[Agon] Os Argonautas - Sessão 2

Participantes:
B0rg - Fleet-Footed Othus, Son Of Antinous (d6)
DalimThor - Far-Reaching Asterion, Son Of Aniphron (d6)
Figueira - Great-Spirited Ipithius, Son Of Evenios (d6)
JMendes - Far-Seeing Telesphorus, Son Of Telemeelus (d6)
Ralek - Clever-Eyed Deinokrates, Son Of Davos (d6)
RedPissLegion - GM

Sessão
Depois do feroz combate da noite anterior os heróis decidiram fazer uma série de Interludes para curar as suas feridas, habilidades que tinham sido impaired (ou seja, baixaram de valor por terem sido utilizadas para ajudar um role de outra habilidade) e tentar recuperar o favor divino dos deuses e até Oaths dos mesmos (que valem 1d12 para ser usado em qualquer altura).

Nesta fase o Ralek fez valer bem os seus bónus em Orate para decidir a ordem pela qual cada um iria agir, tendo voltado a fazer isto para todos os outros interludes que se seguiram, para deste modo poder gerir melhor a sua vantagem em relação aos outros.

Quando o dia surgiu, um homem esfarrapado e completamente estoirado de outra caravana chegou ao templo, trazendo com eles notícias de mais um ataque dos selvagens, desta vez eles levaram as virgens que haviam sido escolhidos para serem sacrificadas à deusa Aphrodite durante as celebridades.

Munidos de mais um aliado - Far-Reaching Asterion, Son Of Aniphron - decidiram lançar-se floresta a dentro para encontrar a vila dos Children Of The Wood. Antes de se embrenharem nesta o pigmeu Ez, que haviam capturado a quando da primeira emboscada do dia anterior, avisou-os que a floresta em torno da aldeia estava encantada por Artemis, tentando fazer com que qualquer pessoa que se aventura-se nela e não fosse um dos seus filhos escolhidos, fica-se perdido e sem direcção ao ponto de nunca encontrar a aldeia nem possivelmente a saída.

Para mim este foi o maior furo da noite, estava a pensar fazer uma batalha não-combate com a floresta (usando o mapa de batalha, os alcances das armas e os roles de posições) por isso fiz a floresta como um NPC todo artilhado para essa situação. Contudo uma correcta leitura por parte dos jogadores das regras fez-me ver que neste tipo de batalhas esses factores não são considerados e a maior parte da artilharia do NPC simplesmente não pode ser utilizado, o que foi pena porque achava que ia ser uma confronto muito giro. Entretanto já esclareci esta situação no fórum do jogo [http://www.indie-rpgs.com/forum/index.php?topic=23761.msg233705#msg233705] na Forge e já vou estar melhor preparado para a próxima vez hehe.

Os heróis conseguiram ultrapassar a floresta e chegar à aldeia onde viram Chloe (a filha de Brison), uma mulher lindíssima que parecia ter sido esculpida de bronze com profundos olhos azuis, a ser tratada como uma verdadeira rainha ao lado de Lasos o Rei Caçador, um homem grande e forte com o porte de um verdadeiro guerreiro, e a sua besta companheira, um Lobo gigantesco coberto de pelo verde e com olhos de cobra.

Aproximaram-se do trio e anunciaram que vinham em nome de Aphrodite para cobrar compensação pelos estragos que ele e a sua tribo fizeram aos templos e recolher as virgens, além de terem pedido explicações para o sucedido. Lasos explica que a tribo fora expulsa dos seus terrenos de caça por bestas gigantescas, por isso tiveram que recorrer ao roubo dos templos para se poderem alimentar, a captura das virgens foi explicada por Chloe, pelos vistos a sua filha, que fora oferecida à cidade numa das trocas diplomáticas, era uma das virgens que fora escolhida para o sacrifício e eles não podiam permitir que ela, juntamente com outras jovens inocentes fossem sacrificadas de maneira tão brutal.

O apelo dos reis caiu nos ouvidos mocos dos heróis e estes exigiram que eles que as virgens fossem entregues e que iriam levar todos os seus primogénitos como compensação pelos ataques. Seguiu-se um debate acesso onde os Reis, especialmente a Rainha, trocaram argumentações com os heróis e este respondiam em medida, no fim foram derrotados e nem o apoio do seu povo que os rodeava (uma vantagem de d8 que paguei para eles terem) lhes valeu alguma coisa, os Srs. JMendes e DalimThor trataram prontamente de remover essa vantagem. Chloe, depois de ter sido removida do confronto, completou as 7 caixas de dano e por isso já não podia participar, ainda tentou pedir tréguas oferecendo-se como compensação em vez dos primogénitos. Esta mecânica permite que seja negociado uma condição de fim de batalha antes do seu fim normal (personagens levaram 7 caixas de dano), contudo a glória do resto do confronto não seria atribuida pelo que os PCs recusaram a oferta e ficaram com tudo o que tinham ido buscar, tendo assim completado a demanda da deusa Aphrodite.

Observações
A parte do combate da floresta correu mal mas serviu de lição para quando planear futuros confrontos com entidades mais esotéricas.

Quando os PCs decidiram resolver a situação da aldeia com um debate tive que fazer Chloe como um NPC estatiscado (ou seja, com stats hehe) em cima do joelho, o que foi um processo incrivelmente simples, bastou-me calcular os pontos de strife que podia gastar para fazer o NPC e construí um bom adversário para o combate social distribuindo os pontos da melhor maneira. Contudo fica a lição para o futuro que rende imenso gastar pontos para dar divine favor aos NPCs, uma vez que este permite ataques extras e ajudam nos roles (por exemplo de defesa) contra muitos adversários.

Por esta altura temos um competição feroz pela primeira posição no marcador de Legend (glória total ganha pelos PCs) entre o PC do Ralek e do Figueira, contudo este último confronto esgotou todos os oaths e divine favor que o Ralek tinha, pelo que veremos como é que isto irá correr na próxima sessão. O B0rg e o JMendes estão um bocado mais para trás mas ainda são capazes de fazer uma recuperação manhosa (diferença de 1 para o Figueira e 2 para o Ralek). O DalimThor, tendo chegado uma sessão atrasado está um bocado mais atrás com apenas dois pontos de Legend (3 atrás do B0rg e do Ralek), vais ter que te chegar à frente nas próximas sessões para cobrir esta diferença.

Já agora, ver estas lutas renhidas pela liderança no score total tem sido extremamente divertido de ver e uma das razões pelas quais estou a gostar tanto de ser GM deste jogo.

Estou a pensar seriamente usar este jogo para a demo do próximo mês (Junho) da Demo Tour.

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partitum

Para já, devo dizer que estou a aproveitar a promoção da lulu.com para experimentar uma primeira encomenda e já mandei vir o Agon - uma compra na qual agradeço o vosso actual play por me ter despertado o interesse.

Queria vos perguntar também qual costuma ser a dinãmica do jogo para funcionar dentro de party ou não. Aparentemente, a glória recompensaria o heroi que joga sozinho, podendo mesmo levar o jogador a procurar conflitos onde os outros personagens não poderiam estar presentes. Apesar disso, vocês parece que vão em party para todo o lado. Isso é apenas imposto pelo setting (a deusa encarregou o grupo todo de se unir para esta demanda), ou há mesmo uma grande vantagem em termos de sistema por trabalharem em equipa? Essa vantagem é só em combate ou em todo o tipo de conflitos?

Já agora, tendo em conta a parte competitiva, existe alguma estratégia e decisões a tomar para maximizar o resultado em cada conflito ou é em grande parte uma questão de sorte?

Andar sempre em party é +-

Andar sempre em party é +- parte do jogo, se bem q na 1ª sessão o ppl separou-se em dois grupos temporariamente. Uma parte disto é o facto dos pc's com mais orate comandarem o resto dos pc's. Se alguém quer fazer uma coisa duma maneira e o outro quer fazer de outra isto é um conflicto de orate e sim, dá gloria!

De qq forma a party é útil por causa dos oath's, para teres outros pc's à mão a quem ganhar conflictos e também pq em combates se não há mais ninguem em quem os npc's baterem aquilo fica bastante mais dificil! :P

[B0rg]
We r all as one!!
We are The Borg. We are Eternal. We will return. Resistance is Futile...

If freedom is outlawed, only outlaws will have freedom.

é possível "quebrar" o jogo?

B0rg escreveu:
Andar sempre em party é +- parte do jogo, se bem q na 1ª sessão o ppl separou-se em dois grupos temporariamente.

A minha questão sobre o jogador separar-se da party é-me suscitada pelo que li no .pdf disponível para preview. Tendo em conta que é possível procurar um conflito que permita ganhar vantagem num próximo confronto (ex: investigar acerca de um monstro para melhor o saber derrotar), não poderá um jogador ir à procura disso antes de ir "com o monte"? Supondo que até é o heroi com mais Orate, poderá dizer aos outros "esperem aí enquanto eu vou ali à cidade buscar um bónus antes de irmos combater"?

hhmmmmm, ya claro.

hhmmmmm, ya claro. costumamos fazer isso até, mas normalmente são coisas simples e rápidas resolvidas num simples conflito que não toma quase nenhum tempo de jogo.

[B0rg]
We r all as one!!
We are The Borg. We are Eternal. We will return. Resistance is Futile...

If freedom is outlawed, only outlaws will have freedom.

Espero não te ter empolado

Espero não te ter empolado demasiado as espectativas hehe.

A ideia do Agon segue um bocado aquele ditado "there is no I in team, but there is me", ou seja, os heróis funcionam como um Bando e tentam resolver as demandas que os deuses lhes colocam no caminho, contudo cada um quer superar todos os outros membros desse bando, eles são a sua competição ou a bitola pela qual ele tem que reger o seu esforço para marcar o seu nome na história a cima de todos os outros heróis. Ok isto se calhar foi cor a mais do que aquela que seria necessária para responder à tua pergunta, mas é mais ou menos este o point of play.

Eu já ponderei os prós e contras de haver heróis a "separarem-se" do grupo para roubarem a glória de um desafio só para eles, as regras permitem teoricamente este  tipo de coisas, e vejo como pode ser fixe ou mau. O melhor é deixar à descrição do grupo, por exemplo no nosso grupo decidimos não abordar esse tipo de situações. Os heróis vão todos para o mesmo sítio e ao mesmo tempo tentam mostrar quem é o Alpha.

A vantagem de uma maneira sobre a outra, bem isso é o que é suposto descobrires durante o jogo hehe. Citando o próprio:

"Glory or Teamwork?

The position system often gives a player an interesting choice: do I move the enemy so I have optimal range for my own attacks, or do I move the enemy so several of the other heroes can attack it, too? This is by design. Part of the fun in Agon comes from the tension between the heroes’ quest for personal glory and the need for them to work together."

Do que tenho lido no fórum da Forge, o que se diz é que quanto mais díficil for o desafio é mais provavel o Bando trabalhar em conjunto, quando é mais fácil rapidamente debandam num cada um por si.

Quanto aos maximizar resultados, tens quatro maneiras para tentar fazer isto:
1) Na criação de PCs escolhes um Heroic Trait que some +2 ao valor de uma habilidade;
2) Usas Divine Favor para manipular o resultado dos dados (tipo open die ou rolares mais coisas);
3) Podes gastar oaths para ir buscar mais dados a outro PC;
4) Podes usar Creative Abilities, onde usas outras habilidades tuas para ajudarem os teus roles;

Há pessoal que acha que as opções 3 e 4 fazem fizzle demasiadas vezes, por isso houve pessoal (inclusivé o criador) que postou umas quantas regras opcionais na Forge (já deu para reparar que li os tópicos todos do fórum do jogo hehe) para ajudarem a isso, no nosso grupo ainda não sentimos que fossem necessárias.

Deixo contudo um aviso à navegação, este jogo só se torna completamente divertido quando jogado em completo modo de competição (full metal die hard), pode haver pessoal que não curte muito essa onda, eu por exemplo não entrei muito nesse espírito quando estive no lugar do jogador, mas como GM estou a curtir imenso colocar os desafios ver os jogadores agirem dessa maneira para verem quem ganha a quem e quem é que vai à frente nos pontos de glória. Por isso aqui fica o aviso e o apelo hehe.

"the drunks of the Red-Piss Legion refuse to be vanquished"