Estreias do ano - 2019

Retrato de Mallgur

Estamos a chegar ao final do ano. Altura de balanços, avaliações, análises, revisões, etc. por excelência (ou hábito)... Vamos lá então fazer uma revisão ao ano de 2019 e saber quais as melhores estreias do ano em termos de jogos.

Façam uma lista de quais os melhores jogos que experimentaram pela primeira vez durante o ano. E se estiverem para aí virados, façam também dos piores.

Como sempre, aferramentas do Grimwold ajudam bastante a saber quais foram.

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Jogos experimentados em 2019

Os dez que mais me agradaram experimentar no ano de 2019:

Pax Pamir (Second Edition)
New Frontiers
Architects of the West Kingdom
Dune (2019)
Star Trek Ascendancy
Vindication
Tapestry
Caverna: The Forgotten Folk (expansão)
A Game of Thrones: The Board Game – Mother of Dragons (expansão)
Lords of Hellas

PedroV

Novos jogos experimentados em 2019

Fica aqui a minha lista dos 10 jogos novos para mim, que mais gostei em 2019:

7Continent

New Frontiers

Blackout Hong Kong

Smartphone Inc

Campaign Trail

Detective: City of Angels

Cooper Island

Vindication

Tiny Towns

Pipeline

Isto não é um top

Este ano joguei, até à data, 117 novos jogos. O problema é que com o passar do tempo vou-me esquecendo do que já joguei e por isso tive de rever a lista dos jogos jogados para reavivar as memórias.

Assim sendo e numa ordem aleatória aqui vai a lista de alguns dos jogos que me fizeram dizer "UAU" ou algo mais que um "Gostei...":

- Bios Genesis

- Bios Megafauna

- Pax Porfiriana

- Pax Renaissance

- Dominant Species

- Cerebria: The Inside World

- Tramways Engineer's Workbook

- Die Macher

- The Great Zimbabwe

- The Estates

- Tzaar

Acho que um dos pontos comuns nesta lista foi a experiência que ficou na memória. A quase extinção dos repolhos (plantas) no penúltimo turno do Bios Megafauna, as discussões em equipa da melhor estratégia no Cerebria, a dor e a alegria da infindável agressividade do Dominant Species, as manipulações e acrobacias políticas do Die Macher, a constante tensão dos Paxes...

Obrigado a todos por estas memórias! =D

Top 10 de 2019

Este ano joguei até ao momento 351 jogos, 133 jogos diferentes e desses 51 foram jogados pela primeira vez ( posso obter esta e muitas outras informações neste excelente site de estatisticas: https://extstats.drfriendless.com/monthly.html?geek=tmgd )

Este ano, até ao momento, as minhas 10 estreias favoritas (sem qualquer ordem especial) das 51 possíveis foram:

On Mars

Yínzi: The Shining Ming Dynasty

Cooper Island

Crystal Palace

Barrage

Paladins of the West Kingdom

Maracaibo

Blackout: Hong-Kong

Airship City

Rajas of the Ganges

When it is late, everyone cares!

Lá está... Quem lança o tópico é dos mais atrasados a responder!

Entre trabalho, crias e uma propensão para a procrastinação, lá foi passando o tempo. Mas mais vale que nunca, certo? (Não, nem sempre... Eu sei.)

tive 40 estreias em 2019. Numa primeira passagem, escolhi 6 para aqui, embora os que experimentei mais no início do ano possam ter sido um pouco prejudicados pelo receio de não ser fácil reduzir a 10... E a verdade é que talvez um ou outro até merecessem estar na lista e o site do Grimwold deu-me alguns problemas, mas pronto, ficam estes. Sem nenhuma ordenação específica.

Root - 1 partida  

Publicado em 2018

Na aproximação a Essen 2018, este seria certamente dos jogos mais esperados e com mais entusiasmo. A ideia de um jogo assimétrico para 4 com mecânicas algo semelhantes aos jogos da série PAX, aliada ao nome do autor andava (e continua) a "fazer ondas" criou muita expectativa.

Depois de Essen, muitos validaram os motivos para essa antecipação e entusiasmo. O jogo parecia ser mesmo bom...

Eu só pude experimentar em Fevereiro, já com algumas correcções ao jogo efectuadas, e gostei bastante. Apesar de toda a assimetria e da forma diferente de jogar com cada uma das facções, que tornam a explicação necessariamente longa, após um par de rondas a parte mecânica assimila-se bem.

Depois podemos começar a apreciar um "wargame" com personagens fofinhas... Porque é disso que se trata. É um jogo de conflito, de luta por terreno, espaços ou infra-estruturas onde existem duas facções mais "comuns" onde o conflito é mais ou menos aberto e clássico e depois outras duas que são mais de "guerrilha"/"oportunismo".

Tenho pena de ainda não ter repetido.

City of the Big Shoulders - 1 partida

Publicado em 2019

Este consta aqui pela promessa que encerra. É um jogo económico com pequenas semelhanças com sistemas 18XX e mecânicas de worker-placement numa mistura curiosa.

Só joguei uma vez mas fiquei com a sensação de que pode ser um grande jogo. Tem uma parte algo intrincada de encadeamento de bonusinhos de acções que permitem fazer outras e tirar outro bonusinho que espoleta uma habilidade que dá mais uns pontos que me irrita um pouco, mas pareceu-me coisa esporádica e não o fundamental do jogo.

TEAM3 PINK - 1 partida

Publicado em 2019

Um jogador sabe como construir algo, mas não pode falar nem mexer nas peças para o construir. Outro pode falar, mas não sabe o que se quer construir e também não pode mexer nas peças. Finalmente, o último jogador pode mexer nas peças, mas não pode ver... Como conseguem construir o que se pretende?

O jogo é isto... Um jogador gesticula para outro como se devem manipular as peças, o outro vê esses gestos e diz ao terceiro o que fazer com as peças, o terceiro ouve estas instruções e tem que construir o pretendido. Em menos de 3 minutos.

Divirtam-se. Não há alternativa...

Só uma partida até agora mas tenho-o explicado a muita gente, sempre com sucesso.

Crystal Palace - 1 partida

Publicado em 2019

Mais um fresquinho de Essen.

Tem uma espécie de "leilão cego" com os valores que escolhemos para os nossos dados (sim, tem dados mas não são usados para gerar números aleatórios). Depois esses dados são usados num worker-placement de complexidade média-alta onde existe alguma possibilidade de "dar a facada" nos oponentes. Tudo isto com recursos apertados e uma economia onde é duro sobreviver...

Também gostaria de o repetir... Para já ainda não deu.

Watergate - 3 partidas

Publicado em 2019

Excelente. Tem um pouco de Twilight Struggle na forma como se usam as cartas mas é bem mais simples e curto. A temática leva às mecânicas escolhidas e proporciona a tensão adequada, ao mesmo tempo que nos pode levar a investigar um pouco mais um acontecimento histórico de grande importância, não só para os cidadãos dos EUA mas para todos nós.

Vejam os meus comentários no tópico dos jogos estreados em Dezembro para algo um pouco mais elaborado.

Espero que o número de partidas cresça muito.

The Crew: The Quest for Planet Nine - 2 partidas

Publicado em 2019

Um jogo de vazas cooperativo com comunicação muito limitada. Excelente ideia e um jogo que funciona na perfeição. Quando houver versão inglesa, compro...

Haven - 1 partida

Publicado em 2018

O Reiner Knizia, um dos meus designers preferidos, tem um jogo para dois (com várias variantes e edições diferentes) que anda por aí há 21 anos a mostrar como se pode fazer um grande jogo com um baralho de cartas e meia dúzia de regras. Chama-se Schotten Totten (mais conhecido como Battle Line) e é onde este Haven foi (e muito bem) buscar a mecânica central.

Acrescenta-se um aspecto de area control num tabuleiro e temos mais uma óptima oferta para dois jogadores.

Ainda não joguei de novo, mas fa-lo-ei com prazer quando a oportunidade surgir.

Wildlands - 1 partida

Publicado em 2018

O Martin Wallace fez um jogo de combate de miniaturas que dispensa as reguas e fitas-métricas e, mais importante, os dados.

Funciona bem e deixou-me muito curioso... Tenho algum (pouco) receio que o aspecto de "corrida por pontos" possa ser um pouco prejudicial, mas o resto está muito bom.

Só é pena o preço! Se não fosse por isso, talvez já estivesse na colecção... Por que é que não fazem uma versão com peças em cartão em vez das miniaturas? Eu preferia e o preço seria certamente mais convidativo!

L.L.A.M.A. - 16 partidas

Publicado em 2019

Pegar na mecânica mais básica de um jogo praticamente desprovido de decisões e com pequenas alterações transformá-lo em algo interessante que oferece decisões, alguma táctica e mais importante um jogo que dá oportunidades para alguma criatividade dos jogadores na forma de o abordarem. E mesmo assim continuar a ser um jogo perfeitamente acessível...

Foi o que o Knizia fez com este L.L.A.M.A. que pega no conhecido UNO e faz dele um jogo. É um exemplo de depuração da mecânica central do jogo.

Veio para a colecção sem ser jogado. Ver reviews e ler as regras foi suficiente para perceber que era uma excelente adição. E já o ofereci a outros, já convenci outros a jogar, já o ensinei muitas vezes. Não faz qualquer sentido que continuem a existir UNOs nas prateleiras das lojas quando este jogo está disponível.

Spirit Island - 2 partidas

Publicado em 2017

Demorei a conseguir jogar este cooperativo que estava coberto de elogios por quase toda a gente que conheço neste meio... São justificados. Está na lista para, um dia, juntar à colecção.

Pode substituir o Pandemic com facilidade como o cooperativo a ter. É mais complexo e longo, sem dúvida, mas é bem melhor, também. Neste, não creio que se possa dizer que o que decide se vamos ganhar ou não é a forma como os decks estão baralhados por muito bem que joguemos, como acontece no Pandemic. Oferece vários personagens que mudam a forma de jogar radicalmente, mais do que as habilidades especiais em certas acções e os factores aleatórios estão lá, em pequena quantidade, apenas para assegurar variedade.

Agora, coisas que não tenho interesse em repetir:

Unstable Unicorns (Este é mesmo para evitar, se possível)

 

Dungeon Monsters (idem)

 Pandemic: Rapid Response 

GoodCritters

 

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L.L.A.M.A.

Pedro, o L.L.A.M.A. é o Quackcoiso dos jogos de cartas!

Também eu gosto muito do Knizia mas este jogo foi um flop enorme para mim.

Foi um êxito no seio familiar, viu mesa dezenas de vezes nas férias. Joguei em sofrimento deste a quarta ou quinta. Felizmente é curto e já consegui desviar atenções.

O jogo dá-te a ilusão que tens coisas para decidir, mas não, a escolha reduz-se a "perco por poucos ou arrisco" sem qualquer tipo de controlo no risco, e a cereja no topo do bolo é o facto de quando ganhas uma mão, se tiveres pelo menos 10 pontos negativos livras-te de 10 pontos, se tiveres 9 livras-te de 1!?!? 

Há inúmeros jogos muito melhores que este. O Straw por exemplo, esse sim, o verdadeiro substituto do Uno. 

47029 escreveu: Pedro, o

47029 escreveu:
Pedro, o L.L.A.M.A. é o Quackcoiso dos jogos de cartas!

BLASFÉMIA!!!!

smiley

És um provocador, eu sei...

 

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