Dinamizar o hobby, introduzir novos jogadores, espalhar a palavra.

Retrato de MGBM

Esta mensagem destina-se a todos os jogadores, sejam de RPGs, boardgames, wargames, para todos nós que pertencemos ao hobby.

Eu estive a pensar sobre o hobby cá dentro em Portugal. Ele está a crescer, principalmente a vertente de boardgames, mas acho que devíamos fazer mais por ele, e esse mais não é mais que um simples processo. O processo de angariar novos jogadores.

Como sabem um movimento não poderá evoluir se estagnar, se não entrar gente nova para o movimento. Assim como um movimento a mesma regra se aplica ao nosso hobby. Para o nosso hobby cá ficar firme e sólido precisamos de mais gente nova que queira jogar, mais gente que aumente as fileiras de jogadores contentes que jogam tudo e mais alguma coisa, mais grupos espalhados por todo o lado.

Embora nós tenhamos feito bastantes eventos, eu observo-os como eventos que não estão destinados a atrair nova gente, mais para entreter os que já cá estão. Isto não tem absolutamente nada de mal, claro, mas estive a pensar, e se fosse criado eventos com o propósito expresso de somente tentar aliciar e atrair mais gente ao nosso hobby? Trazer gente que não conhecia RPGs e Boardgames e que depois de os conhecer até passa a gostar?

Precisamos de um evento de "recrutamento", assim por dizer. Precisamos de solidificar a nossa presença nos media e anunciar às pessoas em gerais que existimos e o que jogamos é divertido.

Espalhar a palavra, basicamente, mas de maneira a que mais gente passe a saber sobre os nossos jogos.

Como cientista social eu observo que até agora o mecanismo principal de trazer gente nova para o hobby tem sido a word-of-mouth. Embora esse mecanismo tenha como vantagem ser incrivelmente eficaz a convencer indivíduos, acaba por ter a enorme desvantagem de não conseguir publicitar a mensagem a grandes massas de pessoas. É um mecanismo limitado e que acaba por não conseguir espalhar a novidade de forma a disseminar-se de forma efectiva.

Como tal, pensei em que a gente, RPGer, boardgamers, wargamers, todos, se juntassem e fizéssemos algo para em primeiro lugar alertar parte dos media para a nossa presença e em segundo lugar incentivar novos jogadores a aparecerem e a acolher as pessoas mais interessadas que leram os artigos nos media e ficaram curiosos.

Acho que está na altura de espalhar a palavra de forma mais geral, o tempo está certo. O hobby tem vindo a crescer cá e a tomar maiores contornos. Embora os contornos continuam a não ser visíveis para a grande maioria das pessoas, já é mais fácil espalhar artigos pelos media devido ao facto de ser mais fácil cativar-lhes a atenção.

Que dizem de a gente planear algo que faça o nosso hobby ficar mais visível aos olhos do público? Eu acredito que agora é a altura propicia para planear isso.

Discutam.

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De pequenino...

É tudo uma questão de perspectiva. Quando comecei era o deserto. Não havia lojas, não havia clubes, não havia internet, a importação era um inferno... ainda por cima bem caro. Hoje há lojas especializadas e jogos em lojas generalistas. Há clubes e a internet veio para ficar. Como as coisas mudaram...

Mas isso não quer dizer que não se possa fazer mais. Mas, como em tudo, é melhor semear para colher...  num dia futuro. Nos boardgames o panorama nem é mau pois vão surgindo com as regras traduzidas para português e há jogos para miúdos. A Runadrake está a procurar fazer um excelente trabalho de disponibilização destes jogos. Falta algo à promoção, é verdade. Esta é cara mas penso que faria sentido acções de sensibilização junto das escolas. Algo que colocasse os boardgames em programas de OTL. Só que isso exige pessoal disponível para apresentar os jogos, etc.

Já o universo do rpg continua a sofrer da grande limitação de não existir um bom jogo de introdução em português. Sem isso é muito difícil dar o salto. Supondo que este pode ser dado, é claro!

Sérgio Mascarenhas

Sérgio

Hmm...

Sabes que concordo contigo e estou sempre nessa linha de pensamento.

Mas a dúvida é a de sempre: o que seria um bom jogo de rpg de introdução em português?

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novamente o estado do hobby

jrmariano escreveu:
Mas a dúvida é a de sempre: o que seria um bom jogo de rpg de introdução em português?

Um jogo de tabuleiro.

hugocarvalho escreveu:
Acho sinceramente que está na hora dos intermediários irem para a rua.

Acho que isso não é evidente para os intermediários, mas será eventualmente para os produtores.
Um intermediário terá de pensar muito bem antes de gastar dinheiro numa acção de promoção que acaba por criar clientes para todos os intermediários - inclusivé para aqueles que nem sequer um espaço de jogo mantêem e que, por isso, conseguem ter os preços mais baratos.
Assim, o hobby permanece centrado na comunidade de jogadores que, se for organizada, vai crescendo por ela própria e vai comprando em grandes quantidades onde arranjar mais barato. O único limite a este esquema é que há acções de promoção que nunca vão ser realizadas porque simplesmente exigem demasiado tempo e trabalho e mesmo os maiores fãs do hobby não podem fazer tudo de borla.

Discussão

Muito bem, temos aqui várias e boas opiniões.

Pessoalmente eu acho que a hipótese de criar um projecto cujo objectivo seja uma sólida e grande exposição do publico em geral como uma boa ideia. Todos saímos a ganhar, nós jogadores pois vemos mais gente a entrar no hobby, a jogar, a aumentar os nossos grupos e a aumentar a procura por jogos, o que me leva as lojas, que faz com que vendam mais e mais e tenham mais lucros para investir em mais jogos e mais acções de promoção, os distribuidores que de repente notam que Portugal começa a ter um maior volume de vendas e distribuição, sem falar nos sites online que receberão um novo fluxo de utilizadores que irão activamente participar nos fóruns.

Um projecto como este fará com que todos nós fiquemos a ganhar, todos sem excepção.

Para começar propunha então criar um grupo, aqui, dedicado somente a esta discussão desta possível iniciativa e de formas a concretizar os planos. Antes de discutir algo vamos ver se vale a pena organizar-mos num esforço nacional.

Pergunto então: Concordam?

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A slumber did my spirit seal;
I had no human fears,
She seemed a thing that could not feel
The touch of earthly years.

---- Behold the pain and sorrow of the world, Dream of a place away from this nightmare. Give us love and unity, under the heart of night. O Death, come near us, and give us life!

movimento associativo

Todos nós sabemos que, qualquer pessoa que experimenta fica espantada com o que um jogo de tabuleiro proporciona. Bem, se o pessoal já fica espantado com merdas tipo Trivial e Monopólio, imagine-se uma coisa como deve de ser. Portanto existe, teoricamente, uma boa receptividade. O problema é que penso que muitas pessoas associam o jogo de tabuleiro ao Trivial e ficam reticentes. É necessário afastar o fantasma trivial e fazer as pessoas acreditarem que a inteligência delas não vai ser posta à prova e que a experiência serve apenas para o divertimento de todos. E bastante!
Além disso os jogos de tabuleiro têm uma particularidade bastante interessante, além de servirem de contra ponto às consolas, são compatíveis com as mesmas. Isso é bastante interessante. Os jogadores de consolas podem e são jogadores de tabuleiro.
O Mallgur dá duas ideias muito importantes e delas sairá, parece-me, a concretização desse objectivo de espalhar o interesse pelo hobby.
As escolas. Aí estão os principais clientes numa primeira fase. Sejam secundárias ou universidades. Uma acção nesses estabelecimentos de ensino tem várias vantagens. É barato, bastando apenas falar com a associação de estudantes e com o desenho dum cartaz apelativo o sucesso deve ser garantido. Por outro lado, como os jogos são tão abrangentes a nível de tema, poderão até ter alguma receptividade por parte dos professores. Por exemplo um jogo de Container para os estudantes de economia, Twilight Struggle para os estudantes de história. Existem muitas possibilidades.
Eu lembro-me que quando era mais novo e andava no secundário, quando não tinha aulas, passava o tempo livre a jogar à sueca. Tudo bem que hoje existe o Magic, mas um jogo como o Wings of War pode ser uma boa alternativa para matar o tempo livre quando os professores faltam, principalmente em alunos mais novos. O problema é que os miúdos não o conhecem. Digo-vos que, se eu nos meus 15 anos, tivesse a oportunidade de jogar wings, tenho a certeza que nunca teria jogado sueca. Nem eu nem nenhum dos meus colegas.
A outra ideia expressa do Mallgur é a imprensa. Chegar á imprensa. Revistas como a Sábado ou Visão ou as revistas de fim-de-semana dos principais jornais são o alvo indicado. Uma reportagem sobre jogos de tabuleiro parece-me perfeitamente viável e atingível. Lembro-me de já ter lido reportagens sobre RPG por exemplo. Ainda por cima, existe um suporte muito bom na internet sobre o tema, com os nossos blogs. Uma pessoa que leia uma reportagem sobre jogos de tabuleiro terá na net todo o tipo de informação que procura. É o crime ideal!
Por outro lado, jornais como o Destak, Metro lidos por milhares, podem ser sondados. Lembro-me que li há um ano uma reportagem sobre jogos de tabuleiro no Metro. Bem, uma reportagem sobre os jogos da Parker (monopólio e risco) mas seja como for isso significa que há lugar na imprensa para falar sobre o hobby.
Mas lá está, era realmente muito importante as lojas juntarem-se aos jogadores. E iniciativas deste tipo não acarretam custos absolutamente nenhuns. Ainda por cima os jogadores estão tão disponíveis para ajudar que é parvo não aproveitarem esta onda!

crescer e multiplicar

MGBM escreveu:
Para começar propunha então criar um grupo, aqui, dedicado somente a esta discussão desta possível iniciativa e de formas a concretizar os planos.

Acho que pode haver um grupo, mas é importante escapar à ideia do "quem está por dentro e quem por está fora" e - se aquilo que temos é uma comunidade espalhada por cinco cantos da lusosfera - que se use esse potencial ao máximo e se tente suscitar discussões e iniciativas em todo o lado. Um meme para os jogos de tabuleiro em Portugal :)

Yeap

Rick Danger escreveu:
MGBM escreveu:
Para começar propunha então criar um grupo, aqui, dedicado somente a esta discussão desta possível iniciativa e de formas a concretizar os planos.

Acho que pode haver um grupo, mas é importante escapar à ideia do "quem está por dentro e quem por está fora" e - se aquilo que temos é uma comunidade espalhada por cinco cantos da lusosfera - que se use esse potencial ao máximo e se tente suscitar discussões e iniciativas em todo o lado. Um meme para os jogos de tabuleiro em Portugal :)

Exactamente! Em todo o lado! O que quero é, não um esforço colectivo mas antes um esforço de vários indivíduos actuando independentemente mas segundo uma directiva, de forma a concretizar mais o potencial desta iniciativa.

É por isso que digo que o melhor serão acções individuais ou de pequenos grupos, independentes uma das outras mas seguindo os mesmos conceitos, espalhar a palavra o máximo possível. RPGs, Boardgames, Wargames, tudo. Como tal vou criar agora um grupo para esta iniciativa para ver se algo se concretiza através dela. Já ponho cá uma mensagem com o link.
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Working on it...

Exactamente o que sempre pensei. O importante neste momento é divulgar, divulgar, divulgar!

Por isso é que procurei divulgar o encontro no Porto, no ano passado, junto dos media. Por isso é que, na preparação que estamos a tentar para o deste ano, o factor localização e exposição ao público está a ser determinante.

O esforço está a ser grande. As possibilidades ultrapassam mesmo as minhas expectativas mais optimistas, se se confirmar uma só de cerca de três que temos, teremos algo muito exposto...

Mal tenha um sítio estabelecido, tratarei de voltar a lançar o isco à comunicação social.

Tenho outras ideias para a promoção do hobby. Passam pelas escolas, pela comunicação social e também por uma ideia que irá depender da boa vontade e altruísmo dos membros do AoJ. Mas isso é melhor deixar para depois de Essen...

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Boa!

Bom trabalho. E mais pormenores não? Porquê só depois de Essen? ;)

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Hehe...

Já não falta muito...

Depois de Essen porque esa será a altura que me parece mais propícia. Depois me dirás se concordas ou não.

Quanto aos pormenores, não vale a pena estar a revelar mais. É uma ideia simples e portanto mais vale apresentá-la de uma vez só.

E, para já, quero estar mais focado no encontro do Porto. Não está a ser fácil...

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Gamer profile

Agora sim...

Bom. Essen já passou. E eu tinha prometido...

Alguns dos projectos que tinha em mente como acções de promoção do hobby foram avante, não raras vezes pela acções de outros. Mas esta ideia que tenho estava por revelar e já vai sendo hora...

O Natal vem aí. Altura de dar, mais do que de receber, ou pelo menos assim o procuro viver.

A ideia surgiu-me algures em Julho quando a Cat Ballou iria ficar por algum tempo com miúdos do Projecto Tásse, do Bairro da Quinta da Fonte, de Setúbal, que vinham de visita ao Porto. Pediu-me alguns jogos e emprestei-lhe o Pickomino e o Werewolf. Eram bastantes miúdos e esses dois abarcam número interessantes de jogadores. Os miúdos jogaram, gostaram e no fim, no dia em que supostamente ela iria lá buscar os jogos, decidi que eles podiam ficar com eles. Eu comprava novas cópias para mim. Ao que parece ficaram felizes. Não estive nunca com eles, mas disseram-me que sim, e isso chega.

Neste espírito e sempre com a ideia de promover o hobby, gostava de sugerir aos membros do Abre o Jogo e àqueles com quem contactam, que nos juntássemos todos para oferecer uma pequena ludoteca a uma instituição de beneficência, que cuide de crianças.

Já não teremos muito tempo se quisermos escolher a instituição, comprar os jogos, ou doá-los das nossas colecções e traduzir regras para irem com eles.

Que vos parece a ideia? Quem quer participar? Que instituições conhecem que podiam ser os nossos "alvos" este Natal?

Gostava de levar isto avante para este Natal, mas temos que nos mexer...

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"No caminho para o verdadeiro conhecimento, as coisas óbvias são os obstáculos."

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Gamer profile

Jingle Meeples...

Sugiro o mesmo q quando o mencionaste a algum tempo e que a João também conhece, a obra de Frei Gil. É mais uma possibilidade.

 

Mais um grande passo Mallgur. És o maior, como já disse.

 


Top10:

Boa ideia

Boa ideia! Outro aspecto é medianizarmos o LeiriaCon o máximo possivel. Se tivessemos um jornal a cobrir a con seria bem fixe, ou uma rádio ou até uma TV com uma pequena reportagem.

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No moon is there, no voice, no sound
Of beating heart; a sigh profound
Once in each age as each age dies
Alone is heard. Far, far it lies

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Acho uma ideia muito

Acho uma ideia muito engraçada. Ainda não tenho nenhum contributo muito útil para dar mas proponho que cries um tópico isolado para esta iniciativa. Ficava mais visível e mais fácil de acompanhar e participar.

Concordo

Já tendo pensando e tentado começar a executar algo parecido concordo perfeitamente. Acho que o problema mesmo é falta de organização e esforço para algo assim. Se conseguires delinear algo concreto e sólido de certeza que vão afluir voluntários e audiência.

Podes contar comigo na área do RPG.

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Fixe...

Depois veremos como articular a divulgação nas escolas de jogos de tabuleiro e de RPG. Talvez passando por uma espécie de híbrido, como o Werewolf... Ou por acções concorrentes e cooperantes.

Veremos. 

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Gamer profile

Concordo

Escolas e imprensa são os alvos-base. Mas é preciso fazer mais, acho eu. É preciso criar um aumento na procura por jogos, e isso passa numa primeira fase em torna-los visíveis ao publico em geral. Escolas e imprensa é um óptimo começo mas é precisa mais acções do género de demonstrações publicas para chamar mesmo a atenção. Como economista uma das coisas que aprendi é que para cativares alguém ao teu produto nada melhor que o demonstrar à pessoa, de preferência com essa pessoa a experimentar o produto.

O Metro e jornais locais ou de livre distribuição são um óptimo alvo de momento. Acho que, numa primeira fase, deveria-mos focar-nos na imprensa gratuita ou local. Não será muito difícil convence-los a faze uma pequena reportagem porque:

a) O tema é insólito para o publico em geral, a maioria das pessoas nunca viu um jogo de tabuleiro parecido aos nossos.
b) O tema tem potencial de interesse. Visto jogar ser uma actividade lúdica e social, as pessoas irão ficar interessadas num passatempo que é uma alternativa a ver televisão e que une a família.
c) Há uma oportunidade de o repórter fazer uma reportagem diferente do que todas a que ele fez até agora, e variedade interessa aos jornalistas.

Eu acho que devemos começar por contactar os matutinos gratuitos. Depois espalhar-mo-nos às universidades.

No fim, no entanto, eu esperava que esta divulgação se tornasse algo enorme, com custos financeiros sem dúvida mas também com sucesso. Mas nesta primeira fase em que tudo é de graça nada temos a perder, a não ser o nosso tempo.

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identidade

MGBM escreveu:
Escolas e imprensa são os alvos-base. Mas é preciso fazer mais, acho eu.

Acho que é preciso ter mais-ou-menos uma ideia do que é que estamos a promover - que será a resposta ao "O quê?" que um jornalista procura. Já existem pelo menos três respostas a passear pelos media:

Na iniciativa que mais uma vez voltou ao jornal Público,
os jogos de tabuleiro como fenómenos matemáticos de valor histórico e científico.

Nos hipermercados e Toys'R Us,
os jogos de tabuleiro que toda a gente já jogou e que servem mais como um motivo de convívio do que algo de interessante por eles próprios.

Nas revistas de computador e na internet,
os jogos de tabuleiro como alguma coisa do antigamente que é adaptada para as consolas e computadores.

Um jornalista também há-de fazer as perguntas "Isto compra-se aonde?" e "Não há disto em português?" e - apesar de alguns bons progressos - ainda há poucas respostas, mas devem ser dadas mesmo assim.

Imprensa

Rick Danger escreveu:
Acho que é preciso ter mais-ou-menos uma ideia do que é que estamos a promover - que será a resposta ao "O quê?" que um jornalista procura. Já existem pelo menos três respostas a passear pelos media:

Na iniciativa que mais uma vez voltou ao jornal Público,
os jogos de tabuleiro como fenómenos matemáticos de valor histórico e científico.

Nos hipermercados e Toys'R Us,
os jogos de tabuleiro que toda a gente já jogou e que servem mais como um motivo de convívio do que algo de interessante por eles próprios.

Nas revistas de computador e na internet,
os jogos de tabuleiro como alguma coisa do antigamente que é adaptada para as consolas e computadores.

Um jornalista também há-de fazer as perguntas "Isto compra-se aonde?" e "Não há disto em português?" e - apesar de alguns bons progressos - ainda há poucas respostas, mas devem ser dadas mesmo assim.

Sim, devem ser dadas e é aqui que o potencial desta iniciativa entra em cena. Cada grupo, RPer, Boardgamers, Wargamers, etc, deverá começar a elaborar as respostas a dar à imprensa, cada grupo independente um dos outros só com alguns contactos para organizar tudo melhor no sentindo de trocar contactos e de corrigir algumas falhas que um grupo tenha do outro. O importante será limpar a imagem errónea que os media tem dos jogos, esse é o primeiro passo. O segundo é mostrar a eles que é divertido e construtivo jogar um bom jogo.

Sinceramente acho que uma iniciativa desta tem bastante valor e que merece que nós nos empenhemos um pouco a espalhar a palavra de forma ainda mais activa do que fazemos.

Está nas nossas mãos o futuro e a imagem do hobby. Acho que agora é uma boa altura para iniciarmos isto.
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Grupo criado

http://www.abreojogo.com/divulgar_hobby

Inscrevam-se e vamos lá discutir o que fazer!

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Imprensa e tal...

Tendo conhecimento de causa de como funciona o processo (lamentavelmente trabalho na imprensa) aqui ficam uns conselhos:

- Arranjem um porta-voz (ou mais do que um, para o caso não importa) que não se pareça com aquilo que o jornalista vai à espera de encontrar: ou seja o geek quarentão, hirsuto, de óculos, barrigudo e com uma t-shirt de uma banda de heavy metal. É a personagem-tipo dos filmes/séries/animação (e suponho que nos states não seja tão caricatura como isso). Se um jornalista deparar com um grupo de tipos assim, vai pegar imediatamente por aí...
- Tenham muito, mais muito cuidado com aquilo que dizem. Se o jornalista for mal intencionado (99 por cento da classe) e tiver um mínimo de habilidade para "googlar" vai ler notícias e pseudo-notícias (neste caso refiro-me ao caso dos RPGs apenas) sobre homicídios/ rituais satânicos/ casos de canibalismo provocados pela leitura de livros de RPG e isto é bem capaz de o influenciar. No mínimo fará uma caixa a acompanhar o texto sobre os supostos casos de loucura induzida pelo hobby. Fazem sempre isso, mesmo com os jogos de vídeo que não são propriamente um mistério para a maioria das pessoas.
- Se querem divulgar na imprensa aproveitem até ao final de Setembro. Silly season... Publicam tudo... Quando acabarem os jogos olímpicos, se não houver mais crises na Ossétia e se a Maddy não voltar dos mortos publica-se tudo para encher as páginas.

Grupo

Nietzsche, junta-te ao grupo que criei. Os teus conselhos serão preciosos para o grupo, precisamos de alguém que nos dê orientação sobre a imprensa.

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Bom alerta, esse.

Essa do porta voz ser um geek quarentao, barbudo de oculos é mesmo estereotipo.
É precisamente isso que me parece que tem de ser combatido. Ou seja, a ideia a passar é que os jogos de tabuleiro sao jogos q toda a gente pode e deve jogar. Aliás, parece-me que se uma pessoa ler um artigo e aparecerem fotos de gajos geeks, feiosos e de barba, ninguém se interessa. Agora se aparecerem fotos de pais de familia, de fato e gravata e com um aspecto completamente normal, o impacto é diferente. É mais real, porque dos jogadores que conheço, a maior parte é assim e nao cromos fanáticos da guerra das estrelas.
Mas ao ler o teu post veio-me à memória os artigos que tenho lido a falar de RPG e daqueles jogos de internet ou mesmo jogadores de video, retratam as pessoas duma forma negativa como se fossem anti-sociais a viverem num mundo só deles etc. O tipo de coisa que se ve nos filmes americanos e que nao corresponde nada à realidade.
O que me parece, e atendendo um pouco ao teu post que alertou para isso, é que se o preço a pagar for esse, mais vale nao se entrar por essa via.
Se é para dar uma imagem negativa ao hobby e aos jogadores, não me parece muito proveitoso.
Seja como for deêm um aolhada aqui:

http://www.ludusluderia.com.br/

A ludus é uma loja/Bar de jogos e vejam a forma como a imprensa os tratou. Assim parece-me a forma mais correcta de abordar os jogos de tabuleiro.

É um risco, é

Sobretudo no caso dos RPGs, que são muito mais difíceis de explicar que os boardgames. E vulgarmente os alvos das piadas e estereótipos são mesmo os role players (só assim de memória já vi os RPGs serem tratados como hobby de geeks em coisas tão diferentes como um filme da série 'Nightmare on Elm Street' e no 'Family Guy'). Sendo assim, se um dia aparecer um jornalista, mais ainda se vier acompanhado de fotógrafo, não sei valerá a pena levar o fato e gravata, mas definitamente a t-shirt de Anthrax é um faux-pas. E levem as mulheres e os putos e o cão e o gato e deixem-se fotografar só num sítio luminoso e não não numa cave bolorenta cheia de restos de pizza e embalagens de McDonalds. A imagem é tudo... Na verdade não é, mas a imprensa é fútil.

Grupo

Hugo, junta-te ao grupo, a gente continua as discussões por lá.

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Bom...

A minha limitada experiência coma imprensa, neste caso, não me deu uma imagem tão negativa da receptividade ao hobby. Creio que os artigos que foram publicados a propósito do encontro do Porto do ano passado foram geralmente positivos.

Pelo que conheço dos grupos que têm particpado nos encontros nacionais, também não me parece que tenhamos que recear uma imagem negativa. Apesar de eu ser um tipo feioso e de barba e achar que fato e gravata é roupa de vigarista, a maioria da malta que vejo nos encontros é simpática.

Os gajos são, como é lógico em gajos, todos feiosos. Mas até temos miúdas muito giras a participar... a minha namorada, por exemplo.É muito gira...

Creio que maioria destes estereótipos que definem são o resultado da nossa exposição a produções norte-americanas. Aí sim os estereótipos são muito presentes e a discriminação social bem mais marcante que por cá... pelo menos para já. Não é à toa que acontecem coisas como Columbine...

Acho que, se formos naturais, se fizermos os nossos jogos e, acima de tudo, estivermos abertos a que os outros participem também, estaremos bem. Também não interessaria dar-nos a conhecer se, para isso, tivermos que dar a conhecer algo que não somos.

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Gamer profile

Grupo

Mallgur, junta-te ao grupo também, lá podemos discutir isto melhor.

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Elá!

Excelente ideia. Lá está, copiar ideias de negócios do estrangeiro e trazer para Portugal sempre me pareceu ser o que se faz nesta situação. :)

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Assobiar e olhar para ol ado

Boas!
Pá, fazer mais do que fazemos??
Repara nós andamos constantemente a angariar novos jogadores, escrevemos por ano dezenas de criticas e notícias relacionadas com jogos nos nossos blogues, são combinados encontros, convidados designers e até já há malta a traduzir as regras em Português.
Além disso, e não sei o que acontece convosco, mas respondo a vários mails a pedir uma opinião em relação a um jogo ou o que comprar para um serão em família. Tenho um prazer enorme em o fazer e normalmente as pessoas ficam esclarecidas.
Acho que o Hobby em Portugal cresceu imenso, não há qualquer dúvida e isso deve-se exclusivamente aos jogadores.
Agora para passar ao nível seguinte, o trabalho não deve ser dos jogadores, mas sim de quem mais beneficia com a “palavra espalhada.” As lojas. Elas que se organizem, que vão para as escolas, que publiquem fanzines, que peguem no megafone e deêm a conhecer as vantagens dos jogos de tabuleiro.
Eu por mim, digo-te, tento fidelizar toda a gente que conheço. Colegas de trabalho, familiares, amigos, etc. Tenho tido algum sucesso e com o trabalho que tive durante estes anos nesta empreitada consegui o que quis. Ter sempre gente disponível para uma jogatana. Para mim é o suficiente.
O que me irrita é que uma pessoa que tenha ouvido falar de jogos de tabuleiro e investigue na net em sites portugueses encontrará muita informação. Tudo de blogs. Depois de se informar sobre um determinado jogo via mail com os autores dos blogs, vai comprá-lo a uma das várias lojas que se podem encontrar na net, ou então numa papelaria de centro comercial ou na fnac. Sem fazerem absolutamente nada, essas lojas vendem o seu produto.
Claro que existem alguns pontos importantes que importa referir. A Runadrake disponibiliza o seu espaço, mas em contra partida não aproveita essa vantagem para puxar mais clientes. O site deles não funciona e é realmente frustrante ver que uma loja de jogos de tabuleiro descarta um dos meios mais importantes de venda e promoção, a net.
Por outro lado a Netsurf ou a Diver nem sequer sabemos nada deles. O esforço é zero. Vendem jogos como poderiam vender agua de rosas.
No entanto tenho apenas a acrescentar que a Moripiaf (lobo, Time’s up) teve pelo menos a boa ideia de enviar os seus jogos para critica e promove vários passatempos em jornais em que o prémio é o Time’s up. Além disso o site é funcional e explica o produto que vende.
Acho sinceramente que está na hora dos intermediários irem para a rua. Não me parece que seja uma luta dos jogadores!

Acho que realmente, como

Acho que realmente, como já bem disseram, as pessoas não jogam, porque não conhecem. Quer dizer...há realmente as pessoas que não têm paciencia para qualquer jogo a não ser uma coisa tipo Tsuro....(aqueles que não gostam mesmo de meter o cérebro a funcionar), mas depois há um grande nicho de pessoas que se divertiria imenso com os nossos jogos, caso os experimentasse...

 Ás vezes dou por mim a pensar quem seriam "potenciais vitimas" lool para convidar para uns joguinhos.  E andam por aí...as vezes há aquele receio de convidar, porque tememos que a pessoa nos faça uma cara do tipo "estas a convidar-me pra monopólio?".....Mas não podemos esquecer que as pessoas desconhecem mesmo outros jogos, só depois de os verem, poderão perceber que afinal gostam. 

Ainda ontem.... de momento estou a trabalhar num lar (como psicóloga), e como tenho estado também a dar alguma ajuda nas tarefas da animadora sócio-cultural, já andava a pensar se não seria possivel levar uns joguinhos...só que com os idosos há muita dificuldade (não sabem ler em ingles, alguns nem em português, quanto mais...dificuldades de visão, e alguns já não conseguem ter capacidade cognitiva suficiente para aprender a jogar...). No entanto, tal não foi a minha surpresa quando a animadora me falou em jogar-se werewolf com os senhores. Foi um "WOW conheces werewolf", seguido de um "bora lá a isso". 

E assim foi...lá se fez uma versão muito simplificada, e se meteram 23 senhores e senhoras a jogar.... 

Ainda estou a pensar levar algo do tipo Saboteur para ensinar a alguns... (para ver se é viável,e se se conseguiria ensinar algo mais complexo (ir passando para Caracassone ou assim=x...). 

Se por um lado as crianças seriam o público-alvo por excelencia... este também podia ser um nicho interessante. Porque os idosos precisam mesmo é de coisas para se distrair, e não há melhor que jogos... (e quem sabe não metiam os netos com vontade de jogar com eles depois?=X). Se são os reis da sueca e do dominó, também podiam conseguir algo mais=x (ou então sou eu a sonhar alto =D).

 Quanto aos media e tudo mais.... Acho que é de se puxar pelo lado positivo dos jogos:

- Convivio

- Estimulação cognitiva

- Aprendizagem

O conseguir reunir as pessoas umas com as outras, mete-las a conversar, a pensar... 

E demonstrações para meter as pessoas a jogar, é mesmo o ideal..

Grupo

Ois! Junta-te ao grupo que as discussões vão-se mover para lá.

http://www.abreojogo.com/divulgar_hobby

Concordo plenamente com o que dizes. O grande mal aqui é quebrar o preconceito das pessoas verem os boardgames como somente o monopoly e levantar o véu de ignorância das pessoas em relação aos jogos de qualquer tipo.

Como muito bem disseste, se as pessoas soubessem muitas iriam gostar.

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A slumber did my spirit seal;
I had no human fears,
She seemed a thing that could not feel
The touch of earthly years.

---- Behold the pain and sorrow of the world, Dream of a place away from this nightmare. Give us love and unity, under the heart of night. O Death, come near us, and give us life!

lá estou ;)  

lá estou ;)

 

como lidar com a imprensa

Face the Press :)

Starita escreveu:
Quanto aos media e tudo mais.... Acho que é de se puxar pelo lado positivo dos jogos:
- Convivio
- Estimulação cognitiva
- Aprendizagem

O conseguir reunir as pessoas umas com as outras, mete-las a conversar, a pensar...

Sim. Os meus destaques seriam mais ou menos esses, sublinhando o convívio e o desafio intelectual. Convívio pela facilidade com que pessoas diferentes são colocadas em circunstãncias divertidas. Desafio intelectual porque nenhum jogo é igual ao outro.