Cyberpunk 2020 - Suplementos

Retrato de kabukiman

Suplementos de Cyberpunk

Bem, vou indicar só aqueles que li (uma meia dúzia, das dezenas que existem).

Misturando o bastante interessante com o inútil existem os chromebooks (são vários, li o 1/2). Contém equipamentos e serviços novos. Querem transformar a vossa personagem num cyborg sub-aquático, num elfo, numa abelha gigante, num peixe-homem, num ser irresistível sexualmente para toda a gente (as feromonas ajudam)? Desde que tenham dinheiro e a vossa empatia aguente, tem regras para isso. Ou preferem contratar mercenários? Ou um novo modelo de carro? Ou uma arma nova (como se faltassem no livro de regras!).

Os corporate books são dedicados às corporações (como a Arasaka e a Militech). Figuras mais importantes, actividades (legais e ilegais) a que se dedicam, principais fábricas/escritórios, hierarquia, e pessoal. Importante se uma campanha girar à volta de uma dessas corporações (se bem que em muito do material publicado aparece a Arasaka), dispensável se não for o caso.

Deep Space. É sobre o espaço. Todo o nosso sistema solar é revisto; do ponto de vista científico é muito bom. À volta da terra existem imensas fábricas e gigantescos complexos habitacionais (dos mais ricos que fogem da poluição e dos que trabalham, mas não há desocupados). A lua já tem várias bases com milhares de pessoas, Marte algumas centenas, e a cintura de asteróides (onde se acabou de degradar Plutão) tem algumas dezenas de loucos que fazem prospecção e normalmente morrem. Tem um ambiente muito próprio, diferente da mãe-terra (vale a pena fazer uma campanha com personagens nascidas do espaço, pois pessoal da terra a cumprir missões iria ter muitas dificuldades de adaptação e teria de ser pago de forma a se reformarem).

Necrology é um cenário sobre um AI com um gosto de experiências muito próprio e difícil para os jogadores; o GM terá de fazer sérias modificações se pretender que estes façam algo mais do que intervir quando for tarde demais.

Quem fez o Eurosource (suplemento sobre a Europa) fez um trabalho bem feito. A parte sobre Portugal arrepia, uma vez que não é muito difícil acontecer o que lá está descrito. Europa: digamos que a EU é um paraíso comparado com os EUA (embora algo monótono, pois andar aos tiros é muito mal visto, tornando-se conforme o ponto de vista desinteressante ou um desafio para jogadores), e o resto da Europa é um inferno (ideal para jogadores que gostem acção pura).

Solo of Fortune II é de leitura divertida (fora a parte dos equipamentos), cheio de ideias para cenários e bom background do mundo de 2020… para solos. Para os outros é demasiado perigoso.

Stormfront e Shockwave. Forma 2 partes de uma campanha do que era suposto ser uma trilogia (mas nunca saiu o terceiro volume). Está cheio de boas ideias. A guerra económica, assim como a descrição das cidades marítimas e equipamentos pode ser adaptado para qualquer outro jogo de ficção científica. O mesmo se passa sobre o capítulo da guerra de operações especiais e guerra na net. As missões como são apresentadas é que são desinteressantes (e muito perigosas: sendo para um grupo de no mínimo 5 jogadores, cada um com várias personagens, correndo o risco de não se terminar a campanha): entrar num local, destruir/roubar algo e fugir, depois quando as coisas azedam, raptar/matar alguém. Mais equipamentos (drogas, implantes cibernéticos, armas, etc) e estereótipos de personagens (alguns interessantes). De qualquer modo, com algum trabalho do GM, pode-se tornar uma campanha memorável.