Jogos estreados há um ano. Aguentaram-se? - Abril 2020

Retrato de Mallgur

Que jogos jogaram pela primeira vez há um ano?
Aguentaram-se e voltaram à mesa ou cairam no esquecimento?

Coloquem aqui em resposta a este tópico a vossa opinião sobre os jogos que experimentaram pela primeira vez há um ano.

Como sempre neste grupo, as ferramentas do Grimwold são uma grande ajuda.

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O que disse na altura com alguns comentários adicionais:

Res Arcana - 2 partidas

2019

Este é um jogo muito rápido de construção de um motor de transformação de recursos e destes em pontos. Tão rápido que anda ali muito perto do campo dos fillers...
No entanto as combinações e variabilidade podem levá-lo a parecer não o ser.
Achei curiosa a ideia de ter um baralho limitado de 8 cartas que será apenas o que se terá para usar, além do "personagem", individualmente em todo o jogo.
Por outro lado o benefício de ser tão rápido é também o que, para mim, o deixa ficar um pouco mal... Quando estamos a ver o motor a começar a funcionar, o jogo acaba. Este jogo é para aqueles que conseguem escolher o motor mais rápido a conseguir a sua eficácia. Não se dão muitas voltas ao baralho, uma, no máximo duas (o jogo dura 4 ou 5 rondas) e portanto será também um pouco dependente de quão rápido e se na sequência certa nos saem as cartas necessárias para "construir" o motor.
Joga-se com agrado mas não tem, para mim, apelo a longo prazo. Para quem não se importa de investir, estou certo que virão aí muitas expansões para manter a coisa "fresca".

 

Joguei-o mais 5 vezes desde então, para um total de 7.
Dei-lhe agora mesmo um rating de 6.2. É um bom jogo que jogarei ocasionalmente se for sugerido.

New Frontiers - 1 partida
2018

Do mesmo designer do jogo anterior, este jogo tem uma história engraçada e é uma espécie de encerramento do círculo iniciado com o Puerto Rico e partilha com este muitas coisas.
O Puerto Rico foi inovador na mecânica de selecção de papeis... Um sucesso de vendas e até nº1 no BGG durante muitos anos (creio que será o jogo com maior longevidade nessa situação mas não tenho a certeza).
Depois surgiu o San Juan que era uma espécie de Puerto Rico: Jogo de Cartas... Também bem sucedido e ainda em edição (actualmente numa versão 2 com ligeiras modificações).
Daí, surgiu o Race for the Galaxy (já de Tom Lehman, também) que era uma variação sobre o San Juan mudando a forma como a escolha de papeis deixava de ser o ponto fulcral de competição e dava outra importância aos "edifícios"/"planetas" de custo 6.
O Race for the Galaxy teve muitas expansões, uma versão de dados e, agora, este New Frontiers que sendo o Race for the galaxy: o Jogo de Tabuleiro. acaba por ser algo como um Puerto Rico, versão 2.

E é. Quem já jogou os dois não terá dificuldades em ver as semelhanças. O New Frontiers tem mais papeis, uma valorização dos mesmos diferente (no Puerto Rico todos os não escolhidos são "incentivados", neste só um), algumas ligeiras alterações no funcionamento desses papeis, uma escolha de "edifícios"/"tecnologias" variável, e não fixa como no Puerto Rico, e, claro, a mudança do tema entre a Terra e o Espaço. Mas é muito, muito parecido.

Curiosamente, acaba, para mim, por ter o mesmo "problema" do Res Arcana. É demasiado rápido.
O Puerto Rico é um jogo para hora e meia. Este, com jogadores familiarizados, deve estar ali a bater na hora certinha. No Puerto Rico temos um desenvolvimento lento da economia da ilha, o mercados não absorve todos os produtos de forma livre, os mesmos só podem ser enviados para o "velho mundo" sem se misturarem, a construção dos edifícios é custosa, o número de colonos é condicionado às necessidades, as plantações vão crescendo aos poucos e a sua produção implica, em muitos casos, ter os edifícios necessários ocupados.
No New Frontiers as coisas são mais "livres". O número de planetas (as "plantações" do PR) descoberto é muito grande. A colonização dos mesmos é mais directa. A produção acaba por ser um pouco menos determinante que no PR. Os desenvolvimentos (os "edifícios" do PR) estão logo activos mal se compram e não é necessário ocupá-los. E por aí fora...
E isto não é mau, objectivamente, por si. Até faz algum sentido temático pois as coisas no tempo dos navios à vela eram mais lentas do que, provavelmente, serão no tempo das viagens interplanetárias.

Mas eu gosto de ver as coisas a desenvolverem-se. Gosto de ter tempo para desenvolver uma estratégia a mais longo prazo. E assim, acho que prefiro jogar Puerto Rico...

Uma outra coisa que me diverte bastante em relação a estes dois jogos (Puerto Rico e New Frontiers) é a análise social da coisa.
Muitos de nós estarão a par das "polémicas" em volta do Puerto Rico, da sua suposta legitimização da escravatura, e outros disparates do género... Este New Frontiers e a ausência de polémica à sua volta servem o excelente propósito de demonstrar como as tais "polémicas" são absurdas. No fundo é praticamente o mesmo jogo mas, pelos vistos, a colonização e exploração de territórios (planetas inteiros), o extermínio de espécies ou a alteração e destrução de culturas indígenas (ironicamente apelidadas de Uplift) já não serão um problema... Desde que seja no espaço e os colonos sejam azuis e não castanhos.
No espaço ninguém ouve os escravos gritar, afinal...

Nada mudou. Não voltei a jogá-lo, não tenho grande vontade de o fazer e tem para mim mais valor pela análise social que permite do que como jogo.

 

Snooker Solitaire - 1 partida
2016

Em boa verdade, já tinha jogado isto antes. Mas não tinha registado...
É um Print and Play interessante para quem gosta de Snooker. É simples, pouco trabalhoso de imprimir e as mecânicas são bastantes competentes a simular as escolhas e tácticas que um jogador de Snooker tem que fazer durante uma partida. A estrutura que vai colocando contra nós adversários gradualmente mais difíceis também faz um bom trabalho.
Se gostam do desporto e o decurso actual do Campeonato do Mundo vos desperta o interesse no mesmo, experimentem este PnP...

Também não voltei a jogar isto mas tive vontade um par de vezes.
Não sendo muito dado aos jogos a solo, vou manter as cartas por casa para o que der e vier...

 

Wildlands - 1 partida
2018

Andava muito curioso para experimentar este jogo de pancadaria do Martin Wallace. Este mês pude finalmente fazê-lo.
Está muito interessante. É essencialmente táctico e creio que, tal como mencionado na conversa após a partida, será melhor a 3 ou 4 jogadores (como joguei).
As facções pareceram-me requerer um tipo diferente de aproximação a cada uma e o conhecimento das mesmas ajudará certamente à competitividade.
Só teria duas coisas a apontar ao jogo e uma delas decorre da outra.
O preço... E isso é, provavelmente, por culpa das miniaturas. Estão muito giras, isso não é o problema... O problema é que dificultam a "leitura" do jogo. A questão mais frequente na partida que jogamos foi, sem dúvida: "Qual é este boneco?"
É importante para o jogo estarmos cientes de qual é o personagem dos oponentes (e o nossos também) num determinado espaço do tabuleiro e a ausência do símbolo do mesmo na miniatura, base ou outra coisa qualquer, é um problema. Temos que olhar para a aparência física de uma miniatura de 3 cm, comparar isso com a imagem na carta e só assim podemos saber quem é quem.
Por mim, se houvesse ume edição deste jogo com peças em cartão com os símbolos dos personagens em vez das miniaturas e a diferença de preço correspondente a isso, talvez comprasse, apesar de estar a tentar reduzir à colecção. Assim, é demasiado caro para o que é... Mesmo sendo divertido e interessante.
Raispartam as sacripantas das minis!

Não voltei a jogar. Mas tenho pena... E tenho-o na lista de coisas a eventualmente adquirir se o preço alguma vez for razoável. O que duvido venha a acontecer.
 

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