Hate vs. Nemesis

Retrato de goryon

Boa noite pessoal!
Estão aí à porta dois mega Kickstarters (a meu ver):
- HATE: da bem conhecida CMON com os seus projectos a arrecadar multi-milhões.
&
- NEMESIS: dos mesmos senhores que lançaram This War of MIne e Lords Of Hellas, que também ultrapassou confortavelmente a marca dos 6 zeros!

As datas de lançamento são bastante próximas (16 e 17/Janeiro) será que foi de propósito? Os temas são nada menos de BRUTAIS e SANGUINÁRIOS...

Será um duelo a ver de perto. Alguém vai meter as mãos na massa?
Seguramente são dois títulos que não terão problemas em ser financiados, quem vai levar tareia serão certamente os bolsos de muitos...

O que acham?

 

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Lá vem a porcaria do KS

Lá vem a porcaria do KS exclusive..

Isso só pelas minis já vai ser um balúrdio.

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"Um dos paradoxos dolorosos do nosso tempo reside no facto de serem os estúpidos os que têm a certeza, enquanto os que possuem imaginação e inteligência se debatem em dúvidas e indecisões.&quo

Entao...

Como achas que a CMON factura mais de 40 milhoes, com 20 milhoes de lucro.

Certamente nao é a vender cubinhos de madeira!!

Claro que não! É a vender

Claro que não! É a vender plástico...

Que seja, mas não será a

Que seja, mas não será a mim!

cheeky

 

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"Um dos paradoxos dolorosos do nosso tempo reside no facto de serem os estúpidos os que têm a certeza, enquanto os que possuem imaginação e inteligência se debatem em dúvidas e indecisões.&quo

Mas o plástico deles é muito

Mas o plástico deles é muito bom, diga - se de passagem eh eh

sergiorib9 escreveu: Mas o

sergiorib9 escreveu:

Mas o plástico deles é muito bom, diga - se de passagem eh eh

Sim, muito plástico, e de qualidade. é verdade.

Pelo menos assim diz o mercado... com um pledge único de 120$ já está financiado e quase nos 200%, já passou os 200% em poucas horas... nada de novo para a CMON ;-)

Bocejo

Bocejo, estalo os lábios um pouco e resmungo algo que se poderia entender como "deixem-me dormir" para depois me virar para o outro lado, ajeitar os cobertores e continuar a dormir...

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"[...] a period when games were complex in your brain, instead of on the board."
tommynomad

Mallgur escreveu: Bocejo,

Mallgur escreveu:

Bocejo, estalo os lábios um pouco e resmungo algo que se poderia entender como "deixem-me dormir" para depois me virar para o outro lado, ajeitar os cobertores e continuar a dormir...
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Hey, look on the bright side.
São meninos destes que fizeram os boardgames eclipsar os videogames em kickstarters e trazem alguma visibilidade extra.
De vez enquando lá vem um ou outro com mais interesse seja por tema ou mecânica e podemos pôr numa mesa bonita para chamar a atenção de malta que passa sem problema do jogo ser menos bom.
Mesmo com o tema muito debatível (e se calhar por isso mesmo), o HATE é um chamariz. Não é fácil convencer pessoas que o Agricola ou Le Havre são grandes jogos só pela primeira impressão.
Agora é alguém meter as mãos nestes vermos numa Con se não é visual a mais e jogo a menos. O Blood Rage parece ainda muito jogado portanto mercado parece haver.

Tematicamente parecem porreiros e há certamente gosto por terretorial control e variable powers no caso do HATE e por coops tensos com elementos de terror no caso do Nemesis, mas... Retirando o plástico extra tenho dúvidas que isto fosse tão bem recebido.
Agora uma dúvida, voçês importam-se que um jogo encareça bastante por ter o plástico, se isso trouxer mais visibilidade ao kickstarter e consequentemente, um jogo teoricamente ainda melhor e mais distribuido no fim?
Ou não teria influência porque mais cedo ou mais tarde, se fosse mesmo bom, aparecia na mesma? Esperariam esse tempo ou preferiam que chegasse mais cedo?

Ok...

RavenSoul escreveu:

Hey, look on the bright side. São meninos destes que fizeram os boardgames eclipsar os videogames em kickstarters e trazem alguma visibilidade extra.

Sim. Isso é, creio, positivo.
Mas o comentário era mais acerca dos jogos em si... Ambos me parecem ser mais ou menos derivativos e pouco originais. Como jogos, claro.
Como colecções de esculturas de plástico, cabe a cada um saber se são interessantes ou não. Eu não colecciono esculturas de plástico e por isso são-me relativamente indiferentes.

RavenSoul escreveu:

Agora uma dúvida, voçês importam-se que um jogo encareça bastante por ter o plástico, se isso trouxer mais visibilidade ao kickstarter e consequentemente, um jogo teoricamente ainda melhor e mais distribuido no fim? Ou não teria influência porque mais cedo ou mais tarde, se fosse mesmo bom, aparecia na mesma? Esperariam esse tempo ou preferiam que chegasse mais cedo?

Não me seduz que um jogo encareça bastante por ter miniaturas. Antes pelo contrário.
Como disse, dispenso-as.
Quando fiz o KS do Gloomhaven (aliás, o único que fiz por inciativa própria, sem estar em grupo com outros) já não havia a opção sem miniaturas. Se houvesse teria preferido se fosse uma diferença de preço significativa.

Uma outra questão é a parte de isso fazer do jogo algo "teoricamente ainda melhor"... Não creio que isso aconteça.
A parte mecânica do jogo, em princípio, já está desenvolvida (quando é desenvolvida) na altura em que o KS é lançado e não deverão existir grande alterações nessa área dependenetes do valor... Se houver, isso não augura nada de bom para a qualidade do jogo.

Creio que um bom jogo acabará por encontrar edição no mercado mais tarde ou mais cedo.
Paralelamente, a parte positiva do KS foi dar mais possibilidades aos editores e designers independentes de trazerem os seus jogos ao mercado.

Mas a massificação do recurso ao KS e o apelo aos aspectos mais visuais e espampanantes do produto em detrimento da sua "qualidade lúdica" que passou, nitidamente, para segundo plano, são um aspecto negativo do KS para quem procura jogos de qualidade e não acessórios para justificar a colecção de esculturas de plástico.

Edit: Typos...
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tommynomad

+1 Se há coisa que eu

+1

Se há coisa que eu dispenso e que só encarece os jogos, que actualmente estão a ficar cada vez mais caros, são as minis. Quando muito, o que as minis fazem é tornar o jogo visualmente mais apelativo, o que não é necessáriamente melhor.

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"Um dos paradoxos dolorosos do nosso tempo reside no facto de serem os estúpidos os que têm a certeza, enquanto os que possuem imaginação e inteligência se debatem em dúvidas e indecisões.&quo

Jogos de miniaturas sempre

Jogos de miniaturas sempre existiram (Warhammer e eteceteras), o que me parece é que também havia aqui uma grande lacuna entre os cubinhos e as esculturas de plástico, i.e. havia pessoal que gostava e gastava balúrdios em jogos de miniaturas e aquele pessoal que gostava de miniaturas mas não gostava assim tanto ao ponto de ter que gastar centenas de euros para se manter no activo e então não comprava.

Agora existem estes híbridos (minis+board) que vêm preencher esse nicho (se é que lhe podemos chamar nicho dada a adesão que têm), é mais ou menos o que aconteceu com os jogos de cartas, os Living Card Games vs. Collectible Card Games.

Quanto à correlação entre a qualidade de um jogo (enquanto jogo, mecânicas, equilíbrio, etc..) e o seu aspecto visual, acho que não existe; espera-se que um jogo que seja mais cuidado no seu aspecto também tenha sido mais bem desenhado (e testado).

Apesar de nem sempre isso se verificar, a verdade é que "os olhos também comem", senão dois exemplos de sucesso e que nem sequer têm miniaturas: Splendor e Azul onde julgam que algum destes jogos chegaria se os componentes não tivessem o aspecto que têm? Seriam mesmo jogos de topo? Sem as poker chips do Splendor e os azulejos do Azul?

Só para dar um exemplo da vida real: eu tenho uma versão minimalista do Splendor (cartas mini só com os números coloridos e daqueles cristais de plástico coloridos em vez das famosas Poker Chips) cheguei a jogar essa versão com alguém que achou piada nenhuma ao jogo, e mais tarde a mesma pessoa jogou com a versão original e a opinião foi completamente diferente.

O Azul, sim

O Azul, sim. Definitivamente. É demasiado bom para não ser um sucesso.

Mas percebo o raciocínio e até dou um exemplo melhor...

O Santorini já existia há muito tempo antes da mais recente edição da Roxley e não tinha o impacto que tem agora. Parte da razão para a melhor aceitação actual do jogo é o aspecto que passou a ter, sem dúvida.

A propósito, é talvez o único KS que tenho pena de não ter apoiado... Não pela expansão, que não penso ser necessária, mas pelo preço que depois acabei por pagar em retalho.

E isso é outro aspecto do KS nos jogos de tabuleiro que me aborrece um pouco... Acho que é um factor parcial no aumento brutal dos preços que se tem sentido nos últimos anos. Não é o único, nem o principal, mas é um factor e manifesta-se de várias formas como tal.

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"[...] a period when games were complex in your brain, instead of on the board."
tommynomad

Hate vs. Nemesis

Eu gosto de jogos com miniaturas, especialmente na categoria de wargames, pois gosto do impacto visual e de manusear as peças em sí, mas se a mecânica/jogabilidade do jogo não for boa, isso passa a ser completamente irrelevante, pois eu prefiro um bom jogo, seja ele com tiles, meeples ou counters, do que uma bela "exposição".

Eu já fiz parte de alguns pledges no Kickstarter e tenho de admitir que este abriu uma janela para muitas pessoas mostrarem os seus projetos, tendo criado um grande impacto a nível de jogos de tabuleiro, mas nem sempre no bom sentido, porque as empresas têm reparado que o impacto visual de um jogo pode fazer com que este passe dos milhares de euros aos milhões, arranjando um tema que tenha impacto e deixando a jogabilidade para 3º plano e isso, para mim, não são jogos de tabuleiro mas sim de "vitrine", e acho que isso vai fazer com que os jogos mais "Old School", mas fantásticos de jogar, acabem por ser encostados devido a não serem visualmente apelativos.