Cyberpunk 2020- Metaplano

Esta campanha começa em Julho de 2018 em Night city (uma cidade algures entre Los Angeles e S. Diego, estando toda a área entre S. Francisco e S. Diego unidos numa gigantesca megapólis). Fiz algumas adaptações no setting e regras e background, mas são mínimas (dada a evolução tecnológica, algumas informações dos livros de regras seriam incongruentes).

Para quem não conhece, cyberpunk é um um género literário que se passa num futuro próximo, que trata das consequências da evolução tecnológica no homem/meio social e ambiente. É bastante pessimista, assemelhando-se ao policial negro dos anos 40. Não há combates entre naves espaciais, mas sim entre gangs de traficantes. Os herois são "underdogs" do sistema que lutam contra ele ou tentam sobreviver o melhor possível: netrunners (hackers), solos (mercenárioscom implantes), fixers (dealers), etc.

É privilegiada a investigação e menos a acção do que é normal em cyberpunk 2020, dando muita importância a descrições de ambientes (que considero fundamental neste género).

O jogo é online pelo sistema de play-by post: cada jogador vai "postando" as suas acções e eu encarrego-me do resto. Faço inclusivé os lançamentos e os cálculos.

A campanha já vai no seu segundo cenário, com mais 2 jogadores (total de 5), com posts diários.

Cyberpunk 2020-Capítulo I: Curto-Circuito

O grupo conseguira um trabalho aparentemente simples: ir de noite aos arredores de night city (num aterro de detritos químicos) e comprar uma vintena de doses de uma droga nova chamada casca de ovo a um gang (os gafanhotos canibais) que tinha aí o seu território.

 O grupo decidiu ir a pé pelo aterro até que encontraram uma aldeia de mexicanos que vivia nessa zona e cultivavam os seus alimentos. Os mexicanos estavam a lamentar-se, pois uma série de carros acabara de passar por cima da sua colheita. O grupo ofereceu a sua simpatia, e prometeu ajudar mais tarde, mas seguiu em frente. Finalmente, num descampado encontraram um grande grupo de jovens a fazer corridas de carros e a observar e um gang (os gafanhotos canibais) a organizar tudo.

Angel foi falar com o organizador e tentou comprar a droga combinada; depois de alguma discussão, decidiu-se que Julius e Mack teriam de participar na corrida e se ganhassem poderiam comprar a droga. Conseguiram (com alguns tiros pelo meio) vencer a corrida e tudo correu bem.

Voltaram para a cidade, e seguiram para uma discoteca para comemorar. Angel e Mack engataram miúdas, Julius encontrou uma colega da faculdade e soube por ela que vários engenheiros de biotecnologia tinham morrido com casca de ovo.

No dia seguinte o trio foi encontrar-se com os seus empregadores, descobrindo que estes eram a máfia e uma corporação. Tentaram descobrir algo, mas só ficaram a saber que ninguém sabia quem fornecia os gafanhotos canibais dessa nova droga.

Com o dinheiro obtido, pagaram a renda de casa, algumas dívidas e ainda ficaram com bastante (500 dólares cada).

Cyberpunk 2020-Capítulo II: In memoriam

Jogadores: 1 medteck, 1 fixer, 1 runner e 1 teck. 

Passados uns dias da aventura precedente, Angel o fixer, recebeu um novo contrato de um outro fixer, Benny: teria de transportar um chip no cérebro numa curta viagem e depois arranjar uma equipa de especialistas para fazer a extracção do chip. A viagem correu sem problemas e Angel encontrava-se numa velha garagem com o seu amigo Julius a fazer a operação, e mais dois contratados para retirar a patilha de segurança do chip e depois extrair a informação. As coisas correram bem (só que o runner decidiu fazer uma cópia da informação sem nada dizer).

Passados uns dias Benny quis falar com eles no café "templo dourado", quando se aperceberam que era uma armadilha: aparentemente o chip fora roubado à Yakuza que andava à procura dos culpados e Benny (que levara um guarda-costas) decidira assacar as culpas ao grupo. No entanto o grupo conseguiu safar-se sem danos e ainda conseguiu um acordo com Benny: denunciariam o gang "gafanhotos canibais" como responsável do furto. 

Entretanto, decidiram investigar o que continha o malfadado chip. Usando um contacto da universidade, descobriram que tinha um mapa genético de um ser humano modificado (altamente ilegal). O grupo decidiu descobrir quem poderia ter feito tal coisa, e apanharam 3 corporações diferentes. O runner entretanto foi vender a sua cópia, e ficar com o dinheiro.

Cyberpunk 2020-Personagens

Julius Saffranys é um médico altruísta e precoce, que foi o melhor aluno do seu curso e se acha o máximo. Dá auxílio gratuito a todos os que lhe pedem ajuda, aproveitando as operações para lhes surripiar uns orgãos não-vitais mas valiosos, para depois vender no mercado negro. Com o dinheiro, não leva uma vida confortável, mas dá-o todo à mãe, Joanne, uma mulher despótica e ciumenta, que lhe exige toda a atenção e dedicação e lhe boicota todas as potenciais relações amorosas.Julius é caucasiano, com ascendentes greco-irlandeses, ligeiramente mais baixo que a média e magro, moreno, de nariz adunco e olhos azuis. Veste de forma ultramoderna e parece uma pessoa bem-humorada e comunicativa, embora seja susceptível a depressões. 

Angel: filho bastardo de Mary Jones, uma actriz porno de segunda categoria, e Mike Gould, um musico de jazz falhado, Jeremy foi criado pela mãe e recebeu o nick-name Angel, não pela cara de bebé que tem e que usa para atrair as meninas, mas pela droga que a mãe consumia e que lhe pedia para ir comprar, enquanto recebia os clientes para pagar o pão e o leite.Desde cedo se viu envolvido numa vida violenta, de crime, prostitutas e vida difícil, onde a lei do mais forte imperava: era um mundo cão, de matar ou ser morto, um mundo sem lei onde Angel teve a sua infância. Foi forçado a marcar a diferença, já que não era muito forte fisicamente, mas tinha uma lábia perfeita, sabia como enganar as pessoas para obter o que queria, mas mais importante, sabia como funcionava o mercado de favores.Tu és quem conheces, diz o velho ditado, e Angel era a pessoa a conhecer, pois conseguia arranjar tudo a todos.Até ao dia em que cruzou o seu caminho com Warren "Desolation" Millar, um hitman contratado. Angel não sabe quem o contratou nem porquê, mas fugir dele tem sido cada vez mais dificil...Angel é alto e esguio, sempre vestido com a roupa que estava na moda há 3 anos atrás, com uma gabardine onde pode esconder várias armas, que sabe usar como defesa, e objectos de tráfico, que vende sempre que precisa de dinheiro fácil. Os seus óculos de sol tapam-lhe permanentemente os olhos cinza-claros, e o cabelo pelo queixo está sempre cheio de gel e puxado para trás. A barba está sempre bem cortada, tirando uma pequena penugem que usa por baixo do queijo e que lhe dá um ar sujo e deslavado, para contrastar com a sua cara de bebé.Ele tem sempre boas maneiras, falas suaves, um andar seguro, e bastão de baseball por perto. Falhando isso, a perna de uma cadeira ou uma garrafa partida garantem que consegue as negociações, quando tudo o resto falha.  

Mack: Veterano de vários anos de guerras, foi expulso do serviço militar devido ao seu comportamento impróprio para um oficial, nomeadamente ter engato variadíssimas filhas e mulheres de Senhores com patente superior à sua, passar vários dias AWOL a visitar os bares e "licores tradicionais" dos locais onde realizava missões "não-oficiais" e outro tipo de situações que tais.Para manter o seu estilo de vida e a alimentar a sua contínua sede por adrenalina, recorre actualmente ao trabalho como mercenário vendendo os seus conhecimentos de small unit tactics, close quarters combat (embora também possa fazer o ocasional trabalho de metralhadora em punho e longo alcance) e o seu preferido, demolições.Apesar de ser um homem desprendido amorosamente e genericamente não dar grande importância a qualquer vida para além da sua, quando está em trabalho ou numa equipa os velhos instintos de "cada soldado protege o seu próximo" vêm sempre ao de cima, o que faz dele um companheiro de confiança.Nota: Pensei que podíamos ter-nos conhecido todos em pelos bares da cidade onde vamos estar a jogar, tendo combinado começar a trabalhar em conjunto porque somos uns tipos porreiros da vida e temos mais a ganhar em grupo do que a perder.