Jaipur

Retrato de Joca

                                                                      Hawa Mahal

Tendo vagueado embuçado por entre os milhares de títulos existentes, este Jaipur embatucou-me quando o testei. Tem a centelha que distingue alguns jogos dos demais. Sébastien Pauchon pode estar orgulhoso do seu trabalho, pois onde se vislumbrava uma forma amorfa, surgiu um trabalho melífluo, que entra e se entranha.

Não é que seja o jogo ideal. É até relativamente simples. É um jogo de cartas, com compras e vendas, colecionando os bens para trocá-los depois por pontos. Mas flui como água, e considerando que é um exclusivo para dois jogadores, torna-se quase objeto de adulação. É um dos bons jogos para dois jogadores que conheço. É rápido, é agradável de jogar, tem alguma estratégia consoante os objetivos pretendidos, é visualmente apelativo, mérito aqui de Alexandre Roche. 

 

 

Jaipur é uma cidade indiana, capital do estado Rajasthan,

é um dos maiores polos turísticos de toda a Ásia,  

e é conhecida pela cidade cor de rosa.  

  

Foi em 2010 e 2011 que este jogo viu o reconhecimento internacional, mercê das várias distinções em que foi visado. É ainda hoje reconhecido o seu valor no BGG num honroso lugar 110. 

Leva aproximadamente 3/4 minutos para explicar, 30 minutos ou menos para jogar, e não tem dependência de língua. 

Dois poderosos negociantes vão digladiar com toda a sua astúcia, vendendo, trocando e comprando, tudo de modo a serem escolhidos para semelhante alterosa posição na corte do Maharaja. 

Existe um mercado contendo permanentemente cinco cartas. Cada carta tem um dos seis bens existentes no jogo ou, contém um camelo. 

Cada jogador tem uma mão com cinco cartas, podendo esta aumentar ou diminuir, estando limitada ao máximo de 7 cartas no fim de cada turno. 

  

 

Na sua vez, cada jogador pode comprar ou vender cartas.

Se comprar:

- pode ir ao mercado pegar uma das cartas de bens e levá-la para a sua mão, substituindo o espaço vazio no mercado pela carta de cima do baralho;

- pode pegar os camelos que estiverem no mercado, mas tem que os levar a todos, e coloca-os na sua cáfila num monte à sua frente;  

- pode pegar mais do que uma carta do mercado, as que quiser, mas tem que as substituir todas, usando as que já estavam na sua mão ou/e pelos camelos que possui; 

Se vender, coloca a quantidade de cartas de bens que pretender na pilha de descarte, contando que os bens vendidos nesse turno sejam do mesmo tipo. Pode-se vender só uma carta, ou mais. A exceção é no ouro, prata e jóias, que sendo os bens mais valiosos, é necessário vender pelo menos duas cartas em simultâneo. 

 

Quando se vende, obtém-se por cada carta um marcador com pontos do tipo de bem vendido. Estes marcadores encontram-se em sequência por ordem decrescente. Assim, à boa maneira de Caylus Magna Carta, aquando da ajuda ao suserano para construir o castelo, os primeiros marcadores com pontos são os mais valiosos. Quem vender mais tarde irá ter um retorno menor por igual quantidade.

À parte de um marcador por cada carta vendida, se no mesmo turno o jogador conseguir vender várias unidades de uma só vez, irá obter também um marcador com pontos extra, se vender 3, 4, 5 ou mais bens em simultâneo. Estes são os pontos que os jogadores devem almejar, além dos primeiros marcadores dos três bens mais valiosos.

 

Os camelos funcionam aqui como joker, pois permitem obter várias cartas de uma só vez do mercado sem ser necessário ceder cartas importantes que se encontram na mão. No entanto, quando se vai pegar vários camelos que se encontram no mercado, os espaços que ficam vazios vão ser substituídos por outras tantas cartas do baralho, podendo deixar assim num ápice várias cartas valiosas ao alcance do adversário. 

  

Quando os marcadores de pelo menos três bens se esgotarem ou o baralho acabar, termina o turno.

Contam-se os pontos e vence quem tiver mais. A surpresa poderá advir dos marcadores de bónus, pois o jogador não sabe quantos pontos há nestes marcadores do adversário. 

Quem vencer o turno obtém um marcador de excelência.

O primeiro jogador a obter dois marcadores destes vence a partida. 

 

Se há algum aspeto negativo a assinalar, será talvez a aleatoriedade quando saem mais cartas do baralho para o mercado. Mesmo assim esse é um mal que pode e deve ser mitigado pelas ações do jogador no decorrer da partida. 

  

Jaipur mantém a verve intacta, respira vida e inspira o fragor de um punho em cima da mesa quando o adversário obtém primeiro aquele valioso marcador ou quando lhe sai aquela carta pela qual esperávamos. Tudo sadio, é claro. Uma competividade que mantém animada a partida invés de limitar os jogadores à frieza de jogadas isoladas. Há vida num habitat a dois. 

Eu recomendo, em especial para jogar com a nossa companheira em casa, ou com uma das nossas proles, pois de pequeninos conseguem certamente torcer este pepino. 

Nos jogos em exclusivo para dois, dou 17 em 20. 

 

 

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Jaipur

Outro prá lista. :) mail

Jaipur

... já joguei este jogo mais de 10 vezes e gosto bastante! Tem a vantagem de ser um daqueles jogos pequenos que cabem bem na mala de férias!

Edição

Editei o post para eliminar algumas tags que estavam a fazer com que a faixa direita do AoJ aparecesse em baixo e à esquerda e também para reduzir ao tamanho ocupado na página principal, colocando o separador de resumo entre as imagens de topo.

Não sei exactamente de onde vieram as tags problemáticas, mas se usas o Word para editar os posts é normalmente uma fonte de problemas.

Boa review Joca.

Também gostei bastante deste jogo, embora tenha jogado com as regras erradas da primeira vez.

Tenho que voltar a jogá-lo e até é provável que seja dos que faz falta na colecção.

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jogos para 2

... este é um daqueles jogos que a Joana me costuma dizer para levar nas férias! smiley

Formatação

Realmente tenho verirficado algumas dificuldades na formatação do texto. 

Normalmente fica tudo bem, mas quando volto ao AoJ, o artigo está com a formatação toda à esquerda. 

Ainda bem que gostaram. Eu também gostei deste pequeno jogo. 

Exacto

Exacto.

Normalmente o que sucede é que um dos administradores se apercebe de que o AoJ está com problemas com a formatação das barras laterais, procura nos tópicos mais recentes algum que use as tags <div> que originam estes problemas e elimina-as.

Perde-se a formatação do tópico, é um facto, mas o AoJ continua a funcionar.

Infelizmente ainda não conseguimos descobrir uma forma de contornar isto.

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