[tsoy] Há Víboras No Pântano - Sessão 2

Sexta à noite corremos a nossa segunda sessão, embora ache que tenha corrido melhor do que a primeira ainda falta qualquer coisa para entrarmos bem no ritmo de jogo que estou à espera.

Jogadores
Visto o JR não ter podido comparecer apenas os jogadores Eowyn (Aveline) e ricmadeira (Phillipe) estiveram presentes.

Sessão
Depois dos acontecimentos da noite passada os PCs são convidados a ir a casa da Mãe da Aveline, esta oferece a sua ajuda à filha para ela conseguir casar, propondo a organização de um baile no barco da Aveline onde seriam convidados todos os homens solteiros de alto gabarito na região para ela escolher um futuro marido.

A Mãe é um NPC que está contra ou a favor da Aveline de acordo com a altura do ano, visto a liderança na casa Dubois ser herditária (de pai para filho/a e não conjugue) ela quer que a melhor filha assuma o poder, por isso mantém acesa a competição entre ambas ajudando sempre a que estiver na mó de baixo, de momento é a Aveline.

Ao ouvir isto o Phillipe vai falar com a Damia expondo-lhe a situação e ela encarrega-o com a seguinte tarefa "com a ajuda da Mãe torna-se mais provável que a Aveline se case, o que quer dizer pode vir a ser Chefe da casa e feliz, eu não quero ver a minha irmã feliz, faz com que isso não aconteça.".

Phillipe tenta também saber mais sobre a sua irmã, a Damia não quis dizer (visto ser uma cabra manipuladora) e rolaram-se os primeiros dados da noite. O Phillipe perdeu o conflito o que quer dizer que a sua irmã irá ser castigada pela sua curiosidade.

Depois voltamos a rolar para ver se ele conseguia sair daquela reunião sem ser visto, para não ser o fiasco que foi na sessão anterior decidimos tornar o desafio interessante e que haveria um Espião dentro da casa Dubois, se o Phillipe tivesse sucesso conseguia sair sem ser visto, caso contrário o Espião teria testemunhado a reunião. Ele falhou.

A percurso de volta para o barco foi interrompido por uma figura estranha, um Goblin com uma cabeça demasiado grande para o corpo frágil e esquelético que apresenta, orelha enormes e pesadonas como as dos cães e a mastigar uma pedra.

Este NPC é o Goblin Vidente, o que ele faz é aparecer do meio do nada (tipo telaportação) dizer umas frases completamente desconexas (como se estivesse bêbado ou ganzado) mas com um significado e desaparece. O significado depende de um role de Discern Truth, onde os stakes ditam o que o PC percebe do que ele disse, mais sobre isto embaixo.

Aqui julgo ter cometido um erro, quando a carruagem é obrigada a parar por causa dele o Phillipe prontamente se aproxima para o mandar embora, sendo o conflito o Phillipe querer mandar o Goblin embora e este querer dizer Uma Coisa à Aveline, o Goblin venceu pelo que o ric foi a BDTP e venceu depois de 4 turnos. O erro foi que eu apenas disse isto ao ricmadeira quando estávamos a desenvolver o conflito, não lhe dei toda a descrição do que ele ia fazer, o que poderia ter feito o ric agir de maneira diferente, só percebi este erro mais tarde.

Uma vez no barco, a Mãe põem-se logo com os seus ares de grandeza e dizer que tem que ser tudo mudado para poder fazer a festa condignamente, a intenção dela - para além disso - é poder ter grande influência na preparação da festa de modo a deixar espaço para algo poder correr mal e ela meter a sua ferroada caso seja preciso, tendo dito isto à Eowyn ela decide que não o vai permitir pelo que se tenta impor à sua mãe à frente de todos, e consegue.

Durante a festa aconteceu o seguinte:

  • Damia fez-se convidada e apareceu com o seu marido para fazer show;
  • Um homem novo na região também aparece sem ser convidado, chama-se Louis Franc, descrevi este NPC como um homem extremamente bem educado, bem constituído (ao contrário dos decadentes Amenitas), com cabelo preto e profundos olhos azuis e com uma postura bastante digna em comparação aos restantes membros da festa, fazendo uma analogia animal: se os Amenitas fossem pavões (visto serem ricos, tios e intriguistas) este Louis seria um Leão (visto ser forte, digno e honrado). A minha intenção com este NPC é tripla: despertar o interesse da Aveline, consequentemente pontapear as partes baixas do Phillipe e, sendo ele um novo rico, não ser suficientemente "bom" para a sua mãe o considerar um pretendente com futuro;
  • Phillipe começa a lançar o boato que a Aveline apenas se quer casar porque está falida e por isso os homens não lhe deviam prestar atenção, esta descobre o boato (mas não a sua origem) e num role oposto consegue vencer o Phillipe (que usou a Damia como arma) e repõem o seu bom nome;
  • Phillipe compra a Key Of Conscience;
  • A Mãe tenta juntar Aveline com um Ammenita gordo e pedófilo chamado Perrier, ela não quer (está interessada no Louis de quem a Mãe não gosta) e volta a humilhar a Mãe em público;
  • Phillipe chega a acordo com o Perrier e este empresta-lhe homens para ele ir incendiar o negócio do Louis;
  • Aveline tenta-se fazer ao Louis mas fica a parecer uma atiradiça lasciva e ele perde o interesse nela, de qualquer maneira convida-a para um almoço que irá realizar no dia seguinte para se apresentar formalmente à sociedade Amenita;
  • O Goblin Vidente volta a aparecer e desta correu melhor, o ricmadeira já estava pronto para se lançar à tareia com o bicho quando eu lhe disse o que eu pretendia, ele achou fixe e então deixou o Goblin dizer o que tinha a dizer: "Há víboras neste pântano!" (pareceu-me temático e não me lembrei de nada melhor), tanto o Phillipe como a Aveline venceram o role de Discern Truth e ficou estabelecido o seguinte: o Louis tem um Passado e a Aveline descobriu que o boato veio do Phillipe;
  • A Damia tendo visto os seus planos para esta noite furados dá ao Phillipe uma saqueta, esta contem um veneno que tem que ser queimado para ser transmitido pelo ar. Ele deve largar este veneno no quarto da Aveline, ele irá ter um efeito devastador nela e impedi-la de participar no almoço do Louis no dia seguinte, o veneno também pode ter efeitos secundários incertos.

Conclusões

O Bom:

  • Ver a Aveline a seguir a sua Key Of The Overlord humilhando a sua mãe em público várias vezes;
  • Ver o Phillipe a seguir a sua Key Of Mission lixando a Aveline sempre que pôde;
  • Acho que consegui acertar mais no PC do ric do que na sessão passada;
  • Toda a cena da festa;
  • O role final com o Goblin Vidente a determinar factos sobre NPCs. De notar no entanto que isto não é um poder especial do Goblin, é apenas o "poder" dos stakes utilizem-nos mais para introduzir coisas interessantes em jogo, como por exemplo o Espião que apareceu em cena, não esperem que seja só eu a introduzir coisas em jogo porque sou o GM.

O Mau:

  • Falta de ritmo e de intensidade, pareceu-me que não houve grandes stakes em jogo quando havia roles e que eles não agarravam bem os jogadores. Isto veio a ser confirmado na conversa pós-jogo. Acho que temos que perder mais tempo com os stakes até encontrar-mos coisas realmente interessantes para acontecerem quando dados são rolados (quer em sucesso ou falhanço), embora isto possa atrasar um bocado o jogo acho que é necessário;
  • Ainda não percebi bem quando é que o ric está à procura de conflitos ou não, por exemplo, quando ele foi falar com o Perrier sobre a Aveline preferir o Louis a ele, fui eu que tive que meter o Perrier a querer emprestar-lhe homens para ele ir queimar o negócio do Louis e a querer contratá-lo para seu espião, caso contrário a cena seria inconsequente, julgo que o melhor aqui é para a cena e perguntar-lhe directamente o que é que ele quer desta situação e pensar um role e stake apropriado;
  • Acho que os jogadores ainda estão à espera que seja eu a introduzir cenas para eles poderem agir e fazer coisas, seria muito mais fixe se fossem eles a lançarem as cenas onde querem fazer as coisas;
  • Um bocado relacionado com o ponto anterior acho que estou meio receoso como GM a fazer sugestões aos jogadores, por achar que depois podem pensar que estou a querer impor algo porque sou o GM.

Dúvidas:

  • A Key Of The Overlord diz isto: Your character owns other people or oversees the ownership of others. Gain 1 XP every time your character makes someone else do something against her will. Gain 3 XP every time your character makes someone else do something that causes harm, pain, or despair to that person. Buyoff: Free a person under your ownership or oversight. Contudo nós temos ignorado a primeira parte da descrição e concentramo-nos nas condições de XP para o dar à Aveline sempre que ela subjuga alguém à sua vontade (caso da Mãe), isto está correcto ou devíamos procurar uma Key para a Aveline mais apropriada?
  • Ricmadeira: porque é que compraste a Key Of Conscience durante a festa? não percebi se te ocorreu algum vislumbre que me tenha escapado e achaste importante fazê-lo ou se foi apenas porque estavas secar e querias dar-me uma cena para te tentar agarrar.

Opções de visualização dos comentários

Seleccione a sua forma preferida de visualização de comentários e clique "Gravar configuração" para activar as suas alterações.

Comentários - Parte 1/2

RedPissLegion escreveu:

Depois voltamos a rolar para ver se ele conseguia sair daquela reunião sem ser visto, para não ser o fiasco que foi na sessão anterior decidimos tornar o desafio interessante e que haveria um Espião dentro da casa Dubois, se o Phillipe tivesse sucesso conseguia sair sem ser visto, caso contrário o Espião teria testemunhado a reunião. Ele falhou.

Epá, eu não cheguei a comentar o que se passou nessa cena na outra sessão, mas... não achei nada de errado. Havia uma empregada, se ela me visse, aquilo ia chegar aos ouvidos da minha patroa (pelo menos isso ficou subentendido para mim, porque se não chegasse não havia qualquer interesse em rolar). Perfeito! Passei o roll e tudo.

Já aqui, falhei o roll (nem sequer quis ir buscar dados à pool porque achei interessante ganhar mais um nó à volta da pescoço) e... nada aconteceu, pelo menos ainda. De certeza que isto vai voltar para me assombrar, mas até agora estou desiludido, eheh. ;-)

RedPissLegion escreveu:

quando a carruagem é obrigada a parar por causa dele o Phillipe prontamente se aproxima para o mandar embora, sendo o conflito o Phillipe querer mandar o Goblin embora e este querer dizer Uma Coisa à Aveline, o Goblin venceu pelo que o ric foi a BDTP e venceu depois de 4 turnos. O erro foi que eu apenas disse isto ao ricmadeira quando estávamos a desenvolver o conflito, não lhe dei toda a descrição do que ele ia fazer, o que poderia ter feito o ric agir de maneira diferente, só percebi este erro mais tarde.

Epá, isto correu muito bem. Tu antes de partirmos para os dados disseste-me que o Goblin queria dizer qualquer coisa; não sei se disseste especificamente ou não que era à Aveline, mas isso também acaba por não ter qualquer importância. É que eu pensei que ele era o tal espião da cena anterior, de modo que de imediato mandei o meu personagem ir lá impedir o senhor Goblin de abrir o bico sobre fosse o que fosse. Se me tens dito que ele não se ia chibar sobre mim, aí é que a cena seria diferente; o meu personagem ia tentar enxotâ-lo à mesma, mas eu, como jogador, ia deixá-lo falar. No big deal! :-D

Grande jogo!

ricmadeira escreveu: Já

ricmadeira escreveu:

Já aqui, falhei o roll (nem sequer quis ir buscar dados à pool porque achei interessante ganhar mais um nó à volta da pescoço) e... nada aconteceu, pelo menos ainda. De certeza que isto vai voltar para me assombrar, mas até agora estou desiludido, eheh. ;-)

Pois, a questão aqui é que O Espião é um NPC que apareceu em jogo apenas no momento em que foste fazer o role, pelo que ainda não sei o que fazer com ele, as notas que tenho para ele são apenas O Espião Na Casa Dubois, que isto te vai lixar vai, apenas ainda não sei como hehe.

Contudo gostei mais deste role porque a adversidade apresentada era mais interessante e competitiva, tanto que falhaste o role hehe, e que criou um novo facto em jogo, agora existe um espião na casa Dubois, o que para mim torna tudo muito mais fixe.

ricmadeira escreveu:

Epá, isto correu muito bem. Tu antes de partirmos para os dados disseste-me que o Goblin queria dizer qualquer coisa; não sei se disseste especificamente ou não que era à Aveline, mas isso também acaba por não ter qualquer importância. É que eu pensei que ele era o tal espião da cena anterior, de modo que de imediato mandei o meu personagem ir lá impedir o senhor Goblin de abrir o bico sobre fosse o que fosse. Se me tens dito que ele não se ia chibar sobre mim, aí é que a cena seria diferente; o meu personagem ia tentar enxotâ-lo à mesma, mas eu, como jogador, ia deixá-lo falar. No big deal! :-D

Por acaso aqui fui mauzinho e um dos grandes motivos que me fez colocar este NPC aqui nesta altura foi mesmo incitar essa paranoia da tua parte hehe. É assim o que ele ia dizer à Aveline era exactamente o que ele disse na festa com exactamentes as mesma consequências, se calhar devia era ter feito outra coisa, que era pô-lo no vosso caminho para te lixar um bocado o juízo e apenas pô-lo a falar na festa, onde as consequências seriam (e foram) muito mais fixes.

"the drunks of the Red-Piss Legion refuse to be vanquished"

Hehey, :) RedPissLegion

Hehey, :)

RedPissLegion escreveu:

Falta de ritmo e de intensidade, pareceu-me que não houve grandes stakes em jogo quando havia roles e que eles não agarravam bem os jogadores. Isto veio a ser confirmado na conversa pós-jogo. Acho que temos que perder mais tempo com os stakes até encontrar-mos coisas realmente interessantes para acontecerem quando dados são rolados (quer em sucesso ou falhanço), embora isto possa atrasar um bocado o jogo acho que é necessário;

Don't go overboard. A cena toda dos "stakes" pode de repente descambar para "jogar antes de jogar", com os participantes a sugerirem consequências que, de repente, já nada têm a ver com as intenções dos personagens envolvidos.

Se tu queres que algo aconteça e eu não quero, isso é um conflito e os stakes são ou acontece ou "não". Normalmente, o problema é com o "não" e com o que é que acontece em vez disso. Não é preciso ser nada de transcendental, basta que seja algo que te impeça (ou que deixe de fazer sentido) tentar outra vez, pelo menos logo a seguir.

RedPissLegion escreveu:

Ainda não percebi bem quando é que o ric está à procura de conflitos ou não, por exemplo, quando ele foi falar com o Perrier sobre a Aveline preferir o Louis a ele, fui eu que tive que meter o Perrier a querer emprestar-lhe homens para ele ir queimar o negócio do Louis e a querer contratá-lo para seu espião, caso contrário a cena seria inconsequente, julgo que o melhor aqui é para a cena e perguntar-lhe directamente o que é que ele quer desta situação e pensar um role e stake apropriado;

Hmmmmnão. "Procurar conflitos" não é necessariamente o papel do jogador. O jogador deve apenas preocupar-se com as intenções do seu personagem. Da mesma forma, o SG, como jogador que é, deve preocupar-se com as intenções dos NPCs. Obviamente, construir intenções que levem a conflitos é mais interessante, quer da parte do SG, quer da parte do não-SG. Mas às vezes, as intenções são apenas isso.

Perguntar directamente o que o jogador quer é sempre boa ideia, mas daí até ter de inventar um roll e stakes vai um granda pulo. Às vezes, podes apenas "dizer sim" ao que o jogador quer. Se isso estiver "sempre" a acontecer, então provavelmente os NPCs estão mal contruídos e não criam adversidade.

RedPissLegion escreveu:

Acho que os jogadores ainda estão à espera que seja eu a introduzir cenas para eles poderem agir e fazer coisas, seria muito mais fixe se fossem eles a lançarem as cenas onde querem fazer as coisas;

Como é que o pessoal anda de pools? É mais fácil os jogadores quererem fazer coisas quando querem refrescar as pools.

De resto, os jogadores sõ vão "pedir cenas" se tiverem objectivos específicos, e isso nem sempre acontece, mas também não é grave.

RedPissLegion escreveu:

Um bocado relacionado com o ponto anterior acho que estou meio receoso como GM a fazer sugestões aos jogadores, por achar que depois podem pensar que estou a querer impor algo porque sou o GM.

Com os jogadores em questão, duvido que tenhas de ter esse problema em particular. :)

RedPissLegion escreveu:

A Key Of The Overlord diz isto: Your character owns other people or oversees the ownership of others. Gain 1 XP every time your character makes someone else do something against her will. Gain 3 XP every time your character makes someone else do something that causes harm, pain, or despair to that person. Buyoff: Free a person under your ownership or oversight. Contudo nós temos ignorado a primeira parte da descrição e concentramo-nos nas condições de XP para o dar à Aveline sempre que ela subjuga alguém à sua vontade (caso da Mãe), isto está correcto ou devíamos procurar uma Key para a Aveline mais apropriada?

Minha opinião, era preferível encontrar ou escrever uma Key mais apropriada. Manipulator vem-me à cabeça, por exemplo. Overlord é mesmo na onda da escravidão ou similares.

Cheers,
J.

Cheers,
J.

JMendes escreveu: Don't

JMendes escreveu:

Don't go overboard. A cena toda dos "stakes" pode de repente descambar para "jogar antes de jogar", com os participantes a sugerirem consequências que, de repente, já nada têm a ver com as intenções dos personagens envolvidos.

Se tu queres que algo aconteça e eu não quero, isso é um conflito e os stakes são ou acontece ou "não". Normalmente, o problema é com o "não" e com o que é que acontece em vez disso. Não é preciso ser nada de transcendental, basta que seja algo que te impeça (ou que deixe de fazer sentido) tentar outra vez, pelo menos logo a seguir.

Ok, eu consigo perceber isso, acho que a questão tem a ver com "músculo" de jogo.

A meu ver se algo vale a pena um conflito e um role de dados então o resultado (quer sucesso quer fracasso) tem que ser interessante, nem que seja apenas um "não", sendo isso que para mim trás ritmo ao jogo, não tem que ser um ritmo alucinante em que o destino do mundo depende de cada role, mas tem que haver alguma "carne" por detrás dele. Acho que é esse "músculo" de criar situações interessantes para o resultado dos roles que ainda não desenvolvemos bem e por isso às vezes parece-me que se calhar os conflitos não são tão interessantes quanto isso.

JMendes escreveu:

Hmmmmnão. "Procurar conflitos" não é necessariamente o papel do jogador. O jogador deve apenas preocupar-se com as intenções do seu personagem. Da mesma forma, o SG, como jogador que é, deve preocupar-se com as intenções dos NPCs. Obviamente, construir intenções que levem a conflitos é mais interessante, quer da parte do SG, quer da parte do não-SG. Mas às vezes, as intenções são apenas isso.

Perguntar directamente o que o jogador quer é sempre boa ideia, mas daí até ter de inventar um roll e stakes vai um granda pulo. Às vezes, podes apenas "dizer sim" ao que o jogador quer. Se isso estiver "sempre" a acontecer, então provavelmente os NPCs estão mal contruídos e não criam adversidade.

A questão aqui é às vezes eu não percebo porque é que o ric faz as coisas que faz, não percebo a sua intenção final com determinada interacção com um NPC (exemplo: caso Perrier), não percebo se ele está só a semear algo e quer que eu depois pegue naquilo e faça o que me der na telha ou se tem um objectivo muito concreto para essa interacção, só depois de saber isso é que podemos avaliar se vai ou não haver um confronto de intenções e se vale ou não a pena um role (desculpa, expliquei mal esta parte no meu post anterior) e como é que podemos orientar a cena para seguir essa intenção.

Exemplo de jogo: conversa com entre o Phillipe e Perrier
Apenas pela conversa dentro de jogo eu não sei se o ric quer simplesmente picar o Perrier para fazer algo contra o Louis, se o quer picar para ele fazer algo de muito específico contra o Louis ou se quer que ele o ajude a fazer algo contra o Louis, para mim estas pequenas nuances são o suficiente para diferenciar entre um dizer "sim" e um "rola dados".

JMendes escreveu:

Como é que o pessoal anda de pools? É mais fácil os jogadores quererem fazer coisas quando querem refrescar as pools.

De resto, os jogadores sõ vão "pedir cenas" se tiverem objectivos específicos, e isso nem sempre acontece, mas também não é grave.

Nesta sessão apenas o ric fui às pools (e muitas vezes) pelo que teve uma cena de Refrescar Instincto que eu acho que não peguei tão bem nela como deveria, o que aconteceu foi ele ter posto o Phillipe a ir jogar aos dados com os guardas e um deles chibou-se que na noite anterior achou muito estranho o Tammuz (JR) ter morto o rebelde.

Mas sim percebo o que queres dizer e vou levar isso em consideração para ir pensando em mais cenas para introduzir durante as sessões.

JMendes escreveu:

Minha opinião, era preferível encontrar ou escrever uma Key mais apropriada. Manipulator vem-me à cabeça, por exemplo. Overlord é mesmo na onda da escravidão ou similares.

Pois, também acho que é melhor. Talvez não Manipulator, acho que a onda dela é ainda outra coisa, pegando numa frase que ela disse na primeira sessão e que ficou na cabeça para uma possível Key "a minha personagem gosta muito da sua liberdade e não a quer comprometer por ninguém".

Acho que qualquer coisa como Key Of The Untamed Spirit, onde o PC ganha XP sempre que se impõe a alguém que a queira restringir de alguma maneira. Sendo o buyoff algo como: aceitar um compromisso com alguém em troca da sua liberdade.

Obrigado pelos concelhos.

"the drunks of the Red-Piss Legion refuse to be vanquished"

Comentários - Parte 2/2

RedPissLegion escreveu:

O Bom:

Protesto, aqui falta um item!! :-D

Para mim o mais divertido de tudo ainda foi teres conseguido picar continuamente a Raquel com a mãe; a rapariga ficou mesmo arreliada! Muito fixe de ver! E o mérito é todo teu.

RedPissLegion escreveu:

pareceu-me que não houve grandes stakes em jogo quando havia roles e que eles não agarravam bem os jogadores. Isto veio a ser confirmado na conversa pós-jogo.

Bom, também há que ver que a Raquel estava a comparar os stakes com a única coisa que conhecia: PTA Dirtside. Em PTA há um máximo de conflito por cena e a certa altura a cena caminha para aquilo como um comboio desgovernado para se espetar num clímax que pode nem sequer ter nada a ver com as intenções dos personagens (ao contrário de TSOY, onde me parece que as stakes estão sempre directamente ligadas à intenção deste e daquele personagem) e que muitas vezes envolve todos os PCs presentes ao barulho com stakes simultâneos altamente diferentes. De modo que não é, nem pode ser, a mesma coisa (pelo menos sempre). Quando as situações começarem a ficar mais apertadas na campanha, também é natural que apareçam stakes mais espectaculares.

De resto, nenhum roll (pelo menos para mim) foi trivial ou algo que se lhe parecesse. Curti-os a todos, mesmo os que não eram meus.

RedPissLegion escreveu:

acho que estou meio receoso como GM a fazer sugestões aos jogadores, por achar que depois podem pensar que estou a querer impor algo porque sou o GM.

Ora essa, fire away! Em todos os jogos em que já participei, ainda nada piorou por alguém ter oferecido uma sugestão, antes pelo contrário, e que contrário! De resto, se a ideia não depender totalmente de nós para a sua execução e a achas boa, vai-te a ela, surpreende-nos, eheh.

RedPissLegion escreveu:

Ricmadeira: porque é que compraste a Key Of Conscience durante a festa? não percebi se te ocorreu algum vislumbre que me tenha escapado e achaste importante fazê-lo ou se foi apenas porque estavas secar e querias dar-me uma cena para te tentar agarrar.

Nada de especial. Queria ter mais fontes de XP, que as outras duas Keys não estão a render... ou melhor, a Key da paixão não está a render tanto como poderia (acho que tens de me ir ajudando com essa, fazendo assim um scene framings apropriados de vez em quando, eheh). De resto, já andava a olhar para essa Key há algum tempo, e como tinha XisPe para gastar... A cena de ser durante a festa não teve qualquer significado; se calhar foram as tuas descrições de escravos tormentados e atormentados que me inspiraram, não sei, mas a verdade é que olhei para a lista de Keys e mais nenhuma me chamou a atenção.

ricmadeira escreveu: Bom,

ricmadeira escreveu:

Bom, também há que ver que a Raquel estava a comparar os stakes com a única coisa que conhecia: PTA Dirtside. Em PTA há um máximo de conflito por cena e a certa altura a cena caminha para aquilo como um comboio desgovernado para se espetar num clímax que pode nem sequer ter nada a ver com as intenções dos personagens (ao contrário de TSOY, onde me parece que as stakes estão sempre directamente ligadas à intenção deste e daquele personagem) e que muitas vezes envolve todos os PCs presentes ao barulho com stakes simultâneos altamente diferentes. De modo que não é, nem pode ser, a mesma coisa (pelo menos sempre). Quando as situações começarem a ficar mais apertadas na campanha, também é natural que apareçam stakes mais espectaculares.

Pois, só que eu gosto imenso de ver o comboio a descarrilar hehe mas percebo que se calhar TSoY não seja o jogo onde isso tenha que acontecer em todos os roles, mas gostava de ver isso a acontecer de vez em quando, por exemplo acho que a cena da festa dava azo a isso, mas enfim é como disse em cima ao JMendes.

ricmadeira escreveu:

De resto, nenhum roll (pelo menos para mim) foi trivial ou algo que se lhe parecesse. Curti-os a todos, mesmo os que não eram meus.

Isso deixa-me extremamente feliz.

ricmadeira escreveu:

Nada de especial. Queria ter mais fontes de XP, que as outras duas Keys não estão a render... ou melhor, a Key da paixão não está a render tanto como poderia (acho que tens de me ir ajudando com essa, fazendo assim um scene framings apropriados de vez em quando, eheh). De resto, já andava a olhar para essa Key há algum tempo, e como tinha XisPe para gastar... A cena de ser durante a festa não teve qualquer significado; se calhar foram as tuas descrições de escravos tormentados e atormentados que me inspiraram, não sei, mas a verdade é que olhei para a lista de Keys e mais nenhuma me chamou a atenção.

Não sei se isso é preocupante ou não hehe mas pronto vou imaginar que sim.

De qualquer maneira eu faço o que posso por ti, se o alvo do teu afecto fosse um NPC tentava render-te isso tudo, mas não sendo tens é que queixar-te a quem de direito ---> aqui, aproveito para relembrar que é fixe usarem os jogadores picarem as Keys uns dos outros. Eu introduzi aquela cena final do veneno por causa dessa Key, introduzi a cena do "destroi a felicidade da Aveline" por causa dessa Key, introduzi o Louis também por causa dessa Key, eu faço o que posso, agora o resto tem que ser entre vocês os 2.

Já agora, Key Of Conscience na véspera de um ataque a um estaleiro parece-me muito bem hehe.

"the drunks of the Red-Piss Legion refuse to be vanquished"