[Agon] Demo Tour Setembro 2007, O Desafio de Ares

Participantes
Estela
Gede
Hugo
Viriatos
RedPissLegion - (O Maldoso) Antagonista

Sessão
A Ilha de Ares fica situada no centro calmo de uma tempestade feroz que varre os mares eternamente, uma maneira do Deus se certificar que apenas os valorosos estão aptos a realizar os desafios, uma grande arcada de mármore decorada com estátuas e altos relevos de grandes heróis e batalhas foi construída na praia que circunda a ilha, depois dela estende-se uma vasta e densa floresta, do seu centro irrompe uma enorme montanha de faces escarpadas.

Ao chegarem o Deus Ares aparece-lhes na sua quadriga puxada por cavalos de fogo e anuncia o desafio aos heróis, estes devem tentar caçar a sua besta de estimação que vive no topo da montanha. Nas arcadas encontram um velho a jogar uma forma de Xadrez grego e começam a fazer-lhe uma série de perguntas sobre a ilha e os seus habitantes, ao que este responde na fala de um loco com enigmas e frases desconexas que os heróis foram decifrando (role de Insight para ganhar vantagens).

Seguiram pela floresta onde tiveram o primeiro contacto com as forças hostis da ilha (batalha com um NPC), quando os habitantes desta (raposas, plantas, árvores, areias movediças) tentam barrar a sua passagem atacando-os por todos os lados e tentando-os separar com nevoeiros intensos e remodelações rápidas na sua vegetação.

Depois de ultrapassada a floresta, os heróis decidem descansar no pequeno prado que separava os seus limites do sopé da montanha, ai recuperam as suas forças desafiando-se mutuamente, em competições de força e conhecimentos académicos, para restabelecer as suas habilidades e o favor dos seus respectivos deuses (Interlúdio).

Uma vez restabelecidos dirigem-se ao sopé da montanha para encontrarem a entrada para a forja de Ares, onde terão que banhar as suas armas se querem poder ter hipótese de vencer o monstro que os espera no topo.

Encontram uma pequena aldeia habitada por homens e mulheres belíssimos esculpidos em bronze, que dividem o seu tempo entre treinar as várias formas de batalha e descansarem à sombra deleitando-se com vários repastos. Já sabendo destas criaturas pela boca do velho, os heróis aproximam-se cautelosamente e são desafiados para uma prova de luta livre com alguns dos habitantes, se conseguissem ultrapassar esse desafio estariam mais preparados espiritualmente para enfrentar os perigos da forja (role de Wrestle que serviu para diminuir a dificuldade do harmful contest da forja).

Todos os heróis vencem e avançam sobre a entrada da forja, de onde constantemente explodem bolas de fogo e escorre lava incandescente, o homem de bronze que os levou até à entrada indicou-lhes que apenas seguindo em frente e mantendo-se fieis à sua coragem conseguiriam passar ilesos pelos caminhos tortuosos e mortais da caverna (role de Spirit num harmfull contest de 2d8).

Com a excepção do PC do Viriatos que levou uma ferida, todos os outros conseguiram chegar ilesos à sala da forja, tendo inclusivamente debatido ferozmente entre eles pelos 5 de glória envolvidos no desafio.

Após terem mergulhado as armas na forja para as tornar aptas a danificar o monstro (apenas armas divinas podem danificar criaturas definidas como Monstro), descansaram mais uma vez para recuperarem as forças (Interludio) e começaram a escalada da montanha. Esta não foi fácil pois a sua encosta estava coberta com os corpos agrilhoados de todos os guerreiros que antes haviam tentado completar o desafio e falharam, estes, movidos por uma fome eterna, tentavam agarrar e prender os heróis.

Já no topo da montanha encontraram um templo decorado com frescos que ilustravam as tentativas de outros heróis em vencer o monstro, que invariavelmente acabaram em fracasso. Este dava também entrada para um jardim enorme, decorado com estátuas vivas em vez de plantas ou flores, estátuas essas que se moviam constantemente como se num banquete ou festa, providenciando cobertura para o Javali Dourado poder atacar os heróis.

O combate foi renhido entre os heróis, cada um tentando superar o golpe do colega para ser ele o verdadeiro vencedor do desafio. No fim foi o Viriato que desferiu o golpe final na criatura enquanto esta tentava fazer uma nova emboscada ao grupo. Ares desceu novamente montado na sua quadriga, despediu-se do seu animal moribundo e congratulou os heróis fazendo aparecer no topo da entrada da ilha estátuas enormes em honra aos heróis, sendo a do Viriato um bocadinho maior como é claro, e espalhando os seus nomes por todo o mundo conhecido.

Observações
No geral pareceu-me que o jogo correu bem e consegui bater em quase todas as opções que o jogo oferece, apenas não abordamos a questão do destino (uma medida da vida de cada herói) pois apenas se torna relevante em campanha, não numa one-shot, nem combates com minions nem utilizações diferentes do battle map devido ao pouco tempo que tivemos.

Ainda conseguimos fazer muitas coisas, fizemos uma batalha contra um NPC abstracto (a floresta) e um concreto (o Javali Dourado), desafios às várias habilidades e a vários níveis de dificuldade, incluindo a utilização de habilidades secundárias para complementar a primária de cada desafio, batalhas pela liderança do bando (começou com o Hugo e acabou com o Gede), trocas de favores com os deuses e outros jogadores e competição interna entre os jogadores para conseguirem roubar a glória inerente aos desafios. Pelo caminho construímos, a meu ver, uma pequena história sobre heróis gregos a tentarem fazer-se valer no mundo.

Fui também mostrando como se processa, em termos de estrutura, uma aventura de Agon, como se criam desafios e NPCs, etc.

Numa nota menos positiva, houve uma altura no jogo onde o Hugo me perguntou se podia rolar para fazer o seu PC convencer o do Gede a trocarem de capacete, porque o dele ficou estragado, ao principio disse que sim porque queria ver onde a coisa ia dar e deu nos jogadores a queimarem muitos dos seus recursos para se convencerem mutuamente, o que não é bom neste jogo porque para serem recuperados vão atrasar o avanço da sessão. Por isso fica a nota, zero PvP directo em Agon é mais saudável.

No geral gostei da tentativa de mostrar este jogo e com o que se foi criando na sessão, espero que os jogadores também. Noutra nota, a demonstração deste mês não será feita em Lisboa, se tudo correr bem irei ao Porto ter com o Sr. Nazgul, Sra. Gwaylar e Sr. Rick Danger, para demonstrar um jogo de Dogs In The Vineyard.

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RedPissLegion escreveu:

RedPissLegion escreveu:

Noutra nota, a demonstração deste mês não será feita em Lisboa, se tudo correr bem irei ao Porto ter com o Sr. Nazgul, Sra. Gwaylar e Sr. Rick Danger, para demonstrar um jogo de Dogs In The Vineyard.

Woohoo!! Também quero!!!!! :D

Barba rija

Se tivesses jogado Roleplays de homem quando foi do encontro de boardgames no Porto, também tinhas PCs feitos para um jogo que não chegou a avançar e agora tinhas desculpa para este tipo de coisas hehe.

"the drunks of the Red-Piss Legion refuse to be vanquished"

Foi Divertido!

Ahh pá... Desculpa lá, mas pensando na cena do capacete novamente, foi bem divertido! Queimou-se bastante tempo é verdade. -.- Mas no final a cena do PC do Gede destruir o capacete só para o PC do Hugo não usufruir desse capacete foi brilhante!

 

 

Em geral gostei bastante da história... o sacana do tempo é que é pouco! :P

 

 

É o MEU capacete!

Eu depois do jogo pensei mais no assunto, e acho que a coisa não foi bem feita (mea culpa), e o conflito escalou sem necessidade.

Começou com uma discussão que o Hugo ganhou. Isso deveria ter sido equivalente a um "Reconheço que tendes razão, e sois digno deste elmo mais do que eu." Ao qual se seguiria "Mas o meu orgulho impede-me de o dar de qualquer forma. Morrei a tentar alcançá-lo se o desejo é maior que vós, ou restringi-vos aos vossos pertences" Mesmo que me custasse spirit ou algo assim.

Pelo que eu percebi, eu tinha mesmo que lho dar.

Então como seria se ele quisesse a minha vida? Harakiri?

O GM podia tirar-mo, mas por Athena, até Ares teria que lutar por ele! My precioussssss...

Hahaha!Foi divertdo! :P

Hahaha!
Foi divertdo! :P