Os Argonautas do Destino (Agon)

Depois de uma experiência agradável há duas semanas com o jogo Agon, decidiu-se seguir em frente com um jogo mais continuo onde iremos explorar umas quantas ilhas às sextas de 15 em 15 dias.

Agon é um jogo de heróis míticos na antiga Grécia. Um bando de aventureiros percorre várias ilhas, onde em cada umas lhes são dadas Quests Divinas pelos vários deuses do Panteão Grego que os heróis devem resolver.

Contudo nem tudo é um mar de rosas, Agon é um jogo competitivo entre os PCs, o GM tem direito a descanso neste jogo e apenas tem que se preocupar em arranjar desafios para os jogadores se tentarem ultrapassar uns aos outros, onde cada um tenta obter mais glória que o outro possivelmente sacrificando as hipóteses do grupo para o fazer.

Para já eu fui escolhido como o bode expiatório para GM e as restantes vítimas são:

- B0rg
- DalimThor
- Figueira
- JMendes
- Ralek

As ilhas

O universo deste jogo é a Antiga Grécia, dos mitos e lendas que nos chegam até hoje. Os Heróis navegam por várias ilhas, fazendo demandas para os deuses e receber glória pelos seus actos. Assim que uma ilha está resolvida os PCs pegam no seu barco e partem para outra ilha para continuar as suas aventuras.

O sistema de criação de ilhas está muito bem desenhado. Cada uma é composta por vários elementos, que podem ser escolhidos a dedo ou rolados aleatoriamente.

A parte mais importante de cada ilha são as demandas (3 por ilha), algo que os deuses (3 por ilha) pedem para Heróis fazerem em seu nome, sendo que cada demanda é depois dividida em objectivos secundários que devem ser realizados para a demanda ficar completa e que servem para orientar melhor a história.

Irei postar aqui os elementos das várias ilhas que formos jogando, quem quiser está à vontade para mandar bitaites, quantos mais estiverem a contribuir melhor isto deve correr hehe.

 

Gyalis

Terreno
- Huge, ancient forests and winding, dark rivers;

Comunidades
- Cultured city-state with a university and amphitheaters;
- Savage cultists of some ancient god-thing;

Evento
- Holy pilgrimage from shrine to shrine;

Deuses
- Aphrodite;
- Artemis;
- Dionysus;

Desejos dos deuses
- Destroy;
- Restore;
- Confine;

Artefactos
- Ancient stone;

Bestas
- Iron Serpent;
- Brass Tiger;
- Crystal Spider;

Homens
- The People of the Black Circle (a secret society);
- The Children of the Wood [COTW] (live in harmony with nature);

Monstros
- Giants;

Demandas
Aphrodite quer que os Children Of The Wood sejam punidos
- Aprender sobre os COTW;
- Proteger a caravana;
- Encontrar a cidade dos COTW;
            - Recuperar as virgens de Aphrodite

Artemis quer que a terra dos COTW lhes seja restaurada
- Encontrar forma de os alimentar sem ser nos templos de Aphrodite;
- Encontrar as Bestas que tomaram conta da floresta;
            - Removê-las do local;
- Descobrir de onde é que elas vieram;

Dionysus quer que as bestas sejam confinadas outra vez no seu Jardim de Animais
- Restaurar o selo dos portões do Jardim;
            - Aprender sobre a Pedra Sagrada;
                        - Aprender sobre o Círculo Negro;
                                   - Encontrar a sua base;
                                               - Recuperar a Pedra;
- Encontrar a Aranha de Cristal;
            - Trazê-la de novo para o Jardim.

Hall Of Fame

 

Most Damage Done In One Attack
B0rg: 2
Figueira: 1
JMendes: 1
Ralek: 1 - 3

Highest Ability Roll
B0rg: 11 - Athletics
Figueira: 9 - Spirit
JMendes: 24 - Insight
Ralek: 14 - Orate

Most Beasts Defeated
B0rg:
Figueira:
JMendes: 1
Ralek:

Most Men Defeated
B0rg: 1
DalimThor: 1
Figueira:
JMendes:
Ralek: 1

Most Monsters Defeated
B0rg:
Figueira:
JMendes:
Ralek:

Most Minions Defeated
B0rg: 4
Figueira: 6
JMendes: 4
Ralek: 4

Most Damage Taken In One Attack
B0rg: 2
Figueira: 3
JMendes: 2
Ralek: 1

Most Valuable Player
Figueira
Ralek

Legend
B0rg: 5
DalimThor: 2
Figueira: 6
JMendes: 5
Ralek: 7

[Agon] Os Argonautas - Sessão 1

Participantes:
B0rg - Fleet-Footed Othus, Son Of Antinous (d6)
Figueira - Great-Spirited Ipithius, Son Of Evenios (d6)
JMendes - Far-Seeing Telesphorus, Son Of Telemeelus (d6)
Ralek - Clever-eyed Deinokrates, Son Of Davos (d6)
RedPissLegion - GM

Sessão:
A primeira parte da sessão foi dedicada a resolver os Achievements.

Nesta fase cada jogador escolhe à vez cada um dos outros jogadores, selecciona uma habilidade e o GM enquadra um conflito onde os dois personagens estejam em perigo ou numa situação de stress e tenham que rolar a habilidade para a resolver, agora a ideia é que cada jogador rola contra o outro e quem vencer mete o seu PC a resolver o problema em vez de ser o PC do outro jogador, desta maneira salvando-lhe a vida e fazendo o outro jogador ficar-lhe a dever um oath, que pode mais tarde ser usado para cobrar ajuda da seguinte maneira:
- Pedir um dado de ajuda;
- Pedir uma cura durante um interlúdio;
- Fazer o que o jogador pedir durante a fase de posicionamento no combate (mais sobre isto depois).

Esta correu relativamente bem, eles defrontaram-se com situações tão simples como mentir a uns gurdas de um porto a lutar contra grifos num campo de batalha. Os jogadores tentaram fazer o máximo de conflitos nas habilidades que tinham mais altas e os outros mais baixas, por isso ficaram todos equilibrados e a dever um igual número de Oaths, excepto o Figueira que se tramou num Oath com o B0rg.

A sessão começou com os Heróis a chegar ao porto da cidade da ilha de Gyalis durante as festividades à deusa Afrodite. Esta aparece-lhes numa visão onde conta como está revoltada pelos saques que os selvagens da ilha tem estado a fazer aos seus templos, encarregando os PCs de fazer com que eles paguem por esta afronta.

E assim os Heróis decidem iniciar esta demanda investigando nas bibliotecas e bares da cidade para recolher informação sobre o que se tem estado a passar. Descobrem que os habitantes da cidade são bastante civilizados e dedicados à procura da excelência no conhecimento, desde que chegaram à ilha que têm tido contacto com os indígenas, uma tribo de pigmeus caçadores que se dedicam à adoração da Deusa Artemis chamada Children Of The Wood (COTW). Nunca tiveram problemas de maior com esta tribo e desde cedo conseguiram negociar acordos de paz e cooperação, contudo ultimamente parece que eles quebraram esse acordo e têm atacado constantemente os templos nos arredores das cidades para roubar comida. Os PCs que procuraram esta informação na biblioteca entraram em contacto com um NPC chamado Brison, este pede-lhes para ajudarem a sua filha, que foi entregue em casamento a um líder desta tribo como oferenda de paz à muitos anos atrás e tem medo que algo lhe aconteça durante esta altura atribulada.

Os PCs partiram na manhã do dia seguinte para proteger uma caravana de adoradores de Afrodite que iam fazer o circuito dos templos nos arredores da cidade. Conseguiram protegê-la de uma debandada de animais selvagens que saiu disparada da floresta e mais tarde de dois ataques surpresa dos COTW, um durante o dia, onde conseguiram aprisionar um dos pigmeus para interrogação, e outro mais forte (12 minions e um NPC) durante a noite.

Observações:
- Gostei mais de ter jogado este jogo na posição de GM do que na de PC como da outra vez, acho que estar a lançar conflitos para cima dos jogadores e vê-los a tropeçarem-se todos uns sobre os outros para ganhar a glória diverte-me mais do que estar lá aos "tropeções". Por enquanto o Ralek vai à frente na contabilização total da glória, o que quer dizer que tem um bónus de +2 em todos os roles da skill Orate quando quiser comandar os outros membros do grupo;

- Os Achievements, são moderadamente chatos de se fazer e ocupam algum tempo, principalmente quando se está a repetir os mesmos roles. Da próxima vez acho melhor usar um método que tem vindo a ser descrito pelo pessoal na Forge, onde os jogadores usam esta fase para criar uma backstory comum a todos os PCs, talvez assim esta parte se torne mais fluída e fácil de enquadrar;

- As batalhas são giras, especialmente as fases de posicionamento. No início de cada batalha (que pode ser várias coisas, confrontos físico com exércitos inimigos, corridas, etc.) todos fazem um role de posicionamento, depois, a começar pelo que teve o role mais baixo, começam a movimentar as suas figuras no mapa de batalha (uma série de rectângulos, paralelos) podendo avançar/manter/recuar o seu personagem o espaço de um rectângulo, ou fazer o mesmo ao de um adversário que tenha rolado mais um valor mais baixo. Isto é particularmente giro quando misturado com considerações táticas como o alcance das armas e em como manter um NPC num local onde seja bom para nós batermos mas para mais ninguém, para assim roubar a glória das feridas feitas;

- Na batalha grande que tivémos, os 4 PCs enfrentaram 12 Minions (carne para canhão) e um NPC. Apesar de tudo foi bastante rápida, os Minions fizeram o seu trabalho, causaram algum dano nos PCs, morreram depressa e puseram os jogadores a lutar para ver quem é que matava mais, sendo por isso um desafio digno, o NPC contudo é que já foi uma maior desilusão, criei mal a defesa dele e por isso morreu depressa de mais para meu gosto, contudo ainda levou uma carrada de pontos de Favor Divino ao Ralek para o mandar abaixo num só turno.

- Acho que toda a gente apanhou bem a onda competitiva do jogo, tentando superar-se uns aos outros sempre que podiam para roubar a glória dos desafios. Acho que o Hall Of Fame, uma folha onde é registado uma série de informação, como quem deu o golpe com mais dano, quem tirou o role de habilidades mais alto, quem matou mais Minions, etc., também ajudou nisto.

@B0rg: Tu não pareceste grande fã deste sistema do HOF, queres dar a tua opinião sobre a coisa?

Entretanto o Ralek parece que descobriu uma carrada de coisas que andámos a fazer mal, esperemos que esta semana corra melhor.

Opiniões sobre a sessão/coisas a melhorar?

[Agon] Os Argonautas - Sessão 2

Participantes:
B0rg - Fleet-Footed Othus, Son Of Antinous (d6)
DalimThor - Far-Reaching Asterion, Son Of Aniphron (d6)
Figueira - Great-Spirited Ipithius, Son Of Evenios (d6)
JMendes - Far-Seeing Telesphorus, Son Of Telemeelus (d6)
Ralek - Clever-Eyed Deinokrates, Son Of Davos (d6)
RedPissLegion - GM

Sessão
Depois do feroz combate da noite anterior os heróis decidiram fazer uma série de Interludes para curar as suas feridas, habilidades que tinham sido impaired (ou seja, baixaram de valor por terem sido utilizadas para ajudar um role de outra habilidade) e tentar recuperar o favor divino dos deuses e até Oaths dos mesmos (que valem 1d12 para ser usado em qualquer altura).

Nesta fase o Ralek fez valer bem os seus bónus em Orate para decidir a ordem pela qual cada um iria agir, tendo voltado a fazer isto para todos os outros interludes que se seguiram, para deste modo poder gerir melhor a sua vantagem em relação aos outros.

Quando o dia surgiu, um homem esfarrapado e completamente estoirado de outra caravana chegou ao templo, trazendo com eles notícias de mais um ataque dos selvagens, desta vez eles levaram as virgens que haviam sido escolhidos para serem sacrificadas à deusa Aphrodite durante as celebridades.

Munidos de mais um aliado - Far-Reaching Asterion, Son Of Aniphron - decidiram lançar-se floresta a dentro para encontrar a vila dos Children Of The Wood. Antes de se embrenharem nesta o pigmeu Ez, que haviam capturado a quando da primeira emboscada do dia anterior, avisou-os que a floresta em torno da aldeia estava encantada por Artemis, tentando fazer com que qualquer pessoa que se aventura-se nela e não fosse um dos seus filhos escolhidos, fica-se perdido e sem direcção ao ponto de nunca encontrar a aldeia nem possivelmente a saída.

Para mim este foi o maior furo da noite, estava a pensar fazer uma batalha não-combate com a floresta (usando o mapa de batalha, os alcances das armas e os roles de posições) por isso fiz a floresta como um NPC todo artilhado para essa situação. Contudo uma correcta leitura por parte dos jogadores das regras fez-me ver que neste tipo de batalhas esses factores não são considerados e a maior parte da artilharia do NPC simplesmente não pode ser utilizado, o que foi pena porque achava que ia ser uma confronto muito giro. Entretanto já esclareci esta situação no fórum do jogo [http://www.indie-rpgs.com/forum/index.php?topic=23761.msg233705#msg233705] na Forge e já vou estar melhor preparado para a próxima vez hehe.

Os heróis conseguiram ultrapassar a floresta e chegar à aldeia onde viram Chloe (a filha de Brison), uma mulher lindíssima que parecia ter sido esculpida de bronze com profundos olhos azuis, a ser tratada como uma verdadeira rainha ao lado de Lasos o Rei Caçador, um homem grande e forte com o porte de um verdadeiro guerreiro, e a sua besta companheira, um Lobo gigantesco coberto de pelo verde e com olhos de cobra.

Aproximaram-se do trio e anunciaram que vinham em nome de Aphrodite para cobrar compensação pelos estragos que ele e a sua tribo fizeram aos templos e recolher as virgens, além de terem pedido explicações para o sucedido. Lasos explica que a tribo fora expulsa dos seus terrenos de caça por bestas gigantescas, por isso tiveram que recorrer ao roubo dos templos para se poderem alimentar, a captura das virgens foi explicada por Chloe, pelos vistos a sua filha, que fora oferecida à cidade numa das trocas diplomáticas, era uma das virgens que fora escolhida para o sacrifício e eles não podiam permitir que ela, juntamente com outras jovens inocentes fossem sacrificadas de maneira tão brutal.

O apelo dos reis caiu nos ouvidos mocos dos heróis e estes exigiram que eles que as virgens fossem entregues e que iriam levar todos os seus primogénitos como compensação pelos ataques. Seguiu-se um debate acesso onde os Reis, especialmente a Rainha, trocaram argumentações com os heróis e este respondiam em medida, no fim foram derrotados e nem o apoio do seu povo que os rodeava (uma vantagem de d8 que paguei para eles terem) lhes valeu alguma coisa, os Srs. JMendes e DalimThor trataram prontamente de remover essa vantagem. Chloe, depois de ter sido removida do confronto, completou as 7 caixas de dano e por isso já não podia participar, ainda tentou pedir tréguas oferecendo-se como compensação em vez dos primogénitos. Esta mecânica permite que seja negociado uma condição de fim de batalha antes do seu fim normal (personagens levaram 7 caixas de dano), contudo a glória do resto do confronto não seria atribuida pelo que os PCs recusaram a oferta e ficaram com tudo o que tinham ido buscar, tendo assim completado a demanda da deusa Aphrodite.

Observações
A parte do combate da floresta correu mal mas serviu de lição para quando planear futuros confrontos com entidades mais esotéricas.

Quando os PCs decidiram resolver a situação da aldeia com um debate tive que fazer Chloe como um NPC estatiscado (ou seja, com stats hehe) em cima do joelho, o que foi um processo incrivelmente simples, bastou-me calcular os pontos de strife que podia gastar para fazer o NPC e construí um bom adversário para o combate social distribuindo os pontos da melhor maneira. Contudo fica a lição para o futuro que rende imenso gastar pontos para dar divine favor aos NPCs, uma vez que este permite ataques extras e ajudam nos roles (por exemplo de defesa) contra muitos adversários.

Por esta altura temos um competição feroz pela primeira posição no marcador de Legend (glória total ganha pelos PCs) entre o PC do Ralek e do Figueira, contudo este último confronto esgotou todos os oaths e divine favor que o Ralek tinha, pelo que veremos como é que isto irá correr na próxima sessão. O B0rg e o JMendes estão um bocado mais para trás mas ainda são capazes de fazer uma recuperação manhosa (diferença de 1 para o Figueira e 2 para o Ralek). O DalimThor, tendo chegado uma sessão atrasado está um bocado mais atrás com apenas dois pontos de Legend (3 atrás do B0rg e do Ralek), vais ter que te chegar à frente nas próximas sessões para cobrir esta diferença.

Já agora, ver estas lutas renhidas pela liderança no score total tem sido extremamente divertido de ver e uma das razões pelas quais estou a gostar tanto de ser GM deste jogo.

Estou a pensar seriamente usar este jogo para a demo do próximo mês (Junho) da Demo Tour.

[Agon] Os Argonautas - Sessão 3

Jogadores
B0rg - Fleet-Footed Othus, Son Of Antinous (d6)
DalimThor - Far-Reaching Asterion, Son Of Aniphron (d6)
Figueira - Great-Spirited Iphitius, Son Of Evenios (d6)
JMendes - Far-Seeing Telesphorus, Son Of Telemeelus (d6)
Ralek - Clever-Eyed Deinokrates, Son Of Davos (d6)
RedPissLegion - GM

 

Sessão

Depois de terem entregue as virgens ao templo, os heróis ficaram para ver o sacrífio e aproveitar as celebrações à deusa Aphrodite para descansarem e recuperarem das batalhas. Durante este evento o Iphitius aproveita para ganhar ao Deinokrates o controlo do grupo. Heis senão quando que no meio de todo aquele excesso, os Heróis vêm à sua frente uma raposa que os olha fixamente, apresenta-se como a deusa da caça Artemis e encarrega-os de voltarem à floresta e restaurarem a sua tribo à vida que levavam antes.

No dia seguinte o Bando seguiu de novo para a aldeia dos Children Of The Wood (COTW) e inquiriu sobre o que se tinha passado com eles e o porquê de terem atacado os templos. O seu líder explicou que as suas terras de caça foram dominadas por duas criaturas bestiais que caçam indiscriminadamente e os impedem de caçar, por isto a tribo não tem conseguido alimentar-se tendo que recorrer à pilhagem dos templos, pois eram demasiado orgulhosos para pedir ajuda às pessoas da cidade.

O Bando convenceu-o a estabelecer uma rota de comércio com a cidade, deste modo podiam trocar os seus produtos da floresta, como lenha e peles, por alimentos até a floresta estar livre das criaturas e de novo fértil para caça. O líder concordou mas na cidade um dos membros do Concelho decidiu teimar que nunca faria negócio com os selvagens, mas foi convencido pelos argumentos numerosos (5 para 1 dói hehe) dos Heróis.

Com a alimentação da tribo tratada o Bando partiu para caçar as criaturas que tomaram conta da floresta, tendo feito imenso trabalho de investigação nas bibliotecas da cidade e junto da população da aldeia dos COTW para descobrirem vantagens que possam usar na caça às criaturas.

Primeiro debateram-se com um Brass Tiger e as suas crias numa clareira coberta de carcaças de animais já digeridos pelas bestas. Depois enfrentaram uma Iron Snake no seu covil, um complexo de cavernas e túneis subterrâneos que tiveram que ultrapassar no escuro até puderem enfrentar a criatura. Tendo saído vitoriosos em ambos os combates.

Por fim, para descobrirem de onde é que tais criaturas tinham surgido, seguiram o rasto dos animais até ao coração da floresta, um território negro e sem luz que conseguiram desbravar seguindo o caminho trilhado pelas bestas.Quando surgiram do outro lado desta barreira de escuridão encontraram as ruínas de um largo templo, no centro encontram uma porta destruída e em redor os cadáveres de várias criaturas fantásticas e vários sinais de luta estão presentes em toda a parte do cenário. Depois de uma análise ao local descobrem que para além do trilho feito pela Iron Snake e do Brass Tige com respectivas crias, também descobrem as pegadas de um outro monstro.

Observações
Na batalha contra o Brass Tiger e as crias cometi um erro crasso como GM de Agon, a determinada altura joguei para ganhar e derrotar os PCs, em particular o personagem do Figueira, que é algo a evitar neste jogo, o objectivo é os PCs serem competitivos entre eles e não contra o GM. Isto levou mais tarde a que o PC do Figueira ficasse demasiado fragilizado para conseguir manter a liderança do grupo contra o PC do Ralek, o que tornou ainda pior as consequências da minha má decisão. Por isso mal jogado da minha parte, 1.000 perdões.

 Até agora tenho estado a atribuir dificuldades aos conflitos com base no valor nos dados do jogador mais fraco, o que dava aos desafios dificuldades flutuantes, desde subornar um guarda 2d8 a escalar uma montanha 2d6. Por isso decidimos que os conflitos deveriam ter uma dificuldade ajustada ao que representam na ficção. Irei experimentar este sistema durante uns tempos para ver como corre.

Entretanto já jogámos imenso e os jogadores já acabaram esta ilha, o meu próximo AP será uma espécie de resumo do que aconteceu entretanto e quais a ideias que ficámos de como uma ilha deve ser feita e o que fazer, ou não, para a ilha seguinte.