Os 10 Porquinhos

Retrato de Abruk

Sinopse:

Na sua vez cada jogador joga uma carta da mão para o monte de descarte comum e adiciona o seu valor ao valor desse monte, se ultrapassar o 10 ou o igualar, todas as cartas serão atribuídas. Quem ficar com mais cartas ganha a partida!

Como se joga:

⇒ Setup

Baralham-se todas as cartas e distribuem-se 3 a cada jogador. As restantes formam um baralho de bisca no centro da mesa, viradas para baixo.

⇒ Desenvolvimento

Começa o jogador que conte mais rápido até 10!

No sentido dos ponteiros do relógio, cada jogador vai jogar uma carta da sua mão, virada para cima, para o monte de descarte que se forma no centro da mesa. Em seguida adiciona o valor da sua carta ao valor do referido monte de descarte (no caso de ser a primeira carta esse valor é obviamente zero!).

10 PORQUINHOS!

Quando a carta jogada permite chegar ao valor 10, o jogador que o conseguiu diz “10 PORQUINHOS” e recolhe todas as cartas do monte de descarte, colocando-as à sua frente viradas para baixo.

MAIS DE 10 PORQUINHOS!

Se o valor ultrapassar o 10, o jogador que recolhe as carta do monte de descarte é o que estiver ao seu lado direito. Esse jogador coloca as cartas à sua frente viradas para baixo.

 

Antes de passar a vez, o jogador que jogou carta bisca uma nova do topo do baralho de bisca. Assim terá novamente 3 cartas na mão.

Cartas especiais:

  • A porquinha-sereia (+/-5) – permite adicionar ou subtrair 5 ao monte de descarte. Não é permitido descer do zero.
  • A rã porcina (zero) – ao jogar um zero, o jogador diz ZERO e o monte de descarte passa a valer ZERO.
  • Mesma carta / mesmo número – jogar uma carta com o mesmo número da carta que estiver no topo do monte de descarte ou com o valor atual do monte de descarte, permite que o jogador decida se quer adicionar o seu valor monte de descarte (como normalmente) ou fazer com que esse valor passe a ser doravante o valor do monte de descarte. 
    Por exemplo, se no monte de descarte estiver um valor de sete com a carta do topo a ser um quatro (por exemplo 3+4), e se o jogador seguinte decidir jogar uma carta com o número quatro, ele tem o poder de decidir se quer que o monte de descarte passe a valer 11 (3+4+4) jogando com a regra básica, ou optar por transformar o valor do monte para 4, por estar um quatro no topo.

⇒ Fim do jogo 

O jogo termina quando todas as cartas do baralho de bisca se esgotarem e os jogadores ficarem sem cartas na mão. Ganha quem tiver mais cartas ganhas!

Avaliação:

10 Porquinhos é um jogo de cartas infantil, mas com uma especificidade muito interessante, é ótimo para trabalhar o calculo mental em crianças de primeiro ciclo, trabalhando muito bem a adição e a subtração.

A qualidade global das cartas é muito boa e que as ilustrações são fantásticas, trazendo para a partida as versões porco de algumas personagens tradicionais do universo infantil como o capuchinho vermelho ou a pequena sereia entre outros. A caixa da versão analisada é a caixa de cartas típica: retangular e capaz de acomodar as 80 cartas de forma perfeita. O livro de regras é uma folha que usa apenas uma das páginas!

O requisito do jogo é muito simples, saber adicionar e subtrair com números até 10. As regras são muito fáceis de ensinar e de assimilar e as partidas são muito rápidas, dando sempre para jogar mais que uma vez seguida.

O objetivo é obter o número 10 através das adições e nunca ultrapassá-lo, pois daí só virão vantagens para o adversário da direita. O trabalho com “os amigos do 10”, conceito muito abordado no 1º ano de escolaridade, tem aqui um aliado lúdico desconhecido de muitos, pois tudo roda em torno deste conteúdo matemático. Além desta camada mais visível, há outras mais estratégicas que se vêem nas cartas especiais, dando ao jogo alguma complexidade estratégica. Embora não seja fácil de usar de forma eficiente pelos mais novos logo de início, essa complexidade acabará por se tornar muito interessante, pois empresta ao jogo uma boa margem de progressão e de durabilidade.

10 Porquinhos é um excelente jogo de cálculo mental para crianças que começam a dar os primeiros passos na aprendizagem da adição e da subtração e que, para prazer dos pais, é também bastante agradável de jogar com adultos, satisfazendo aquele que é na minha opinião, um dos requisitos mais difícil de cumprir em jogos infantis, permitir os pais jogarem com os filhos sem se enfadarem a meio muitas vezes pelo desafio ser quase nulo para o adulto.

As primeiras partidas são forçosamente mais lentas, sobretudo se as crianças estiverem ainda numa fase inicial da aprendizagem destes conceitos, mas tudo se consegue com uma ajudinha ou com partidas cooperativas em que um adulto colabore com a criança!

Em resumo, um jogo com regras simples e fáceis de assimilar, um potencial didático enorme em crianças do primeiro ciclo, material e ilustrações de muito boa qualidade e barato. Um jogo que recomendo vivamente, sobretudo para quem tem crianças nesta faixa etária.