Dirtside: Episódio 5

Uau! É a melhor palavra que encontro para descrever o último episódio (pelo menos da primeira temporada) de Dirtside.

Pré-Produção

Bom, desta vez a preparação foi bastante simples: não preparei nada! Mesmo com fim-de-semana prolongado o tempo-livre faltou e os afazeres mantiveram-me afastado de Dirtside até ao dia do jogo. Portanto não houve nada de preparação. Tinha ideias vagas para alguns acontecimentos, claro, mas só isso. Ia deixar que o setting fizesse o trabalho todo por mim; é que ao fim de tantos episódios o setting tinha ficado verdadeiramente armadilhado com conflitos e – surpresa, surpresa – todos os jogadores e os seus personagens tinham investimentos e ligações fortes às várias faces da moeda (que neste caso eram três... devia ser uma moeda tetradimensional!). Agora era apenas uma questão de colocar os comboios nas inevitáveis rotas de colisão e deixar que o desenrolar dos eventos obrigasse os jogadores a tomar partidos e a escolher lados.

Chama-se a isto Narrativismo baseado em setting, baby, e funcionou na perfeição. Sendo este último episódio o spotlight do Jota, o foco intenso neste aspecto foi inteiramente apropriado, já que foi ele quem apontou este caminho há vários episódios atrás e, inclusivamente, na criação da série.

A Sessão

Ah, desta vez as Desperate Housewives não atrasaram o início da sessão, já que a SIC só passou um episódio e foi logo às 14h (e foi um episódio de arromba, como os outros, eheh). O Benfica também colaborou com Dirtside e perdeu o jogo da taça, ou seja, não houve festa rija com foguetes, buzinas, gritos e urros nas ruas a roubarem-nos a atenção e a prenderem-nos a curiosidade. Óptimo!

Para cena de abertura, não tinha preparado nada mas sabia exactamente o que queria que acontecesse nela: o Senado, o orgão governativo supremo da Federação, ia reunir-se de emergência e chegar ao planeta onde se desenrola a acção de Dirtside numa really-really-big-spaceship, para demonstrar o poder da Federação e impor a ordem outra vez. Obviamente que isto era exactamente o que os responsáveis por todos aqueles actos bárbaros de terrorismo esperavam conseguir; agora, com todos os senadores reunidos numa nave, era só deitá-la abaixo e tomar o poder no meio da confusão total.

Estive quase a ficar-me só pela chegada da nave, mas para quê esperar antes de ligar o gás e acender as chamas? Sendo assim, narrei a nave a chegar com toda a pompa e circunstância e cortei logo para uma reunião entre os personagens do Jota e do Paulo com Jan Van Meyer, o homem dos serviços secretos que tinha aparentemente sido o cabecilha de tudo isto. Basicamente o que ele diz é: “Meus senhores, chegou a hora. Vamos deitar abaixo a nave do senado com toda aquela corja lá dentro.‿

E pronto, agora sim, está dado o mote para todo o episódio. Agora os jogadores que agarrem a bola e que a chutem na direcção que gostarem mais! E foi exactamente isso que fizeram. O resto da sessão foi um verdadeiro frenesim de escolher lados, contar espingardas (para os mais revolucionários), tentar colocar os entes queridos (para quem os tinha) a salvo, aproveitar para saldar contas, e lidar com todo o tipo de situações extremas e inesperadas que surgem quando está tudo em jogo e há tudo a perder.

O Jota desta vez nem se tentou esquivar e agarrou o boi de frente, pelos cornos. Face a face com a tal colisão inevitável de comboios, tomou a sua decisão, escolheu o seu caminho e, ao longo de todo o episódio, foi vê-lo levar a sua por diante não importa que obstáculos tivesse de deitar abaixo ou quem tivesse de empurrar da sua frente.

Deu gosto de ver! Aquele que era o personagem mais certinho de todos, finalmente atingiu o seu ponto de ruptura e começou a mandar tiros para a esquerda e para a direita, abrindo caminho à força. É bem capaz de ter roubado o até então indiscutível título de Maior Sacana ao personagem do Paulo, tudo fruto do que fez nesta sessão, destronando a reputação que o Paulo construíra ao longo de muitos episódios num verdadeiro tour-de-force. Assassinou o seu ex-amigo Van Meyer a sangue-frio com um tiro na cabeça, assassinou a co-conspiradora de Van Meyer, a senada Johanssen, também a sangue-frio, não matou o personagem do Paulo porque este era um dos protagonistas da série, colocando a arma em “stun‿ e deixando-o apenas inconsciente. Por pouco não limpava o elenco todo, eheh!

E mesmo assim, lá pelo meio, ainda lhe sobrou tempo para ir metendo os outros jogadores em apuros. Foi dele a ideia de colocar a Raquel/Rita a liderar o pelotão de fuzilamento que ia despachar o traidor Daniel Fishburne, o namoradinho de Rita. Uau, perverso! A ideia da execução já andava eu a rondar, só que ia apenas colocá-la face-a-face com o acto já executado, mas o Jota aproveitou a sua cena para subir a parada... e de que maneira! Várias respirações se prenderam naquele minuto em que ela permaneceu de boca calada, lutando com a decisão que tinha à sua frente. E então, sim, com todo o Senado a assistir, com os seus amigos soldados a assistir, com o seu pai a assistir impaciente, ela deu a ordem e disparou também ela. Ouch!

Se algum dia internarem a Raquel num manicómio, será com certeza culpa minha with a little help from my friends (ou seja, do grande Jota). A pobrezinha ontem só tinha Screen Presence a 1, mas nem por isso deixou de ser o alvo mais apetecível para bangs, dilemas e todo o tipo de situações difíceis. Com ela é tão fácil criar e improvisar este tipo de situações poderosas que às vezes é assustador! Só posso imaginar a quantidade de jogadores que não sentiram tantas emoções fortes numa campanha inteira como ela apenas neste último episódio; foi uma verdadeira montanha-russa de emoções, e não sei porquê parece que os carris desciam a pique mais do que subiam, ah! :)

Para delicia dos nossos telespectadores masculinos – e com certeza femininos também – aconteceu por fim uma cena de amor puro, duro, e 100% lésbico, em que a Rita não resistiu mais aos encantos e à inocência recém-reencontrada da sua sargento KC e se embrulharam as duas uma na outra; por pouco não se esqueciam de que estavam num corredor movimentado e o faziam logo ali em frente a metade da tripulação da nave. Mas vá lá, ainda tiveram a decência de entrar no quarto de Rita e fechar a porta aos curiosos e aos telespectadores (a cena cortou ali).

No entanto ainda houve um reprise. Para salvar o seu namoradinho Daniel das garras de Van Meyer, Rita concordou em distrair ou eliminar os controladores do hangar de visitantes da nave, para que uma carga muito delicada (“só‿ alguns quilos de anti-matéria) de Van Meyer pudesse entrar a bordo sem ser detectada. Não querendo assassinar os dois controladores, Rita decide apenas distraí-los... e como! Convidou a sua amiga KC para um pequeno petisco fora de horas... na cabine de controlo mesmo ao lado daquela que os dois controladores usavam. Aqui os nossos telespectadores já poderão ter visto mais: umas coxas ali, algumas peças de lingerie acolá, um seio desnudado aqui, etc. Não só Rita poupou a vida aos dois controladores, como ainda lhes deu espectáculo. Quem disse que era mau ser o NPC genérico nº143 ao serviço do Império/Federação? :)

Para concluir este apanhado de coisas que me chamaram a atenção, há uma cena em particular da qual me orgulho muito, pelo uso do sistema do jogo para realçar e multiplicar a emoção já inerente aos acontecimentos. Foi já no final, finalzinho, do episódio onde a Raquel/Rita – depois de reunir os seus entes queridos – corria agora contra o tempo para chegar ao vaivém que os tiraria a todos da nave do Senado antes que aquilo fosse tudo pelos ares. Os outros jogadores já se tinham posto a milhas, tendo o personagem do Jota alertado as autoridades para a sua destruição eminente... o que significava que a Guarda do Senado estava nesse preciso momento a apoderar-se de todos os meios de transporte para proceder à evacuação dos senadores. De maneira que Raquel/Rita e os seus tinham de atravessar o fogo cruzado entre a guarda e os amigos a quem ela tinha pedido para preparar o vaivém.

Atravessando com ela aquela teia potencialmente fatal de tiros estavam as três pessoas mais importantes da sua vida: o General Jamieson (pai/família), Daniel Fishburne (o namorado traidor rebelde) e a Sargento K.C. O’Rourke (a namorada lésbica e antiga némesis de Rita... quem diria?). Sim, é verdade, eu não lhe matei o Daniel com aquela cena da execução. O fuzilamento não passara de uma encenação bem orquestrada do perverso Van Meyer. E não, eu não estava a fazer batota e a deixar que a jogadora se escapasse às consequências do seu acto. É muito simples, amigos. A decisão mais difícil que alguém poderia colocar nas mãos da Raquel era obrigá-la a escolher entre os outros dois vértices daquele triângulo amoroso (Daniel e KC). Retirar um dos vértices de cena antes que ela pudesse tomar a decisão final (tem havido várias decisões ao redor deste assunto, mas nada que seja definitivo) era matar o maior dos vários gansos de ovos de ouro que havia naquele quintal. Portanto, nada mais natural que manter Daniel vivo.

Anyway, o episódio estava mesmo no fim, e também estava o meu orçamento. Tinha dois ou três dados para gastar. A Raquel, bom, ela com Screen Presence de 1 não tinha começado com quase nenhuns recursos, e ainda menos tinha agora, no final do episódio depois de já ter passado por vários apertos. Eu estava a preparar-me para lançar o conflito da maneira óbvia: se os dados dela ganhassem, ela e os seus queridos iam chegar à nave inteiros; se os meus dados ganhassem, algum dos seus três companheiros ia ser atingido e ficar para trás.

E foi então que a ideia me surgiu... Em vez de um conflito, ia ter três conflitos, um para cada personagem querido que a Raquel queria fazer chegar vivo ao vaivém. Eu, sabendo dos parcos recursos que a Raquel tinha para investir no conflito, afirmei desde logo que ia lançar apenas um dado em cada um dos três conflitos. Nem sequer ia gastar orçamento, ia só lançar o dado “automático‿ do produtor três vezes. Agora era com a Raquel; ela também tinha o seu dado automático, mas tinha ainda alguns recursos que podia investir, dividindo-os pelos três conflitos da maneira que achava melhor para tentar garantir o bem-estar dos três NPCs. Era aqui que estava o brilhantismo da ideia.

E então, perguntais vocês? E então que aqui estava a colocar a mecânica/sistema do jogo ao serviço da audiência (eu e os restantes participantes) ao mesmo tempo que a usava para criar um grande bang à Raquel. Como já disse, Raquel/Rita tinha feito tudo para que aqueles três personagens mais queridos da sua vida saíssem vivos daquela confusão. O que eu lhe estava agora a colocar nas mãos era, nada subtilmente, a pergunta ultra-complicada: destes três NPCs queridos, de quais gostas mais, e quão mais? Ou seja, destes recursos limitados que tens à disposição, como é que os vais dividir pelos NPCs sabendo que é a vida de cada um deles que está em jogo?

A pobre Raquel até tremeu só de pensar na tarefa, mas acabou por se decidir rapidamente. Aqui está a divisão de recursos dela e o resultado de cada um dos lançamento dela contra o meu dado solitário:

  • General Jamieson (pai): 1 dado, Raquel venceu e ele safou-se sem problema
  • Daniel Fishburne (namorado): 2 dados, Raquel venceu e ele safou-se sem problema
  • K.C. O’Rourke (namorada): 4 dados, Raquel perdeu e ela foi atingida com gravidade, ficando para trás

Ouch! Aquela parte de os 4 dados da Raquel terem perdido contra o meu dado solitário, essa até a mim me doeu! A Raquel ia desfalecendo e caindo redonda no chão. E ora aqui está o exemplo perfeito de como os dados podem apimentar o vosso roleplay; o truque é não deixar que os dados decidam o que vocês não querem que eles decidam. O sistema de “stakes‿ do PTA é brilhante para isto; só têm de garantir que ambos os stakes são interessantes e depois deixar os dados escolher, sendo que tanto produtor como jogadores podem alterar as hipóteses a favor da opção que acham preferível.

De resto, a minha missão estava cumprida. O meu caso de vida ou morte obrigou a Raquel a dividir os seus recursos pelos três NPCs, indicando claramente quais deles lhe importam mais e em que grau. Como podem ver foi o meu uso do sistema que permitiu colocar a questão de uma forma tão directa e incontornável, e foi também o sistema o único meio de receber e interpretar a resposta da Raquel. Seguramente não era pelo resultado final da cena (KC é baleada) que se ia perceber que, pelo menos naquele momento no tempo, a Raquel/Rita está completamente enamorada pela KC, enamorada pelo (ou pelos menos com sentimentos forte de culpa para com) Daniel, e no honroso terceiro lugar é que vem o homem que a trouxe ao mundo e a criou. System matters, baby! Nunca estive tão seguro disso.

De qualquer maneira, a cena não ficou por aqui. Morta, semi-morta ou apenas ferida, Raquel/Rita não ia deixar a sua paixão para trás e correu para resgatar KC. Em hindsight, é fácil para mim perceber que foi este momento que decidiu que se ia haver uma segunda temporada de Dirtside. Não sei se deixei passar essa ideia aqui, mas o meu plano original era espremer esta série até à última gota e depois partir para outros projectos, que é como quem diz, outras séries de PTA. Agora, de tudo o que Dirtside tem de bom e de óptimo, há uma coisa que reina suprema no que toca a prender o meu interesse e curiosidade: é exactamente o triângulo amoroso KC-Rita-Daniel. Eventualmente, a coisa vai aquecer e o triângulo vai ruir; Rita vai ter então de abandonar o estado de coisas actual (duas vidas separadas, tentar conciliar o que a longo prazo é inconciliável) e escolher um dos dois vértices, ou contentar-se com aquilo que lhe sobrar depois do pó assentar, se sobrar algo. Enquanto isso não estiver resolvido, não há maneira de eu largar o Dirtside! :)

E isso podia ter ficado resolvido logo ali, neste exacto momento em que ninguém reparou mas que se revelou um ponto de viragem fulcral para o futuro da série. Se eu tivesse deixado a KC morrer com o tiro, adeus triângulo. Se eu tivesse impedido a Rita de resgatar KC e as matasse às duas numa cena brilhante e comovente, adeus triângulo. Em vez disso, deixei Rita resgatar KC, sim, mas com um preço a pagar: a sua amiga do peito Lily Wong, que a ajudou a trazer KC para bordo do vaivém, é atingida fatalmente no último momento (o que combinava na perfeição com um dos Next Week On que faltavam). Os restantes acabam todos por escapar, mesmo no último segundo, antes de ocorrer a explosão de proporções ciclópicas que varreu a nave do Senado da face do universo.

E o resultado final disto é, é claro, que o triângulo se mantém tão intacto e tão atraente como sempre. Não tendo este assunto ficado resolvido definitivamente neste último episódio, terá de ficar resolvido numa eventual segunda temporada, ou pelo menos num texto de ficção da Raquel. Enquanto houver triângulo Dirtside tem de continuar, é tão simples como isso! :)

E pronto, de modo que a primeira temporada lá terminou com a Rita, o corpo sem vida da sua amiga Lily Wong, o seu namorado Daniel Fishburne, a sua namorada KC O’Rourke, o seu pai General Jamieson e alguns NPCs genéricos a voarem numa nave sobre as nuvens do desértico planeta Eden, com o sol a nascer no horizonte. Tudo muito parecido com o final do filme Alien 4... ainda perguntei aos jogadores o que achavam de eu colocar uma rainha-mãe-alien no porão de carga, mas os olhares estranhos deles levaram-me a acreditar que se calhar agora não era o momento certo. Também, com dois namorados rivais e um pai que é comandante das forças armadas da federação (a mesma federação que Raquel/Rita ajudou, voluntariamente ou não, a colocar de joelhos) a bordo, acho que a carga que a Raquel/Rita levam naquela pequena nave já é explosiva o suficiente. Antes fosse a tal anti-matéria; ao menos isso dá uma morte perfeitamente indolor!

Stay with me
for the little night that’s left to be,
For a moment and a memory
that time cannot defile.

Stay with me
while the night still offers amnesty,
And the ending’s still yet to be
tomorrow’s unborn child.

Stay with me awhile.

--Savatage, Stay with me awhile

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Narrativismo, sim senhora :)

OK, eu sou esquivo como jogador Narrativista - e mesmo desta vez tomei a decisão do que ía fazer durante o episódio a meio da semana, não quando confrontado com os problemas.

Mas sim, quatro episódios de ver a Federação a lixar a vida a toda a gente deixaram-me lixado o suficiente para matar quem eu visse à frente, em especial a clique de oligarcas (Van Meyer, Senadora) que queria substituir um sistema mau por um ainda pior.

Eu realmente prefiro o Narrativismo baseado no setting. O interesse amoroso do meu PC Ralek, a Nadja, só se tornou útil no jogo qdo pôr o Ralek em contacto com os Rebeldes. Eu gostei na campanha principalmente dos momentos de decisão baseados em grandes ideias.

Mas tb gostei de *assistir* ao Narrativismo do Paulo e da Raquel, baseado nos personagens, triangulos amorosos e remorsos (e sentimentos afins). É a coisa gira do PTA: eu posso não gostar mto de jogar, mas gosto mto de ser co-GM da forma como as regras permitem (gastando fan mail, oferecendo dados, chamando cenas :)

JP

O Drama

UOU! Ganda sessão! Foi sem dúvida alguma digna de último episódio, com muita coisa poderosa a acontecer. Nota-se bem pelas tuas descrições que o sistema permite resolver as cenas muito mais facilmente que noutros jogos: um roll chega para determinar a sobrevivência ou morte de PC's e NPC's. E com efeitos dramáticos qb! Os recursos à disposição tratam de providenciar o risco ou segurança.

Parabéns a todos, foi uma óptima season de jogo, com muitas cenas sérias, poderosas, emotivas, divertidas e até wacky!

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Light allows us to see, Darkness forces us to create...

Chegou a hora do adeus?

Pois é, acabou o Dirtside. Por minha vontade continuava muito tempo mais. Adorei o jogo de princípio ao fim, dei-me bem com a minha personagem e graças a Produtor e Elenco fantásticos tive oportunidade de viver momentos únicos de agonia ;)

Não estava nada à espera de ter tanto protagonismo neste último episódio - a maior parte do tempo senti-me como se tivesse Screen Presence 3, e isso é sempre óptimo. Acho que não tenho palavras para descrever a agonia que foi tomar a decisão de disparar sobre o Fishburne (eu nãp podia ter a certeza que o Van Meyer tivesse trocado as balas) e muito menos a dor, a dor, quando os preciosos 4 dados que guardei para a KC na última cena me falharam e ela foi atingida.

Mas preciosos foram também os momentos altos dos outros: o Ralek/Jota a matar a torto e a direito, o Jefferson/Paulo a jogar os três lados ao mesmo tempo e a tentar lixar toda a gente. Foi fabuloso.

Obrigada a todos - produção, elenco e espectadores - pelas vossas contribuições e por horas de imensa diversão. Fiquei definitivamente fã de PTA e acho que não esquecerei Dirtside assim tão cedo.

Rita/Raquel
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A Mestrar: Amber Diceless
A Jogar: Vampire: the Masquerade (PBEM e Tabletop), PTA (Dirtside)

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A Mestrar: (népia)
A Jogar: PTA (Dirtside III)

Re: hora do adeus

Ó Raquel... PTA acabou, é muito giro e tal, mas E A FOTO DO RALEK ONLINE? :P

(Ou é o Ricardo q anda a engonhar?)

JP