Actual Play, Sessão XLI Elemental Campaign D&D 3.5 (23/02/2008)

E cá vai, deixa-me experimentar o meu primeiro actual-play report, agradeço claro feedback nem que seja para saberem o que gostariam de ver aqui exposto.
Aconselho em parte a leitura da sessão do ponto de vista estilo novela, podem encontra-la na secção dedicada às campanhas de RPG

Vamos por tópicos:

Enquadramento

Joga-se D&D 3.5, seguindo as core rules com rarissimas excepções ou as ditas house rules, nomeadamente o uso de uma tabela de critical hits & misses, fortune points e agora o uso de novas regras para a morte de pcs já para ir experimentando um sabor da 4ª edição.
Já estamos juntos como party desde +/- 2002, e esta campanha decorre há uns 2 anos, também devido a uma falha na maneira regular como faço as sessões senão já teria terminado.
Tentamos jogar todos os sábados à tarde no bom e velhinho tabletop rpg ;)
Sou eu como DM e mais 6 jogadores, o que para mim é actualmente o número máximo de pcs que quero.

Sessão em si:

Em termos de jogo a sessão foi intensa, mas do meu ponto de vista não correu bem, a ultima luta arrastou-se e em grande parte por culpa minha.
Ando a falhar num capitulo que para mim é crucial, nomeadamente a preparação pré-sessão, e a ter comigo dados dos pcs que depois nao preciso de perguntar durante a sessao (por exemplo a AC deles, os atacks, saves, etc)

Antes da sessão pensava que para além de irem explorar a zona onde estavam os 2 ice golems tb iriam enfrentar o inevitable e ainda conseguirem ir mais fundo no complexo ou quem sabe procurar Thormick (o cohort de rafa).
Após a luta com os ice golems ainda pensei isso mas depois a segunda luta com o inevitable arrastou-se muito por vários factores.

Mas voltemos ao inicio da sessão, estavam presentes 4 jogadores o que para mim é o número minimo para haver uma sessão, por vezes há jogadores que não podem comparecer mas permitem o uso da sua personagem, mas fisicamente não faço uma sessão sem pelo menos 4 jogadores.

Assim sendo nesta sessão as personagens do Morg e Rafa foram usados por outros jogadores.

Estavam presentes fisicamente os jogadores que controlavam a Myeva, o Ravhin, o Himo e o Lanarien. A jogadora que controla a Myeva tb controlou o Morg para esta sessao e o jogador que controla o Himo também controlou o Rafa por esta sessão.

A sessão começou como eu esperava, voltaram à cidade para descobrirem maneira de acharem o cohort de Rafa, compraram assim um scroll de scry e tentaram, à segunda tentativa conseguiram achar o destino mas não tendo meios de irem lá e voltarem não o poderiam fazer por uns dias, assim sendo a decisão mais lógica seria voltarem ao complexo.

Um rápido teleporte depois lá chegaram (e eu a desejar um 100% no teleporte :P, era algo optimo hehehe).

A luta com os golems decorreu como eu esperava, algumas dificuldades pela spell resistance dos golems, mas o facto de serem vulneraveis a spells de fire facilitou a luta e nem o facto de os golems cegarem alguns deles com pedaços de gelo que lançavam de todo o corpo os impediu disso.
Tentei agarrar alguns dos lutadores da party, mas seja por pura força bruta (Myeva e o seu greataxe) ou por poderes bem usados (Ravhin passou de medium size para huge size...) tal não deu e assim foram derrotados facilmente.

O pior estava para vir...

O Morg foi explorar a sala das estátuas após a Myeva confirmar que nenhuma delas seria outro golem.
Infelizmente para a party não havia golem mas um inevitable, foi a primeira vez que usei um destes monstros (já que geralmente não são usados contra pcs) e o resultado foi uma longa e demorada luta.
O monstro tem como principais armas o uso de um raio que carrega os pcs com negative levels e os seus punhos que tiram hit points aos pcs e o dão a ele na forma de temporary hit points.
Aliem a isto uma boa spell resistance e fast healing 5, ou seja por cada round o monstro recuperava 5 hps. Sem contar a resistência a armas, a party descobria que a cada golpe que o monstro levava era reduzido o dano em 10hps...
O combate foi mesmo longo...
Morg rapidamente estava quase que fora de combate já que eu pela minha sorte natural aos dados não estava a ser meigo nos negative levels, o d4 usado deu 4, 4, 3 nos primeiros lançamentos e caso um dos pcs ficasse com tantos negative levels como niveis de personagem, bem, ai morreria...
Morg e Myeva foram os mais afectados bem como Ravhin, Myeva inclusive foi mais uma vez para o chão a morrer.
Com bastante preserverança, com o uso de tudo um pouco, desde spells para aumentar o ataque da party, bem como aliados convocados ou animados, os pcs tentaram tudo e lá conseguiram derrotar o monstro.
Raro é o combate que dura mais do que 4/5 rounds e esteve durou para ai umas 10...
Quando a rage (ou neste caso já greater rage) de Myeva chega quase ao fim é bem significativo do tempo demorado.
E off-game a luta arrastou-se durante quase 2 horas...

E em parte pela minha falta de preparação, afinal eu tenho comigo folhas com os dados dos personagems mais usados em combate o que permite acelerar o mesmo e nao fazer como foi feito, ou seja eu quase sempre a perguntar quanto atacavam, quanto davam de dano, etc, o que foi irritando e moendo tanto eu como DM como os jogadores.
Aliem a isto as contas pelos boosts de spells aos pcs bem como as penalidades de negative levels e imaginem....

Comentário final

No final estavamos satisfeitos pela luta ter terminado mas cansados. Foi puxado tanto para os personagens como para os próprios jogadores (e aqui o DM).

Em termos dos jogadores em si:

Da parte da jogadora da Myeva houve a maior irritação derivada claro do meu interminavel perguntar de n stats dela, o que nao ajudava em nada.
Em termos de jogo fez o que quer fazer da actual personagem dela (bem diferente das anteriores), ou seja dar pancada a torto e a direito com o seu greataxe, o estilo clássico da furia de um barbarian em acção. Usou também o personagem do Morg mas este não foi propriamente util na luta e os rolls em si não ajudaram mesmo nada.
Mas o facto de uma das espadas dar dano de fogo já conseguia dar dano (se bem que na maior parte das vezes muito pouco) que passava a damage redution do inevitable.

Da parte do jogador do Ravhin conseguiu por em acção os poderes dele (Psychic Warrior) e agir como gosta, ou seja dar os golpes fulcrais e decisivos numa batalha, nomeadamente através de truques que os restantes jogadores não estão à espera.

Da parte do jogador do Himo gostou de ter realizado algo já desejado desde o inicio da campanha (o qual não posso dizer por razões de ser secreto para os outros pcs), e nas lutas foi um misto de frustação pelo SR do monstro com outro de realização ao conseguir ajudar a party com spell boosts usando o personagem do Rafa e outros do personagem dele.

Da parte do jogador do Lanarien penso que houve muita frustação nas lutas, encontrar 2 golems e 1 monstro com SR elevada não ajuda a um spellcaster mas conseguiu passar alguns spells e ajudou no que conseguiu, foi daquelas alturas onde o spellcaster não brilhou tal como há outras onde arrasam.

Conclusões do DM

Do meu ponto vista torna-se claro que tenho que actualizar os meus dados de modo a não permitir atrasos nas lutas, já basta a complexidade das mesmas à medida que os jogadores sobem de nivel!
Espero que na próxima sessão explorem mais o complexo e possivelmente dêem o segundo passeio fora do Material Plane.

E bem, digam de vossa justiça, sei que saiu mais longo do que esperava mas...

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THE PSY aprova! :)

Como usas as regras para morte dos PC? E já agora, para voltarem à vida?

Eu tenho um grande defeito chamado "realismo", que me leva por vezes a ter alguma dificuldade em lidar normalmente com situações mais transcendentais, e ando um pouco à procura de uma forma de permitir que os PC regressem à vida sem ser através do banal "toma lá 1000 GP e siga".

Alguma sugestão?

Nota mental: não usar Inevitables! O teu trauma com este bicho faz-me lembrar o meu trauma com Trolls... cada vez que meto um, mato metade do grupo! É incrível... um grupo de nível 6 consegue despachar QUATRO Remorhaz (cada um CR 7), mas depois aparece um Troll... e era uma vez a party...

Lutas longas... quando vejo que se começam a arrastar... faço batota e reduzo os HP dos bichos para eles morrerem uns turnos mais cedo... ;) Mas sim, eu sei que o teu grupo joga muito "by the book" e que eras assassinado se fizesses algo do estilo.

"Silverymoon" (D&D) http://jrc589.googlepages.com/

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"D&D" http://grou.ps/silverymoon

Psygnnosed escreveu: Como

Psygnnosed escreveu:

Como usas as regras para morte dos PC? E já agora, para voltarem à vida?

Eu tenho um grande defeito chamado "realismo", que me leva por vezes a ter alguma dificuldade em lidar normalmente com situações mais transcendentais, e ando um pouco à procura de uma forma de permitir que os PC regressem à vida sem ser através do banal "toma lá 1000 GP e siga".

Alguma sugestão?

Nota mental: não usar Inevitables! O teu trauma com este bicho faz-me lembrar o meu trauma com Trolls... cada vez que meto um, mato metade do grupo! É incrível... um grupo de nível 6 consegue despachar QUATRO Remorhaz (cada um CR 7), mas depois aparece um Troll... e era uma vez a party...

Lutas longas... quando vejo que se começam a arrastar... faço batota e reduzo os HP dos bichos para eles morrerem uns turnos mais cedo... ;) Mas sim, eu sei que o teu grupo joga muito "by the book" e que eras assassinado se fizesses algo do estilo.

"Silverymoon" (D&D) http://jrc589.googlepages.com/

Para as regras para a morte dos PCs uso uma sugestão para a malta ter um gostinho de como será a 4ª edição nesse aspecto, deixa colocar o que está no site da wizards:

Try It Now!
If you want to try out a version of this system in your current game, try the following house rule. It’s not quite the 4th Edition system, but it should give you an idea of how it’ll feel.

1) At 0 hp or less, you fall unconscious and are dying.
Any damage dealt to a dying character is applied normally, and might kill him if it reduces his hit points far enough (see #2).

2) Characters die when their negative hit point total reaches -10 or one-quarter of their full normal hit points, whichever is a larger value.
This is less than a 4th Edition character would have, but each monster attack is dealing a smaller fraction of the character’s total hit points, so it should be reasonable. If it feels too small, increase it to one-third full normal hit points and try again.

3) If you’re dying at the end of your turn, roll 1d20.
Lower than 10: You get worse. If you get this result three times before you are healed or stabilized (as per the Heal skill), you die.
10-19: No change.
20: You get better! You wake up with hit points equal to one-quarter your full normal hit points.

4) If a character with negative hit points receives healing, he returns to 0 hp before any healing is applied.
In other words, he’ll wake up again with hit points equal to the healing provided by the effect—a cure light wounds spell for 7 hp will bring any dying character back to 7 hp, no matter what his negative hit point total had reached.)

5) A dying character who’s been stabilized (via the Heal skill) doesn’t roll a d20 at the end of his turn unless he takes more damage.

Quanto ao que dizes sobre o toma lá 1000GP e siga, entendo bem o que dizes.. mas.. até ver ainda estou para ver algo que não penalize demasiado os jogadores mais do que já perderem um nivel, e que não banalize ainda mais o morrer...
Por um lado penaliza, porque actualmente para voltarem à vida sem perderem um nivel têm que abrir e bem os cordões ao bag of holding...
Saiu uma Dragon com alternativas a isso, desde só dar para voltar à vida em certas alturas do ano e até lá o personagem andar meio entre a vida e a morte, como só usando certas cerimónias religiosas ou até tornar bem mais extremo o uso de items que fizessem alguem voltar à vida,
vou ver se a acho e depois digo-te qual o número.

Ah, quanto ao inevitable, o meu trauma não foi bem a criatura desafiar bastante a party (já houve situações em que estiveram bem pior acredita!), foi mesmo a luta por a nu a minha falta de trabalho pré-sessão!