Knight Six: Episódio Piloto - Ficção

Perdoem a falta de jeito, mas este texto não está grande coisa. Trata-se de uma tentativa minha para perceber melhor a Theresa Frostrup e conseguir entrar-lhe na pele mais facilmente. Desculpem lá impingir-vos isto...

Raquel "Éowyn" Correia

Theresa Frostrup entrou de rompante no ginásio da organização. Era aqui que gostava de vir quando queria desanuviar ou ter um momento para si. Conhecia as horas às quais raramente aparecia gente por ali, e de facto mais uma vez tinha o ginásio só para si.

Enquanto fazia o aquecimento, foi pensando na última missão. Muita coisa tinha corrido mal, e a prová-lo estava o facto de ambos ela e Jason terem acabado no hospital. Ainda estava a recuperar de algumas mazelas, e o exercício deveria ajudar a desempenar alguns músculos. Se ainda trabalhasse sozinha as coisas teriam corrido melhor de certeza.

Exemplo: no armazém ela teria decerto dado conta do recado se Jason não tivesse esbarrado no Bishop e estragado o efeito de surpresa. Outro exemplo: no terminal rodoviário não tinha sido ela a acertar na testemunha-chave.

Theresa iniciou um exercício nas paralelas assimétricas. No colégio inglês onde passara a maior parte da infância tinha sido uma ginasta promissora. O único senão foi que Theresa se tinha recusado a seguir a exigente dieta – Teri gostava de uma boa refeição – e de qualquer modo não jogava bem em equipa. Tinham-na tirado da competição.

Tanto melhor. Agora tinha as capacidades mas ninguém associaria o seu nome à ginástica. E não ficara com o corpo deformado das profissionais.

A ginástica era agora uma ferramenta no seu trabalho e um escape nos tempos livres. Bem precisava de um escape hoje: tinha outra vez o US Marshall Duane Barnes à perna.

Que diabo tinha o homem contra ela em particular? Fora ele quem a apanhara, e Teri tinha cumprido parte de uma pena pesadíssima numa das prisões mais lixadas, passara grande parte do tempo na solitária... que mais queria ele? E agora a Katherine azucrinava-lhe o juízo por causa dele. Teri era mais rapariga de tráfegos do que homicídio, mas seria assim tão difícil calar o tipo?

Maldito o dia em que tinha ingressado nesta organização governamental secreta. Às vezes pensava que mais valia ainda estar a apodrecer na solitária do que fazer parte da Knight Six.

Um dia haveria de mostrar à Katherine que Teri Frostrup não era o pau-mandado que ela julgava. O que era preciso era encontrar o timing certo.