Journey thru the Sea of Fallen Stars (D&D 4E)

Retrato de wulfgars

CAPÍTULO 1

 

 

 

A história começa em Impiltur .

Ano de 1479 DR .

Todos têm historias diferentes, motivações diferentes.

Uns a ânsia de trazer justiça a Toril , outros o simples ensejo de aventura , alguns o dinheiro , e outros ainda motivações mais pessoais, porém o destino ou se calhar Tymora  guiou-os ate aqui.

 Estamos a norte da cidade de New Sarshel , a capital de Impiltur . Sabe-se que este reino já não é o que era desde queda do Rei Imbrar II, e que agora quem governa o reino tem se mostrado fraco perante os avanços da FRATERNITY OF THAROS.

A cidade tem inclusive um culto a eles, e predomina a desconfiança e a "caça as bruxas" .

Fora da capital , não esta muito melhor , pois os demónios vagueiam livremente , bem como outros monstros descidos das Earthspur Mountains .

São tempos difíceis ,é conhecimento geral , que todos os reinos em torno do Sea of Fallen Stars estão em tumulto e agitação , nenhum porto é realmente seguro , nenhuma estrada é livre de perigos.

O ar transporta rumores de um perigo invisível que esta a dominar toda a região do Sea of Fallen Stars . Como se os diversos perigos que cada reino individualmente enfrenta, não fossem suficientes …….

Entre os diversos caminhos percorridos pelo grupo que aqui se encontra , estes rumores fizeram disparar algo no seu intimo....uma sensação que algo está mal , e que algo estará reservado no seu futuro para contrapor isto....é a sensação que  vivem aqueles predestinados a grandes feitos.......

 

 

Hoje........ 5 dia da 1º semana de Hammer (Deepwinter).

A chuva e o vento trouxe , separadamente, a  ; Brandis (Paladin ) , Thoradin ( Warlord) ,  Nermathed ( Druid), Mindartis (Swordmage)e  Nebin (Rogue)   , até a uma estalagem  , a ” Imbrar´s Crossroad” , num cruzamento da estrada real de Impiltur , que liga Lyrabar a New Sarshel. Ela está a cerca de dia e meio da Capital.

Alguns estão com destino a New Sarshel, outros estão indecisos, porém em todos sente-se aquela diferença dos demais ... pode ser a maneira como olham desconfiados , ou como mantêm uma mão na arma , ou até a maneira forçada como tentam se entrosar com os demais clientes.

Porém , para os olhos perspicazes do homem que os olha, é o suficiente para que  calmamente ele se aproxime de cada um , e firmemente e com toda a calma,  os convencer a encontrarem-se com ele numa sala mais calma nas traseiras.

Logo percebem que ele tem a segurança de alguém que viu muitas guerras , ele é um humano de meia idade com o ar nobre de quem esta habituado a dar ordens.

Mas também com olhos , que a todos transmitem alguma espécie de segurança e que não faz disparar os sentidos inatos para algo perigoso.

Depois de todos estarem acomodados , ele diz:

"Meus amigos , o meu nome é Pieter Sleijin , e sou o primeiro imediato de um navio-mercante que actualmente esta aportado em New Sarshel. Sei o que devem estar pensar, que faço eu a tantas milhas do mar, mas como já devem ter ouvido,  o clima em Sarshel não é muito seguro nos dias que correm...Podemos estar a falar com alguém que esteja já com a cabeça contaminada com as ideias do culto de FRATERNITY OF THAROS. Sei que corro algum risco em falar com vocês tão abertamente, porém os anos ensinaram-me a avaliar as pessoas. Penso que estou certo quando vos pergunto que nenhum de vocês nutre especial carinho por demónios?!"

Ele olha a volta para o grupo , á espera de resposta......

Encontrando então o que esperava, uma negação de carinho por demónios, e tendo inclusive alguns  se sentido ultrajados com tal hipótese, ele prossegue, agora com mais confiança:

"Foi o que pensei. Porém também não sou tolo o suficiente para confiar em vocês totalmente sem primeiro mostrarem que merecem confiança, bem como não espero que façam o mesmo comigo. Por isso vou vos dizer primeiro o que pretendo.

O renomado capitão Frestil Highwind do navio Swift Dragon, está a preparar-se para uma viagem , mercantil , ao longo da costa do Sea of Fallen Stars , porém ele sabe á  partida que irá ser uma viagem cheia de riscos, aventura e que envolve muito dinheiro. Como nos dias que corre o perigo espreita, ele precisa de homens para a guarda do seu navio para se precaver desses mesmos perigos.

O Capitão é um homem justo mas rigido , que é conhecido pela sua valentia em guerra, camaradagem em quem confia ,e pelas recompensas generosas que dá aos seus colaboradores, bem como pelo seu ódio ás injustiças e aberrações.

Ele pretende o vosso serviço .

 Prometo-vos dinheiro generoso no fim . Que irão  viver aventuras perigosas .Que irão lutar contra injustiças. E que provavelmente irão por a vossa vida em risco. Em troca peço-vos lealdade ao Capitão.

Antes de mais palavras, devo vos advertir , que a ultima palavra sobre a vossa contratação é do Capitão , quando , e se quiseram, estar com ele em New Sarshel, e que para isso terão que passar num simples teste que vos farei. Que me dizem?!Querem saber mais ?!"

Perante a resposta afirmativa de parte de todo o grupo , uns com mais firmeza, outros mantendo-se um pouco na expectativa , ele continua.

"Então o teste é o seguinte , transportarem este pequeno cofre , até a Estalagem do "Prancing Mermaid" nas docas de New Sarshel onde estará o Capitao á vossa espera . Eis as condições no entanto : não podem de maneira alguma tentar saber o que está na caixa, seja de maneira manual ou mágica, pois irá disparar um alarme que vos garanto vocês nunca conseguirão desactivar, e como é obvio não devem deixar que ninguém vos roube a mesma, o que tendo em conta os rumores dos perigos que espreitam entre esta estalagem e a Capital não será um simples passeio . Existem demónios , e monstros ,e bandidos selvagens que cobram taxas de quem anda nas estradas .  Simples não!?”

 Diz ele com um sorriso sarcastico.

“Um teste quer á vossa eficácia , quer á vossa discrição, quer inclusive  á vossa capacidade de trabalhar em equipa com pessoas que não conhecem. Quanto a nós , iremos provarmo-nos a vocês, dando metade das 20gp agora ,e o resto no vosso destino a cada um de vocês .Penso ser o justo para uma simples entrega. Aceitam !?"

O grupo olha na expectativa entre si , sendo todos estranhos, estudam-se mutuamente a ver o que cada um , e como cada um, responde.

Alguns chegam a inquirir sobre aspectos do tal possível contracto , outros tentam perceber se alguma espécie de mentira ou magia está no ar , porém as respostas transmitidas servem apenas para os acalmar, e no fim , todos aceitarem o teste.

"Muito bem, então aqui está o pequeno cofre , e quando quiserem podem ir." Diz Peteir entregando o cofre a Brandis.

Após saírem da beira de Pieter, rapidamente falam entre si , e após um reconhecimento da área circundante ( onde não descobrem nenhum perigo)  e de procurarem mais informação junto dos locais na Taberna sobre a Estrada Real , decidem partir o quanto antes em direcção a New Sarshel.

Depois de algumas horas sem qualquer motivo de alarme , onde aproveitam para se conhecerem melhor, chegam á vila de Erpur onde logo pressentem que algo se passa....nos arredores da pequena vila tudo está em silencio.....

Não um silencio sepulcral , pois ouvem-se os animais nos arredores , mas a falta de barulho de pessoas.

Aproximam-se então do centro, calmamente e cuidadosamente, e quanto mais perto estão do mesmo,  começam a ouvir gritos e barulho de muita agitação....

Uma multidão cerca uma casa grande no centro da vila, são cerca de 60 pessoas, provavelmente toda a população da vila , eles atiram pedras ás janelas. Os aldeões têm foices e machados. E gritam para os ocupantes sairem da casa.

Perante a situação,  alguns rapidamente se atiram para o meio da situação sem saber muito bem o que se está a passar, provavelmente o visionar de uma situação aparentemente desleal para quem está no interior da casa , faz despoletar a acção. Tentam chegar junto da casa , mas a população esta muito compacta e em alvoroço e não os deixa.

Ouvem o barulho de uma porta a ceder e veem dois aldeões entrarem na casa e em poucos segundos saírem com uma rapariga ,arrastada pelo cabelos.

Isto faz com que Mindartis se transporte para junto da rapariga , afastando assim os aldeões que a cercavam, este momento de hesitação da população permite que Brandis, Thoradin, e Nermathed se juntem a eles, ficando no entanto  Nebin para trás para se misturar na multidão.

Rapidamente descobrem o líder da multidão , um ferreiro de nome Frodel , e após uma curta conversa com o mesmo ,ficam a saber que a população pensa que a rapariga , de nome Kara , é uma bruxa ,  devido á imensa sorte que a sua família tem nos negócios, utilizando toda a sua habilidade de persuasão e diplomacia , conseguem evitar uma situação potencial de motim.

Depois de  descobrirem que tudo o que a população quer , é ver-se livre dela , e após Kara igualmente pedir o mesmo , que a escoltem até New Sarshel , onde o tio dela a receberá e vos dará uma recompensa, o grupo decide optar pela via pacifica e levar Kara daquele local. Não sem antes Nermathed lançar uma maldição sobre a aldeia.

Novamente de volta a estrada , não passa muito tempo , para que os ouvidos sensíveis de Nebin , ouçam um grito de ajuda vindo da zona arborizada perto da Estrada Real.

São gritos de socorro de um Halfling no topo de uma arvore , cercado de vários Goblins que o provocam e tentam fazer descer da mesma.

Mais uma vez , tal situação de aparente desvantagem , impele-os a saltar para a acção. Após pedirem a Kara para que se esconda enquanto resolvem a situação .

É um combate que apesar de o grupo estar em desvantagem , rapidamente se resolve a favor do mesmo. Os Goblins não são adversário á altura do seu poder combinado , nem mesmo estando no meio dos Goblins um “Goblin Hexer”.

Quando tudo está em segurança , o Halfling desce da arvore , e diz :

“Meu nome é Haldar , e pensei que ia desta para melhor, muito obrigado”

Ele diz pertencer a um grupo de 5 aventureiros chamado “The Fellowship of Light “ , e que eles tinham a ideia ingénua de combater o mal da região , mesmo sem terem experiencia , isso levou-os a precepitarem-se e a atacarem um acampamento Goblin , não muito longe deste local.

Porém tudo correu mal e foram derrotados , tendo-se colocado todos em fuga , uns para cada lado, não sem antes conseguirem roubar uma estátua do acampamento. Era essa estátua que o grupo de Goblins pensava que ele tinha , mas que infelizmente, diz ele , não foi ele que ficou com ela , não sabendo quem a tem .

Após responder as varias respostas que o grupo tem , onde ficam a saber que o acampamento tem prisioneiros humanos para servirem de sacrifício para rituais demoniacos ,  ele pede que o deixem vos seguir até New Sarshel onde tem uma loja da família.

O sentido de honra de Brandis e dos outros , faz com que partam rapidamente para o acampamento para salvar os prisioneiros.

Com a ajuda de Haldar descobrem o mesmo , e conseguem atacá-lo usando o factor surpresa.

Mais uma vez os números estão a seu desfavor , mas uma acertada táctica de ataque faz com que libertem os prisioneiros sem grande dificuldade.

Após analisarem o acampamento e interrogarem 1 prisioneiro ,  descobrem uma caverna por onde fugiu um dos Goblins , isso faz-os entrar na mesma em busca de acabar com o mal deste acampamento.

Porém a desconfiança em Haldar ,  leva-os a fazerem com que os prisioneiros , Haldar e Kara os sigam , acabando assim com qualquer hipótese de ataque surpresa , devido ao barulho imenso que 11 pessoas fazem.

Na caverna encontram um Rage Drake , Dopplegangers ( que os conseguem enganar momentareamente , aproveitando a precipitação de Brandis ) , e o líder dos Goblins , um Hobgoblin de nome Crathloreth.

É uma luta bastante difícil , levando inclusive alguns até muito perto da morte , mas no fim , a persistência e resiliência do grupo leva a melhor.

No corpo de Crathloreth descobrem uma carta dirigida ao mesmo , mas sem remetente , onde descobrem que os prisioneiros , realmente iriam ser usados num ritual demoníaco numa  “torre” , cuja localização não é mencionada.

Após descansarem , partem do acampamento , escoltando a comitiva de caminho a New Sarshel , conseguem evitar mais perigos , desviando-se ligeiramente  da Estrada , e evitando a aldeia de Felpur.

Ao final do longo dia , chegam finalmente a New Sarshel , mesmo antes dos portões da Cidade se fecharem para a noite.

Com a ajuda de Haldar , entram sem problemas , e com indicações do mesmo  entregam os prisioneiros á guarda da Cidade.

Despedem-se de Haldar , um pouco envergonhados por terem duvidado do simples Halfling, mas mesmo assim ele agradece prometendo descontos e ajuda da próxima vez que passarem na loja da sua família , a “Rangdor´s”.

De seguida o grupo segue até á loja do tio de Kara ,  a “Sergor Marsk´s Weapon Finesse “, onde , apesar  da alegria de ver a sobrinha viva e bem ,ele franze um pouco o sobrolho perante a ideia de ter que vos recompensar.

Contudo , ele cumpre o prometido , tendo inclusive oferecido descontos em futuras visitas.

Pedem-lhe  informações e facilmente encontram a taberna "Prancing Mermaid". Mal entram , veem que de algum modo, Peteir já cá está . El e pede para juntarem-se ,novamente , a  ele numa sala nas traseiras. Ele pergunta pela caixa , e depois de a entregarem ele abre o mostra o seu conteúdo, lá dentro existem apenas 5 pequenos aneis com um simbolo. Um barco com uma proa em forma da cabeça de um dragão.

"Muito bem meus amigos , passaram no teste , e com distinção , trazer a caixa,  e pelo caminho socorrer a rapariga, os prisioneiros  e o Halfling não é para todos .Eis o vosso prémio, 10gp, e o privilégio de conhecer o  Capitão Highwind."

O grupo fica surpreendido por ele ter chegado antes deles , e por saber de tudo o que se passou ,mas , antes que possam pensar muito , a porta abre-se….

Entra então um homem com um porte altivo e claramente com sangue elfo nele. Ele veste cores escuras e com uma Hide armor negra, bem como roupa justa, , roupa prática para lutar, diferente do que esperavam de um mercante .Ele tem uma aparência jovem, provavelmente devido á herança Elf que carrega , na cintura traz uma cimitarra , e tem o cabelo negro , longo , que esconde bastante parte do seu rosto .

"Selune esteja com vocês. O Peteir já me pós ao corrente de tudo , e será para mim um orgulho ter ao meu lado gente disposta a enfrentar o mal que assola esta linda terra de Toril e especialmente este Mar que é a minha casa. Como vos disse, terei prazer em vos ter a trabalhar comigo , porém quero que toda a gente que me rodeia o faça de livre vontade, por isso se deciderem após isto tudo, recusar o meu convite , eu compreenderei . Se decidirem juntar-se a mim , prometo-vos um salário generoso, e a possibilidade de desistirem quando quiserem , desde que estejamos em terra , é claro. Por isso o vosso contracto poderá ser de uma semana, ou de um Ano, o Peteir está comigo á dez. E ele começou como vocês, contratado para segurança do Swift Dragon , e hoje é o seu Primeiro Imediato.  A nossa próxima viagem é já amanhã até terras de THESK , para onde teremos que transportar uma carga , que apesar de não vos dizer o que é , garanto-vos que nada tem de ilegal .Que me dizem então !?"

O grupo sente-se um pouco desconfiado , porém após novas perguntas, e após novamente perceberem que não existe nada de maligno nas palavras de Frestil , aceita , por agora,  entrar ao serviço do Capitão.

O Capitão claramente fica contente com a decisão de todos e diz:

"Muito bem meus camaradas , bem vindos á tripulação do Swift Dragon , garanto-vos que as vossas vidas nunca mais serão as mesmas"

E com isto entrega um dos anéis a cada um despedindo-se deixando o Pieter a falar o grupo.

“Muito bem , eis algumas informações pertinentes. O barco parte logo cedo pela manhã , ás 6 da manhã , por isso não têm muito tempo para um descanso prolongado , pelo que aconselho a aproveitarem o tempo disponível , afinal alguns de vocês provavelmente nunca andaram no Mar e as primeiras viagens são sempre mais difíceis, mesmo com tempo bom. Esta Taberna também serve como Estalagem , e sendo agora vocês membros da tripulação do Swift Dragon , beneficiam dos descontos a que estamos sujeitos, não fosse esta Taberna , uma espécie de Quartel-General , sempre que estamos em Impiltur” . Diz ele com o seu sorriso sarcástico.

“Sempre que quiserem podem cá ficar , e para vos compensar pelo esforço que tiveram hoje, hoje a estadia é por conta da casa. Quanto a amanhã , não se atrasem , pois não esperamos por ninguém , o Navio é fácil de encontrar pois é um Galeão , e neste momento é simplesmente o maior navio aportado em New Sarshel. Vocês vão ver a beleza que ele é . Alto e forte , rápido e mortífero , é um dos navios mais impressionantes que já navegou o Sea of Fallen Stars, mesmo sendo só um navio-mercante …AHAHAHAAH….

Outra coisa que é importante saberem é que não são os únicos a bordo do Swift Dragon , além dos cerca de 150 marinheiros , ele ainda possui mais ou menos 50 guerreiros , tal como vocês , além da guarda pessoal do Capitão.

 O barco possui capacidade bélica para enfrentar qualquer navio , com vários tipos de armamento . A bordo podem comprar armas e bens numa loja mantida pelo gnomo Flistarius , com bons preços , bem como o auxilio de herbanários para os vossos rituais ou de Clerics para vos curarem.

Aviso também que não são permitidas quaisquer tipo de discussões ou combates sobre religião, politica  ou raças no navio , o Capitão mantêm uma regra rígida sobre a liberdade de culto de cada um e não questiona o vosso passado em termos de raça ou país , mas preocupa-se sim sobre o vosso mérito , valor e lealdade para com ele. Por isso são livres de adorar os Deuses que quiserem , desde que não sejam marcadamente  Malignos, mas nesse caso nunca estariam aqui , vivos, certo!? ….AAHAHAHAHAHAA…… como dizia , são livres de adorar quem quiserem , mas proibidos de criticar ou tentar converter alguém de outra crença. Como vos disse também , o Capitão olha para os vossos feitos , e não para as vossas raças , pelo que provavelmente encontrarão representantes de várias Raças a bordo do Swift Dragon. Devem guardar os vossos ressentimentos sobre alguém de outra raça para fora no Navio . O lema do Capitão é que no Swift Dragon , todos somos homens , ou mulheres,  de bem , independentemente da raça ou crença , com o único propósito comum de erradicar o mal e as aberrações do mal da face de Toril e principalmente do Sea of Fallen Stars. Por fim , para vos dar mais alguma informação , conto-vos um pouco do que é conhecimento geral sobre o Capitão.

Existem vários rumores sobre ele , em cada porto onde pararmos , vão ouvir vários, os mais comuns é que ele tem sangue real nas veias, que tem sangue elfo , que é um eladrin , que é um deva , que é um wizard , que é um sorcerer , que é fighter , que é cleric , que é um pirata renegado , que é um agente de algum reino ,que vive por vingança , que mede 2 metros e tem 4 braços…..AHAHAHAHAHAH ….este é o meu preferido….Com o tempo vocês vão ver que quase todos os rumores são isso mesmo, rumores, o importante é saberem que ele é um homem de bem , que tem como principal objectivo na vida livrar o Sea of Fallen Stars de todo mal que se tem apoderado do mesmo nos últimos tempos , e convenhamos , alguém que não fosse justo e honrado , nunca poderia ter a lealdade inquestionável da sua tripulação por muito tempo , como ele tem . Como manter um navio e as actividades que fazemos é algo de muito caro , o Capitão “adoptou” a carreira de mercante para nos financiar , ele é conhecido por só transportar o que quer , e nunca nada ilegal. Os seus preços podem ser caros , mas face aos perigos que actualmente existem no SoFS , pode-se revelar que afinal , até é um bom investimento recrutar-nos. Actualmente existem bandos de Piratas , ataques de Sahuagin´s e Sea Elves , e de outras fontes ainda por se revelarem  , pelo que cada viagem é um risco , cada vez mais se tem registado ,e cada vez mais poderosos ,ataques  a navios e , mesmo com a reputação do Capitão , nós não temos escapado a eles. Penso que com isto vos informei do principal . Agora são livres de fazerem o que quiserem. Espero por vocês amanhã , a nossa próxima viagem não será muito longa , cerca de dia e meio  até terras de THESK , pelo que não será muito difícil ganharem as vossas pernas de marinheiro…AAHAHAHAHAHAH……”

E com isto abandona o grupo juntando-se a outro grupo que acaba de entrar na Taberna , e que vocês não conhecem.

Após alguma discussão entre si , optam por descansar e aproveitarem o tempo livre concedido.

Amanha será um novo dia………..

 

 

CAPÍTULO 2

 

 

Inicio de um novo dia.

  dia da 1ª semana de Hammer (Deepwinter).

Após um descanso prolongado , e uma rica refeição matinal , o grupo parte para as docas de New Sarshel.

As ruas estão já bastante movimentadas para esta hora do dia , mas chegam sem problemas ao porto. Estão ancorados imenso navios de vários tamanhos e formas, fazendo jus á fama actual de New Sarchel de ser um dos portos mais concorridos do Sea of Fallen Stars .

Estão marinheiros de várias nações e raças á volta dos seus navios a carregar e a descarregar num reboliço imenso.

Porém , tal com Pieter tinha dito , o Swift Dragon salta imediatamente á vista. Apesar de não serem grandes conhecedores de navios , o porte e poderio dele transmite logo a ideia que este é um navio que é uma verdadeira fortaleza dos mares .

É um navio com 4 mastros enormes,  grande altura do deck , e com um comprimento superior a todos os outros navios. Tem na sua proa uma cabeça de Dragão esculpida em madeira de cor diferente do resto no navio ,  e com os olhos que parecerem ser dois rubis vermelhos , percebem assim a razão do nome do mesmo.

Arqueiros guardam o navio , quer no convés do mesmo , quer em guaritas nos mastros. Conseguem ver também enormes Balistas e Catapultas montadas no convés .

Nas docas á entrada , estão 10 guardas a controlar a entrada da prancha de embarque bem como outros 10 que guardam os mantimentos a serem carregados por guindastes para o navio.

Realmente, parece mais um navio de guerra que um navio mercantil , pensa todo o grupo.

Após se apresentarem aos guardas da entrada , onde mostram os anéis , eles chamam um rapaz de cerca de 15 anos , de nome “Quick” , que rapidamente os leva para o interior do navio. No convés ele faz uma rápida apresentação do navio , e mostra a localização do dormitório de todo o grupo , que será em conjunto para já,  com os membros que já conhecem , bem como do refeitório, e das divisões reservadas á loja do Gnomo Flistarius , do herbanário Eladrin Riastfin e da Cleric Elf  Filinthas, mostra também a parte do navio reservada ao Capitão e á sua guarda de elite.

Depois disto pede para saírem do caminho dos marinheiros e deixarem-nos acabar o seu trabalho.

Reparam que todos se movem com a precisão de quem já faz isto á muito tempo. Fazendo jus ás palavras de Pieter ,vêem uma verdadeira comunidade de nações e raças a bordo , apesar dos marinheiros serem na maioria humanos e half-elves ,  reparam que entre os sujeitos , que tal como todo o grupo pertencem á guarda do navio , existem humanos de varias nações, elves, eladrins , devas , goliaths , dwarfs, halflings , shifters , dragonborns , gnomes , e para vossa enorme surpresa , e até alarme , deixando-os um pouco inquietos com a ideia de partilhar o navio com eles ,  vêem alguns drow´s , half-orcs e tieflings.

No entanto ,  percebem que apesar de se manterem em grupos da própria raça , ou sozinhos , todos eles aparentam não estarem incomodados com a presença uns dos outros, tirando talvez á excepção de um ou outro guarda , que tal como o grupo  transparece estar aqui pela primeira vez.

Depois de mais uns minutos onde tudo é carregado a bordo , o Capitão entra a bordo , com vários gritos de alegria por parte de toda a tripulação , acompanhado por Pieter e uns indivíduos que não reconhecem , mas que percebem serem uma Elf , um Eladrin , um Gnome , um Dragonborn, bem como outros 3 totalmente escondidos por capas que não transparecem qualquer detalhe.

Finalmente estão prontos a partir……

 

O ar do Sea of Fallen Stars é limpo , e o tempo está bom , e vão aproveitando a viagem para ir conhecendo o navio e alguns tripulantes.

Percebem que todos adoram o Capitão e não conseguem saber de nada muito diferente do que já sabem.

Aproveitam para visitar as lojas do navio e para se reabastecerem. Rapidamente percebem que o Gnome Flistarius é um sujeito alegre e prestável , que o herbanário Eladrin Riastfin  é muito calado e reservado respondendo só ao necessário e sempre em tom sarcástico e que a Cleric elf  Filinthas apesar de ser crente em Selune não coloca obstáculos em curar seja de que religião forem e está inclusive sempre disposta a conversar sobre outros Deuses , revelando-se uma fonte de conhecimento , junto dela está sempre um Tiefling de nome Blink”.

Ao longo do dia cruzam-se com o Pieter , sempre de um lado para o outro a trabalhar e vislumbram o Capitão apenas nas refeições, onde ele os cumprimenta , pois de resto está sempre recolhido nos seus aposentos , sempre guardados por dois guardas, um Goliath e um Half-Orc  de nomes Meavaki e Krenshar . Por fim durante o dia apercebem-se que junto dos aposentos da Capitão está um outro onde estão as três figuras encapuzadas que viram entrar e que costumam andar acompanhadas por um Dragonborn de nome Rothgar.

As refeições são boas , e o tempo passa rapidamente até ao anoitecer, onde se recolhem ás respectivas camaratas.

Após uma noite descansada , são acordados pelo grito de “ Telflamm á vista”.

Chegaram a THESK ….

 

O rapaz chamado “Quick” , vai os chamar para se juntarem ao Capitão.

Por alguma razão ele chama apenas por Nermathed , Mindartis , um Eladrin de nome Eravan , e uma estranha guerreira Deva chamada Tyrah.

Quando chegam junto do mesmo percebem que ele está com um mapa de THESK á frente , está acompanhado de Pieter e de Riastfin.

“Bom dia camaradas, espero que a noite tenha sido agradável.

Vamos estar aportados aqui por 1 ou 2 dias , e precisava da vossa competente ajuda num assunto. Eu não me poderei ausentar da cidade , pois além de negócios para tratar , irei estar sempre vigiado pela Shadowmaster Guild , que não gosta muito de mim , e me vigiam sempre que estou na cidade, bem como os membros mais chegados a mim da tripulação, a quem mesmo assim , já incumbi de outras missões .

Por isso vou pedir-vos que me façam um serviço.

Um contacto meu na cidade , um Halfling de nome Jonster Yate , que habita aqui em Telflamm , mais precisamente numa casa nas traseiras do Taberna “ Seaferer “ , contactou-me e disse  que tinha informações importantes sobre um estranho objecto que permitirá ajudar-nos na luta contra futuros inimigos vindo de THAY a mando de Szass Tam o lider das hordas de Undead´s que ultimamente têm assolado THESK e outras regiões em volta do SoFS, bem como mencionou que THAY não parece ser a única força com intenções de adquirir este objecto, porém quem eles são, ele não me sabe dizer . É escusado dizer , que qualquer arma que nos ajude a combater Undead´s e a mandá-los de volta para o local de onde nunca deveriam ter saído é da máxima importância e que será de fulcral importância para um futuro limpo de aberrações na região. Ele no entanto não me deu muita mais informação , pelo que não sei o que é ao certo nem onde está. É aqui que vocês entram , querem-me ajudar a encontrar este objecto!?”

Após algumas perguntas para esclarecer factos, decidem aceitar a missão.

“Muito bem , preparem-se então com o que acharem necessário levar , e juntamente com os companheiros que decidi melhor se ajustarem para esta missão , partam  imediatamente , antes que mais alguém saiba sobre este objecto. Vão com cuidado , e mandem avisos para o Swift Dragon se precisarem de ajuda, aviso-vos já , é que o Jonster é um pouco excêntrico”.

 

A cidade de Telflamm é uma mistura de  cores e raças, onde encontram provavelmente a maior comunidade de Orcs a viver entre as outras raças de todo Toril.

Como o Capitão tinha dito , apercebem-se de serem seguidos até a taberna , mas sem conhecer a cidade , não têm outro remédio a não ser entrar na mesma, mesmo sabendo disso.

O taberneiro indica onde é o quarto do Halfling , mas os avisos do Capitão quanto a ele ser excêntrico eram muito comedidos. Ele é louco , pensam ,  enquanto o vêem numa jangada no meio da sala seca.

Porém ele faz jus a sua palavra e indica onde poderão encontrar o tal item de poder contra os Undead´s . Ele nunca o viu , nem os seus contactos , mas sabe que é real e que é um item “radiante” . Ele explica como chegarem até á aldeia de Fistend onde foi visto pela ultima vez, e ajuda-os a sair por uma saída secreta para despistarem quem os segue, muito provavelmente a Shadowmaster Guild , ou as próprias forças de Szass Tam, ou até do outro competidor , pedindo que voltem com o item até  ele para que possa transferi-lo para o Swift Dragon discretamente..

Usando a passagem secreta, saiem da cidade sem dar nas vistas e rumam a Fistend , que não fica a mais de meio dia de viagem a pé de Telflamm.

A aldeia está em processo de luto pela morte do seu líder Orc , mas com o auxilio da inteligência e alguma artimanha, e depois de terem que correr a aldeia de um lado para o outro falando com Orcs no funeral, um velho ex-combatente louco , o taberneiro , e alguns populares humanos ,conseguem ganhar a confiança da aldeia e descobrir que um bando de Orcs recentemente chegado , desapareceu na mesma noite em que o líder morreu  juntamente com Sybbia , uma humana que  percebem ser o “item radiante” que procuram, e que tudo indica provém de uma família antiga com poderes “radiantes” de cura mas que vivem com a sina de dar á luz sempre meninas, e de morrerem  enquanto o fazem .

Após pressionarem uma familiar invejosa dela e descobrir uma carta e um mapa no acampamento dos Orcs desaparecidos, partem em direcção a umas cavernas numas colinas perto da aldeia , onde os Orcs estão entretanto acampados.

Quando se aproximam da caverna percebem que um bando de Undead´s antecipou-se  e entram primeiro na mesma.

Cautelosamente  seguem-os e lá chegados vêem-se obrigados a eliminar uma primeira força de Orcs estacionada perto da entrada da caverna.

O poderio dos 4 revela-se demais para os Orcs apanhados de surpresa ,e facilmente avançam pela caverna até encontrarem um segundo grupo de Orcs , junto ,ao que mais tarde percebem , ser os restos carbonizados do grupo de Undead´s. Esta batalha revela-se mais difícil e só o poderio combinado e concertado dos 4 consegue levar de vencida um poderoso Orc que aqui se encontrava.

Antes que pudessem sequer descansar um pouco, são impelidos a correr em direcção á sala seguinte,  pelos gritos lancinantes de dor de uma mulher.

É Sybbia , e percebem que está em trabalho de parto e que aparentemente não está a correr bem. Os Orcs que estão nesta sala , bem como um pequeno demónio , um Imp, estão muitos confusos e não sabem o que fazer, aproveitam esta confusão deles e intempestivamente partem para cima deles para os matar. No meio da batalha , e percebendo que Sybbia não pode esperar mais , Nermathed larga a batalha para a socorrer , deixando os seus companheiros a braços com os inimigos.

Tudo corre bem , e Nermathed salva Sybbia , e a criança, um rapaz , enquanto Eravan , Mindartis e  Tyrah despacham o ultimo inimigo , o Imp.

Porém , sem contarem , entram na sala , um ser “reptilinio” , com escamas no corpo , juntamente com um humano coberto por uma membrana semi-transparente azul. Antes que eles os possam atacar , são destruídos por uma Fireball lançada pelo Eladrin Riastfin.

Ele diz:

“Peço desculpa pela minha entrada um pouco tardia , mas estes 2 fugiram de mim na sala anterior . Tenho estado a segui-los desde Telflam através das correntes subterrâneas que a ligam a Fistend. Vamos , não temos tempo a perder, sei quem estava á minha frente , mas não sei quem me poderá ter seguido, e onde andam Kuo-toas , não andam muito longe os seus Mestres. Tenho capacidade de de fazer uma “Fey Passage” de até 8 pessoas, por isso não percamos tempo em sair daqui.”

Para vossa surpresa , a passagem tem como destino final  a ante-camera da passagem secreta de Jonster Yate.

Depois de se certificar que não há perigo , Riastfin entra na sala dele , onde vêem que ele dialoga com uma das figuras encapuzadas que viram no navio.  Ela volta-se , e puxa o capuz para traz revelando a pele azul de uma Deva.

“Saudações camaradas, meu nome é Jalael , e sou uma amiga de Frestil . Acomodem-se e façamos um ponto da situação , garanto que ninguém nos pode ouvir aqui” Diz ela gesticulando com os dedos padrões no ar.

Depois de contarem as peripécias que sofreram para descobrir Sybbia , ela conta que a família dela , apesar do poder de luz que transportam , também tem a maldição de geração após geração dar á luz meninas ,sem saberem quem é o pai, na idade dos 22 anos, e de morrer fazendo-o , e que graças a Tymora , ou a vocês , isso agora acabou. Informa também que o Imp chamava-se Eyelod , e que estava a mando de Szass Tam , e que os Orcs eram só mercenários contratados, uma vez que todos s Undead´s que se aproximavam dela automaticamente eram destruídos. Ela só pede que possa criar o seu filho em sossego, o que Jalael lhe garante conseguirá fazer aqui mesmo em THESK , depois de Jonster tomar as providencias necessárias para lhe esconder o rasto e a estabelecer com novo nome .

“Penso que o nosso trabalho aqui está feito meus amigos ,qualquer perguntas que tenham , peço que façam ao Capitão, ele saberá o que vos deve contar , eu vou voltar para o barco ,e  peço que façam o mesmo quando o entenderem e após fazerem o que quiserem , tenham só cuidado com a Shadowmaster Guild que está em todo o lado, e não se esqueçam que o barco parte amanha pelo meio da manhã com a maré alta. Muito cuidado” Diz Jalael com um sorriso sincero.

“ Tempo perdido para nada, mais valia ter ficado a procurar novos livros na livraria em vez de andar pelos esgotos desta maldita cidade atrás de seres imundos e reles” comenta Raistfin enquanto acompanha Jalael pela saída secreta.

O grupo sai também,  após despedirem-se de Sybbia , aproveitando o pouco tempo de lazer em terra .

Pela manhã do dia seguinte , no navio , e depois de uma noite bem passada, e antes do mesmo partir , dirigem-se á cabine do Capitão . Após pedirem uma audiência , rapidamente são convidados a entrar. Ele está sozinho , sentado a olhar para o mar.

“Entrem meus amigos, esperava por vocês , e pelas vossas dúvidas………….”

 

 

 

 

CAPÍTULO 3

 

 

 

A cabine onde estão reunidos com o Capitão transparece bom gosto , mas também o aspecto prático deste homem , tudo está no local certo e com fácil acesso. Ele parece estar um pouco indeciso sobre como deverá começar , porém notam que isto não parece ser devido a desconfiança , mas sim a calculada ponderação . Como sempre tem o seu longo cabelo negro solto e a tapar a maior parte das suas feições.

O grupo aqui convocado é constituido por Thoradin , Nebin , Erevan , Tyrah , Mindartis , Nermatedh , e Brandis.

Todos parecem olhar meio desconfiados para um Genasi que se encontra no seu meio , pois , de uma maneira ou de outra , além dele , todos os outros já se conhecem das aventuras destes últimos dias. Ele é um estranho. O Genasi mantêm-se igualmente na defensiva observado-os.

“Sentem-se meus camaradas , o que tenho para vos contar pode demorar algum tempo e não vos quero desconfortáveis”.

Após o fazerem , ele começa:

“Ontem alguns de vocês tiveram um dia mais calmo só acompanhando o Flistarius pela cidade , como foi o caso do Brandis do Thoradin e do Nebin, porém os outros estiveram numa missão onde estou certo descobriram algumas coisas que vos deixaram apreensivos, é por isso quero vos falar. Antes porém deixem-me apresentar o Garel Kaaimar , tal como vocês ele deu provas que merece confiança e inclusive trouxe noticias de Aglarond que me deixaram apreensivo ,mas falaremos sobre isso daqui a pouco. A razão dele aqui estar , é que todos vocês estão ao serviço do Swift Dragon á pouco tempo , e pela minha experiencia de combate e viagem , penso que o ideal para um grupo funcionar eficazmente , ele precisa que todos possam confiar plenamente no companheiro que está a seu lado numa batalha, mas isso só a convivência traz , por isso tenho por hábito de aglomerar em pequenos grupos os diversos elementos da companhia do Swift Dragon .

Este será , espero eu , o vosso caso também . Uma vez que vocês , a excepção da Tyrah , estão alojados na camarata comum marcada pela cabeça de Dragão branca , irei vos chamar a Company of the Swift White Dragon .”

E para surpresa do grupo, os anéis , passam a ter os olhos do Dragão de cor branca.

Sorrindo ele diz :

“Não se preocupem , os vossos anéis não têm nenhuma magia maligna , e estou certo que inclusivamente alguns de vocês até pensavam que eles eram livres de encantamento , porém a magia imbuída neles é mais antiga e poderosa do que vocês poderiam alguma vez conhecer . Garanto-vos ser benigna e que no futuro ainda poderá vos salvar de grandes problemas.”

“Quanto ás vossas questões sobre o que viram , deixem-me primeiro vos garantir , que a Sybbia e o seu rebento estão bem e em segurança , e depois que é para vossa , e minha , inteira segurança , que vos vou contando o que precisam saber aos poucos. Os nossos inimigos são muito poderosos , e mestres na capacidade de extrair informação das nossas cabeças. Mesmo entre os meus mais fieis e antigos camaradas nenhum sabe de tudo a não ser eu , por isso não entendam isto como sinal de desconfiança , mas como um sinal de preocupação para convosco.”

“Ontem realmente o que viram era um Kuo-Toa , e um pobre desgraçado que teve a infelicidade de se cruzar com o mestre dele , ficando por isso possuído. Não conheço a extensão dos vossos conhecimentos , mas posso vos contar isto sem problemas, os Aboleth´s , assim se chamam os mestres dos Kuo-Toa , são criaturas muito poderosas e antigas, e as suas pretensões são um enigma para todos , porém isto vos garanto , não existem criaturas mais aberrantes e maquiavélicas á face de Toril do que eles. O facto de eles conseguirem infiltrar-se em Telflamm tão facilmente , e de abertamente entrarem em guerra com THAY e THESK deixa-me muito preocupado e surpreendido sobre a extensão das suas influências.”

“Infelizmente meus amigos, isto é o que vos posso contar por agora , com o decorrer do tempo , e se forem merecedores ,e estiverem interessados , mais vos direi , porém penso que o que vos contei é suficiente para vos demonstrar a importância da minha missão. Como é obvio , apesar de eles serem o meu objectivo principal , não viro a cara a qualquer ameaça que surja no Sea of Fallen Stars e arredores ,tenha ou não a ver directamente com os Aboleth´s,  tal como é o caso de Szass Tam ou da Fraternity of Tharos , que vocês habilmente conseguiram ludibriar e molestar nestes dias , ou como os rumores que trouxe o Garel Kaaimar de Aglarond, onde se fala de magia Fey fora de controlo .Isto é a minha forma de encarar o mundo.”

“Este alias é o nosso próximo destino , Aglarond , terra de florestas e casa de muitos Elves. No entanto agora peço  que me deixem a sós para que possa preparar a nossa viagem até Veltalar , a sua capital. E que pensem em tudo que vos falei , e me continuem a ajudar nesta minha Quest “

Vendo que nada mais irão saber do Capitão deslocam-se para a porta , até porque lá aparece o Goliath Meavaki para indicar que a audiência acabou.

Cá fora cada um do grupo  parte para ponderar o que ouviram , e para se prepararem para os 3 dias de viagem até Veltalar………..

 

A viagem corre calma , todos aproveitam para ganhar as “pernas de marinheiro” que tanta falta vos fizeram nos primeiros dias. Começam também a ambientar-se com os demais tripulantes e usam o tempo para ponderar no que o Capitão vos disse. Percebem que o Capitão costuma sair da cabina com uma mulher,jovem , humana e muito bonita  ,uma tripulante que vocês conseguem saber ser uma Priestess of Selune , que comprou passagem a bordo do Swift Dragon. Ela chama-se Midnight , e tem como destino Westgate.

Os dias passam lentos e pacíficos ,  com bom tempo e muito pouco vento, porém vocês apercebem-se que quando Riastfin  está no leme , o vento parece ganhar vida e impulsiona-vos para grandes velocidades . Apercebem-se igualmente que o Navio parece nunca deixar as aguas menos profundas , mantendo-se sempre relativamente perto da costa.

Esta calmia vai dando-vos tempo para praticarem as vossas artes em combates simulados que servem para aprimorarem o vosso entendimento enquanto grupo .

Numa ocasião vocês percebem que o navio entra num reboliço , devido a avistarem o que parecem ser barcos piratas ao longe, porém a rápida velocidade do Swift Dragon deixa-os para trás. Enquanto passam o tempo no convés vêem também animais de varias espécies na agua , e ate se apercebem de algumas formas humanóides a rondar o barco de noite, mas quando passam esta informação ao Peteir , ele rapidamente vos diz que não tem importância.

Assim passam os dias, até ao momento em que são alertados, pela manhã , pelo aviso de “Veltalar á vista”.

 

Hoje……

1º dia da 2ª semana de Hammer….

Aglarond.

Novamente , “Quick” é o mensageiro que os convoca á cabine do Capitão.

Desta vez ele está acompanhado de Filinthas, que parece não estar nada contente, ao contrario do que lhe é habitual, e demonstra isso claramente , e por Riastfin que mantém a sua habitual postura de superioridade.

“Meus camaradas , como vos tinha dito, recebi mensagem , através de Garel Kaaimar que algo estranho se estava a passar em Aglarond.

Posso agora vos dizer que quem enviou a mensagem foram 3 colegas da Filinthas, de nome Aldritch , Thelgood e Grear , são habitantes de Halendos , uma pequena vila a cerca de 1 dia de viagem de Veltalar.

As informações são motivos de grande preocupação , uma vez que dizem que a energia Fey daquela zona de Yuirwood Forest está estranha ,atacando inclusive os habitantes da vila e arredores.

Para alguém como eu , isto é motivo de alarme , pois a energia Fey deve ser usada para o bem o não para o mal.

Por isso decidi vir até aqui , fazendo um pequeno desvio da minha rota e encomenda que me deveria levar directo até Westgate na Dragon Coast. Com a desculpa de problemas no leme , pedi ao Simbarch Council , autorização para aportar aqui por 1 ou 2 dias para o reparar .

O líder do conselho , Seriadne , não morre de amores pelos habitantes de Yuirwood , por isso tentar ajuda com ele sobre o assunto era tempo perdido , pelo que decidi prestar ajuda á vila de Halendos sem conhecimento do Conselho ou dos Stone Bears , a guilda de Thieves que opera aqui.

Sendo assim , precisamos de trabalhar rapidamente e sem dar nas vistas, motivo pelo qual Riastfin irá vos transportar , que são desconhecidos para eles , até fora da cidade de Veltalar , e voltara para cá , para ninguém desconfiar que algo se passa. Peço-vos é que trabalhem rapidamente para descobrir o que se passa , pois o nosso tempo é contado.

Isto é a vossa missão , estão prontos!?”             

Filinthas ainda tenta protestar que ela também deveria ir, porém Frestil nega o pedido argumentando que ela nunca passaria despercebida.

Ele pede para entrarem numa pequena sala adjacente á sua cabina e a partir de lá

Riastfin irá os  transportar então até aos limites de Veltalar, numa pequena clareira junto á estrada , marcada por um aglomerado de rochas .

Depois da viagem , Riastfin diz:

“A viagem até Halendos deverá demorar cerca de 8 horas, pelo que chegarão á noite lá, tendo em conta o nosso tempo , vocês têm até amanhã ao pôr do sol para voltarem aqui , onde vos esperarei, tentem não se atrasar , pois não tenho tempo para andar a fazer viagens destas a toda a hora”. E sem mais palavras desaparece.

A viagem até Halendos demora realmente 8 horas , e chegam lá próximo do entardecer.

Lá chegados , procuram na aldeia por ,  Aldritch , Thelgood e Grear , que encontram rapidamente pois o Garel já os conhecia. Eles põem o grupo ao corrente do que se tem passado , de que as quintas deles tem sido alvo de ataques de criaturas Fey, tendo elas roubado e destruído tudo o que encontram. Até hoje isto nunca tinha acontecido , pelo que precisam de ajuda para descobrir o que se passa. Informam que o melhor é dirigirem-se até uma clareira na orla de Yuirwood Forest , onde todas as noites um grupo de Pixies aparece.

E assim o fazem , após tentarem saber algo mais dos moradores , e não conseguirem , partem de Halendos.

No entanto , á saída da aldeia , uma figura encapuzada passa pelo grupo e ao cruzar-se com Mindartis coloca a mão no ombro ,  ele percebe ser uma mulher Elfa , jovem , e muito bonita , que diz “ Devem encontrar a árvore maldita dos 3 ramos e colocar o coração da luz , no coração da escuridão” . Seguidamente larga Mindartis e retoma o seu caminho. Quando Nebin a persegue , percebe que na realidade é uma idosa mulher que só quer ir ás compras, não sabendo de nada do que ele pergunta ou quem é a “tal mulher elfa”.

Intrigados , prosseguem até á clareira , que no seu centro tem uma árvore claramente a morrer , cuidadosamente  aproximam-se  das Pixies que já la estão.

Elas concordam ajudar o grupo , porém eles têm que entreter o grupo para elas o fazerem , dando 2 opções , ou entreter o Little Boy , uma cria delas que criaram desde bébé , ou a elas.  A Companhia decide então entreter as Pixies , contando historias , fazendo piruetas , passes de magia e equilibrismo para grande alegria das Pixies . Elas chamam inclusive o Little Boy , que na realidade é um pacifico Ogre , para ver todo o “espectáculo”.

Elas contam que as alterações no comportamento da energia Fey , se deve ao Templo que todas as noites aparece numa colina ali perto , e que desaparece pela manhã. Dele saiem Eladrins , pertencentes ao  Cult of Voldini , um culto radical e xenéfobo , que alega que Yuirwood devia ser só dos Eladrins puros, e não de todos os outros que neste momento a sujam e povoam.

Eles fazem com que a natureza se revolte contra os não Fey , e foi por isso que Nimiwi , uma Dryad protectora desta zona , entrou no Templo á 10 dias , e nunca mais voltou. Elas desconfiam do pior , pois a árvore que vêem no centro da clareira tem uma ligação com a Dryad.

Sem tempo a perder a companhia dirige-se então para a colina , e quando lá chegam o aparecimento do Templo , faz com que sejam atacados por 2 wolves , 4 giant polecats e 1 giant boar, que ali estavam no momento a beber água.

O grupo derrota os animais sem grandes problemas , a excepção do Boar que insistia em derrubá-los com o peso do seu corpo , porém acaba na mesma por morrer.

Revoltados por isto , o grupo entra no Templo na esperança de se vingarem de quem os obrigou a cometer tal chacina. O Templo é todo feito de ramos e vime entrelaçado .

Após investigarem por algumas horas o Templo, sem descobrir nada de interesse , o grupo , graças ás habilidades de Nebin descobre uma Trap num corredor , porém com algum azar , e após um momento de distracção onde Nebin se esquece de tentar desactivar a Trap , ele acaba caindo no buraco da Trap , libertando assim um Ant Swarm , que causa muitos problemas á Companhia . Da batalha ninguém escapa ileso , e Thoradin e Garel inclusive ,também caiem no buraco piorando ainda mais a situação.

No fim desse corredor encontram uma bifurcação onde estão 4 estátuas de Eladrins.

Optando por primeiro estudar a sala da esquerda , descobrem ser um túmulo , com vários esqueletos , todos ligados entre si por uma muito fina mas longa corrente de prata , com vários símbolos em prata também, com as caras das estátuas da sala anterior.

Descobrem que as estátuas são em honra de Relkath of the Infinite Branches, Magnar the Bear, Elikarashae, and Zandilar the Dancer.

Após Thoradin e Mindartis  saírem da sala , enganados pelas brilhantes tiradas de Bluff de Nebin , ele e Garel aproveitam para roubar a corrente e os símbolos , sem  se aperceberem que ao fazé-lo libertaram sobre si a maldição dos Deuses Yuir.

Depois disto , vão investigar a sala da direita , que leva a um grande corredor , que termina numa sala com uma piscina de agua límpida. Num canto da sala está deitada , uma Elfa , a mulher que lhes apareceu em Halendos , e que descobrem ser Nimiwi.

Ela conta ao grupo que se perdeu no Templo , e quando este voltou para a Feywild ela perdeu a sua ligação com a árvore que serve de âncora á sua energia, por isso está a morrer.

Descobriu contudo que realmente é o Cult of Voldini que está por trás de tudo , e que o seu líder , Berrian , esta a tentar trazer de volta a Toril os antigos Deuses Yuir.

Para isso ele precisa de completar um ritual que descobriu através de um livro que adquiriu , chamado o Tome of Twilight Boughs e que irá permitir , em conjunto com uma árvore que eles arrancaram da floresta , fazer isso mesmo.

E o ritual está a acontecer neste preciso momento , diz Nimiwi , só que ela não tem mais forças , pelo que terá que ser o grupo a fazé-lo . A única coisa que ela sabe , é que só algo muito puro poderá agora parar o ritual , pelo que a única solução é colocarem o seu coração no centro da árvore. Apesar de todos os protestos do grupo , ela leva a adiante o seu plano , e deixa a sua energia morrer, passando-a para um cristal que entretanto saiu do seu peito.

Conformados , e com renovada energia , a Companhia parte pelo corredor decididos a acabar com esta corrupção.

Mal se aproximam da ampla sala onde termina o corredor , o grupo sorrateiramente espreita pela cortina de vimes e ervas e vê o lider do culto de Voldini , Berrian , bem como um Archer um Guard Drake e 4 Cultistas armados com espadas .

Por trás de Berrian está a árvore com os 3 ramos , claramente em decomposição e com uma energia negra a emanar do buraco no seu tronco.

Aproveitando o factor surpresa , conseguem tomar a dianteira do combate , derrotando o Drake e os Cultistas, e colocando Mindartis o Cristal que Nimiwi lhes deu, no centro da árvore . Isto faz com que a mesma  comece a se decompor rapidamente e seja destruida num clarão de energia radiante . Faz também  com que sintam que o Templo começa a vibrar e desaparecer de volta á Feywild de onde veio .

Impulsionados por isto , o grupo luta ainda com mais vigor e derrota Berrian e o Archer.  A  energia dos Eladrin, que  parecia ter ligação com a energia do Templo, faz com que com a derrota deles o grupo consiga ganhar alguns momentos mais, antes que ele inevitávelmente  desapareça de vez ao nascer do dia. Esse tempo extra permite que juntem os pertences , bem como alguns tesouros .

Além de descobrirem uma carta no corpo de Berrian , que dizia: “Berrian,Your efforts make the Voldini proud. To think that you have acquired a copy of the legendary Tome of Twilight Shadows! This is truly a coup we could not have hoped for.It will take time and effort, but when the tome’s protective magic has been decoded and the text translated, nothing will stop us from bringing the old ones back and returning the land of Yuir to its rightful owners. You will have to tell me how you managed to acquire it one of these days. V “ , bem como o Tome of Twilight Boughs  entre as cinzas da árvore.

Depois de recolherem isto , dirigem-se rapidamente á saida , onde está a nascer o dia, e no exacto momento em que Thoradin , o ultimo do grupo, abandona o Templo , este desaparece de volta á Feywild.

Só resta dirigirem-se á aldeia de Halendos. No caminho de regresso passam pela árvore que servia de ligação á terra com Nimiwi, agora morta , servindo isto para lembrar do custo que teve purificar o Templo.

Nesse local ainda estão as Pixies , que agradecem pelo que fizeram ,  recompensando-os , lançando  Pixies Dust sobre os seus items.

Na aldeia , Aldritch agradece em nome de toda a vila , e oferece as 25 GP que tinha prometido , garantido que serão sempre bem-vindos a Halendos.

Depois de uma leve refeição para recomporem as forças,  oferecida pelos habitantes da vila, e após despedirem-se  de ,  Aldritch , Thelgood e Grear ,  rapidamente saiem de lá, pois ainda vos espera uma longa viagem de volta aos arredores Veltalar.

A viagem corre sem problemas e conseguem chegar um pouco antes do por do sol , e também antes de Raistfin.

Porém , preciso como um relógio de areia , ele chega no exacto momento em que o sol se põem atrás da colina.

“Pontuais , estou a ver, ainda bem , detesto ter que esperar por outros. Prontos!?”

E sem esperar resposta , ele leva-os de volta ao Swift Dragon e á sala adjacente á cabina do Capitão que  espera ansiosamente.

“Bem-vindos camaradas , estava a desesperar , pois o maldito Seriadne estava-me a pressionar para nós sairmos do seu porto, mais tarde contam-me tudo o que se passou , agora tenho que ir para o leme e zarpar daqui o quanto antes”

E ele sai rapidamente , deixando que Raistfin os guie para fora da sua cabina.

Cá fora respiram o ar marítimo , e dirigem-se para o refeitório para tomarem o jantar antes de recolherem-se para os aposentos, onde vão descansar da longa jornada que acabaram de viver bem como ponderar sobre o que viram , “Quem são os lideres do Culto?” , “Será que os Deuses Yuir realmente vão voltar?” , “ O que é , como surgiu , e o que esconde mais o Tome of Twilight Boughs “ .

Porém vão descansar com o sentido de dever cumprido…………

 

CAPÍTULO 4

 

 

Após uma noite de descanso , percebem que já estão no alto mar, e a seguir ao pequeno almoço , são convocados por Quick  para irem falar com o Capitão .

Lá ,  põem-no ao corrente  de tudo o que passou e entregam a carta e o Tomo a ele , para que possa examinar com cuidado os mesmos. As informações do possível regresso dos Yiur Gods não augura nada de bom para a região e levanta muitas questões , o que torna evidente que terão que voltar a Aglarond para prosseguir investigações no futuro.

“Mais uma vez , um trabalho bem feito , parabéns , inclusive a ti Garel que foi a tua primeira missão mas da qual te saíste bem. Agora peço que me deixem , pois tenho que ir em breve para o leme, é que  esta viagem vai ser mais longa do que é habitual , e também muito mais perigosa, desconfio” diz Frestil.

E o grupo assim faz.

Cada um segue para os seus afazeres , á excepção de Garel e Nebin , que vão ter com Flistarius para tentar vender a corrente e o símbolo de prata que encontraram.

“Sim , isto é prata genuína , e posso ficar com eles por algumas moedas de ouro . Terei que investigar melhor os objectos porém , pois consigo discernir neles algum tipo de magia. É magia da qual pouco conheço . Se me dizem que encontraram naquele Templo , possivelmente terão alguma coisa de magia Fey . Boa ou má , só o tempo poderá nos dizer se fizeram bem em trazê-los ou não”. Diz Flistarius , entregando as moedas de ouro aos dois.

Os primeiros 5 dias correm sem problemas. No 5º dia levanta-se um tempestade feroz , que dura por 48 horas , findas as quais , quando as nuvens abrem , permitem deslumbrar ao longe , á esquerda, um conjunto de ilhas , as Pirate Isles , casa de todos os Piratas do Sea of Fallen Stars.

Apesar de isto , Frestil e Peteir , apresentam agora um semblante mais descontraído do que aquele que tiveram durante os dias de tempestade , como se o receio deles sobre a tempestade tivesse uma razão mais profunda do que simples medo dos elementos, isto é algo que todos registam , pois em alguém tão experiente como eles , medo de uma simples tempestade é algo de inconcebível!!!.

Todos vão aproveitando o Sol que espreita , regozijando-se pelo belo dia . De repente o vigia aponta para as Pirate Isles e grita , “Navios á vista….. Muitos navios…..”.

O reboliço é imediato , toda a gente com alguma função especifica rapidamente se coloca em posição . As velas são abertas ao máximo , Frestil vai para o leme , e subitamente Riastfin vem para o seu lado , o grupo vislumbra o que já desconfiava , ele domina de alguma forma, o poder dos ventos , e serve-se disso para dar velocidade ao navio…..

Vindo contudo de uma posição mais vantajosa , os navios começam a  aproximar-se ,partindo de uma situação de intersecção ao rumo do Swift Dragon.

A corrida começa então…..

Apesar de se colocarem numa posição em que não atrapalhem ninguém , o grupo coloca-se perto o suficiente para ouvir o que Frestil diz.

“Malditos sejam estes Corsários , como souberam que estávamos aqui!? E como conseguiu tal força de barcos se juntar atempadamente, a menos que avisada do nosso trajecto!?” . Comenta ele com o Peteir.

“Realmente é muito estranho isto , especialmente agora que iríamos ter uma vantagem sobre eles. Penso que temos que ter consciência que temos traidores no nosso meio e procurar por eles rapidamente….” . Responde Peteir.

“Sim mas não agora . Agora é tempo de fugir, mesmo com todo o nosso poderio , não somos capazes de lidar com tantos barcos ao mesmo tempo.”

E após isto ele concentra-se no seu trabalho não comentando mais nada.

O Swift Dragon é rápido , mas os pequenos navios que se aproximam , devido ao seu reduzido tamanho , revelam-se mais ainda. E ao fim de algumas horas , alguns dos navios estão ao alcance das balistas e catapultas no navio.

Começa então o trabalho dos seus manobradores.

Um , dois , três navios são afundados por eles , porém cada vez são mais , e mais próximos.

Frestil continua a gritar ordens á tripulação e todos obedecem sem questionar.

As embarcações mais pequenas começam a circundar o Swift Dragon, mantendo-se fora do alcance das máquinas de guerra do navio. Como um grupo de hienas famintas a rodear um grande leão.

Esta espécie de equilíbrio mantém-se pelo resto do dia até passarem o Cabo de Gulthandor , já noite dentro .

Ouvem Peteir dizer:

“Capitão , não seria de procurarmos refugio em Prestur!? Onde temos hipótese  de pedir reforços a Alauniril !?”

“Não Peteir , não vou por em causa a segurança do nosso abrigo e arriscar a vida de todos que lá vivem . Isso está fora de questão. Prosseguimos para Westgate , e esperemos que consigámos chegar ás aguas da Dragon Coast sem problemas….. Acho porém que está na altura de chamarmos os Gémeos para nos ajudarem , o tempo de escondê-los acabou. Riastfin está extenuado e precisa descansar, e os sentidos apurados de Darlaxle e Brinaxle são precisos para esta noite “

O grupo percebe então que eles se referem ás 2 figuras encapuzadas que mantêm-se sempre no interior da cabina.

Como reflexo de um espelho , os Gémeos revelam-se . Dois Drows , perfeitamente iguais em roupa e feições , porém percebem que um é homem e outro mulher.

“Chamou-nos Frestil!? Diz o macho com a voz suave e hipnotizante dos Drow “

“A vossa ajuda é necessária amigos, desconfio que iremos ter problemas , e só espero que sejam de fontes humanas , e nada mais estranho esteja preparado para nós”

Colocando-se atrás do leme e de Frestil , eles ficam então na posição que Riastfin foi mantendo pelo dia inteiro, permitindo a este o descanso que tanto transparece necessitar.

Apesar da nítida perca de velocidade , os pequenos “caçadores “ não se aproximam da sua presa .

Todos aproveitam para descansar alguma coisa neste período.

No entanto esse descanso acaba inesperadamente próximo do nascer do sol , quando passavam ao largo da Foz do Grand River of Gulthandor, com o aviso dos Gémeos :

“Capitão , grandes navios estão a surgir da Foz do Rio, e vão nos interceptar em breve!!”

“Grande Cerullean !!!! Uma armadilha !!!! Como não vi isto antes!!??. Posições de combate todos !!!!! Rápido !!! Peteir , toca o alarme e convoca todos os tripulantes capazes de combater ao longe!!! Se eles conseguirem nos abordar , não teremos hipótese contra tantos e num espaço tão apertado como o navio!!!!!

Peteir toca então um sino e rapidamente todos aqueles com ranged attacks vêem para o convés. Mantendo-se todos os outros em posições onde não os atrapalhem .

Jalael está aqui , bem como Riastfin , Flistarius ,Darlaxle e Brinaxle e todos os outros Sorcerers , Wizards , Warlocks  e demais capazes de ajudar no combate . Juntam-se a eles Nermathed e Garel. Além deles , todos capazes de manusear longbows , preparam-se também para o combate que se avizinha.

Após algumas manobras de diversão para tentar ainda assim fugir , Frestil percebe que não tem grandes hipóteses de escapar da rede montada pelos diversos navios Piratas.

“Mil vezes amaldiçoados sejam estes vendidos e os seus descendentes!!!”

“Capitão, só temos uma hipótese de escapar. Cerrar os dentes , e embater de frente contra os navios que se posicionam ante nós!!!! Eles nunca vão esperar isso , e quem sabe, furando a sua “rede” , possamos voltar a fugir” . Comenta o Dragonborn Rothgar próximo dele.

“Sim Rothgar, mas a que preço!?? . Eles são muitos , e desconfio que não somos só nós que temos magia a bordo. Percebo no entanto que não temos nenhuma alternativa , pois sabemos de experiencias passadas que eles não querem prisioneiros , pelo menos por muito tempo “

“Preparem-se todos camaradas !!!!! Hoje será o dia pelo qual seremos todos lembrados!!!! Como a corajosa tripulação do Swift Dragon!!!! Aqueles que não viraram a cara á luta , mas sim a enfrentaram de frente!!!!”

Como uma onda todos no grupo sentem-se impelidos a gritar juntamente com o resto da tripulação.

SWIFT DRAGON!!!!!!!”

 

O que acontece a seguir é um verdadeiro caos…….

As balistas do Swift Dragon atingem vários pequenos barcos. As catapultas lançam bolas de fogo aos navios maiores , danificando-os. Todos os combatentes usam os poderes ao seu alcance para causar dano. È uma verdadeira cascata de cores e sons . Feitiços são lançados. Flechas disparadas . Causam muito dano , porém o sentido dos ataques não é único,  e o Swift Dragon leva igualmente com flechas , pedras e feitiços. Um mastro parte. Algumas balistas irrompem em fogo . Muitos morrem , alguns ficam feridos . Filinthas e todos capazes de curar percorrem o barco prestando a ajuda possível.

E o Swift Dragon continua o seu rumo , cada vez mais próximo da cortina de navios á sua frente. Todos conseguem agora ver as caras dos inimigos . Humanos, Orcs, Goblins ,Elfos , Kuo-Toas , e alguns elementos de outras raças , povoam os barcos inimigos.

Mais e mais pequenas embarcações são destruídas pelas balistas e por feitiços , bem como alguns que são destruídos pela intervenção daqueles com capacidade de transportar-se para eles e depois regressar…ou não…..

O navio embate com estrondo noutro á sua frente , um barco pouco mais pequeno que o Swift Dragon , ficando assim parado apesar do impulso que levava . O outro navio parte-se e afunda-se , porém este momento é tudo que dois navios ali próximos precisavam para encostar-se a ele e largar invasores no seu interior.

Como o grupo coeso que se estão a tornar, os restantes elementos da Company of the Swift White Dragon juntam-se numa roda , Brandis , Tyrah, Mindartis, Thoradin , Erevan rondam Nebin permitindo a este os seus ataques surpresa, costas com costas, libertando toda a fúria em quem se aproxima. Reparam que isto inspira todas as restantes Companhias , imitando a sua táctica.

È uma confusão generalizada . Apercebem-se no entanto de Meavaki a cortar uma das amarras que os prendia, levando uma Icebolt  em cheio no peito , e caindo inanimado , enquanto do lado oposto Quick imita-o , porem com menos sorte , pois é rapidamente abatido por uma maléfica Sorcerer do navio vizinho. Nermathed encontra-se cercado , porém consegue libertar-se devido á eficiente ajuda de Darlaxle . Essa ajuda revela-se fatal para Brinaxle que sem a ajuda do seu irmão é atacada pelas costas por uma adaga , caindo morta. Frestil continua no leme , protegido por Rothgar e Krenshar , no entanto aproveitando-se de uma distração deles , um Wizard lança uma Fireball na direcção do Capitão , sendo esta interceptada por Garel , que se lança na frente do mesma , irrompendo o seu corpo em chamas , e com o impulso dela, o seu corpo sem vida cai nas águas do mar.

Jalael  cai , trespassada na perna por uma lança Orc, correndo na sua direcção Blink  e Flistarius que se tinham mantido discretos até agora, antes que cheguem perto dela no entanto , Filinthas surge e protege-a.

É com um grande estrondo que as velas restantes recebem uma enorme lufada de vento , e isto permite com que o Swift Dragon retome a sua marcha. O esforço no entanto é demais para Riastfin que cai inanimado ao lado de Peteir que o protege de dois Kuo-toas.

Isto revela-se o suficiente para que o Swift Dragon,  mesmo só com 2 mastros agora , se afaste da confusão de destroços que ficou para trás . Nenhum dos navios restantes parece ter capacidade , ou vontade de o seguir. Os invasores que restam a bordo são eliminados , ficando alguns prisioneiros para interrogatório.

Vinte pequenos barcos e 2 navios jazem para sempre no fundo do Sea of Fallen Stars. E os outros 15 que permanecem a flutuar , não o fazem em grandes condições.

O Swift Dragon não se pode gabar muito porém , perdeu 2 mastros , todas as catapultas e 25 balistas . Tem um rombo enorme na frente, mantendo-se porém a figura do Dragão incólume . Mais de metade da sua tripulação morreu , entre eles Garel , Quick e Brinaxle, bem como muitos outros aventureiros . E muitos ainda os poderão seguir , tal é  a gravidade dos seus ferimentos.

Frestil tem um ferimento enorme num dos braços mas continua de pé dando ordens. Aproxima-se da Companhia.

“Meus camaradas , este foi um ataque sem precedentes , um sinal que estamos a incomodar muito mais do que eu pensava, serve também para alertar-nos para o facto de termos um traidor no nosso meio , pois só assim saberiam do nosso trajecto , pois nunca tínhamos até hoje  o feito pelo sul das Pirate Isles.

Iremos interrogar os prisioneiros, mas acho que não vamos descobrir muito.

O Swift Dragon vai precisar ser reparado , e isso deverá levar algumas semanas. Teremos que permanecer escondidos e repará-lo no nosso esconderijo. No entanto a missão que tínhamos, tem que ser cumprida, Midnight tem que chegar a Westgate.

È isto que vou pedir-vos, apesar da morte do vosso colega Garel , a quem devo a vida, o vosso grupo ainda assim foi o que conseguiu escapar mais ileso de isto tudo , devido á vossa valentia.

A minha escolha em vocês também é feita baseada no facto que , não sabendo vocês do nosso trajecto, nunca poderiam ser vocês o traidor que nos denunciou.

Iremos navegar mais umas milhas mas não entraremos em águas da Dragon Coast , pois como disse o navio precisa de reparações urgentes.

Vão ser largados na costa da Dragon Coast, entre as ruínas de StarMantle e Westgate ,  a alguns quilómetros dela , deverão encontrar cavalos para os transportar até á Capital nas aldeias pescatórias.

Aviso-vos que Westgate não é uma cidade pacifica , e com as desconfianças que pairam no ar sobre a sua “sorte” em nunca ser alvo de ataques de Piratas ou de Aboleths não é o local mais seguro para nós agora.

Vão a Westgate ter com o Capitão Lerster Fringe , Capitão do “Wandering Lady” , amigo de longa data, que vos levará até Selgaunt em Sembia , isto depois de deixarem a Midnight sã e salva junto das outras Priestesses. Elas deverão vos entregar um cofre que devem trazer até Selgaunt e lá esperar por mensagens minhas. Alguém vos ira encontrar lá, na Taberna “Light of Tymora”  . Guardem-no com a vossa vida , ele não pode cair em mãos erradas .Penso que ele foi a razão destas mortes todas.

Peço desculpa por não vos levar até ao nosso abrigo , em Prestur ,  pretendia vos mostrá-lo em breve , porém , isto alterou tudo , e não consigo de deixar de pensar em quem nos traiu , e no que mais revelou aos nossos inimigos. Que isto vos sirva para relembrar da importância do que estamos a fazer , e de que todo o cuidado é pouco”.

Após a conversa , entram num pequeno barco , toda a companhia do Swift White Dragon  juntamente com Midnight , e quando chegam a terra , poêm-se a caminho para Westgate e á Taberna “Gentle Moon Inn” onde Midnight deverá de encontrar com um homem de nome Borgo e o grupo com o Lerster Fringe……

 

Hoje . 6º dia , da 3ª semana de Hammer ( Deepwinter)

Após algumas horas de viagem , conseguem encontrar uma estalagem , onde , com o dinheiro vos fornecido por Frestil , alugam cavalos para acelerar a viagem.

Quando chegam a Westgate , o grupo decide dividir-se , pois com os recentes acontecimentos pensam ser melhor não confiar cegamente nos contactos do Capitão.

Decidindo que a missão de escoltar Midnight se apresenta como a de talvez menor risco , e porque alguma espécie de amizade nasceu entre esta e Mindartis , decidem que ele a acompanhará sozinho , enquanto os restantes irão sondar individualmente a Cidade e chegar pelos seus meios até ao “Wandering Lady”. Combinando encontrar-se mais tarde na “Gentle Moon Inn”.

Mindartis e Midnight encontram a taverna sem problemas , após indicações dos populares , ´´e uma taverna muito acolhedora e com bom ambiente. Lá dentro , perguntam ao taberneiro , Master Tippet , se os pode indicar até Borgo.

Ele indica para um humano gordo e de aspecto bastante deslavado que se encontra no meio da taverna a tomar o pequeno-almoço. Na taverna encontram-se , além da empregada e mulher do taberneiro e do empregado , um Halfling de nome Perrin , 3 clientes, 2 Elves num canto a conversar , que Mindartis percebe logo se tratarem de aventureiros devido ao seu aspecto e armas , e uma Half-elf noutro canto da sala que também aparenta ser alguém habituada a viajar e lutar.

Dirigem-se a Borgo e após minutos de difícil e acesa conversa com ele , e com informações tiradas aos taberneiros e empregados ficam a saber que as suas irmãs Priestesses of Selune , já aqui estiveram e que o Templo que compraram está habitado , á força, por um Halfling de nome Ostram  que parece estar a mando de gente influente da cidade , principalmente da Guild of Fire Knives. Todas as tentativas por parte de Borgo de o tirar de lá foram infrutíferas e inclusive foi ameaçado quer pela Guarda da Cidade , quer pela Fire Knives.

Entretanto , durante estes acontecimentos , a Half-elf , que se chama Mikali Varna , acercou-se de Mindartis e revelou ser o contacto que estaria aqui á espera deles enviada por Lester Fringe , tendo reconhecido Mindartis pelo seu anel e apesar de estarem á espera deles no porto da cidade , oferece a sua ajuda em resolver o caso das Priestesses. A sua ajuda acabou tornando-se importante no descobrir dos factos.

Enquanto conversavam , as Irmãs de Midnight entram. Elas chamam-se Sunfire e Twilight e após as apresentações , contam que foram falar também com a Guarda e os serviços da cidade, porém nenhum deles se mostrou interessado em ajudá-las , tendo até se rido delas e mandado as voltar para de onde vieram. Apesar disto, tiveram um beneficio disto tudo , conseguirem obter um mapa do Templo e de descobrirem que na realidade ele era um antigo templo dedicado a Mask , e que esteve para ser demolido ,porém ordens superiores cancelaram isso e inclusive vedaram o Templo , existindo rumores de ser habitado por seres estranhos.

Elas comunicam também que é preciso resolver isto rapidamente , uma vez que elas necessitam do templo consagrado a Selune até á meia-noite , devido a ser hoje uma data importante para o alinhamento das estrelas , além de também poderem assim efectuar o ritual necessário para entregarem o tal cofre do qual Frestil  falou .

A única maneira rápida, é de usar a força para tirarem de lá o intruso .

Quando vão para sair , os dois Elves aproximam-se e disponibilizam-se a ajudar, eles chamam-se Ervellon Kellartis e Alemvor Ravencraft . Contam que ouviram toda a conversa , e que além de quererem ajudar as Priestesses , também necessitam de boleia , no barco de Lester Fringe , até onde os possam levar em direcção ás Dalelands . Essa é a única recompensa que pedem pela sua ajuda. Após conferenciar entre si , Mindartis e Mikali decidem aceitar a ajuda , pois além de não pressentirem neles qualquer vestígio de maldade ou mentira , sentem que vão precisar de toda a ajuda possível.

Com o auxilio de Perrin e do mapa ,  vasculham toda a área circundante , e decidem atacar por dois sítios diferentes.  Perrin e Alemvor vão pelo telhado  , e os restantes por um túnel referenciado no mapa.

O ataque corre mal e o grupo perde o elemento da surpresa, alertando assim Ostram para o que estão a tentar fazer.

Rapidamente este parte para cima do grupo para os atacar com auxilio dos seus “ajudantes”.

Percebem que são os seres estranhos que falavam os rumores , pois são atacados  por Ostram e  mais 2 Spiretop Drakes , 1 Giant Rat , 1 Rat Swarm e 1 Ochre Jelly.

É um combate muito difícil , Perrin quase morre , bem como Ervellon. Os ataques infectados dos Rats revelam-se muito complicados , levando todos a sofrerem bastante. No fim a experiencia dos 2 Elves revela-se fulcral para o desfecho positivo de tudo.

Com o templo livre dos intrusos , é tempo de o limpar. Para acelerar o processo ajudam as Priestesses a encontrar artesãos para rapidamente limpar e compor o Templo. Aqui, é  a ajuda de Perrin que revela-se fundamental em encontrar rapidamente os mesmos , porém não sendo nenhum elemento do grupo vocacionado para este tipo de funções a ajuda que prestam é escassa .A reconstrução não é toda efectuada ficando apenas feito o possível para permitir a execução dos Rituais. Se este facto será importante ou não, só o futuro o dirá.

Quando tudo está concluído, depois de receberem  o cofre e quando se preparam para se despedir de Midnight e suas Irmãs, ouvem um grito vindo da praça em frente do Templo , quando se aproximam do aglomerado, que entretanto se juntou, constatam que está um corpo no chão , morto . É Borgo , com um corte enorme na garganta, e na sua testa gravado a fogo , um símbolo de uma faca a arder e as palavras, “ São os seguintes”.

Vendo isto, Perrin sai disparado em direcção á taverna com medo do que poderá ter acontecido aos seus patrões…..

Levados pela ânsia de ajudar o grupo segue-o e irrompe atrás dele pela porta sem olhar aos perigos que possam esperar.

E para azar e horror os receios de Perrin revelam-se certos…..

E ele é o primeiro a sofrer as consequências disto , pois de repente , descem do tecto da taverna 4 seres constituídos por praticamente por tentáculos e atacam Perrin matando-o e só o largando quando toda a sua energia vital foi drenada por completo. São Fell Taints, para sorte do grupo , jovens. Mas o grupo não se livra de ser atacado de surpresa , e do tecto desce para os atacar um enorme Grell que usa os seus tentáculos para agarrar  Alemvor.

È um combate feroz e no fim só Ervellon , com alguma sorte á mistura consegue derrotar o ultimo inimigo , consegue também evitar que os Fell Taints suguem a energia dos seus companheiros.

Nesse momento , entra Ervelan na taverna , tarde de mais para ajudar a combater , mas a tempo de os ajudar a recompor. Ele traz noticias que o resto do grupo começou a ser perseguido , não sabia ele porquê até agora  , pela cidade , e têm que sair rapidamente de Westgate , estando o “Wandering Lady” pronto a zarpar do porto o quanto antes.

Após constarem que os Fell Taints mataram ,além de Perrin, também Master Tippet , mas sem tempo para procurarem mais ninguém, apesar de extremamente extenuado , o grupo sai da taverna em direcção ao porto.

Lá chegados , entram no barco rapidamente , onde os esperam os restantes elementos da Company of the Swift White Dragon , e prontamente ,mesmo no meio da noite , o barco saí de Westgate em direcção a Selgaunt……

No convés , e enquanto veem as luzes de Westgate a diminuir no horizonte ,  Mindartis compartilha as suas experiencias com os restantes, colocando-os a par de tudo e de quem são  Alemvor , Ervellon e Mikali .

Todos questionam-se quanto á capacidade e alcance dos tentáculos dos Aboleth´s e seus companheiros Aberrants, e que lhes reservará o futuro , quando parece que a cada curva e esquina do Sea of Fallen Stars surgem inimigos novos e mortíferos que parecem estar sempre um passo á frente deles………..

 

 

 

 

CAPÍTULO 5

 

 

Depois da agitação com a qual a Companhia viveu as últimas horas do dia anterior , a calmia do mar e da viagem, parecem quase um sonho .

Todos usam isto em seu beneficio , para assim poderem recuperar forças para o que lhes trará Selgaunt , em Sembia.

O “Wandering Lady” é um barco veloz e confortável , com capacidades razoáveis de transporte. O seu Capitão , Lester Fringe , é um homem honesto , com aparência de quem já viveu muitos anos no mar . E é um homem corajoso , pois só alguém assim estaria disposto a arriscar-se como ele está , a fuga de Westgate não passou de certo despercebida a quem a governa e os perseguia.

O barco segue o resto da viagem sem grandes problemas , onde a Companhia aproveita para conhecerem melhor Ervellon , Alemvor e Mikali .

Quando finalmente chegam a Selgaunt , 4 dias após partirem da Dragon Coast , decisões precisam de ser feitas. O facto de estar evidente que existem espiões no Swift Dragon e de que os longos braços dos Aboleth´s parecem alcançar todos os reinos em torno do SofFS aconselha bastante descrição e prudência. Por isso quando finalmente atracam em Selgaunt , fazem-no com velas diferentes das com que partiram , com um novo nome pintado na proa e toda a Companhia permanece no barco até perto do nascer do sol , antes de saírem discretamente do barco.

Lester Fringe fornece toda a informação possível , que apesar de não ser muita permitirá com que tomem decisões mais fundamentas.

Ele informa de que Selgaunt é a Capital de Sembia , um reino que outrora foi um paraíso para os mercadores e de adoração por consequência de Tymora , mas que desde que se tornou parte integrante de Netharil passou a olhar os estranhos com mais desconfiança. Selgaunt é a capital de Sembia e alberga o maior templo Sharran de Sembia , por isso todas as outras religiões foram banidas , inclusive Tymora. É governada por um Lord High Governor que na realidade é um marionete dos Netherese. E em Sembia a rede de espiões de Sharn é imensa e toda poderosa.

Quanto a mais informações,  ele só vos pode indicar o caminho para a taverna “Light of Tymora“  e aconselhar cuidado enquanto lá estiverem , pois como devem imaginar , uma taverna com esse nome em Sembia é sempre alvo observação cuidada dos Shadovar.

Ele também informa que se irá manter na cidade por mais algum tempo , e que se for necessário poderá ajudar-vos a sair daqui rapidamente, porém só tem licença para aqui estar por 2 dias , pelo que depois disso , irá rumar até aos portos mais pacíficos nas  Dalelands , como Yhaunn ou até Scardale .

Alemvor e Ervellon agradecem a boleia e companhia dos últimos dias e despedem-se da Companhia , prometendo amizade e auxilio no futuro , se vierem a cruzar os seus caminhos. Por agora , eles têm as suas próprias agendas , e necessitam de seguir sozinhos, informando no entanto que irão rumar até ás Dalelands por terra.

 

Hoje, Selgaunt , 2ºdia da 1ºsemana de Alturiak.

Hora agora , de rumar até á taverna “Light of Tymora” e ver o que os espera…….

Com os avisos dados por Lester , o grupo decide não rumar todo até á taverna , e opta por deixar Thoradin , Tyrah e Brandis perto do barco para salvaguardar-se de mais surpresas ou traições , e para guardar o mesmo.

Mikali , Nermathed , Nebin , Erevan e Mindartis por sua vez , irão até á taverna para aguardar contacto por parte de Frestil.

A cidade de Selgaunt tem um aspecto próspero , mas reparam que existe uma espécie de “nuvem negra” sobre o semblante da população , não tendo eles a mesma alegria do resto das cidades por onde passaram até agora.

Apesar de pressentirem estarem a ser seguidos , não têm outra solução a não ser entrar, em vez de se perderem numa cidade que nenhum conhece.

Lá dentro , rapidamente fazem o reconhecimento da zona.

A estalagem tem um aspecto cuidado , mas no seu interior estão poucos clientes , e reparam , que pelo menos visível , só tem um empregado , que aparenta ser o taberneiro.

Dos 3 clientes , 2 estão sentados numa mesa num canto , falando em voz baixa e entre si , e o outro está numa mesa grande no meio da sala , sozinho , e observando-os com muita atenção.

O grupo conversa entre si sobre quem poderá ser o contacto deles aqui, e opta por dirigir-se primeiro aos 2 estranhos, no entanto , mal se aproximam deles , eles rapidamente se levantam e saiem apressadamente da taverna. Nermathed segue-os até á saída da taverna e observa para onde se dirigem.

 Percebendo que o outro cliente continua a olhar para eles , optam por dirigir-se a ele alguns do grupo , com uma atitude mais intimidatória , enquanto outros vão ter com o taberneiro.

O taberneiro , olhando para as mãos do grupo , e reconhecendo os anéis que usam , indica que tem uma mensagem escrita para entregar a um portador de tal anel.

Mindartis , então lê:

“Estarei no local combinado , no 5º dia da 3ª semana de Hammer”

Poucas palavras , e sem nenhum segundo sentido ou magia na mensagem descobre.

Enquanto isso , os restantes descobrem que o cliente solitário da taverna , chama-se Deskyr Thentarim.

Ele estava a observá-los , pois procura por aventureiros , que o possam ajudar a reaver alguns objectos da sua família , que estão numa zona restrita da cidade , e da qual só mesmo alguém habilitado  , como o grupo aparenta ser , poderá conseguir ter êxito.

Após Mindartis e Nermathed , discretamente comunicarem o que descobriram, o grupo decide ajudar Deskyr, em troca de uma recompensa obviamente , mas também , por perceber que com isso poderão de alguma forma cair nas boas graças de Tymora.

A família Thentarim era muito devota a Tymora ,  como mercadores que são , e com bastante sucesso tendo acumulado uma rica fortuna que investiram numa mansão aqui em Selgaunt , onde erigiram inclusive um Templo  a Tymora , mas com a invasão de Netheril , foram obrigados a fugir e deixar tudo para trás , refugiando-se em Cormyr.

Com o tempo a família perdeu o pouco com que conseguiu fugir , e agora está na bancarrota. Deskyr espera que o que tinham escondido na velha mansão , num cofre escondido debaixo do Templo , se encontre intacto ainda.

O problema , é que a mansão encontra-se numa das zonas que os Shadovar fecharam,  e isolaram da cidade  com altos muros e guardas , as Forbidden Zones. Essas zonas foram fechadas quer para impedir de entrarem lá os moradores e assim continuarem a sua devoção aos seus Deuses de escolha , em vez de Shar , a única Deusa que eles reconhecem e aceitam , quer para manter lá dentro os seres estranhos que os rumores dizem existirem lá dentro .

A Companhia parte então para a zona em questão , com o auxilio do mapa que Deskyr entrega juntamente com um scroll de Tenser’s Floating Disk e a chave do cofre.

Após analisar o local , e questionar os transeuntes , percebem existirem guardas e patrulhas de Shadar-kais e Wizards . e descobrirem que está na cidade um alto funcionário Shadovar chamado Erart Mirn  . No final optam por criar uma distracção numa taverna próxima do muro e assim poderem avançar o muro.

Nebin , usando a sua astúcia , cria uma discussão dentro dessa taverna e o reboliço é tal , que a pancadaria que irrompe chama para lá todos os moradores e guardas das redondezas. Claro , que ele, não perde a oportunidade de lucrar com isto , e algumas moedas de ouro que estavam na mesa encontram o caminho até os seus bolsos.

Com isto , e com uma mistura de magia e agilidade todos avançam o muro sem serem detectados.

Dentro da zona vedada , percebem que aqui dentro governa a Shadowfell , e a Companhia precisa de toda a sua habilidade e conhecimentos para encontrar o caminho sem enfrentar grandes perigos.

Quando encontram a mansão dos Thentarim , vêem que tudo está em ruínas , porém , o que interessava a eles , o Templo , que se encontra nas traseiras, está em melhor estado que o restante e conseguem entrar no seu interior depois de removerem algum do entulho que se encontra em seu redor.

O cheiro a mofo e a poeira que se encontram no interior do Templo indicam que ninguém entra aqui faz muito tempo.

Por fim descobrem a porta do cofre , e com a chave fornecida por Deskyr , entram no seu interior.

Existem tapeçarias e quadros espalhadas pelas paredes , e bastantes mais obras de arte , bem como um báu num dos cantos, perto de uma fonte. Oposto a ele existe um altar em honra de Tymora , e nos seus pés está uma armadura. No cofre estão também uma série de sarcófagos .

O grupo investiga tudo com cuidado  , mas não evita de ser surpreendido por um Spectre que irrompe de trás de uma das tapeçarias.

Ele está sedento de vingança , contra a família Thentarim , que diz o ter enganado e levado á sua morte .

Ainda tentam dialogar com ele , na expectativa de evitar uma luta , porém ele está irredutível na sua vingança , só admitindo os deixar partir se deixarem tudo para trás.

Isso por sua vez é algo da qual a Companhia não está disposta a abrir mão.

A batalha pelos tesouros então começa.  O Spectre usa o seu poder e levanta dos sarcófagos 10 Skeletons bem como um Phantom Warrior a partir das águas da fonte.

Sem o auxilio de Clerics ou Paladins a batalha revela-se mais difícil , mas mesmo assim a Companhia consegue levar mais uma vez a melhor.  Usando a táctica de se manterem juntos no meio do cofre , de forma a protegerem as costas uns dos outros.

Quando tudo termina , investigam o cofre com mais calma. Dentro do báu descobrem papeis sobre transacções , mas mais importante , encontram um conjunto de escrituras religiosas dedicadas a Tymora . Apesar de não conseguirem ler o que dizem, no seu interior percebem existir um mapa de um Templo , mas sem indicações de onde se encontra.

Com o auxilio do Tenser’s Floating Disk carregam as riquezas para fora do cofre , do templo , e finalmente da Forbbiden Zone sem mais problemas , apesar da hora tardia. Por incrível que pareça , passou-se um dia desde que deixaram o barco.

De volta á taverna “Light of Tymora” entregam tudo a Deskyr , a excepção das escrituras de Tymora. Ele despede-se agradecendo entregando a recompensa prometida , bem como algo mais pela honestidade da Companhia.

Quando finalmente estão sós , o taberneiro aproxima-se e comunica que alguém está á espera do grupo no 2º andar da taverna , no 3º quarto á direita. Perante as perguntas , ele só pode indicar que se trata de um Gnome.

Cautelosamente sobem as escadas e após Nebin pesquisar a porta , e assumir que não existe perigo aparente , o grupo entra , para constatar que se trata de Flistarius.

“Bem vindos meus amigos, já desesperava na espera por vocês.

Vim a mando do Frestil e o tempo é curto , e todos os momentos podem ser importantes e cruciais.

Espero que tenham com vocês o cofre!?” , diz ele.

Perante a resposta afirmativa de Mindartis , ele prossegue:

Ainda bem…. E posso ver para confirmar!?”, pede.

Perante a hesitação do grupo , ele rapidamente continua:

“Pois , pois. Não , é melhor não. Não há tempo para estas trivialidades. Tenho uma mensagem importante dele. “

Antes que ele  possa falar, as porta de várias das salas abrem de repente , e são atacados , novamente , por vezes aberrantes , desta vez 1 Carrion Crawler , e 2 Grick.

Todos rapidamente tentam enfrentar os adversários da melhor maneira possível , apesar do espaço confinado do 2º andar da taverna.

Flistarius rapidamente informa que irá tentar encontrar uma maneira de os flanquear , saindo pela janela.

Enquanto isso todos entram no frenesim da batalha.

Usando as tácticas que começam a sair naturalmente do convívio entre si , o grupo divide-se e atacam os monstros em pares.

Nebin , Mikali e Erevan despacham o Carrion Crawler ,  Mindartis e Nermathed empatam os Grick no corredor apertado , até que os outros os possam ajudar.

E assim conseguem levar de vencida este ataque , contando pelo meio ainda , com a ajuda , ainda que pequena , de Flistarius que chega já no fim da batalha.

Porém o grupo não consegue descansar , pois o Gnomo informa-os que enquanto saia da taverna e voltava a entrar , viu grupos de mais monstros a aproximarem-se da taverna , por isso não têm tempo a perder. Ele diz:

“Vocês devem rapidamente deixar Selgaunt  e rumar até á vila de Fhaun , perto da cidade de Yhaunn e relativamente perto do mar ,  , lá , nos arredores da vila irão encontrar uma Fortaleza abandonada , e no seu interior irá estar á vossa espera o Frestil para que lhe possam entregar o cofre e discutir planos para o futuro.

Devem ir para lá imediatamente , fugindo rapidamente , para que não os sigam , têm 2 hipóteses de escapar de Selgaunt:

Fugindo pela cave da taverna , através de vários quilómetros de túneis antigos ,  que os levarão até ao outro lado do Rio , e fora da cidade , e daí seguem pela estrada directos a Fhaun através das planícies abertas deTasseldale.

A outra hipótese , é fugindo pelas traseiras da taverna , e através de uma série de becos , saírem da Cidade para norte , sem serem notados , atravessarem  o Rio , mais a montante , perto da vila de Saerb , e daí seguirem, protegidos pelos bosques ,  a estrada para Yhaunn que passa perto das ruínas abandonadas de Ordulin Maelstrom.

Sem tempo para ponderar , o grupo decide fugir pelas traseiras .

O que esta decisão irá trazer para o futuro do grupo , só os Deuses sabem….

 

CAPÍTULO 6

 

O Grupo corre pela noite….

O receio de enfrentar mais seres aberrantes empurra-os apesar da exaustão, liderados por Flistarius , chegam aos portões de Selgaunt.

Aqui o Gnomo pede-lhes que esperem enquanto providencia a sua saída da cidade. Dialogando entre si , o grupo decide enviar Erevan , Mindartis e Mikali para avisar os restantes que se encontram no barco .

Nermathed e Nebin observam enquanto Flistarius fala com o guarda do portão , e vêem passar das mãos deste para o guarda um saco de moedas, após um sinal afirmativo com a cabeça por parte do guarda , ele volta para junto do grupo , ficando muito surpreendido com a ausência dos outros 3 e com a explicação de onde foram.

A sua preocupação no entanto , é para com o pequeno cofre que terão que entregar e proteger , e quando Nermathed o informa que se encontra na sua posse , o Gnomo fica claramente mais relaxado , dizendo então num tom de voz novamente calmo e jovial:

“Meus amigos , vocês vão sair então por este portão a Norte e vão seguir pela estrada principal até á pequena aldeia de Saerb , a 3 horas de viagem daqui , lá deverão esperar pelo anoitecer , e aguardar pelo sinal , uma lanterna acessa por cima da porta , do vosso contacto , Inius Olger , e ele fará com que vocês atravessem o rio em segurança , para as planícies de Tasseldale , e a partir dai , já sabem , devem seguir o quanto antes até Fhaun e á Fortaleza abandonada nos seus arredores para se encontrarem com o Frestil. Os nossos caminhos por agora irão se separar , pois tenho assuntos do Capitão a tratar aqui em Selgaunt , e para que assim também possa despistar os nossos perseguidores. Muito cuidado meus amigos , e que a boa sorte de Tymora vos acompanhe”

Sem esperar pela resposta , ele desaparece na noite.

O grupo avança pelo portão sem problemas e após Nermathed enviar uma mensagem para o restante grupo através do ritual “Animal Messenger” com as instruções do reencontro chegam a Saerb perto da hora de almoço.

Com as informações que reúnem descobrem Inius Olger e posicionam-se numa taverna em frente á loja deste á espera. Horas mais tarde , recebem a companhia de Thoradin que os informa que os outros foram de barco até á outra margem subindo então o mesmo pela outra margem até encontrarem um local de passagem para esperarem por eles.

Quando a noite chega , e no momento em que Inius acende a lanterna , é abordado por um grupo de 2 guardas e 1 humana encapuçado. Rapidamente o grupo se apercebe que as suas intenções não são boas devido á presença de adagas nas mãos do encapuçado , e prontamente entra em acção defendendo o comerciante.

Os inimigos revelam-se presa fácil para os membros da Companhia , porém um dos guardas consegue avisar a guarda da aldeia através do apito que transportava ( e que Nebin prontamente coloca na sua bolsa após o combate , juntamente com a Adaga do encapuçado ) e este aviso alerta toda a guarda da cidade impelindo o grupo a actuar rapidamente.

Inius rapidamente os informa das suas 2 opcções , ou saírem para Este e atravessarem a ponte principal altamente guardada , ou seguirem um pouco para Norte , até uma encruzilhada onde deverão então virar a Este e atravessar o Bosque de Bonescreech e avançarem o rio pela ponte que se encontra aí , muito menos guardada e mais escondida.

O grupo então separa-se e foge pelas ruas de Saerb na tentativa de fugir á guarda da aldeia .

Com o uso das suas skills conseguem o fazer , e assim evitar serem reconhecidos , bem como evitar que saibam que caminho seguirão.

Já reunido na estrada em direcção a Norte , opção que escolheram, o grupo chega á encruzilhada já com a noite bem estabelecida. Ao chegar lá , os sentidos apurados de Nermathed permitem ouvir um grupo de Hobgoblins , 1 Archer , 1 Warcaster e 2 Guardas  acampados numas ruínas perto da encruzilhada , e com o sentido de evitar futuros ataques destes ás populações vizinhas , optam por os atacar ,aproveitando o factor surpresa.

Mais uma vez , o combate corre de feição , fruto do conhecimento que vão adquirindo uns dos outros e das capacidades de cada um. Encontrão um pequeno tesouro e aproveitam para descansar o resto da noite.  Durante a noite , e finalmente em sossego , Nebin e Nermathed estudam as Escrituras de Tymora encontradas ,e apesar de não conseguirem as ler e de não perceberem grande parte delas , descobrem um mapa de um Templo de Tymora onde parece estar um tesouro e  o mapa da sua localização parece coloca-lo nas planícies de Tasseldale , não muito longe da antiga cidade de Ordulin.

Perto do nascer do sol , o grupo presente o aproximar de um grande grupo de soldados e prontamente parte em direcção ao Bosque antes que sejam avistados.

O Bosque de Bonescreech não é muito grande , mas tem um aspecto sombrio e opressor . Vão rapidez e desejo de saírem dali para fora , o grupo avança a grande velocidade por um trilho que aparenta ser usado frequentemente até chegar a um estreitamento do mesmo. Á volta deste estreitamento , encontram-se 4 pilhas de esqueletos , com armas e algumas moedas de ouro debaixo da pilha de ossos. Nermathed e Thoradin pretendem seguir em frente sem disturbar as pilhas , após não pressentirem perigo a emanar destas , porém a curiosidade e a ganância de Nebin  levam a melhor e este mexe nos despojos , despoletando assim um combate mais com os esqueletos que se levantam dos mesmos.  Após um combate difícil , conseguem vencer estes 4 inimigos , mas , no momento em que matam o ultimo deles , e em que Nebin se prepara para apanhar as moedas , os restos dos esqueletos que derrotaram voltam á sua posição inicial  , na pilha , bem como as moedas e armas.

Nebin fica muito surpreendido e curioso com isto , mas desta vez os restantes levam o Halfling dali para fora antes que possa mexer novamente nas pilhas.

Poucos quilómetros depois , chegam então á ponte da qual Inius os tinha falado , e tal como este tinha dito , ela encontra-se guardada apenas por 2 Humanos de aspecto selvagem , por 1 Shadar-kai armado com uma corrente e por um Humano com vestes que o denunciam como sendo um praticante de Magia. Estes estão todos em conversa amena , fora da torre que se encontra numa das margens  e não estando em alerta com seria de prever , talvez devido ao facto da Guarda de Saerb não saber que direcção o grupo seguiria .

Com uma brilhante estratégia de combate  , através de uma primeira vaga de ataque rápida e eficiente onde neutralizam os Selvagens e colocam á defesa os Mago e o Shadar-kai , o grupo coloca o combate á sua feição , conseguindo assim tornar relativamente fácil um combate que poderia ter sido o seu ultimo.

Com os seus inimigos derrotados , e após Nebin vasculhar os corpos e a Torre , onde encontra um inesperado , e considerável , tesouro o grupo atravessa então a ponte e entra no território de Tasseldale .

Agora , e após reencontrarem parte dos seus camaradas, que se encontravam escondidos nas imediações da ponte , escondidos e á alerta para a sua presença , resta seguirem até ao local de encontro com Frestil , atravessando as verdejantes planícies até chegarem Fhaunn e á sua Fortaleza abandonada, tentando pelo caminho encontrar então o tal Templo de Tymora que as escrituras encontradas em Selgaunt falam , e que Nebin acredita se encontrar não muito longe do caminho que eles terão que de qualquer maneira seguir.

 

 

CAPÍTULO 7

 

 

As planícies de Tasseldale alongam-se á frente da Companhia.

Aparentemente a perseguição dos agentes de Sembia não se prolonga para esta zona dos territórios dominados pelos Netherese.

O grupo consegue viver alguns momentos de calma enquanto prossegue a viagem até Fhaunn. No grupo encontram-se Erevan , Mindartis, Mikali , Nebin , Nermathed, Thoradin e Tyrah , e só mesmo o desaparecimento de Brandis assombra esta calma jornada. Brandis não deixou nenhumas noticias , e nem mesmo o “Animal Messenger” de Nermathed encontrou resposta. A única esperança de todos , é que ele já tenha avançado em direcção a Fhaunn , e que se possam todos reunir lá.

Durante a noite , no descanso do acampamento que fazem , todos analisam juntamente com Nebin as escrituras de Tymora. Realmente tudo indica que elas se encontram numa zona de colinas no meio das planícies verdejantes de Tasseldale , e uma vez que estão na direcção geral para qual o grupo quer seguir , e após muita insistência de Nebin , optam por dedicar algum do seu tempo na procura do Templo.

A zona de colinas é um marco geográfico visível no meio da planície e grupo decide procurar nessa região pela cascata descrita nos mapas das escrituras , evitando assim viajar até á aldeia de “Good Sucess” descrita no mapa e assim evitarem ser descobertos por alguém na sua procura.

Estabelecendo um ponto de encontro no meio dessa região , o grupo divide-se na procura do local certo . Encontram 2 zonas possíveis para a entrada do templo , e então decidem dividir o grupo em 2, indo Mikali e Thoradin para a aparentemente menos provável localização , e Nebin, Erevan, Nermathed, Tyrah e Mindartis para o local mais aproximado com a descrição do mapa.

O duo não encontra nada , mas enquanto averigua a caverna , aos restantes sai a sorte de Tymora , e eles encontram a caverna certa com a porta do Templo.

Uma porta trancada em ferro marca a entrada , com o símbolo de Tymora nela. Após se assegurar que está livre de armadilhas, Nebin destranca-a e todos entram para a 1ª sala do Templo. Quando todos se encontram no interior , e porta fecha-se com um estrondo , e as luzes das tochas acende-se automaticamente mostrando uma sala pequena com mais 2 portas e um altar dedicado a Tymora, as paredes e chão de granito cuidado , têm um aspecto de novo , com se o Templo tivesse sido construído recentemente , não apresentando sinais de erosão ou de ter sido habitado .

No altar está escrita a seguinte frase:

 

Bem vindos ao Templo de Tymora, com Tymora e sua sorte ,os cobardes talvez escapem , mas os audazes recompensa recebem.Para avançar , é preciso primeiro fechar, e do local onde Tymora os recebe , prosseguir a seu nome invocar. Depois de avançar não mais poderão retornar.

Nas portas está escrito:

Esquerda ou direita a sorte decidirá , aqui a escolha aleatória será.

Após cuidada analise da sala e portas, optam por ir pela porta da esquerda. No chão da sala , que igual em tudo á anterior ,está desenhado a letra “T” ,  uma porta trancada em ferro marca a saída, sem nada escrito. Após a abrirem , chegam a um corredor novamente igual ao restante do Templo. A porta por onde entraram fecha-se. Neste corredor existem 3 portas, uma á esquerda , uma no centro e outra á direita , cada uma delas tem mensagens diferentes:

Meio serpente  meio humano , aqui para atravessar o seu nome invocará

Sibila entre as arvores , e é rápido a viajar , porém sem ele não poderão andar

Dinheiro e riquezas possuem , os que aqui evoluem

A decisão é pela porta da direita, pois a promessa de dinheiro e riquezas enfeitiça a todos. Quando destrancam a porta , encontram uma pequena sala onde estão 3 monstros; 2 Ghouls e uma Mummy Guardian  que prontamente entram em combate com o grupo mal o veem . É um combate difícil , que leva á insconsciencia alguns membros , mas o grupo leva a melhor sobre os monstros . No fim do combate , do tecto da sala , caiem moedas de ouro de pequenos orifícios. No fim do combate , do tecto da sala , Após avançarem para o próximo corredor , a porta por onde entraram volta a fechar-se deixando isolados novamente num corredor com 3 portas para avançar, , novamente , cada uma delas tem uma mensagem diferente:

Aquece no frio e ajuda a alimentar , mas também os poderá matar

Meio humano meio animal , seu nome gritarão os que aqui estarão

Da terra vieram , á terra voltarão , mas aqui tesouros encontrarão

A decisão é pela porta da direita, mais uma vez , a promessa de tesouros continua a enfeitiçar a todos, e após a experiencia anterior que comprova que existe ouro onde as mensagens assim o prometem . Quando destrancam a porta , encontram uma pequena sala onde estão 2 monstros; 1 Galeb Dhur Earthbreaker e um Rot Scarab Swarm . apesar de serem só 2 , os monstros revelam-se extremamente dificeis de derrotar , e só alguma sorte em momentos chaves da batalha permitem o grupo levar a melhor . No fim , todos têm grandes mazelas , que si diluem um pouco , quando o grupo volta a ser brindado com uma chuva de moedas. Tão distraídos estão todos , que nem reparam em Nebin a meter umas moedas extra aos bolsos antes da divisão  final , ficando assim com mais moedas que os restantes. Após um pequeno repouso , avançam pela porta de saída desta sala , onde encontram um corredor igual ao anterior na entrada da sala dos últimos monstros , e tal como aconteceu anteriormente , a porta fecha-se quando todos se encontram nele. Novamente o mesmo dilema , 3 portas , 3 mensagens diferentes:

Seres gigantes e cruéis , com troncos como armas para lutar , quando os vêem fogem todos , mas seu nome terão que gritar

O frio toque arrefece , mas por vezes os bolsos enche

Fonte de vida , inicio de tudo ,com seu abraço o esquecimento chegará contudo

A decisão agora é pela porta da esquerda , após os difíceis combates anteriores a  promessa de ouro já não cativa a todos, e optando por analisar melhor as adivinhas , optam pela 1ª opção , na esperança de não terem que defrontar mais inimigos. Quando destrancam a porta , encontram uma pequena sala vazia , igual ás outras por onde passaram , á excepção do chão , que tem desenhado um “O”. Nada lhes acontece , e o grupo avança para um novo corrdor igual aos outros posteriores , com mais 3 mensagens:

Moradia da semente e local por onde caminham , mas seus acidentes imensos , também farão com que desapareçam

Despojos , restos , ruminância em geral , mulheres gritam o seu nome e vocês também o farão

Dead ou Undead não importa a origem, mas sim o tamanho da riqueza a que eles conduzem

A decisão  é pela porta do centro . Concluindo que a opção de avançar pelas salas que pedem para chamar um nome , e que parecem ter desenhados no chão delas letras que soletram a palavra sagrada de “Tymora”, parece ser a mais correcta , decidem arriscar para comprovar esta teoria . São recompensados com uma sala vazia com a letra “R” desenhada no chão. Isto leva-os a um novo corredor, porém este tem 3 portas sem nada escrito . Deixando a sorte nas mãos de Tymora , atiram á sorte sobre qual delas abrir , e optam pela da esquerda. Ao abrir a porta encontram aquela que deve ser a sala final do Templo. É uma sala grande , com um grande altar dedicado a Tymora , com uma estatua da mesma . Porém o chão esta demarcado por 3 areas distintas , cada qual com uma mensagem escrita nelas, nessas áreas , começando pela área da esquerda ( a mais próxima deles) ate á da direita estão as seguintes mensagens:

Força de vontade daqui provêm , mas nem sempre o seu propósito a todos convêm

No final deste caminho , o descanso encontrarão , e por fim a recompensa terão

Água ,ar , muco e mente , são os seus dominios , se declararem seu nome  , aceitam seus desígnios

Erevan e Mindartis , usam os seus Fey Step  para avançarem para a área do meio , o que se revela desastroso , pois no momento em que pisam o chão dessa zona , aparecem 3 Boneshards Skeletons. Começa então mais um combate para o grupo. Na tentativa de chegarão combate , e após tentarem detectar , sem êxito , no chão qualquer armadilha , os restantes pisam a área esquerda , sendo no entanto violentamente atingidos por uma armadilha que os atinge. Entra a armadilha que vai disparando repetidamente sobre quem se encontra na sua área de influencia e os monstros , que até na sua morte  causam bastante dano , o grupo sofre graves feridas , ficando alguns muito perto da morte, porém , no fim saiem vitoriosos.

Resta agora analisar com mais cuidado a sala. Nebin ainda tenta mais uma vez desactivar a armadilha , mas falha , para sua própria dor. Encontram 2 cofres no fundo da sala , que se revelam afinal , merecedores do esforço dispendido , 6 tesouros valiosos  encontram-se no seu interior . Itens dedicadosa Tymora , e que os irão ajudar no futuro . Na estatua encontram mais uma mensagem :

Parabéns aos merecedores da minha graça. Se aqui chegaram , agora encontrarão a recompensa prometida , e para saírem do meu Templo  , só terão que meus pés tocar.

Analisando com mais cuidado a estatua , reparam emanar uma espécie de magia de um dos dedos dos seus pés. Puxando-o , percebem que as portas do trajecto que fizeram se abrem , permitindo assim sair do Templo. Todos saiem , mas , mal chegam ao primeiro corredor são atingidos por um poderosíssimo ataque que os imobiliza a todos. É um Beholder . Este ser fantástico e poderoso  paira á frente do grupo , sem os atacar mais , observando-os , até que por fim , todos ouvem as suas palavras no interior das suas mentes : “O meu Mestre tem um conselho para vocês. Não prossigam até á Fortaleza de Fhaunn , e sim dirijam-se até á sua Taverna em vez disso. Isto é toda a ajuda que o meu Mestre está possibilitado a dar , sem que mais ninguém se aperceba da sua intromissão .  O que decidirem fazer daqui para a frente é por vossa conta” . Com isto , o Beholder desaparece , libertando todos do estado de imobilização em que se encontravam. Rapidamente se dirigem para a saída , e desta vez chegam sem problemas á entrada do Templo , onde estão Mikali e Thoradin á espera e espantados com a abertura da porta. Sem tempo para explicações , dirigem-se para o acampamento que montaram na zona , para que possam descansar e meditar sobre tudo o que aconteceu. Estão fartos de tantas intrigas , e tantos ataques surpresa , o grupo decide sair rapidamente daqui para se dirigir até junto de Frestil , e se libertar deste cofre que parece atrair todo o tipo de seres. 

Que caminho seguir!? Quem fala a verdade!?