2ª Sessão de Exalted 2ed - Princípes na Terra

Lá se jogou, finalmente devo acrescentar, a 2ª sessão.

Pegámos onde se tinha ficado na sessão anterior e começámos daí, com Sahlak Dezlan a mostrar-se impressionado com os dotes artísticos de Seilsya, e a convidá-la para actuar numa festa que iria dar em sua casa, para entreter alguns convidados. Confesso que isto era um "Aventura Aqui!", mas tenho como desculpa uma das Intimacies do personagem do Padeira, a sua dança, que foi o que usei como cenoura.

Antes ainda se fizeram uns combates sociaizitos, para dar um pouco de cor e ambiente à coisa; eu não achei que fossem estritamente necessários e acrescentassem algo de valor, apenas por uma coisa: tudo o que poderia ser espremido dali já tinha sido na sessão anterior. Deu para integrar mais o Olim Kar na história, ao arranjar-lhe uns stakes giros para que ele pudesse ficar com uma carrada de pedras de sonho E arranjar trabalho ao mesmo tempo, os outros jogadores não brilharam mais ou menos do que já tinham feito na sessão anterior. De notar também que toda esta cena foi influenciada pelo que aconteceu na sessão anterior, com os jogadores a apontar que a dream parlour estava cheia de clientes atraídos pela actuação da Seilsya - isto não estava definido por nenhum lançamento de dados, nem tinha ficado definido nos stakes da sessão anterior, foram os jogadores que quiseram introduzir esse elemento no jogo.

Uma parte interessante veio a seguir, por duas razões: a) introduzia o combate físico, para toda a gente perceber como funciona ANTES de se ter charms que alterem tudo, e b) introduzia um elemento de conspiração à coisa, com um dos mooks sobreviventes a dizer que tinham sido contratados para os "fazer suar". Honestamente, nunca pensei que os matassem todos; isso vai servir-me de aviso num futuro próximo - ter jogadores homicidas nunca é bom. Um resultado interessante deste combate, é que à mesa deve ter durado uns 40 minutos no máximo a resolver, com idas a páginas para consultar e confirmar regras, o que é bom. Quando houver Charms, já temos o combate na ponta da lingua. Ah, já agora, o combate em jogo durou menos de 30 segundos. Os personagens são BONS, são realmente o tipo de gente que vai Exaltar. Um resultado menos bom, foi o signature move do Tiago ter aparecido - ele vai usar isso SEMPRE, mas vai deixar de ganhar dados de stunt.

Já na festa, introduzi vários persongens que achei interessantes e que sabia iriam apelar aos jogadores; entre eles, Dofcho Sesai, o lider da caravana que trouxe escravos a Gem; Lady Tarendra, uma enviada dos Fair Folk, e o seu guarda costas e respectiva entourage; Abu al-Khayr, um Earth Aspected Dragon Blooded Outcaste; e um primo do Olim Kar, o Kudawu Tetumi, feito escravo depois de ter sido apanhado a roubar.

Estes NPC's foram introduzidos para fazer mexer com os jogadores.

O Abu al-Khayr, para fazer mexer a Cynis Ashihami, já que ela odeia TODOS os DB's; o Kudawu Tetumi, para fazer mexer o Olim Kar, já que a sua Motivação é ajudar a família; os nobres, para fazer mexer a Seilsya.

Começo pelo que correu menos bem: o Tiago escolheu para o seu personagem a Motivação de ajudar a familia; eu pus lá o personagem do primo para que ele reagisse, e exagerei propositadamente a introdução para que ele se emocionasse e fizesse alguma coisa, o que não aconteceu. O primo disse que tinha sido feito escravo depois de sair de Abalone de propósito para o ir salvar, é fisicamente maltratado à frente dele, e a única reacção do jogador é "força aí, aguenta-te!"; não é o que estava à espera. No final, o Tiago disse que tinha adorado a sessão; isto a mim diz-me que, apesar de eu não estar a conseguir arranjar coisas que o façam mexer por si, ele ainda se diverte. Nem tudo é mau, pelos vistos.

Agora o que eu acho que correu bem, terminando na cereja em cima do bolo: o Padeira foi, como esperei que fizesse, tentar falar com toda a gente na sala. Começou com o Abu al-Khayr, o que me deu uma excelente oportunidade para engajar a personagem da Inês, ao fazer o DB seduzir a sedutora das cobras e indo com ela para trás das cortinas, o que fez a personagem da Inês espumar de raiva, pois ela detesta DB's, mas primeiro tinha que se desenvencilhar da Lady Tarendra, que insistia que ela ficasse e bebesse o vinho que tinha trazido do Wyld (vinho normal, não envenenado, não provocador de mutações) - isto num combate social, com a Inês a perder violentamente ao mesmo tempo que via o odiado e feioso DB a enrolar-se com a Seilsya. Nesta altura houve o inicio do jogo do Benfica, e parámos a sessão. A Inês parecia um pouco chateada com tudo, mas sugeri-lhe que este poderia ser um bom momento para Exaltar, o que ela aceitou com alegria - eu teria preferido que fosse ela a sugerir isso, no entanto; uma Exaltação é, ou deve ser, um momento terrivelmente dramático na vida de uma pessoa, e eu acho isso tão pessoal e intímo que tenho para mim deveria ser o jogador a escolher quando Exaltar, não o GM.

No geral, achei esta sessão MELHOR que a anterior; jogou-se practicamente o mesmo tempo, foi igualmente bem aproveitado, mas toda a gente esteve sempre interessada no que se passava.

Pontos fixes:

-as regras dos combates practicamente sabidas
-os jogadores estão a ficar mais à vontade com a introdução de elementos em jogo
-a parte final, da festa, com toda a gente on edge com o que estava a acontecer
-várias coisas aconteceram em jogo que vão dar muitos e interessantes desenvolvimentos

Pontos menos fixes:

-na minha opinião, ainda há coisas que não acrescentam à história e que servem para perder tempo
-o facto de o Tiago não se interessar pelo que é posto à mesa dá-me que pensar: para que raio escolheu ele aquela Motivação, se depois não se sente ele próprio movido por ela quando ela lhe bate na cara?

Opções de visualização dos comentários

Seleccione a sua forma preferida de visualização de comentários e clique "Gravar configuração" para activar as suas alterações.

Grande relatório! Adorei

Grande relatório! Adorei ler! :)

Rui escreveu:
Deu para integrar mais o Olim Kar na história, ao arranjar-lhe uns stakes giros para que ele pudesse ficar com uma carrada de pedras de sonho E arranjar trabalho ao mesmo tempo, os outros jogadores não brilharam mais ou menos do que já tinham feito na sessão anterior.

Já dizeste que os stakes andam a correr bem. Não queres desenvolver? Ou seja, dar uns exemplos de stakes que vocês estabeleceram antes de rolar, e escrever umas frases sobre a influência que a técnica está a ter no que se passa à mesa?

Rui escreveu:
A Inês parecia um pouco chateada com tudo, mas sugeri-lhe que este poderia ser um bom momento para Exaltar, o que ela aceitou com alegria - eu teria preferido que fosse ela a sugerir isso, no entanto; uma Exaltação é, ou deve ser, um momento terrivelmente dramático na vida de uma pessoa, e eu acho isso tão pessoal e intímo que tenho para mim deveria ser o jogador a escolher quando Exaltar, não o GM.

Chateada? Chateada no bom sentido, o sentido de ficar fula da vida com os eventos imaginários, ou chateada mesmo chateada porque não curtiu o jogo? Pelo que descreveste, pareceu-me que ela estava emocionalmente agarrada aos eventos, portanto se a jogadora terminou o jogo desapontada algo correu muito mal algures e deve ser uma prioridade corrigi-lo.

Já agora, para nós deficientes de Exalted, o que é Exaltar, mesmo? :)

Rui escreveu:
-o facto de o Tiago não se interessar pelo que é posto à mesa dá-me que pensar: para que raio escolheu ele aquela Motivação, se depois não se sente ele próprio movido por ela quando ela lhe bate na cara?

Bom, tu estavas lá, conheces bem a pessoa em causa, mas pode ter sido apenas que esta situação em particular não teve aquele je-ne-sais-quoi e só por isso o deixou indiferente. O jogador pode não ter sentido nada por este personagem em particular que nunca tinha visto mais gordo e lhe caiu do céu assim de repente. Pode ser que com outro familiar, noutras circunstâncias, ou que ainda com este familiar mas depois de ter existido um pouco mais de "bonding", que a coisa resulte.

Ou então o Tiago pode ser uma pessoa reservada e podes simplesmente não ter reparado que ele por dentro estava a sofrer ao ver o primo naquele estado. Ainda recentemente saí de um jogo de Dogs in the Vineyard e fiquei boquiaberto por um grande amigo meu ter ficado com a impressão de que os acontecimentos da sessão não me tinham agarrado por ali além quando na verdade eu por dentro estava extático.

Ou então o que podes ter observado é não a falta de interesse do jogador mas uma decisão perfeitamente válida da sua parte. Ele pode querer ajudar a família, sim, mas pode não querer ir above & beyond por esta pessoa em particular, nestas circunstâncias em particular. Mas continua a tentar; da próxima vez que maltratares o primo dele deixa bem claro ao jogador que está ali em stake o primo morrer, e rola os dados mesmo à frente da cara dele se ele mais uma vez se mantiver passivo. Continua a picá-lo com o tema de família, e vê ele tem algum tipo de reacção emocional. Se não tiver, é pedir-lhe para arranjar outra Motivação.

Imagino que discutiram o uso que ias dar às Motivações antes de fazer os personagens? Uma das coisas mais importantes a fazer é sempre frisar, sublinhar, gritar, berrar aos ouvidos, fazer um desenho, e no geral deixar bem claro que as coisas que vamos usar como Bandeiras têm de ser escolhidas pelo Jogador para o Jogador, não pelo Jogador para o Personagem. É claro que mesmo depois de um discurso de muitas horas sobre isto muitos jogadores vão e escolhem a bandeirinha baseados no que acham que ficava melhor naquele personagem e pronto, nada a fazer. Passado duas sessões lá temos de os obrigar a regressar à prancha de desenho e a darem-nos uma Bandeira com que os possamos afectar emocionalmente... se é que existe.

Mais uma vez, adorei ler! Continuação de bons jogos!

Ricardo Madeira a fazer as perguntas certas :-)

ricmadeira escreveu:
Já dizeste que os stakes andam a correr bem. Não queres desenvolver? Ou seja, dar uns exemplos de stakes que vocês estabeleceram antes de rolar, e escrever umas frases sobre a influência que a técnica está a ter no que se passa à mesa?

Dou exemplos:

Quando tentavam pela 1ª vez entrar no dream parlour, a Inês entrou à stunt dentro da loja; antes de ela rolar o Stealth, eu disse: se conseguires, entras e ninguém dá por ti; se falhares, o guarda topa-te e puxa-te para baixo. Podia ter subido a parada e ter dito: se falhares o guarda entra em combate contigo, mas achei isso exagerado.

O Padeira negociou a entrada dele. Os stakes foram: se conseguires o roll de Presence, o gerente deixa-te entrar e aceita o teu negócio, se falhares, ele vai perceber que queres alguma coisa e vai enviar mensageiros a todas as outras dream parlours para avisar contra ti.

Os stakes foram sempre sugeridos por mim, e nunca ninguém discordou deles. Já existe alguma negociação, e eu estou sempre a insistir nisso. Por ex, quando alguém quer alguma coisa de um NPC, eu pergunto: o que é que queres dele (o equivalente a: o que tens a ganhar com isso?), então eu digo o que é que o NPC quer, se ganhar ele o conflicto. Mas mesmo para isto, é necessária uma certa pro-actividade do jogador; se ele for apenas reactivo, não existe nunca um stake negotiation, parece-me - a menos, claro, que o consiga bangar. :)

ricmadeira escreveu:
Chateada? Chateada no bom sentido, o sentido de ficar fula da vida com os eventos imaginários, ou chateada mesmo chateada porque não curtiu o jogo? Pelo que descreveste, pareceu-me que ela estava emocionalmente agarrada aos eventos, portanto se a jogadora terminou o jogo desapontada algo correu muito mal algures e deve ser uma prioridade corrigi-lo.

Chateada porque estava a perder o Combate Social contra a Fair Folk (que é um monstro nos stats), e pensava que afinal eu estava apenas a dar a ilusão de eles terem escolhas. No entanto, perder um combate social pode ser evitado usando um ponto de Willpower, e fugir fisicamente - isto esteve sempre em aberto.

Julgo que a piada aqui foi mesmo a Fair Folk ter percebido o que se passava (a Inês nem tentou esconder que não gostava do DB), e tentou convencê-la a ficar a conversar com ela, enquanto ela queria ir dar na boca ao Db que seduzia o personagem do Padeira. Foi divertido. :)

ricmadeira escreveu:
Já agora, para nós deficientes de Exalted, o que é Exaltar, mesmo? :)

É quando o Sol Invicto se vira para ti e diz: "isto está tudo errado, por isso dou-te este poder todo para poderes ir chutar uns cus em meu nome."

ricmadeira escreveu:
Bom, tu estavas lá, conheces bem a pessoa em causa, mas pode ter sido apenas que esta situação em particular não teve aquele je-ne-sais-quoi e só por isso o deixou indiferente. O jogador pode não ter sentido nada por este personagem em particular que nunca tinha visto mais gordo e lhe caiu do céu assim de repente. Pode ser que com outro familiar, noutras circunstâncias, ou que ainda com este familiar mas depois de ter existido um pouco mais de "bonding", que a coisa resulte.

Ou então o Tiago pode ser uma pessoa reservada e podes simplesmente não ter reparado que ele por dentro estava a sofrer ao ver o primo naquele estado. Ainda recentemente saí de um jogo de Dogs in the Vineyard e fiquei boquiaberto por um grande amigo meu ter ficado com a impressão de que os acontecimentos da sessão não me tinham agarrado por ali além quando na verdade eu por dentro estava extático.

Ou então o que podes ter observado é não a falta de interesse do jogador mas uma decisão perfeitamente válida da sua parte. Ele pode querer ajudar a família, sim, mas pode não querer ir above & beyond por esta pessoa em particular, nestas circunstâncias em particular. Mas continua a tentar; da próxima vez que maltratares o primo dele deixa bem claro ao jogador que está ali em stake o primo morrer, e rola os dados mesmo à frente da cara dele se ele mais uma vez se mantiver passivo. Continua a picá-lo com o tema de família, e vê ele tem algum tipo de reacção emocional. Se não tiver, é pedir-lhe para arranjar outra Motivação.

Imagino que discutiram o uso que ias dar às Motivações antes de fazer os personagens? Uma das coisas mais importantes a fazer é sempre frisar, sublinhar, gritar, berrar aos ouvidos, fazer um desenho, e no geral deixar bem claro que as coisas que vamos usar como Bandeiras têm de ser escolhidas pelo Jogador para o Jogador, não pelo Jogador para o Personagem. É claro que mesmo depois de um discurso de muitas horas sobre isto muitos jogadores vão e escolhem a bandeirinha baseados no que acham que ficava melhor naquele personagem e pronto, nada a fazer. Passado duas sessões lá temos de os obrigar a regressar à prancha de desenho e a darem-nos uma Bandeira com que os possamos afectar emocionalmente... se é que existe.

Mais uma vez, adorei ler! Continuação de bons jogos!

Não sei o que se passou, honestamente. Ele disse que estava divertido; se calhar o erro é mesmo meu, ao tentar colocar-lhe um tipo de diversão à frente que a ele não interessa, ou pode ser o que apontas. Na sessão anterior já tinha acontecido algo parecido: ele escolheu várias Abiliteis que apontam para quem quer ser um feiticeiro ou um gajo interessado por Magitech (algo da 1ª era); quando faço referência a isso (trocar escravas por Magitech que os Fair Folk têm), ele mantém-se impávido e sereno, mas no final diz que se diverte. O mais certo é mesmo eu estar a tentar forçar a diversão dele, quando ele já se está a divertir em 1º lugar.

No entanto, a cena de usar mais o primo é algo que já tencionava fazer. :)

A escrever: down*town, tech-noir rpg
Proto Agonístes um rpg de auto-descoberta, de um personagem e vários jogado

Total coolness!  Rui

Total coolness! 

Rui escreveu:
Mas mesmo para isto, é necessária uma certa pro-actividade do jogador; se ele for apenas reactivo, não existe nunca um stake negotiation, parece-me

O meu método pessoal, que salvo erro decalquei das sessões de PTA do JMendes onde ele conseguiu colocar toda a gente à vontade a participar nisto, é começar a frase com "Hmm, estou a pensar que se passares o lançamento acontece X, que te parece? E se falhares, acho que talvez Y, não sei, o que achas/acham?" ou algo parecido... tento passar sempre a ideia de a coisa está muito longe de estar definida e em pedra e cal. Isto, é claro, excepto naquelas vezes em que acho que tenho uma ideia  absolutante brilhante para as stakes, daquelas que faz o coração do pessoal saltar uma batida; nessas vezes faço por demonstrar toda a confiança e predilecção que tenho pela ideia, eheh, para seguir em frente com toda a benção do resto do pessoal também.

Mas sim, realmente, não sei que tipo de discussão consigo criar. Há sempre muita participação, verdade, mas dá-me ideia que também a maioria dos stakes usados são os que eu sugiro, mas pronto, também é para isso que lá estou. Mais relevante para aqui talvez, também tenho esta ideia de que os jogadores que estão de momento a levar com as stakes em cima não costumam fazer muitas sugestões; já os os jogadores que estão de fora, esses têm muitas vezes grandes ideias (daquelas sádicas, de que toda a gente gosta), e até costumam receber Fan Mail do jogador afectado como agradecimento pelo sofrimento adicional. :)

Sim senhor, muito porreiro. Já tenho as minhas respostas, obrigado. Fico à espera do relatório da próxima sessão!

ricmadeira wrote: Fico à

ricmadeira escreveu:
Fico à espera do relatório da próxima sessão!

Que infelizmente só irá ser daqui a 2 semanas, talvez mais. Férias e o camandro.

A escrever: down*town, tech-noir rpg
Proto Agonístes um rpg de auto-descoberta, de um personagem e vários jogado

ideia genial pra usares contra o Tiago

(bem, vou supor que ele n vem praqui ler isto)

Como tu sabes, ele é todo XPTO a modificar armas, que é algo que ele sempre fala e tanto se orgulha...

E que tal o Sr Dr sugerir ao muito excelente jogador Tiago uma proposta de "alguem" da corte de dezlam (um guarda importante, alguem bastante feio e bruto) ir ter com ele e pedir uma encomenda urgente de ser modificada um punhal xpto, prenda do tio que vem da prima do lado da avó.
X dias depois, o perso do Tiago vê entrar na Dream Parlour, onde agora trabalha como astrologo, esse mesmo senhor com o seu primo-escravo atrás dele, a ser maltratado a torto e a direito. Depois de fortes abusos verbais, um malcriado e bebado nobre pode sacar desse mesmo punhal e acabar com a vida do priminho, após este ter feito algum tipo de asneira à frente de toda a gente.

Et voilá, perso do tiago vê alguem da sua familia a morrer à frente dele com 1 arma modificada pelo mesmo, que vai dar quase a que foi ele a empurrar o punhal lá pra dentro.

N sei se gostaste ou se consegui fazer entender o meu ponto de vista, mas todo este momento foi muito "Joss Whedon"! ;)

Joss Whedon rulz

Sim, isso parece-me muito fixe, acho que vou seguir a tua sugestão.

Uma cena fixe que eu vi há pouco é usar as coisas que vêm no Core sobre as descrições das Abilities.

Por ex: Lore a 5 é um gajo que sabe bué de terras distantes, sabe a verdade sobre os Dragon Kings, sabe a história do Shogunato, e sabe operar e manter warstriders, entre outras coisas.

Occult a 5 é um gajo que sabe distinguir a diferença entre um talisman verdadeiro e falso, negociar com espiritos, chamar elementais e demónios, e impressionar um Fair Folk com o seu conhecimento de etiqueta deles. O que é terrivelmente útil na situação que estamos a viver. :)

O Mariano dá uma ideia ao dizer que isto parece os Morangos com Açúcar. ;)

A escrever: down*town, tech-noir rpg
Proto Agonístes um rpg de auto-descoberta, de um personagem e vários jogado

Clarificação

Bem o que eu disse é que esta frase, "A Inês Exaltou durante um Social Combat com uma Raksha ao impedir que o Padeira fosse prá cama com um DB." parecia os "Exaltados com Essência" devido à trama involver ciúmes e enrolanços. Era uma espécie de elogio sedado. Agora mortes trágicas e kármicas está bem lá para o que eu imagino que é Exalted, ainda mais com sexo épico e tudo! So falta a Fair Lady ir experimentar os lençois de seda mágica. :D :P

"Se alguma vez sou coerente, é apenas como incoerência saída da incoerência." Fernando Pessoa

sopadorpg.wordpress.com - Um roleplayer entre Setúbal e Almeirim
Ludonautas Podcast - Viajando, sem nos movermos, pelos mundos do RPG

plasmas wrote: E que tal o

plasmas escreveu:
E que tal o Sr Dr sugerir ao muito excelente jogador Tiago uma proposta de "alguem" da corte de dezlam (um guarda importante, alguem bastante feio e bruto) ir ter com ele e pedir uma encomenda urgente de ser modificada um punhal xpto, prenda do tio que vem da prima do lado da avó.
X dias depois, o perso do Tiago vê entrar na Dream Parlour, onde agora trabalha como astrologo, esse mesmo senhor com o seu primo-escravo atrás dele, a ser maltratado a torto e a direito. Depois de fortes abusos verbais, um malcriado e bebado nobre pode sacar desse mesmo punhal e acabar com a vida do priminho, após este ter feito algum tipo de asneira à frente de toda a gente.

Et voilá, perso do tiago vê alguem da sua familia a morrer à frente dele com 1 arma modificada pelo mesmo, que vai dar quase a que foi ele a empurrar o punhal lá pra dentro.

Reli o que escreveste, e afinal acho que não é assim tão fixe. Matar-lhe premeditadamente o primo à frente dele só para o chatear não me parece boa política; nem se é boa política fazer o acto com uma arma feita por ele - será que ele se liga assim tanto às coisas que vende/dá?

Agora, uma boa cena seria ameaçar o primo de morte ao mesmo tempo alguém lhe pede o trabalho: assim ele estaria dividido entre duas coias que (supostamente) gostaria.

A sugestão que me deste, depois de assim modificada, já me parece muito melhor, e já me faz pensar em outras coisas a por à mesa, não só para ele.

A escrever: down*town, tech-noir rpg
Proto Agonístes um rpg de auto-descoberta, de um personagem e vários jogado

Gostei da ideia inicial do

Gostei da ideia inicial do plasmas, embora concorde que matar o primo logo de chapa podia ser má onda.

Rui escreveu:
Agora, uma boa cena seria ameaçar o primo de morte ao mesmo tempo alguém lhe pede o trabalho: assim ele estaria dividido entre duas coias que (supostamente) gostaria.

Esta sugestão parece-me um bocado mais fraquita sinceramente, acho que podia ser mais emocionante se empolasses a coisa, tipo se ele fizer o trabalho a tempo vai ganhar imensa reputação e acesso a conhecimento e artefactos de poder arcano, se ele não salvar o primo este será vendido aos Fair Folk (por exemplo), onde lhe espera um destino que apenas Deus (aka GM) sabe. Podia ser giro porque podia trazer coisas para o futuro, tipo o primo voltar a aparecer mas bué modificado pelos FF com desejo de vingança, ou ele descobrir que se tivesse aquele conhecimento que deixou escapar podia de futuro salvar a familia, etc.

Contudo há uma questão que acho que deve ser adereçada, o Tiago está ao menos interessado em lidar com este tipo de conflictos? não quererá ele uma campanha mais virada para a resolução de tarefas e desafios?

Não o conheço bem nem os seus gostos de RP, nem sei se falaram antes com ele sobre o que se queria fazer com a crónica, mas acho que antes de começarem a pensar que tipo de conflitos devem ou não atirar para cima dele deviam saber se ele está sequer interessado nesse tipo de jogo.

"the drunks of the Red-Piss Legion refuse to be vanquished"

RedPissLegion

RedPissLegion escreveu:
Contudo há uma questão que acho que deve ser adereçada, o Tiago está ao menos interessado em lidar com este tipo de conflictos? não quererá ele uma campanha mais virada para a resolução de tarefas e desafios?

Por aquilo que conheço dele, esta poderá ser a resposta mais correcta.

A escrever: down*town, tech-noir rpg
Proto Agonístes um rpg de auto-descoberta, de um personagem e vários jogado

Motivação Errada ?

Rui escreveu:
-o facto de o Tiago não se interessar pelo que é posto à mesa dá-me que pensar: para que raio escolheu ele aquela Motivação, se depois não se sente ele próprio movido por ela quando ela lhe bate na cara?

 

Sé é assim talvez seja melhor convencer o jogador a mudar a Motivação, afinal de contas ajudar a família parece uma coisa insuficientemente épica para um Solar

Sim... e não!

Hey ZPP! Obrigado pelo teu comentário.

Ele não é um Solar, é um Heroic Mortal, e por isso não seria por aí - este tipo de Motivações parece-me suficientemente boa para um Heroic Mortal; a questão aqui é que o jogador não reage às coisas que estão em cima da mesa, e isso pode acontecer por várias razões:

1-O jogador simplesmente não se interessa
2-O jogador não as reconhece como motivo para reacção
3-Ele interessa-se, mas sou eu que não reconheço isso

Como ele me diz sempre que se diverte, o mais certo é a 3ª hipótese estar a acontecer; por isso vou insistir com a questão do primo, até porque tenho algumas coisas com ele que ainda quero por na mesa e quero ver a reacção dele.

Se mesmo assim ele não reagir, eu falo com ele.

A escrever: down*town, tech-noir rpg
Proto Agonístes um rpg de auto-descoberta, de um personagem e vários jogado

Material Girl... Err... Boy!

Rui, penso que tás a pegar tudo mal com o Tiago!
Ele é 1 homem que adora todos os stats e cool-powers que ele tem. Se ele tiver super-fantastic-armour e/ou uber-slash-weapons, creio que ele vai levar a peito se alguem as destruir ou se o humilharem em combate. Se conseguires fazer ver que estão a levar os seus feitos e poderes para vias que ele as n entendeu faze-las, poderá o irritar (o tal "banga-lo") para a exaltação, e poder ver as verdadeiras cores do jogador!

Caga lá nessas mariquices à lá PTA, lamechices de a familia foi raptada e vai tudo morrer! Homens a sério preocupam-se com o seu Ferrari e com o trabalho lá da fabrica, ou se temos ou n cerveja no fridge!

Ou posso tb tar errado! :P

Pode ser... ou não!

plasmas escreveu:
Rui, penso que tás a pegar tudo mal com o Tiago!
Ele é 1 homem que adora todos os stats e cool-powers que ele tem. Se ele tiver super-fantastic-armour e/ou uber-slash-weapons, creio que ele vai levar a peito se alguem as destruir ou se o humilharem em combate.

Isso é a opção 1. 

plasmas escreveu:
Se conseguires fazer ver que estão a levar os seus feitos e poderes para vias que ele as n entendeu faze-las, poderá o irritar (o tal "banga-lo") para a exaltação, e poder ver as verdadeiras cores do jogador!

Não faço ideia, honestamente. Prefiro falar com ele sobre isso primeiro, ou tentar a parte do primo.

plasmas escreveu:
Caga lá nessas mariquices à lá PTA, lamechices de a familia foi raptada e vai tudo morrer! Homens a sério preocupam-se com o seu Ferrari e com o trabalho lá da fabrica, ou se temos ou n cerveja no fridge!

Ok, espero que não te preocupes se uma certa cobra fizer parte da sopa dos pobres de Gem. :)

plasmas escreveu:
Ou posso tb tar errado! :P

Ou isso. ;)

A escrever: down*town, tech-noir rpg
Proto Agonístes um rpg de auto-descoberta, de um personagem e vários jogado

Só mais uma pergunta

Estou a ver então estão a planear mudar as motivações quando se tornarem Solares ?

 

P.S. Já experimentaram o combate em massa ?

Só duas respostas.

Provavelmente, talvez seja isso que aconteça.

O combate em massa vai definitivamente ser experimentado; com os planos que eles parecem ter, eu diria que essa é uma das poucas certezas que tenho para este jogo. :)

A escrever: down*town, tech-noir rpg
Proto Agonístes um rpg de auto-descoberta, de um personagem e vários jogado

ainda n somos solares!

A malta ainda tá a tentar se safar como Heroic Mortals. A Inês foi a 1ª a ter o seu perso a se exaltar. Gostava que o Tiago se exaltasse 1º que a minha pessoa, já que a minha motivação é, devido a pertencer ao culto, de ajudar todos e qqs solar exalted.

RPL, e comé com a tua pessoa? Ainda vens jogar com a malta ou ficas de reserva? Já vais com 8XP de atraso...

plasmas wrote:RPL, e

plasmas escreveu:
RPL, e comé com a tua pessoa? Ainda vens jogar com a malta ou ficas de reserva? Já vais com 8XP de atraso...

Pois eu sei... mas de notar que perdi uma sessão a que podia ter ido porque o GM decidiu ir embebedar-se e próxima porque ele vai bater em pessoas, acho que a culpa é mais do violento e bêbado GM do que minha hehe.

Contudo espero poder ir à próxima.

"the drunks of the Red-Piss Legion refuse to be vanquished"

Em principio estarei por

Em principio estarei por cá, portanto se houver quorum o mais certo é haver sessão.

Digam de vossa justiça.

A escrever: down*town, tech-noir rpg
Proto Agonístes um rpg de auto-descoberta, de um personagem e vários jogado