Zombies!!!4

Retrato de Firepigeon

Este é um jogo de tabuleiro de zombies (2 a 6 jogadores, embora eu tenha jogado já a solo).
O material consiste em figuras dos personagens, uma centena de zombies, tiles (bastante grandes divididos em quadrados) que representam o terreno (o zombie!!! 4 passa-se numa floresta, sendo a maioria de tiles com árvores, embora haja algumas casas isoladas e mesmo um acampamento), cartas com informações, dados, e mais alguns tokens que representam balas e saúde. A arte e apresentação são bastante boas.
Todos os jogadores começam com um determinado número de balas e saúde num local fixo (num tile especifico com uma representação de uma ponte).
A primeira acção que fazem, é lutar contra qualquer zombie que esteja no seu quadrado (que não existirão obviamente no inicio do jogo). Retiram cada um no seu turno um novo tile, e combinam-nos à maneira do Carcassone. Nesses tiles, surgem sempre zombies (que podem conforme os casos, ser um número fixo ou lançar-se ao dado para ver o seu número), e por vezes tokens de saúde e balas que se podem receber se se entrar nele. Os zombie (no caso do zombie!!! 4) são cães que se mexem 2 quadrados e são mortos se sair 5 ou 6 ao dado (à maneira do residente vil, são muito ágeis), mas tem apenas um token de health dado o seu pequeno tamanho (nos anteriores Zombies!!!, conseguia-se matar com 4, 5 ou 6 e mexiam-se apenas 1 quadrado, mas tinham 2 tokens de health). Os tokens de bala reduzem em 1 ponto o grau de dificuldade de matar o zombie (se sair 4 ao dado, basta gastar uma bala e voilá! O cão está morto). Os jogadores tem então de lançar um dado e ver quantos quadrados andam; podem percorrer toda a distância que lhes saiu ao dado, mas cada zombie que encontram tem de ser combatido (e ou o matam ou perdem tokens de vida).
Existem também cartas que dão determinados bónus ou prejudicam os outros jogadores (este não é um jogo cooperativo, dado que só há um vencedor, a ideia é imitar os filmes do Romero com gente a fazer coisas estúpidas que lixam toda a gente para se safarem). Terminado isto tudo, é a vez dos zombies mexerem-se, devendo dirigir-se para o humano mais próximo (mas só o combaterão no inicio do turno do humano).
Obviamente, como o jogo é não cooperativo, os jogadores irão colocar os tiles novos que lhes saem, próximos da localização dos outros jogadores para lhes dificultar a vida.
Para se ganhar, existem vários meios: matar 25 zombies, reunir um determinado número de páginas do livro dos mortos (que saem no meio daquelas cartas que se tiram), ou estar numa localização exacta de um certo tile (o da cabine) e ter 6 ao dado. Parece fácil, mas não é, pois a partir de uma certa altura tem de se enfrentar literalmente matilhas de rápidos zombies. Se um jogador morrer, recomeça da estaca zero no meio da ponte.
O jogo é fácil de aprender: ensinei-o ao meu filho de 4 anos que aprendeu facilmente a mecânica, com duas alterações: simplifiquei a componente das cartas e jogámos em modo cooperativo (e nunca mencionei que eram cães, mas sim zombies, monstros maus disfarçados de cãezinhos, um pormenor muito importante). O jogo é agradável e relativamente rápido (meia hora no máximo, mas só joguei a solo e a 2) mas ao fim de algum tempo torna-se algo repetitivo. O jogo pode ser combinado com os anteriores ou jogado a solo (em compensação os zombie!!! 2 e 3 são meras expansões do 1 que nunca joguei.
O jogo é para levar com um bocado de humor à semelhança daqueles filmes de zombies maus que acabam por ser divertidos.