Spartacus: A Game of Blood & Treachery + The Serpents and the Wolf Expansion

Retrato de PedroS

 

 
Spartacus é um jogo super interactivo para 3 a 6 jogadores (3 a 4 sem a expansão) onde tomamos o papel de líder de uma casa de gladiadores. O nosso objectivo é obter influência suficiente para podermos finalmente deixar esta vida e tornarmo-nos senadores em Roma. Podemos organizar festas e jogos, enviar os nossos gladiadores para a arena, equipar os nossos gladiadores e envenenar os seus concorrentes, sabotar os planos dos nossos rivais e difamar as suas casas.

Antes de começar devemos definir o intervalo de influência com que queremos jogar. Somos 5 jogadores que adoram o jogo e não temos nada para fazer amanhã? Começamos com 1 de influência e jogamos até aos 12 (ou+). Sou o único que já experimentou? Então começamos com 4 ou 5, e jogamos até 9 ou 10 para tornar a experiência mais rápida. Se gostarem depois fazemos outro ;)
Começamos por escolher a casa com que queremos jogar e recebemos a placa respectiva:

Aqui podemos ver a nossa influência, gold e abilidade especial. Também vemos o nosso número de gladiadores, escravos e guardas iniciais.

Cada turno começa com uma fase económica muito simples. Pagamos 1 gold por cada gladiador e recebemos 1 gold por cada escravo.

E seguimos para a fase de intriga. Cada jogador recebe 3 cartas e cada um joga na sua vez. Sendo possível guardar cartas para turnos seguintes. Alguns exemplos:

Cada carta tem uma influência necessária para ser jogada (canto sup. esq.) e um preço de venda (canto inf esq.)
Se tivermos a influência necessária podemos jogar a carta, a intriga não se gasta. Se não tivermos podemos pedir ajuda a outros jogadores (em troca de dinheiro, gladiadores, favores futuros, etc) nesse caso podemos somar a influência do outro jogador à nossa para jogar essa carta em específico.
Notem que a carta do meio não tem de ter como alvo quem a joga.
As duas cartas da esquerda também existem na versão má: Roubar 3 gold a 1 jogador (em vez de ganhar do banco) e -1 influência a 1 jogador.
A carta da direita é considerada das mais fortes do jogo. É a única que pode bloquear qualquer outra e apenas existe uma cópia. Quando a temos e evitamos (adiamos?) a vitória de alguém é priceless ;)

Depois existe uma fase de mercado em que vão ser leiloadas n cartas (1 por jogador).

Após o mercado chega a última fase, a arena. E depois, se ninguém ganhou, passa-se ao turno seguinte.

Em baixo podem ver como pode decorrer um turno numa fase intermédia do jogo.

O Zé comprou o Spartacus por 10 gold há uns turnos e têm dominado a arena com ele. Mas o Manel tem um plano: tenciona eliminar o Spartacus fora da arena. Por exemplo com uma destas:

O Zé quer proteger o seu investimento e oferece 3 gold para evitar o ataque. Nope diz o Manel. 4gold. Não. 5gold.
O Manel tem falta de gold, e está prestes a aceitar. Que pena o Manel estar falido, o Zé e o seu Spartacus são uma forte ameaça.
Que tal incentivar o Manel a executar o seu plano? :D Infelizmente temos pouco gold depois de uma aposta falhada no turno anterior. Assim em vez de dar gold no momento prometemos ao Manel dar-lhe um escravo no próximo mercado, para que ele possa revitalizar a sua economia.
Está decidido. O Manel põe o seu plano em movimento para infelicidade do Zé. Com o Spartacus eliminado. Continuamos com esta fase, armazenando dinheiro e aumentando a nossa influência. Com o Spartacus fora não existe um gladiador dominante, mas até quando?

Vamos para o mercado.

Primeiro cada jogador pode vender escravos, gladiadores e guardas entre si, ou pode vender ao banco por um preço base. Está na altura de pagar a nossa dívida ao Manel.. mas a verdade é que os escravos dão muito jeito (como vão ver mais à frente)
Temos pena Manel, não há nada para ninguém AHAHAH, mas obrigado pela ajuda. Decidir a altura certa para trair os nossos aliados e seguir rumo à victória é muito importante. Demasiado cedo e vamos ficar sem gás antes de conseguir ganhar. Demasiado tarde e somos nós a ficar agarrados.
O Manel pragueja um pouco e seguimos com o mercado. Vamos leiloar 3 cartas do deck de mercado (uma por jogador) e a primeira é revelada.

É um gladiador medíocre, mas têm uma habilidade bastante útil para a fase de intriga.
Antes de proceder ao leilão anunciamos o nosso trunfo, uma escrava que compramos no turno passado e que conhece os vendedores.

Escolhemos espreitar a última.

Wow! O céu lá atrás está épico, o gajo tem 2 espadas (porque escudos são para meninos) e a sua quote dá uma grande sobre os combates: “never fucking lose”. Good advice right there!
Mantemos a nossa poker face, e preparamos o leilão do Ashur.

Estendemos os braços, de punho fechado, e revelamos a nossa bid de 4 gold. O Zé dá 6. Nós sorrimos e dizemos qualquer coisa sobre a habilidade dele ser fraquinha (é mentira, mas eles não precisam de saber!).
A 2ª carta é um escravo que o Manel ganha por 5 gold. Esperamos que o ajude a esquecer a nossa traição.
E finalmente chega a carta que já sabemos. Fazemos umas contas e oferecemos 12 gold. Após gastarem nas primeiras 2 cartas o Zé e o Manel não podem competir.
Acabadas as cartas de mercado vamos ao leilão mais importante. O de organizador dos jogos ou host.

Nós infelizmente apenas temos 5 gold depois de comprar o Gannicus e o Manel ganha o leilão com 7 gold.
O organizador dos jogos ganha imediatamente 1 de influência e tem o direito de convidar as casas que vão participar. Não serve de nada ter o melhor gladiador se não garantirmos que ele combate na arena.
Oferecemos ao Manel 2 gold como oferta de paz, com a condição de nos convidar para o combate. 2 gold é pouco, já que o vencedor do combate ganha 1 de influência, mas o Manel aceita pois precisa de gold e não é bom ter inimigos.
Nós aceitamos o convide, e escolhemos o nosso recém comprado Gannicus para lutar. O Manel de seguida convida o Zé, que recusa por não querer “sacrificar” um gladiador. Como penalização perde 1 de influência.
Desde modo o Manel não tem alternativa a “convidar-se” para o combate. Escolhe o seu gladiador medíocre, e seguimos para as apostas.

É possive apostar na victória de qualquer dos gladiadores (pagam 2:1 e não podemos apostar contra nós) 
Nós apostamos os 3 gold que nos sobram no Gannicus, e o Zé, por não poder apostar contra o seu gladiador não faz nada. O Manel também aposta no Gannicus.

Está a correr bem. Mas…
Antes de começar o combate o Manel solta uma gargalhada maléfica e mostra o seu trunfo:

F***!
Só há uma carta que pode anular isto: Jupiter’s C***
Nós não a temos, e sem gold (a única coisa que pode ser trocada fora da fase de mercado) o Zé nunca nos ia ajudar, mesmo que fosse possível.
O Manel manda o Gannicus descansar e escolha um novato para o seu lugar. É o seu 1º combate. O gladiador do Zé, apesar de não ser excepcional vence o combate sem problema (dando +1 influência ao seu dono). O nosso gladiador sobrevive ao combate, mas como host o Zé pode executar o gladiador vencido. Sedento de (mais) vingança o nosso gladiador vê o thumb down e volta para a caixa.
O Zé ganha +1 influência por ter vencido o combate, e nós estamos em muito mau estado. Em vez de ficarmos com 6 gold (3 gold na aposta 2:1) ficamos a zeros e temos um inimigo na liderança depois de ganhar 2 pontos de influência.
Somos traidores, e a nossa melhor hipótese de dar a volta a isto é com a ajuda do Manel, felizmente algumas cartas podem levar à colaboração dos maiores inimigos, e nós ainda nem fizemos nada de mal ao Manel.. ainda. 

Next turn! :)