Primeira Sessão

Retrato de jackjaques

«Foi numa pequena aldeia pescatória de Thesk que encontrámos uma pitoresca taberna, com colmo enlameado a cobrir as poças mal-lavadas de restos do almoço de há três dias.

Num canto escuro, um encapuçado (Kesk) observa os clientes, tentando passar despercebido. Ao balcão, um caparrudo mal cheiroso (Tharag) bebe cerveja com pimenta. Uma ruiva tímida (Kitsuvarra) só achou lugar junto de uns casais barulhentos. Sozinho numa mesa, um misantropo (Alak) esconde a face. Entre outros Rashemi à procura de trabalho, um homem espirituoso (Borivik) entoa cânticos da sua terra-natal. No varandim, à laia de primeiro andar, um tipo sinistro (Kosef) cruza as pernas sobre a mesa.
Outros há que bebem para ajudar a passar o tempo; outros que comem peixe na brasa; outros que contam histórias de terras longínquas; outros que dormitam no próprio vomitado...

E é neste ambiente barulhento que, do primeiro andar, voa uma caneca dum lado ao outro da taberna, abrindo um lenho na testa duma donzela andrajosa! KAPLUM!!!

Eis que desce um gandarro aos berros: "Ninguém sai daqui enquanto não acharmos quem atirou a caneca à gaja!" e, acto contínuo, vira-se para um pobre coitado que, encostado à parede, tentava engatar uma qualquer, e ZÁS! uma cabeçada no nariz que o pôs logo a sangrar vinho tinto!

Montou-se logo ali uma batalha campal com toda a gente a partir garrafas na cabeça do vizinho e a soltar murros para todo o queixo que aparecesse!»

Vai daí, pedi-lhes que lançassem 1d6 para ver contra quem iriam lutar no meio deste caos.
A todos sairam números diferentes —sinal de que seriam atacados pelos outros convivas da taberna—, menos a Alak e Kesk que logo se envolveram numa peleja.

«Levanta-se o encapuçado (Kesk) em direcção ao misantropo (Alak) e pontapeia-lhe a cadeira! Digo "cadeira" porque o misantropo prontamente recua e, cruzando as pernas, ressalta de modo a ficar de pé sobre a mesa, aplicando-lhe um valente pontapé no ombro!

Ao balcão, um qualquer valentão vira-se contra o caparrudo (Tharag) entornando-lhe a cerveja... azar o dele, pois logo o caparrudo lhe colou a cara ao balcão!

Uma honesta trabalhadora da noite saca duma caneca e atira-a à cabeça da ruiva (Kitsuvarra) que lá conseguiu desviar-se no último momento.

Farto de tanta cantoria, um half-orc carrega sobre o Rashemi espirituoso (Borivik) para, partindo-lhe uma costela ou duas, o calar à força. Mas o Rashemi foi ajudado pelos conterrâneos que se atiraram contra o resto dos convivas com tamanha garra que parecia tratarem-se de Mágicos Vermelhos de Thay...!

Do varandim, chovem bebedolas, calorosamente ajudados no processo pelo tipo sinistro (Kosef) que, agora, já se encontrava longe de vista.»