Walk down memory lane

A partir de uma conversa de "velhos" (perdão, maiores de 21) num outro tópico, surgiu a ideia de recordar quando, como, onde, porquê e como o pessoal se iniciou no role-play. Qual o primeiro RPG que jogaram e qual o percurso que fizeram a partir daí? Se alguém estiver numa de nostalgia (eu faço 31 anos esta semana, deve ser por causa disso), esteja à vontade para partilhar essas memórias com os restantes. Só para dar o mote, eu comecei em finais dos anos 80, depois de ter experimentado a colecção Aventuras Fantásticas (do Steve Jackson, salvo erro), com a célebre caixinha vermelha de D&D editada pela Europa-América. O resto, conto depois...

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Meu deus!

ahahahhahha

Ok, Ricardo, sente-te à vontade para apagar o meu outro post. ;)

A escrever: down*town, tech-noir rpg
Proto Agonístes um rpg de auto-descoberta, de um personagem e vários jogador

Great minds think alike!

Engraçado, great minds think alike!

Não apaguei o teu post, só o retirei da primeira página e lhe fechei os comentários, para não haver enganos. Assim toda a gente vem depositar as suas memórias num só lugar. Obrigado rapazes!

E agora, fachabor de bir aqui anunciar...

... o seu ponto de vista sobre a génese dos grupos de role play na vila de Oeiras!

Já venho, já venho...

...mas ainda estou a acabar de convencer o mundo de que o PTA é a melhor coisa a acontecer na História da Humanidade desde a invenção da pizza e talvez até do próprio queijo derretido.

Quero ir à procura de uns comentários antigos... tenho quase a certeza de que já se falou por cá dessa constelação brilhante no universo do Roleplay mundial que era Oeiras no início de 90. E acho que tenho no blog anterior uma autobiografia bastante completa; deve ser só fazer copy&paste de um parágrafo ou dois, eheh. :)

Ui ui, os segredos que vão desvendados!

Mas olha que tenho ali mesmo ao pé de casa um restaurante italiano, cujo dono é protegido de um capo italiano e que discordaria com veemência dessa tua opinião sobre a invenção do PTA ser mais relevante do que a invenção da pizza. Mas pronto, eu não lhe digo nada.

Steve Jackson

Mas do inglês, não do americano, e fazia-lhe companhia o senhor Ian Livingstone.

A escrever: down*town, tech-noir rpg
Proto Agonístes um rpg de auto-descoberta, de um personagem e vários jogador

A beginning is a very delicate time...

E foi mesmo. Especialmente na altura de encontrar jogadores. Desconhecendo por completo a existência de clubes de jogo (se bem que não devia haver mais do que um ou dois na altura), comecei a jogar com dois amigos, nenhum dos quais participa neste fórum. Só mais tarde descobri o Clube de Jogos de Simulação, que na altura se localizava, creio eu, no Saldanha e foi através do CJS que descobri que havia mais jogadores na minha área de residência. Foi então que o meu grupo se juntou a um senhor que tem andado desaparecido aqui do portal, o jpn, vulgo Jota. Por sua através, desse senhor descobri um tal de Ric Madeira que, na altura, (e agora deixa-me cá aproveitar para recordar um facto curioso) estava a deixar crescer o cabelo, e era um semi metálico. Espero que ele não me expulse por eu estar a partilhar estas informações sobre ele!

Re: A beginning is a very delicate time...

Nietzsche escreveu:

Foi então que o meu grupo se juntou a um senhor que tem andado desaparecido aqui do portal, o jpn, vulgo Jota. Por sua através, desse senhor descobri um tal de Ric Madeira que, na altura, (e agora deixa-me cá aproveitar para recordar um facto curioso) estava a deixar crescer o cabelo, e era um semi metálico.

(Levanta a cabeça das notas para o PhD) sim, tenho estado atulhado em trabalho mas um grande problema foi que estive os ultimos tempos a trabalhar na China e lá este blog está censurado dois em cada três dias. Suponho que a discussão entre RPGs tradicionais vs. indie é demasiado aberta para os senhores de Pequim :P

Quanto aos RPGs Oeirenses, eu um dia (1980 e muitos?) comprei a caixa vermelha do D&D porque me ía permitir fazer o meu próprio mundo e ser igual ao Tolkien... Alistei um bando de amigos, entre os quais o Ric Madeira (não eramos todos metálicos na altura?) e decidimos experimentar, comigo como GM. Foi porreiro porque se bem me lembro começámos logo a subverter o sistema, com o Ric a dar cabo da ideia da unidade do "party", ou com o saudoso Almeida a pensar "tenho tantas moedas de ouro, escuso de lutar, vou mas é contratar mercenários" - aquilo deixou de ser "bando de aventureiros a matar monstros" para "bando de mafiosos a contratar exércitos para matar inimigos e destronar o Rei" :) Tb aprendi mto depressa (2 ou 3 sessões) q se fizesse "railroad" a malta passava-se e tentava destruir os livritos de regras... Esses jogadores nunca me deixaram fazer railroad como GM, the bastards!

Essa campanha de D&D durou uns cinco ou seis anos, foi uma das melhores que já mestrei e foi onde aprendi muitas coisas que faço hoje, como não planear aventuras e deixar a iniciativa aos jogadores pq eles íam subverter todas as histórias que eu criasse :) Sempre Gamist, mas passou de hack-and-slash para intriga politica que ainda é o que eu gosto mais de jogar hoje. Infelizmente, dessa malta só eu e o Ric ainda jogamos RPGs.

Depois fomos conhecendo outros grupos. O do Nietzsche conheci via CJS e apresentou-me ao Simulacionismo e Narrativismo via Dragonlance e eventualmente Vampire e Immortal. O da Biblioteca Operária, que joga ShadowRun desde a 1ª edição e cujo GM é agora "developer" do SR, e que me pôs em contacto com muita da malta que joga hoje (esse foi um grupo importante a espalhar RPGs em Oeiras que ninguém se lembra...) Foi lá que conheci a malta com quem mais jogo hoje, que me apresentou ao Cthulhu e me fez saír do niche da Fantasia.

Se bem me lembro joguei tb com malta de Cascais mas metade dos jogadores eventualmente largaram os RPGs qdo a faculdade começou a apertar... O q é uma pena, lembro-me do tempo em que a miss Portugal dos late 90s jogava Vampire conosco em São Pedro :)

Aliás, até há pouco tempo (até os meetups e o Ric começar este site) tinha a sensação q os RPGs estavam a morrer em Oeiras e q era dificílimo encontrar novos jogadores, mas o Ric meteu-se em contacto com muita malta e conheço várias pessoas q andam a recrutar novos jogadores na casa dos 30, dantes n tinha jogadores, agora tenho grupos a mais :)

Tenho a vaga sensação q os RPGs em Lisboa estão numa fase de expansão... Ou será efeito deste blog?

JP

Subversivos!

Eu bem que desconfiava que a discussão destes temas polémicos tinha qualquer de coisa de altamente subversivo! Deixa-me só acrescentar a esses jogos de cruzamento entre o teu grupo e do Nietzsche (que sou eu) Star Wars - hoje em dia parece ridículo, depois do senhor Lucas ter estragado a memória da trilogia clássica, mas, de facto, ainda jogámos Star Wars! Então e Dragonlance não é D&D? Enfim, pronto, AD&D, mas como isso já faz parte da história, é acaba por ser D&D... E já agora, quando é conto contigo para jogar? Espero que seja antes da minha reforma...

Re: Subversivos!

Nietzsche escreveu:

Deixa-me só acrescentar a esses jogos de cruzamento entre o teu grupo e do Nietzsche (que sou eu) Star Wars - hoje em dia parece ridículo, depois do senhor Lucas ter estragado a memória da trilogia clássica, mas, de facto, ainda jogámos Star Wars!

Sim, Star Wars! E Buck Rodgers! E o saudosíssimo 2300 AD... Todos jogos do estilo "have spaceship, will travel" inaugurado pelo Traveller... É um estilo de RPG totalmente diferente do D&D, é verdade, mas qq coisa em mim sempre gostou desse género de campanha de Lobos do Espaço, aliás no PTA: Dirtside II as minhas ideias para a campanha (temos uma nave e andamos de porto em porto) foram por saudades do Star Wars :)

Nietzsche escreveu:

Então e Dragonlance não é D&D? Enfim, pronto, AD&D, mas como isso já faz parte da história, é acaba por ser D&D...

Foi o Dragonlance que me fez trocar D&D por AD&D! Bem, aquilo não era bem o estilo de D&D, pelo menos o estilo "mercenários" que eu estava habituado, era muito "good vs. evil" com regras próprias para isso e tudo... Daí eu classificá-lo à parte, pq pelo menos o resto do D&D que joguei era sobre mercenários com mais ou menos problemas morais :)

Ainda hoje não sei qual das formas de jogar D&D é mais comum, Good v. Evil "Tolkienesco" ou Mercenários Assassinos "Conanesco" porque já joguei igual quantidade dos dois...

Nietzsche escreveu:

E já agora, quando é conto contigo para jogar? Espero que seja antes da minha reforma...

Ainda tenho mais umas semanas no estrangeiro (África desta vez), depois PhD pra Julho, e eventualmente a partir de Agosto volto à carga! Mas arranja-me uma boa proposta agora e o PhD ainda fica com um capítulo a menos :P Só estou fora em finais de Maio.

JP

Senhor de Kai

Lembra-me muito rapidamente de ter começado com as aventuras de um monge de Kai que foi apanhar lenha para ver o seu Mosteiro completamente destruído por chamas recentes. Grandes momentos de tardes bem passadas, com um livro, um papel rascunhado, um lápis e borracha (grandes batotas) e um dado.

Woah, brutale!O Rocha a

Woah, brutale!

O Rocha a postar aqui.

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Proto Agonístes um rpg de auto-descoberta, de um personagem e vários jogador

Já lá vão vinte anos...

Olá, :)

Quando eu era menino, vi o ET. Lembro-me de perguntar ao meu pai o que era aquele jogo que eles estavam a jogar no princípio, e o meu pai me dizer que era D&D. Lembro-me de o meu pai me contar a história dos jogos de aventura de texto, a começar com o próprio Adventure, e de ligar uma coisa à outra, e de eu achar muita giro.

Há vinte anos atrás, fomos viver para os States durante três anos, e eu conheci um gajo que tinha a Caixa Vermelha(tm) e de eu aprender a jogar aquilo, e de ir a uma convençao na Virginia Tech, e de curtir bué. Depois, voltei para Portugal, e passei alguns meses altamente frustrantes a tentar convencer os meus amigos a jogar aquelas cenas, sem sucesso nenhum.

Depois, o CJS fez uma demonstração no Técnico...

Depois... bom, depois, passaram dezassete anos... :)

Cheers,
J.

Alta trip down memory lane

Já tinha postado num tópico parecido no Vampire.Pt, por isso vou fazer só copy/paste e actualizar para o que aconteceu dd então.

Bem pela contagem das folhas de personagem q tenho ali em stock, e pelo q me lembro, devo ir pelas 32 aventuras:
Começei a cerca de 5 anos (mais coisa menos coisa), o Trash ja me tinha falado sobre vampire e certa noite dps de lhe dar boleia p uma sessão, chego a casa e ele telefona-me a dizer q tavam c um jogador a menos, perguntou-me se queria ir jogar c eles e assim começou: Chicago Chronicles, GM: Poiuy.

Dps disso jogei uma porrada de coisas, 9 de vampire, incluindo DA e uma crónica de Gehenna c o poiuy, irc (free form) c a ^sondra e umas sessoes na devir de lx onde tavamos a jogar num mundo pos-gehenna c lupinos e mages e isso td), 2 de exalted (bem 3 se contar-mos uma cena onde so fizemos as criaturas e dps n pegamos na coisa), 4 de mage, incluindo a primeira Mestraçao [fdx eu curto tanto a gramatica] do GinSoakedBoy e uma de Victorian Age, cujo setting foi preparado pelo Chance, 2 de Mafia (um amigo nosso descobriu um suplemento p WoD sobre mafia e decidiu construir um cena a volta disso), 3 de Demon (tds mestradas pelo Trash), 1 de Hunter, 1 de Mortal (q acabou c o pessoal td vendido a tecnocracia hehe), 2 de Wraith que tal como o jogo anuncia foram completamente amaldiçoadas e nunca passaram dos pcs, 1 de Werewolf (cronica q misturava pessoal de tds os cantos de WoD, eu era lupino, tinhamos um vampiro, um demon, um mage), umas 3 stand alones de D&D e uma de Ravenloft c o sistema storyteller e uma demo de shadowrun.

Pena e a maior parte destas cenas tds nc ter passado da 1ª ou 2ª sessao. Mas ainda me lembro das que curti mais, Mage Victorian Age, a primeira de Exalted e a segunda de Vampire com o Trash como GM.

Actualmente sinto uma grande atracção para jogar D&D e Mutanst And Masterminds, é só ter o tempo p ler os livros.

Já agora numa referência ao que aqui foi dito sobre D&D, a minha primeira crónica teve p ser de D&D mas nc chegou a avançar, tendo sido em vez disso Vampire, até esta data a interacção com npcs continua a ser a parte do RP que me deixa mais encavacado hehe.

Ora bem, após os quase

Ora bem, após os quase inevitaveis livros das aventuras fantasticas (37 numeros em PT mas o resto.... quando????, vou mas é continuar a comprar na ebay em ingles..), do sr, lonewolf, que tambem há em RPG, tenho de ver se vejo isso..., a primeira vez que vi um livro de rpg foi um de dark sun na valentim de carvalho dos restauradores (quando existia por lá)...

Depois o vicio do MTG (estou curado à muitos anos) leovou-me ao saudoso Alternativa Ilimitada e já farto de queimar $ em cartas troquei-as por um cdrom com todos os cores de segunda edição, e uma caixa para iniciar o D&D, umas impressões depois , cravar amigos e pronto, lá estou na cadeira de DM frente a 3 personagens e um castelo pela frente, uma invenção de um jogador sobre uma armadura velha que resolvi colocar na porta e presto, o meu primeiro improviso!

Depois foi continuar, de segunda edição a 3.5, D&D o meu game de eleição, 98% das sessoes como DM, não me vejo de outra forma, sou mais um arbitro que um storyteller e cá estou!

"I think i´ve had a evilgasm!"