Findevier

Retrato de Abruk

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Sinopse:

Todas as tardes as raposas, corujas, lebres, ouriços e javalis encontram-se com os duendes da floresta para jogar ao “esconde-esconde”. Só metade dos animais estão visíveis num determinado momento, enquanto os outros estão escondidos. Se um animal for descoberto, um outro desaparece. Encontrar uma família de quatro animais é o objetivo para conquistar pontos, que no fim do jogo darão a vitória a um dos jogadores!

Como se joga:

⇒ Setup

Colocam-se os 10 discos de madeira, formando um disco no centro da mesa, de forma aleatória, mas assegurando que não se ficam a ver mais de 3 animais da mesma espécie.

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Baralham-se as fichas quadradas de animais e forma-se um monte de face oculta. Ao lado do círculo colocam-se os discos de madeira que servem para marcar pontos.

⇒ Desenvolvimento

O jogador inicial vira a primeira ficha quadrada de animal e em seguida revela-a no centro do círculo. Em seguida conta quais animais iguais estão visíveis. Junto à ficha colocam-se fichas de pontos iguais ao número desses animais que estão escondidos, por exemplo, no caso de se revelar uma ficha de lebre e estarem 3 lebres visíveis no círculo de discos no centro da mesa, coloca-se uma ficha de pontos junto da ficha de lebre, pois há apenas uma lebre escondida (há sempre 4 animais iguais nos discos de animais).

Começando pelo jogador inicial, todos os jogadores, na sua vez de turno, vão virar um disco de animal para descobrir um animal igual ao da ficha revelada. Se conseguir, tira um disco de pontos e continua; se não conseguir, a vez passa para o jogador à esquerda do que acabou de jogar.

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Quando se descobrem todos os animais que estão a ser procurados (4 ao todo), o jogador que consegue descobrir o último ganha uma ficha de pontos e também a própria ficha desse animal. Em seguida revela uma nova ficha de animal e repete-se o processo de procura.

Quando se revela uma ficha de animal, e todos os animais dessa espécie estão à vista (4 ao todo), coloca-se essa ficha no fundo do monte de animais e revela-se um novo animal.

Quando se revela uma ficha de elfo da floresta, o jogador que o revelou decide que animal se vai procurar, tomando a ficha de elfo como se de um animal se tratasse, e procede-se normalmente, como se fosse uma ficha desse animal.

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Image Binraix

⇒ Fim do jogo

O jogo termina quando todas as fichas de animal e elfos são distribuídas pelos jogadores. Todos contam as fichas de pontos que conquistaram durante o jogo e ainda as fichas de animais (1 ponto) e fichas de elfos da floresta (2 pontos).

Avaliação:

O jogo Findevier é um jogo infantil que usa o mecanismo de memória, mas de uma forma mais apelativa, na minha opinião.

As ilustrações não são as mais adequadas para o público alvo a quem se dirige, mas não deixam de ser boas. Por outro lado, o material usado no jogo é de elevadíssima qualidade, ressalvo apenas os discos de pontos que, embora muito originais, não acompanham a qualidade dos restantes componentes.

O talento de Jacques Ziemet é uma vez mais demonstrado pela simplicidade das regras e pela elegância do modelo. O jogo é muito fácil de ensinar e de aprender e a sua montagem é rapidíssima. A versão ensaiada é a da Steffen Spiele, mas neste momento é possível encontrá-lo na versão francesa de nome Bois Joli.

Para mim, inovar e jogos de memória, eram expressões que já não achava possível que se articulassem na mesma frase, pois sempre pensei que já estava tudo inventado neste domínio, agora, ao descobrir este jogo de Ziemet, o twist dado ao mecanismo mais básico e a introdução de uma variante avançada – casino (não abordada na review) – onde os jogadores têm de assumir posições de risco para ganharem o jogo, forçam-me a aceitar a possibilidade desta coexistência. Esta dimensão de assumir o risco, é um boa jogada de inovação num mecanismo que não me parecia possível ser melhorado. Mas Ziemet fê-lo. E fê-lo bem.

Com tudo isto, sabemos que estamos perante um jogo infantil, mas daqueles que está feito mesmo à medida dos adultos poderem jogar com os mais pequenos sem acabarem secos de tédio!

Em suma, um jogo interessante, plano, com algumas nuances interessantes, que cumpre perfeitamente o seu objetivo. As crianças aderem facilmente ao jogo, e funciona muito bem quando jogado entre pais e filhos. No plano pedagógico podemos também usá-lo para trabalhar competências de memória de curta duração, concentração e descriminação visual.