14 de Fevereiro - Um dia de S. Valentim diferente...

Retrato de Mallgur

Num clima de paixão comercialmente induzida a que já nos habituaram neste dia 14 de Fevereiro realizou-se a primeira sessão regular do grupo do Porto fora da Invicta.

Devido ao encerramento temporário do restaurante que justifica o fecho tardio do Cristal Park foi necessário arranjar uma alternativa e os nossos elementos de Espinho conseguiram que pudéssemos aproveitar as instalações do Acua Bar.

A sala de não fumadores, onde se encontra a mesa de bilhar e onde se pode jogar tranquilamente umas partidas de outros jogos, é acolhedora e as mesas são grandes o suficiente para a maioria dos tabuleiros.

Começamos, após algumas apresentações, com três mesas mesas. Numa a Cat Ballou, a Femme Fatale a Hapy Kitty e mais dois novos companheiros, jogaram um Hoity Toity que parece ter tido um desenrolar estranho pois creio que toda a gente deixou que a Cat Ballou se pusesse sozinha a fazer exposições e a ganhar uma distância que se revelaria irrecuperável.

Na mesa onde fiquei partimos para um Condottiere que eu ainda não conhecia.O Neonaeon, o PCC1972, o Nazgul, que nos apresentou o jogo, mais o Golden Claw e um novo membro, para além de mim, resolvemos tentar conquistar a Itália com recurso a mercenários, espantalhos, cortesãs e outros personagens da época. Devo confessar que não apreciei muito este jogo. Não perecebo porque se coloca tão próximo do Iliad, que prefiro claramente. A mecânica base pode ser similar, talvez até mais nas edições anteriores do Condottiere, mas as regras desta 3ª edição tornam o jogo, a meu ver, desequilibrado. A verdade é que as Heroínas e os Mecenários de nível 10 são determinantes e quando não nos sai qualquer carta destas é muito difícil ter um papel relevante no jogo. O jogo foi algo caótico, sem me parecer que nenhum dos jogadores tivesse grande controlo sobre o seu desenrolar. O PCC1972 acabou por ganhar, surpreendendo-se a ele próprio.

Entretanto o Johnny Be Good apresentava o seu Moving Colours a um novo elemento que me pareceu bastante entusiasmado com o jogo.

Voltamos a "reunir" para decidir o que se jogaria mais... Entre o Race for the Galaxy e apresentar o Haciend, optei por este último. Já conheço San Juan e pelo que li o Race for the Galaxy não é muito diferente. Além disso sótinha jogado o Hacienda uma vez, a dois e estava curioso para ver como se portava com mais.

O Nazgul, o PCC1972 e o dono do Race for the Galaxy juntaram-se numa mesa. Noutra o Carcassonne juntava a Cat Ballou, a Happy Kitty, a Femme Fatale e o novo casal, que mais tarde se juntariam para um Moving Colours. Na minha fiquei a enfrentar o Neonaeon, o Johnny Be Good e o Golden Claw para ver quem seria o mais bem sucedido ranchero.

Lá me fui apoiando nas regras para esclarecer alguns pontos e explicar o jogo o mais sucintamente possível. Não é complexo.

Depois lá nos lançamos. Num dos lados do tabuleiro eu e o Golden Claw começamos de forma pacífica, algo longe um do outro, a lançar duas fazendas bem separadas e que cresceram rapidamente, levando rebanhos aos mercados próximos, sempre com pouco conflito. Excepto por uma tentativa minha de travar o crescimento da fazenda do Golden Claw que facilmente deu a volta à coisa com uma carta de Pampas que, por sinal, nunca me saiu a mim...

Do outro lado o Johnny Be Good e o Neonaeon começaram próximos e, inevitavelmente, envolveram-se numa luta algo intensa pelo acesso aos mercado e a um poço de água.

Ao fim do primeiro baralho de animais eu liderava com uma pequena margem sobre o Golden Claw e o Johnny Be Good, tendo o Neonaeon ficado um pouco mais para trás.

A segunda fase trouxe mais conflitos, estando eu envolvido com o Johnny Be Good numa escaramuça já perto do final que me afastou a possibilidade de alargar bastante a minha fazenda principal. Procurei colmatar isso com investimento num poço de água, mas o Golden Claw fez o mesmo e isso seria determinante na sua vitória, por uns escassos três pontos, apesar de eu ter acesso a mais um mercado.O Johnny Be Good tirou um terceiro lugar e o Neonaeon ficou para o fim.

Foi uma noite excelente, apesar de alguns performances mais perturbantes vindas da noite de Karaoke que entretanto começara no bar...

Ainda trocamos impressões acerca de outros possíveis locais, mas isso é assunto para outros tópicos.

Na próxima quinta há mais. Até lá, um abraço...

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Diferente

Foi sem sombra de duvida um S. Valentim diferente...

Joguei um caótico Condottiere a seis jogadores onde se deu pouca ou nenhuma importância a dois dos aspectos que são para mim a marca deste jogo; a negociação e o bluff.
Mas um pouco de caos é sempre agradável!

Seguiu-se um Race for the Galaxy que em muito parece um S. Juan com outro tema e um pouco mais complexo.

A marca da noite foi indiscutivelmente, como o Mallgur já referiu, as fabulosas performances na Karaoke a lembrar os filmes onde os japoneses tentam a todo o custo imitar os seus idolos americanos...imperdível!

:)
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"Artificial Intelligence is no match for Natural Stupidity."

Alguns pensamentos

Primeiro o Condottiere, com uma série de factores random que normalmente desagradam ao euro gamer mais tradicional, não deixa de ser interessante tentarmos um objectivo sem sermos nós a "escolher as armas" ao mesmo tempo que vamos reagindo às jogadas dos nossos adversários, daí que tenha achado a componente táctica especifica deste jogo interessante, no entanto, o facto do vencedor ter sido o jogador com mais dificuldades aparentes no entendimento do mesmo pode dizer muito sobre este jogo ou então estivemos na presença do "ultimate bluffer".

Depois o Race for the Galaxy, a unica partida que jogavamos foi exclusivamente pedagógica, porque apesar do jogo ser bastante simples, ainda para mais para que tem um background de Puerto Rico/San Juan, todos os simbolos podem parecer esmagadores ao inicio, no entanto, há que não perder a moral, porque depois de os sabermos interpretar é como se ligassem a luz num quarto às escuras, as estratégias multiplicam-se, queremos por 4-5 planetas ao mesmo tempo na mesa(so podemos por um), temos que descartar uma mão cheia de cartas mas queremos ficar com todas, enfim, é o caos. 

 

 

Iliade vs Condottiere

Estranho a preferência do Mallgur pelo Iliade, embora só tenha jogado este jogo uma vez, contra duas de Condottiere. Este pareceu-me claramente superior ao Iliade. Tenho que os experimentar mais, é o que é!

Pela minha experiência dos

Pela minha experiência dos dois, parece-me que ambos os jogos, mesmo partindo da mesma base de gestão de cartas/controlo de desgaste, têm pontos fortes e fracos.

Condottiere:
- Bluff e negociação
- Mais simples de aprender
- Mais interactivo
- Mais caótico
- Mais desiquilibrado, com jogadores inactivos durante grande parte do jogo, possibilidade de vitória inesperada (que foi o que nos aconteceu) e maior desiquilibrio entre o poder das cartas

Iliade
- Gestão e táctica
- Mais complicado de aprender, com cartas mais variadas e combinações mais complexas
- Menos interactivo
- Mais assente em cálculo e estratégia a longo prazo
- Mais equilibrado, com os jogadores a terem sempre razões para irem ao combate, a estarem atentos às vitórias dos outros e a vitória ser uma questão de bom planeamento a longo prazo, não havendo cartas "mortíferas".

Pessoalmente inclino-me para o Iliade (que até tem a vantagem de se poder jogar a dois ou jogar a equipas), mas parece-me que a preferência por um e por outro assenta principalmente no estilo de jogo que cada um prefere.

Gostei

Obrigado neo..

É destes comentários que escasseiam e que fazem falta.

E andava eu de olho no Condottiere...

"- O que não é como eles parece-lhes contra eles - comentou amargamente Zenon." Marguerite Yourcenar

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Condottiere vs Illiade

Não sou porventura a pessoa mais indicada para falar desta comparação uma vez que nunca joguei Illiade, posso contudo opinar sobre algumas coisas que se disseram sobre o Condottiere.

Não me parece que haja cartas realmente desequilibradas no jogo, ora vejamos; um mercenário de valor 10 pode ser facilmente anulado por uma carta de inverno ou um uma carta de bispo, uma heroína, quando alguém põe em jogo uma carta de "Drummer", tem o valor de uma carta de mercenário de valor 5 e fica claramente atrás de quem tem várias cartas de mercenário.
A única que admito poder ser um pouco mais "poderosa" que as restantes é a rendição, mas a existência de apenas 3 em 110 cartas condiciona a sua utilização a um nível pontual e não a norma.

Sendo um jogo de cartas e como tal sujeito às cartas que nos saem, contrariamente a outros jogos do género, os jogadores não vão buscar mais cartas a fim de uma batalha mas apenas no final do turno, que pode ter várias batalhas. O jogo torna-se assim numa interessante análise estratégica/táctica nas batalhas onde participar e o que jogar em cada uma.
Muitas vezes as nossas participações não são para ganhar a batalha mas para impedir que o jogador com mais exércitos no mapa ganhe mais uma batalha e consequentemente mais um exército, muitas vezes devemos ajudar quem está mais atrasado na pontuação.
Neste ponto é essencial a componente de negociação entre os jogadores, que na nossa sessão foi praticamente inexistente.

Evidentemente, todas as cartas em determinadas situações podem fazer bastantes estragos (estou a lembrar-me do que sucedeu no encontro quando se jogou um inverno e um bispo) mas isso são situações pontuais e não a norma.

Tenho agora que experimentar o Illiade.

:)

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Nazgul escreveu: Não me

Nazgul escreveu:

Não me parece que haja cartas realmente desequilibradas no jogo, ora vejamos; um mercenário de valor 10 pode ser facilmente anulado por uma carta de inverno ou um uma carta de bispo, uma heroína, quando alguém põe em jogo uma carta de "Drummer", tem o valor de uma carta de mercenário de valor 5 e fica claramente atrás de quem tem várias cartas de mercenário.

A ideia com que fiquei é que os combates eram invariavelmente ganhos por quem tivesse a mercenários de 10 ou (preferencialmente)heroínas. É verdade que o Inverno e os Bispos tentavam contrabalançar isso, mas também é verdade que só me lembro de um ou dois combates ganhos por mercenários de 6 ou menos, o que torna estas cartas pouco mais que irrelevantes.

No caso do Iliade, o valor das cartas vai de 1 a 4 e todas as cartas têm indicações rigorosas de que cartas é que podem eliminar e que cartas é que as eliminam, pelo que se torna impossível uma única carta vencer uma batalha. O que importa é fazer combinações de cartas que potenciem ao máximo o seu valor. O problema passa a ser aprender quais as combinações de cartas possíveis e quais as que nos são mais úteis e é aí que passa a maior dificuldade de aprendizagem do jogo.

Nazgul escreveu:

Muitas vezes as nossas participações não são para ganhar a batalha mas para impedir que o jogador com mais exércitos no mapa ganhe mais uma batalha e consequentemente mais um exército, muitas vezes devemos ajudar quem está mais atrasado na pontuação.
Neste ponto é essencial a componente de negociação entre os jogadores, que na nossa sessão foi praticamente inexistente.

Creio que o problema do jogo foi que esta negociação era negativa, isto é: eram os jogadores em último que se unem para derrotar os primeiros. Ora, como o jogo foi equilibrado, ninguém tinha motivação de se unir para derrotar o líder (julgo que isso aconteceu uma única vez). E, aliás, isso explica porque é que ganhou um jogador que ninguém acreditava que fosse ganhar (nem o próprio!), pois não havia motivação para alianças contra ele.

Pessoalmente, confesso que não gosto muito de jogos que promovem ou permitem o "todos-juntos-contra-o-tipo-que-vai-à-frente". Não só isso tende a fazer arrastar os jogos, como me parece injusto que seja punido o jogador que, aparentemente esteja a jogar melhor.

Sem querer estar a puxar a brasa à minha sardinha, continuo a preferir a solução do Iliade onde é possível jogar em equipas (modo de jogo que estou ansioso por experimentar) dando assim oportunidade aos jogadores para cooperarem para vencer.

neonaeon escreveu: A

neonaeon escreveu:

A ideia com que fiquei é que os combates eram invariavelmente ganhos por quem tivesse a mercenários de 10 ou (preferencialmente)heroínas. É verdade que o Inverno e os Bispos tentavam contrabalançar isso, mas também é verdade que só me lembro de um ou dois combates ganhos por mercenários de 6 ou menos, o que torna estas cartas pouco mais que irrelevantes.

Não sendo nenhum expert no jogo, longe disso, mas tendo já jogado uma mão cheia de partidas, posso dizer que os combates não são invariavelmente ganhos por quem joga mercenarios de valor 10 ou heroinas ,estes até são alvos preferenciais a anular.
Se ninguém faz isso, é obvio que são cartas dificeis de contrariar.

Também me parece desajustado dizer que os mercenarios de 6 ou menos são pouco mais do que irrelevantes. Os factores envolvidos em jogo são tantos que a irrelevância das cartas é irrelevante... ;)

neonaeon escreveu:

No caso do Iliade, o valor das cartas vai de 1 a 4 e todas as cartas têm indicações rigorosas de que cartas é que podem eliminar e que cartas é que as eliminam, pelo que se torna impossível uma única carta vencer uma batalha. O que importa é fazer combinações de cartas que potenciem ao máximo o seu valor. O problema passa a ser aprender quais as combinações de cartas possíveis e quais as que nos são mais úteis e é aí que passa a maior dificuldade de aprendizagem do jogo.

Não conheço o Illiade para comentar as suas mecânicas.

neonaeon escreveu:

Creio que o problema do jogo foi que esta negociação era negativa, isto é: eram os jogadores em último que se unem para derrotar os primeiros. Ora, como o jogo foi equilibrado, ninguém tinha motivação de se unir para derrotar o líder (julgo que isso aconteceu uma única vez). E, aliás, isso explica porque é que ganhou um jogador que ninguém acreditava que fosse ganhar (nem o próprio!), pois não havia motivação para alianças contra ele.

A motivação depende, é claro, das negociações em si...

Mesmo não tendo interesse na batalha pelas mais diversas razões (guarda de recursos, o pouco interesse da região em disputa, etc.) é do meu interesse que ganhe uma batalha a pessoa que vai em "último".
Pessoalmente gosto bastante deste aspecto do jogo.

neonaeon escreveu:

Pessoalmente, confesso que não gosto muito de jogos que promovem ou permitem o "todos-juntos-contra-o-tipo-que-vai-à-frente". Não só isso tende a fazer arrastar os jogos, como me parece injusto que seja punido o jogador que, aparentemente esteja a jogar melhor.

O vida é injusta... se me apresentares um jogo onde eu não possa fazer nada contra o "tipo-que-vai-à-frente" é mais que provável que não vá gostar do jogo.

O que fez o PCC ganhar o jogo, na minha opinião, foi o facto de que quase toda a gente combatia sempre que pudesse, o que tornava as reservas nas mãos rapidamente escassas e as batalhas finais do turno algo desiquilibradas.

neonaeon escreveu:

Sem querer estar a puxar a brasa à minha sardinha, continuo a preferir a solução do Iliade onde é possível jogar em equipas (modo de jogo que estou ansioso por experimentar) dando assim oportunidade aos jogadores para cooperarem para vencer.

Não aprecio muito jogos em equipe, mas quero experimentar o Illiade para ter um termo de comparação.

De qualquer modo e para finalizar, se fosse "julgar" um jogo por apenas o ter jogado uma ou duas vezes vez, tinha dado para aí um 2 ao Puerto Rico no BGG.

:)

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Nazgul escreveu: Não

Nazgul escreveu:

Não sendo nenhum expert no jogo, longe disso, mas tendo já jogado uma mão cheia de partidas, posso dizer que os combates não são invariavelmente ganhos por quem joga mercenarios de valor 10 ou heroinas ,estes até são alvos preferenciais a anular.
Se ninguém faz isso, é obvio que são cartas dificeis de contrariar.

Pelo que me apercebi do jogo, a táctica universal era tentar defender as cartas 10 de eventuais ameaças para se vencer a batalha, servindo as cartas de menor valor para disfarçar ou encher chouriços.

Nazgul escreveu:

Mesmo não tendo interesse na batalha pelas mais diversas razões (guarda de recursos, o pouco interesse da região em disputa, etc.) é do meu interesse que ganhe uma batalha a pessoa que vai em "último".
Pessoalmente gosto bastante deste aspecto do jogo.

Não senti que houvesse grande possibilidade de controlar quem ganha uma batalha. Pareceu-me que era possível boicotar o jogo de outrém (à custa de grande sacrifício pessoal), mas não de determinar que este ou aquele ganhasse uma batalha.

Por exemplo, durante o jogo sacrifiquei parte das minhas melhores cartas para impedir que o jogador que ia à frente ganhasse o jogo. Não recebi qualquer recompensa por isso e, pelo contrário, até perdi possibilidades de ganhar por causa disso, possibilidades que manteria se outro jogador se tivesse sacrificado. Sendo assim, qual é a minha motivação para me prejudicar a mim sem qualquer ganho óbvio?

Nazgul escreveu:

O vida é injusta... se me apresentares um jogo onde eu não possa fazer nada contra o "tipo-que-vai-à-frente" é mais que provável que não vá gostar do jogo.

Bom, isto já é mesmo gosto pessoal. Eu gosto dos jogos porque toda a gente começa com as mesmas hipóteses e supostamente os mais competentes serão recompensados. Para injustiças já me basta a vida e a sociedade portuguesa.

Nazgul escreveu:

O que fez o PCC ganhar o jogo, na minha opinião, foi o facto de que quase toda a gente combatia sempre que pudesse, o que tornava as reservas nas mãos rapidamente escassas e as batalhas finais do turno algo desiquilibradas.

Discordo. A partir de meio do jogo já era óbvio que as pessoas eram selectivas nas regiões em que combatiam. E muitos dos jogadores geriam a sua mão inteligentemente, fazendo avançar as suas unidades de 10 só na 4.ª ou 5.ª do mesmo round ou mantendo várias cartas de reserva. Pelo menos no meu caso a minha estratégia era tentar forçar os outros a jogar cartas nas batalhas iniciais e guardar as melhores para as batalhas seguintes.
Se bem me lembro, o PCC ganhou porque o round se prolongou excessivamente e já só um dos outros jogadores tinha uma carta capaz de opor ao jogo dele, carta essa que o mesmo jogador preferiu guardar para uma próxima batalha, permitindo que o PCC conquistasse a cidade e ganhasse o jogo.
Ou seja, no meu entender, a vitória do PCC deveu-se ao excesso de cautela dos outros jogadores e não ao excessivo arrojo.

Bem, eu dava bem mais de 2 ao Condottieri, o que não invalida que detecte alguns aspectos no jogo que me parecem mais fracos (tal como também detecto defeitos no Iliade).

neonaeon escreveu: Pelo

neonaeon escreveu:

Pelo que me apercebi do jogo, a táctica universal era tentar defender as cartas 10 de eventuais ameaças para se vencer a batalha, servindo as cartas de menor valor para disfarçar ou encher chouriços.

Ou usá-las como isco...
Temos na verdade percepções muito diferentes em relação este jogo, disso não há dúvidas!

:)

neonaeon escreveu:

Não senti que houvesse grande possibilidade de controlar quem ganha uma batalha. Pareceu-me que era possível boicotar o jogo de outrém (à custa de grande sacrifício pessoal), mas não de determinar que este ou aquele ganhasse uma batalha.

Mais um vez, percepções muito diferentes... é possivel controlar quem ganha uma batalha, lá porque isso não sucedeu na sessão não significa que não seja possivel.

neonaeon escreveu:

Por exemplo, durante o jogo sacrifiquei parte das minhas melhores cartas para impedir que o jogador que ia à frente ganhasse o jogo. Não recebi qualquer recompensa por isso e, pelo contrário, até perdi possibilidades de ganhar por causa disso, possibilidades que manteria se outro jogador se tivesse sacrificado. Sendo assim, qual é a minha motivação para me prejudicar a mim sem qualquer ganho óbvio?

Aí está um dos aspectos que mais me agrada no jogo; decidir em que batalhas intervir e que recursos gastar.

Como já referi noutro post atrás, a componente de negociação serve exactamente para juntar esforços conjuntos nas batalhas e tentar forçar resultados de modo a que não seja apenas um jogador a "sacrificar-se".

Mais uma vez, se isso não aconteceu na sessão regularmente, não quer dizer que não seja possível fazê-lo nem que o jogo seja mais divertido jogado desse modo.

neonaeon escreveu:

Bom, isto já é mesmo gosto pessoal. Eu gosto dos jogos porque toda a gente começa com as mesmas hipóteses e supostamente os mais competentes serão recompensados. Para injustiças já me basta a vida e a sociedade portuguesa.

Como num qualquer jogo de cartas com mecânicas "regulares" é praticamente impossível todos terem as mesmas hipóteses pois as cartas são dadas aleatoriamente.
O que realmente importa,a meu ver, é o que se consegue fazer com a mão que se têm, e o que é mais competente nisso é claramente recompensado.

Muitos jogos têm mecânicas que não são necessariamente as mais justas ou iguais para todos, o que não sigifica que não sejam jogos divertidos de se jogar.

neonaeon escreveu:

Discordo. A partir de meio do jogo já era óbvio que as pessoas eram selectivas nas regiões em que combatiam. E muitos dos jogadores geriam a sua mão inteligentemente, fazendo avançar as suas unidades de 10 só na 4.ª ou 5.ª do mesmo round ou mantendo várias cartas de reserva. Pelo menos no meu caso a minha estratégia era tentar forçar os outros a jogar cartas nas batalhas iniciais e guardar as melhores para as batalhas seguintes.
Se bem me lembro, o PCC ganhou porque o round se prolongou excessivamente e já só um dos outros jogadores tinha uma carta capaz de opor ao jogo dele, carta essa que o mesmo jogador preferiu guardar para uma próxima batalha, permitindo que o PCC conquistasse a cidade e ganhasse o jogo.
Ou seja, no meu entender, a vitória do PCC deveu-se ao excesso de cautela dos outros jogadores e não ao excessivo arrojo.

Como em muitos outros pontos, concordamos em discordar.
;)

neonaeon escreveu:

Bem, eu dava bem mais de 2 ao Condottieri, o que não invalida que detecte alguns aspectos no jogo que me parecem mais fracos (tal como também detecto defeitos no Iliade).

Nenhum jogo é perfeito, e o Condottiere, como qualquer outro jogo tem defeitos, os que lhe atribuo é que não são claramente os mesmos que os teus.

Viva a diversividade de opiniões!!

:)

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PCC1972 Ultimate Bluffer?!

Ora aí está! Alguém denunciou o PCC1972.... eu já suspeitava que ele volta e meia fazia Bluff e (às vezes... pouquinhas...) fazia umas "aldrabices" ao jogo.

Ainda tenho umas contas a ajustar com o PCC1972 numa partidita de Drácula... mas desta vez levo um colar de alhos e uma garrafita de 1/4 de àgua benta, não vá o "dentuças" fazer das suas.

 

 

Herrar é umano.

Fury of Dracula?!

Ui! Alguém falou em Fury of Dracula? Eu quero, eu quero!

Tá feito...

Vou pedir ao PCC1972 para levar o Drácula e vamos dar-lhe no canastro... a ver se desta ele não arranja uma fuga à Houdini da Bretanha!!!

 

 

Herrar é umano.

Se soubesse que ele o levava

Se soubesse que ele o levava até já ia com as regras aprendidas.

Vai haver sangue...

O PCC1972 vai trazer o Fury of Dracula, mas não quer jogar (tá com medo, ehehehe). Por isso Albinscott e Larkin10, só temos que arranjar mais 2.

 

Herrar é umano.

Boa !

PCC1972, até um newbie no grupo te descobre logo a ...

gostei da parte "o jogador com mais dificuldades aparentes no entendimento do mesmo "

na mouche Larkin ! Wink

"- O que não é como eles parece-lhes contra eles - comentou amargamente Zenon." Marguerite Yourcenar

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Algo me diz ...

que o Mallgur anda muito atarefado ou cansado de escrever.

Mas que fazem falta os relatos dos encontros semanais, ai isso ....

Que tal no início de cada encontro se eleger o escriba dessa sessão e assim nos irmos revezando?

E quem põe em dia as 2 últimas sessões?

Desde já muito agradecido

"- O que não é como eles parece-lhes contra eles - comentou amargamente Zenon." Marguerite Yourcenar

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