28 de Agosto, XXL - Gangsters no palácio...

Retrato de Mallgur

Ontem, 28 de Agosto, as sessões regulares do grupo do Porto voltaram à XXL.

Cheguei um pouco atrasado para encontrar já lá a Cat Ballou, o Hélder e o Nazgûl... Após os breves habituais momentos de conversa fomos para uma mesa. Estou com pica para um El Grande com um número razoável de jogadores e achei que seria interessante para os outros experimentá-lo. Por isso comecei a preparar tudo, mas entretanto chegou o Albinscott e mais o Miguel... Infelizmente El Grande não dá para seis.

Pesquisando no meu saquito tinha algumas hipóteses para seis jogadores, Alhambra, Don, Citadels, Thor... o Miguel, o Hélder e o Albinscott não conheciam o Alhambra e, por isso, fomos dar uma volta pelo palácio...

O jogo correu bem. Apesar de ser novidade para três dos participantes não houve grande número de paragens analíticas e as coisas foram fluindo bem. Não consegui controlar bem as aquisições de áreas do palácio e acabei por ficar com um Alhambra pequenino, tendo apenas conseguido dominar em termos de jardins, acho que estava com um dedo verde... O Miguel venceu, tendo conseguido resolver alguns problemas de construção a tempo da ronda final de pontuação, apesar da mestria do Albinscott em fazer muralhas (13 pontos, nada mau...) que lehe garantiu um segundo lugar junto com o Nazgûl. Eu fiquei em quarto, o Hélder em quinto e a Cat Ballou em sexto... estar à minha esquerda não foi bom porque, como disse, não controlei bem as compras e isso fez com que a escolha fosse pouco reciclada antes da jogada dela...

Depois jogámos Don. Este é um jogo de leilões, com um tema ligado aos gangsters de Chicago muito "fininho", algo estranho pois estamos a adquirir cartas com números, que limitam as licitações posteriores pois não se podem licitar valores iguais, ou que terminem em dígitos iguais, aos números que temos nas cartas. Por outro lado, o dinheiro de cada leilão vai para quem tiver mais cartas no número igual ao da licitação vencedora, pelo que ter vários números diferentes limita as possibilidades de licitação, mas garante uma maior afluência dos resultados dos leilões... Confusos? Isso não é nada porque depois pontua-se pelos conjuntos de cartas da mesma cor, sendo que os números aqui já não influem nada e a progressão de pontuação pelos conjuntos é crescente, estilo Coloretto. Ver um conjunto de 4,8 e 9, por exemplo, pode dar ideia de que se trata de um conjunto valioso porque os números são altos, mas se as cores forem diferentes das que se está a coleccionar não vale muito no fim do jogo...

De qualquer modo, lá fomos jogando. As ofertas foram altas, creio, e isso levou a um grande número de leilões paralelos dos jogadores logo após terem comprado conjuntos. O Miguel estava inspirado nesta noite, ganhou este também apesar de, a certa altura, ter uma diversidade grande de números que o impediam de licitar alguns valores tendo que fazer saltos maiores, mas como tinha muito dinheiro isso acabava por não ser um grande problema.

Estava à espera de ainda termos tempo para um Pickomino, mas o Don levou bem mais tempo do que estava à espera e já não deu...

Mais uma boa noite de jogo... Na próxima terça, Crystal Park!

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Arquitectos árabes e mafiosos nova-iorquinos

Nesta noite um pouco menos concorrida do que é costume, dadas as ausências da Patrícia, do Mário e do menos assíduo Rick Danger, foi bom experimentar o Alhambra, mais um jogo de que já tinha lido muito bem.

Gostei do equilíbrio que é necessário manter entre os tipos de edifício que se constroem e a continuidade e acessibilidade impostos pelas regras da muralha. Também é bom controlar o que os aversários vão construindo de forma a controlar o esquema geral de pontuações, mas como este foi o meu primeiro Alhambra, tive alguma dificuldade em fazê-lo de forma eficaz. Só não gostei mais porque prefiro jogos com interacção entre jogadores, coisa que o Alhambra não permite. Visualmente agradável, foi mais uma boa experiência para mim, embora tivesse ficado desiludido por não ter conseguido ganhar...

Quanto ao Don, foi de facto uma experiência estranha. Creio que é fundamental obter uma noção do real valor dos distritos o mais cedo possível, de forma a não desperdiçar dinheiro. Por outro lado quanto mais cedo se aquirirem distritos de númeração variada mais cedo se começa a facturar. Importante também me parece gerir a numeração que vamos acumulando, de forma a mantermos uma margem de manobra razoável nas licitações. Mais uma vez fiquei desiludido por ter permitido que na última licitação do jogo, o Miguel me levasse de vencida, mas tal como ele comentou posteriormente, a sua experiência com o póquer deu-lhe alguma vantagem.

Muitos parabéns ao grande vencedor da noite, o Miguel, e ao grande dínamo deste grupo, Mallgur!

Para a semana quero mais :-)