Discutir TPK e Character Death

Texto:

No decorrer da última sessão surgiu uma questão relativamente a estes tópicos, que acho que deve ser debatida por todos de modo a estarmos no mesmo comprimento de onda.

Eu por norma gosto de fazer combates difíceis, ELs altos com recompensas altas.

O problema com este método é que quantos mais combates destes forem feitos maior é a probabilidade de a coisa correr mal e algum PC ficar a -11 ou inclusivamente a party toda, pelo que pergunto-vos como querem lidar com esta situação.

Como exemplo: No meu grupo de segundas-feiras discutimos que o que está realmente em causa num combate são as recompensas mecânicas: XP e Loot, e as recompensas de historia/sociais: Glória e Renome. Pelo que quando surge um TPK (que já aconteceu) ou um CD, o que acontece é eu introduzir um evento qualquer no confronto que "safa" a party/jogador (que normalmente inclui um NPC com resurrection, a quem o pessoal fica a dever um favor a.k.a. Plot Hook), contudo para efeitos mecânicos a party/jogador sai derrotada do confronto pelo que leva uma trancada no XP e não vê a fruta nas outras recompensas.

Como é que vocês querem lidar com isto?

Na última sessão chegámos à conclusão que podia ser visto caso a caso, mas digam de vossa justiça.

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em primeiro lugar, explic

em primeiro lugar, explica aí o lingo:

EL, será não-sei-quê level?

TPK, será total party kill? (eh eh)

CD, será crushing defeat (novamente eh eh); ah, já vi, é character death...

Concordo inteiramente com as decisões do teu grupo de segundas, há dois pontos fulcrais acerda do combate em RPG que são a mecânica dos XP e loot, e a parte de role que diz respeito ao avançar da história. É incontornável, estes rpg's tradicionais de hack & slash são exactamente isso: hack & slash.

agora isso do caso a caso quer dizer o quê? caso a caso como em cada luta é uma luta e logo se vê? Eu não tenho nada contra deux ex machina, desde que seja discreto e faça os pc's pagarem caro, mas se cada confronto é morte certa também é duro, especialmente nos primeiros níveis em que é tudo tão tenrinho.

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Luke: "What's in there?"

Yoda: "Only what you take with you."

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Luke: "What's in there?"

Yoda: "Only what you take with you."

EL = Encounter Level, o

EL = Encounter Level, o nível de dificuldade do encontro calculado para o nível dos PCs, que pode ser baixo ou alto, mas sempre de acordo com aquilo que vocês são capazes de lidar.

TPK é como disseste hehe.

Sim foi isso o acordado, em cada luta o pessoal decidia se preferia morrer (permanentemente) ou não, o que também me parece ser uma boa decisão, porque assim pode decidir em termos de história quando é que acha que a história daquele PC chegou ao fim.

Não penso fazer todos os encontros morte certa, aliás espero não fazer nenhum deles assim, caso contrário não são encontros, são atropelos e isso também não me dá piada nenhuma. Gosto mais de fazer coisas difícies mas fazíveis, ai perto dos 60% de hipótese de falhar, que é normalmente EL +4 do que o vosso, contudo também posso jogar mais por baixo se acharem mais divertido. 

"the drunks of the Red-Piss Legion refuse to be vanquished"

Eu gosto desse tipo de

Eu gosto desse tipo de lutas, alias se não fosse assim não tinha pedido para mandar vir o gajo. Quanto ao CD, se for só um gajo ou outro ainda se pode deixar ficar como esta, morrer e prontos, faz um novo.

Se for uma TPK então aí e pelo interesse geral da coisa convem que haja alguma safa de maneira a nao destruir a plot. 

"The heavens burned,
The stars cried out,
And under the ashes of infinity,
Hope, scarred and bleeding, breathed its last."

Epa, isso não...

Ok, na minha opinião, um roleplay só é hack and slash, se os jogadores quiserem... E não me falem de hack and slash que me lembro logo da seca que era o Diablo II... Yack, já tou com alergia :-(

Não é necessário um trama epica, em que se vai salvar o mundo de ser invadido por demonios antigos, serpentes gigantes ou extraterrestres, para se poder fazer um role-play... Nem sequer uma qq angustia psicologica entre manter a humanidade ou cair nas depravações da beast...

Basta 5 aventureiros juntarem-se para defender uma rota de caravanas... ;-)

E na minha opinião, ADD não é um hack and slash (pelo menos a edição 3,5), para isso tão lá os skills todos, ( Bluff, Survival, Search, etc...). Já agora, acho esquesito os xps, serem só ganhos em função das criaturas que se matam... Então e todo o roleplay que as personagens fazem entre as batatadas, não conta? Na minha opinião deveria ser 50/50...

Se não, bastava-me fazer um Half-orc, fighter, chular a força e a constituição ao maximo e não me mexia a sessão toda (ia beber um cafezinho) até começar a porrada. Ai sacava do orchish double-axe e cortava a cabeça a quem se mexesse...

Então e a criatividade, ideias e originalidade, não são premiadas??? Conseguir levar um npc hostil a ficar meu aliado, reunir rumores sobre o necromancer que esta a organizar os zombies nos esgotos da cidade, descobrir que o grande clerigo do deus do bem (dependendo do settinhg) afinal dedica-se a artes negras para obter a juventude eterna ou que o BlackGuard of Bane afinal gosta de ser algemado na sacristia do templo e espancado por goblinas... :-) Epá qq coisa assim... LOL

Mas pronto isso é a minha opinião e se calhar não tou a ver bem o setting ou dentro do espirito do jogo. Pelo menos, tento incorporar tontarias como as que acima descrevi, numa pequena campanha que faço em casa, de modo a dar vida as personagens e NPCs e não ser simplesmente, "olha agora, tens a tua frente um monk nivel 8, que fazes?"

Por isso sugeri que cada caso é um caso na questão das TOTAL KILL PARTY ou lá como se chama :-)...

Acho que não se deve criar um mecanismo "a priori" para salvar os Pcs. A morte deve ser algo que esta sempre pendente sobre quem embarca numa aventura. Tem de se contar e jogar com ela...

Se eu me lembrar de atacar numa audiência um dos sorcerer-king ou lizard-king ou lá como se chamam os Bigalhões de Dark Sun, sei que tirei um bilhete de ida, para me tornar na mais nova mumia do deserto (isto se sobrar alguma coisa)...

Agora se o DM disser algo do genero " Vais a andar, tropeças, e cais num buraco que por acaso é a boca de um black dragon que tava ali a dormir. Lança 8xd6 de danos de dano. Se sobreviveres lanças, 20 dados de Acid damage..." epá ai admito que vou ficar aborrecido com a morte da personagem (e com o DM)... eheheheheh.

Se estivermos a defender um templo de um qq deus do bem, que esta a sob raide por um horda de orcs, é plausivel que apareça um clerigo com ressurection para ajudar o membro da party que morreu. Se estiver a infiltrar-me num castelo de um vampiro e morrer em combate com liches, DE CERTEZA que não vai surgir do nada um wizard nivel 20 que destroi as liches e me dá uma poção de cure critical wounds...

Para mim o Loot é secundario, o que interessa mesmo é a historia...

Pelo menos é o que eu acho. Posso estar enganado, mas afinal nem todos tem a mesma opinião e gostos ( e ainda bem !!!!! eheheheheh)...

Tens razão quando dizes

Tens razão quando dizes que a historia é importe, mas alias devo dizer que não num calibre de 50/50 mas sim num calibre 75/25 em que os 75% são a historia, já tive um jogo em que tinha sessoes de 6 horas e mal tocava num dado a nao ser para fazer uns diplomacy rolls ou afins.

Acho que seria de se evitar TPK mas se morrer só um ou 2 characters é como disse, tão mortos a menos que haja uma boa razão para eles não morrem.

"The heavens burned,
The stars cried out,
And under the ashes of infinity,
Hope, scarred and bleeding, breathed its last."