta de ordenado e que obviamente não se preocupam muito. Eu percebo os empregados, o modelo de loja que os donos/gerentes impõe nestas lojas é que deixa a desejar.

--

O que contas

Infelizmente é mais uma prova do que eu tinha referido :(

Firepigeon escreveu:

- Colombo - Tema - continua a apostar nos CCG's, TMG's, TCG's e afins, mas também contém alguma variedade de Jogos de Tabuleiro, mas continua a pecar pelos empregados que continuam sem fazer a mínima idéia do que estão a vender.

Últimas jogatinas:

Negating the unforeseeable is utterly unrealistic, and scrambling to deal with problems is indeed a game skill.

Eu li a tua entrada. A

Eu li a tua entrada. A minha experiência nas lojas que referiste e que eu conheço é praticamente a mesma.

Aliás, sempre foi para mim um mistério porque é que os jogos de tabuleiro apareceram nas lojas em que apareceram. Eu comprei vários aqui há uns anos (da série Cry Havoc) na loja de charutos e companhia ali no Continente, ex Carrefour. Na altura não se vendiam jogos noutros sítios e nunca percebi porque é que os vendiam ali. Não devia ser por causa das vendas pois os jogos nem tinham quase saída.

A loja mudou de lugar no Continente e hoje até oferece uma boa selecção e dá-lhes bastante destaque na montra. Ainda não compreendi porquê. Deve haver alguém por detrás da loja que gosta de jogos e de os pôr à venda.

Sérgio Mascarenhas

Sérgio

pois...

Isso é o que se passa um pouco por todos os sítios onde se vendem jogos de tabuleiro. As pessoas não conhecem. Mas a culpa não é tanto dos empregados que não têm quaisquer instruções relacionadas com os títulos em exposição. Prefiro atribuir alguma responsabilidade aos gerentes dessas lojas que se estão a borrifar e que provavelmente nunca jogaram a nenhum desses produtos. Agora acho que estás a ser injusto com os empregados. Se o patrão não sabe e não se interessa por saber, porque é que os empregados se vão dar ao trabalho? Além disso, apesar dessa informação estar disponível facilmente na net, exige algum trabalho de pesquisa. Pergunto? Cabe ao empregado fazer essa pesquisa? Parece-me que as culpas devem recair sobre os distribuidores e pelos gerentes. Acho sinceramente que a coisa se podia resolver facilmente se os distribuidores, seja a Runa seja Netsurf (falo das mais importantes) fizessem um catálogo onde falassem dos jogos que distribuem. Nem era preciso ser nada complexo, mas apenas dar a conhecer o que está na caixa e o objectivo a que o jogo se propõem. Isto para que a Sra pudesse, de alguma forma, ter a informação que lhe deste disponível. Bastava um pequeno catálogo para consulta.
Mas também já assisti a uma cena dessas no Corte Inglês. A propósito de heroscape e outro jogo qualquer. “Este tem bonecos e este não”

Eles a dar-lhe...E a mula a fugir!

hugocarvalho escreveu:

Acho sinceramente que a coisa se podia resolver facilmente se os distribuidores, seja a Runa seja Netsurf (falo das mais importantes) fizessem um catálogo onde falassem dos jogos que distribuem. Nem era preciso ser nada complexo, mas apenas dar a conhecer o que está na caixa e o objectivo a que o jogo se propõem. Isto para que a Sra pudesse, de alguma forma, ter a informação que lhe deste disponível. Bastava um pequeno catálogo para consulta.

Hugo,
Peço desculpa, mas quem te garante que nós, Runadrake, não o fazemos?
Porque é que as distribuidoras têm de ser sempre culpadas de tudo o que os seus clientes fazem de errado?
Já pensaste que nós tentamos dar o máximo de feedback possível sobre os jogos, forma de vender, inclusive dar formação, etc, mas que não podemos forçar os clientes a agir desta ou daquela maneira? Quanto muito aconselhamos, mas a decisão é sempre do cliente.
A posição de apontar sempre o dedo a quem coloca o produto nos canais de venda é muito confortável, mas terrivelmente naïf. Por muito que te custe ouvir (ou neste caso, ler), não é assim que as coisas se processam.
Coisas de bastidores são isso mesmo.

Cpts,

Regina Fernandes

Runadrake
Tel.: 934770693

Runadrake (TM) Tel.: 934770693 Site: www.runadrake.com e-mail:

e a mula sou eu?

Se queres que te diga é-me completamente indiferente se vendem 10 como 1000 jogos de tabuleiro numa determinada loja. Na verdade não ganho nada com isso. Mas temos de ser realistas, quem quer comprar um jogo de tabuleiro não sabe o que comprar se não for dar, primeiro, uma volta pela internet ou então tenha a sorte de estar no mesmo local e na mesma hora que o Smascrns :)
Repara que a Runa teve uma loja aberta ao público e nessas condições era possível dar algum esclarecimento sobre um determinado jogo. Agora, sem esse espaço, as únicas formas de um cliente saber o que pretende comprar é através da boa vontade do empregado. Essa é a realidade. Imagino que até se tenham disponibilizado para dar algum esclarecimento sobre os jogos que colocam à venda e acho que fazem bem, mas a verdade é que quem vende não sabe o produto que está a vender. O consumidor está-se a borrifar para de quem é a culpa. Na dúvida compra o Monopólio. Nesse sentido acho que, se os vossos clientes não se mostram interessados em aprender pelo menos façam um catálogo, coisa simples, só para servir de consulta.
Repara que mesmo o vosso site está em inglês e toda a informação está disponível em inglês. Isso também não ajuda muito.
Mas em compensação, acho que o vosso trabalho no Ticket to Ride está excelente. Lá está, uma pessoa pega na caixa e percebe o que lá esta dentro. Porque não fazer isso para todos os jogos que colocam no mercado? Não falo da tradução, mas de informação. E tens de concordar que, por alguma razão, a informação não passa.

Não, a mula somos mesmo nós!!!

Agradeço o teu elogio sobre o Ticket to Ride.
Quanto ao resto, entendo perfeitamente o que queres dizer.
Mas esse catálogo existe de facto, e se o cliente não o usa, não nos podemos responsabilizar. Esforçamo-nos para colocar o máximo possível de informação em Português para vencer a barreira linguística, mas mesmo assim não podemos afiançar que esse catálogo seja consultado!
Quanto à tradução do site, aí sim, temos de assumir a responsabilidade de a informação ainda não estar em Português, mas traduzir leva o seu tempo, como sabes, e não se consegue tocar todos os burrinhos ao mesmo tempo (hoje a imagética está a ser recorrente :P).
O que penso que queres dizer com informação é também divulgação, e se calhar também marketing, e aí temos de facto um longuíssimo caminho a percorrer. Mas se puderes ser um bocadinho mais específico, agradecia.
Só chamo a atenção que estas coisas demoram tempo e exigem imensa paciência, isto não muda de uma hora para a outra.

Cpts,

Regina

Runadrake
Tel.: 934770693

Runadrake (TM) Tel.: 934770693 Site: www.runadrake.com e-mail:

A lógica da coisa

As lojas onde eu vou com frequência são a Tema e a Charutos & Cia (?) no Colombo; a loja do Continente de Telheiras; e as FNAC.

Se descontarmos as FNAC há algo que é curiosamente comum às outras três lojas. Eu explico:

Tema - os jogos de tabuleiro estão empilhados no chão em local de passagem. Quase parece que a sua função é limitarem o espaço livre para haver gente na loja a ver revistas, livros e, quem sabe, a meter um ao bolso por «distracção».

Charutos & Cia - os jogos são expostos com destaque na montra mas a loja tem um conjunto tão limitado de produtos expositáveis que não estão a tirar lugar a nada, antes estão a encher espaço livre. No interior da loja estão postos lá no alto das prateleiras onde não se pode chegar sem escadote, ou seja, estão a preencher espaço vazio.

Continente - Os jogos estão expostos no fundo da montra, mais uma vez a preencher espaço vago e não utilizável para outros produtos. No interior estão empilhados na varanda interior, espaço aonde quase ninguém vai.

A minha impressão é esta: as lojas têm os jogos em stoque porque têm espaço livre e não utilizável para produtos com maior saída. Oras as lojas não fazem qualquer esforço de promoção e nem conhecem os jogos. Isto quer dizer que elas vendem fundamentalmente aos convertidos. Quem lá vai comprar jogos de tabuleiro sabe ao que vai e sabe o que quer.

Vejamos ainda. Um jogo de tabuleiro tem um preço médio entre 20€ e 50€. É assim uma boa venda quando comparado com revistas ou jogos de cartas. Mas há mais. No espaço de um jogo de tabuleiro colocam-se dezenas de revistas e dezenas ou centenas de pacotes de cartas. E estas vendem muito mais. Os jogos de tabuleiro têm formatos esquisitos, pelo que não é possível estandardizarem-se expositores. Portanto em termos de utilização do espaço os jogos de tabuleiro dificilmente são mais rentáveis do que os outros produtos que estas lojas vendem. Seguramente que até são bastante menos. E se se venderem vão obrigar a espaço de stocagem em armazém, o que aumenta o problema em lojas de centro comercial que têm muito pouco espaço para este efeito.

Em suma, bem analisado o comportamento das lojas até tem lógica.

Depois temos os importadores e distribuidores. Os jogos vendem pouco quando comparados com outros produtos de consumo ou entretenimento. Além do investimento na importação dos jogos, há o investimento em tradução de regras, materiais promocionais, formação, etc. Há que vender muito para o poder fazer (como refere a Regina da Runadrake). Ora são poucos os importadores que se podem dar a estes luxos e só a Devir se pode dar ao de colocar um anúncio a cores na revista do Expresso. Há um imenso caminho a percorrer até se ter os jogos de tabuleiro de que nós gostamos ao lado do Monopólio, do Risk ou do Trivial Pursuit à venda nas grandes superfícies. As coisas caminham para lá, felizmente.

O comportamento dos importadores/distribuidores/revendedores tem lógica? Do meu ponto de vista, tem.

Depois há os amadores/fans/jogadores de jogos de tabuleiro. Como sempre, são estes os grandes divulgadores. Como em muitas outras coisas, divulgação é algo que exige tempo e esforço. Não, sítios como o abreojogo.com e os encontros locais que vão proliferando não são divulgação. Eles funcionam sobretudo como templos onde se dá o sermão aos convertidos. São necessários, não haja dúvida, mas não são espaço de divulgação.

Os amadores/fans/jogadores quando querem divulgar o seu hóbi juntam-se para esse efeito e criam estruturas a tal adequadas. Por exemplo, uma associação...

Espera aí. Há tempos eu perguntei aqui no abreojogo.com se haveria interesse numa associação de divulgação do hóbi. Foi-me detalhadamente explicado que não.

Tem lógica?

Sérgio Mascarenhas

Sérgio

As 7 diferenças

smascrns escreveu:

Não, sítios como o abreojogo.com e os encontros locais que vão proliferando não são divulgação. Eles funcionam sobretudo como templos onde se dá o sermão aos convertidos. São necessários, não haja dúvida, mas não são espaço de divulgação.

 

Compreendo a tua perspectiva sobre este assunto... o facto dos encontros locais não servirem de divulgação, mas julgo que tem muito a haver com o meio em que cada um está inserido e a sua realidade.

Por curiosidade (e para ver se de facto percebia melhor a tua perspectiva) fui ver o teu perfil e entendi.... estás na Índia, o que realmente me parece ser o local menos indicado para servir de amostra da realidade dos encontros locais realizados em Portugal.

Assim de repente estou a ver uma evolução significativa nos moldes em que os encontros se realizam... vejamos:

- Porto - Ao que parece os encontros sempre se realizaram em locais públicos e o número de participantes é crescente. Visibilidade do hobby: *****

- Lisboa - Até há bem pouco tempo os encontros realizavam-se num local privado, mas numa loja da àrea. Visibilidade do hobby: ***

Entretanto passaram para um local público. Visibilidade do hobby: **** (ainda necessita algum tempo para firmar uma posição).

- Aveiro - Encontros realizam-se em casa particular. Visibilidade do hobby: * (no entanto pelo facto de existir um blog actualizado com bastante frequência e com artigos e entrevistas de qualidade) Visibilidade do Hobby: **

- Leiria - Mesma situação de Aveiro, com o acrescido mérito da Organização do Encontro Nacional. Visibilidade do Hobby: ***

- Coimbra - Recente mas em crescente e com boas perspectivas. Visibilidade do Hobby: **

- Abrantes - Embora sendo um local público falta massa dinamizadora. Visibilidade do Hobby: **

 

Ainda temos Bragança a surgir no panorama, num local público e através de uma Associação, e Os encontros da Linha do Estoril que partem para um local público (falta confirmar).

Isto para não falar das muitas iniciativas que vão sendo feitas junto de escolas por membros do AoJ. Recentemente pelo Abruk em Aveiro e pelo Mallgur e mais 3 elementos do grupo do Porto (esta não noticiada no AoJ e que decorreu na escola Secundária da Lixa).

Ainda com aparições em TV fruto da dinâmica dos grupos no AoJ.

À semelhança de milhares de Associações por esse País fora que não têm qualquer tipo de visibilidade pelo facto de serem Associações, não vejo aqui a necessidade de constituir uma, até porque se trata de um hobby e não de uma empresa. A divulgação comercial deve ser feita por que tem esse interesse e não pelos praticantes. Os praticantes fazem-no por gosto em ter mais gente com quem jogar e estão-se borrifando para as quesílias comerciais... até porque os "aficionados" arranjam sempre forma de comprar os jogos, seja aqui em portugal, seja em Espanha ou na Alemanha.

 

Agora não me venhas dizer que os encontros semanais não têm visibilidade e não contribuem para a divulgação do hobby... a minha realidade diz que sim, mas tenho que sair de casa e fazer uns kms... se a tua realidade é diferente é um problema que podes tentar mudar... a jogar fora de casa, a constituir uma Associação, como quiséres.... mas não venhas meter tudo no mesmo saco.

 

«Mais vale estar calado e julgarem-te um idiota, do que abrir a boca e dissipar todas as dúvidas.»

Herrar é umano.

Local vs. global

Não, não estou na Índia há mais de um ano e definitivamente em Lisboa desde o fim de Março. Obrigado pela dica, tenho de actualizar o meu perfil.

Nota, eu não estou a atacar os jogadores que organizam e participam nos encontros. Por outro lado apenas conheço os de Lisboa quando decorriam na Runa e é com base nisso que falo mas penso que o panorama não será muito diferente noutros sítios. Os encontros a que assisti eram para o pessoal jogar, não eram para divulgar o hóbi. Tudo bem com isso, apenas constatar que não funcionavam para divulgação.

O facto de os encontros serem visíveis não quer dizer que eles contribuam para a divulgação. A única forma de medir isto é contar cabeças: quantas pessoas das que participam nos encontros estão pela primeira vez a defrontar-se com os jogos de tabuleiro? O encontro até pode ser num centro comercial com centenas de pessoas a olhar mas se elas olham, não participam, não se informam e saiem dali a pensar que é um encontro esquisito de algo que não perceberam de todo a divulgação foi zero.

Seria interessante os organizadores dos encontros referirem quantas pessoas: 1) participam pela primeira vez levadas por amigos; 2) se inseriram no encontro no momento só por curiosidade. Assim já podíamos ter uma ideia.

Sérgio Mascarenhas

Sérgio

Todos são importantes

Realmente percebo-te quando dizes que os encontros são para jogar e não para divulgar. É verdade que a maior das vezes, as pessoas que aparecem são trazidas por um conhecido, mas posso garantir-te que é divulgação dissimulada: esse é o momento do anzol . A grande questão é a sua reacção depois:

- Ou não voltam a pegar no assunto porque não acharam grande piada, e/ou não querem encaixar isto na sua vida. Talvez ainda voltem a fazer mais umas tentativas...

- Ou tornam-se pessoas que começam a adquirir jogos, e dar a conhecer a mais pessoas (e talvez até traze-las). (REPEAT LOOP)

Em qualquer um dos casos, e dado o espirito dos grupos abertos a todos os participantes, as pessoas perdem parte do preconceito ao hobby ("o meu amigo não é assim tão maluquinho e não é o único"), e quem sabe um dia numa montra, apontam para um jogo e o comprem/recomendem para alguem: isto é divulgação/informação! E sei por experiencia que é isto que acontece.

Relativamente ao abreojogo, nos encontros de Lisboa já apareceram algumas pessoas vindas daqui (e chegaram aqui a partir de buscas na net). Por isso nesse aspecto ajuda na divulgação: talvez para ti seja pouco, mas ainda assim... divulgação.

Mas não é essa a maior arma do abreojogo: por ser onde muitos divulgadores se encontram, torna-se um veiculo de comunicação muito rápido e acessivel, para trocarem experiências, ajudar a aprender o que resulta e o que talvez não resulte. A cada dia que passa, aparecem mais pessoas com opiniões formadas (cada opinião no seu diferente tom de cinzento), pessoas que se tornam membros mais activos na comunidade, dispostos a participar em acções de divulgação, em pensar em iniciativas,.... No fundo ajuda a aparecer cabeças conscientes, e com tantas opiniões diversificadas, haveremos de encontrar um caminho menos mau (que nunca irá ser o ideal para todos).

Não é um processo rápido, mas o crescimento bem visivel em número de participantes, indica que é em boa parte graças ao esforço dos maluquinhos (ajuda sabermos que o nosso peixe é de qualidade).

Naturalmente que fica ao criterio de cada um o grau de crescimento que pretende para o seu hobby. Crescer vai de certeza.

Obrigado pelo lançamento do tópico, pois estas discussões ajudar-nos-ão a saber as diferentes opiniões sobre as muitas vertentes do hobby. Achei-a muito elucidativa.

Vamos lá ver...

Creio que a tua lógica tem alguns problemas... Ou pelo menos temos formas diferentes de analisar as mesmas situações.

Não percebo a lógica de ter um produto sem intenção de o vender. Não acho que havendo espaço para dezenas de revistas ou baralhos de cartas que se vendem garantidamente faça sentido ocupá-lo com jogos que não se querem realmente vender. Principalmente havendo tanta escassez de espaço e sendo a venda dos jogos tão bom negócio

Nesta lógica, não me parece razoável não fazer um mínimo esforço de promoção.

Já agora, quem sabe o que quer não vai a estas lojas pagar mais. Compra online.

Citação:

Em suma, bem analisado o comportamento das lojas até tem lógica.

Não concordo, evidentemente.

 

Citação:

O comportamento dos importadores/distribuidores/revendedores tem lógica? Do meu ponto de vista, tem.

Por isso é que eles fazem esforço de divulgação. Podem não fazer tanto como gostaríamos, podem não ter a receptividade que acharíamos lógica nas lojas, mas fazem-no. Uns mais que outros...

Citação:

Não, sítios como o abreojogo.com e os encontros locais que vão proliferando não são divulgação. Eles funcionam sobretudo como templos onde se dá o sermão aos convertidos. São necessários, não haja dúvida, mas não são espaço de divulgação.

São sim. O simples crescimento do grupo do Porto é exemplo disso. Não acontece todos os dias e não temos sempre gente nova a participar, mas, de vez em quando, lá aparece alguém novo. Lá aparece alguém que pergunta o que é aquilo...

Mas há sempre mais para fazer, isso é certo. Estamos a pensar fazer no Porto um cartaz para ter exposto nos encontros em locais públicos a convidar as pessoas a aprenderem um jogo novo. Para potenciar a divulgação que já existe.

 

Citação:

Os amadores/fans/jogadores quando querem divulgar o seu hóbi juntam-se para esse efeito e criam estruturas a tal adequadas. Por exemplo, uma associação...

Espera aí. Há tempos eu perguntei aqui no abreojogo.com se haveria interesse numa associação de divulgação do hóbi. Foi-me detalhadamente explicado que não.

Tem lógica?

Se retirares a premissa errada que uma associação é necessária para isso, passa a ter.

Outra forma de tentares perceber isto é pensares nesta comunidade como uma.

Afinal, uma associação não tem que ter existência jurídica para ser uma associação. Basta que haja uma união de vontades num sentido comum. E isso é o que fazemos aqui... Juntar-mo-nos em grupo, a organizar encontros em Leiria, Abrantes, Porto, Coimbra, Bragança, a dar entrevistas para jornais, rádios e televisões. A divulgar o hobby....

Começar de terças à noite sozinho numa loja até grupos de mais de vinte a jogar, num só ano? E tudo isto sem uma associação! Impossível, certamente. Ou talvez não... depende da lógica que cada um opta por usar.

-

Gamer profile

... e rever

Citação:

Não acho que havendo espaço para dezenas de revistas ou baralhos de cartas que se vendem garantidamente faça sentido ocupá-lo com jogos que não se querem realmente vender. Principalmente havendo tanta escassez de espaço e sendo a venda dos jogos tão bom negócio

E? Eu disse o contrário? Não me parece. Nos três exemplos que usei apontei precisamente para o facto de os jogos de tabuleiro estarem a ocupar espaço livre porque não adequado a produtos mais vendáveis. Seguramente que se os donos das lojas tivessem uma aplicação economicamente mais produtiva daquele espaço mandavam os jogos às malvas. É claro que se a venda dos jogos dessem maior rendimento também lhes davam mais e melhor espaço.

Citação:

Nesta lógica, não me parece razoável não fazer um mínimo esforço de promoção.

A promoção tem custos. Se as vendas não os justificarem, para quê tê-los?

Citação:

Já agora, quem sabe o que quer não vai a estas lojas pagar mais. Compra online.

Tens a certeza? Conheço imensa gente que não faz compras destas na net, mesmo gente que usa a net para compras à muito tempo. Como qualquer manuel 101 de marketing e vendas dirá, os comportamentos dos consumidores são muito diversificados e há espaço para tudo.

Citação:

Por isso é que eles fazem esforço de divulgação. Podem não fazer tanto como gostaríamos, podem não ter a receptividade que acharíamos lógica nas lojas, mas fazem-no. Uns mais que outros...

Mais uma vez... o que eu disse.

Citação:

Não acontece todos os dias e não temos sempre gente nova a participar, mas, de vez em quando, lá aparece alguém novo. Lá aparece alguém que pergunta o que é aquilo...

Repito-me mas aqui vai: o que eu disse. Apenas o confirmas. O que dizes só permite concluir que os encontros não são encontros de divulgação, são encontros de jogadores já «adquiridos» para o hóbi. Marginalmente e por acaso permitem a divulgação. Não há nada errado nisto, é simplesmente uma questão de dar o nome aos bois.

Citação:

Mas há sempre mais para fazer, isso é certo. Estamos a pensar fazer no Porto um cartaz para ter exposto nos encontros em locais públicos a convidar as pessoas a aprenderem um jogo novo. Para potenciar a divulgação que já existe.

Boa, espero que funcione.

Citação:

Se retirares a premissa errada que uma associação é necessária para isso, passa a ter.

Outra forma de tentares perceber isto é pensares nesta comunidade como uma.

Afinal, uma associação não tem que ter existência jurídica para ser uma associação.

Começando pelo fim, mas quem é que disse isso? Quanto à premissa errada, afinal em que é que ficamos, é preciso uma associação ou não? O que dizes ou é contraditório ou demasiado vago para ser útil.

Uma associação não é uma comunidade. E uma associação para a divulgação do hóbi tem objectivos definidos - independentemente da qualidade da sua implementação - que não se confundem com os de suporte a quem já joga.

Se não gostas da palavra associação, falemos em empreendimento. Por exemplo, o abreojogo é um empreendimento. Eu gosto muito do abreojogo mas este funciona muito pouco como veículo de divulgação do hóbi, pelo menos que eu veja. Não, não estou a atirar pedras a ninguém. Estou apenas a reconhecer um facto. Quem gere o abreojogo não tem que fazer mais do que faz se não quiser e ninguém lhe pode exigir mais, eu à cabeça.

Os teus encontros são um empreendimento. Funcionaram, parabéns. Hoje tens 20 a jogar. E se quiseres dar o salto para duzentos, como fazes? Na mesma base de hoje? Ou precisas de algo mais? (Nota: tu não tens de querer dar o salto para 200 nem ninguém to pode exigir, como é evidente.)

 

Sérgio Mascarenhas

Sérgio

Mas então resulta...

Fazer os encontros em locais públicos?!

Sempre é melhor cativar uns aqui e acolá pelo facto de se jogar num local público do que só jogar em casa dentro de 4 paredes.

A ideia de serem realizados em locais públicos é mesmo essa... divulgar, pelo menos cá pelo burgo.

Quanto ao salto para 200 já está a acontecer... caso não tenhas reparado... existem grupos novos a surgir, ou querias fazer encontros semanais com 200? Tipo seita religiosa (não que tenha algo contra)?

Afinal o que é que uma Associação institucional iria trazer de novo aos jogadores?

Pagamentos de quotas? Melhores preços na aquisição de jogos? Mais reuniões (para tratar de A, B e C questões)? Mais espaços onde jogar? Mais publicidade (aos jogos ou aos grupos)? Mais jogos em Português? O quê?

Quem iria TRABALHAR nessa Associação? Éh pá, trabalhar já me chega para ganhar o meu sustento e para comprar jogos! Por agora divirto-me com os jogos e esqueço o trabalho, se for para acabar o trabalho e depois ainda ter trabalho para me divertir... dispenso... vou mas é coleccionar selos!

Bem, bem, era convenceres os distribuidores a divulgar os locais dos encontros com um flyer dentro de cada jogo, isso é que era bem. odos saiam a ganhar.  Neste momento os jogos são comprados, e muitos acabam em casa de alguém que não tem pachorra para ler as regras ou acaba por não ter com quem jogar.

Se essas pessoas soubéssem de locais onde podem ir, talvez: jogássem mais e comprássem outros jogos porque os jogaram nos encontros.

E porque não, em vez de falar da moça que não foi muito educada e nem agradeceu a ajuda, fazer um flyer e entregar no local: um flyer a dizer que existem grupos onde podem jogar.

Quando andava a divulgar o Encontro no Porto foi isso que fiz, entreguei à gerente da Tabak e na Fnac do Gaiashopping os flyers e expliquei do que se tratava. Eles deram o seguimento que quiseram, mas pelo menos tentei (e não trabalho para uma Associação!).

«Mais vale estar calado e julgarem-te um idiota, do que abrir a boca e dissipar todas as dúvidas.»

Herrar é umano.

Resumindo...

smascrns escreveu:

E? Eu disse o contrário? Não me parece. Nos três exemplos que usei apontei precisamente para o facto de os jogos de tabuleiro estarem a ocupar espaço livre porque não adequado a produtos mais vendáveis. Seguramente que se os donos das lojas tivessem uma aplicação economicamente mais produtiva daquele espaço mandavam os jogos às malvas. É claro que se a venda dos jogos dessem maior rendimento também lhes davam mais e melhor espaço.

Bom... Disseste que o comportamento das lojas tinha lógica. Mas parece que eles têm os jogos só para ocupar espaços. E isso não me parece lógico do ponto de vista de vendas... só isso. Uma loja deve aproveitar todo o espaço que tem, na minha óptica, com produtos que quer vender. Se não os querem vender, para que os têm lá? Para ocupar espaço podem sempre pôr publicidade aos produtos que querem mesmo vender. Parece-me mais lógico...

E depois disseste que a venda de um jogo era uma boa venda. Mas continuas a afirmar que os jogos estão lá para ocupar espaço... então em que ficamos? É uma boa venda e por isso deve, acho eu que logicamente, ser promovida? Ou é uma simples ocupação de espaço e por isso justifica-se (embora eu não concorde) que não seja promovida?

Citação:

A promoção tem custos. Se as vendas não os justificarem, para quê tê-los?

Então para quê ter os artigos? Se não justificam a venda, e a venda implica promoção, mais vale nem os ter...

Citação:

Tens a certeza? Conheço imensa gente que não faz compras destas na net, mesmo gente que usa a net para compras à muito tempo. Como qualquer manuel 101 de marketing e vendas dirá, os comportamentos dos consumidores são muito diversificados e há espaço para tudo.

Tenho quase a certeza. Pelo menos os que conheço que procuram activamente fazer compra de jogos, fazem-no pela net. São aqueles a que chamamos "convertidos".

Quem não compra este tipo de artigo na net é um comprador de impulso... e esses não vão de propósito às lojas tipo tabacaria à procura de jogos... São os "infiéis" Foot in mouth

Citação:

Mais uma vez... o que eu disse..

E eu concordei... Mas fazendo o contraponto à tua análise em relação às lojas. A única diferença entre os distribuidores e as lojas é o ponto da cadeia de distribuição em que se encontram. Não há diferença em termos de objectivo final, vender. O que aqui vemos é que estes, distribuidores, fazem o esforço e aqueles, lojas, não.

Eu acho que o comportamento destes tem lógica, tal como tu. O daqueles é que nos faz ver as coisas de forma diferente. Tu achas lógico, eu não.

Citação:

Repito-me mas aqui vai: o que eu disse. Apenas o confirmas. O que dizes só permite concluir que os encontros não são encontros de divulgação, são encontros de jogadores já «adquiridos» para o hóbi. Marginalmente e por acaso permitem a divulgação. Não há nada errado nisto, é simplesmente uma questão de dar o nome aos bois.

Se traz visibilidade e novos elementos, é divulgação. Esse é o nome do boi. Porque o objectivo destes encontros não é só jogar. Também é divulgar. Por isso é que procuramos espaços públicos com visibilidade. Se quiséssemos só jogar, andávamos uns pelas casas dos outros e pronto.

Citação:

Boa, espero que funcione.

Obrigado. Com um pouco de sorte e paciência, há-de funcionar.

Citação:

Começando pelo fim, mas quem é que disse isso? Quanto à premissa errada, afinal em que é que ficamos, é preciso uma associação ou não? O que dizes ou é contraditório ou demasiado vago para ser útil.

O que eu disse foi que o comportamento que temos tem lógica.

Pela forma como escreveste e como já tinhas escrito antes fiquei com a ideia que estarias agora a usar alguma ironia para defender a criação de uma associação oficial como um passo lógico e necessário para a divulgação do hobby. Aliás, mais à frente voltas a fazê-lo. Depois aponto onde.

Citação:

Uma associação não é uma comunidade.

Foi só uma imagem para te facilitar a visualização da divulgação do hobby sem uma associação.

Citação:

E uma associação para a divulgação do hóbi tem objectivos definidos - independentemente da qualidade da sua implementação - que não se confundem com os de suporte a quem já joga.

E? Isso torna a divulgação impossível por outros meios? Porque não fazer as duas coisas ao mesmo tempo, como se tem feito e eu acho que com sucesso assinalável, até aqui?

or exemplo, o abreojogo é um empreendimento. Eu gosto muito do abreojogo mas este funciona muito pouco como veículo de divulgação do hóbi, pelo menos que eu veja.

</p><p>Eu vejo de forma diferente. Para mim começar com dois ou três membros num grupo e ter agora mais de 120 é o resultado de divulgação. Talvez expliques de outra forma...</p><p>[quote escreveu:

Não, não estou a atirar pedras a ninguém. Estou apenas a reconhecer um facto. Quem gere o abreojogo não tem que fazer mais do que faz se não quiser e ninguém lhe pode exigir mais, eu à cabeça.

Claro. Pessoalmente acho que dirigir o Abre o Jogo é mais do que algum de nós faz pela divulgação do hobby. Deve dar uma trabalheira do caraças e tudo por dedicação... Porque não vejo outro objectivo na existência do Abre o Jogo que não seja a divulgação.

Citação:

Os teus encontros são um empreendimento.

Não são meus. E não os vejo como um empreendimento. Posso ter sido eu a começar, mas gosto de pensar que não dependem de mim... a ideia do contrário assusta-me.

Citação:

E se quiseres dar o salto para duzentos, como fazes? Na mesma base de hoje? Ou precisas de algo mais? (Nota: tu não tens de querer dar o salto para 200 nem ninguém to pode exigir, como é evidente.)

Era aqui que me referia antes. Continuando.

Acredito que talvez um dia lá cheguemos... Não sei se estarei envolvido nessa altura, porém.

Se te recordares da outra vez que tivemos esta conversa, disse que uma associação poderia vir a ser necessária. Não para divulgar o hobby, que nessa altura já será quase automática, mas para permitir a coordenação de tanta gente e a organização diversificada de actividades que envolvam dinheiros, alugueres, patrocínios e outras coisas que a sociedade obriga a que sejam feitas entre entidades com existência jurídica.

Resumindo...

Em relação às lojas temos opiniões divergentes. Eu acho que não é lógico ter um produto para vender, ainda por cima sendo uma boa venda, e não fazer esforço para promover essa venda.

Em relação aos distribuidores estamos de acordo. Têm feito muito pelo hobby e, principalmente, pelo seu negócio.

Em relação a nós, jogadores, discordamos de novo. Eu acho que temos actuado com lógica e até inteligentemente...

Acho que temos percorrido um bom caminho. Acho que fazemos muita divulgação com os encontros e acredito que a maioria de nós faça o esforço de sair de casa para estar num local público, não raras vezes a fazer figuras ridículas com penas na cabeça, palminhas ao ritmo de We Will Rock You e a mexer pecinhas de madeira para trás e para a frente, em nome da divulgação mais até do que em nome da diversão. E acho que fazemos mais e melhor divulgação assim que com uma associação. Tu não tens essa ideia.

Se calhar as minhas conclusões parecem-te ilógicas... Nos dois pontos em que discordamos parecem-me a mim as tuas.

É a vida!

-

Gamer profile

tudo bem mas falta algo...

... que não exigia conhecimento dos jogos em geral ou em particular. O facto de a empregada me ver a fazer o trabalho dela e nem ter tido a decência de um obrigado. Isso é incompetência ao nível mais básico da profissão dela.

Sérgio Mascarenhas

Sérgio

Não, isso é apenas falta

Não, isso é apenas falta de educação. Provavelemente estará desmotivada, não percebe nada do assunto, e milhentas de outras coisas, mas no essencial é apenas mal educada. Para se dizer "Obrigado" não tens de perceber de uma coisa. Não precisas de ter instruções, formação ou catálogos. Só de educação.

 

 

 

 

"Robot durante o dia, vegetal durante a noite"

 

 

" Robot durante o dia, vegetal durante a noite"

Pois, mas...

Em geral estou de acordo com tudo o que vocês disseram, mas penso que é importante ter a consciência que quem está por dentro destas "andanças" está muito mais sensível a elas do que uma empregada que sabe que os jogos que lá tem na prateleira podem sair a qualquer altura, pois o que lhe dá dinheiro em caixa são mesmo a quantidade de revistas e jornais que vende por dia. Concordo que a mocinha de que se fala aqui foi pouco delicada e merecia ouvir um "de nada, estou sempre ao dispôr", porém também temos de ser realistas e concordar que somos cada vez mais mas não deixamos de ser poucos! ;)

Roma e Pavia não se fizeram num dia...

Fiquem bem!

http://jogoeu.blogspot.com

Ela não deve ganhar à

Ela não deve ganhar à comissão, por isso para ela foi irrelevante ter vendido mais um objecto da loja ou não, no fim de contas quem ganha com isso é o patrão.

--

Se ela não vender muitos

Se ela não vender muitos objectos o lugar fecha e ela tem de procurar outro emprego. Isso distingue um bom de um mau profissional. Esforçar-te minimamente ou não.

 

" Robot durante o dia, vegetal durante a noite"

 

 

" Robot durante o dia, vegetal durante a noite"

Utopias

kabukiman escreveu:

Se ela não vender muitos objectos o lugar fecha e ela tem de procurar outro emprego. Isso distingue um bom de um mau profissional. Esforçar-te minimamente ou não.

 

" Robot durante o dia, vegetal durante a noite"

Num centro comercial como o Colombo, e a vender revistas e outros "trinkets" geek? Ninguém se safa da crise, mas não me parece que aquela loja vá fechar nos tempos mais próximos. A localização aliada ao produto não o vai permitir.

Quanto à senhora, provavelmente nem vai estar lá mais de 6 meses e isto já é a puxar muito para cima. Não vale a pena ser profissional quando não se ganha para isso nem se recebe instruções para isso o que acredito seja o caso.

Agora surpreendeu-me por exemplo no corte inglés os empregados não saberem nada sobre os jogos, porque esses sim recebem formação, mas pelos vistos não é suficiente.

--

É pá, agora até pareço o Rui Santos!

Devo dizer que estas coisas fazem-me confusão. Não só a mim como a todos nós. Há pouco tempo um amigo meu, também ele aficionado dos jogos estava a por mero acaso a falar com o responsável pela secção de brinquedos do Corte Inglês e este disse-lhe que de facto, os jogos vendiam muito bem e tinham tido um crescimento em vendas bastante alto, pelo menos quando comparado com as outras subsecções do piso. Claro que aí estavam englobados outros jogos de tabuleiro, mas seja como for a ideia que foi transmitida era que havia muita gente a comprar. Todos nós quando passamos por um desses locais de venda percebemos ao olhar para a montra (temos todos a tara parva de ver o que se vende) que os títulos vão rodando e por isso eles são vendidos. Quem os compra não sei, mas que se vendem, vendem e as pessoas que têm as distribuidoras não se queixam. Aliás li há pouco tempo que a Diver, desde que mudou o seu site já tinham tido 5500 encomendas. Não sei até que ponto isso corresponde à verdade, mas não deixa de ser assinalável. Não sei o que se passa com o Runa e a Netsurf, mas as coisas não devem estar a correr mal, presumo.
O que me faz confusão é que pelo que disse a Regina da Runa, eles têm um catálogo que disponibilizam nas lojas, presumo com indicações importantes e esclarecedoras sobre o produto. Confesso que nunca vi isso em nenhum lado e acho inacreditável que os vendedores não o tenham ao balcão para o mostrar aos seus clientes. Ainda por cima é um mundo fácil de agitar com a curiosidade. Tomemos como exemplo o Age of Empires III. Um vulgar jogador do jogo de computador ( e que são certamente milhares), vê numa dessas tabacarias a caixa do jogo de tabuleiro, fica curioso e provavelmente compra o raio do jogo (o preço não é nada convidativo, diga-se). Reparem que uma pessoa que não percebe nada disto, olha para a montra e vê o El Grande, provavelmente não pára a sua marcha, mas se olhar para o Age of Empires III é capaz de ficar a namorar e até perguntar ao empregado o que é aquilo. Ainda por cima o jogo é bonito e até se diz que não é nada mau. Mas claro que não vai obter nenhuma informação sobre o assunto a não ser que quando chegar ao aconchego do lar vá à internet. Mas o mais certo é quando chega a casa, o curioso nunca mais se lembra disso e perde-se um cliente desta forma. É o espírito empresarial português. Nada de novo. Mas por acaso, já que se anda a traduzir tantas regras, não era nada mal pensado traduzir as do Age of Empires.
No entanto não concordo absolutamente nada em apontar as culpas aos pobres dos empregados. Provavelmente recebem o ordenado mínimo, têm os seus direitos de trabalhadores completamente desrespeitados, trabalham umas 50 horas por semana e devem ser várias vezes humilhados pelo patrão. Agora achar que estas pessoas ainda se devem preocupar em ir á net saber o que aquelas caixas são, por amor de Deus! Sim, no caso específico apontado pelo Sérgio deveria pelo menos ter agradecido ao Sérgio. E essencialmente, já agora, aprender um pouco com a explicação :)para futuros esclarecimentos
Mas atenção que não se pense que isto é uma situação meramente portuguesa. Fui a Londres e a situação era semelhante. Entrei numa Gamesworkshop e perguntei se sabiam de algum sítio onde se podia vender jogos e nem sabiam do que estava a falar, perguntaram-me se queria o Monopólio ou isso. Quer dizer. Não era um produto da loja, tudo bem, mas o desconhecimento sobre o mercado é o mesmo. Curiosamente em Barcelona estive em 3 lojas todas elas com muita gente a comprar e a jogar. Mas aí eles misturavam tudo. Jogos de estratégia, ficção cientifica, bonecos, etc. O que até faz sentido.
Mas nos últimos 3 anos as coisas vão-se compondo. Há muito mais gente a jogar, a aparecer nos encontros, a perguntar, etc. Confio que o facto de a Fnac ter lá as caixas faz com que os mais curiosos escrevam no Google o nome do jogo e vão ter a qualquer um dos sites sobre o tema. Aliás existe mesmo a forte possibilidade de lerem uma crítica em Português.
Por outro lado apareceram alguns títulos em Português, já existiram 2 reportagens na televisão e apresentações na Fnac do Ticket to Ride e do Wings of War. Eu já disse a toda a gente aqui do emprego (somos para aí 60 trabalhadores) a comprarem o Ticket para os filhos e primos e sobrinhos. Por acaso estou mesmo curioso para saber se as vendas do ticket versão portuguesa vão ser boas. Espero que sim. Uma das coisas positivas desta comunidade portuguesa é que é muito participativa e eu até escrevi em algum lado, que se alguns de vocês fossem políticos o país ia mesmo para a frente.
Acho que o que faz falta são acções nas faculdades. Há uns 5 anos na Faculdade de Letras de Lisboa fizeram a semana da ficção científica. Além das conferências e da feira do livro sobre o tema, fizeram (não sei quem, provavelmente algum de vocês) várias demonstrações sobre jogos de tabuleiro em pleno átrio central. Fiquei bastante sensibilizado em ver professores a olhar para o civilization e vários alunos a baldarem-se para jogar a alguns dos jogos. Eu não me lembro bem disso porque ainda não conhecia os jogos de tabuleiro e por isso olhei apenas com curiosidade e durante uns tempos tive para comprar o Warcraft. Investiguei um bocado mas lá está, havia realmente muito pouca informação sobre o jogo em Português, faltava pontos de venda e não sabia muito bem com o que contar. Isto há 5 anos. Se fosse agora, o cenário era totalmente diferente. Depois esqueci-me disso e continuei a jogar playstation.
Bem mas uma coisa fica de facto gravada na minha memória aquele amor de mãe da senhora que estava na loja a gastar todo o dinheiro que conseguis. A minha mãe, quando achava um jogo giro pela caixa, trazia-me para casa o “jogo da glória” e o “sobe e desce”.
Sinais dos tempos!

xii 5 anos? foi assim ha tanto?

tem piada lembrares desse acontecimento na faculdade de letras. eu tive a assistir a essa semana de eventos e fui um dos jogadores a experimentar o civilization (e tambem o mystery of the abbey e o game of thrones).

comecou por essa altura talvez o bichinho de me interessar mais pelos jogos e hj é como se ve hehe :p esta aqui um jogador a incentivar outros a interessarem.se por este hobby =)

---- Latest News ----

It lives!

ah!

Sim, salvo erro esse encontro foi em 2003 e também foi o meu primeiro contacto com boardgames (tirando os "de criança", claro). Foi o Philip que esteve a fazer essas demonstrações =D e foi ai que joguei o meu primeiro game of thrones, e vi um pouco do mystery of the abbey =D

Afinal o que se ganha com a divulgação

É pá, que fixe, tinha a sensação que haveria de aparecer alguem que estivesse lá. Eu fui uma das dezenas ou centenas de pessoas que olharam curiosas e ficaram lá um bocado a ver.
Mas para efeitos estatísticos, 3 das pessoas que lá estiveram a participar estão agora aqui a jogar e a comprar jogos. É isto a que eu chamo divulgação.
E atenção que foi uma coisa em escala pequena. Eram para aí duas ou 3 mesas.
Acho que se devia um bocado com isso. Em vez de ser o maomé a ir á montanha, se calhar é mais proveitoso ser a montanha a ir ter com maomé!

Aquilo foi organizado por

Aquilo foi organizado por alguns membros de um fórum em que participava (o sci-freaks), daí ter estado "perto" da organização. Também já conhecia o Phil, de umas aventuras de vampire (role play). Daí ter prontamente jogado. Provavelmente se não conhecesse ninguém, faria o mesmo: ficar a ver. Esse acaba por ser um dos males, parecendo que não as pessoas ficam inibidas de ir jogar um jogo desconhecido, com um conjunto de desconhecidos. Actualmente o Fórum Fantastico continua a existir (através da Épica), mas nos ultimos anos não sei se continuaram a levar boardgames.

Epá, se pudesse votava em

Epá, se pudesse votava em ti para presidente.

Concordo com tudo o que disseste.

Ainda este fim de semana em Bragança tivémos lá uns interessados no AoE, pena que não tínhamos o jogo.

Penso que uma boa maneira de espalhar o hobby não seja tanto os afamados "gateway", mas todos aqueles jogos baseados em jogos de vídeo: Age of Empires, Railroad Tycoon, Starcraft, Gears of War (que irá sair daqui a uns tempos), etc... Pelo simples facto de que são "franchises" e os seus nomes são reconhecidos instantaneamente. Talvez não se converta o papá e o filhote, talvez não se converta a avó e o avô, mas converte-se uma parte muito importante da população: os adolescentes e jovens adultos. Foi assim que os videojogos começaram e hoje em dia são uma das principais formas de entretenimento.

As regras destes jogos são complicadas e mesmo confusas para quem não esteja habituado, mas haja vontade e aprende-se. As regras de Magic também não são pêra doce mas vêem-se aí míudos com 9, 10 anos a jogar.

 

Quanto aos encontros não serem acções de divulgação, isso depende de como cada um os usa. Se só formos aos encontros então sim, é missa e sermão cantado para os fiéis, se dissermos a uns amigos ou conhecidos para aparecerem aí já é divulgação. Aliás nem são precisos encontros para isso, foi assim que conheci o hobby e não foi num encontro.

 

Mas se os encontros não são de facto acções de divulgação o que raios fui eu para trás do sol posto fazer (Bragança)? Podia ter ficado em casa e tinha jogado na mesma. Ao invés disso meti-me ao caminho fui-me meter no meio de estradas bloqueadas pela neve e fui mostrar e jogar jogos a pessoas que não os conheciam. Inclusive foi feita uma reportagem desse encontro para um canal regional de internet.

Pode haver quem não considere isto divulgação, mas batatas também não é.

--

Eu não me estava a atirar

Eu não me estava a atirar à empregada pela sua ignorância mas pelo seu desinteresse em saber. Aliás, eu nem sei se era uma empregada ou se era a gerente/dona. Quantas vezes vende ela 100€ em 4 produtos a um cliente numa loja como aquela? Não lhe devia despertar a atenção?

O que dizes sobre atrair o público universitário faz todo o sentido. Não é por acaso que quase todas as lojas especializadas de Paris estão junto do coração universitário, perto da Sorbonne. Isto é mais difícil em Lisboa que não tem um centro universitário tão concentrado, o que dificulta e muito o sucesso de uma loja universitária. Por outro lado, os franceses não têm a cultura do centro comercial que justifica que quase todas as lojas de Lisboa que vendem jogos se encontrem em espaços destes.

Acho também que é preciso ser pragmático na informação a dar ao pessoal das lojas. Se o distribuidor os encher de material eles vão ignorar o assunto - eu fazia o mesmo. No início tem mesmo de ser o essencial: complexidade e público alvo. Mas isto até nem precisa de ser feito pelo empregado. Bastava um autocolante no invólucro de plástico a dizer em letras gordas, «indicado para jogadores a partir da idade de X», «jogo simples/complexo/etc.», «duração de jogo aproximada X» e pouco mais. Tudo isto dito em letras garrafais mais um parágrafo com a temática e outro para os papás. E outro a dizer, «não precisa de computador, basta ter um grupo de amigos». E links da internet onde obter mais info. Colocado na base da caixa.

Sérgio Mascarenhas

Sérgio

Sérgio, se fores à FNAC

Sérgio, se fores à FNAC reparas que os nossos produtos têm um autocolante parecido com o que estás a dizer.
Se chamas atafulhar as lojas com papelada com informação específica sobre cada jogo (estamos a falar de uma página A4 por jogo), então sim, we are guilty as charged :)

Cpts,

Regina

Runadrake
Tel.: 934770693

Runadrake (TM) Tel.: 934770693 Site: www.runadrake.com e-mail:

Porque não reduzem o

Porque não reduzem o tamanha para a6? um livrinho de tamanho a6 com informações sobre os jogos. Assim é mais facil de guardar e consultar. Pelo menos dos jogos com maior sucesso ou que eventualmente possam suscitar maior curiosidade. Não é uma coisa mto cara.
Ao mesmo tempo porque nao introduzem um livrinho desses nos tickets?

Honestamente, este catálogo

Honestamente, este catálogo de que falava foi estruturado para as lojas, e não para o cliente final.
Podemos estudar a possibilidade de um booklet para handout em 2009, até porque no T2R é sempre possível introduzir esses booklets.

Cpts,

Regina

Runadrake
Tel.: 934770693

Runadrake (TM) Tel.: 934770693 Site: www.runadrake.com e-mail:

Eu sei que vocês colocam

Eu sei que vocês colocam lá um autocolante mas honestamente não me lembro do mesmo. Nota que eu não tenho estado a atirar-me aos importadores pois compreendo bem que para fazer muito são precisos recursos e isso leva tempo. Nos cerca de 2 anos em que venho a acompanhar este negócio vejo melhorias constantes e boas, quer da vossa parte, quer da Devir e outros importadores. Há muito para fazer mas o sentido geral é positivo.

Sérgio Mascarenhas

Sérgio

smascrns escreveu: O que

smascrns escreveu:

O que dizes sobre atrair o público universitário faz todo o sentido. Não é por acaso que quase todas as lojas especializadas de Paris estão junto do coração universitário, perto da Sorbonne. Isto é mais difícil em Lisboa que não tem um centro universitário tão concentrado, o que dificulta e muito o sucesso de uma loja universitária.

 

Em Coimbra que é uma cidade altamente concentrada a ideia de boardgames não costuma atrair muito pessoal. Segundo alguns inquiridos e amigos, dizem que preferem gastar o dinheiro em alcool e noitadas do que gastar num jogo e ficar fechado em casa.

Talvez seja por isso que as pessoas que aparecem nos encontros de Coimbra sejam já todas trabalhadoras ou estarei errado?

 

 

 

www.clubotaku.org | www.drkartoon.com

Amigos

«não precisa de computador, basta ter um grupo de amigos».

Acho que esta é a  frase-chave para "vender" aos pais que querem afastar um pouco os filhos das consolas.

Eu prefiro que os meus filhos tragam dois ou três amigos lá pra casa, e se divirtam à volta de um jogo, do que passarem horas (muitas vezes sozinhos) à frente da televisão.

 

Jogatinas:

Ora esta...

Arrebimbomalho escreveu:

«não precisa de computador, basta ter um grupo de amigos».

Acho que esta é a  frase-chave para "vender" aos pais que querem afastar um pouco os filhos das consolas.

Eu prefiro que os meus filhos tragam dois ou três amigos lá pra casa, e se divirtam à volta de um jogo, do que passarem horas (muitas vezes sozinhos) à frente da televisão.

Eu acho isso mal! Então e depois como ganham as ópticas dinheiro se a criançada não fica com os olhos tortos hã?

Parece-me que isto é uma ideia que só vai gerar desemprego se for seguida por muitos pais... :|

 

P.S: Obviamente estava a gozar ;) Também entrei um pouco por este mundo para poupar um bocado os olhos, por isso e pelo convívio. Estar sozinho ou sozinho/acompanhado (aka MMO) a jogar um jogo de vídeo é um pouco triste. Ainda o faço, mas só pra fazer tempo de vez em quando.

--