Llamaland


 


Sinopse:

Em Llamaland os jogadores competem entre si para recolher recursos que lhes permitam alimentar as lamas mais valiosas e cumprir os objetivos específicos a que se propõem no decurso de uma partida. O vencedor será o jogador com mais pontos de vitória quando não sobrarem mais de 4 fichas de terreno ou só existir um tipo de lama em jogo.

Como se joga:

⇒ Setup

Separar os polígonos pelos seus diferentes tipos formando 5 montes de fichas de terreno. 

Separar as diferentes fichas de recursos no centro da mesa ( milho, cacau, batata, moedas e meeples de lama).

Separa as cartas de lama pelos diferentes tipos de alimentação e ordená-las do valor mais alto para o valor mais baixo (o número de cartas em cada coluna varia em função do número de jogadores: a dois jogadores são precisas 6 cartas, a 3 jogadores são precisas 8 cartas e a 4 jogadores são precisas 11 cartas).

Baralham-se as cartas de personagem para formar um monte de reserva e colocam-se junto das cartas de lama. Viram-se as cinco primeiras cartas de personagem desse monte de reserva formando-se uma linha  de cartas de face visível.

Tira à sorte três cartas de objetivos roxas e quatro azuis e colocam-se com a face visível junto das cartas de personagem.

Cada jogador coloca à sua frente um tabuleiro individual (parcela de terreno) com qualquer um dos lados voltado para cima. Em seguida recebe três fichas de solo (1 espaço quadrado) e 4 marcadores de objetivos numa cor à sua escolha que se reserva ao lado da sua parcela de terreno.

Determina-se o jogador inicial a quem se entrega a ficha de cajado. Ao jogador inicial não entrega moedas, mas o segundo jogador, no sentido dos ponteiros do relógio, recebe uma moeda, o terceiro recebe duas moedas e o quarto recebe 3 moedas.

Estamos prontos para começar!


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⇒ Desenvolvimento

A ronda começa pelo jogador inicial e segue pelos outros jogadores no sentido dos ponteiros do relógio.

Durante a partida cada jogador tem de colocar fichas de terreno na sua parcela ou junto a ela. Também conseguirá recursos, moedas e cartas de personagem que guardará junto da sua parcela.

Durante um turno coloca-se uma ficha de terreno na nossa parcela e depois podemos alimentar uma lama de seguinte forma:

1. Colocar uma ficha de terreno

Tira-se uma ficha de terreno à escolha, da parte superior de um monte de reserva para ampliar ou construir a nossa parcela.

Ampliar

Coloca-se a ficha de terreno escolhida ao lado da nossa parcela ou junto a outras fichas de terreno que já estejam a ampliar a nossa parcela de acordo com as seguintes regras:

  • podemos girar ou virar a nova ficha de terreno como desejamos;
  • pelo menos um dos lados da ficha de terreno tem de estar adjacente ortogonalmente a outra casa da nossa parcela de terreno;

Depois de se ampliar a nossa parcela podemos colocar um dos marcadores de objetivos numa casa vazia de uma das cartas de objetivo à nossa escolha. Cada carta pode receber 3 marcadores de jogadores diferentes!

Outra opção é mover um dos nossos marcadores de uma casa para outra da mesma carta objetivo em que ele se encontre, ou movê-lo para outra carta de objetivo diferente.

Não é preciso que se cumpra imediatamente a condição da carta escolhida, isso apenas se verificará no fim da partida!

Podemos ter apenas um marcador por cada cada carta de objetivo.

Em partidas com 2 jogadores o espaço central das cartas de objetivo fica vazio.


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Construir

Coloca-se a ficha de terreno escolhida sobre a nossa parcela ou sobre outra ficha de terreno que já esteja previamente colocada na nossa parcela, de acordo com as seguintes regras:

  • podemos girar ou virar a nova ficha de terreno como desejamos;
  • os espaços das fichas de terreno têm de se alinhar com os espaços que estão por baixo;
  • não pode haver espaços vazios nem meeples de lamas por baixo da nova ficha de terreno;
  • não se podem sobrepor, exatamente na mesma posição, duas fichas de terreno com a mesma forma;
  • a nossa parcela não tem limites quanto ao seu nível na vertical.

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Depois de colocar a ficha de terreno ganham-se as fichas de recursos correspondentes aos ícones que ela cubriu:

  • se for sobre um símbolo de milho, cacau, batata ou moeda; tira-se da reserva geral uma ficha de milho, cacau, batata ou moeda respetivamente. No caso destas fichas se esgotarem o jogador não poderá tirar.
  • Quando se cobre um espaço com símbolo de casas significa que podemos ir à reserva selecionar uma das cinco cartas de personagem disponíveis. As personagens têm ações especiais que se explicam no livro e regras.

Cada jogador tem ao seu dispor três pequenas fichas de solo que pode utilizar quando quiser para elevar o terreno, de maneira a que quando coloca uma ficha de terreno não existam espaços vazios sobre essa ficha, cumprindo assim uma das regras gerais do jogo.

As fichas de solo não dão direito a tirar o recurso do símbolo que cobrirem.

Depois de ampliar ou construir podemos alimentar apenas uma lama de reserva geral, para isso temos que pagar com quatro fichas do alimento preferido dessa lama, ganhando dessa forma a carta de lama com o maior valor disponível na reserva geral.

 

2. Alimentar uma lama

Quando se paga os quatro recursos exigidos pela lama é possível fazer conversão de duas moedas por cada recurso em falta. Por exemplo, se quisermos alimentar uma lama que se alimenta de cacau, podemos dar 4 fichas de cacau ou 3 fichas de cacau mais duas moedas ou duas fichas de cacau mais 4 moedas, etc…

Se em algum um momento um jogador tiver 10 ou mais fichas de recurso, tem obrigatoriamente de as usar para alimentar uma lama.

Depois de alimentar uma lama retira-se um meeple de lama da reserva geral e coloca-se na nossa parcela, sobre uma casa sem ícones de recurso ou seja uma casa de pastagem.


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⇒ Fim do jogo 

Se no final de um turno só restarem quatro fichas de terreno ou um tipo de cartas de lama desencadeia-se o final da partida. Todos jogam até se completar essa ronda. Se uma destas condições ocorrer na vez do último jogador, a partida termina imediatamente.

Logo de seguida faz-se a contagem dos pontos seguindo os seguintes passos:  

  • Somam-se os pontos  das cartas de lama de cada jogador;
  • Cada  ficha de recurso vale 1 PV;
  • Cada duas moedas valem 1 PV;
  • Verificam-se todas as cartas de objetivo e atribuem-se os pontos correspondentes pelos objetivos alcançados por cada um dos jogadores nas diferentes cartas.

Depois de somados os pontos de cada um dos quatro passos referidos, o jogador com a pontuação mais alta é o vencedor. Em caso de empate o vencedor será o jogador empatado que tenha conseguido mais PV com as suas cartas de lama, se ainda assim o empate persistir a vitória é partilhada.

Avaliação:

Llamaland é um divertido jogo de poliminó, um mecanismo muito explorado pelo autor nos últimos anos, diga-se. Mas de Phil Walker-Harding podemos sempre esperar jogos equilibrados, com design “redondo” e um elevado grau de fun factor.

As semelhanças deste Llamaland com Gingerbread House e Barenpark saltam à vista como uma pulga no lombo de um cão – todos nos colocam perante a tarefa de colocar peças num tabuleiro individual. A “novidade” deste Llamaland é que combina a construção em altura de Gingerbread House com a expansão do plano de Barenpark. Uma implementação que resulta!

O jogo encaixa perfeitamente naquele patamar procurado por muitos: poucas regras, gameplay rapidinho, opções táticas interessantes q.b. e um bom equilíbrio entre diferentes estratégias para ganhar.

Os componentes do jogo e a sua apresentação estética é do melhor, embora mudar as fichas de recursos de cartão para outro material (madeira ou resina) possa ser uma melhoria imprescindível para os mais “entusiastas” dos componentes alterados. Para os fanáticos da arrumação já há várias propostas comerciais e também projetos para impressão 3D.

Para terminar resta dizer que este Llamaland vale mesmo a pena caso ainda não tenham nenhum dos “parentes” mencionados. É simples, até intuitivo, tem um bom tema que veste mesmo à medida e ao mesmo tempo tem uma ótima presença na mesa. Estimula à reflexão, porque as decisões que aparentemente temos de tomar parecem simples, mas não são tão simples assim.

Embora Llamaland me parece melhor que os seus primos Barenpark e Gingerbread House, não vejo motivos muito evidentes para o comprar. A não ser que pertençam àquele grupo de acumuladores que não pode ver um jogo novo…