Call of Cthulhu - Suplementos

Retrato de kabukiman

Como se pode imaginar de uma editora que existe há mais de 20 anos, o número é elevado, e só joguei/mestrei/li uma pequena fracção.

Anos 20
(o meu período favorito e o que tem mais suplementos)  

Investigator’s Companion

Contém Imensos pormenores sobre os anos 20 (filmes, músicas, actores). O problema é que não se vendo/ouvindo torna-se tudo uma mera lista de nomes. Mais útil são profissões detalhadas e figuras históricas que podem ser utilizados pelo GM na campanha. No final ainda existe uma lista de materiais e preços. 

Arkham

Um suplemento sobre a cidade criada por Lovecraft. É absolutamente detalhada casa a casa com os seus moradores (desde idosas inofensivas a cultistas psicóticos), o que permite que o livro seja facilmente utilizável para qualquer outro RPG. Contém também tudo o que um guia de uma cidade necessita: listas de monumentos, museus (com horário e preços), transportes internos e para outras cidades, lojas e restaurantes com um bom mapa. No final 4 cenários de que mestrei e correu bem. Gosto sobretudo pela atmosfera de Nova Inglaterra que é descrita, ideal para histórias de terror; acaba por ser indispensável se se quiser fazer jogar os jogadores em campanha num local 

Kingsport

O mesmo que o anterior. É uma cidade que vive para o turismo, vivendo aí numerosos artistas, sendo (involuntariamente) uma porta para as dreamlands. Tem uma atmosfera mais onírica. O que não quer dizer que não possa ser fatal. Um dos cenários é uma verdadeira jóia (joguei como jogador e GM e recordo ambos como dos que mais gostei). 

Dunwich

Este suplemento é do mesmo género do anterior. Só que a atmosfera muda completamente: dunwich é uma aldeia perdida no interior com habitantes atrasados e com sucessivas gerações a viver em endogamia (adoro este eufemismo!), muitas superstições e feitiçaria. Só tem uma campanha que não me agradou muito, mas a zona em si tem um potencial de terror excepcional (o sítio é assustador mesmo retirada toda a parte do mito). InsmouthDizer que é uma terra onde o terror impera é dizer pouco. Complicado é fazer os jogadores depois de irem lá uma vez, quererem retornar (praticamente tive de o fazer aos meus, e eles foram simpáticos, pois sabiam que não havia cenário se eles recusassem). 3 Bons cenários (o último é uma mini-campanha muito original e stressante).  

Tales of the Myskatonic Valley

É uma recolha de cenários que se desenrolam nas 4 zonas apresentadas. Só que pelas minhas contas, entre livro de regras e esses suplementos temos mais de uma dezena de cenários, antes de se sentir necessidade de comprar este volume; mas os cenários são razoáveis.  

Cairo Guidebook

Um guia do Cairo dos anos 20 (com numerosas informações sobre o Egipto). Política, sociedade, lojas, transportes. Ideal para quem gosta de cenários exóticos estilo Indiana Jones ou morte no Nilo. Infelizmente a parte sobre o mito é muito magra, e nem sombra de cenário. 

Dreamlands

Se tiverem um jogador que não goste de terror e só gosta de fantasia (mesmo que muito original) ponham-no a jogar dreamlands (é mais parecido com Alice no país das maravilhas e neverending story). Pessoalmente não me diz muito. 

The Compact Trail of Tsathoggua

Uma mini-campanha para jogadores (muito) a começar nos Rpg’s: anda-se muito e investiga-se pouco… e com tempo. Ainda por cima Tsathogua que é dos meus GOO favoritos nem sequer aparece. Sempre se viaja um pouco (até à Gronelândia e Canadá) e se fica a conhecer do mito. 

Ye Book of Monsters 1 e 2 (tenho um deles, não sei qual)

Uma compilação de todos os monstros de Lovecraft, escritores sucessores e criação da Chaosium, de nomes mais ou menos impronunciáveis. O problema é que o livro de base tem várias páginas com monstros para todos os gostos que chegam perfeitamente.  

The Masks of Nyarlathotep

A lendária campanha. Consegui convencer o Palinhos que estava a mestra-la a deixar-me entrar a meio, quando os jogadores se chatearam e a abandonaram. As estrelas não estavam certas. Jogando semanalmente, em 2/3 anos está terminada segundo rumores não confirmados. 

The Curse of the Cthonians

Uma recolha de cenários. Joguei um dos cenário estilo “Indiana Jones” que foi divertida (faltavam os nazis mas tinha Nyarlathotep)

1890s
(época Vitoriana, nunca joguei, existem pouco suplementos mas sei que tem um nicho de fãs). 

Cthulhu Gaslight

Tudo o que é necessário para se jogar em Inglaterra no séc. XIX (política, economia, sociedade, etc) com alguns cenários de investigação (aparece até o Sherlock Holmes). 

Actualidade
(nunca joguei também) 

Cthulhu Now

Um pouco de política actual, montes de invenções, agências de investigação, alguns cenários. Enfim, informações que se arranjam facilmente num WWW.  

Nocturnum

Li que era “a” campanha da actualidade (associada a Delta Green). Ao lê-la fiquei desiludido. Enfrentam-se inimigos tão poderosos e é tudo tão sem esperança (cada cenário vitorioso tem um “mas” que anula tudo, mesmo que os jogadores o ignorem), que os criadores viram-se obrigados a arranjar aliados terrivelmente perigosos para ajudar os pobres dos PJ’s terem uma hipótese de concluír os cenários (e a campanha). Mas talvez seja mais divertido para os jogadores (sobretudo com Delta Green)e por isso talvez me decida a mestra-la (se arranjar jogadores). Bom, passeia-se e investiga-se bastante, descobrindo os jogadores gradualmente o que se passa (a esse nível está bem feito). 

Delta Green

Embora seja um suplemento, criou um grupo de fãs à parte (e as relações entre ambos nem sempre são muito cordiais). É uma adaptação do Mito à actualidade estilo X-files. Os Pj’s trabalham para uma agencia governamental (FBI, ou o que quiserem, resolvendo o problema de acesso a material confidencial), estando metidos numa conspiração (no meio de muitas). O perigo já não é um velho sacerdote demente nas montanhas dos Apalaches como nos anos 20, mas sim cultos organizados, ricos e influentes que procuram (voluntariamente ou involuntariamente) invocar os GOO… É um universo completamente original em relação ao Cthulhu clássico. Os jogadores já não estão sozinhos na luta contra o mal, mas os seus adversários são muito poderosos, e pior do que tudo, a própria sociedade parece querer abraçar o nihilismo. Paradoxalmente, os cenários acabam por ser mais violentos (até onde se pode ir para proteger as pessoas?). Temos várias organizações antagonistas (tenho um gostinho especial pela Karotekia) ou potenciais aliados, uma história alternativa, cenários, uma listagem com todas as agências governamentais dos EUA. 

Delta Green: Countdown

Um suplemento fundamental para Delta Green. Mais conspirações e organizações, umas humanas, outras nem por isso (a versão do mito de Hastur está excelente, os skopsis são asquerosos). Faz-se uma pequena visita ao estrangeiro (Rússia, Reino Unido), e temos direito a uma lista de agências de segurança por todo o mundo (não aparece Portugal). Mais cenários.   

Intemporais 

Blood Brothers 1 e 2

Um conjunto de cenários que imitam filmes de série B de terror. Joguei um “western spagheti” de terror e um filme de zombies anos 80 (em 6 personagens sobrevivemos 2). Não é ambiente de horror mas de divertimento.

 

Devem existir mais cenários e suplementos que joguei/mestrei/li, mas de momento não me lembro (tenho imensos em que nunca peguei).

Se alguém quiser completar este artigo com outras coisas que tenha lido/jogado/mestrado, ou sobre as que já mencionei, que esteja à vontade (esta é para vocês Palinhos e Rick).

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kabukiman escreveu:

kabukiman escreveu:

Investigator’s Companion

Bons livros, tanto o primeiro como segundo.

kabukiman escreveu:

Arkham

Um suplemento sobre a cidade criada por Lovecraft. É absolutamente detalhada casa a casa com os seus moradores (desde idosas inofensivas a cultistas psicóticos), o que permite que o livro seja facilmente utilizável para qualquer outro RPG. Contém também tudo o que um guia de uma cidade necessita: listas de monumentos, museus (com horário e preços), transportes internos e para outras cidades, lojas e restaurantes com um bom mapa. No final 4 cenários de que mestrei e correu bem. Gosto sobretudo pela atmosfera de Nova Inglaterra que é descrita, ideal para histórias de terror; acaba por ser indispensável se se quiser fazer jogar os jogadores em campanha num local 

Que dizer deste livro, possivelmente o melhor livro escrito para Call of Cthulhu. Ponto final! E estamos a falar da primeira versão, não essa coisa que dá pelo nome de Complete Arkham Unveiled. Desde uma cidade inteira que serve como ponto de partida para histórias horripilantes a 4 cenários prontos para jogar, tudo num livro de 128 páginas. Que mais se pode pedir ao bom Jesus? A não ser...

kabukiman escreveu:

Kingsport

O mesmo que o anterior. É uma cidade que vive para o turismo, vivendo aí numerosos artistas, sendo (involuntariamente) uma porta para as dreamlands. Tem uma atmosfera mais onírica. O que não quer dizer que não possa ser fatal. Um dos cenários é uma verdadeira jóia (joguei como jogador e GM e recordo ambos como dos que mais gostei). 

Estás a referir-te ao cenário The House on the Edge ou Dreams & Fancies? O primeiro é uma obra-prima absoluta. Fi-lo duas vezes para dois grupos, o segundo grupo tinha dois jogadores do primeiro que quiseram repetir a história. Basta dizer que não precisei de mandar fazer lançamentos de Sanidade. No fim da aventura, um dos jogadores já tinha perdido a fala com a revelação final. A repetir.

A vantagem deste suplemento é que um dos meus jogadores tinha a mania de fazer poetas depois de ler uma história de Lovecraft e adorava o ambiente onírico e etéreo da cidade.

kabukiman escreveu:

Se tiverem um jogador que não goste de terror e só gosta de fantasia (mesmo que muito original) ponham-no a jogar dreamlands (é mais parecido com Alice no país das maravilhas e neverending story). Pessoalmente não me diz muito.

Olha que não. Tem por ali muito de Clark Ashton Smith e um certo ambiente surrealista e de terror que não é tão vincado como no Mundo Real mas que mesmo assim, se bem aplicado, pode causar grande impressão.

kabukiman escreveu:

The Masks of Nyarlathotep

A lendária campanha. Consegui convencer o Palinhos que estava a mestra-la a deixar-me entrar a meio, quando os jogadores se chatearam e a abandonaram. As estrelas não estavam certas. Jogando semanalmente, em 2/3 anos está terminada segundo rumores não confirmados.

Sim, principalmente a versão The Complete Masks of Nyarlathotep (TCMON). 5 continentes, ordem livre da sequência de eventos, mais de 50 NPCs principais e inúmeros secundários, pistas a rodos, conspirações, terror, horror, insanidade e, o ouro sobre azul, o vilão que todos adoram odiar: Nyarlathotep, himself.

Introduzo aqui uma referência minha: 

Beyond the Mountains of Madness (BTMOM)

Um calhamaço de 430 páginas de campanha, metade dedicadas a background para dar realismo às aventuras, é uma campanha que não é para todos. Principalmente porque tem um início algo lento. A campanha não tem pressa em colocar as personagens em situações horripilantes. Retrata a segunda expedição à Antártida mencionada por Lovecraft de passagem em At the Mountains of Madness cujo objectivo é descobrir o que aconteceu à primeira. Começa com uma secção em Nova Iorque, com os preparativos da expedição, sabotagens, interacções com outras duas expedições numa corrida a ver quem chega primeiro. A secção da viagem com os perigos inerentes é também bastante detalhada. Só muito mais tarde as personagens chegam à Antártida.

A partir daqui é uma bola de neve. As revelações e perigos sucedem-se a ritmo alucinante. O contraste entre a primeira parte (sem horrores e sobrenatural) e a segunda é evidenciada, causando ainda maior impacto. No final, as personagens descobrem não só o que aconteceu à primeira expedição (se lá conseguirem chegar vivos ou lúcidos) mas também novos horrores que podem colocar em risco a Humanidade. Definitivamente 5 estrelas.

Estás a referir-te ao

Citação:

Estás a referir-te ao cenário The House on the Edge ou Dreams & Fancies? O primeiro é uma obra-prima absoluta. Fi-lo duas vezes para dois grupos, o segundo grupo tinha dois jogadores do primeiro que quiseram repetir a história. Basta dizer que não precisei de mandar fazer lançamentos de Sanidade. No fim da aventura, um dos jogadores já tinha perdido a fala com a revelação final. A repetir.

Foi o dreams and fancies; não li o house on the edge, pois tenho esperança de o jogar como jogador...

 

 

" Robot durante o dia, vegetal durante a noite"

kabukiman escreveu: Foi o

kabukiman escreveu:

Foi o dreams and fancies; não li o house on the edge, pois tenho esperança de o jogar como jogador...

É uma aventura perfeita para uma sessão. Não dura mais de 2 horas, não é complicada. É, no entanto, muito bem imaginada e contextualizada no imaginário Lovecraftiano. Mais redobrado se os jogadores já souberem alguma coisa sobre Kingsport ou as histórias de Kingsport.

Podemos experimentar,

Podemos experimentar, qualquer dia.

neonaeon escreveu:

neonaeon escreveu:

Podemos experimentar, qualquer dia.

Fico à espera!

 

 

" Robot durante o dia, vegetal durante a noite"

Me!Me!

kabukiman escreveu:

neonaeon escreveu:

Podemos experimentar, qualquer dia.

Fico à espera!

Eu também!!!

:)

Evil never dies, it just waits to be reborn...

Seria questão de marcar uma

Seria questão de marcar uma tarde. Um sábado talvez.

Yep

Por mim pode ser!!

Evil never dies, it just waits to be reborn...

Cthulhu

Tenho muitos sourcebooks para CoC, mas a jóia da coroa da minha coleção de CoC é sem dúvida o Horror On The Orient Express. Isso sim é que é uma Campanha com C grande! Não se compara ao Masks of Nyarlathotep, mas é uma das campanhas lendárias de CoC. Infelizmente, nunca tive oportunidade de a correr. :(

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"You can not escape me!" he roared. "Lead me into a trap and I'll pile the heads of your kinsmen at your feet! Hide from me and I'll tear apart the mountains to find you! I'll follow you to hell!"

---- Behold the pain and sorrow of the world, Dream of a place away from this nightmare. Give us love and unity, under the heart of night. O Death, come near us, and give us life!

O grande problema do Horror

O grande problema do Horror on the Orient Express é que exige jogadores, não personagens, com alguma experiência porque a taxa de mortalidade é enormíssima. Um passo em falso e lá vão dois ou três de uma vez. Fora isso, é muito boa mesmo. Gosto principalmente dos passaportes que vêm na caixa ou o poster de publicidade ao Expresso do Oriente. Nesses tempo, a Chaosium era imbatível.

Falando em campanhas, não esqueçamos Walker in the Wastes, publicada pela  Pagan Publishing que também é bastante épica e grandiosa, contra Ithaqua, no less. Ou para quem quer uma campanha mais terra-a-terra, temos Coming Full Circle que são histórias de sobrenatural mas sem a presença do Mythos. Por fim, também da Pagan temos In the Realm of Shadows passado durante os anos 40. A guerra não é presenciada directamente pelas personagens mas está sempre presente no background (imaginem Casablanca).

Nunca joguei ou dei a jogar

Nunca joguei ou dei a jogar uma campanha pré-feita em CoC; as campanhas eram todas compostas por cenários que eram "cosidos" de acordo com as necessidades.

 

 

" Robot durante o dia, vegetal durante a noite"