Age of Empires III - Pre Review

Retrato de newrev

 

kapa AoE III

Original publicado na Rede de jogos

 

 

 

Depois do estrondoso sucesso de Railroad tycoon, Glenn Drover parece ter descoberto uma mina de ouro com as conversões dos jogos de PC para o tabuleiro. Age of Empires III The Age of Discovery é um jogo da Microsoft Game Studios que vai chegar ao mercado americano durante este mês de maio numa versão de tabuleiro.

 

Existe uma grande expectativa sobre um jogo que dizem ser um dos melhores civilization games de sempre, e para nossa alegria, Portugal assume um das nações representadas pelos jogadores. Age of Empires III é passado durante os descobrimentos logo a seguir a Cristovão Colombo ter descoberto o novo mundo e retrata a colonização das cinco maiores potências da altura. Portugal de cor verde, Inglaterra, vermelhos, Espanha, amarelos, Holanda, os laranjas e França que joga de azul. A pertinência de usar cores relacionadas com as bandeira acrescenta um ponto a favor dos factos históricos deste jogo.

Cada jogador assume o papel de uma nação que tenta por todos os meios colonizar as zonas desconhecidas da américa, conquistando e protegendo zonas, desenvolvendo a economia, contratando especialistas, implementado tecnologias e infra-estruturas, criando rotas de trocas comerciais e desenvolvendo um exército para defender tudo aquilo que vais ganhando. Como qualquer euro feeling game que se preze existem de facto muitos caminhos para atingir a vitória, o que torna o jogo bastante estratégico e muito intersante. Nota-se aqui grande influência no sistema de jogo com o Caylus, através do funcionamento dos turnos e na colocação dos colonos antes de se proceder à resolução das acções. Até tem uma zona, como as cavalariças, (Initiative box) para cada jogador garantir a ordem do turno seguinte. Tem também muita coisa tirada do Puerto Rico, como a colocação de mercadorias à mostra para sua escolha durante a acção Trade Goods, a recolha de colonos que aqui se processa no final de cada turno, as cartas especiais que dão previlégios a quem as tem, à semelhança dos edificios do Puerto Rico. (mais um colono, ou uma mercadoria a mais no final do turno). Parece-me muito inteligente da parte do designer tentar completar um jogo novo com a fusão de dois dos melhores jogos da actualidade. A tudo isto Glen Glover ainda consegue acrescentar a vertente das descobertas e da conquista de terras nunca dantes conhecidas dando uma maior profundidade e esperemos, jogabilidade.

Age of Empires III The Age of Discovery é um medium heavy game que dura cerca de 2 a 3 horas para 2 a 5 jogadores, apesar que, durante a pre-order do jogo a Tropical Games oferece mais um nação o que torna o jogo para seis jogadores.

Componentes

O tabuleiro é um espanto, desenhado por Paul E. Niemeyer mede cerca de 60 x 80 cm. Parece que Glen Drover gosta dos seus jogos gigantes, mas com a vantagem de não ser tão grande como o colossal RailRoad Tycoon não sendo necessário a compra de uma mesa do tamanho de uma assoalhada. É desenhado em cores terra e com ilustrções que dão a ideia de janelas para fora do tabuleiro, as cores fortes a contrapor com o resto imprimem uma sensação muito boa de profundidade e uma relação histórica com o que acontecia na altura. Este tabuleiro é dividido em duas partes. Do lado esquerdo 9 terras a descobrir e onde os colonos vão ser colocados demarcando assim os territórios das suas nações, também aqui vão ser guerreadas e defendidas essas mesmas zonas. Do lado direito existem nove tabelas que estabelecem as acções de cada jogador durante o turno.(event boxes).

 

tabuleiro

Segundo o autor o jogo tem mais de 400 componentes, onde os velhos cubos tão característicos dos eurogames são substituídos por miniaturas de plástico à americana, cada uma da cor da sua nação, O pormenor destas é espantoso fazendo lembrar os pequenos comboios do RRT. Existem 30 miniaturas de colonos de cada cor e 30 de especialista,s também estes da cor de cada nação e ainda 10 caravelas em miniatura, integrando-nos em pleno na época.

Podemos também encontrar no jogo um punhado de moedas que lembram os dobrões espanhóis da altura. Cerca de 50 cartões de mercadorias, cartões edifícios que dão bónus durante as três fases do jogo, 16 cartões de contadores de descoberta e um deck de 16 cartas de regiões descobertas fora do tabuleiro. (um pormenor genial para dar uma profundidade ainda maior para fora do tabuleiro) e um livro de instuções que existe aqui no BGG e podes carregar e assim ter um conhecimento mais profundo do jogo. A qualidade destes componentes deverá ser muito boa, pois à medida que estou a escrever esta critica, a produção do jogo encontra-se parada por terem sido recusadas algumas peças do jogo que punham em causa a sua qualidade. Com tanto cuidado na produção e com tanto componente, o jogo vem para as lojas a um preço relativamente caro. Nos EUA, vai custar cerca de 60 dólares, vamos ver quanto nos vai custar por cá. Calculo que rondará os 60 Euros.

 

Como se Joga

Durante o jogo, os jogadores por turno vão colocando os seus colonos e especialistas nas chamadas event boxes. Quando todos tiverem sido colocados, e nenhuma miniatura pode ficar na posse do jogador, estas acções serão executadas uma de cada vez desde a primeira box até à última (tal e qual Caylus), assim cada colono, dependendo do espaço em que se encontra terá de executar uma determinada acção. Segundo o designer este tipo de colocação e execução dos colonos representa a formulação da estratégia colonial. Podemos concordar com ele. :)

As acções possíveis em cada turno vão desde o receber dinheiro, passando por enviar colonos para terras distantes, trocar mercadorias ou embarcá-las, descobrir novos países, enviar tropas ou treinar colonos para se tornarem especialistas. A estratégia está na procura das melhores opções para colocar os colonos neste turno, pois tal como no Caylus os jogadores estão limitados ao número de colonos e especialistas que possuem.

(Apesar da minha constante comparação deste jogo com o Caylus, o feeling do mesmo é bastante diferente, apenas algumas mecânicas são parecidas e parece-me uma boa comparação para quem está a ler perceber melhor este jogo.)

A seguir à resolução das acções os jogadores recebem dobrões pelos produtos trocados e entregues durante o turno, a ele são acrescentados os bónus das cartas especiais (capital Buildings Benefits) e 5 novos colonos. De seguida o turno recomeça.

Existem 8 turnos no jogo que é jogado por fases. A primeira e a segunda fase decorre durante três turnos, e a última durante apenas dois. Os pontos de vitória são adquiridos no final de cada fase, e somados no final do jogo, onde é definido o vencedor. É pena não existir uma escala no tabuleiro para a marcação destes pontos que dterão ser acentes numa folha de papel.

Ainda não posso dar uma pontuação a este jogo, pois ainda não tive a felicidade de o jogar ou mesmo de o ter nas minhas mãos, tudo o que escrevi aqui foi baseado apenas na consulta do excelente livro de regras e dos posts trocados com a malta do BGG.

Estou desejando tê-lo nas minhas mãos, mas deverá ainda demorar um mês a chegar à Europa, entretanto vou-me entretendo com o Imperial e o Shogun, as minhas últimas aquisições em parte por causa das excelentes críticas que tenho lido em todo o lado, especialmente as feitas no blog jogos de tabuleiro e que ainda não consegui colocar na mesa. Vou esperar também que sejam tão bons ou melhores que este Age of Empires III que se espera mesmo vir a ser uma boa aposta para 2007.

Bons Jogos

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newrev escreveu:

newrev escreveu:

Portugal de cor verde, Inglaterra, vermelhos, Espanha, amarelos, Holanda, os laranjas e França que joga de azul. A pertinência de usar cores relacionadas com as bandeira acrescenta um ponto a favor dos factos históricos deste jogo.

A bandeira de Portugal não tinha verde na altura dos descobrimentos. Era vermelha na borda, branca no fundo, azul nas quinas e amarela nos castelos.
As cores verde e vermelho são uma característica republicana que se deve ao facto de essas cores serem as do partido republicano na altura da implantação da república.
Uma piquinhice, eu sei...
Tenho que ler mais sobre o jogo, mas olha que já o vi à venda na fnac do Norteshopping. Creio que isso é distribuído pela diver. Dá uma vista de olhos que podes não ter que esperar um mês!

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Oldie

Mallgur este post é recente mas o artigo é antigo. O Newrev já tem o AoE 3 à uns bons tempos e já muito jogámos com ele.

Peace !!!

Oblivion

Ok.

Como a data era 28, pensei que ele não estivesse ao corrente...

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