2011 em revista - Dezembro e o ano em geral

Retrato de Mallgur

16 partidas, 12 jogos diferentes, 6 novidades

Dezembro foi o mês do ano com menos partidas registadas mas a variedade continuou a ser a nota dominante com 2/3 das partidas a serem de jogos diferentes. Metade dos jogos jogados neste mês por mim foram estreias, sem contar com Ora et Labora que tinha sido marcado como novidade em Janeiro, ainda em estado de protótipo.

Coisas novas, então:

Portobello Market - Mais um resultado de uma Math Trade e, mais uma vez, penso ter sido um bom resultado. O jogo é simples e rápido mas oferece escolhas interessantes. A primeira partida não correu muito bem devido a um erro de interpretação das regras mas partidas subsequentes mostraram um jogo bem melhor do que inicialmente parecia.

Evolution: The Origin of Species - Criado por um biólogo, o jogo tem grande adequação ao tema. Funciona bem e permite a criação de estranhas formas de vida e combinações curiosas de traços evolutivos. Parece-me uma excelente ferramenta pedagógica para quem esteja a ensinar as bases da evolução das espécies.

The Road to Canterbury - Este jogo estava bem brilhante no meu radar. Não só a temática me agradava imenso, como a origem literária (Canterbury Tales - Chauncer) me intrigava. Isto aliado aos comentários lidos e às informações de uma qualidade de produção excelente puseram-me muito perto da compra. Não o fiz e acabei por experimentar com um exemplar de outro jogador. Os comentários à qualidade de produção eram correctos e o jogo em si é bastante aceitável mas não tanto como eu pensava. Talvez tenha sido uma má primeira partida, talvez tenha sido um azar fora do comum mas fiquei um pouco desiludido. Gostaria de o jogar mais um par de vezes para solidificar a opinião.

Vanuatu - Ao contrário do anterior, este apanhou-me quase de surpresa. E gostei muito. É agressivo e dá azo a muitas acções "porquitas" entre os jogadores. Para quem não gosta de conflito e menos ainda desta possibilidade de prejudicar os outros jogadores é um jogo a evitar. Para os que têm estômago para isso e principalmente para os que retiram algum gozo desse conflito, é excelente. Espero voltar a jogá-lo em breve.

Get Bit! - Um joguito meio parvo e do mais simples que se possa imaginar, no entanto ainda o não vi ser jogado sem que se ouçam algumas gargalhadas. Não sei se é o desmembramento dos bonecos, se é o caos quase incontrolável, se é o tema absurdo que o ajudam... Se ja o que for, não me arrependo nada de o ter comprado.

Belfort - Worker placement e area control misturados num jogo que resulta muito bem. Está tudo muito bem relacionado e interligado oferecendo uma experiência interessante mesmo se as mecânicas envolvidas não são inovadoras.

Aquelas foram as novidades do último mês do ano. Como é típico deste género de resumo, vou olhar para alguns dados que podem, de certa forma, caracterizar o que foi o meu ano lúdico de 2011:

406 partidas registadas - Um ligeiro decréscimo (-32) em relação a 2010.

176 jogos diferentes - Também uma ligeira descida (-11) para 2010.

Uma descida de cerca de 8% em jogos jogados e de cerca de 6% em jogos diferentes indicam que a variabilidade de títulos jogados ao longo do ano não sofreu grandes alterações.

Por vezes penso que não repito jogos vezes suficientes, por outro lado, conhecer mecânicas novas ou mesmo variantes e aplicações novas de mecânicas já conhecidas é muito interessante. Não é algo que me preocupe muito desde que continue a divertir-me.

380 horas de jogo estimadas - Mais uma descida em relação a 2010 (-21 cerca de -5%). Serão cerca de 16 dias contínuos ou 47 dias de trabalho de 8 horas mas, em vez de ser a trabalhar, é a divertir-me. Muito bom.

86 jogos novos experimentados - Uma quebra de 9 títulos novos em relação ao ano passado. A diferença aqui volta a estar pelos 9%.

Mais uma vez as percentagens são proporcionais. Isto indica-me que, de uma forma geral este ano não foi muito diferente do anterior, excepto pela diminuição de intensidade, nas características gerais.

Uma análise comum recorre aos Nickels & Dimes (5 e 10 partidas do mesmo jogo, respectivamente).

Em 2011 fiz 23 Nickels e apenas 1 Dime. Em 2010 foram 19 Nickels mas 6 Dimes.

Finalmente, se em 2010 joguei cerca de 45% da minha colecção, no ano de 2011 fiquei-me pelos 40%. Esta será talvez a descida mais significativa para mim pois é aquela que mais me indica que será razoável pensar em reduzir à dimensão da colecção. Não sei como o farei e tenho a certeza de que as escolhas dos jogos que sairão da colecção será agonizante mas parece-me algo quase inevitável para 2012. Talvez sejam boas notícias para quem possa estar interessado em algum dos jogos que tenho...

E pronto. Fica assim concluída a revisão ao meu ano de jogatina em 2011. Espero que não tenha sido muito maçador e especialmente que a minha experiência desse ano aqui seja útil de qualquer forma para outros.

Vemo-nos num desses encontros por aí...