Keltis - O Caminho Das Pedras

Retrato de JohnnyBeGood

Nome original Keltis (2008)
Autor(es) Reiner Knizia
Jogadores 2-4
Tempo de jogo 40 minutos
Idades +8
Publicado por Devir (2008)

 

Keltis, Spiel des Jahres de 2008, um dos maiores galardões que um jogo de tabuleiro pode receber, é um jogo simples para 4 jogadores. Publicado em 2008 pela Kosmos, vê agora a edição em Português através das mãos da Devir.

Em Keltis, cujo tema se centra sobre símbolos celtas, um jogador recebe uma mão de oito cartas a partir de um baralho dividido em 5 cores, com cada cor tendo cartas que vão de 0 a 10, 2 de cada valor para cada cor. O nosso objectivo será, no fim, ganhar mais pontos que os outros jogadores.

No nosso turno podemos ou jogar uma carta da nossa mão ou descartar uma carta da nossa mão para uma pilha comum separada por cores; depois, ou podemos sacar uma carta do baralho principal ou uma carta do topo duma das pilhas de descarte de cores, com excepção para a carta que acabamos de descartar, se descartarmos uma para a pilha no nosso turno.

Depois de recebermos a nossa mão, iremos ver no tabuleiro 5 caminhos que correspondem às 5 cores do baralho. Cada valor duma cor jogada equivale a avançar uma das nossas peças um espaço nesse caminho. O senão é que a partir do momento em que jogamos uma carta mais alta ou mais baixa que a primeira carta que jogámos dessa cor vamos ter que manter essa ordem de jogo para essa cor, seja ela ascendente ou descendente.

Por exemplo, se jogarmos a carta azul 3 e depois a azul 5, teremos que jogar cartas mais altas que a última que jogámos dessa cor, neste caso azul.

No tabuleiro irão ver números ao lado dos caminhos. Isto serão os vossos pontos, que serão somados por cada peça vossa em cada caminho. A peça grande é especial, pois essa peça vale o dobro dos pontos no caminho em que estiver. Quanto mais avançados no caminho estivermos mais pontos somamos. Mas há que ter atenção, pois o jogo acaba quando o baralho principal se esgotar de cartas ou, 6 ou mais peças de quaisquer jogadores chegarem à parte mais verde-escura no topo do tabuleiro.

O jogo tem uma apresentação simples, sem pretensões de tema. Usa as mesmas mecânicas do Lost Cities, com as diferenças de haver mais cartas, podermos jogar em ordem ascendente ou descendente e de ser para 4 jogadores. É um jogo indicado para quem quer começar a jogar jogos de tabuleiro, assim como para famílias. As regras são simples e intuitivas, fáceis de ler e de poucas páginas.

 

  

Em análise


 

Parâmetros

MGBM

Soledade FS1973

Sorte

Estratégia

Táctica

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Componentes

Regras

Jogabilidade

Equilibrio

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Avaliação Star YellowStar YellowStar YellowStar WhiteStar White Star YellowStar YellowStar YellowStar WhiteStar White Star YellowStar YellowStar Yellow{#emotions_dlg.staryellowhalf}Star White

MGBM

Se o Lost Cities fosse um carro, Keltis seria o Lost Cities com uma melhor carroçaria, interiores de luxo, melhor suspensão mas com um motor que em pouco mudou, embora o que tenha mudado possa aparentar ser para o melhor. Keltis usa o método do Lost Cities, começar uma expedição, e jogar cartas numa certa ordem, com as diferenças cruciais que a ordem de jogo de cartas poderá agora ser tanto ascendente como descendente e, para mim o que é o elo fraco do jogo em comparação ao Lost Cities, começar uma expedição não dá uma penalização tão alta como no Lost Cities, e isto tira muito do divertimento do jogo. Desaparece o sentimento de risco que um jogador tinha quando jogava Lost Cities pois começar uma expedição neste jogo quase que não acarreta nenhuma penalização. Outra coisa que tira bastante ao jogo é a ausência das cartas de negociação que duplicavam, triplicavam e quadruplicavam os pontos. Agora só temos uma peça grande que dobra os pontos e é só. Eu acho que o grande prazer do Lost Cities, o risco de começar expedições, está eliminado neste jogo.

A grande vantagem é o facto de 4 jogadores poderem jogar ao Keltis, o que é bom para quem sempre quis jogar ao Lost Cities com mais jogadores. A apresentação é... verde e a tentativa de tema do Lost Cities nem sequer existe neste jogo, que é um abstracto do principio ao fim.


O jogo decorre-se a um bom ritmo, a adição de mais 2 jogadores não atrasa o jogo. De facto este jogo joga-se melhor com 4 do que com 3 ou 2. Apesar do bom ritmo do jogo e da simplicidade das regras e do jogo em si, há algo que não me atrai no jogo. Verdade seja dita, há algo que não me atrai no Lost Cities, logo acho que quem gosta do Lost Cities e o quer jogar com mais gente, Keltis pode provar ser uma boa compra. Mas se tiverem só 2 jogadores, fiquem-se pelo Lost Cities. E se não gostarem do Lost Cities então não vai ser o Keltis que vos vai convencer das maravilhas deste jogo. Apesar disto o jogo é excelente para a família e vai provar ser um sucesso nos serões.


A comprar para quem queira Lost Cities com 3 ou 4 ou para quem queira um jogo simples para a familia toda.

 

Soledade

Reiner Knizia já nos habituou a um tipo de jogo com decisões algo difíceis, matemática na pontuação final, cheio de coisas para os jogadores considerarem e completamente abstracto.
Saído da versão para 2 jogadores de Lost Cities, este Keltis de tabuleiro é um jogo divertido, rápido e muito fácil de convencer novatos. A pontuação tem aqueles recantos "à la Knizia" que obrigam a pensar melhor cada decisão, sem ser massacrante. O tabuleiro verde da versão alemã é muito bonito e o resto do material é bem aceitável.
A sorte está intimamente ligada ao resultado final do jogo e, ao contrário do mestre que o criou, não arriscava a afirmação do próprio: "desafio qualquer um no mundo a ganhar-me uma partida de Keltis". É uma afirmação arriscada, como disse mas, tendo sido o mestre matemático a proferi-la, talvez consigamos perceber se o jogo tem ou não assim tanta sorte como parece. Jogue-se para se perceber, digo eu.

 

FS1973

 

Baseando-se na mecânica base de Lost Cities (Exploradores), o senhor professor Reiner Knizia resolveu criar este KELTIS. Basicamente é um Lost Cities multiplayer que acrescenta algumas coisas boas, mas que também retira outras.
Pelo lado positivo, o facto de termos agora um jogo que pode ser jogado de 2 até 4 jogadores, com fluidez e simplicidade suficientes para agradar a um vasto leque de tipologias.
Pelo lado negativo, o jogo perdeu parte da sua magia, risco e tensão, com a ausência dos multiplicadores.

Ponderando, um e outro, percepciona-se ainda assim um título refrescante e agradável. Pelo menos para mim foi assim. Já há algum tempo que Knizia não surpreende o mundo com uma das suas criações e não deixa de ser irónico, que só na reciclagem de um clássico seu, consegue reencontrar algum reconhecimento público e crítico, mormente com a atribuição do famoso Spiel-des-Jahres.