Dirtside: Episódio 3 - Cena de Abertura

Nos episódios de PTA que tenho produzido, há sempre uma cena que custa a criar... é a primeira, a que vai servir de pano de fundo para todo o episódio, o cenário que se movimenta por trás dos personagens e dos seus "issues".

Desta vez, decidi finalmente fazer o trabalho de casa e programar melhor a primeira cena, em vez de deixar tudo sob o controlo da inspiração do momento. É que este Episódio 3 de Dirtside vai ser ainda mais especial que os outros, vai ser o primeiro Spotlight de um jogador, o Paulo, cujo personagem é o Tenente William Jefferson. Tendo assim uma ideia boa do que vai servir de "pano de fundo" ao episódio, fica a minha mente mais livre para se concentrar no mais importante: "picar" os jogadores usando os seus issues como alvos.

E, sem mais demoras, deixo-vos com a cena de abertura. Depois do sangrento atentado rebelde do último episódio - uma espécie de 11 de Setembro - a Federação quer cortar o mal pela raiz. Se isto fosse um filme de Star Wars, chamar-se-ia "A Federação Contra-Ataca". Boa leitura!

* * * * * * * * * * * * * * * * * * * * *

O espaço negro abre-se num clarão horizontal de luz azul, e do nada surge um comboio de naves militares. Um enorme cruzador estelar detona por alguns segundos os seus gigantescos motores e acelera, assumindo a liderança da frota. Ao atingir à sua posição em órbita de Eden, o colosso espacial lança ao seu redor uma autêntica rede de micro-satélites, cujos sensores começam de imediato a esquadrinhar todos os movimentos no planeta lá embaixo.

Enquanto isso, as dezenas de outras naves mais pequenas efectuam a re-entrada na atmosfera sem quebrar a formação de combate, com fragatas a proteger os flancos e a retaguarda dos transportadores de pessoal e carga. Os clarões e rastos de chamas seriam visíveis a olho nú sob Metropolis mesmo agora, durante o dia, se o céu não estivesse encoberto pelas eternas nuvens de poeira rodopiante.

Vinte quilómetros acima da superfície do planeta, a formação separa-se por fim em vários grupos mais pequenos, que se dirigem para os seus objectivos.

Algumas das naves de desembarque, sob o olhar atento das fragatas, seguem para pontos do deserto estrategicamente colocados onde podem ser estabelecidas pequenas bases de campanha para controlar rotas de acesso à cidade de Metropolis. Já outros dos transportes aterram aos pares na Firebase Omega, dando início à sua descarga de dezenas e dezenas de soldados, junto com o seu pessoal de apoio e material.

A câmara foca-se na plataforma de desembarque de uma destas naves, particularmente na pessoa de um jovem capitão em uniforme que olha em redor, absorvendo o ambiente do planeta antes de descer a plataforma em passo seguro e energético. Este capitão é Francis Jamieson, o irmão favorito de Rita Jamieson, e tem no ombro o símbolo da 29a Unidade de Electrónica e Comunicações.

Uma mulher oriental com um uniforme da manutenção vem ter com ele, liderando um par de soldados demasiado jovens para alguém levar a sério. A Soldado Lily Wong apresenta-se a Francis, dizendo que foi destacada para o apoiar. Os dois começam então a coordenar e a supervisionar a descarga da nave. O rugido dos motores da fragata que aterra naquele momento na base oblitera todos os outros sons. Francis grita algo perto do ouvido de Lily, e esta ri-se. Ela aponta para um sítio fora da visão da câmara, e grita ao ouvido dele; agora é ele que se ri.

A fragata desliga por fim os seus motores de sustentação, e o rugido desaparece num assobio agudo que parece perdurar nos tímpanos bastante depois de ter desaparecido

"A Lily, por acaso, não sabe onde posso encontrar a Cabo Rita Jamieson, não?" Pergunta Francis. “Não sei se ela recebeu o aviso de que eu vinha a caminho. Ah! E o Cabo Daniel Fishburne; penso que também está estacionado cá?"

Lily ri-se e abana a cabeça para si própria. "Estão cá os dois, estão."

(CORTA PARA GENÉRICO)