Things to do, Places to see

Retrato de Rui

Escrever o 101 é uma piada do camandro; mais piada ainda é ler as coisas que outras pessoas dizem dele. Mas o giro de escrever um rpg não é o onanismo, mas a aprendizagem que vem de pesquisar sobre técnicas, gostos, maneiras de fazer - tudo algo que servirá, mais que não seja, para à mesa, num outro jogo qualquer, sorrir malandrinho e dizer: yeah, been there, done that. :)

Está a dar-me tanto gozo escrever o 101 que já tenho mais uma catrafada de jogos na parte de trás do crâneo, a querer sair. Isto serve como resenha, mas também como hors d'oeuvre:

-Algo completamente Joguista, baseado em livros e filmes como O Código da Vinci e National Treasure (com o Nicholas Cage e a Diane Kruger); a premissa é: nesses filmes, o personagem passa por uma série de puzzles que tem que resolver, e baseia-se sempre nos puzzles que já resolveu para o ajudar a resolver os seguintes; ora o que é isto senão Joguista no seu estado mais puro? E, se bem me recordo, esses filmes não tinham grande acção: uma ou outra cena de perseguição, com o personagem a tentar despistar o perseguidor, mas pouco mais. O jogo vai ser sobre isto: resolver puzzles, ficando mais capaz de resolver o puzzle seguinte à medida que resolve os anteriores. Tenho que agradecer ao Hugo "Dwarin" Barbosa pela inspiração: se não fosse a nossa conversa sobre CoC, nunca teria tido esta ideia! O nome do jogo ainda está por achar, mas será qualquer coisa como A Passarola de Gusmão, para seguir a tradição de O Código da Vinci e O Pêndulo de Focault, livro brilhante de Umberto Eco.

-Um rpg completamente Narrativo baseado nos livros do Kurt Busiek, Arrowsmith. O setting é uma 1ª Guerra Mundial Alternativa, com raças, magia, e tudo o mais, com grandes conflictos como: desobedecer aos pais para ir para a guerra, desobedecer a uma ordem ou testar uma arma que mata milhares, competir com os camaradas, sair do próprio país quando toda a familia foi morta. Ainda não sei como o vou fazer, mas o livro chama-me sempre que olho para ele.

-Um rpg de fantasia Narrativo, com setting meu já completamente escrito, que já estou para publicar há vários anos, ainda do tempo quando a Wizards fez o seu muito famoso setting search. Já tenho algumas coisas planeadas para o sistema, mas ainda não puz nada em papel.

-E, só pela piada, algo com regras para quedas e afogamento. Talvez no jogo do Gusmão.

Tenho certeza que mais pessoas têm a sua própria ideia para um jogo. Escrevam-no, nunca me canso de o dizer; a recompensa será fantástica, acreditem-me! E podem sempre publicá-lo aqui no portal, em forma de pdf de distribuição livre, ou se por acaso entretanto surgir alguma editora que aposte em rpg, ou se por acaso alguma editora estrangeira o publique, pode ser que ele deixe de ser apenas free- ou share-ware. Depois de ler um artigo escrito pelo meu muy querido Ken Hite, só posso ter esperança que isso aconteça também cá em Portugal.

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Com narrativo queres dizer

Com narrativo queres dizer que é um jogo Nar ou um jogo que poem controlo de narração nas mãos dos jogadores?

De qualquer maneira parece-me tudo fixe, mas vê lá é se despachas o The 101 hehe. Sou é capaz de seguir o teu concelho e colocar também aqui umas ideias que já tive para dois jogos, quanto mais não seja pelo trabalho de formalização da coisa.

"the drunks of the Red-Piss Legion refuse to be vanquished"

Quero dizer que é um jogo

Quero dizer que é um jogo NAR, mas não estou a descurar a hipótese de dar controlo narrativo aos jogadores.

NAR tem essa coisa do nome, faz uma confusão do camandro. O_o

A escrever: down*town, tech-noir rpg
Proto Agonístes um rpg de auto-descoberta, de um personagem e vários jogado

Pois tem hehe. Já agora, a

Pois tem hehe. Já agora, a questão das convenções de RPG, que vem referida no artigo que puseste no testo do tópico, era bem jogado cá por Portugal.

"the drunks of the Red-Piss Legion refuse to be vanquished"

Pois era; espero que a

Pois era; espero que a associação de RPG trate disso; adorava ter o Ken Hite cá em Portugal. :)

A escrever: down*town, tech-noir rpg
Proto Agonístes um rpg de auto-descoberta, de um personagem e vários jogado

Eco no mesmo parágrafo que Dan Brown e Nationa Treasure?

Não percebi muito bem a referência ao Pêndulo de Foucault. Será fonte de inspiração de um jogo completamente joguista ou é apenas fonte de inspiração no que toca ao nome? Um arrepio percorreu-me a espinha ao ler o sagrado nome de Eco em conjunto com o Dan Brown, mas como acrescentaste que é uma obra brilhante fiquei mais descansado. De qualquer maneira, se fizeres alguma coisa inspirada no Pêndulo tens aqui um leitor atento. Ando há anos a tentar ganhar coragem para o adaptar (em forma de campanha, não de jogo, bem entendido) e ainda não tive coragem. O Pêndulo, enfim, é perfeito...

O Pêndulo é inspiração

O Pêndulo é inspiração tanto para o nome como para o jogo: tem carradas de investigação lá pelo meio, muitos enigmas giros para resolver, muita coisa mostrada e não explicada... é perfeito para o jogo, e entra muito na onda do que quero fazer: resolver desafios e ter inspiração neles para resolver os seguintes.

Eu tenho quase certeza que o Pendulo também serviu de inspiração ao Dan Brown e aos gajos do National Treasure, pelos temas e envolvência, mas não ponho as mãos no fogo.

Não vai é ser um jogo sobre o Pendulo, porque acho que essa é uma tarefa para a qual não estou minimamente preparado...

Estou a pensar escrever um Big Three sobre esses jogos. Mais à frente.

A escrever: down*town, tech-noir rpg
Proto Agonístes um rpg de auto-descoberta, de um personagem e vários jogado

Fico a aguardar

E depois roubo-te as ideias todas para fazer uma campanha ;)

isso é tudo muito bonito

isso é tudo muito bonito mas sem acabares de escrever o 101 não podes partilhar com ninguém como é acabar de escrever um jogo de RPG. Ou seja: "O gato não vai às filhozes!" :P

"Se alguma vez sou coerente, é apenas como incoerência saída da incoerência." Fernando Pessoa

sopadorpg.wordpress.com - Um roleplayer entre Setúbal e Almeirim
Ludonautas Podcast - Viajando, sem nos movermos, pelos mundos do RPG

Esqueci algo que tb já teho

Esqueci algo que tb já teho na cabeça há anos, e que nunca pus no papel, mas que agora julgo ter as pericias suficientes para fazer:

Há alguns anos, um gajo procurado por assassinato multiplo numa cidade qualquer fugiu à policia, foi emboscado num beco, e ferido gravemente com vários tiros. Cai em coma, e não desligam a máquina porque tem que ser julgado pelos seus crimes.

Enquanto está no coma, começa a sonhar, os seus sonhos e pensamentos tomam consciencia que são sonhos na mente de um gajo, e querem a todo custo evitar que ele saia do coma, para continuarem a existir.

Os jogadores vão jogar esses sonhos e pensamentos.

Não me perguntem que Agenda isso vai seguir, já que não faço ideia do tipo de sistema.

A escrever: down*town, tech-noir rpg
Proto Agonístes um rpg de auto-descoberta, de um personagem e vários jogado

Isso parece-me muito

Isso parece-me muito estranho, abstracto e genéricamente comido dos cornos, é já a seguir ao The 101.

"the drunks of the Red-Piss Legion refuse to be vanquished"

Ahey, :) Rui wrote: os

Ahey, :)

Rui escreveu:
os seus sonhos e pensamentos tomam consciencia que são sonhos na mente de um gajo, e querem a todo custo evitar que ele saia do coma, para continuarem a existir.

Os jogadores vão jogar esses sonhos e pensamentos.

Cool!

https://www.rpg.net/reviews/archive/9/9243.phtml

Cheers,
J.

Ah, coolness. :) Reve de

Ah, coolness. :)

Reve de Dragon, merece-me melhor atenção.

A escrever: down*town, tech-noir rpg
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Que giro... Deja Vu anyone?

Acho engraçado o Rui ter escrito sobre o tal tipo suposto assassino ser baleado e ficar em coma, e depois fazes RP dos seus sonhos... e depois ter visto ontem o ultimo ep da season 2 do HOUSE MD (grande série, para quem ainda n viu, aconselho a dar uma espreitadela pela net aqui, ou então na FOX TX, que penso ainda estar a dar)

Não querendo revelar muito, o Dr House é baleado, para cumulo de tudo é colocado ao lado da cama dele o seu "killer", que foi baleado pelo seguranças, e ao mesmo tempo tem de descobrir a causa da doença de um dos seus pacientes antes que este "exploda"!

Este ep n consegue ser melhor que o "3 Stories" (considerado por muita boa gente, incluindo eu, como o seu melhor em todas as 2 séries), mas anda lá próximo, tendo uma historia bastante envolvente e um twist engraçado no final.

Em termos de RP, acho uma ideia engraçada se conseguires fazer algo mais do que o setting semelhante ao filme "O Fugitivo".

E como colocar os jogadores nesse setting? Eles vão ser os antagonistas do killer / coma-guy? Acho que seria interessante (se não totalmente inovador), em ter os jogadores como "aprendizes-de-GM-com-algum-puder-de-decisão-e-mudança-do-setting", e o GM como sendo apenas controlador de um unico perso, o tal coma guy.

E pq chamo ainda o GM de GM? Pq ele terá na sua mão trunfos, cartas ou objectos que ele previamente definiu com sendo as "pistas" que resultarão à resolução da suposta embrulhada onde se meteu. Uma especie de cluedo-meets-Paycheck (sim, o filme podre do ben affleck e realizador John Woo, mas que adorei o que aquilo poderia ser se tivesse sido mais escrito como thriller e não como pipoca-action-flick).

Mas infelizmente cheira-me a jogo de one-shot (ou de campanha de poucas sessões).

Como pensas fazer uma grande campanha de 2 anos com ele? Pensas fazer algo em que o coma-guy acorda mas na realidade tá é ainda em coma? (vanilla sky kinda way)

Acho que após este post, consegui elevar o meu nivel de geekness para maluco de RPs e movie/tv-freak, mas que se lixe, eu assumo!

Não percebeste nada, pá. O

Não percebeste nada, pá.

O gajo em coma serve de abertura à coisa, não se passa nada sobre ele, no mundo real, passa-se tudo na cabeça dele; os jogadores jogam os pensamentos dele, não a malta cá fora.

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Proto Agonístes um rpg de auto-descoberta, de um personagem e vários jogado

Agora tu é que n percebeste nada...

Rui escreveu:
Não percebeste nada, pá.

O gajo em coma serve de abertura à coisa, não se passa nada sobre ele, no mundo real, passa-se tudo na cabeça dele; os jogadores jogam os pensamentos dele, não a malta cá fora.

Agora tu é que n percebeste nada... Tudo o que descrevo é tudo passado dentro da cabeça dele... Toda a acção e decorrer de eventos não é real, é algo que ele pensa ser real, e onde o final nunca é certo, e qq prob que haja entre o jogo, é feito um reboot pelo GM onde outro layer de pensamentos/sonhos é recreado. Bolas, isto de escrever é mau pra mim, que sou uma autentica nodoa a me explicar por escrito. Ver se depois te consigo transmitir algo mais claro cara-a-cara.

plasmas, se leres a review

plasmas, se leres a review do jogo Rêve de Dragon, que o JMendes deixou o link ali em cima, acho que vais ver que é bastante parecido com o que estás a sugerir.

Dá uma visa te olhos, pode ser que te dê mais ideias para o jogo.

"the drunks of the Red-Piss Legion refuse to be vanquished"

Rui wrote: Esqueci algo

Rui escreveu:
Esqueci algo que tb já teho na cabeça há anos, e que nunca pus no papel, mas que agora julgo ter as pericias suficientes para fazer:

Há alguns anos, um gajo procurado por assassinato multiplo numa cidade qualquer fugiu à policia, foi emboscado num beco, e ferido gravemente com vários tiros. Cai em coma, e não desligam a máquina porque tem que ser julgado pelos seus crimes.

Enquanto está no coma, começa a sonhar, os seus sonhos e pensamentos tomam consciencia que são sonhos na mente de um gajo, e querem a todo custo evitar que ele saia do coma, para continuarem a existir.

Graze the skin with my finger tips
The brush of dead cold flesh pacifies the means
Provocative images delicate features so smooth
A pleasant fragrance in the light of the moon

Dance with the dead in my dreams
Listen to their hallowed screams
The dead have taken my soul
Temptation's lost all control

Simple smiles elude psychotic eyes
Lose all mind control rationale declines
Empty eyes enslave the creations
Of placid faces and lifeless pageants

In the depths of a mind insane
Fantasy and reality are the same

Isso é mesmo uma ideia muito antiga! Wink

Um Abraço

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Yaaaa Phtagnn!!

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Yaaaa Phtagnn!!

Achas que o Torradas ainda

Achas que o Torradas ainda fazia a arte disto? Laughing

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Alguém muito sábio disse uma vez: "So, Trebek, we meet again! The game's afoot!"

A escrever: down*town, tech-noir rpg
Proto Agonístes um rpg de auto-descoberta, de um personagem e vários jogado

Olha, mais um fã de

Olha, mais um fã de Slayer... um grande "God hates us all!" para ti! :)

Slayer

Rui: o torradas continua em forma... mas agora está no banco visto que nasceu há 3 semanas a filha dele... 

entretanto o tipo já arranjou parafernália para fazer desenhos no PC, vejam aqui: 

https://meiatorrada.blogspot.com/

ele normalmente não tem ideias para fazer desenhos, é uma questão de o picares, quando ele voltar a estar on-line!

 Laughing

 

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Yaaaa Phtagnn!!

Os Big Three dos meus projectos novos

A Passarola de Gusmão (titulo em desenvolvimento - dizer passarola faz-me pensar noutras coisas, e se eu penso, mais gente pensa)

O jogo é sobre quê?

Resolução de puzzles e desafios no mundo moderno para chegar a um grande objectivo final secreto do resto da Humanidade, com forte inspiração em O Código da Vinci, O Tesouro Nacional e O Pêndulo de Focault.

O que é que os personagens fazem?

São investigadores, bibliotecários, arqueólogos, que são confrontados com um grande mistério que pode trazer grandes revelações, destruir tudo, ou tornar alguém mais rico. Passo a passo, devem investigar a história dos pequenos segredos, até montar a solução para o grande segredo que dará o tema à aventura.

E os jogadores?

Desempenham os personagens, e podem tentar resolver os desafios colocados, ou rolar os dados.

Agenda Criativa prevista:

GAM all the way, baby!

Arrowsmith

O jogo é sobre o quê?

Baseado nos livros do Kurt Busiek e Carlos Pacheco do mesmo nome, é sobre as decisões que se tomam quando se cresce fisica e emocionalmente num mundo em guerra.

Os personagens fazem o quê?

São habitantes desse mundo, com as suas dúvidas e questões, tanto sobre a guerra como eles próprios, e tentam desembaraçar-se o melhor que podem.

E os jogadores?

Tentam responder às questões que os personagens podem ter, guiando-se uns aos outros desenvolvendo a história.

Agenda Criativa prevista:

NAR.

Dara-Soewarsih, O Povo dos 1000 Passos Para o Sol

O jogo é sobre o quê?

Passado num mundo estranho, um mundo que é uma lua de um gigante gasoso, um mundo de ilhas, onde não há metal nem cavalos, onde se vive em clãs com uma forte estrutura social de castas e uma riquissima religião de animismo, sacrificio humano e canibalismo ritual, o jogo é sobre a mudança que uma nova geração trás a uma sociedade extremamente sólida e cheia de tradição.

O que é que os personagens fazem?

Os personagens pertencem a um dos clãs e são a nova geração a chegar; eles devem aprender a viver com a cultura que os força a manter a casta onde nasceram, ao mesmo tempo que tentam ser cada vez melhores, para que consigam atingir a trancendência da alma e encarnar numa casta melhor, ou daí viajar para o Sol, o espirito supremo.

E os jogadores?

Os jogadores vão encarnar esses personagens, tentanto manter ao mesmo tempo uma atitude que mantenha a tradição e leve os seus personagens a transcender-se, e por outro lado tentar enfrentar essa mesma tradição e os seus costumes.

Agenda criativa prevista:

NAR; sistema sem randomizadores: Lei do Karma, com pools de atributos.

A escrever: down*town, tech-noir rpg
Proto Agonístes um rpg de auto-descoberta, de um personagem e vários jogado