2011 em revista - Abril

Retrato de Mallgur

46 partidas, 27 jogos diferentes, 6 novidades

Abril foi mês de TrincaCon e, em parte graças a isso, aumentaram as partidas a variedade e as novidades voltaram a um valor interessante.

Os mais jogados foram Category 5 (6 nimmt!) e Famiglia.

O Projecto Refresh trouxe à mesa Lost Valley e ainda bem porque foi jogado duas vezes seguidas pelo mesmo grupo. Realmente este é um daqueles títulos que se joga, se gosta bastante e depois parece cair um pouco no esquecimento durante algum tempo de forma inexplicável... até voltar à mesa e voltar a agradar bastante.

Os jogos que ainda não tinha jogado antes foram:

Combat Commander: Europe - O Firepigeon mostrou-me o cenário inicial deste jogo durante a TrincaCon. Gostei da experiência e achei piada à forma como as cartas substituem os dados. Não faz muito o meu tipo, talvez por ser bastante minucioso em termos de escala. Voltarei ao sistema Combat Commander sem relutância.

Sid Meier's Civilization: The Board Game - Outra adaptação de um jogo de computador. Já tinha espreitado jogos a decorrer num outro encontro nacional e a quantidade de pecinhas e o espaço que ocupa este jogo na mesa pareceram-me dantescos. Claro que se o jogo justificasse e satisfizesse na mesma medida, seria excelente. Não é o caso. O sistema de combate é uma decepção enorme, sendo a principal razão porque não estou interessado em voltar a jogá-lo. A parte mais interessante deste jogo é a árvore de tecnologias que está bem implementada. Mais um que contribuiu para a minha desconfiança inicial de títulos da Fantasy Flight.

Here I Stand - Este clássico estava na minha colecção há bastante tempo, à espera de ser jogado. Lá nos juntamos 3 corajosos para tentar uma partida. Não correu muito bem mas foi útil para apanhar os conceitos básicos. Acabaria por jogar este pequeno monstro mais duas vezes no ano e estou desejoso por mais. É um excelente e divertido pretexto para aprender um pouco de história enquanto vamos negociando e batalhando por levar a nossa facção à vitória. A questão que fica é: "Quando vamos voltar a este jogo num encontro do Porto"?

Fauna - Uma curiosa variação sobre jogos de perguntas. Mais um Friese que não desilude e funciona muito bem. Joguei-o mais 4 vezes ao longo do ano, sempre com agrado.

Letters from Whitechapel - A primeira experiência com este título deu-me a sensação de ser a melhor variante sobre as mecânicas base do Scotland Yard. Até agora, depois de mais um par de partidas ao longo do ano, confirma-se e este jogo está de pedra e cal na minha lista de jogos a adquirir.

Chairs - Um filler engraçado em que se tentam empilhar cadeiras até que alguém as derrube. Nada particularmente inovador mas que serve bem para início ou fecho de uma sessão de jogatina.

Em termos de valores estatísticos, este seria um dos melhores meses do ano, sendo inclusivamente aquele com maior número de horas de jogo estimadas.

Em Abril fui convidado pela Runadrake a estar presente numa acção de demonstração de Dominion e Félix na Fnac do MarShopping. Infelizmente não teve grande adesão do público que por lá andava que também não era muito para uma Fnac. Lá calhou um dia de menos movimento...

Maio também foi um bom mês. Em breve colocarei aqui esse resumo.

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Here i Stand

Eu alinhava neste mensal se houver mais gente... Mas não te quero depois a chorar...

 

Eu choro por contágio...

... portanto se tu não chorares (como se isso fosse possível), eu também não chorarei.

Mais 4 malucos?

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Gamer profile

Mallgur

Aproveito a oportunidade de te dar os parabéns pelo grande trabalho que criaste com esta série de artigos que é uma forma refrescante de adicionar conteúdo ao AoJ. Fico a aguardar os próximos!

 

E quanto ao Here I Stand nos encontros do Porto, já sabes que podes contar comigo para tal (a partir de Março). Cylon

 

Quanto pagaste?

Mallgur quanto pagaste para toda a gente falar bem de ti?

 

 

A mim ainda não pagou

A mim ainda não pagou nada, daí o meu silêncio Cool... até agora!

Acho que estes artigos só demonstram a enorme fé que o Pedro tem no Abreojogo, nunca deixando que o site esmoreça e tentando ao máximo que se torne algo mais que um site de encontros e classificados! Invejo a tua capacidade de criar conteúdo e és uma inspiração, não só pelo que fazes aqui mas também o que fazes pelo nosso grupo do Porto!

 

Parabéns e continua!!!

txee desconfiança inicial

txee desconfiança inicial por titulos da Fantasy Flight?=x

Só para satisfazer aqui a curiosidade, que outros titulos da FF te deixaram com má impressão?=D

xD

Boa pergunta...

Boa pergunta...

Francamente, não posso dizer assim de repente. Alguns já vi jogar e claramente não são para mim. Por exemplo Arkham Horror...  Outros li as regras ou uma determinada quantidade de artigos e também me pareceu que não me agradariam, por exemplo, Android.

Creio que, por evitar alguns títulos, não posso contar muitos que efectivamente experimentei como sendo más experiências...

Dos que joguei, que é o que realmente interessa, e que me lembre agora, Twilight Imperium III,  Fury of Dracula, Space Hulk: Death Angel e, claro, o já mencionado Sid Meier's Civilization...

Para que conste e em abono da verdade, são mais os títulos de que gosto, alguns deles até bastante, como Lord of the Rings, Ingenious, Blue Moon e Blue Moon City (tudo Knizias, ao que parece... LOL) e há que mencionar também que em todos os jogos da FFG que experimentei, a qualidade de componentes e apresentação está bem acima da média.

Resumindo, essa desconfiança é algo irracional. Tem um pouco a ver com alguns títulos que me fazem comichão, tem a ver com uma certa tendência da FFG para lançar um título, por vezes mal testado, e depois aproveitar esse erro para fazer ainda mais dinheiro com expansões para corrigir esse problema. Tem a ver com o modelo de negócio assente muito em "linhas de produto" expansíveis...

Sei lá... Coisas idiossincráticas de um velho rezinga!

Não ligues e principalmente não te acanhes de me convidar para jogar jogos da FFG!

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Gamer profile

Por acaso, pelo que vejo,

Por acaso, pelo que vejo, há muitos jogos deles, que é de odios e amores: ou se adora ou se odeia o tipo.

Também não sou propriamente fã das mega expansões: veja-se o Dominion, que acho que por mim ficava muito bem plo base... E que deixei de simpatizar com o jogo quando começaram a sair as mil expansões.

E não vamo negar que há o lado puramente comercial disso das expansões, ofc. Mas algumas delas até acho que trazem beneficios ao jogo. Outras..well, se adoro o jogo base, haver expansões ou não, não vai ter influencia nisso. Posso simplesmente não as comprar se achar que não vale a pena.

Mas não deixa é de ter piada, que acho que 90% dos meus jogos favoritos são FFG. LOL

Runewars; BSG: Android; TI3..

(O Android é preciso um gosto muito especial, percebo que tenha ali coisas que faça aquilo não ser jogo para qualquer um)

E depois talvez não ao mesmo nível, mas também a gostar bastante:

Chaos in the Old World, Battles of Westeros e até o Game of Thrones (este por exemplo, acho que a 2ª edição está bastante melhor, porque num jogo só, aglomerou o que de bom havia das expansões e tirou o "lixo").

Acho que o TI3 também ia beneficiar de uma versão 4, em que façam o mesmo que fizeram com o GoT.. (e ela há-de chegar xD)

No entanto, lá está, o Civ também não o apreciei por além.. pelo mesmo aspecto que mencionaste, aquelas batalhas também não me convenceram... mas também só o joguei 1 ou 2 vezes...

 

Oh oh não me acanho ofc, not, vontade de testar algum nas con's é so dizer xD

 

 

Rule of Thumb

Se na caixa tiver algures o nome "Kevin Wilson" é de evitar a não ser que se queira uma experiência mais trash e "mal testada". Este designer baseia-se mais na narrativa que no equilíbrio dos jogos e isso nota-se bastante (O Civ foi desenhado por ele assim como Android e Descent).

 

No campo mais a inclinar para "Euro" temos o "Corey Konieczka", este designer sim tenta aproveitar mecanismos mais Euro e tenta equilibrar os jogos. Temos jogos como Runewars, Rune Age e Starcraft que provam isso mesmo, vêem-se muitas mecânicas Euro aplicadas aos jogos e um cuidado no equilíbrio das "facções" (o BSG pode-se dizer que foi mais apostado na narrativa, se bem que dentro do que deve ser considero-o um jogo equilibrado). Claro que não deixam de ser jogos muito virados para o tema e sempre abertos a expansões (e aqui há sempre as boas e as más e as que não param de sair... mas isso é um defeito de muitas editoras e não só da FFG, pode-se dizer que é até um defeito de vários mercados, já que o próprio cinema, videojogos e televisão também vivem muito de marcas conhecidas que são reaproveitadas ao máximo).

 

Gostaria também de ver mais jogos do Eric M. Lang que criou o que considero o El Grande "Trash", o Chaos in the Old World, mas este parece que está fadado a fazer expansões para os LCG da FFG infelizmente.

 

Mas devo admitir que eu próprio tenho as minhas "comichões" com várias editoras e até designers, o que me parece perfeitamente normal. É uma selecção instintiva que por vezes nos protege de irmos parar a um jogo que nos aborrece, mesmo que por vezes quando acabamos por ceder sejamos surpreendidos pela positiva.

 

 

 

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Meanwhile...

Entretanto dei uma vista de olhos pelos jogos editados pela FFG e descobri uma possível fonte desta desconfiança. Eles editam o Talisman...

Fighting So Blue Thumbs Down Thumbs Down Thumbs Down Thumbs Down Thumbs Down

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Gamer profile

AHAHAHAH   ok pronto, mas

AHAHAHAH

 

ok pronto, mas ali um conjunto de jogos que eles editam, que nem "contam" xDDD