Jenga - Análise / Crítica

Retrato de Mallgur
Jenga_t.jpg

Na minha colecção existe apenas um jogo começado por J. Jenga. Não será talvez dos jogos mais interessantes para a maioria de nós, mas como nesta série de críticas resolvi falar de jogos que constam da minha colecção, letra a letra, lá terá que ser... E, se calhar, isso até nem é assim tão mau.

Jenga

Designer: Leslie Scott

Edição analisada:Parker

página no BGG

Jenga é um jogo de destreza. Não há grande estratégia ou táctica. Aqui só temos que tentar retirar um bloco e voltar a colocá-lo sem fazer cair a torre.

Componentes

Jenga traz 54 blocos de madeira e um auxiliar em cartão para construir a torre. As regras estão escritas no lado da caixa. Mais nada. Os blocos da edição que tenho são bons. A madeira não apresenta nós ou irregularidades que prejudiquem o jogo. Estão bem cortados e têm a palavra Jenga gravada em dois dos lados. Não sei se todas as edições terão o mesmo tipo de madeira ou se existirão melhores (ou piores) mas, tendo em conta o que é e o que se pretende com o jogo, não se pode pedir muito mais.

Pontuação: 5/5

Regras

São simples. É construída uma torre com os blocos, colocados três a três em cada nível. De um nível para o outro os blocos devem ser colocados em ângulos de 90 graus. Na sua vez, cada jogador tem que, usando apenas uma das mãos, retirar um bloco de um nível inferior ao nível completo mais alto e depois recolocá-lo por forma a ir completando o nível no topo da torre, iniciando um novo nível se o mais alto já estiver completo e sempre alternando a direcção dos blocos em 90 graus nível a nível. Quem derrubar a torre durante a sua jogada perde.

Pode ir-se jogando até que apenas dois jogadores se encontrem em jogo e um deles perca ou, se se preferir, reiniciar o jogo com todos os participantes depois de a torre cair. Em assim sendo, outra vez, que se pode pedir mais?

Pontuação: 5/5

Jogabilidade

Muita. O jogo é rápido, dá para jogar com muita gente e é sempre divertido. Quando o experimentei pela primeira vez, em Abrantes, registei logo 6 partidas. No regresso, comprei-o no CentroXogo aqui perto de casa e, ainda nesse dia, fiz mais duas partidas com as minhas sobrinhas. Sendo um jogo simples, rápido de ensinar e com a possibilidade de ser jogado por pessoas de quase todas as idades, é uma boa aposta para festas ou para alturas em que procuremos algo para fazer com miudos mais novos. Não será um jogo para jogar sempre, mas volta-se a ele com facilidade e sem problemas.

Sorte

Pouca também. O jogo depende da destreza de cada um. Quando assim é, pouco se pode falar de sorte.

Pontuação: 4/5

Estratégia / Táctica

Nem uma coisa nem outra. Apenas podemos tentar retirar blocos que vão provocar maior instabilidade para o jogador que se segue, ou colocá-los no lado que nos parece mais frágil da torre, mas é só isso. A partir de certa altura já só se pode procurar um bloco que esteja mais solto, colocá-lo no topo tão rápido quanto possível e passar a "batata quente" para o jogador que se segue.

Conclusão

Não é realmente dos jogos sobre que mais se possa escrever. É um jogo simples, com regras simples e componentes simples. Com toda esta simplicidade, dá o prazer simples de ver as dificuldades dos outros em manterem a torre equilibrada e a satisfação igualmente simples de o conseguirmos nós. Depois temos as expressões de quem derruba a torre e tenta, em vão, agarrar as peças...

Se o aceitarmos como e pelo que é, é um jogo que vale a pena ter na colecção. De vez em quando vai dar-nos jeito numa festa ou para manter as crianças entretidas.

Pontuação Geral: 14/15