Jogos novos para vós em Janeiro de 2021

Retrato de Mallgur

Coloquem em resposta os jogos que jogaram pela primeira vez neste mês e as vossas opniões sobre os mesmos.

As ferramentas do Grimwold ajudam bastante a saber quais foram.

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Vários

Fisicamente joguei Wingspan. Versão solo.

Gosto do modo solo o autonoma faz as ações rapidamente o que permite o jogador focar-se mais no seu jogo. Um jogo que depende muito das cartas que saem, mas que de certa forma é interessante pelo motor que cria. Claro que numa média estou empatado nas vitórias. Ainda não joguei contra o modo mais difícil.

Digitalmente joguei:

Darwin's Journey. O tema chamou-me à atenção. Um jogo em que a gestão do dinheiro é importante e para conseguires contronar isso só te resta fazeres as melhores ações em cadeia possível. Muito Interessante, na medida em que cada trabalhador é formado em certas areas que depois lhe dá acesso a ações mais poderosas.

Genotype. Mais um cujo o tema me chamou à atenção. Um jogo em que tens de escolher os pares genéticos para descodificar o DNA das famosas ervilhas de Mendel. Com o interesse de teres a capacidade de escolher a ordem por qual queres ter acesso às melhores características das plantas.

Tinner's trail. Um jogo em que a sorte tem a sua influência, mas que acaba por ser muito próxima do tema de jogo, m que não sabes que minérios te vai dar cada espaço da terra que decides comprar. A mecânica de leilão desempenha uma grande parte no jogo.

Endeless Winter. Um jogo em que tens de desenvolver o teu deck de cartas tornando-o mais robusto e capaz para avançar ao longo do inverno rigoroso. Apresenta também a gestão de área e o controlo das mesmas. Muito direto nas ações que podes fazer, mas profundo no resultado das mesmas.

Merchants Cove. Um jogo em que cada personagem tem a sua própria mecânica. Uns vão estão a jogar com dados, outros com bolas de cor e as suas coleções, outros vão usar o controlo de área, etc.. completamente assimétrico porque nenhum jogador está a usar as mesmas regras individualmente. Cada um só tem de produzir bens para vender aos compradores que chegam de barco.

People need hard times to develop psychic muscles

There should be a science of discontent. People need hard times to develop psychic muscles. -- Muad'Dib

Dune: Imperium - 3 partidas
Publicado em 2020

Board Game: Dune: Imperium

A obra de Frank Herbert é brilhante e goza de um estatuto quase lendário no meio da ficção científica... Esse estatuto leva a que qualquer abordagem a essa obra encontre alguma resistência ou receios por parte dos que a conhecem e admiram. É assim com qualquer obra que atinge um certo patamar de reconhecimento.
Ainda me recordo do receio inicial qando soube que iam adaptar O Senhor dos Anéis ao cinema. Felizmente, mostraram-se exagerados.
Neste caso, além da obra em si, existe também uma adaptação a jogo de tabuleiro que goza de um estatuto semelhante. Em grande parte pela longa ausência no mercado mas também pela natureza e qualidade do jogo em si que são muito boas.
Este Dune: Imperium foi recebido com entusiasmo pela comunidade em geral e recebeu louvores de muitos críticos.
Após alguma leitura sobre o jogo, tinha grandes expectativas e apraz-me dizer que não foram goradas.
O jogo está muito bom.
Na sua essência, usa mecânicas bastante simples e a sensação geral não anda muito longe dos jogos de estratégia "tipo europeu". Tem controlo de área, construção de baralho, alocação de trabalhadores e gestão de recursos como pontos centrais da actuação dos jogadores mas depois há ali uma incerteza latente, um conflito geralmente inevitável e a possibilidade de jogadas surpreendentes que nos deixam num misto de ansiedade e entusiasmo muito saboroso.

As três partidas foram um prazer. A primeira levou algum tempo devido às limitações da plataforma Tabletop Simulator e à falta de familiaridade com as regras mas a terceira já fluiu muito bem graças a melhorias muito significativas no módulo e à experiência acumuldada com as regras.

Recomendo vivamente que o experimentem.

Carnegie - 1 partida
Publicado em 2021

Board Game: Carnegie

O mais recente jogo de um dos criadores do Troyes está muito interessante.

São vinte rondas certas. Em cada ronda o primeiro jogador escolhe uma acção mas todos os jogadores a fazem. Há 4 acções possíveis e as mesmas estarão relacionadas ou com uma das zonas do mapa ou então espoletarão uma ronda de "doações" em que os jogadores podem fazer contribuições para várias causas sociais (obviamente que estas são efectivamente formas de ganhar pontos no final do jogo). As acções são para movimentar os nossos trabalhadores entre os vários departamentos da empresa (que por sua vez definem o que se pode fazer em da tipo de acção), construir novos departamentos ou obter recursos, construir no mapa edifícios de vários tipos e finalmente fazer investigação que permite aumentar ou melhorar vários aspectos como sejam os edifícios que se constroem ou meios de transporte para potenciar as ligações que se façam no mapa.

Há mais que se lhe diga e esta descrição é muito resumida e genérica.

É um jogo algo intrincado com muitas possibilidades estratégico-tácticas que está bem implementado no BGA... Jogado em tempo real é uma óptima experiência que abre o apetite para a experimentação com uma cópia física. Em turnos já nem tanto... Para mim torna-se difícil manter o foco no que estou a fazer e manter-me a par do que os outros vão fazendo.

Não é um problema do jogo ou da sua implementação online. É simplesmente a minha preguiça de ler o log das jogadas e memorizar e manter na memória uma estratégia... Definitivamente, para mim os jogos online assíncronos têm que ser menos complexos ou elaborados.

Paris Connection - 1 partida

Publicado em 2010

Board Game: Paris Connection

Tenho a impressão de já ter jogado isto há muito tempo, na versão mais "despida"... Mas provavelmente está noutro registo no BGG.

Seja como for, eu sou péssimo nestes jogos. Simplesmente não consigo dar valor às acções de empresas... Estou-me nas tintas para valorizações na bolsa e afins. Para mim, é tudo uma grande treta.

E perco o interesse. Vou fazendo isto ou aquilo para experimentar mas no fim fico em último e pfff... Quero lá saber. Levem lá a bicicleta e vamos jogar algo mais interessante.

O jogo é bom e está bem feito. É um sistema elegante que gratifica quem faz contas de quantos pontos pontos dá cada uma das suas opções. Mas não é para mim.

 

 
 
 
 

 

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Não me irrita perder porque cada derrota ensina algo e torna a próxima vitória mais gratificante.

Novos

Dos que jogaste o Dune não me dizia nada. Já tinha visto a capa e sabia do jogo mas pensava que era outra coisa diferente do que descreves. Agora fiquei curioso e com vontade de o experimentar.

 

Quanto ao Carnegie foi o jogo que mais me entusiasmou jogar e voltar a jogar desde há muito tempo. Já joguei 12x no BGA e até agora estou a adorar. Cada jogo que faço reparo que dá para fazer coisas diferentes e bem interessantes. Cada decisão impacta no nosso jogo e na dos adversários o que nos obriga a estar bem atentos ao que os outros andam a fazer. Até agora gostei mais de jogar a 3 e 4 jogdores, mas a 2 jogadores já teve partidas muito interessantes.

 

O Paris Connection é um jogo simples e rápido de jogar mas que tem um setup quase tão demorado como o tempo de jogo. Eu gosto desde a primeira vez que joguei na LeiriaCon (na altura, versão SNCF da Winsome). Nota: No BGA ainda só fiz uma partida para relembrar as regras...