Novembro 2010 - Bastantes coisas novas...

Retrato de Mallgur

Talvez por incluir a LisboaCon, este mês é marcado pela oportunidade de experimentar bastantes jogos até aí desconhecidos para mim.

Em 56 partidas de 34 jogos diferentes encontram-se as seguintes novidades:

Tammany Hall - Comprado ao Soledade depois de saber que dificilmente voltaria a estar disponível na Europa após o final da feira de Essen, este já me tinha chamado a atenção. É um jogo dominado pelo controlo de áreas mas a temática política e a forma como a mesma está implementada acabam por lhe dar algum carácter próprio. Apenas o joguei uma vez mas espero poder repetir em breve.

Forbidden Island - Oferecido à sobrinha mais velha. Pude experimentar esta re-implementação das mecânicas principais do Pandemic com um tema mais ligeiro e alguma simplificação das regras que resultam num jogo mais adequado a jogadores mais jovens e famílias.

Halflinger & Co. - Um jogo também adquirido para oferecer à sobrinha que é doida por cavalos. É um jogo relativamente simples de leilões com o tema equestre associado. Nada extraordinário mas nem por isso mau.

Scrabble SLAM! - Uma variante dos jogos de palavras. Francamente fraco e propenso a situações de entupimento do jogo por não ser vantajoso jogar se tal der a possibilidade de um outro jogador vencer... A evitar.

K2 - Sendo um aficionado dos desportos ligados à montanha, especialmente escalada desportiva, um jogo com esta temática era praticamente obrigatório para mim experimentar. A LisboaCon trouxe-me essa possibilidade e não fiquei desiludido. Sabia que se tratava de um jogo de corrida sem grandes complicações e foi isso que encontrei. A variação climática está interessante e o jogo funciona bem.

Bisikle - O jogo de destreza e corridas que poderia destronar o Pitch Car foi outra possibilidade trazida pela Con lisboeta. Não é melhor que o Pitch Car mesmo com as possibilidades oferecidas pela Z-Ball.

Tarot - Jogo antiquíssimo de cartas cujas regras pude ficar a conhecer. É interessante por oferecer a possibilidade de jogo com parcerias variáveis e desconhecidas. O sistema de pontuação parece-me demasiado revolto, contudo. Não digo que não o jogaria de novo, mas se houver um Njet por perto, prefiro...

Khet: The Laser game - Quase mais brinquedo que jogo, não posso dizer que desgostasse. Por vezes torna-se difícil antever o resultado do "disparo" do laser e parece-me que será um jogo com alguma propensão para o AP. Mas foi divertido ver o Asur a trocar os olhos...Laughing

Sorry! Sliders - Mais uma experiência com um jogo mainstream... Nada especial. Não faz concorrência ao Crokinole, pelo menos a versão que joguei... Talvez uma das outras três pudesse ser mais interessante.

London - Uma recente criação de Matin Wallace. É um jogo interessante mas que me deixou quase sempre um sabor amargo no final. Parece que acaba mesmo mesmo quando estava a tornar-se mais interessante...

7 Wonders - Penso que terá facilmente sido o jogo mais jogado na LIsboaCon. O factor novidade, tanto temporal como, até certo ponto, mecânica não foram certamente alheios a isso. O jogo pega numa forma de jogar algo herdada de Magic: The Gathering, o draft, e constrói-se a partir daí. Resulta bem e parece-me um jogo com bastante potencial de repetição. A duração não varia muito mesmo com uma grande diversidade de número de jogadores e é divertido. Não apresenta um grande nível de análise ou complexidade estratégica, mas coloca-nos perante algumas decisões interessantes.

Catacombs - Uma surpresa para mim. Tinha uma vaga ideia de ser um jogo com temática de fantasia que envolvia destreza, mas pouco mais sabia. Acabou por ser um jogo de que gostei bastante. Daqueles jogos que não nos fazem pensar muito, apresentam apenas algumas decisões tácticas mas, mesmo assim, divertem bastante. É quase um filler... mas com mais doq ue pode ser positivo nesse termo do que aquilo que pode ser tomado como negativo.

Tirando as novidades, merecem algum destaque o Hive por ser o jogo que mais joguei no mês, o Auf Achse por ser também a estreia da minha cópia de um clássico e ainda o raro, difícil e sempre fascinante regresso a Full Métal Plànete.

 

Entretanto Dezembro também já acabou. Espero em breve falar um pouco também acerca do que joguei nesse mês e fazer uma espécie de balanço do ano de 2010 em termos de jogos.

Até lá!