Palladium Books... Somos só nós?

Olá, Sou grande fã dos RPGs da Palladium. Só jogo com eles. Podem ver aqui www.rpgcax.webs.com alguns dos livros que tenho e saber um bocadinho mais de mim.

Agora a minha pergunta é: Alguém mais joga jogos da Palladium em Portugal ou será apenas o meu grupo? Se jogam ou jogaram, qual é/foi o jogo? Quais as impressões?

Aproveito para dizer que bem sei que é um sistema old school e tem as suas falhas, mas as histórias, mundos e potencial puxam-me como poucos jogos fazem...

Anyone?

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vocês devem ser os pioneiros

São o primeiro grupo que eu conheço que joga Palladium. Sei muito pouco sobre esta linha de RPGs para além das confusões que houve na rpg.net e de terem fama de serem um pouco complexos. Já agora, podias nos contar um pouco mais sobre os Palladium Books e sobre como se comparam aos outros RPGs que conheces?

Além disso, estou a ver no site onde dizem que "Nós já jogamos vários RPGs ao longo dos anos e obviamente temos jogado apenas os quais temos livros.", mas com as maravilhas da internet e até lojas que já mandam livros com portes gratuitos nunca ninguém pegou em nada mais recente? Ou pegaram mas nem sequer se jogou?

 

Tenho um ponto de vista em

Tenho um ponto de vista em relação a essas confusoes no rpgnet. Tem que ser enquadrado primeiro. Penso que na america do norte a certa altura a palladium books era uma grande editora de RPGs. O que faziam era muito mais completo ou pelo menos tinha elementos que o tradicional D&D não tinha. Para quem achava o D&D limitado, os jogos da Palladium eram muito mais evoluidos. Logo, houve muita gente a jogar Palladium. É preciso ter isso em conta, há tanta confusão porque há muita paixão pela Palladium envolvido. Uns continuam com a mesma paixão outros deixaram que a sua paixão se tenha transformado em ódio.

Depois há que ter em atenção que a palladium books é o negócio do criador dos jogos. Ele é que manda em tudo. É uma editora independente gerida por ele e mais duas ou 3 pessoas ao contrário do WOTC por exemplo. Isto quer dizer que as coisas funcionam de maneira mais lenta e como o criador quiser. Porque uma das contendas maiores é que o criador, Kevin é um péssimo homem de negócios. Isto porque não lança os livros nas datas previstas, re-escreve muito do material dos freelancers, não quer adoptar o sistema D20 etc. Mais uma vez, estas queixas são tantas porque o pessoal gosta dos livros ou pelo menos quer gostar mas não suporta quem está por trás deles. A mim isso não me interessa para nada.

A nível de problema de mecânica, a maior queixa tem haver com o suposto "game balance". A maioria das pessoas acha que as personagens que cada um cria devem ser equivalentes e dizem que com a Palladium isso não acontece. E é verdade, uma personagem detective não é tão poderoso fisicamente como um superheroi com poderes como acontece no Heroes Unlimited. Mas eu pessoalmente não vejo mal nisso. Porque é que haviam de ser equivalentes? O detective terá que se desenrascar duma maneira e o superheroi doutra. Para capturarem o mesmo vilão, o superheroi se calhar luta directamente com o vilão, o detective teria que descobrir outra maneira de o capturar ou mandar prender. E isso depende do GM que está a dirigir. Uma situação dessas para mim tem tudo haver com roleplay. Nem todos são iguais e representar um superheroi não é o mesmo que um detectivo. O detectivo faz trabalho de investigação e o superheroi usa outros dotes geralmente.

Ainda em relação à mecânica, no fundo o jogo mais visado é o RIFTS porque mistura tudo desde magia a poderes mentais, mechas e robos a dragões e demónios. Confesso que nunca joguei RIFTS apesar da curiosidade e acredito que com tanto livro nessa serie haja muita coisa a rever a nível de mecânica e armas/armaduras/raças/classes novas. Para acabar, esta parte do game balance, só quero dizer que na minha opinião um GM conhecedor do sistema/mundo e dos jogadores saberá manter o "game balance" seja qual for o sistema. Todas as outras queixas de mecânica a meu ver são coisas menores.

Isto já está longo, mas continuando... hehehe ;)

Comparado com outros jogos o que me atrai mais são os mundos e maneira que estão descritos. Quando leio um livro da Palladium começo logo a imaginar mil e uma historias e aventuras, sinto um entusiasmo diferente de quem os escreve... talvez seja só eu. Não posso dizer que leio muitos livros diferentes de RPGs porque nunca senti necessidade disso. Tenho muitos livros Palladium e então uso-os porque paguei para os ter! hahaha E porque satisfazem-me acima de tudo! No entanto, por exemplo, sempre gostei do Cyberpunk 2020 apesar das regras parecem-me demasiado complexas e quando se fala de netrunning então... não consegui chegar lá... o setting atrai-me e comprei os livros mas nunca consegui ser GM por não conseguir ambientar àquelas regras e ambiente de jogo. Star wars D6 também é um óptimo jogo e sistema. Gostava especialmente de não haver hit points propriamente ou níveis de experiência. Neste caso nem era preciso estar bem escrito para ser um sucesso. O sistema funcionava bem para Star Wars, mas como funcionaria se fosse transporto para um jogo moderno de artes marciais e ciborgs? Não sei. O que me gosto da Palladium é que o sistema base funciona para qualquer tipo de jogo ou ambiente, seja sci-fi seja fantasia.

Imagino que o sistema D20 tenha esse proposito hoje em dia tambem. De dar para tudo e mais alguma coisa.

Só quero acrescentar mais que eu joguei D&D (3 ou 4 nao sei) ha uns 5 anos e não gostei. 1) porque usavamos miniaturas nos combates... gosto de imaginar as coisas em vez de focar numa miniatura em cima da mesa 2)os jogadores jogavam o jogo como se fosse um jogo video... arranjar coisas para subir de nivel e comprar itens nas lojas para serem mais poderosos 3)alem das miniaturas no combate, não senti que o jogo desse grande foco em roleplaying propriamente dito, isto admito completamente provavelmente ter haver com o GM e jogadores com que joguei, mas pronto, andavam pela cidade onde chegamos a tentar encontrar tais objectos sem que eu sentisse uma historia a desenvolver. Joguei 3 sessões depois disse adeus.

A Palladium sempre me pareceu um jogo que focasse mais no aspecto roleplay do que no combate. Recebe-se mais pontos de experiencia por ideias do que por lutas ou acumular ouro e pessoalmente gosto muito mais disso.

Dito isto, acho que qualquer sistema ou ambiente dá para fazer o que quiseres dele. Tudo depende dos jogadores e do GM. Já joguei Vampire e gostei, mas nem por isso gosto do setting. No entanto, fazer a personagem foi rápido e intuitivo uma coisa que no Palladium não é. Para mim é o grande mal do Palladium, os PCs levem demasiado tempo a fazer. É talvez a única coisa que considero complexo no sistema de jogo.

Conclusão: eu sempre joguei Palladium, divirto-me, compro livros, faço GM e até agora o meu grupo gostou. Por isso sinto-me satisfeito. Não sinto necessidade de experimentar outros jogos. Tudo o que procuro num rpg, settings diferentes, histórias, personagens, emoção, roleplay e não rollplay, aventuras, possibilidades e potencial estão lá. Não é elitismo mas sim contentamento.

O único livro da Palladium

O único livro da Palladium que tenho e que alguma vez me passou pelas mãos é o Palladium Book of Weapons and Armour. É uma boa referência. Quanto aos jogos propriamente ditos, só sei o que vou lendo em fóruns vários. Infelizmente para a Palladium, as impressões raramente são positivas quanto ao sistema de regras. Pelo contrário, são frequentemente boas quanto aos universos de jogo.

Sérgio Mascarenhas

Sérgio

Ora bem, é mesmo isso. Os

Ora bem, é mesmo isso. Os universos são muito bons.

Deixa-me também dizer que para mim um RPG é: viver uma aventura grandiosa. É sobre ser outra pessoa noutro espaço e tempo, ver e enfrentar coisas inimagináveis. É sobre ser parte duma história. Por isso é que a Palladium para mim é óptimo. Tem grandes histórias à espera de descobrirmos. Se uma sessão passar sem um dado a ser lançado não me faz diferença. Não estou ali para contabilizar aquilo que mato, nem para subir de nível. Estou ali para interagir com o mundo e fazer parte dele durante umas horas. Seja a salver pessoas como heroi, a sobreviver no pós apocalípse, a investigar um caso de homícidio que o chefe mandou, ou a escrever artigos para um jornal do paranormal. E isso para mim é que é essencial e que a Palladium permite independentemente de o dado a ser lançado ter que ser assim ou assado. Wink

E esse livro de Weapons and Armour é muito interessante. Tambem tenho esse e o de contempary weapons.

regras e ambientes

Logus Vile escreveu:
Se uma sessão passar sem um dado a ser lançado não me faz diferença.

Eu também estou já há algum tempo a mestrar uma longa campanha de Cybergeneration em que as regras são fraquinhas e desvalorizadas pelo grupo, mas no geral prefiro sempre regras fortes que sejam uma parte essencial da sessão. Como se costuma dizer, as regras servem para que não seja só uma pessoa a contar a história. Quando não há regras, ou acaba por ser o mestre-jogo que conta a história mediante pequenos contributos dos jogadores, ou é o grupo que já tem uma maneira própria de moderar quem pode dizer o quê criada por anos de convívio e de jogo.

Vocês usam as regras conforme elas estão no livro ou costumam fazer adaptações?

Também já ouvi dizer muitas coisas boas sobre os settings da Palladium. Vocês fazem rodar os livros entre vocês para cada jogador conhecer o setting ou ele é transmitido através dos mestres-jogo?

 

Atenção, aquilo que eu

Atenção, aquilo que eu quiz dizer com a questão dos dados não serem lançados não tem haver com regras. Nem tem haver com desvalorização das mesmas. Muito menos tem haver com a inabilidade do jogo proseguir sem a intervenção do GM. Estou a falar de roleplaying sem combate. Ou seja, ainda ha pouco tempo o grupo passou uma sessão de três horas em que não houve combate mas no qual os PCs andaram a investigar, interagirem com NPCs e basicamente a tentar perceber o rumo que deviam tomar dado a situação em que se encontravam. Lançou-se uns dados aqui e ali para skills sim, portanto estava a exagerar quando dizia que não se lançava um único dado, mas de resto teve que ser o que eu considero roleplay mesmo, ou seja, os PCs a representarem as suas personagens.

Em relaçao á segunda pergunta, sim, basicamente uso as regras como elas estão no livro. Há ocasionalmente uma alteração aqui e ali mas não sinto necessidade de o fazer muita vez. Uma alteração que tenho feito nesta campanha recente com 8 jogadores tem haver com o combate por haver tanto jogador e alguns inexperientes. Basicamente, group initiative e default attacks declarados de inicio a não ser que sejam rapidos a alterar a sua acção. Isto porque ha jogadores novos e poucos experientes que por vezes demorarm tempo a escolher qual o ataque que querem fazer. Com tanta gente a jogar e ainda por cima pessoal amigo, há tendencia a distrairem-se de vez em quando. Assim, acelero o combate e têm que se manter mais atentos. Com grupos de 4-5 jogadores nunca senti essa necessidade.

Em relaçao aos settings, ainda não conseguimos jogar todos os settings que temos. Normalmente quando jogamos acabamos por ter longas campanhas... e o GM sou só eu há anos. Não por minha vontade, mas os jogadores do grupo não têm essa vontade. Alguns leêm os livros e todos gostam de jogar mas a ideia de ter que planear coisas, fazer mapas ou NPCs, ou seja ter trabalho de casa não lhes agrada muito! hahaha No entanto, há um novato no grupo que está a adorar jogar RPG, comprou logo o jogo que estamos a jogar e já lhe disse: You are the One! E para já, ele não descartou a ideia... terá que ganhar mais um bocadinho de experiência a jogar primeiro mas confio que finalmente chegou alguém que possa fazer de GM.

Sinto que o pessoal á partida está contra os jogos da palladium porque "houvem" falar mal. A minha pergunta é, e alguém jogou para comprovar isso? It is what it is and like every in life it is what you make it out to be. O mais importante para mim é a historia e emoçao. Não sou o tipo de pessoa que vai ver um filme e não gosta porque o heroi num plano tinha o relógio no pulso e no seguinte não tinha. Isso não interessa à história (unless it does, then that's a whole different matter...but you get what I mean)

Também sinto necessidade de explicar o meu ponto de vista sobre o que é RPGs para mim, porque há pouco fui ler o tópico do review ao D&D4 e fiquei a perceber como alguns jogadores vêm o roleplay.

Para mim roleplay é criar um PC que tem personalidade e depois demonstrá-lo no jogo (Playing in Character XP), é um jogador ter um alingnment "bom" e em vez de matar o o vilão, prendo-o e leva-o à justiça (Avoiding Unnecessary Violence XP, Playing in Character XP) é um NPC mentir ao PC e o PC dar lhe a volta e descobrir a verdade (Good Judgement XP). Tudo isto a Palladium valoriza entre outros. A este tipo de situação chamo roleplay e é o que gosto de fazer. Não estou a dizer que não há combate mas os maiores pontos experiencia vêm da representação da personagem, das ideias que cada um tem durante o jogo e da ultilização de skills (não falo de combate).

Ha uns anos fui GM dum jogo demo de Beyond the Supernatural. Os PCs desse jogo não eram lutadores, eram investigadores, arqueologos, etc. Fiz uma demo para um grupo experiente que jogava D&D e ficaram um bocado surpesos como as sessões decorriam. Eram obrigados a pensar e falarem, a representarem os PCs porque não havia dragoes para matar nem ouro para recolher. Independentemente de ser Palladium ou outro jogo num setting parecido, aquele tipo de jogo é para fazer roleplay e nao rollplay. E é esse tipo de jogo que gosto, por isso ter falado na questao dos dados (albeit in an exagerated way).

 

Peço desculpa se já me estou a repetir... mas a hora é tarde e paixão pelo jogo muita! hahahaWink

 

Hmm...

Dois pontos apenas:

- acho que pode haver roleplay durante um combate, especialmente quando o resultado do combate é importante para o personagem ("What you're fighting for" + "Playing in Character XP")se os seus objectivo forem moralmente e espiritualmente positivos e está de acordo com as suas convicções ("What you're fighting for" +"Playing in Character XP" + "Good Judgement XP") e especialmente para evitar violência futura ou o escalar do conflito ("What you're fighting for" +"Playing in Character XP" + "Good Judgement XP" + "Avoiding Unnecessary Violence XP");

- acho que não se deve confundir a postura de design de um dado jogo ou até o seu papel histórico com os jogadores que o jogam. Conheço fãs de jogos supostamente só acerca da "good fight" que gostam bastante de desafios sociais e inclusivamente resolveram objectivos da crónica com conversas com NPCS e prémios de 1000xp no final.

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Combate não tem roleplay?

Concordo com o Mariano. Porque é que a maioria dos jogadores acha que combate e roleplay são mutuamente exclusivos? Ouço falar muito, e não só aqui, que uma sessão foi espectacular porque não se lançaram dados como se isso fosse indicativo que a sessão foi roleplay e não roll-play. As minhas sessões, mesmo as de CoC/ToC, têm lançamentos de dados e sim, horror dos horrores num rpg de investigação, combate. Na actual campanha de Solomon Kane, o combate faz parte integrante do ADN do género "pulp" e, no entanto, estou sempre a encorajar os jogadores a fazer roleplay. Quando num determinado combate, as motivações das personagens vão para além do mero "matar tudo o que se mexa," quando se coloca em risco aquilo em que as personagens acreditam, então o combate pode ser mais complexo. Existe actualmente a tendência para separar uma sessão em duas fases: o role-play e o combate, como se os jogadores estivessem envolvidos no roleplay e, de repente, quando se desembainham espadas, o roleplay desaparece e começa-se a jogar um mero boardgame táctico. Uma visão errada, a meu ver.

É certo, mas o que

É certo, mas o que descreves é uma atitude reactiva ao facto de os jogos «tradicionais» tenderem a ter sistemas desenvolvidos e detalhados para o combate e deixarem no limbo, ou quase, tudo o resto. Isso leva os jogadores que querem jogar o social, a investigação, etc., a terem de improvisar sem suporte nas regras. Daí é um passo de nada colocar as coisas em termos de roleplay vs. rollplay, roleplay vs. combate.

Sérgio Mascarenhas

Sérgio

Dwarin escreveu:

Dwarin escreveu:

Concordo com o Mariano. Porque é que a maioria dos jogadores acha que combate e roleplay são mutuamente exclusivos? Ouço falar muito, e não só aqui, que uma sessão foi espectacular porque não se lançaram dados como se isso fosse indicativo que a sessão foi roleplay e não roll-play. As minhas sessões, mesmo as de CoC/ToC, têm lançamentos de dados e sim, horror dos horrores num rpg de investigação, combate. Na actual campanha de Solomon Kane, o combate faz parte integrante do ADN do género "pulp" e, no entanto, estou sempre a encorajar os jogadores a fazer roleplay. Quando num determinado combate, as motivações das personagens vão para além do mero "matar tudo o que se mexa," quando se coloca em risco aquilo em que as personagens acreditam, então o combate pode ser mais complexo. Existe actualmente a tendência para separar uma sessão em duas fases: o role-play e o combate, como se os jogadores estivessem envolvidos no roleplay e, de repente, quando se desembainham espadas, o roleplay desaparece e começa-se a jogar um mero boardgame táctico. Uma visão errada, a meu ver.

concordo como respondi noutro post. O exemplo que estava a dar, como depois expliquei foi um bocado exagerado porque de facto lançam-se dados para skills e outros afins, combate é que não. Mas é obvio que o combate faz parte do RPG e não é a descartar nem é para dividir. Foi apenas um exemplo de como pode decorrer uma sessão e um gosto pessoal. A descartar é jogos que não têm outra coisa, ou que incentivam a não fazer outra coisa.

Concordo plenamente com que

jrmariano escreveu:
Dois pontos apenas: (...)

Concordo plenamente com que dizes.

Claro que há lugar para o combate e há lugar para o combate e roleplay ao mesmo tempo. Combate justificado é combate emocionante e dramático. Elementos essenciais duma boa história!

E qualquer jogo só é tão bom quanto o GM e os jogadores. Por isso, nesse contexto posso dizer que qualquer jogo é bom, e porque não Palladium também? Porque supostamente é esse jogo que está em discussão.

O que não gosto são jogos e convenções que se vêm criando que torna um rpg cada vez mais num jogo de tabuleiro ou videogame. Mas é apenas a minha opinião. No outro dia falando com um amigo eu disse mesmo que se me dessem a escolher entre um LARPG e um Boardgame RPG escolhia sem duvida o LARPG. Espero que isso também ajude a esclarecer o meu ponto de vista acerca desse assunto.

dados os dados

Em comparação a D&D, é verdade que certos sistemas priveligiam um tipo de RPG mais lúdico em que grande parte do gozo de jogar está precisamente em maximizar todas as opções de regras disponíveis - mas nem todos os RPGs são assim e a própria hiper-abrangência do D20 já ficou para trás e esta quarta edição da WotC é um RPG muito mais focado.

Logus Vile escreveu:
E é esse tipo de jogo que gosto, por isso ter falado na questao dos dados (albeit in an exagerated way).

Por acaso, não pensei que estivesses a exagerar, pois é algo que acontece de vez em quando, pelo menos na minha experiência. Agora, é certo que dados, regras, combate e rollplay não é tudo a mesma coisa. Com o tempo que se demora a aprender um RPG, não é logo à primeira que se consegue fazer roleplay em combate (e isso não depende só do jogador, mas também do grupo em que está inserido), mas é perfeitamente possível.

No caso de D&D, não dá para estar 100% do tempo dentro de personagem, mas isso não quer dizer que o roleplay saia de cima da mesa quando o combate começa. Por isso, aliás, eu concordo contigo em relação ás miniaturas e pessoalmente prefiro usar uma grelha e uns marcadores/meeples que dêem uma visão mais abstracta do combate, sobre a qual nós imaginamos e descrevemos o que estará a acontecer.

 

Espero ter explicado o meu

Espero ter explicado o meu ponto de vista sobre RPGs. Agora pergunto on topic: e o Palladium é assim tão mau? Ou simplesmente nunca jogaram?

Admito à partida que é um sistema old school, com classes e niveis, portanto por muitos automáticamente uma falha...

on topic, pouco sei sobre o assunto

Logus Vile escreveu:
o Palladium é assim tão mau? Ou simplesmente nunca jogaram? Admito à partida que é um sistema old school, com classes e niveis, portanto por muitos automáticamente uma falha...

Nunca li, nem joguei. A única questão que tenho é: sendo os settings muito fixes e as regras não tão boas e bastante generalistas, não valerá a pena jogar esses settings com outras regras? Um bocado como a malta usa os suplementos de GURPS só pela excelente informação detalhada que contêm.

Não tenho nada contra classes e níveis, até acho que são bastante mais úteis do que parecem à partida, desde que estejam bem integrados no jogo. Quanto ao old school, se isso significar um grande peso em cima dos ombros do mestre-jogo (quer em termos de autoridade, quer em tempo de preparação), não me interessa pessoalmente. Para isso, já me chega a campanha de Cybergeneration que estou a mestrar Tongue out já para não falar dos anos em que mestrei Mage, esse jogo em que a magia é tão complexa que acaba por ter de ser toda adjudicada pelo mestre-jogo.

 

Rick Danger escreveu:

Rick Danger escreveu:

Logus Vile escreveu:
o Palladium é assim tão mau? Ou simplesmente nunca jogaram? Admito à partida que é um sistema old school, com classes e niveis, portanto por muitos automáticamente uma falha...

Nunca li, nem joguei. A única questão que tenho é: sendo os settings muito fixes e as regras não tão boas e bastante generalistas, não valerá a pena jogar esses settings com outras regras? Um bocado como a malta usa os suplementos de GURPS só pela excelente informação detalhada que contêm.

Ok, pergunta válida e sei que já houve muita gente a tentar converter RIFTS para D20. Mas para mim é assim, não percebo porque é tão mau. As regras sempre funcionaram para os jogos que fiz. Talvez aqui e ali tenha feito um house rule ou decidido como pareceu melhor numa dada situação. Mas estar com o trabalho de aprender outro sistema por completo, comprar mais livros, depois fazer a converção das classes todas, os poderes, magias, veiculos, naves, etc não me parece lógico.

E quero acrescentar que o grande franchise da Palladium é o RIFTS. É o jogo que o publico mais adora/odeia. É o jogo que supostamente tem o maior problema de game balance e munchkinism, no entanto eu não jogo RIFTS nem nunca joguei. Há pormenores do sistema que não vejo como mais valias como por exemplo o S.D.C. (que é uma especie de extra hit points), ou pouca utilidade dada a certos atributos quando não são um certo valor. Mas não são pormenores destes que me vão mudar completamente de sistema. O mais que pode acontecer é fazer uns pequenos house rules e siga.

Terei que fazer um demo game para o pessoal depois ter razões de queixa... ou não!Cool Estar a defender um sistema apenas porque "dizem" que é mau é um bocadinho ingrato. Afinal, a Palladium está viva e há muitos jogadores por aí fora. Só em Portugal é que não! hehehe

Rick Danger escreveu:

Não tenho nada contra classes e níveis, até acho que são bastante mais úteis do que parecem à partida, desde que estejam bem integrados no jogo. Quanto ao old school, se isso significar um grande peso em cima dos ombros do mestre-jogo (quer em termos de autoridade, quer em tempo de preparação), não me interessa pessoalmente. Para isso, já me chega a campanha de Cybergeneration que estou a mestrar Tongue out já para não falar dos anos em que mestrei Mage, esse jogo em que a magia é tão complexa que acaba por ter de ser toda adjudicada pelo mestre-jogo.

Esses jogos não conheço, mas a nível de Palladium posso dizer que a preparação passa pelo enredo, uns NPCs, talvez uns mapas e pouco mais. E com a internet até se torna muito mais fácil do que há uns anos atrás, encontram-se NPCs já feitos (que este sim é um mal do Palladium, a criação de personagens leva tempo). O último fim de semana que passou, jogamos 3 sessões, uma foi de total improviso da minha parte porque os PCs quiseram investigar um rumor que era apenas isso. Não tinha nada preparado no papel mas saquei duma base de NPCs que tenho colecionado ao longo dos anos, ampliei o rumor e como não houve combate, apenas umas discussões acesas entre PCs e NPCs fez-se bem e foi divertido. Já agora o jogo é Systems Failure, um jogo pós apocaliptico com alienigenas na terra.Laughing

power to the powergamer

Sim, pré-inscrevo-me desde já nessa demo e até não me importava de ir all the way e experimentar o RIFTS, esse ganda maluco Tongue out

Logus Vile escreveu:
Esses jogos não conheço,

Practicamente conheces Cybergeneration que é uma versão do Cyberpunk 2020 feita em 2027 em que jogas com os filhos adolescentes dos Edgerunners.

 

Ah! claro! eu tenho o livro

Ah! claro! eu tenho o livro e tudo só que nunca o li ja que me foi oferecido... Eu gosto muito do mundo de cyberpunk e bem antes dos filmes do matrix hahaha mas nunca me adaptei às regras o suficiente para sentir comfortavel a ser GM. É pena...

Em relação à demo, não tinha problema em fazê-la... o problema é mesmo que não tenho Rifts e nunca joguei. Teria que ser outro jogo. Em  breve vou preparar uma demo de Dead Reign para fazer com 2 grupos diferentes, mais um não era dificil...Wink

Bem...

Eu por mim é mais por não os conhecer muito bem e o pouco que sei deles ainda não me ter feito andar o último km até ao ponto em que começo a lê-los. Mas se me o convidares a experimentar, claro que o jogo. Depois fico com uma opinião melhor consolidada e posso tomar uma decisão informada se o volto a jogar.

Não sei se será uma falha para muitos. Basta constatar que o movimento do Old School está a ter um ressurgimento forte o que até se reflecte em novos produtos como o Dragon Age RPG, uma adaptação do videojogo. A New School também já trouxe ao de cima o que tinha a trazer e portanto fico sempre curioso pelo que há-de vir mas nunca em detrimento do que já é bom AGORA, eh e.

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Mas já agora...

Por acaso não estás à espera que estejamos a tentar-te convencer, quanto à tua lealdade exclusivista pela Palladium, que estás errado e nós estamos certos em escolher outros jogos, pois não? :D

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jrmariano escreveu: Por

jrmariano escreveu:
Por acaso não estás à espera que estejamos a tentar-te convencer, quanto à tua lealdade exclusivista pela Palladium, que estás errado e nós estamos certos em escolher outros jogos, pois não? :D sopadorpg.wordpress.com - Um roleplayer entre Santarém e Almeirim
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Não sei se percebi a pergunta... mas não estou à espera que me convencem de nada.

Gostava era de encontrar outros jogadores que tenham jogado ou jogam Palladium tambem... até porque era interessante partilhar opiniões sobre a adaptação dos settings a Portugal entre outras coisas.

Este discurso todo que tenho tido talvez com tom demasiado defensivo, é porque o conhecimento que têm do sistema é que é mau... mas ainda ninguém jogou só leram ou ouviram dizer. Confesso que há alturas que dizem-me que tal filme é mau e não o vejo e se calhar ia gostar se visse! Laughing ou não... hahaha

Anyway, se de alguma forma acham que venho aqui "armado" não é verdade! Eu sou um fã que descobriu este site há pouco tempo e claro quis falar da minha paixão pelos RPGs que jogo. E acima de tudo fiquei contente em saber que existe uma comunidade, mesmo que seja minuscula, de pessoas que gostam e jogam RPG em Portugal. Pelo menos parece que criou alguma conversa aqui no forum, o que pense ser bom.Smile Over and out.

Nunca joguei Palladium

Nunca joguei Palladium Fantasy RPG, mas joguei RIFTS. Tirando o setting que é bom, as regras são mázinhas. O autor (Simbieda) não se decide se quer um sistema de percentagem, d20, a criação de personagem usa um tipo de dados, o combate usa outro, uma completa salganhada. E depois, as infindáveis listas de armas, viaturas mecanizadas, robotos, cyborgues (já não falo das OOC), dão a impressão que todo o jogo é virado para o combate (se não é a intenção do autor, parece). Ali no meio há pérolas, mas é preciso esgravatar um bocado para lá chegar e não compensa o tempo que se perde.

Pelo que sei, o sistema base do Palladium RPG é o mesmo de RIFTS por isso não sei se isto responde à tua questão.

Dwarin escreveu: Nunca

Dwarin escreveu:

Nunca joguei Palladium Fantasy RPG, mas joguei RIFTS. Tirando o setting que é bom, as regras são mázinhas. O autor (Simbieda) não se decide se quer um sistema de percentagem, d20, a criação de personagem usa um tipo de dados, o combate usa outro, uma completa salganhada. E depois, as infindáveis listas de armas, viaturas mecanizadas, robotos, cyborgues (já não falo das OOC), dão a impressão que todo o jogo é virado para o combate (se não é a intenção do autor, parece). Ali no meio há pérolas, mas é preciso esgravatar um bocado para lá chegar e não compensa o tempo que se perde.

Pelo que sei, o sistema base do Palladium RPG é o mesmo de RIFTS por isso não sei se isto responde à tua questão.

Pois é, usam-se vários tipos de dados para coisas diferentes. Mas penso não ser assim tão complexo. Caracteristicas é D6, Combate D20, e skills D100. Porque é que tem que optar por um sistema unico? Bem sei que há sistemas que o fazem e também já joguei como o Star Wars da West End Games D6 e o cyberpunk 2020 D10. Pode não ser tão intuitivo porque não é mandar sempre os mesmos dados mas não quer dizer que não funcione. Todavia, compreendo o teu ponto de vista especialmente se fores jogadores de sistemas como estes.

As listas infindáveis de armas, viaturas, robos, ciborgs e OCCs (as classes) é porque Rifts tem mais de 30 sourcebooks. Se usarem apenas o core não será assim tão extensivo. Mas, geralmente julgo que ninguém joga com os sourcebooks todos apesar de muitos jogadores gostassem de o poder fazer.

De facto o Rifts parece um jogo mais virado para o combate por causa dessas longas listas e OCC poderosas. Isso não nego. Também é um jogo que não posso falar muito porque não tenho e nunca joguei. Se eu pegasse nele talvez me limitasse ao core book e um ou dois sourcebooks para fazer aventuras com mais substancia do que apenas combate. Talvez aventuras na onda daquilo que os militares fazem no afeganistão, patrulhar o terreno, conhecer o povo, estabelecer contacto e protocolos com o povo, acabar com ameaças... Mas como digo, nem conheço bem o setting.

Em relaçao aos jogos deles que jogo: Palladium Fantasy, Systems Failure, Beyond the Supernatural, Heroes Unlimited, Dead Reign. Nunca tive problema em fazer um jogo equilibrado a nível de combate e roleplay nem sinto que os jogos estão virados para combate. Basta ver as listas intermináveis de skills e a quantidade de skills que cada personagem tem.

O problema não é a

O problema não é a complexidade (o sistema não é complexo). O problema é que o autor parece ter arrebanhado partes de outros sistemas que leu, juntou tudo na mesma panela para ver o que saía dali. Do ponto de vista de design, há uma sensação de falta de uniformidade. No entanto, há quem goste ou, pelo menos, esteja disposto a aprender muito por causa dos setting que, reitero, são muito bons. Já vi que és grande fã do sistema da Palladium (editora) e isso é de louvar.

Francamente, não conheço ninguém que jogue isso e, na altura em que eu jogava, éramos o único grupo. Como tu devem andar mais por aí, do mesmo modo que, provavelmente, mais alguém para além do meu grupo joga Savage Worlds. É uma questão de insistir que alguém há-de aparecer. Mas depois de ler o Rifts fiquem sem grande vontade de explorar os restantes rpgs da Palladium.

Dwarin escreveu: O

Dwarin escreveu:

O problema não é a complexidade (o sistema não é complexo). O problema é que o autor parece ter arrebanhado partes de outros sistemas que leu, juntou tudo na mesma panela para ver o que saía dali. Do ponto de vista de design, há uma sensação de falta de uniformidade. No entanto, há quem goste ou, pelo menos, esteja disposto a aprender muito por causa dos setting que, reitero, são muito bons. Já vi que és grande fã do sistema da Palladium (editora) e isso é de louvar.

O origem do jogo e sistema foi nos anos 80 penso que 83/84. Se não estou errado, foi inspirado no AD&D. Logo as classes, raças e pontos de experiencia, etc. E na altura o AD&D também era "uma salganhada" atributos D6, combate D20 e skills D100... esta simplificaçao mostra a origem do sistema da Palladium e porque é que é old school.

Em relação ao design, penso que te referes ao layout do livro. Aí sim tambem te dou razao. Como já expliquei num outro post, uma das razões que os Americanos detestam a Palladium é por causa do seu criador, o Siembieda, e a intransigencia dele em actualizar ou profissionalizar a compainha. A Palladium continua a ser gerida por ele e mais uns quantos como se tivessemos nos anos 80. hahaha Isso refelecte-se em vários aspectos como esse a que penso que te referes.

E já agora obrigado, sou grande fã e até tenho livros autografados pelos autores dos livros.Cool

Dwarin escreveu:
Francamente, não conheço ninguém que jogue isso e, na altura em que eu jogava, éramos o único grupo. Como tu devem andar mais por aí, do mesmo modo que, provavelmente, mais alguém para além do meu grupo joga Savage Worlds. É uma questão de insistir que alguém há-de aparecer. Mas depois de ler o Rifts fiquem sem grande vontade de explorar os restantes rpgs da Palladium.

Espero que um dia tenhas tempo e vontade de experimentar a Palladium... quem sabe num jogo nosso?

E força com o Savage World... confesso que tambem não conheço...

Defensivo? Não pá, nada

Defensivo? Não pá, nada disso, pelo contrário.

Eu explico-me melhor: posso estar enganado mas com o que tens escrito até agora parecia-me que vinhas com a ideia de que o pessoal aqui ia dizer-te que eras louco em jogar Palladium e que devias deixar de jogá-lo para jogares d20/Storyteller/GURPS/Fate e tal e tal. Longe disso! :)

Como vês a maioria aceita esse facto com tranquilidade e até tem alguma curiosidade pela tua experiência peculiar de jogo e até certo ponto a fidelização que tens por apenas uma editora que não sendo a mais popular criou alguma da história no hobby.

Por isso não precisas de defender nada por aqui nem me pareça que venhas "armado" em nada. Aliás eu disse-te, quando te dei as boas-vindas, que por aqui, só partilhando publicamente o teu gosto pelo RPG é que o pessoal costuma reagir com comentários.

Por isso tás na boa.

"Back to you, Jim"

sopadorpg.wordpress.com - Um roleplayer entre Santarém e Almeirim
ideonauta.blogspot.com - Viajando pelos

sopadorpg.wordpress.com - Um roleplayer entre Setúbal e Almeirim
Ludonautas Podcast - Viajando, sem nos movermos, pelos mundos do RPG

A fidelização é simples

Thumbs UpA fidelização é simples de explicar e penso que se calhar já o fiz antes até. São dos primeiros jogos que joguei, tenho os livros, e muitos ainda por usar, gosto de o ler e satisfazem-me. Não sinto mesmo necessidade de jogar outros. No entanto, ao longo do anos já joguei uma coisa ou outra. Como vampire e D&D mas regresso sempre aos meus Palladium quando posso fazer de GM. São regras que conheço e dentro do meu estilo de GMing o sistema funciona. Simple as that.Cool

Muitas aventuras para todos! Sejam com a Palladium ou não!

RPG Lovers

Logus Vile escreveu:
Muitas aventuras para todos! Sejam com a Palladium ou não!

Sim, nós por cá gostamos é de jogar RPG. Uma boa parte de nós joga mesmo vários RPGs diferentes e estamos sempre a experimentar coisa novas, não deixando de haver um ou outro jogo que conhecemos bastante bem. É assim uma espécie de equilíbrio entre excelência e exploração (um tópico sobre o qual já falamos no ano passado), por isso, não só admiramos quem já é excelente a jogar o seu RPG preferido, como também temos todo o gosto em explorar esse RPG se ainda não o conhecermos.

Por outro lado, também temos no AbreoJogo muita gente que é fã apenas do seu RPG e não se afasta muito daquilo que conhece, mas esses membros não costumam participar tanto nos vários tópicos, como é natural. Recentemente, aconteceu mesmo o impensável que foi a própria comunidade de fãs de D&D partir-se em duas entre os aficionados de 4E e os resistentes de 3.5/D20.

Neste momento, acho que facto não temos mais ninguém de Portugal que jogue Palladium, mas algo me diz que, mesmo que houvesse, ainda tínhamos aqui uma outra divisão entre fãs de RIFTS e fãs dos outros livros ou coisa do género Ashamed e é pena os roleplayers ás vezes terem esta tendência para se isolarem em campos opostos.

Estou para aqui com esta explicação Laughing porque já houveram mal-entendidos em que algum pessoal ficou com a impressão que a gente só diz mal do seu RPG quando, na verdade, só tratamos tudo por igual, fazemos perguntas que podem ser consideradas estranhas, falamos de outros jogos diferentes e começamos a fazer comparações. Eventualmente, alguém acaba por dizer "para esse tipo de jogo ABC, mais valia jogares XYZ" e aí é que o pessoal se chateia desnecessariamente. Ficas já avisado Wink

Citação:
Eu gosto muito do mundo de cyberpunk e bem antes dos filmes do matrix hahaha mas nunca me adaptei às regras o suficiente para sentir comfortavel a ser GM. É pena...

Eu também adoro Cyberpunk e não gosto particularmente das regras, mas prontos. Faz-me apreciar ainda mais os RPGs em que as regras são boas Tongue out

Citação:
Em relação à demo, não tinha problema em fazê-la...

Temos que marcar isso para um próximo encontro nacional de roleplayers, espero que para breve.

 

Step On Up

Contem comigo para isso.

"the drunks of the Red-Piss Legion refuse to be vanquished"

Rick Danger escreveu:

Rick Danger escreveu:
Neste momento, acho que facto não temos mais ninguém de Portugal que jogue Palladium, mas algo me diz que, mesmo que houvesse, ainda tínhamos aqui uma outra divisão entre fãs de RIFTS e fãs dos outros livros ou coisa do género Ashamed e é pena os roleplayers ás vezes terem esta tendência para se isolarem em campos opostos.

Por acaso, nunca verifiquei esse cenário... é que acompanho os foruns oficiais da Palladium e lá também há muita discussão sobre as regras, o rumo dos jogos, pros e contras mas geralmente o pessoal que joga RIFTS e o pessoal que não joga não se dividem. Falando por mim, se soubesse de alguém a correr RIFTS cá em Portugal eu seria dos primeiros a saltar e a dizer que queria jogar também! É mesmo com pena minha que não haja mais ninguém a jogar regularmente porque era uma oportunidade de ver como outras pessoas dirigem os jogos que jogamos e trocar ideias. Por outro lado sinto uma especie de orgulho... afinal ser pioneiros ou sobreviventes têm o seu mérito... whatever that means....

Setting: Systems Failure

De maneira a dar a conhecer alguns dos jogos que andamos a jogar, meto aqui uma descrição que fiz no nosso fórum. Considero este jogo um jogo ideal para se iniciar no mundo de Palladium sci-fi por ser relativamente simples a nível de conceito e classes. Eis a minha descrição:

 

Systems Failure é um RPG de Ficção Científica e Pós-Apocalípse e baseia-se numa realidade alternativa no planeta Terra.
A história centra-se no medo que havia nos finais dos anos 90 sobre o ano 2000. Havia muitas pessoas que achavam que o mundo ia acabar e muitas seitas e grupos religiosos convencidos que o mundo não passaria do ano 1999. De facto, havia muitas teorias da conspiração, por assim dizer. A nível tecnológico havia o receio que os computadores, e em geral qualquer máquina, não estavam preparadas para assumirem nos calendários internos a passagem de 1999 para 2000 e que consequentemente poderia haver um reset a muitas dessas máquinas ou pior, podiam avariar. A este medo chamavam the Y2K bug.*
Na realidade não aconteceu absolutamente nada. Tudo funcionou perfeitamente e o último julgamento não veio à Terra.
Todavia, no mundo Systems Failure isso não foi verdade!
Na passagem de ano de 1999/2000, perante muita expectativa, e enquanto a maioria das pessoas se juntavam nas festas comemorativas habituais, outros rezavam para que se salvassem do fim do mundo e ainda outros escondiam-se nos seus bunkers recheados e equipados de armas. E estes últimos dois afinal tinham razão...
Assim que bateu 00h00 na Nova Zelândia, as centrais eléctricas, os computadores, carros, aviões, sistemas electrónicos avançados e até os aparelhos mais simples deixaram de funcionar! E em efeito dominó, pelo mundo fora assim que virava meia noite o mesmo cenário repetiu-se..... O caos foi imediato! A histeria em massa que já existia multiplicou-se vezes sem conta. Nas grandes cidades, os motins e gangs de pilhadores invadiram as ruas, os edifícios e as lojas grandes e pequenas. Os governos tentaram em vão controlar o caos que se espalhava por todo o mundo.
O resto do ano de 2000 foi dedicado a tentativa da retoma da electricidade e da normalidade. No entanto, o caos prolongou-se durante meses e os governos não conseguiram controlar a nova anarquia instaurada. Revoluções, motins, crime e assassinatos fugiram ao controlo da policia e forças militares. Vários países abriram falência com o não funcionamento das grandes indústrias, o colapso dos mercados e bancos. A escassez de comida e bens nas cidades agrava ainda mais a situação.
No final do ano, um terço das grandes cidades mundiais estavam destruídas. Muitas das cidades foram incendiadas nos motins e guerrilhas durante O Colapso, enquanto outras caíram com as inúmeras guerras civis e insurreições. No entanto, começou-se a espalhar o rumor que muita da devastação fora provocada por uma ameaça alienígena. As teorias da conspiração eram muitas e variadas, e o rumor dos invasores alienígenas era maioritariamente ignorado....
O início do jogo é Fevereiro de 2010, em Portugal.
O mundo está irreconhecível. Portugal está irreconhecível. Não há governo, polícia, nem serviços militares. Ninguém confia em ninguém. É uma selva onde a lei da sobrevivência é quem manda. O "velho oeste" dos filmes instaurou-se.
Os alienígenas são verdadeiros. Ninguém sabe de onde vieram estes monstros que se assemelham a insectos gigantes. Mas vieram para consumir a nossa electricidade. Capturaram os nossos líderes e transformaram-nos em zombies mandados por eles... pois, os Insectos inserem uma minhoca, Silkworm, no cérebro dos humanos, passando a controlá-los. É o mesmo procedimento que têm com qualquer humano que lhes cruze o caminho enquanto bebem da electricidade das centrais e da nossa tecnologia.
A televisão, a rádio e a internet ainda existem mas são controladas pelos Insectos. A electricidade está ao acesso de quem quiser usufruir dela, porém, ligar a luz é como chamar os Insectos a si.... Assim, as populações espalham-se longe das cidades controladas pelos Insectos e fecham-se em pequenas comunidades auto suficientes, a cultivar a terra e a viver dela. Mas os Insectos alienígenas não são os únicos perigos... há sempre gangs de splatterpunks, milícias, e mercenários sem escrúpulos para atormentar as pessoas que apenas querem voltar a ter algo parecido com uma vida normal.