Riga

Retrato de Abruk

Sint-Riga

Sinopse:

Os jogadores encabeçam uma civilização mediterrânea do primeiro milénio antes de Cristo, compelidos a encabeçarem a liderança da supremacia da bacia do mediterrâneo. Para alcançar o domínio os jogadores terão de “moldar” a sua sociedade para alcançar os desenvolvimentos mais inovadores da época que lhe traram a prosperidade ao longo de três eras, divididas por duas rondas cada uma, num total de seis rondas. O jogador que otimizar melhor as diferentes cambiantes do jogo ganhará a partida!
 

Como se joga:

⇒ Setup

Separam-se as cartas de bens e de edifícios. Baralham-se cada um deles separadamente e formam-se dois montes de bisca (a partir do monte de edifícios formar um monte paralelo de controlo de rondas, explicado mais à frente).

Determina-se um jogador inicial provisório que revela do monte de bens uma carta de cada vez até alcançar o valor de 6 ou mais.

O processo continua no sentido dos ponteiros do relógio (SPR) até que todos tenham cartas de bens à sua frente com valor de 6 ou mais.

O jogador com menor valor nas suas cartas decide quem será o jogador inicial definitivo. Se houver empate quem faz esta escolha é o jogador inicial provisório ou o jogador seguinte no SPR ao jogador inicial provisório.

Os jogador recolhem as cartas de bens para a sua mão. Biscam 2 cartas de edifícios do monte de cartas de edifícios, escolhem uma para guardar na mão e descartam a outra, sem revelar a sua face, que formará o monte de descarte comum.

Coloca-se a carta separadora (com os nomes das 4 cidades e uma seta virada para baixo) por cima do monte de edifícios.

⇒ Desenvolvimento

Riga joga-se em várias rondas denominadas de ”anos”. Em partidas a 2 e 4 jogadores jogam-se 8 anos, enquanto a 3 jogadores jogam-se 9 anos.

Para controlar quantos anos já se jogaram, devem separar-se 8 ou 9 cartas do monte de edifícios, formando um monte extra do qual se retira sempre uma carta a cada novo ano, no caso de não ser preciso abastecer o mercado de edifícios no início de um novo ano, retira-se uma carta do monte extra e coloca-se sobre o monte normal de edifícios.

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Cada ano tem as seguintes fases, que se executam nesta exata sequência:

  • Primavera: fornecimento
  • Verão: realizar um turno de ação no sentido dos ponteiros do relógio (SPR)
  • Outono: realizar um turno de ação no sentido contrário aos ponteiros do relógio (SCPR)
  • Inverno: Verificar limite de cartas na mão; novo jogador inicial

Na primavera revelam-se grupo de cartas de bens até alcançar um somatório de 9 ou mais. Formam-se tantos grupos de cartas como o número de jogadores mais dois (p.ex.: a três jogadores são 5 grupos).

Se o monte de bens se esgotar, baralha-se o descarte e forma-se um monte novo para continuar a abastecer o mercado.

Em seguida removem-se todas as cartas de edifício que estiverem por baixo da carta separadora de edifícios (não se aplica na 1ª ronda / ano) e colocam-se com a face oculta no monte de descarte comum.

As cartas de edifícios que ainda sobrarem são movidas para baixo e a carta separadora movida para cima delas. Revelam-se mais cartas do monte de edifícios até haver uma coluna com tantas cartas de edifícios como o número de jogadores mais duas (p.ex.: a três jogadores são 5 cartas).

Se o monte de edifícios se esgotar, baralha-se o descarte e forma-se um monte novo para continuar a abastecer o mercado.

No verão os jogadores, começando pelo inicial e seguindo no SPR,  vão executar duas fases:

  1. Tirar cartas da reserva: O jogador escolhe entre tirar um grupo completo de cartas de bens OUtirar um edifício.
  2. Construir: O jogador pode cosntruir até 3 cartas de edifícios da sua mão. Para construir o jogador tem de pagar o valor indicado na carta do edifício (canto superior esquerdo). O pagamento faz-se com cartas de bens que terão valores variáveis em função do edifício que se estiver a construir. Há recursos que não valem dinheiro nenhum para efeito de construção de determinados edifícios.
    Os edifícios constroem-se individualmente e por isso não dá para guardar “o troco” para pagar o edifício seguinte, a não ser que os edifícios sejam da mesma cidade, nesse caso podem pagar-se em conjunto.

No outono os jogadores, começando pelo jogador que estiver à direita do jogador inicial e prosseguindo no sentido contrário aos ponteiros do relógio (SCPR), vão repetir as duas fases que se realizaram no verão.

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No inverno os jogadores verificam se têm mais de 6 cartas na mão e, eventualmente descartam as que tiverem a mais das 6 permitidas.

Move-se a carta de jogador inicial para o jogador à esquerda do que tiver a carta.

Se o jogo ainda não tiver chegado ao fim dá-se início ao ano seguinte (ronda).

⇒ Fim do jogo 

O jogo termina ao fim do 8º ano (9 anos a 3 jogadores). Cada jogador conta os seus pontos: soma os pontos dos edifícios construídos e subtrai 2 pontos por cada carta de edifício na mão por construir.

Vence quem tiver mais pontos. Em caso de empate ganha quem tiver mais dinheiro ganha (valor dos bens na mão + valores dos benefícios de edifícios construídos mas não usados). Se o empate subsistir há vários vencedores.

Avaliação:

Riga é um jogo de cartas de um dos criadores que mais me tem surpreendidos nestes últimos anos: Stefan Risthaus.

Gentes foi o último título do autor sobre ao qual escrevi aqui no JogoEu, agora tive oportunidade de experimentar esta novidade de Essen – Riga.

É um jogo bem mais simples, obviamente, e as comparações aqui seriam desonestas, pois são de estratos bem distintos.

O jogo bem numa caixa retangular de tamanho pequeno, perfeita para a quantidade de material (cartas). Pessoalmente gosto muito da linha ilustrativa adotada, embora na verdade o tema seja apenas um adereço do mecanismo. O mecanismo mais evidente é a gestão de cartas, uma vez que os jogadores usam as cartas da mão para pagar e construir os seus edifícios, que por sua vez lhe darão benefícios nos turnos seguintes.

Pessoalmente achei o jogo muito bem equilibrado, mas falta-lhe aquele ingrediente que nos faz querer jogá-lo sem parar, ou seja, não sendo um mão jogo falta-lhe alguma atractividade que nos mantenha “agarrados” e desejosos de repetir.

Acho que este Riga tem um argumento muito interessante, o seu preço e o facto de estar bem testado, no entanto, não lhe encontrei a alma necessária para me arrebatar como a maioria dos títulos de Risthaus o fazem. A experimentar antes de comprar!

Ligações:

Site da Ostia Spiele → AQUI

Ficha BGG → AQUI

Resumo em português  AQUI