2011 em revista - Maio

Retrato de Mallgur

46 partidas, 29 jogos diferentes, 10 novidades

Na revisão do mês de Abril ficou por mencionar uma actividade de demonstração realizada na Escola C+S de Campo, através de um contacto feito em 2010 quando o grupo do Porto realizou um dos seus encontros na Biblioteca Municipal de Valongo.
Feita a correcção, regressemos a Maio.

Em Maio também decorreu uma outra acção de divulgação, desta vez em Vizela, na feira do livro local. Um contacto obtido pela Associação Mãe Alto, tão nossa conhecida da RuralCon. Foi mais uma experiência gratificante apesar do pouco movimento que a feira registou. Jogámos essencialmente com crianças sendo umas três sessões de Werewolf algo desgastantes para mim enquanto narrador.

Seria neste mês que jogaria o maior número de jogos diferentes, liderados em quantidade de partidas por Crokinole e Don Quixote.

Crokinole graças à RiaCon e ao torneio Dá-lhe-Ku-Dedo que, mais uma vez, não ganhei...
No entanto, a RiaCon deu-me a possibilidade de ficar a conhecer o Molkky, um jogo de origem Finlandesa que sai bastante do âmbito dos jogos de tabuleiro pois é uma mistura de Bowling e Malha, para jogar no exterior. Muito bom... Se o quiserem experimentar num encontro qualquer onde eu esteja, peçam que levo o meu (feito em casa). Aconselho vivamente.

A RiaCon foi mais um excelente trabalho da malta de Aveiro, especialmente ao nível de patrocínios e prémios para quem foi e comprou rifas. Foi de lá que trouxe o Don Quixote, Tikal II e Strasbourg por um valor irrisório comparado com o que estes jogos custariam se os comprasse.

Também na RiaCon fiquei a conhecer o Trench, mais um design de um Português. É um abstracto interessante, com algumas semelhanças gerais com o Xadrez mas mais rápido de jogar e com uma estrutura de regras mais simples.

O Projecto Refresh continuou a trazer jogos que não jogava há bastante tempo à mesa. Neste mês Amun-Re e Lord of the Rings: The Confrontation foram os escolhidos e a recepção foi boa por parte daqueles que ainda os não conheciam.

As novidades foram:

Hey Waiter! - Mais um filler que ficou a ser conhecido por mim. Resulta bem e é suficientemente curto para não chatear.

We Must Tell the Emperor - A minha primeira aventura nos jogos de guerra em modo solitário. Não fiquei grande cliente. Acaba por parecer mais um puzzle que um jogo e ainda por cima consegui ganhar logo na primeira tentativa... Talvez experimente um dos outros da série State of Siege, mas não será para já.

Airlines Europe - Nova implementação do Union Pacific que nunca tinha tido oportunidade de conhecer. É um jogo de acções e especulação e eu não me dou bem com este tipo de coisa. Para o género está bem e parece-me uma boa introdução para quem ande à procura de jogos envolvendo mercados bolsistas.

Fresco - Este jogo teve algum impacto na altura do seu lançamento sendo mesmo um dos que mais se falava para ganhar o SdJ. De algum modo foi-me passando ao lado e só o joguei na RiaCon. Não desgostei e tem aspectos engraçados. No entanto, não é nada de novo. Quase tudo o que vi neste jogo já tinha visto antes noutros e por isso continua lá naquele espaço reservado aos jogos que não me importarei de jogar de novo mas que provavelmente não me lembrarei de sugerir.

Mondo - Os jogos em "tempo real" são sempre um risco. Ligretto, Jungle Speed e Galaxy Trucker, este último com uma primeira parte muito similar ao que se faz em Mondo, são jogos que jogo mas que não me fascinam. Aliás, o Galaxy Trucker acrescenta um aspecto pseudo-estratégico e uma segunda parte altamente dependente da sorte que o afastaram muito daqueles que estão na minha gama de jogos "jogáveis". Neste caso, esta mecânica de escolha de peças em "tempo real" e limitado até resulta bem, como no Galaxy Trucker resulta na primeira parte do jogo, mas fica-se por aí. E fica-se bem... Os jogadores pontuam conforme foram capazes de escolher e combinar as melhores peças e pronto. Não há necessidade de depois se passar meia hora a lançar dados para ver quem tem mais ou menos azar...

Top & Down - Mais um filler simples. Nada marcante, nem pela positiva, nem pela negativa. Joga-se...

Don Quixote - Outro filler, este jogado quase completamente a solitário pois as escolhas que cada um faz não afectam em nada os resultados dos outros. Uma espécie de Carcassonne mas com menos interacção. Como se joga muito rapidamente, até dá para passar um bocado e acaba por ser um pouco viciante por acharmos sempre que podíamos fazer melhor...

Strasbourg - Este jogo de Stefan Feld tinha-me chamado a atenção devido à mecânica de leilões que implementa. Foi mais um dos prémios das rifas da RiaCon e talvez o que mais me agradou. É um jogo que brilha pelas mecânicas e pela forma como estão implementadas e interligadas. Por um lado leilões com licitações limitadas e pré-definidas pelos jogadores uma vez que cada um escolhe quantas e qual o valor das licitações que fará a cada ronda, por outro, uma variação sobre o controlo de áreas com a colocação dos peões na cidade e no concelho. Está na colecção e está bem...

Rattus - Este teve algum impacto no ano passado. Pude experimentá-lo neste mês de Maio e não fiquei muito interessado. Tem alguma piada mas é muito caótico e pode destruir com alguma facilidade os planos mais bem urdidos. Acaba por ser divertido e como não é muito demorado até se joga bem.

Stix - No fundo não é um jogo mas um conjunto de componentes e regras para os usar. Apenas experimentei um dos jogos que não tem nada de especial. Um filler abstracto entretido mas sem grande brilho.

E pronto. Maio foi assim...
Junho?
Digo-vos em breve.