Star Wars: Imperial Assault

Retrato de Joca

 

O ano 2014 exteriorizou um Imperial Assault que dá continuidade à pletora de títulos de excelência que tem guarnecido a saga Star Wars. 

Este Star Wars: Imperial Assault não condescende e toma de assalto a melhor classificação entre os jogos da saga e uma assombrosa 19º posição na tabela do BGG. 
Descendente do conhecido Descent: Journey in the Dark, é um jogo de tabuleiro modular com miniaturas, jogado por turnos, para 2 a 5 jogadores, reacendendo o conflito entre as Forças Imperiais e os Rebeldes após a destruição da estrela da morte. 

 

Não tenho uma cópia do produto, mas tive a feliz oportunidade de experimentar o jogo detido pelo Nuno (Rastaman), que é grande fã de miniaturas em geral e da temática da Guerra das Estrelas.
Apesar de ter referido que experimentei o jogo, na verdade ainda o estou a testar e tudo indica que se o jogarmos todas as semanas dá-lo-emos por terminado lá para o fim do verão. Nada que assuste, pois Imperial Assault é um portento. Quanto mais se joga mais se quer.
Tendo efetuado um jogo teste para conhecer a mecânica principal e iniciando depois o modo de campanha, neste momento já completamos as primeiras três missões, com base nas quais abaixo reproduzo a análise que se segue. Segundo me constou, são um total de 10/12 missões, considerando que para já em média cada missão tem decorrido aproximadamente em 2 horas, apesar de que a jogar bem nas calmas.  
 

 

 
O jogo tem dois modos: campanha e skirmish. Este último não o conheço, e sei apenas que se baseia num head-to-head, envolvendo dois jogadores em intensos combates tácticos, mas com objetivos concretos em vista.  
O modo de campanha conheço e foi um despertar, pelo menos para mim, para uma nova dimensão nos jogos de tabuleiro. Para descrever a magnitude de Imperial Assault, devo apenas dizer que é de longe o mais vasto título que já joguei. A monstruosidade de opções e liberdade que é facultada aos jogadores é absorvente, cativante e simultaneamente estarrecedora para quem gosta de sentir um controlo relativo de todo o cenário, pois isso está fora de questão. Após as três missões, tenho a certeza que ainda vou aprender novas regras, novas caraterísticas das personagens e ambientes, e que será necessário repensar a estratégia utilizada com sucesso em situações anteriores. 
 
O modo campanha de Imperial Assault é uma storytelling em que o narrador é o jogador que solitariamente conduz as forças imperiais. Todos os restantes jogadores participam na facção dos rebeldes até um máximo de quatro destes. Nesta variabilidade do número de rebeldes entra logo o primeiro dos aspetos influenciadores, pois com menos de quatro rebeldes estes recebem um bónus que visa compensar o desnível causado pela inferioridade. No entanto tudo aparenta que esta reposição do equilíbrio é mais benéfica para os rebeldes do que o jogo com a quantidade máxima de elementos. 
 
Por cá connosco, o storyteller romano Nuno (isso de romano é um trocadilho regional), e os rebeldes Ricardo, Márcio e eu próprio, conduzimos as duas primeiras missões com aparente sucesso. Na terceira missão os rebeldes contaram com a participação de um novo membro, o Leandro. A vantagem de um maior número de rebeldes colidiu frontalmente com uma má opção na estratégia, que derivou numa parca vitória moral. Apesar de nas missões anteriores se ter optado pela coesão dos rebeldes com a eliminação sistemática das FA (forças adversárias) e avanço posterior no terreno, neste caso a estratégia deveria ter passado pela separação dos elementos e conduzi-los diretamente aos pontos chave ignorando qualquer oposição. Claro está que esta conclusão chegou tarde demais, pois nas anteriores missões aquela opção estratégica tinha surtido o efeito desejado, enquanto que chegada a terceira vez, falhou redondamente. Isto demonstra a versatilidade de desafios que o jogo apresenta pois é necessário uma ampla capacidade de adaptação às diferentes situações que se vão apresentando.
As novidades que vão surgindo no decorrer de cada missão, e de missão em missão, não são obra do acaso. Há um enredo previamente delineado e que somente o storyteller tem conhecimento. É então habitual quando se rebenta uma porta para ter acesso a uma determinada área, depararmo-nos com inesperados reforços imperiais, ou vermos uma unidade que já tinha sido eliminada ou enfraquecida, voltar a reaparecer com toda a pujança. 
As miniaturas são de grande qualidade, e para os mais aficionados há a opção de as elevar a um patamar superior com um upgrade na pintura. Há unidades fantásticas, desde os conhecidos Stormtroopers, as feras Nexus, os letais Probe Droids, ou o quase invencível AT-ST. Entre o que já vem incluído no jogo base e as expansões já lançadas, podemos encontrar uma panóplia de miniaturas que abrangem as figuras chave da marca, como Luke Skywalker, Darth Vader, R2-D2 e C-3PO, entre outros. As personagens mais mediáticas vão sendo inseridas gradualmente conforme o enredo, no decorrer das missões da campanha. 

 

 

Scouts e Stormtroopers 
 

 Trandoshan e Nexu 
 

 Probe Droids 
 

Officer e Scout 
  

 O enorme AT-ST 
 

   

                                Darth Vader                                        Jedi                                             Royal Guard 
 
As diferentes secções do tabuleiro conjugam-se em cenários já pré-estabelecidos em cada missão, que vão gradualmente tornando-se de maior dimensão durante a campanha. A complexidade das caraterísticas das diversas personagens também vai aumentando, pois com a experiência e créditos ganhos no decorrer da campanha é possível adquirir novas habilidades que vão melhorar imenso a capacidade dos rebeldes. No entanto a quantidade de FA vai proporcionalmente aumentando, e novos e melhores adversários vão chegando a cada cenário de combate. 
  


Versão do jogo em 3D 
 

Alguns dos Rebeldes 
 


Heróis de Imperial Assault 
  

Esta campanha é de facto uma grande epopeia, que principia com alguma ligeireza para mais à frente metamorfosear-se num épico confronto entre as mais variadas forças de combate. A riqueza deste jogo tem realmente de ser experimentada, pois apesar do esforço não ouso sequer aproximar-me duma descrição meritória. 
Quanto à fluidez será quiçá um aspeto menos positivo, pois é dado a algum arrasto nos jogadores, na procura da melhor solução a cada ação. Mesmo com alguma pausa excessiva no desenrolar da cinemática, há uma incontornável intensidade, pois sente-se no terreno a constante ameaça das FA. 
Parece-me igualmente que a experiência de jogo é mais apelativa para o intérprete das forças imperiais, pois por cada turno joga tantas vezes quantas as unidades que tem, enquanto que os demais jogadores das forças rebeldes jogam uma só vez cada um por turno pois só têm uma unidade distribuída. O suspense no enredo por revelar também está do lado dos imperiais, pois como storyteller sabe de antemão tudo que irá suceder o que certamente causa um certo divertimento para o jogador. Os rebeldes são surpreendidos somente na hora dos acontecimentos pelo que é um "gozo" sem antecipação. 
 
Não vou aqui explicar com exaustão o funcionamento do jogo, pois levaria demasiado. Passo a referir apenas alguns aspetos básicos.
As unidades são accionadas à vez, ora uma unidade dos rebeldes, ora uma unidade das FA. 
Cada unidade que é accionada tem duas ações para realizar, que pode ser andar, descansar para recuperar dano ou outras caraterísticas, atacar uma unidade inimiga ou uma porta, ativar um portal ou outro item existente, ou ainda algumas outras jogadas possíveis consoante as personagens. 
Os combates são controlados por dados, mas estes dados são dos mais invulgares que já vi. Conforme as caraterísticas das personagens, há acesso a quantidades de dados variáveis e a dados de cores diferentes, em que uns têm uns atributos melhores do que outros. Os dados de defesa são diferentes daqueles usados para o ataque, e também existem dados diferentes dentro dos usados para defesa. 

Será talvez o jogo com dados que mais minimiza o seu efeito aleatório. 
 


 Dados de "Imperial Assault" 
 

Imperial Assault não é um jogo para todos. Enfim, se algumas pessoas lhes doi a cabeça por aprender regras com explicação de cinco minutos, aqui deixavam de lado a medicação para as enxaquecas e tomavam logo Prozac. 
É um produto acabado para quem gosta de jogar um desafio aliciante e que dá toda a liberdade que desejamos poder usufruir num jogo de tabuleiro. É um supra sumo.
Como tudo na vida, há quem goste do bom mas também há quem desgoste da pérola e aclame o que é de menor visibilidade para o outro. Cada pessoa, sua sentença. 
Eu gosto bastante deste Imperial Assault. Não pretendo deixar de jogar outros títulos pois o que eu mais adoro é descobrir novas obras, novas mecânicas e desafios originais, mas dentro do que se pode pedir num só jogo, este tem tudo.
Dou 19,5 em 20. (dar 20 é um compromisso indesejável)  fighting :) 
 

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Star Wars: Imperial Assault Review

Aos moderadores, se me pudessem explicar como manter a formatação, era uma boa ajuda. Após publicar vai tudo para a esquerda! 

Parece política, com a malta a fugir do PSD e a passar prà esquerda. :) 

centrar

Isso acontece porque estás a utilizar tags <div> para formatação e estas tags não são válidas no AOJ.

 

... não são válidas porque antigamente acontecia que na colocação de artigos todo o AOJ ficasse desformatado. Para evitar que um artigo consiguisse desformatar a página inicial do AOJ a solução passou por não permitir utilizar determinadas tags (entre elas a tag <div>).

 

Para centrar, o que fiz foi substituir no código fonte a tag <div> pela tag <p> wink,  ou seja, onde estava por exemplo <div class="rtecenter"> passou a estar <p class="rtecenter"> tendo em atenção que onde estava </div> passou a estar </p>. Espero ter esclarecido. confused Qualquer dúvida apita! smiley

Boa Dica

A seu tempo vou procurar fazer isso. 

Eu uso as opções de formatação que surgem nas barras superiores. Não costumo ir ver o código fonte. Mas se assim é, vou tentar. Obrigado pela dica. 

Bom Post

É preciso mais malta a jogar Imperial Assault em portugal, quero começar a jogar skirmish como deve ser... :p

Quanto ao modo campanha, já estou a meio da 2ª campanha consecutiva, e continuo a adorar. É daqueles jogos que quanto melhor se sabe jogar mais gozo dá o jogo. Tenho jogado sempre no lado imperial e enquanto na primeira campanha não consegui fazer grande mossa (ainda não tenho a certeza se a carta "Legendary" provoca desiquilibrio ou não) , nesta segunda campanha estou a conseguir fazer a vida negra aos rebeldes.

O modo skirmish (que permite torneios e tal) também gostei as 2 vezes que joguei mas não funciona a 100% com um core set...

Pode ser que no futuro a malta se encontre ai para uns skirmishes... :p

Bom jogo, e boa review,

Bom jogo, e boa review, claro...

Mas realmente isto de jogar contra 'romanos' tem q se lhe diga....

abraço.

Precisa-se

Precisa-se malta para jogar a isto.... seja campanhas ou skirmish... vamos lá malta que tem isto para se jogar. Eu acuso-me Zona de santarém e arredores se alguem quiser jogar que diga qualquer coisa...