[tsoy] Há Víboras No Pântano - Sessão 1

Segunda à noite começamos a crónica de TSoY, irá decorrer (até os PCs decidirem mudar-se para outras paragens) em Ammeni, um local exótico e pantanoso cheio de intrigas, mistérios e confrontos raciais em ponto de ebulição.

Personagens

A Eowyn manteve a mesma personagem Aveline do nosso jogo de teste e o ricmadeira e o jrmariano fizeram novas. Depois de algumas horas de conversa chegaram às personagens expostas aqui e com a seguinte rede de relacionamentos:

Phillipe (ricmadeira): Guarda-costas da Aveline Dubois (Eowyn) e espião de Damia, irmã mais nova da Aveline, em troca da vida da sua irmã que de momento é escrava. Encontra-se secretamente apaixonado pela Aveline.

Tammuz (jrmariano): Escravo eleito para o cargo de capataz no bordel da Aveline, membro da organização secreta Sons Of Hannish.

Damia Dubois (NPC): Irmã mais nova da Aveline em competição com ela para suceder o seu pai no cargo de Chefe da Casa Dubois.

Dubois (NPC): Chefe da Casa Dubois e pai de Aveline e Damia, homem velho e às portas da morte que espera deixar a casa que construiu em boas mãos quando morrer.

Jogo

Decidimos introduzir a utilização de kickers, situações iniciais onde se encontram os PCs, como maneira de começar a sessão. Isto foi extremamente útil porque permitiu-me improvisar melhor as situações de jogo e construir uma sessão mais interessante para os jogadores (espero).

Nota: Não vou estar a por todos os stakes que aconteceram durante o jogo, apenas os que me deixaram com dúvidas ou me pareceram relevantes de uma maneira ou outra.

Kicker do Tammuz: Descobre um membro dos Sons Of Hannish a realizar uma fuga não planeada nem aprovada do barco da Aveline, se denunciar o colega aos guardas estará a fazer o melhor pela organização (pois não expõem a sua presença no barco), se o ajudar estará a cumprir a sua Key para libertar todos os escravos de Ammenie.

Desenvolvimento: O Tammuz decidiu seguir a sua Key e tentou distrair uns guardas para permitir a fuga, e aqui foi logo o primeiro momento seca da noite, tendo falhado o primeiro role o JR decidiu partir para BDTP (stakes: os guardas queriam voltar para o seu posto de vigia por isso a sua intenção era despachar o Tammuz, este queria que estes não voltassem para a vigia e ficassem a conversar com ele) onde passaram 3 turnos sem ninguém dar dano a ninguém, para não se alongar um conflito que não estava a fazer nada decidimos que os guardas simplesmente desistiam de tentar enxotá-lo e passavam ali algum tempo à conversa.

Kicker Aveline e Phillipe: Aveline está em reunião com o Dubois porque a Damia consegui dar-lhe a volta e fazê-lo nomeá-la a próxima Chefe. Philip está a espiar a reunião do outro lado da porta de um quarto contíguo.

Desenvolvimento: Dubois informa que escolheu a Damia porque a Casa precisa de se aliar, através de casamento, a outra casa para manter o seu poder e estatuto e como Damia já é casada então é a melhor candidata.

Aveline tenta dar a volta a Dubois, stakes: se tiver sucesso Aveline convence-o que se encontrar um homem com quem casar dentro de 30 dias e passa a ser a Chefe, se falhar quando Damia for Chefe a Aveline tem que lhe pagar uma taxa para manter o barco.

Dúvida: a condição de sucesso parece-me, agora que penso nisso, algo estranha, porque de facto não garante nada, apenas diz que se o jogador cumprir uma outra condição que então esta se concretiza, isto parece bem?

Depois desta situação passámos para o ricmadeira e aqui acho que veio o meu maior buraco da noite como GM.

Phillipe vai, obviamente, chibar tudo o que se passou à Damia esta não se mostra preocupada, e aqui vieram uns insultos gratuitos à Aveline que foram divertidos pela reacção da Eowyn hehe, e encarrega Phillipe de impedir que ela se case.

Stakes: não houve… foi uma repetição da cena do mercado da nossa sessão de teste, a Damia queria algo com que lixar a Aveline e o Phillipe deu-a de bandeja, devia ter metido um role nisto, alguma coisa como a Damia a propor ao Phillipe que se ele conseguir arruinar o casamento da Aveline que teria finalmente a sua irmã de volta, caso contrário nunca mais a via.

A situação seguinte foi mais grave ainda, o Phillipe afasta-se e vai ter com a Aveline, aqui o ricmadeira queria claramente (nós falámos sobre isto logo ali) introduzir um conflito qualquer que pusesse em causa a sua posição como espião. O melhor que conseguimos arranjar (todos estavam a sugerir coisas) foi um role de stealth contra o react de uma empregada que estava ali a passar. O facto de ser um role com oposição já foi um grande salto, porque inicialmente era para ser sem oposição o que tornava a resolução muito mais fácil e sem desafios de maior = grande seca.

Stakes: se tivesse sucesso conseguia sair da companhia da Damia sem ser visto, caso contrário a empregada via.

O ricmadeira passou com um sucesso a mais.

Isto foi hediondo, percebia-se claramente que o ricmadeira queria um conflito forte em cima da mesa e não foi isso o que teve, rolar contra uma empregada é muito fraco. Agora que penso nisso vejo que o problema foi que estávamos todos a pensar nesta onda: “epá é difícil isto ser um role com oposição porque ninguém anda a desconfiar de ti por isso não há motivos para andarem à tua procura ou a seguir-te”. Erradíssimo, para começar isto é uma casa Ammenita, toda a gente anda a cuscar toda a gente, podia haver 1.001 coisas que se podiam ter posto aqui para tornar as coisas interessantes, um outro empregado que quer o lugar do Phillipe e por isso anda a segui-lo a ver se encontra podres para usar contra ele, um 3º membro da família que também quer passar a chefe e por isso anda a seguir as irmãs para as tentar lixar, ad infinitum.

Percebo agora que a única razão para não ter introduzido algo mais forte nesta cena foi ter pensado “o que é que já existe no jogo até agora que pode tornar isto interessante”, o que devia ter pensado era “o que é que podemos introduzir agora no jogo para tornar isto interessante”. Desculpa ric.

Depois o resto da sessão acho que passou em demasia para o lado do JR, uma vez que todas as cenas que surgiram a seguir foram por causa dele e não me foquei tanto nos outros personagens como deveria ter feito.

Depois de ter conseguido desviar as atenções dos guardas, o Tammuz decide ir refrescar a sua pool de Instinct indo-se embebedar no bar do barco com uns guardas fora de serviço, o Jean e o Luc.

Deveria ter aproveitado melhor esta parte, refrescar uma pool é sempre algo que deve gerar interacções minimamente ricas entre personagens. Podia por isso ter introduzido uma conversa entre os três onde os soldados falavam da sua vida, da mulher e filhos que tinham em casa, como até gostavam de viver ali mas que também não concordavam muito com a política esclavagista dos seus superiores, etc, qualquer coisa que pudesse semear conflitos de futuro. Vou tentar agarrar nestas ideias e na relação que se estabeleceu entre os três e tentar fazer alguma coisa com isto de futuro.

Quando a Aveline e o Phillipe chegam recebem a notícia que quatro dos seus melhores escravos tinham escapado do barco.

Aveline encarrega o Tammuz, depois de lhe dar uma descasca por se estar a embebedar enquanto escravos fogem a torto e a direito do barco, para reunir uma equipa e os ir procurar.

Tammuz decide enviar uma missiva aos Sons Of Hannish a avisar que ia ser enviada uma equipa para recuperar os escravos e o membro que planeou a fuga.

Stakes: se o JR tivesse sucesso a missiva passava para onde devia, caso contrário era apanhada pelo Phillipe.

O JR falhou, pelo que a mensageira encarregue da missão é apanhada antes de sair do barco pelo Phillipe e imediatamente levada à presença de Aveline, que a tortura para descobrir quem é o infiltrado dentro do seu bordel.

Decidimos que não teria piada desvendar já o segredo do Tammuz por isso construímos estes stakes: se tiver sucesso no seu role de tortura a escrava revela a quem é que ia entregar a mensagem, caso contrário fica calada e sofre o castigo.

Momento bonito à mesa: a Eowyn sugere que durante a tortura arranca os olhos à mensageira para a fazer falar, eu dou um dado de bonús, o ricmadeira dá um gift dice e o JR fica passivamente a olhar para isto e a cagar na senhora que está a ficar sem olhos por causa dele hehe.

Pensando novamente no assunto acho que os stakes podiam ter sido mais bem montados: se a Eowyn tivesse tido sucesso então marcava a sua posição como uma esclavagista dura e sem misericórdia o que a tornava alguém muito temida e esmagava a moral das facções anti-esclavagistas da zona, caso contrário estes não a iriam respeitar nem temer, o que ia aumentar as tentativas de fuga e os ataques ao seu barco.

Enquanto isto se passa o Tammuz decide dividir o seu grupo em dois, ele e um soldado de confiança vão para um lado e os outros dois para outro, a intenção era ele apanhar os fugitivos mas sem os outros que não estão do seu lado perceberem.

Consegue e dá de caras com o grupo em fuga, tenta imediatamente convencer o planeador (que até ao fim da sessão ficou sem nome…) que ele não é digno da confiança que lhe posta pelos Sons Of Hannish e que ele deverá retirar-se para ser substituído, ao que este responde (JR falhou o role) que os Sons são uma cambada de cobardes e que se irá juntar aos Moonmen.

Alguns contactos físicos depois o JR consegue aprisionar o tipo e manda os escravos fugitivos embora, chama os outros guardas que tinha enviado para outro lado e incita-os para espaçarem o prisioneiro.

A intenção do JR aqui era matar o gajo porque ele pode trazer muitos problemas de futuro, o que é soberbamente fixe, mas diz-me que o quer fazer sem dar cana, visto eles terem sido instruídos a recuperar todos vivos para poderem ser castigados pela Aveline, pelo que eu achei que se deveria fazer um role.

Stakes: se o JR tivesse tido sucesso então no meio da confusão toda matava o tipo e ninguém desconfiava de nada, caso contrário ele mata o tipo e os guardas desconfiam que se passou ali alguma coisa.

Ele falhou o role.

Dúvida: não tenho a certeza da necessidade deste último role, mal o JR me disse “quero matá-lo mas sem dar cana” pensei logo em rolar coisas, mas a verdade é que o importante aqui foi a decisão dele em matar o tipo, algo que eu (e o resto da mesa se não estou em erro) não queria que ele não pudesse fazer e ter pedido um role depois disso não sei se seria assim tão interessante ou relevante para a história.

Fim de jogo.

No final não fiquei muito contente com o resultado final, acho que faltou qualquer coisa ou à sessão ou à minha prestação, falta de ritmo, demasiados roles, stakes que talvez não fossem de todo relevantes, não sei acho que faltou ali algo.
Queria por isso deixar esta pergunta aos jogadores: o que acharam do conteúdo da sessão? Estavam coisas importantes em cima da mesa que vos interessavam, os conflitos diziam-vos alguma coisa, quando rolavam sentiam que estavam a contribuir de uma maneira importante para história e que era de facto importante o que estavam a rolar?

Também fique com a sensação que não conseguir mexer muito com o ricmadeira, não com base na sua inexpressividade (que pelos vistos é mítica e enganadora) mas pelo facto de o ver a passar muito tempo sem coisas nas mãos e sem conflitos em jogo.
Deixo portanto estas perguntas ao ric: o que é que achas que faltou na sessão que fosse mais do teu agrado? Estou a ler-te bem ou a imaginar coisas?Já agora, respondam como se a sessão não tivesse sido feita de improviso (serve como desculpa mas não como aprendizagem), vamos imaginar que isto de facto teve bué trabalho de preparação.

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Comentários - Parte 1

[Andei para aqui a comentar o teu post, mas não fui muito longe. Depois hei-de voltar para mais!]

Vou esforçar-me para não PTAzar os meus comentários. Um gajo joga um jogo com stakes negociadas e conflict resolution e depois pensa que é tudo igual, sheesh...

De resto, as coisas do costume. 1) tiveste de improvisar em cima do joelho coisas para atirar para cima de três personagens, duas das quais que tinham acabado de ser criadas, e tal, portanto era difícil fazer muito melhor. De certeza que agora que tiveste uns dias para digerir os backgrounds e as Keys do pessoal estás recheado de ideias. 2) é muito fácil criticar isto e aquilo à posteriori, mas ali no calor do batalha e sem tempo para reflectir, é outra coisa.

Não sejas tão rápido a menosprezares-te! Acho que fizeste um óptimo trabalho, e curti todas as cenas que envolveram o meu personagem!

RedPissLegion escreveu:

Desenvolvimento: O Tammuz decidiu seguir a sua Key e tentou distrair uns guardas para permitir a fuga, e aqui foi logo o primeiro momento seca da noite, tendo falhado o primeiro role o JR decidiu partir para BDTP (stakes: os guardas queriam voltar para o seu posto de vigia por isso a sua intenção era despachar o Tammuz, este queria que estes não voltassem para a vigia e ficassem a conversar com ele) onde passaram 3 turnos sem ninguém dar dano a ninguém, para não se alongar um conflito que não estava a fazer nada decidimos que os guardas simplesmente desistiam de tentar enxotá-lo e passavam ali algum tempo à conversa.

Acho isto perfeitamente válido. Nem o personagem do jogador nem os NPCs / SGCs (Story Guide Characters) precisam de "morrer" de dano para acabar o BDTP; podem desistir a qualquer momento. Foi sem dúvida a decisão certa.

Anyway, há que ver que só um jogador pode pedir o BDTP, portanto não há razão nenhuma para partires do princípio que aquilo é uma seca para ele; se ele perder o interesse, pode desistir e conceder a vitória. Dito isto, obviamente convém tentar mantém o BDTP interessante, mudando de intenções, escalando o confronto, etc. Este caso estava mesmo a pedir isso (com um empate, os envolvidos podem mudar as suas intenções logo ali na hora sem esperar um turno, e aqui houve três empates de rajada) mas, realmente, não me estou a lembrar de nenhuma mudança de intenção que transformasse muito a natureza essencial do conflito. Good call!

RedPissLegion escreveu:

Aveline tenta dar a volta a Dubois, stakes: se tiver sucesso Aveline convence-o que se encontrar um homem com quem casar dentro de 30 dias e passa a ser a Chefe, se falhar quando Damia for Chefe a Aveline tem que lhe pagar uma taxa para manter o barco.

Dúvida: a condição de sucesso parece-me, agora que penso nisso, algo estranha, porque de facto não garante nada, apenas diz que se o jogador cumprir uma outra condição que então esta se concretiza, isto parece bem?

Claro que parece bem. Perdendo, lá se vai a posição de líder da casa (ou melhor, não se vai, a jogadora é que precisará de encontrar métodos alternativos de conseguir o título que não passem por simplesmente convencer o pai a dar-lho) e ainda há uma humilhação adicional; ganhando, uma decisão que já estava tomada (dar a liderança da casa à filha mais nova) é revertida e a jogadora tem a sua oportunidade garantida. É mais que significativo.

Basta só lembrares-te do interesse que isto gerou à mesa, e do impacto que teve, para teres a certeza que foi um conflito altamente fixe. :)

RedPissLegion escreveu:

Philip vai, obviamente, chibar tudo o que se passou à Damia esta não se mostra preocupada, e aqui vieram uns insultos gratuitos à Aveline que foram divertidos pela reacção da Eowyn hehe, e encarrega Philip de impedir que ela se case.

Eheh, continua assim! A rapariga pica-se tão facilmente que é uma loucura! Lembra-te a Cor também é a tua melhor amiga, não é só o resto. Pelo menos no meu caso e no dela, descrever eventos imaginários tão estúpidamente simples e subtis como um olhar, um gesto, um comentário insinuante, uma inflexão de voz, podem elevar as coisas a outro patamar e sacar reacções intensas e completamente inesperadas.

Prelúdios e Soturnos

Bem no geral eu acho que a sessão correu bem e foi interessante. Diverti-me muito com os dilemas e escolhas difíceis postos em cima da mesa e até acabei por jogar um personagem diferente do que costumo e num universo moralmente perigoso e pouco ético, apesar de uma das possibilidades do Mundo de Near.

Improvisaste bem e deu para ver que as Keys servem bem para não se perder o foco do que interessa aos jogadores e personagens enquanto se corre a história. Nesse aspecto acho o DRYH mais focado mas também mais difícil de o fazer porque não há opções que ilustrem escolhas possíveis nem que dêm detalhe e côr ao jogo.

Vou comentar aquilo que acho mais pertinente tanto a mim como ao meu personagem. E o que melhorar o jogo, claro! :)

RedPissLegion escreveu:

Kicker do Tammuz: Descobre um membro dos Sons Of Hannish a realizar uma fuga não planeada nem aprovada do barco da Aveline, se denunciar o colega aos guardas estará a fazer o melhor pela organização (pois não expõem a sua presença no barco), se o ajudar estará a cumprir a sua Key para libertar todos os escravos de Ammenie.

Desenvolvimento: O Tammuz decidiu seguir a sua Key e tentou distrair uns guardas para permitir a fuga, e aqui foi logo o primeiro momento seca da noite, tendo falhado o primeiro role o JR decidiu partir para BDTP (stakes: os guardas queriam voltar para o seu posto de vigia por isso a sua intenção era despachar o Tammuz, este queria que estes não voltassem para a vigia e ficassem a conversar com ele) onde passaram 3 turnos sem ninguém dar dano a ninguém, para não se alongar um conflito que não estava a fazer nada decidimos que os guardas simplesmente desistiam de tentar enxotá-lo e passavam ali algum tempo à conversa.

Ah, o infame momento seca que não devia existir em nenhum dos jogos. Mas aconteceu o que é normal.

Bem, eu cedi em passarmos à frente por causa mesmo do tempo que estava a demorar e porque claramente para ti aparentava não ser muito divertido. Contudo eu estava interessado não só em que o meu perso tivesse sucesso como também em jogar esse diálogo difícil por parte do Tammuz. Queria mesmo ver como é a coisa se desenvolvia. Acho que eventualmente, depois de esquivas e contrapontos na conversa a coisa chegaria a uma resolução, sendo o dano possível quer na credibilidade do Tammuz para os seus homens, como na quebra de auto-confiança ao ter de os enganar de maneira tão pouco viril, ou até a falta de crédito dos seus homens pela sua arbitrária falta de competência ao distraí-los em quanto desempenhavam as suas funções. Também queria testar o BDTP o que acabei por não ainda perceber bem os seus pontos fundamentais. Talvez por isso o que acabei de escrever seja facilmente criticável.

RedPissLegion escreveu:

Depois desta situação passámos para o ricmadeira e aqui acho que veio o meu maior buraco da noite como GM.

Phillipe vai, obviamente, chibar tudo o que se passou à Damia esta não se mostra preocupada, e aqui vieram uns insultos gratuitos à Aveline que foram divertidos pela reacção da Eowyn hehe, e encarrega Phillipe de impedir que ela se case.

Stakes: não houve… foi uma repetição da cena do mercado da nossa sessão de teste, a Damia queria algo com que lixar a Aveline e o Phillipe deu-a de bandeja, devia ter metido um role nisto, alguma coisa como a Damia a propor ao Phillipe que se ele conseguir arruinar o casamento da Aveline que teria finalmente a sua irmã de volta, caso contrário nunca mais a via.

Será o Ricmadeira não queria mesmo era que acontecesso algo a Aveline que a pudesse lixar e tu não percebeste? Mas sim se ele queria mesmo isto, tinhas que o desafiar quanto a  essa escolha. :D

RedPissLegion escreveu:

Depois de ter conseguido desviar as atenções dos guardas, o Tammuz decide ir refrescar a sua pool de Instinct indo-se embebedar no bar do barco com uns guardas fora de serviço, o Jean e o Luc.

Deveria ter aproveitado melhor esta parte, refrescar uma pool é sempre algo que deve gerar interacções minimamente ricas entre personagens. Podia por isso ter introduzido uma conversa entre os três onde os soldados falavam da sua vida, da mulher e filhos que tinham em casa, como até gostavam de viver ali mas que também não concordavam muito com a política esclavagista dos seus superiores, etc, qualquer coisa que pudesse semear conflitos de futuro. Vou tentar agarrar nestas ideias e na relação que se estabeleceu entre os três e tentar fazer alguma coisa com isto de futuro.

Definitivamente concordo contigo neste ponto. Era uma oportunidade para dar espaço para respirar ao personagem, abrir-se um pouco e depois BAM!, usares o que tivesse sido desenvolvido pelo personagem mais adiante. Mas hey, fica para a próxima!

RedPissLegion escreveu:

Momento bonito à mesa: a Eowyn sugere que durante a tortura arranca os olhos à mensageira para a fazer falar, eu dou um dado de bonús, o ricmadeira dá um gift dice e o JR fica passivamente a olhar para isto e a cagar na senhora que está a ficar sem olhos por causa dele hehe.

Bem para alguém que é um antigo escravo e cuja nova missão na vida é salvar secretamente outros escravos é preciso alguém, a meu ver, que precise de fazer o que for preciso. Vejo o Tammuz como decidido e um pouco dormente à dor dos outros. Ele passou a vida toda a presenciar esta dureza e injustiça! Existem baixas em todas as grandes causas, esta foi um delas...

RedPissLegion escreveu:

Enquanto isto se passa o Tammuz decide dividir o seu grupo em dois, ele e um soldado de confiança vão para um lado e os outros dois para outro, a intenção era ele apanhar os fugitivos mas sem os outros que não estão do seu lado perceberem.

Consegue e dá de caras com o grupo em fuga, tenta imediatamente convencer o planeador (que até ao fim da sessão ficou sem nome…) que ele não é digno da confiança que lhe posta pelos Sons Of Hannish e que ele deverá retirar-se para ser substituído, ao que este responde (JR falhou o role) que os Sons são uma cambada de cobardes e que se irá juntar aos Moonmen.

Alguns contactos físicos depois o JR consegue aprisionar o tipo e manda os escravos fugitivos embora, chama os outros guardas que tinha enviado para outro lado e incita-os para espaçarem o prisioneiro.

A intenção do JR aqui era matar o gajo porque ele pode trazer muitos problemas de futuro, o que é soberbamente fixe, mas diz-me que o quer fazer sem dar cana, visto eles terem sido instruídos a recuperar todos vivos para poderem ser castigados pela Aveline, pelo que eu achei que se deveria fazer um role.

Stakes: se o JR tivesse tido sucesso então no meio da confusão toda matava o tipo e ninguém desconfiava de nada, caso contrário ele mata o tipo e os guardas desconfiam que se passou ali alguma coisa.

Ele falhou o role.

Dúvida: não tenho a certeza da necessidade deste último role, mal o JR me disse “quero matá-lo mas sem dar cana” pensei logo em rolar coisas, mas a verdade é que o importante aqui foi a decisão dele em matar o tipo, algo que eu (e o resto da mesa se não estou em erro) não queria que ele não pudesse fazer e ter pedido um role depois disso não sei se seria assim tão interessante ou relevante para a história.

Bem eu adorei tudo pelo que a personagem passou e as situações difíceis em que me puseste. Se te chamei uns nomezitos desegradáveis durante isto foi uma coisa de gajos, a admirar e elogiar a tua "grande macho capriniziche" digna de uma pessoa engenhosamente mazinha! Eu acho que o lançamento final foi o melhor que se podia, porque de qualquer maneira a história avançou e criou mais complicações a ser exploradas de futuro e que estão bem relacionadas com a cena anterior do "beber com os seus homens".

Quando é que jogamos mesmo? :P

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jrmariano wrote: Nesse

jrmariano escreveu:

Nesse aspecto acho o DRYH mais focado mas também mais difícil de o fazer porque não há opções que ilustrem escolhas possíveis nem que dêm detalhe e côr ao jogo.

Curioso, depois podemos discutir isso no teu RJ da nossa sessão.

jrmariano escreveu:

Acho que eventualmente, depois de esquivas e contrapontos na conversa a coisa chegaria a uma resolução, sendo o dano possível quer na credibilidade do Tammuz para os seus homens, como na quebra de auto-confiança ao ter de os enganar de maneira tão pouco viril, ou até a falta de crédito dos seus homens pela sua arbitrária falta de competência ao distraí-los em quanto desempenhavam as suas funções.

Argh podias ter-me dito, isso mudava tudo hehe mas se qusieres ainda podemos inserir este elemento na próxima sessão, até se quiseres pode estar associado ao falhanço do teu último role.

jrmariano escreveu:

Também queria testar o BDTP o que acabei por não ainda perceber bem os seus pontos fundamentais. Talvez por isso o que acabei de escrever seja facilmente criticável.

Pois, de facto não foi o melhor exemplo para ver o BDTP em toda a sua glória, embora te possa referir a isto.

jrmariano escreveu:

Será o Ricmadeira não queria mesmo era que acontecesso algo a Aveline que a pudesse lixar e tu não percebeste? Mas sim se ele queria mesmo isto, tinhas que o desafiar quanto a  essa escolha.

Sim eu percebi que ele queria lixar mais a Aveline, mas novamente acho que não criei a melhor maneira para ele o fazer. Mas também ando a tomar notas para a próxima sessão.

jrmariano escreveu:

Definitivamente concordo contigo neste ponto. Era uma oportunidade para dar espaço para respirar ao personagem, abrir-se um pouco e depois BAM!, usares o que tivesse sido desenvolvido pelo personagem mais adiante. Mas hey, fica para a próxima!

Novamente, estou a tirar notas.

jrmariano escreveu:

Bem para alguém que é um antigo escravo e cuja nova missão na vida é salvar secretamente outros escravos é preciso alguém, a meu ver, que precise de fazer o que for preciso. Vejo o Tammuz como decidido e um pouco dormente à dor dos outros. Ele passou a vida toda a presenciar esta dureza e injustiça! Existem baixas em todas as grandes causas, esta foi um delas...

Não era disto que eu estava a falar, o Tammuz estava a anos de luz desta situação e não havia maneira de intervir, por isso não estava à espera que o teu PC agisse sobre isto, estava à espera que tu agisses quando me viste e ao ricmadeira a dar dados à Eowyn para a ajudar, que tu desses gift dice à rapariga (ela vai precisar de um nome...) para a ajudar no stake dela, pensava que seria uma coisa que te tocasse a ti como jogador/pessoa e não ao teu personagem.

jrmariano escreveu:

Eu acho que o lançamento final foi o melhor que se podia, porque de qualquer maneira a história avançou e criou mais complicações a ser exploradas de futuro e que estão bem relacionadas com a cena anterior do "beber com os seus homens".

Folgo em saber e penso mesmo puxar isto de futuro e tenho algumas ideias sobre o que quero fazer, de qualquer maneira vou experimentando um bocado as águas para ver o teu interesse e depois logo vejo como é que isto se vai desenvolver.

jrmariano escreveu:

Quando é que jogamos mesmo? :P

Eu estou à vossa espera hehe.

"the drunks of the Red-Piss Legion refuse to be vanquished"

Equívocos e binominalização

RedPissLegion escreveu:

Não era disto que eu estava a falar, o Tammuz estava a anos de luz desta situação e não havia maneira de intervir, por isso não estava à espera que o teu PC agisse sobre isto, estava à espera que tu agisses quando me viste e ao ricmadeira a dar dados à Eowyn para a ajudar, que tu desses gift dice à rapariga (ela vai precisar de um nome...) para a ajudar no stake dela, pensava que seria uma coisa que te tocasse a ti como jogador/pessoa e não ao teu personagem.

Sim percebo onde me equivoquei, estavas a falar do João Mariano... Hmm...

Bem, não sei se isso muda a tua percepção de mim como pessoa, mas não, não empatizei particularmente com a pequena serva capturada e torturada. Aliás achei bem interessante a sua tortura repulsiva pois permitiu assim estabelecer a vilania da Avelline e do Philippe. Se desse dados era mesmo se fosse preciso atribuí-los para garantir que a tortura aconteceria. Agora que ela se encontra violentamente mutilada e magoada é que me parece bem mais interessante de interagir com ela e decidir o que o Tammuz irá fazer com ela e quanto ao sucedido.

"Se alguma vez sou coerente, é apenas como incoerência saída da incoerência." Fernando Pessoa

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