Ticket to Ride vs Ticket to Ride: Europa

Retrato de Ricardo Jorge Gomes

VS

Introdução: Como parece que já não se colocam tantos reviews como nos primeiros anos, decidi estrear-me neste campo fazendo algo de diferente do que costumava surgir no AOJ, comparando duas versões do mesmo jogo, distintas uma da outra, embora partilhando o mesmo pressuposto e mecânicas. Quem não as conhece fica com uma ideia de qual prefere experimentar; quem tem uma pode verificar se também quer ter a outra, ao passo que quem já conhece as duas, pode sempre contrariar o paspalho que fez a review…

Timeline: Pois bem, Ticket to Ride é um conceito incrível, que proporciona jogos bastante engraçados para toda a família, com um visual muito apelativo e extremamente bem explorado, regras simples de explicar que rapidamente se transpõem para o tabuleiro de jogo, e uma replayhability infinita, que, não fora por si só já tão vasta, tem vindo a conhecer várias versões/expansões ao longo dos anos, como o “Coração de África”, que saiu há coisa de um mês, sensivelmente.
Ticket to Ride AsiaTicket to Ride IndiaTicket to Ride – The Heart of Africa
Em 2004 o génio Alan R. Moon publicava Ticket to Ride (mapa da América do Norte, com grande parte dos EUA e o Sul do Canadá), jogo muito simples, embora profundamente versátil, sobre um tema (comboios) que ele próprio viria a esmiuçar com o franchise a que deu origem. Um jogo jogado a módulos, onde cada um decidia aquilo a que se propunha e com a cereja no topo do bolo para quem conseguisse construir o maior caminho contínuo (10 pontos extra), nem sempre justificado com o sabor da vitória. Era um jogo muito colorido, contrariamente aos seus parentes próximos, em especial aquele que será o seu eterno concorrente, Trans America (de 2001), todo ele muito sombrio e sem graça, embora igualmente uma obra-prima, graças aos excelentes conteúdos de ordem geográfica, como rios e montanhas, os quais, definitivamente, não são um objectivo de TTR.

No ano seguinte os então rivais surgiram com duas novas versões base, atravessando o Atlântico e piscando o olho aos jogadores do velho continente, proporcionando-lhes agora o mapa da Europa, com TTR a ser mais abrangente e Trans Europa a fazer um ligeiro zoom na Europa central, deixando, entre outros, Portugal de fora, o que nunca perdoaremos – por isso gostamos tanto de TTR ) Eh eh!
Lisboa à esquerda, TTR:Europa 1 vs Trans Europa 0
Nascera assim o Ticket to Ride: Europa, uma versão base com contornos de expansão, já que, ao contrário de Trans Europa (que só alterou o mapa e o design das cartas, as quais ficaram ainda mais ricas em conteúdos geográficos, tornando-se verdadeiros postais das cidades destino), introduzia novas características ao jogo, o que não quer dizer que o tenham tornado melhor, mais giro ou sequer mais agradável de jogar. De facto, TTR era um jogo já por si tão bom que não era fácil trabalhar a obra-mestra da simplicidade; mesmo assim, Alan R. Moon arriscou e, embora considere o original um jogo ligeiramente melhor, não posso deixar de dizer que a tentativa foi bem sucedida, pois não se trata daqueles casos em que é apenas “mais do mesmo” (como Trans Europa, por exemplo), dado que temos, de facto, um jogo pelo menos diferente, com rasgos sérios de um novo jogo.

Caracterização de um e outro: TTR era (e é) um jogo muito linear, o chamado “pão pão, queijo queijo” - cartas de carruagens e locomotivas, Bilhetes de Destino, um tabuleiro, um pião e muitas (45) carruagens da cor de cada jogador. Simplificá-lo era impossível, por isso, o único caminho era o “Carcassonnesco”, ou seja, acrescentar-lhe variedade de escolha e de características!
A simplicidade é a principal característica de TTR
Falemos então da versão europeia, a qual nos trás 4 novas componentes, das quais uma considero excelente (alguns vão me crucificar por dizer isto), uma razoável e duas péssimas, se bem que temos aqui um caso singular em que o todo é superior à soma das partes, mas isso, apenas a Alan R. Moon se deve, pois matou uma galinha para fazer caldinhos para a outra e acabou por ficar com as duas… A melhor das novidades foram os túneis, para mim, a grande expressão do génio de R. Moon, pois proporcionam ao jogo aquela pitada de sorte que sabe sempre bem, sem ser muito “salgada”, digamos assim; além disso, conferem ao jogo um pouco de credibilidade, pois a argumentação em torno da sua utilidade faz todo o sentido, ou seja, para se fazerem os túneis é preciso escavar as montanhas, cuja orçamentação é sempre uma incógnita, uma vez que não se sabe ao certo quais as dificuldades que se podem vir a encontrar. Digamos que o melhor é dispor de mais uma carta a “calçar” a jogada, a qual pode até ser uma locomotiva (grande desperdício, já vão perceber porquê!), pois a probabilidade de sair uma carta que nos obrigue a pagar é, sensivelmente, de 20%, os quais até podem ser minimizados, se se souber o que os outros jogadores têm na mão e as cartas que já estejam na pilha de descarte. Ter duas ou 3 cartas a mais, se for de propósito, é uma barbaridade, não quer dizer que não aconteça uma calamidade, mas é quase como achar um tesouro escavando o quintal…
Outra novidade - a primeira das aberrações - foram os ferries, um instrumento para controlar as manhas que a versão americana permitia através das locomotivas, visto ser frequente estoirarem locomotivas como “bombeiros de serviço” em caso de emergência. A verdade é que passaram a estoirar-se locomotivas nos caminhos marítimos, o que não faz sentido nenhum, pois ainda nunca ouvi falar de ferries que transportassem comboios, mas isso é uma questão pessoal que não importa a todos; de facto, sou muito rigoroso na argumentação de suporte aos jogos, o que se não é defeito, é feitio! Ora, se já não dava para fazer uma poupança de locomotivas (como pé-de-meia para caminhos obstruídos) porque se gastavam nos ferries, havia malta que facilmente ficava com as missões entaladas, já que repensar os percursos que de repente ficaram mais longos e para os quais as cores que se preparara já não se adaptavam, não era tarefa fácil e, na maior parte dos casos, nem havia alternativa, já que este mapa europeu era também muito mais caótico do que o americano, especialmente na parte nobre da Europa Ocidental.
Vai daí, o génio R. Moon teve uma ideia catita, embora frustrada, e matou uma galinha para fazer caldinhos para outra, inventando uma monstruosidade: Estações! Adoro ver a malta a perder quatro pontos e um turno útil para poder ir pontuar os 5 (na verdade 10, porque se não concluírem o percurso valem negativamente) daquela missão inútil com que nunca deviam ter ficado, em vez de pontuar livremente noutro sítio, aproveitando para gastar locomotivas, com o benefício de acelerar o final do jogo e/ou acrescentar mais unidades à sua candidatura a maior rede de caminhos-de-ferro! Esta é a nova componente que considero razoável, pois vem salvar o jogo da anterior, o que faz lembrar sobre a utilidade daquele ser do sexo feminino que está sempre ao nosso lado e nos apoia diariamente, incentivando-nos a ultrapassar aqueles problemas que nunca teríamos tido se não a tivéssemos conhecido! (Ai ai, se ela lê isto vem ai pedrada da grossa – o melhor é escavar um túnel!)
A última novidade (definitivamente, a pior de todas) foram os Bilhetes de Destino longos. Em TTR alguns pacóvios queixavam-se que se lhes calhassem bilhetes de destino com altas pontuações não conseguiam ganhar o jogo, pois a pontuação negativa em caso de insucesso aniquilava todos os esforços; outros reclamavam quando lhes saiam pontuações baixas, pois a coisa não compensava o esforço – a verdade é que tudo servia para justificar derrotas (onde é que eu já vi isto?!)! Como quem perdia era sempre por azar e não por o vencedor ter jogado melhor, o autor decidiu equilibrar a coisa e inventou estes bilhetes com rotas grandes, entregando 1 a cada jogador no setup inicial. A verdade é que a ideia foi um desastre total, pois a liberdade de escolha foi-se, as possibilidades tácticas reduziram-se drasticamente e, como se não bastasse, ao fim de três jogadas no tabuleiro é claramente visível qual o bilhete de destino longo de cada jogador, até porque só há 6 diferentes e decoram-se facilmente! Se houvesse 12, mesmo a 5 jogadores, a coisa ainda podia ser disfarçada, mas se há 6 e 1 já se sabe qual é (porque é o nosso!), sobram 5 que, sendo totalmente distintos, quase que se pode jogar com eles face up desde logo porque pouca coisa muda!
A versão Europeia oferece maior variedade

Um é melhor, mas qual? Estas são as mudanças da versão base - simples e rigorosa – para a recauchutagem europeia – mais caótica e erradamente a tentar ser mais jogo do que a anterior, quando não podia, pois TTR já era o supra sumo, na sua elementaridade. Atenção: O jogo continua fantástico, materialmente apenas tenho o Europa e nunca rejeito uma oportunidade de o jogar, mas analisando os dois, tenho de reconhecer que o americano consegue ser ainda melhor, vejamos porquê:
- Não tendo adornos (entendam-se: túneis, ferries e estações) é ainda mais fácil de se explicar;

Apenas Carruagens, Cartas, Tabuleiro e um grande jogo!
- Não tendo túneis, dos quais gosto muito (são o meu componente favorito do franchise), há menos sorte, logo mais mestria, e isso é sempre de louvar;
Tuneis - momentos sempre divertidos, com cheiro a Casino...
- O balanço do mapa é muito superior. O Sol quando nasce é para todos e no americano dá para os jogadores terem as mesmas oportunidades de conquistarem caminhos bonificados, pois as cores têm sempre um caminho de 6, outro de 5, 4,3 e 2 unidades, ou seja, há caminhos para todas as cores e de todos os tamanhos para todos os jogadores, enquanto no TTR:Europa, por exemplo, a cor predominante é claramente o azul, seguido do verde, com os quais se podem construir três caminhos de 4 unidades, enquanto preto, laranja e rosa apenas dispõem de 1 caminho desse tamanho, ainda por cima sem exclusividade. Quanto à variedade para todos, basta dizer que em TTR há 9 caminhos de 6 unidades, enquanto na variante europeia há apenas 1 de 8 e 2 de 6, ou seja, conquistá-los é um enorme passo para o triunfo final.
Há Maior equilibrio e oportunidades para todos no mapa original 
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As estações só disfarçam o prejuízo, pois interrompem a soma da maior rede de caminhos-de-ferro; ainda assim, o timing para as usar é longo, porque para qualquer caminho há sempre 2 cidades possíveis de receber uma estação, logo, pode dar para afinar estratégias noutras zonas e, mais tarde, concretizar a tão aguardada operação de xáxa!!! Pois, mas melhor do que comer canja para curar o mal, é não chegar a estar doente! A verdade é que, mesmo após mais de meia dúzia de novas edições base/expansões, nunca voltaram a ser utilizadas – porque será?!
Não serão as Estações um simples adorno?!

Nos detalhes ganha o TTR: Europa: Há pequenos detalhes em que diferem as duas versões base aqui analisadas:
- O mais parvo de todos, mas bom para vender, é que de todas as versões base, creio que seja unânime que a capa mais bonita é a do TTR:Europa, um belo chamariz, digamos.

Sem dúvida que o Europe é mais apelativo

- A principal alteração é que todas as cidades do mapa europeu estão presentes algures nos Bilhetes de Destino, o que não acontecia no TTR, onde várias cidades eram quase um adorno, porque estavam lá a fazer muito pouco (ou nada!), casos de Las Vegas, Omaha, Raleigh, Charleston e, espantem-se, Washington DC, que apenas serviam de ponto de passagem e eram visitadas só como último recurso. Ainda assim, o balanço não está perfeito, porque há duas cidades que só estão referidas nos bilhetes longos, ou seja, se esses não entrarem em jogo no sorteio inicial, ninguém lá vai e se alguém lá for é porque tem esse bilhete, por isso, toca a bloquear os acessos! Quais são as cidades?! Palpite?! Oh! Bolas! Lisboa e a que fica mais próxima de Portugal, Cádiz!!! Raios, logo agora que eu começava a pensar em viajar mais de comboio!!!
Las Vegas - A Cidade Fantasma do oeste
- Outra melhoria foi a forma como os Bilhetes de destino descrevem as cidades a unir por caminhos-de-ferro, uma vez que, de um sistema sem critério, passamos a ter as cidades mais à esquerda a virem referidas em primeiro lugar, o que dá jeito, uma vez que lemos da esquerda para a direita e sempre ajuda a reduzir ainda mais o já pouco AP do jogo.
Bilhetes de Destino de TTR, sem qualquer critério; a grande melhoria de TTR: Europa
- Mas nem tudo melhorou, pois, os locais dos Bilhetes de Destino são mais facilmente perceptíveis na versão original, dado que a cor e o alvo demasiado grande são prejudiciais, em especial para cidades tão próximas quanto estas europeias, ainda para mais com o mapa das cartas ligeiramente mais pequeno que a antecessora, uma vez que foi usado um esquema estilo tridimensional, sem sucesso, na minha opinião.
Alvos gigantescos não esclarecem a localização das cidades no mapa
Sugestão e esclarecimentos: Sugestão para o futuro (não sei se já foi implementada nas novas expansões, não as conheço todas): As cores dos caminhos estarem relacionadas com a região geográfica, por vezes penso que houve esse cuidado, contudo, quando analiso melhor, vejo que foi pura coincidência!
Pamplona - Brest em rosa? Azul faria mais sentido que Pamplona - Paris!
Saliento que dizer que o original é um jogo melhor não se trata de qualquer adversidade à mudança, pois apenas conheci o original muito depois de ter descoberto este “Europa”, já que, se queremos joga-lo online (www.daysofwonder.com), temos de comprar primeiro o acesso ao pioneiro e só depois as suas variantes (a um custo inferior), tendo acabado por ficar pelo jogo base, pois o rigor é outro e o Europa tenho-o em casa, jogando sempre que quiser.

Aspecto geral da plataforma Java que proporciona uma boa jogabilidade

É referido várias vezes ao longo da review que TTR é melhor que TTR: Europa, contudo, não me interpretem mal, isto é como tentar distinguir os actuais Porto e Benfica, pois depende do ponto de vista de cada um, daquilo que cada um valorizar mais e talvez até do estado de espírito, e quem disser que um é melhor do que o outro é apenas para poder destacar algum, pois ambos são bestiais e estão no topo do topo!

Qual dos dois ter em casa?
Na hora de escolher qual comprar, ambos são interessantes, partilham sensivelmente o mesmo preço e a qualidade dos elementos é inegável, com espaços na caixa personalizados para os componentes e estes a prometerem uma belíssima longevidade, sendo um jogo que se joga bem em família, a 4 ou 5 jogadores (pessoalmente prefiro a 5, gosto da balbúrdia em TTR), ou em duelos; creio que a 3 é o ponto fraco, já que os caminhos duplos ainda não odem ser usados e quase não há caminhos suficientes para cada jogador.

A quem quiser um jogo simples, embora muito rigoroso e com muita variedade táctica, sugiro o original; a quem quiser um com maior liberdade de escolha de acções e costuma gostar de comprar expansões para os jogos que quer voltar a jogar, sugiro o Europa, pois corrige alguns aspectos menos bons do anterior, sem no entanto fazer milagres naquilo a que se podem considerar expansões ocultas. Sim, expansões ocultas, pois as estações bem que o podiam ser isoladamente e quem não gostar delas é só retirá-las do jogo, sem qualquer prejuízo, tal como os Bilhetes de Destino longos.

Os originais bilhetes de TTR, uma viagem económica e para toda a vida!

Um e outro em poucas palavras:
TTR 9,9/10:
Pontos Fortes: Variedade de tácticas possíveis e igualdade de oportunidades para todos;
Pontos Fracos: Limitada variedade de acções e verdadeiras cidades fantasma.

TTR: Europa 9,8/10:
Pontos Fortes: Maior variedade (não significa qualidade, atenção!) de acções e a roleta dos túneis;
Pontos Fracos: Os Bilhetes de Destino longos e o desprezo por Lisboa.
 

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Boa iniciativa...

perdeu-se um pouco o espirito das reviews aqui no abreojogo... a ver se volta...

anyways... peço só que quando criam um artigo tenham atenção à "quebra da preview" (ou seja até que ponto ele mostra na primeira página, sem se entrar no artigo em si...

Quando este ponto não é especificado, o sistema assume um ponto ao fim de X caracteres, o que pode provocar desformatações do site... (neste caso, por exemplo, a barra direita estava a aparecer em baixo à esquerda...)

e é muito simples acrescentar esta marca... basta carregar no icon assinalado:

que por sua vez vai acrescentar uma marca vermelha ao tópico (que não será visivel depois de publicado):

Esta barra, indica o ponto de quebra e pode ser movimentada se necessário.

p.s.: não tive tempo para ler agora a review... mas parabéns pelo trabalho que terás tido....

 

Stormrover (a.k.a. Nuno)


Last played:

Peço desculpa, desconhecia esse icon!

Não sabia, passarei a ter em atenção; contudo, agora perdeu-se o justificado e o artigo parece um pouco à toa, em especial o espaço “caracterização de um e outro”, onde havia 4 pontos distintos que agora aparecem num só parágrafo gigantesco, devido a nele ter colocado as fotos à esquerda por serem pequenotas; além disso, quando retiraste os espaçamentos que deixara antes e depois das fotos largas, por exemplo, retiraste um a mais na primeira foto grande, que ficou com uma semi-legenda, digamos assim, entre outros casos…

Ricardo Jorge Gomes

Mea culpa

A perda de justificados e afins é culpa minha. Também reparei nos problemas com a página inicial e então tentei retirar coisas que pudessem causar problemas. Como muitas vezes a formatação é que acaba por ser responsável por esse tipo de problemas fui editando o código para tentar resolver. Desculpa.

 

Se quiseres podes enviar-me o código fonte original para eu reeditar o post...

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Gamer profile

Nem pensar nisso!

Não tem problema, está perfeitamente perceptível assim, era uma simples questão de capricho…

Ricardo Jorge Gomes

Não sei o que tem de mal o

Não sei o que tem de mal o desprezo por Lisboa.

ashamed fighting

 


Top10:

Boa

Excelente iniciativa.

O Abre o Jogo precisava mesmo de um regresso às reviews.

Não li tudo porque já conheço bem ambos os jogos, mas pelas conclusões acho que tenho uma opinião contrária. Prefiro o Europa à versão com o mapa dos Estados Unidos.

A versão dos Estados Unidos sempre me soube a pouco... É demasiado simples. A questão dos objectivos longos é precisamente uma das coisas que prefiro no Europa. A versão nos EUA fica mais dependente da sorte de saírem ou não os objectivos maiores que se conjugam bem. Ao distribuir os objectivos longos separadamente no início do Europa há alguma garantia de equilíbrio.

São, claro, questões de gosto pessoal e acho que qualquer um deles é uma boa opção para quem se inicia no hobby.

Obrigado pela review. Manda mais!

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Gamer profile

Um grande  pelo review. Em

Um grande yes pelo review.

Em relação às mecanicas extra (estações, ferries e túneis) quando introduzo o jogo à família simplesmente não menciono estes aspectos. Ou seja, para simplicar a explicação salto estes passos e jogo "á lá" USA.

Não quero com isto afirmar ou não se o jogo continua 100% balanceado, mas pela simplificação da explicação é um tradeoff que estou disposto a fazer.

A tua review está excelente!

A tua review está excelente! Acho que devias até traduzi-la para Inglês e divulgá-la!

Muito obrigada, foi um prazer lê-la, e espero que continues a fazer mais (fico a aguardar)!

Obrigado a todos!

Obrigado pelo reconhecimento; quanto à tradução não estava a pensar nisso, mas porque não?! Quem sabe, no entanto, se esta levou quatro noites a preparar, quantas levará a tradução? Logo se vê, não me vou comprometer para já, talvez apenas faça mais umas reviews por agora…

Ricardo Jorge Gomes

Não é muito, se precisares de

Não é muito, se precisares de ajuda avisa. Acho mesmo que devias investir algum tempo nisso, porque a review tem mesmo muita qualidade :)

Outras Versões

Não sei se tens conhecimento integral sobre as diversas expansões para o Ticket to Ride, mas eu pessoalmente estaria interessado em ler uma review sobre elas. 

Pelo que percebi, apesar de ainda não ter jogado a nenhuma outra além do Europa, há expansões que acrescentam cartas, regras, e outras que vêm mesmo com novos tabuleiros. Quais as mais relevantes? Quais se integram na versão Europa, complementando-a? 

Quem for capaz de fazer uma review para as expansões dou-lhe o meu apoio. 

E já agora, parabéns ao autor por este trabalho. Por coincidência há alguns dias atrás tinha recordado que a minha primeira vinda ao AoJ foi precisamente pelas reviews, sendo que deixaram de surgir novas. 

Algumas informações, mas não uma review!

Boas!

Conheço a caixa da maior parte, sei mais ou menos aquilo que as distingue umas das outras, mas não possuo nenhuma, pelo que não tenho opinião formada.

 

Regra geral, das versões ditas “de base”, o Nordic Countries é a que costuma ser referida como a melhor, sendo que para mim tem um grande contra que é ser destinada a apenas 2 ou 3 jogadores.

 

Das expansões verdadeiramente ditas, que são as 1910 e 1912, não sei muito, mas creio que a influência é praticamente só ao nível dos Bilhetes de Destino.

 

Das que mudam o mapa, a Swizerland sempre esteve muito bem vista, tendo até obtido reprint em 2011, embora para mim também sofra do mal do limite de 3 jogadores; quanto às outras, o Team Asia é a que mais me agrada, uma vez que inova com o jogo por equipas e tem um preço muito acessível para o conteúdo, pois traz 2 mapas com jogabilidade completamente diferentes e até inclui as réguas para colocar as cartas, as quais se podem usar com qualquer jogo e não costumam ser baratas… A Days of Wonder deve ter reparado que estava a proporcionar muito por pouco dinheiro e o último mapa a ser publicado, o Heart of Africa, já não vem com quase nada e até já só traz um mapa, que assim rende mais…

 

Quanto às expansões da “macacada”, o novíssimo Halloween Freighter é um novo set para um só jogador, pensado para o Dia das Bruxas (que raio de ideia); o Alvin & Dexter acabam por ser engraçados (até gostava de ter), pois deve ser muito irritante jogar com eles (impedem de se construir nos caminhos que conduzem á cidade onde estão a semear o pânico) e há até quem os pinte de forma caricata, já que as figuras são compradas em cru; o Mistery Train (10 cartas de personagens) creio que teve curta tiragem pois está out of print praticamente desde o primeiro dia, tendo sido oferecido em Essen e pouco mais; enquanto o Dice Exp. não convenceu ninguém, pelo que chegas a encontrá-lo ao preço da uva mijona em Essen e nos saldos de algumas lojas, já que apenas serve para acrescentar sorte ao jogo, o que ninguém quer, porque para isso continuavam a jogar ao Não te Irrites…

 

Espero que te tenha sido útil, boas jogatinas…

Ricardo Jorge Gomes

Expansões

Obrigado, claro que é informação útil. 

Recordo-me ter lido algures sobre uma das expansões que trazia novas peças para o jogo, tal como o Europa traz as estações. Isso parce-me mais interessante do que somente mais cartas ou novas regras. 

Se alguém souber algo sobre o assunto, que partilhe aqui. 

Fiat lux!

Oi novamente!

Pois, creio que aquilo a que te referes são os armazéns, que são parte da expansão 1912, que é a única que saiu dedicada exclusivamente ao TTR: Europa.

Não conheço, nem sei como funcionam; no entanto, agora que sabes o que queres, é comprares e ficas encarregue de dizer ao pessoal se valeu a pena...

Cumprimentos,

Ricardo Jorge Gomes

Onde podes comprar...

Oi!

Está à venda na Philibert a 13,95 e na laPCra a 14,45. Por cá, na Jogo na Mesa está a 17,50 (http://jogonamesa.pt/P/jogo.cgi?jogo_id=290) e foi de onde retirei esta foto, que ilustra os tais componentes de que falávas.

E sabes que mais, também fiquei com ela debaixo de olho, um dia destes compro esta expansão...

Cumprimentos,

Ricardo Jorge Gomes

1912 vale a pena

Pessoalmente tenho a expansão e digo-te já que prefiro mais o TTR do que Transamerica.

Compra a expansão. Vale mesmo a pena por causa das cartas, torna o jogo ainda mais interessante, aumentando as probabilidades de chocar com os outros jogadores.

A expansão substitui e corrige os erros existentes das cartas de destino do TTR Europa. Temos o modo Europa Expandida, Mega Europa e Grandes Cidades de Europa.

Todes estes modos são bons para jogar, mas o ultimo dá muita luta.

A unica coisa da expansão que eu detestei são os Depósitos e Armazéns, que fazem empatar mais a duração do jogo.

Toca a aproveitar pessoal, jogos à borla não é todos os dias!

Trago uma notícia que pode interessar tanto aos que já conhecem, como aos que nunca tiveram qualquer contacto com o franchise Ticket to Ride.

 

Pois é, hoje e até à noite de terça-feira, as aplicações de ambas as versões (chamam-lhes “Pocket”) estão disponíveis para download gratuito, uma boa oportunidade para artilhar os bolsos e poder passar a jogar TTR ainda mais frequentemente, o que pode dar muito jeito, em especial para quem passa horas nos transportes públicos, creio.

 

Deixo-vos copia do e-mail que recebi da Days Of Wonder:

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Ticket to Ride Pocket

is Free for a limited time

We're sharing the love with an early Valentine's Day present this week. Ticket to Ride Pocket is FREE for the next 3 days!

This iPhone adaptation of the best-selling Ticket to Ride board game has won countless awards – including the Pocket Gamer 2012 Reader's Choice Award – and received over 30,000 5 Star ratings in the App Store. GameZebo called Ticket to Ride Pocket, “An excellent portable adaptation of one of the best board games of the last 10 years”, while Kotaku Gaming simply said, “...can't put it down.”

Ticket to Ride Pocket includes:

  • SOLO, PASS-and-PLAY and LOCAL network play
  • Ticket to Ride for iPad compatibility over LOCAL networks
  • MULTI mode for asynchronous play with one or more online friends
  • Four distinct AI personalities to compete against in SOLO mode
  • 30 uniquely fun SOLO Game Achievements and Leaderboards

(Subtle hint... if you're already a Pro at Ticket to Ride Pocket, invite your friends and consider our Ticket to Ride Europe Pocket version!)

Ticket to Ride Europe Pocket

If you haven't added Ticket to Ride Pocket to your iPhone yet, or have a friend who has been envious of the great fun you're having with Ticket to Ride, now is the time to share the love and join in on the fun. Go ahead and pick it up... After all it doesn't get any better than FREE! But hurry, this offer ends Tuesday night, February 5 at midnight Pacific Time.

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Bons downloads e ainda melhores jogatinas.

Depois digam se valeu a pena...

Cumprimentos

Ricardo Jorge Gomes

Acaba hoje!

Boas!

Atenção pessoal, último dia para aproveitarem.

Depois digam se valeu a pena.

Ricardo Jorge Gomes

Aprovado

Cravei o Iphone a um colega e saquei: Aprovado :D muito obrigado pela dica ;)