Mastabas

Retrato de Abruk

Sinopse:

Todos os jogadores vão criar um caminho com cartas de forma a entrar e sair da pirâmide recolhendo o máximo de tesouros possíveis. O primeiro a conseguir sair desencadeia o final do jogo e nesse momento ganha quem tiver colecionado mais tesouros ao longo da partida.

Como se joga:

⇒ Setup

Colocam-se as cartas de entrada e saída na pirâmide a uma distância de 6 cartas. Cada jogador coloca o seu meeple na carta de entrada da pirâmide.

Baralham-se as cartas de câmara e distribuem-se 4 a cada jogador. Distribui-se também uma carta de reserva de tesouros, que cada jogador coloca virada para cima à sua frente.

Com as restantes cartas de câmara forma-se um monte de bisca com a face de labirinto oculta e colocam-se os cubos de tesouro ao lado como reserva.

Escolhe-se quem será o jogador inicial à sorte.

⇒ Desenvolvimento

Por ordem de turno, no sentido dos ponteiros do relógio, cada jogador executa três fases seguintes:

  • Jogar carta;
  • Mover o peão;
  • Repor cartas na mão.

1. A primeira ação é jogar uma das suas carta da mão sobre uma ou duas cartas colocadas na mesa. O deus da sua carta tem de ganhar a pelo menos um dos deuses das cartas que está a cobrir. (cão ganha à serpente; serpente ganha ao chacal; chacal ganha ao cão)

Image SergiNS

Quando a carta jogada tapa duas cartas com o mesmo símbolo, o jogador ganha um tesouro.

Ao colocar a carta é proibido:

  • criar 3 níveis de cartas, ou seja, a nossa carta pode tocar nas duas cartas que cobre, mas não pode cobrir uma carta que por sua vez já esteja a cobrir uma terceira;
  • tapar o símbolo do deus da carta que está a cobrir.

2. A segunda ação é mover o seu peão. O número de vezes que se move o peão é indicado pela carta que acabou de jogar. Primeiro contam-se as cartas por onde se pretende mover, antes de efetuar o movimento, evitando a movimentação das cartas expostas.

Regras de movimentação:

  • O movimento tem de terminar numa carta diferente daquela que se jogou.
  • A mesma carta não pode ser atravessada duas vezes no mesmo turno.
  • O movimento não pode passar nem terminar numa carta que já tenha um peão.
  • O número de movimentos indicado pela carta do jogador tem de ser completamente executadoSe não for possível, não se realiza o esta ação!
  • Quando o movimento termina numa carta da mesma cor da carta jogada pelo jogador, este ganha um tesouro (cubo vermelho).

 

3. A terceira ação é biscar uma carta do monte de bisca para voltar a ter 4 cartas na mão.

⇒ Fim do jogo 

O jogo termina quando a reserva de cartas de reserva se esgotar ou quando um jogador alcance a carta de saída da pirâmide.

No caso de ser um jogador a chegar à carta de saída, os outros jogadores entregam um dos seus tesouros por cada carta que necessitem percorrer para sair da pirâmide.

O jogador com mais tesouros vence a partida!

Avaliação:

Mastabas é um jogo de cartas muito fácil e simples de jogar. As regras do jogo podiam estar mais claras, pois deixam espaço para dúvidas, sobretudo quando se lêem pela primeira vez. Todavia são curtas e facilmente conseguimos principiar uma partida.

A qualidade global do jogo é boa e a caixa tem as dimensões ideais para este estilo de jogo.

O jogo não nos encheu as medidas sobretudo porque a temática é bastante forçada, a experiência de jogo é apenas satisfatória, não é entusiasmante. Um jogo interessante se for usado com os mais pequenos, pois não tem a complexidade exigida para jogadores mais experientes, mas a suficiente para desafiar o engenho construtor dos mais petizes.

As ilustrações do jogo, sobretudo da capa do jogo, são muito bonitas e detalhadas e contribuem bastante para aguçar o desejo de o jogar.

Em suma, mais um jogo de cartas com um tema cativante que depois não foi capaz de nos cativou suficientemente. O seu preço convidativo torna-o numa boa proposta para jogar com crianças.